sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Integrantes da CPI do Cachoeira. Homens ou Ratos?


Depois de idas e vindas, monitorado pelos holofotes e por eternos serviçais da chamada “grande mídia”,  o patético relator da CPI do Cachoeira decidiu retirar do seu bolorento relatório final os nomes do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e do jornalista da revistinha pornográfica "Veja", Policarpo Júnior. Perplexa com tanta falta de firmeza, coragem e isenção, a Nação pergunta se muitos dos integrantes da melancólica e desmoralizada CPI do Cachoeira, afinal, são homens ou ratos?

Renato Guimarães elogia o atendimento aos idosos em Manaus


“Manaus tem uma das melhores estruturas do país no atendimento aos idosos”. Foi o que ressaltou o médico geriatra, Renato Maia Guimarães, que abriu o 2º Mutirão de Cidadania, organizado pela Fundação Dr. Thomas, no Parque Municipal do Idoso. “Manaus se destaca frente a outras grandes cidades do Brasil nas políticas voltadas para a terceira idade. O estado do Amazonas tem dado contribuições importantes para o País”, disse o médico. Segundo Renato, a Fundação Dr. Thomas é uma das melhores instituições de longa permanência. “A Fundação tem uma das melhores organizações não apenas de assistência, mas de promoção social, bem-estar e saúde dos idosos”, afirmou. Renato tem uma longa experiência na área do envelhecimento. Foi responsável pela primeira iniciativa de disseminação de informações sobre o envelhecimento por meio do Programa de Saúde do Idoso, no Ministério da Saúde. Em 1990 criou o primeiro ambulatório público de Geriatria do Distrito Federal. O geriatra coordena atualmente a “Linha de Cuidados e Educação Permanente e Pesquisa em Saúde do Idoso” pela Universidade de Brasília, que tem como uma de suas finalidades a capacitação de cuidadores de idosos, e de médicos do Programa Saúde da Família e pesquisas para promoção da saúde para idosos.

Energia solar tem incentivos no Pólo Industrial de Manaus



Com a crescente demanda por energia sustentável em todo o mundo, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) reforçou, durante o "Amazonas Greenergy - Simpósio Internacional de EnergiaSustentável", que o Polo Industrial de Manaus já tem benefícios para produção de dispositivos fotovoltaicos - utilizados para converter a luz solar em energia elétrica. O simpósio, realizado esta semana no auditório Gilberto Mendes de Azevedo, da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), contou com a participação do superintendente em exercício da SUFRAMA, Gustavo Igrejas, e de representantes de empresas nacionais e internacionais do setor energético, visando discutir a elaboração de um "Plano de Atração de Empresas do Setor de Energias Renováveis" para o Estado. Igrejas mediou duas palestras na quarta-feira (28): "Experiências de importação de mecanismos de incentivos e financiamentos diferenciados para energia solar", realizada pelo coordenador de Energias Renováveis do Greenpeace, Ricardo Baitelo; e "Plano de atração de empresas do setor de energias renováveis", proferida pelo secretário de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (SEPLAN), Airton Claudino. Durante as palestras lembrou que atualmente já existem cinco portarias interministeriais de Processos Produtivos Básicos (PPBs) aprovados para produtos fotovoltaicos no Polo Industrial de Manaus (PIM). "É importante dizer que hoje já é possível produzir com os incentivos que temos. A SUFRAMA trabalha constantemente com a atração de investimentos, então, acredito que é viável identificar onde estão esses fabricantes e dar um passo à frente, apresentando nossas vantagens aos investidores para trazê-los para a região assim que a demanda tornar viável a produção no Brasil", afirmou o superintendente.

Greenergy

O Simpósio foi organizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), em parceria com a Eletrobras-Amazonas Energia, e contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Amazonas (Seplan). O público-alvo foram organizações governamentais, empresas privadas, instituições de ensino e pesquisa, representantes da sociedade civil e do setor empresarial. De acordo com a secretária da SDS, Nádia Ferreira, o evento visou articular uma política industrial para fomentar a cadeia produtiva de energias renováveis, desenvolvendo o mercado de equipamentos e serviços, incluindo a atração de investidores internacionais e favorecimento da transferência de tecnologia.

Pronto livro sobre Dante de Oliveira


Já está pronto o livro sobre Dante de Oliveira, o homem das diretas já! do professor da UnB e cientista político Paulo Kramer. É o volume 65 da coleção "Perfis Parlamentares" da Câmara Federal. Será lançado em Brasília e em Cuiabá, terra natal do ex-governador e ex-deputado federal. A obra abrange ensaio biográfico de Kramer com mais de 100 páginas e uma coletânea de discursos parlamentares de Dante. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Felipão/Parreira: agora sim é a hora da onça beber água


Dupla mostra sintonia no desafio de dar ao Brasil o hexacampeonato em 2014

Luiz Felipe Scolari, pentacampeão do mundo, e Carlos Alberto Parreira, o tetracampeão, mostraram na apresentação oficial como técnico e coordenador da Seleção Brasileira uma sintonia que pode ser considerada perfeita para quem jamais trabalhou junto antes. O presidente da CBF, José Maria Marin, ao apresentá-los, disse que naquele momento assumia a responsabilidade de "entregar os destinos da Seleção Brasileira nas mãos de profissionais de competência e capacidade reconhecidas através dos muitos títulos conquistados".
- Meu único compromisso é escolher o melhor para a Seleção Brasileira. Por isso, escolhi esses dois grandes campeões, Felipão e Parreira, para conduzir a equipe visando aos dois objetivos, a Copa das Confederações, e ao maior de todos, a Copa do Mundo de 2014.
Luiz Felipe Scolari volta 10 anos depois à Seleção Brasileira com espírito e ânimo renovados. Grande comandante do pentacampeonato em 2002, tem agora motivação redobrada no desafio de dar ao Brasil o sonhado hexacampeonato.


- Não podia deixar de passar a possibilidade de fazer parte da história como o técnico hexacampeão jogando no Brasil. Quero aproveitar para agradecer a confiança depositada e feliz por ter ao lado um profissional do nível de Parreira. Quando o presidente Marin me disse que o tinha convidado para ser o coordenador, eu agradeci mil vezes.
Felipão disse ainda que nestes 10 anos que esteve longe da Seleção, ao contrário do que alguns apregoam, não viu a sua carreira em descendência. Muito longe disso: lembrou que comandou um trabalho de verdadeira revolução na seleção portuguesa, que mudou todos os conceitos de preparação, credibilidade e interesse da equipe nacional junto ao torcedor do país; foi campeão no Uzbequistão - com 28 vitórias em 30 jogos - e campeão da Copa do Brasil pelo Palmeiras.
- Mas trocaria todos esses títulos pelo período que passei em Portugal, pelo trabalho feito naquele país. Chego agora à Seleção muito feliz, motivado e preparado para este grande desafio que será a Copa de 2014.
Preparado, sabedor da grande responsabilidade que terá pela frente, mas não pressionado no nível que aconteceu quando assumiu a primeira vez, em 2001. À época, a Seleção Brasileira, em fase de transição, estava em situação complicada nas Eliminatórias e ainda foi eliminada da Copa América na Colômbia.
- Fui eliminado perdendo para Honduras por 2 a 0. Aquilo sim era pressão, ainda mais que, se o Brasil não se classificasse para a Copa o Mundo, seria a primeira vez que isso aconteceria na história. Então, não acho que a pressão de agora será maior.
Esquema tático, programação, convocação, tudo isso será discutido em troca e debate de ideias com o coordenador Parreira, que por sua vez deixou claro como será a relação profissional da dupla.
- Vamos debater conceitos, trocar ideias, mas a decisão final será sempre do Felipão. Ele é a figura principal da comissão técnica.
Carlos Alberto Parreira volta para disputar sua quinta Copa do Mundo pela Seleção Brasileira. Parreira se vê no recomeço de uma carreira vitoriosa, mas que pode atingir o seu ponto máximo com a conquista da Copa do Mundo de 2014.
- Sinto como se estivesse recomeçando, rejuvenescido, para voltar a disputar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira no meu país e poder também reviver uma dupla, de técnico e coordenador, que deu tão certo em 1994. Vamos ter muito trabalho, mas de uma coisa estamos certos, a de que não passa pela cabeça de ninguém não ser campeão do mundo em 2014.


Meu comentário:

Agora sim. Com Felipão e Parreira em campo é hora da onça beber água. É o momento do vai ou racha. Do tudo ou nada. A seleção penta campeã não é brinquedo para embalar o ego dos eternos parasitas e pessimistas de plantão. Timeco que jamais ergueu um tijolo em beneficio do futebol brasileiro. A CBF foi rápida e eficiente nas escolhas. José Maria Marin atendeu o clamor do torcedor. É ele a válvula de escape da paixão do brasileiro. Quem não quiser ajudar ou estimular a seleção com Felipão e Parreira, que pelo menos não atrapalhe, com críticas levianas, amarguradas, tolas, açodadas e sem cabimento.

O que acontece por aí...


Eunício aprova emenda que garante segurança na Copa

Após discussão e votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) anunciou as cinco emendas que devem ser atendidas pelo Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2013. Ele informou que foram apresentadas 70 propostas, sendo as escolhidas, de consenso entre os membros do colegiado. De acordo com Eunício, a principal proposta a ser atendida, foi a que destina valor de R$ 200 milhões para o ministério da Justiça e que vai financiar as ações do Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS) visando a realização de grandes eventos no País. “O objetivo desse investimento é garantir ações, sistemas e aparato tecnológico para a segurança dos eventos de larga escala que o Brasil receberá nos próximos anos, como a Copa das Confederações e Copa do Mundo, e aí ressalto que o Ceará será o grande beneficiado com essa iniciativa”, disse. Também tiveram seus projetos indicados ao orçamento do ano que vem o Ministério Público Federal, com emenda no valor de R$ 150 milhões, para implantação de procuradorias junto às varas federais; o Superior Tribunal de Justiça (STJ) com emenda no valor R$ 50 milhões; o Ministério Público do Trabalho com emenda no valor de R$ 150 milhões; e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) com emenda de  R$ 100 milhões para ações de fiscalização e demarcação de terras indígenas. As propostas seguem agora para análise na Comissão Mista do Orçamento.


Brasília no circuito dos grandes times

O torcedor brasiliense já vibra com a possibilidade do Distrito Federal receber jogos do brasileirão de 2013. O governo da capital federal iniciou conversas com a CBF e acredita que poderá oferecer condições altamente vantajosas aos clubes. Os jogos serão no novo e moderno estádio nacional, o "Mané Garrincha". Jogos de clubes do Rio de Janeiro ou São Paulo realizados em Brasília costumam receber público muito maior do que nas cidades de origem dos grandes clubes.


Paulo Octávio retorna com tudo

O empresário, ex-senador e ex-vice-governador Paulo Octávio retorna com tudo ao cenário político-partidário de Brasília. O jovem e vitorioso pioneiro é filiado ao DEM, mas tem recebido convites para mudar de sigla. O caminho político-eleitoral de Paulo Octávio continua bem pavimentado. Por ora o operoso PO colhe vitórias no campo empresarial. Recebeu em São Paulo, das mãos do ex-ministro Ozires Silva, o título de líder empresarial do Centro-Oeste e duas de suas empresas receberam o troféu "Top of Mind", a construtora Paulo Octávio e a Bali Automóveis.

Bom saber que, ontem, dia 28, quarta, Elio Gaspari escreveu concordando comigo:

Rosemary é ótimo prato para a oposição

Sabendo usar, o tema vai render muito e cheirando muito mal para o governo. Se a oposição for firme, vigilante e competente, o episódio Rosemary é mais explosivo politicamente do que o mensalão. Este bebê Rosemary no colo de Dilma e Lula vai servir de bandeira eleitoral até 2014. No fundinho da alma, Dilma, mesmo leal e grata a Lula, não poderia ser diferente, imagina o quanto Lula começa a prejudicar o governo dela. Livrar-se de Lula é que é difícil. Mas o homem desde o pleito de outubro enfrenta uma fase ruim. Tudo será apurado, não adianta tentar colocar a sujeira e a lama para debaixo do tapete. A lei é para todos. As explicações serão muitas, as evasivas serão hilariantes. Coragem, Oposição, aprendam a trabalhar!”

Acertei em cheio

Como escrevi dia 25, Marin, com a firmeza dos que sabem decidir, antecipou o anúncio do substituto de Mano Menezes. Assim, como salientei abaixo, marin acabou com o dilúvio de maledicências, insinuações e agressões, que só prejudicam a Seleção Brasileira:

“Alguns analistas mostram-se desapontados porque a CBF demitiu o técnico   Mano Menezes. Outros tantos gostaram da decisão e aplaudiram. É do jogo. A CBF é responsável pela seleção brasileira. Nas vitórias e nas derrotas. Mano Menezes é, portanto, página virada. Bobagem ainda gastar espaço e tempo com ele. Fico horrorizado quando leio noticias  afirmando que um técnico estrangeiro deve ser o novo técnico da seleção. Colossal manifestação de colonialismo e desrespeito aos excelentes treinadores brasileiros. Parte da midia adora fazer tempestade em copo d'água. Não ajuda em nada para o sucesso da seleção. Creio que da mesma forma que agiu rápido para demitir Mano Menezes, a CBF deveria anunciar logo o nome do novo treinador. Acabaria com o dilúvio de especulações, maledicências, insinuações e agressões que tomou conta do noticiário depois da demissão de Mano Menezes. A mais melancólica das torpezas é insultar a CBF e o presidente  José Maria Marin. A maioria dos açodados críticos de Marin  seguramente torce pelo sucesso da seleção. Mas duvido que os algozes de plantão de Marin sejam mais vigilantes, preocupados, responsáveis e entendam mais de futebol do que o presidente da CBF. Muita atenção, porque em casa dividida, todos brigam e ninguém ganha nada. É o lema daqueles que torcem contra o sucesso da seleção e querem ver o circo pegar fogo.”

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Collor condena exclusão de jornalistas e Gurgel do relatório da CPI do Cachoeira


O senador Fernando Collor (PTB-AL) condenou em Plenário a retirada das acusações contra cinco jornalistas e contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, do relatório final da CPI do Cachoeira. Nesta quarta-feira (28), o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), apresentou nova versão do relatório, o qual modificou após pressão de parlamentares da oposição e de governistas. No documento criticado por Collor, não mais constam os pedidos de investigação da conduta de Gurgel em relação à operação Vegas, da Polícia Federal, e de indiciamento de cinco jornalistas, entre eles, Policarpo Júnior, da sucursal da revista Veja em Brasília. A retirada dessas partes causou “estranhamento”, na opinião de Collor. Na primeira versão apresentada, disse, Odair Cunha afirmava não restarem dúvidas que Policarpo contribuiu com a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira. O senador fez questão de ler diversos trechos retirados pelo relator. “Não restam dúvidas de que o jornalista Policarpo Junior aderiu à organização criminosa de Carlos Cachoeira, colaborando intensamente para o êxito e a continuidade de suas atividades e a impunidade de seus líderes”, leu Collor. Outra parte retirada do relatório, disse o senador, é a que apresentava afirmações do juiz da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás, Paulo Augusto Moreira Lima, ao decretar a prisão de Cachoeira. No trecho lido pelo senador, o juiz afirma que membros da imprensa serviam à organização de Cachoeira, por ela sendo manipulados e utilizados. O juiz também afirma haver uso de jornalistas “para a divulgação de conteúdo capaz de favorecer os interesses do crime”. Collor leu ainda outro trecho da primeira versão do relatório, no qual o relator afirma que Policarpo era “um braço midiático” da organização de Cachoeira e rechaça a hipótese de que o bicheiro seria apenas uma fonte do jornalista. O texto de Odair Cunha dizia que Cachoeira usava Policarpo em favor dos interesses da quadrilha, reforçou Collor.
- Essas constatações são secundárias, como justificou o relator para retirá-las do documento, apesar da contundência e clareza de sua própria argumentação no relatório? A gravidade desses fatos - vinculando setores da imprensa, mais particularmente a revista Veja, sempre ela, e seus servidores com o crime organizado - é ou não é de interesse da sociedade brasileira? – acusou o senador, que classificou a revista como "um verdadeiro coito de bandidos".
Já sobre Roberto Gurgel, continuou Collor, a primeira versão do relatório da CPI apontava “desvios de responsabilidade constitucional, legal e funcional” e recomendava que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) investigasse o procurador-geral.
Collor disse considerar "inadmissível" que essas duas partes sejam retiradas do texto, por serem de "interesse nacional" e por configurarem "fatos relevantes" encontrados pela CPI. Ele disse que vai propor a reinserção dessas acusações no relatório e o acréscimo de indícios contra outros procuradores do Ministério Público e ainda outros jornalistas da Veja.

Agência Senado

Comissão aprova projeto que obriga planos de saúde a garantirem tratamento contra o câncer em casa



A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (28) o projeto de lei (PLS 3998/2012) para que os pacientes em tratamento contra o câncer possam ter acesso a medicamentos para quimioterapia por via oral, em casa, pago pelos planos de saúde. A matéria é de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS). O relator do projeto na Comissão foi o deputado Reguffe (PDT-DF). A única modificação apresentada pelo deputado foi no sentido de aumentar o escopo do projeto, alterando a definição de "tratamento quimioterápico oral" para "tratamento antineoplásico oral". A matéria, que já foi aprovada por unanimidade no Senado Federal, segue agora para avaliação das comissões de Seguridade Social e Família, Constituição e Justiça e Cidadania. Na avaliação da senadora Ana Amélia, o tratamento em casa, via oral, é a forma mais adequada do ponto de vista médico para o atendimento às pessoas em tratamento contra o câncer. Com o atendimento em casa, argumenta, haverá uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes que sofrem com câncer e precisam deixar seus lares para receber um tratamento doloroso. Além disso, a progressista gaúcha salienta que a quimioterapia convencional é agressiva, invasiva, exige internação, deixa a pessoa suscetível à contaminação e mais, ocupa vagas nos hospitais que poderiam ser usadas para atendimentos de emergência.

Sarney lembra circunstâncias da aprovação de Paulo Vieira para diretoria da ANA


No debate sobre a votação que pode reconduzir Luiz Moreira Gomes Junior ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), nesta terça-feira (27), o presidente do Senado, José Sarney, reiterou a normalidade dos procedimentos relacionados à aprovação do diretor agora afastado da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira. Preso na última sexta-feira (23) pela Polícia Federal na operação Porto Seguro, Paulo Vieira foi afastado do cargo por suposto envolvimento em um esquema de venda de pareceres técnicos de órgãos federais. Com isso, as circunstâncias que envolveram sua indicação ao cargo, em 2009, vieram a debate e foram questionadas por parlamentares de oposição. Pela Constituição, os diretores das agências reguladoras devem ser sabatinados pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado e depois ter o nome aprovado em votação secreta pelo Plenário. No caso de Paulo Vieira, o questionamento se dá por terem ocorrido três votações sobre sua condução ao cargo. Na primeira, houve empate. Na segunda, rejeição. Numa terceira, aprovação. Sarney recorreu aos anais do Senado e fez um relato, no Plenário, das circunstâncias que envolveram todo o processo de análise do nome de Paulo Vieira. Começou lembrando que a posição da Mesa sempre foi decidir de acordo com as lideranças, buscando o consenso, especialmente diante de casos para os quais não há previsão regimental expressa.

Histórico

Em dezembro de 2009 o nome de Paulo Vieira, indicado para a diretoria da ANA, foi submetido a votação pela primeira vez. Após um empate, foi aberto novo escrutínio e houve rejeição por  26 votos a 25 e uma abstenção. No entanto, um recurso do senador Magno Malta (PR-ES) para que houvesse nova votação foi à CCJ. Na época, o então senador Demóstenes Torres (GO), posteriormente cassado, negou o pedido de Magno Malta, mas ressalvou que uma decisão do Plenário em sentido contrário seria soberana.
- O parecer do senador Demóstenes dizia que aquele recurso não era previsto no Regimento, mas que, contudo, mesmo sem previsão regimental, havia a possibilidade que o nome de Paulo Rodrigues Vieira fosse novamente submetido ao Plenário da Casa - destacou Sarney.
Em 14 de abril do ano seguinte, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) levantou o assunto no Plenário. Naquele momento, lembrou Sarney, as lideranças e o Plenário foram consultados.
- O parecer concluiu pela falta de previsão regimental, enfatizando, contudo, que o Plenário da Casa é soberano para decidir a questão, amparado em precedentes anteriores - disse Sarney, lembrando que já havia dois precedentes, quando recursos foram apresentados ao Plenário e este julgou "soberanamente".
Diante da concordância do Plenário, a votação aconteceu e Paulo Vieira foi aprovado, dessa vez por 28 votos a 15. No dia seguinte, entretanto, o senador José Agripino (DEM-RN) pediu a nulidade da votação e Sarney encaminhou o requerimento à CCJ, que alegou ser da Presidência a competência para decidir.
- Depois de um debate com alguns senadores, eu resolvi, como presidente da Casa, que nós iríamos apresentar um ato da Mesa, e apresentei esse ato, proibindo que tivéssemos mais recursos dessa natureza - explicou, referindo-se ao procedimento no caso do diretor da ANA.
No entendimento de Sarney, contudo, a aprovação do nome de Paulo Vieira em Plenário não poderia ser desfeita.
- É inverdade que a Presidência [do Senado] tenha feito uma manobra. O senador Jucá pediu a revotação dizendo haver acordo entre os líderes. Então eu, na Presidência, resolvi consultar o Plenário para a votação, uma vez que não havia previsão regimental para o caso e o parecer do senador Demóstenes não era contrário: ele, de fato, submetia o caso à apreciação do Plenário - explicou Sarney.

Agência Senado

Veja também:


Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado 



terça-feira, 27 de novembro de 2012

Porque Gurgel e Veja temem a CPI?


Aplaudo Carta Capital pelos excelentes textos de Mino Carta e Mauricio Dias. Exemplos marcantes de jornalismo isento, que não se deixa pautar pela costumeira patrulha sórdida, cretina, venal, hipócrita e covarde que tomou conta das principais redações brasileiras. Carta Capital faz muito bem em desmascarar os franciscanos de barro, encastelados na Procuradoria-Geral da República e na revista "Veja". Como acentuou o senador Fernando Collor em discurso, o procurador Roberto Gurgel desrespeita o Legislativo, fazendo pouco caso da ação legítima dos membros da CPI do Cachoeira. Para Collor, Gurgel não é intocável nem dono da verdade, a exemplo do jornalista da "Veja", Policarpo Júnior. A petulante e mentirosa "Veja" juntamente com seus serviçais espalhados em veículos importantes, insistem na bolorenta ladainha de que a inclusão de Policarpo no relatório final da CPI do Cachoeira atinge a liberdade de imprensa. Na verdade, quem deve explicações à legítima liberdade de imprensa é o santo-de-pau-ôco Policarpo, gravado pela policia federal em mais de 200 conversas telefônicas com Carlos Cachoeira. Não demora os cretinos vão alegar que Cachoeira é fonte limpa, segura, desinteressada e honesta.

Mil facadas no povo


 Foto: williaminforma.blogspot.com

Lula reclama que levou mais uma apunhalada nas costas com as denúncias da Operação Porto Seguro. Imagine, então, o dilúvio de queixas, desapontamentos e amarguras do povo com o rosário de constantes escândalos. Não há mais lugar no corpo do cidadão de bem para enfiar facas, canivetes, espadas, estacas, punhais e facões. Nem pelas costas, pelos lados ou na frente.  Só nos resta o sofrido e desiludido coração, agüentando tantas decepções  e desgostos. Não se sabe até quando.  

Embaixador de Taiwan visita SUFRAMA e promete ajudar na instalação de fábricas na ZFM



O embaixador de Taiwan no Brasil Jorge Guangp Pu Shyu visitou a  Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) com o objetivo de obter mais informações sobre o modelo econômico da ZFM e estabelecer futuras parcerias. O diplomata e sua comitiva foram recebidos pelo superintendente em exercício da autarquia, Gustavo Igrejas. Na reunião, Igrejas detalhou a política de incentivos fiscais da  Zona Franca de Manaus, discorreu sobre as vantagens de investir na Amazônia Ocidental e frisou  a relação – já comprovada cientificamente - entre a implantação da ZFM e a preservação de 98% da floresta nativa do Amazonas. O superintendente em exercício também ressaltou como seria de importância estratégica para o Polo Industrial de Manaus  (PIM) a atração de fabricantes de placas de circuito impresso sem componentes e a produção local de telas de alta tecnologia (como LCD, LED e OLED), áreas que são dominadas por empresas taiwanesas. “Apesar de ter sido criada para substituir importações e não, necessariamente, para ser exportadora, os críticos da ZFM sempre mencionam nosso volume de importação. A chegada de fabricantes de placas de circuito impresso sem componentes e de telas de LCD seriam extremamente benéficas para a balança comercial do Estado, sem mencionar as vantagens no adensamento da cadeia de produção”, explicou. O embaixador Jorge Guang-pu Shyu disse ser grande o interesse dos empresários de Taiwan em conhecer as oportunidades que são criadas no Estado para a realização de futuros investimentos. O diplomata também prometeu se empenhar na atração das empresas nas áreas mencionadas pelo superintendente. Para viabilizar e facilitar os contatos com o setor produtivo do país asiático, o embaixador convidou a SUFRAMA para  participar de uma feira de informática realizada em Taipei em 2013. O evento serial ideal para que a autarquia se reunisse com os empresários do país do setor.  “A implantação de novas fábricas de Taiwan na ZFM será mutuamente vantajosa para os dois países. Temos todo o interesse em facilitar o processo”, garantiu.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Collor defende pedido de investigação contra procurador-geral



Em pronunciamento nesta segunda-feira (26), o senador Fernando Collor (PTB-AL) rebateu as declarações do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de que o Congresso Nacional estaria o retaliando, pelo papel que o Ministério Público Federal desempenhou no processo do Mensalão. Na semana passada, Gurgel afirmou que a aprovação pela Câmara dos Deputados da PEC 37/2011, que retira o poder investigatório do Ministério Público, e o pedido feito no relatório da CPI do Cachoeira para que o Conselho Nacional do Ministério Público investigue sua conduta no caso seriam uma “retaliação” dos parlamentares.
Collor afirmou que vai sugerir ao relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), que inclua outros nomes na lista de pedidos de indiciamento, como os dos procuradores da República Alexandre Camanho, Lea Batista Oliveira e Daniel de Resende Salgado e da subprocuradora-geral, Cláudia Sampaio Marques. O senador também quer o indiciamento de Roberto Civita, Eurípedes Alcântara, Lauro Jardim, Hugo Marques, Rodrigo Rangel e Gustavo Ribeiro, todos da revista Veja.
Além disso, o senador pretende apresentar emendas à PEC que consta no relatório da CPMI, para prever a presença no Conselho Nacionais de Justiça (CNJ) e no CNMP de dois representantes da Defensoria Pública, o que em sua opinião garantiria maior equilíbrio representativo nas instituições.
Segundo Collor, o procurador-geral da República menosprezou o Congresso Nacional e não reconheceu como institucional a ação legítima dos parlamentares. Em sua avaliação, Gurgel assumiu uma postura “nada republicana” e não tem direito de falar em condutas, retaliação ou ação orquestrada, uma vez que estaria exercendo “papel de malfeitor funcional com extrema maestria”.

Imprensa

Outro alvo da crítica do senador foi o apoio dos meios de comunicação às declarações do procurador-geral. Collor afirmou que parte da imprensa, quando contrariada, acusa “políticos de fazer política, relatores de relatar e as instâncias de deliberar, apurar e revelar fatos”. Ele se referia às denúncias que tem feito em relação à conduta de Roberto Gurgel e às seis representações que apresentou isoladamente, em várias esferas de controle, sobre sua atuação frente ao inquérito da Operação Vegas, que investigou o grupo de Carlos Cachoeira em 2009. Collor acusou a imprensa de não divulgar suas denúncias. O senador afirmou que os crimes de Gurgel começaram a aparecer exatamente quando foram reveladas as relações do ex-senador Demóstenes Torres com Carlinhos Cachoeira. Para ele, os desdobramentos dos fatos, por meio das investigações da CPI, mostraram, para todo o país, o modus operandi e os “métodos rasteiros” do procurador-geral na condução de processos envolvendo autoridades com prerrogativa de foro.
- O Procurador-Geral da República opta pelo sobrestamento, pelo “engavetamento” e pela inação propositada como instrumento de poder, de pressão e de chantagem. Essa é a sua conduta - disse Collor.
Aliado a isso, prosseguiu o senador, outros métodos adotados pelo procurador-geral podem ser questionados, como a concentração de processos com prerrogativa de foro nas mãos de sua esposa, a subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques, e o vazamento de informações para a Veja.
O senador defendeu o pedido de indiciamento do jornalista Policarpo Júnior, diretor da revista Veja em Brasília, que consta do relatório a ser apresentado por Odair Cunha à CPI do Cachoeira. O senador citou trecho de um artigo em que outro jornalista, Paulo Nogueira, ex-editor da Veja São Paulo e da Exame, opina que os telefonemas trocados entre Policarpo e Cachoeira revelariam “intimidade inaceitável no bom jornalismo”.
Collor completou afirmando que, diante de tudo o que tem explicitado e denunciado, considera absolutamente normal o indiciamento e a inclusão no relatório final da CPI de nomes como o de Roberto Gurgel e de Policarpo Júnior.

Agência Senado

Leia o pronunciamento na íntegra, clicando aqui.


Confira o vídeo a seguir com parte do discurso.



O furo de Fernando Rodrigues

Agora que Mano Menezes foi demitido da Seleção brasileira, bom lembrar que a Folha de São Paulo, há bons 15 dias, publicou longa e esclarecedora entrevista do jornalista Fernando Rodrigues com o presidente da CBF. Como atento observador dos fatos e, sobretudo, das entrelinhas, vibrei quando a certa altura José Maria Marin afirmou que Mano Menezes era "o técnico atual" da seleção. Evidente que mandei carta para o jornal, que, infelizmente, não foi publicada.

Insumos venezuelanos podem abastecer Manaus


O superintendente da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), Thomaz Nogueira - acompanhado do superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional, José Nagib Lima - esteve em Caracas, Venezuela,  integrando a delegação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) que visitou o país para estreitar parcerias no âmbito do Mercosul. A próxima reunião de cúpula dos países do bloco econômico sulamericano será no dia 7 de dezembro, no Brasil, e a presença do presidente Hugo Chávez está confirmada, reforçando as discussões para integração entre os países, em especial do norte brasileiro com o sul venezuelano. Foram realizadas duas reuniões. A primeira teve como pauta avaliar oportunidade de cooperação entre o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e o equivalente venezuelano, o BANDES, para identificar abertura de linhas de financiamento para investimentos estrangeiros na Venezuela, bem como avaliar mecanismos de garantias que respaldem o financiamento de projetos. A criação de um fundo binacional também foi discutida durante o encontro. Na segunda reunião, foi tratada a promoção de investimentos e comércio entre os países. A SUFRAMA realizou uma apresentação sobre o modelo Zona Franca e identificou insumos que podem ser importados da Venezuela para o Polo Industrial de Manaus (PIM). Segundo o ministro da Indústria da Venezuela, Ricardo Menéndez, Manaus é estratégica do ponto de vista de complementação do eixo industrial venezuelano. “O presidente Hugo Chávez lançou a linha estratégica do grande eixo de desenvolvimento Venezuela-Mercosul. Este eixo industrial, que vai de Barquisimeto a Miranda, encontra em Manaus uma possibilidade de complementação, tanto do ponto de vista industrial quanto da articulação de cadeias de valor”, disse Menéndez. O ministro destacou que, além de ferro, vidro, alumínio e plástico, a Venezuela também pode abastecer Manaus com alimentos. “Temos a oportunidade de colocar nossos produtos alimentícios diretamente nas cadeias de supermercado”, complementou. Na pauta da segunda reunião também constou a análise sobre o sistema cambiário venezuelano - para avaliar mecanismos de adaptação ao Mercosul - e a avaliação de oportunidades de cooperação para desenvolver políticas de comércio exterior baseadas na experiência do Plano Brasil Maior. A missão brasileira explicou ainda o funcionamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil). Em conjunto, técnicos brasileiros e venezuelanos avaliaram mecanismos e oportunidades de cooperação para “Promoção de Exportações e Investimentos” e para “Estudos de Inteligência Comercial”. A delegação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior contou com representantes da SUFRAMA, do BNDES, da Secex e da Apex. Pelo lado venezuelano, participaram representantes da vice-presidência para área econômica e produtiva, do Ministério do Poder para as Relações Exteriores, do Ministério do Poder Popular para as Finanças, do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social da Venezuela (BANDES), e da Petróleos de Venezuela (PDVSA).

Tolice criticar a CBF



Alguns analistas mostram-se desapontados porque a CBF demitiu o técnico Mano Menezes. Outros tantos gostaram da decisão e aplaudiram. É do jogo. A CBF é responsável pela Seleção brasileira. Nas vitórias e nas derrotas. Mano Menezes é, portanto, página virada. Bobagem ainda gastar espaço e tempo com ele. Fico horrorizado quando leio noticias afirmando que um técnico estrangeiro deve ser o novo técnico da seleção. Colossal manifestação de colonialismo e desrespeito aos excelentes treinadores brasileiros. Parte da mídia adora fazer tempestade em copo d'água. Não ajuda em nada para o sucesso da Seleção. Creio que da mesma forma que agiu rápido para demitir Mano Menezes, a CBF deveria anunciar logo o nome do novo treinador. Acabaria com o dilúvio de especulações, maledicências, insinuações e agressões que tomou conta do noticiário depois da demissão de Mano Menezes. A mais melancólica das torpezas é insultar a CBF e o presidente José Maria Marin. A maioria dos açodados críticos de Marin seguramente torce pelo sucesso da Seleção. Mas duvido que os algozes de plantão de Marin sejam mais vigilantes, preocupados, responsáveis e entendam mais de futebol do que o presidente da CBF. Muita atenção, porque em casa dividida, todos brigam e ninguém ganha nada. É o lema daqueles que torcem contra o sucesso da Seleção e querem ver o circo pegar fogo.

Mano por Tite... valha-me Deus!



Caramba, se for para trocar Mano por Tite, quer saber, deixem então o Mano mesmo! Marin é do ramo. Sabe que Seleção é coisa séria. Patrimônio do país e do torcedor. Marin respeita a Seleção e sabe o que faz e como tomar a decisão certa. Só espero que Lula, o sabidão, não se meta novamente no assunto. Foi ele que impôs o nome do pretensioso Mano ao então presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Tomara que a limpeza de Marin na atual comissão técnica seja completa e, então, demita também o arrogante e falastrão Andres Sanches.

domingo, 25 de novembro de 2012

Rosemary é ótimo prato para a oposição


Sabendo usar, o tema vai render muito e cheirando muito mal para o governo. Se a oposição for firme, vigilante e competente, o episódio Rosemary é mais explosivo politicamente do que o mensalão. Este de bebê Rosemary no colo de Dilma e Lula vai servir de bandeira eleitoral até 2014. No fundinho da alma, Dilma, mesmo leal e grata a Lula, não poderia ser diferente, imagina o quanto Lula começa a prejudicar o governo dela. Livrar-se de Lula é que é difícil. Mas o homem desde o pleito de outubro enfrenta uma fase ruim. Tudo será apurado, não adianta tentar colocar a sujeira e a lama para debaixo do tapete. A lei é para todos. As explicações serão muitas, as evasivas serão hilariantes. Coragem, Oposição, aprendam a trabalhar!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mano já vai tarde


Alegria para o torcedor que gosta do bom futebol, a demissão do técnico Mano Menezes. A CBF agiu mais rápido que imaginava. Mano já estava se achando. Não tem competência para dirigir a seleção brasileira. Existem no mercado diversos profissionais mais capacitados. Decisão acertada do presidente da CBF, José Maria Marin. A fila anda, Mano. 


Ana Amélia exalta sanção da lei que limita em 60 dias o início do tratamento a pacientes de câncer pelo SUS


A senadora Ana Amélia (PP-RS) exaltou a sanção da lei que determina prazo máximo de 60 dias para que pacientes com câncer recebam o primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). A progressista gaúcha foi relatora do projeto no Senado e trabalhou pela aprovação da lei, que entra em vigor em 180 dias. O texto foi publicado nesta sexta-feira (23) no Diário Oficial da União. O intervalo de dois meses é contado a partir da confirmação do diagnóstico, e o tratamento pode ser cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Se o caso for grave, o prazo pode ser menor, destaca a lei. A nova legislação também prevê acesso a analgésicos derivados do ópio a pacientes que sofram com dores intensas. Segundo a senadora, a demora em começar um tratamento contra o câncer é o principal problema dessa terapêutica no Brasil. Para Ana Amélia, a lei trará grandes benefícios para as mulheres com câncer de mama, por exemplo. Ela disse, ainda, que não se deve esperar que a aprovação da lei "resulte na extinção das mortes por câncer no Brasil", mas que o Estado fará sua parte para combater a doença. Os estados que possuem grandes espaços territoriais sem serviços especializados em oncologia deverão produzir planos regionais para atender à demanda dentro do prazo estabelecido. A proposta inicial, feita em 1997 pelo ex-senador Osmar Dias, falava apenas sobre tratamento com remédios contra a dor. O projeto foi ampliado na Câmara dos Deputados.

A riqueza de ter amigos

O jornalista e publicitário Ruy Nogueira mandou-me mensagem afirmando que "sua amizade é para ser declarada ao imposto de renda: é riqueza". Grato ao Ruy. Quem me conhece sabe que jamais desaponto os amigos. Nesta linha, também agradeço aos amigos Willim Kalil e Carlos Esteves pelas broncas que fizeram. Graças a Deus recebi centenas de mensagens carinhosas de amigos e amigas que sempre lembram o dia 21 de novembro. Fico tão envaidecido e feliz que o velho e forte coração fica perto de explodir de satisfação. Meus amigos são assim, reais. Para toda a vida. Estamos juntos. Para o que der e vier. Ou vai ou racha. Meus amigos do facebook foram sensacionais. Criaram em minha volta um jardim de ternura emocionante. Beijos para todos eles.

A democracia e os holofotes


A democracia, como já se disse, de todos os sistemas de governo, é o menos ruim. Concordo totalmente. O defeito mais grave, embora não se justifique jamais sua condenação como sistema, é o fato de se basear não na racionalidade, na lógica, mas na emoção, nos sentimentos e empatias criadas, portanto, na irracionalidade dos humores do povão, nos atos demagógicos, nos jogos de cena para a sociedade de massas. Contradição de precisamos saber administrar. Um exemplo: os nobres parlamentares, Janete Capiberibe, Eduardo Suplicy e Randolfe Rodrigues, que se dizem arautos da moralidade, afirmaram com toda pompa que, agora (depois que a mídia chiou, claro!), vão pagar IR sobre ajuda de custo. Legal! Concordo. Muito bonitinho e coisa e tal. Mas a perguntinha que fica é: se fosse apenas por consciência ética, por “imperativo moral”, como dizia Kant, porque não fizeram isso antes, como disse ter feito o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que, independente do Senado, teria acertado a pendência com a Receita Federal em outubro, desembolsando R$ 73 mil pelo IR não recolhido? Eu respondo: por que se trata apenas da mais deslavada e, como dizia Dacy Ribeiro, “façanhuda” e espertalhona DEMAGOGIA. Acham que o povão é besta. Parlamentares que não possuem posições relevantes no Congresso, que não têm atuações substanciais, são, infelizmente, obrigados a partir para este tipo de subterfúgio para alguns minutos de “glória” diante dos holofotes. Os assessores de imprensa dessa gente deveriam advertir seus chefes sobre estas ações tolas, pois como dizia Nelson Rodrigues, a “massa é burra”... mas nem tanto, digo eu. Os tempos são outros. E como diz meu amigo, o jornalista Vicente Limongi Netto, falando sobre o criativo senador Cristovam Buarque, despedido por telefone por Lula, “tem gente que não pode ver nem luz de geladeira aberta que já se transforma em Madre Tereza de Calcutá, berrando asneiras”, com toda aparente e apaixonada “convicção”. É isso.

Said BarbosaDib, professor de História e analista político

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

UnB finalmente livre dos incompetentes



Fim da linha para a cambada de incompetentes, oportunistas, demagogos e irresponsáveis que insistia em literalmente liquidar com a UnB. Ventos saudáveis, de esperanças, surgem com a posse do novo reitor. O timeco do medíocre reitor já vai embora tarde.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A dor é do País inteiro



Diante de tanta violência, não demora nossas crianças também terão que usar colete à prova de bala. Diante da  crescente criminalidade, todos os carros brasileiros deveriam ter vidros blindados. A dor da mãe que vê o filho de um ano morrer em seus braços é de todos nós. O pavor e o medo tomaram conta da população. As autoridades cada vez mais perdem a guerra contra os bandidos. Somos reféns da  fúria sanguinária e da perversidade dos assassinos. Ninguém merece ouvir tolices de quem deveria comandar energicamente ações que realmente protejam o cidadão. Afirmar, como o governador Geraldo Alkcmin que, pela imensa população de São Paulo, o índice de criminalidade “não chega a ser tão alto”, é um acinte. Uma estupidez que humilha a população. Uma declaração que satisfaz apenas aos marginais. Creio que só nos resta rezar.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dilma foi sensata apoiando o STF



A presidente Dilma seguiu a linha do 'obvio e da sensatez. Não poderia ser diferente. Afirmou que a decisão do STF condenando os envolvidos no mensalão é soberana. Mas não perdeu a viagem, dirigindo farpas aos ministros. Afinal, os principais condenados são seus diletos companheiros do PT. Será bom para Dilma, para sua gestão e para o Brasil, que a presidente trate o memorável julgamento do STF como página virada. Bobagem ficar chorando pelo leite derramado. A população espera que Dilma trabalhe duro para resolver os graves problemas brasileiros. E que entenda que a lei realmente precisa ser para todos.  Doa em quem doer.

Mauricio Dias: “Gurgel volta a atacar”

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Carta Capital

Desde julho, portanto há quase meio ano, a Câmara dos Deputados é a única instituição sem representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), integrado por 14 representantes de variadas instituições nacionais. Essa demora já seria ruim se resultasse de entraves burocráticos. Mas a razão é outra. E é bem estranha. A indicação da Câmara está bloqueada pelas ações do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contra a posse do professor Luiz Moreira, aprovado inicialmente para um segundo mandato de dois anos na função. Eis algumas evidências do bloqueio que Gurgel faz ao que a Câmara aprovou. Malsucedido naquela casa, o procurador-geral transferiu o palco de sua trama para o Senado. Em e-mail do dia 5/6/2012 da Rede Membros do Ministério Público Federal, o procurador Matheus Magnani (MP-SP) relata desabridamente a campanha contra Moreira, que obteve 359 votos no plenário da Câmara, após ter sido indicado pela unanimidade dos líderes partidários.

“Pessoal: conversando com o assessor parlamentar do MPF (Ministério Público Federal) acabo de receber a informação de que a recondução do Luiz Moreira (…) apenas ocorrerá por falta de uma iniciativa concreta em sentido contrário. Portanto, ela é absolutamente evitável (…) O mesmo assessor disse que uma iniciativa concreta (…) tornará a recondução muito mais difícil. Pergunto: nada será feito?”

Outros procuradores se envolveram na trama desse procurador-geral “pantagurgélico”. Que Rabelais perdoe a singela insinuação com a troca de letras.

Um dos integrantes do complô propôs uma campanha capitaneada pela Associação Nacional dos Procuradores, após o “assessor parlamentar” José Arantes propor “algo concreto” como uma carta aberta do MPF com pelo menos 30 assinaturas de diversas regiões do País. Se possível encabeçada pelo presidente da citada associação supostamente para dar “mais peso” ao veto.

Uma campanha apócrifa, um dossiê de quatro páginas, precedeu a tudo isso e circulou pelo Congresso. A acusação mais grave contra Moreira é a mais frágil. Ele teria sido reprovado no exame da OAB. Bacharel em Direito, ele, porém, nunca exerceu a advocacia. Por isso não se submeteu ao exame da Ordem. Optou pela academia. É Doutor em Direito e Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais, além de Diretor Acadêmico da Faculdade de Direito de Contagem.

Moreira pediu ao CNMP a apuração administrativa, cível e criminal das denúncias do dossiê. Um já foi arquivado. Dos outros dois não se tem notícia. Vai ver que também descansam em paz nas gavetas de procuradores do Distrito Federal.

Gurgel tentou evitar a sabatina de Luiz Moreira na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. E chegou a pedir isso ao presidente da casa, José Sarney. Falou com mais gente: Eduardo Braga, líder do governo, e Renan Calheiros. A sabatina só não foi cancelada porque o deputado Marco Maia, presidente da Câmara, não aceitou o adiamento. Ele foi aprovado.
O procurador-geral contra-atacou e conta com o esforço de dois Pedros: Taques (PDT) e Simon (PMDB). Eles conseguiram adiar o ato final. Pediram o sobrestamento da votação em plenário para que sejam ouvidos os procuradores anti-Moreira.

Gurgel conta com alguns senadores para tentar derrotar os deputados.

A sereia e o desconfiado

No dia 28 de setembro, em pleno julgamento do chamado “mensalão” no STF, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, deu um pulo em Fortaleza para receber o troféu “Sereia de Ouro”, oferecido à “Personalidade do Ano” pelos critérios da TV Verdes Mares. A emissora é da família Queiroz, cuja herdeira, Renata, é esposa do ex-senador e líder político tucano Tasso Jereissati. Esse pessoal já foi mais discreto nessas comemorações.

Paulo Brossard: “Presídio, assunto do dia”


O assunto do dia refere-se aos presídios, depois que o ilustre ministro da Justiça declarou que preferiria a morte a, se condenado, ter de cumprir pena em uma das nossas cadeias. A declaração, em termos absolutos, foi pública e solene. Era natural que repercutisse como nenhuma outra que tenha sido feita pelo mesmo ao longo de quase dois anos; sua declaração foi objetiva e não podia deixar de ressoar no estrangeiro; mas ainda estava por acontecer alguma coisa mais chocante: para trazer os "presídios medievais" aos tempos de hoje, a lei orçamentária vigente consigna ao Ministério competente R$ 312,4 milhões, dos quais foram gastos apenas R$ 63,5 milhões, deixando no desvio, por conseguinte, nada menos do que R$ 258 milhões. E agora, José? Mais de R$ 250 milhões deixados sem aplicar em presídios enquanto estes permanecem em condições "medievais". Muitas coisas poderia dizer a respeito desse quadro inacreditável, mas prefiro ficar na simples enunciação dos fatos, uma vez que ela fala por si mesma e tanto estigmatiza a autoridade relapsa quanto o governo leniente. Como foi divulgado, com a verba deixada a mofar poderiam ser construídas oito prisões que não seriam "medievais", sem falar na adequação física das penitenciárias, na liberdade vigiada por monitoramento eletrônico e na construção de novos estabelecimentos penais nos Estados, quando todos, menos o Piauí, têm excesso de presos e falta de vagas. Enfim, estamos em uma situação que se diria esquizofrênica.  Passando das instalações materiais ao funcionamento das prisões, não ignoro suas deficiências, a começar pelo elemento humano, dado que a população carcerária carrega consigo uma condenação e cada um de seus componentes tem a sua queixa e sua revolta; também não é fácil selecionar os funcionários que devem atuar dia e noite em todos os variados setores de uma prisão; a própria proximidade entre as duas comunidades, a despeito das grades que as separam, não impede uma ou outra situação indesejável; por fim, os governantes também têm sua quota de responsabilidade, uma vez que fazer uma prisão, por melhor que seja, não consagra um administrador, ao passo que erguer um hospital, escola, estádio esportivo, ou mero chafariz na praça, será mais lembrado do que uma prisão ainda que pós-medieval.  A propósito, na presidência Sarney, seu ministro da Justiça, depois de sumário levantamento acerca da situação carcerária de cada Estado, levou ao presidente plano modesto, dadas as condições difíceis do erário, que consistia em fazer um presídio em cada Estado, e em cada Estado foi feito um; era pouco? Sem dúvida, era o mínimo, mas o possível, e devia ser o primeiro passo. Parece que o plano não teve continuidade, pois, caso contrário, passado um quarto de século, a situação carcerária evidentemente teria de ser outra. Se ao longo desse período se prosseguisse a construção, ano a ano, de um presídio em cada Estado, hoje sobrariam vagas; se a construção fosse de um estabelecimento por Estado, durante o perío- do de cada quadriênio governamental, seriam seis. 

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Paulo Brossard, jurista, ministro da Justiça no governo Sarney e ministro aposentado do STF