segunda-feira, 26 de junho de 2017

A INTELIGÊNCIA NO BRASIL

Não somente as grandes potências mas todos os países devem dispor de um eficaz Sistema de Inteligência que contribua para defesa nacional, a integridade territorial, a segurança interna, a preservação dos valores institucionais, a manutenção dos recursos naturais, o combate à corrupção, às ingerências estrangeiras, aos movimentos insurrecionais, subversivos e perturbadores da ordem pública, propondo adoção de medidas, prioritariamente preventivas, de interesse do Estado e do Governo.

O desenvolvimento tecnológico, a invasão nas redes de comunicação, a sofisticação do armamento, o incremento de atentados terroristas e o barbarismo do Estado Islâmico (EI) merecem ser acompanhados diuturnamente por autoridades competentes  e pessoal altamente especializado.

Já imaginaram a possibilidade de ataque do VATICANO com drones portando, por exemplo, munição química? Não poderia haver maior repercussão para os brutais assassinos que deturpam seus próprios princípios religiosos para catequizarem crianças como  futuros homens-bomba na propaganda de seus interesses deletérios.

No BRASIL, é inquestionável a eficiência do Serviço Nacional de Informações (SNI)  durante os governos militares para se contrapor  à subversão, às guerrilhas urbana  e rural, e ao desvio do dinheiro público.

Algum Presidente, Ministro ou titular de Estatal ficou rico ou foi denunciado por corrupção? Houve superfaturamento na extraordinária obra da Ponte RIO - NITERÓI?

Os radicais de esquerda afirmam que tudo era tão fechado que não dava margem a tais especulações. Porém, os revanchistas fizeram incursões exitosas em algo muito mais recluso haja vista as indenizações maximizadas  pela denominada Lei de Desaparecidos  no Governo FHC e as absurdas conclusões das Comissões da Verdade(?) nas administrações de LULA e DILMA.

Apesar da anistia, torturadores devem ser denunciados à opinião pública da mesma forma como os que assim procederam na subversão.  Mas daí a imputar responsabilidade penal ao Patrono da Aeronáutica, aos Generais – Presidentes e a tantos outros inocentes, poucos ainda vivos e sem sequer  ouvi-los, aí já é demais. Os Comandantes das Forças Armadas, de então, levarão para o túmulo o remorso da omissão por não terem defendido companheiros de farda mesmo sabendo que alguns foram caluniados  ou tiveram seus nomes equivocadamente trocados.

O SNI cometeu excessos e extrapolou no exercício de suas atribuições. Foi na realidade um governo paralelo com extraordinário poder que, inúmeras vezes, ultrapassou  as autoridades militares e criou inúmeros  ressentimentos internos. O malfadado “CONSTA QUE” proliferou e banalizou-se criando um pavor até no meio militar porque ninguém ficava imune a acusações vagas, levianas , preconceituosas e, até mesmo, vingativas.

Com o término da chamada “ditadura militar”, ele continuou menos invasivo e mais moderado no governo SARNEY.

Cumprindo a promessa de campanha, COLLOR extinguiu-o radicalmente e, para tanto, também contribuiu o fato do Chefe do SNI não tê-lo recebido no Palácio do Planalto quando era Governador de ALAGOAS.

Acabaram as agências de informações nos Ministérios Civis e nas Estatais, incluindo a PETROBRAS, o pessoal altamente especializado foi demitido e cooptado pelas empresas privadas de segurança, os antigos que permaneceram fizeram corpo mole e os admitidos eram muito jovens com  conhecimento incipiente.

O pouco que restou do SNI foi para a recém criada Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e o resultado foi um fracasso. No Governo ITAMAR, o novo titular da Secretaria ainda teve de aturar a remanescente Subsecretaria de Inteligência que acabou caindo no colo do Gabinete Militar de FHC, como sempre ocorre em situações semelhantes.

A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) só foi criada no final de 1999 e os resultados aí estão.

Basta citar que o BRASIL é, talvez, o único país do mundo a admitir somente por concurso público, o pessoal para tão importante setor da vida nacional. Que vulnerabilidade! E a experiência anterior, a vida pregressa, a ideologia e a confiabilidade? 

Será que detectaram e informaram a quem de direito com oportunidade as aventuras de PC FARIAS, a compra de votos para aprovação da emenda  constitucional que garantiu reeleições, o  mensalão, o petrolão, o poder dos empreiteiros, a generalização do Caixa Dois, os “malfeitos” nos órgãos governamentais, o fedor da corrupção e os cenários de possibilidades de impedimento de Presidentes da República, dois já concretizados?

Pouco antes da posse de COLLOR, seu tio se reuniu com os futuros Ministros das Forças Armadas e o Chefe da Casa Militar, na Base Aérea de Brasília, dizendo ter sido por ele incumbido de estudar a reestruturação do Sistema de Inteligência. Trocaram ideias a respeito do enxugamento do SNI e da restrição de sua atividade em alguns setores.

Ficou a impressão de que o serviço seria reformulado mas jamais extinto. Para surpresa geral, o Presidente nada adotou daquilo que lhes havia sido informado e seu parente sumiu, sendo nomeado  Embaixador em um país europeu.

De lá pra cá, até hoje, nos ressentimos da falta de um instrumento que seja de extraordinária eficácia para o Estado, principalmente, e cujos benefícios seriam em proveito da população sob todos os pontos de vista.
DIÓGENES DANTAS FILHO- Coronel Forças Especiais/Consultor de Segurança.

Janot quer esfolar Temer

Hora da luta do século. De um lado, o franzino e  elegante Temer, trabalhando para tirar o Brasil do atoleiro. Do outro, Rodrigo Janot, o  insaciável  procurador-geral. Armado até os dentes  com  material de guerra de fazer inveja aos rebeldes da Síria e os terroristas do Estado Islâmico. Os óculos  escondem os olhos cheios de ódio e rancor.  Janot   vestiu a armadura do paladino  imbatível.  Passa por cima de   quem tiver a audácia de atravessar o caminho dele. Janot emagreceu 25 quilos. Quer descontar o tempo perdido tirando o couro do esquálido Temer.  No ringue, David contra Golias. O jogo é jogado. Lambari é pescado.  

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O rebotalho da crônica esportiva decidiu fazer delação premiada

Aspas para o famoso e folclórico rebotalho da crônica esportiva:  Curitiba. Sala fria. Repleta de policiais.   O farsante decidiu delatar. Abrir o verbo.Logo ele, que adora vazar delações alheias. O cretino pergunta: " O gravador é bom mesmo, doutor? Melhor do que aquele enferrujado do colega Joesley? "Eu garanto. Fala", irrita-se o procurador. Vamos lá.  " Não aguento mais tanta angústia. Há anos não consigo dormir. Ruminando, babando  ódio,  contra quem vou jogar as patas amanhã. Não preciso de provas. Nasci leviano. Morrerei  leviano.  Acuso e pronto. Dane-se,  Jornalista não vai em cana no Brasil. Desde que fui parido, no curral das vacas, sinto uma sofreguidão no peito. Minha sina é falar mal dos outros. Doutor Janota, estou abrindo meu coração ao senhor para tentar, pela última vez, se consigo me tornar cidadão decente. Preciso aplacar o  ódio, o recalque, a inveja e a frustração que carrego no peito. Deixar de ser anjo torto e cretino. Minha alma tem mau hálito, de tanta imundície que escrevo.  Aliás, registre-se: sou apenas um rabiscador de asneiras, sandices, idiotices e imbecilidades. E a Folha de São Paulo ainda me paga por isso. Antes da delação premiada que agora faço ao senhor, doutor Janota, procurei o perdão de Deus."Não diga. Sério? Indaga o doutor Janota.   Fui barrado em todas as igrejas católicas de São Paulo.  Todos os padres recusaram ouvir minhas confissões. Correram de mim como o diabo corre da cruz. Agora,  doutor Janota,  em Curitiba, sei que vou finalmente encontrar a paz que tanto almejo. Não quero mais ser torpe. Juro que não patrulharei mais nenhum diretor, presidente de clube ou jogador.Não insultarei mais a CBF. Tentarei ser menos ordinário. Burrice falar mal da CBF. Os caras lá nem sabem existo. Não dão a minima para minha medíocre existência.    Percebo que  estou perdendo  a credibilidade e o respeito profissional. Nos meus  muitos endereços que a Receita federal tem, não sou mais saudado com festa nem pelos vigias noturnos. De madrugada, os lixeiros viram a cara. Fingem que não me conhecem. Não quero mais ser um cara repulsivo, arrogante e pretensioso. Juro, doutor Janota, que tentarei rabiscar menos porcariadas. A Folha de São Paulo ainda vai se orgulhar de mim. Nessa linha, tentarei levar a amarga Mariliz Pereira para o caminho do bem e da ternura.  Prometo, doutor Janota, que voltando para São Paulo, marcarei consulta com uma junta internacional de  psiquiatras, psicólogos, pais de santo e pastores evangélicos.  Talvez ainda tenha cura. Não aguento mais ter pesadelos com os versos imortalizados no samba de Antônio Maria: "Ninguém me ama/ ninguém me quer/ ninguém me chama de meu amor".  Doutor Janot percebe que o rebotalho tenta  chorar. Em vão.

Exército trabalha com um terço do orçamento, revela comandante

Um dos temas abordados na audiência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) com o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, nesta quinta-feira (22), foram as restrições orçamentárias pelas quais passa a força.
O general revelou que o Exército necessita de dotações anuais da ordem de R$ 2 bilhões, porém os repasses previstos em 2017 são de R$ 767 milhões. Neste cenário, explicou o general,  o custeio não é comprometido, mas as restrições afetando fortemente o desenvolvimento de novos projetos.
Villas Bôas disse que tal cenário é "preocupante", e que as verbas à disposição, após um contingenciamento superior a 40%, criam incertezas para acertar as contas a partir de setembro.
- No que se refere a esta questão momentânea, o governo está atento e creio que os problemas imediatos serão resolvidos. Mas na área da Defesa, mais importante até do que o valor anual das dotações, é o orçamento ao menos ser previsível. Não é possível definir um valor na peça orçamentária, a gente se estruturar e depois já vem uma interrupção - disse o general, explicitando que esse tipo de prática traz "prejuízos terríveis" ao Exército e "uma situação calamitosa" para as empresas com as quais a força tem contratos.
O general ressaltou a importância que tem para o país investir no setor de Defesa, pelos impactos estruturais que provoca no desenvolvimento científico, econômico e na geração de empregos. Acredita que no mundo de hoje qualquer país que descuide do seu poder de dissuasão comete um erro, citando como exemplo a recomendação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para que seus países-membros incrementam as dotações de 1,5% para 2% do PIB na área.
- Temos capacidade dissuasória assegurada em relação a nosso hemisfério, mas não temos em relação às grandes potências e outros países. Daí a importância de projetos como o submarino nuclear, os novos caças, aeronaves KC e outros projetos - reiterou.
Citando estudos da Universidade de São Paulo (USP) e da Embraer, o militar demonstrou que a cada R$ 1 investido em Defesa multiplica-se em R$ 10 no produto interno bruto. Lembrou ainda que a atuação do Exército brasileiro hoje é condizente com o que se espera de uma prestação de serviços moderna, indo além do combate ao inimigo. Sua profissionalização deve estar voltada para atender a qualquer necessidade do país, citando como exemplo hoje a distribuição de água para cerca de 4 milhões de habitantes do Nordeste, missão assumida e cumprida diariamente desde 2003.

Segurança das fronteiras

No portfólio de programas estratégicos, Villas Bôas reitera que o mais relevante para o país é o Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (Sisfron). Para o militar, o Brasil e suas autoridades são passivas diante do descalabro provocado pelos altíssimos índices de violência urbana, fruto em grade parte do descontrole do que se passa nas fronteiras, vizinhas de regiões onde imperam cartéis ligados a um pesado tráfico de armas e drogas.
- A qualidade de vida do brasileiro e sua liberdade é fortemente afetada por esse descontrole. Hoje convivemos passivamente com mais de 60 mil assassinatos por ano, outros 20 mil desaparecidos, mais de 100 estupros por dia, somados a incalculáveis danos ao patrimônio - disse o general, para quem a solução para o "descalabro" passará necessariamente pelo uso intensivo de alta tecnologia no monitoramento dos mais de 17 mil quilômetros de fronteiras do país.
Diante do quadro exposto pelo general, o senador Jorge Viana (PT-AC) acredita que a CRE tem a obrigação de priorizar o Exército e as demais forças em suas emendas ao Orçamento. Ele apresentou quadros demonstrando uma forte queda nos repasses desde 2013. Quem também disse estar preocupado com essa situação é Lindbergh Farias (PT-RJ), para quem o país precisa revisar as regras ligadas ao teto de gastos públicos, entre outras razões pela "corrosão" que causará nos investimentos em defesa nacional a médio e longo prazo.
Agência Senado 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

“De portas abertas” (Coluna Follow-Up)

Trecho da coluna de responsabilidade do Cieam, editada por Alfredo MR Lopes: “Num espaço curto de tempo, um servidor da Suframa, José Jorge do Nascimento Júnior, foi escolhido para dirigir o órgão estadual de Planejamento. Nesta quarta-feira, um servidor da mesma pasta estadual, Appio Tolentino, assume a Suframa, e o faz com aceno simbólico de dirigir essa autarquia ‘com as portas abertas’. Esse rodízio é extremamente saudável na medida em que uniformiza condutas, alinha procedimentos, flexibiliza formalidades. Há que se promover um choque de desburocratização para tornar fluída e eficaz a gestão pública, em nome da produtividade, competitividade e transparência nas relações e atribuições. A imagem das ‘portas abertas’ é elucidativa e traduz exatamente aquilo que a presidência e os conselheiros do Cieam, e certamente das demais entidades do setor produtivo, mais almejam. Tem sido, aliás, assim, nas últimas gestões da Suframa, por força dos resultados que esse alinhamento produz. Seguem, então, algumas ponderações pautadas nas vantagens da disposição comum para trabalhar, os em equipe, prestigiando os técnicos que estão tocando projetos, sempre na linha de integrar a luta pela sintonia fina entre os setores públicos e privados para ambos façam o melhor de si a luz do interesse coletivo. Abrir as portas significa desburocratizar procedimentos e resgatar autonomia da autarquia, entre outros prognósticos indicadores do diálogo e de união pelo Amazonas, pela Amazônia Ocidental e pelo empenho de resgatar o crescimento, os empregos e a arrecadação do Estado. Esta é a síntese que ampara a boa acolhida e recomenda apoio irrestrito aos compromissos da nova direção da Suframa”.

Pantominas do canastrão Joesley

A nação assiste, estarrecida, as pantomimas do cretino e debochado Joesley Batista. É o xodó  mais pautado pela imprensa. O moderno e caro jato de Joesley é atração nacional. O chefão da camarilha da JBS cumpre com esmero as ordens da Procuradoria-Geral da República e da polícia federal. Desfia o rosário de escabrosas acusações, contra tudo e contra todos. Sem pudor ou constrangimento. Mente descaradamente para criminalizar e fragilizar Temer.  Peraltices e ordinarices de Joesley são repetidas como verdades absolutas.  O canastrão  age com desembaraço. Fantasiado de paladino e imaculado. Como  se nada temesse. Leva fé nos padrinhos que apoiam suas falcatruas.  Voltará aos Estados Unidos ainda mais abusado e insolente. Dando gargalhadas e picanhas podres aos brasileiros de bem.  É patético se não fosse trágico. 

Neymar, amigo da onça

Neymar, surgido e crescido no Santos, ao lado de Ganso, tornaram-se grandes amigos. Tanto que Ganso é  padrinho de casamento de Neymar.  Contudo, Neymar  deu uma de amigo da onça: Preferiu  recomendar Lucas Lima, ao Barcelona,  ao invés de Paulo Henrique Ganso. A meu ver, Lucas Lima nunca jogou e jamais jogará mais do que Ganso. Registre-se  que Neymar, com o lamentável gesto,  mostra, na realidade, que não tem o carinho, apreço e amizade por Ganso que diz ter. Que o episódio sirva de lição para Ganso. Assim caminha a humanidade.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Queridas amigas, queridos amigos,

... apoiadores, parceiros, colaboradores, doadores de peças, depois de dois anos
de trabalho neste Projeto e quase 30 anos de obstinação, estamos lançando o Portal
www.zuzuangel, com a Coleção Zuzu Angel - Documental e Têxtil - digitalizada.
Além disso, concluímos nossas quatro Reservas Técnicas, na Casa Zuzu Angel de
Memória do Brasil, na Usina, com parte de nosso Acervo Têxtil já higienizado,
catalogado, organizado, dentro de padrões museológicos internacionais.

É só o começo, ainda há muito por fazer. Mais um percurso nesta estrada que
temos ainda a percorrer juntos, rumo à preservação da memória da moda brasileira.
Aguardando sua presença na Casa França Brasil para brindarmos a esta conquista,

Hildegard Angel -
Presidente, Instituto Zuzu Angel

“ESTÓRIAS” DE UM PRESIDENTE

Este é o título do livro do saudoso e brilhante Coronel HERNANI  D’AGUIAR que abdicou de sua promoção a General para dar assistência permanente ao Presidente COSTA e SILVA, como Chefe de seu Gabinete Pessoal, desde a grave enfermidade até à morte.

O militar tinha sido anteriormente, de 1967 a 1969, o primeiro Assessor Chefe de Relações Públicas da Presidência da República, desfrutando da intimidade do Marechal.

Àquela  época, a lealdade era considerada um apanágio dentre as virtudes castrenses e D’AGUIAR  foi exemplar na sua observância.
Ficou ao lado de seu Chefe e Amigo, inválido em cima de uma cama e alheio a tudo em vida semivegetativa, enquanto grave crise ocorria pela posse do poder.

O autor procura retratar  o lado humano do Presidente apesar de sua aparente sisudez.

Católico fervoroso, COSTA e  SILVA repetia com frequência que não desejava o seu Cargo nem para o pior inimigo. Parece até que estava adivinhando o calvário de COLLOR  e os tsunamis enfrentados por LULA, DILMA e TEMER.

Desejava ser como o Marechal DUTRA ao deixar o Governo: “ter a casa cheia de amigos, cuidar dos netos e envelhecer tranquilamente pelas ruas do RIO...”. Que brutal diferença para os governantes recentes!
Ele era muito emotivo, chegava às lágrimas com facilidade e reconhecia não possuir o “aplomb”  de um Presidente por não ser imponente, alto, forte, magro e bonito. Apesar dos constantes regimes alimentares, a vaidade não lhe batia às portas. Quantos de seus sucessores se aproximam dele neste particular?

No seu leito de dor, imobilizado e mal conseguindo comunicar-se com os que o rodeavam, preocupava-se com o destino de seus amigos leais. Assim também foi com o bravo Jornalista CARLOS CHAGAS, seu Secretário de Imprensa. Ao saber que voltaria para  “O GLOBO” os dois começaram a chorar de mãos dadas. Realmente emocionante! O que diriam do atual ambiente de traições, delações premiadas, denúncias e deslealdades?

O Ministério das Comunicações acabava de ser criado e a chefia da EMBRATEL estava vaga. Levaram-lhe o nome de seu filho ÁLCIO da COSTA e SILVA por ser engenheiro formado no ramo pela Escola Técnica do Exército e satisfazer plenamente as condições exigidas para o cargo. Ele discordou por ser um mau exemplo.Bons tempos em que o nepotismo era repudiado até na Praça dos Três Poderes.

Em 1969, recebeu um grupo de juízes e desembargadores que pleiteavam isenção de imposto de renda. Após escutá-los, mostrou-lhes o seu contracheque de vencimentos com o desconto mensal do referido imposto e solicitou-lhes que também o fizessem. O constrangimento foi grande pela diferença salarial e o Presidente lhes disse: “orgulho-me de pagar imposto de renda- é uma das formas de redistribuir a riqueza”. Já imaginaram como seria este diálogo atualmente onde é abismal a diferença salarial entre os integrantes dos Poderes Judiciário e Legislativo, de um lado, e os do Executivo, de outro, apesar de a isonomia estar prevista na Constituição?

COSTA e SILVA nunca  escondeu que era apaixonado pelo turfe e gostava de moderadamente apostar em cavalos de sua preferência. Sabedores disto, lobistas tentaram lhe oferecer, de presente, o puro-sangue TIGER de 2 anos, de excelente linhagem e de elevado valor.
Com a sua simplicidade e inspirando-se  em fato semelhante ocorrido com o Consolidador da República, respondeu: “aceitarei com muito prazer mas no dia seguinte ao da passagem do governo para meu sucessor”. Qualquer comparação com o que se sabe, se lê sistematicamente nos noticiosos  e se ouve nas TV, fica por conta do leitor.

Ele tinha grande coragem pessoal e não se atemorizou com  a covardia do Atentado de Guararapes, em Recife, que o tinha como alvo. Jamais admitiu excessos praticados em nome de sua segurança. Sempre citava o exemplo de KENNEDY que foi mortalmente baleado apesar de contar com uma das melhores proteções do mundo. Várias  vezes saltou de seu carro para confraternizar com o povo mesmo em redutos da Oposição.

Durante seu mandato, somente se ausentou do país por 3 dias para comparecer  à reunião dos Chefes de Estado em PUNTA DEL LESTE/URUGUAI. Bons tempos de economia nos gastos públicos sem desperdícios em mordomias.

Na manhã de 29 de agosto, com o rosto repuxado e coberto por um cachecol, falando palavras enroladas e mal articuladas, preparou-se para deixar o Alvorada e fez questão de sair como chegou: andando. Ao ultrapassar a portaria, olhou para o Palácio e começou a chorar antevendo a final despedida. Com ele viajavam 2 grandes amigos, o médico da Presidência e seu ajudante de ordens, testemunhando a grande dificuldade do  Presidente  guardar  o lenço que enxugara suas lágrimas porque o braço não lhe obedecia. No meio militar as amizades são sinceras e independem de hierarquia.

No dia 17 de dezembro de 1969, pouco antes das 16 horas, o Marechal COSTA e SILVA já afastado da Presidência teve um infarto fulminante e repousou.

Ele ficou marcado pela implantação do AI-5 que o associou à figura de um ditador que sempre repugnou. Poucos sabem que ele lutou para impor uma Nova Constituição antes do epílogo  de seu mandato mas Deus assim não o quis.

O livro é uma Bíblia de ensinamentos para os governantes de diferentes níveis e revela a personalidade de um homem bom,  desconhecido pela grande maioria da população. Merece ser lido e relido!  
DIÓGENES DANTAS FILHO- Coronel Forças Especiais/Consultor de Segurança.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Marcella Bártholo faz visita à Secretaria de Cultura

A cantora, que participou da edição de 2017 do programa The Voice Kids, da Rede Globo, apresenta-se no Teatro Amazonas no próximo fim de semana com o espetáculo “Dream, o Musical”.

 A cantora Marcella Bártholo, 15, encontrou-se com o secretário   de Cultura, Robério Braga, para agradecer o apoio da Secretaria de Cultura ao espetáculo Dream, o Musical, que acontecerá no Teatro Amazonas neste sábado, 24, em duas sessões, às 17h e às 20h.

O encontro foi na Secretaria de Cultura,   com a participação do pai e do irmão de Marcella, Marcellus e Pedro Campelo, que  integram  da produção do espetáculo.

Robério Braga elogiou o talento da jovem cantora. “Marcella foi aluna do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro e surpreendeu a todos nós com a sua participação no The Voice Kids, que foi de arrepiar! O talento dela mostra que o trabalho que estamos desenvolvendo no Liceu, com uma política cultural forte, tem dado muitos orgulhos para o nosso Amazonas”, afirmou o secretário. 

Para Marcella, apresentar um espetáculo no Teatro Amazonas durante as comemorações dos 120 anos da casa é um marco na sua vida musical. “É um sonho realizado! Eu já tinha participado de um espetáculo no Teatro quando tinha 6 anos de idade, mas dessa vez é diferente. Eu estou bem emocionada, e tenho certeza de que a apresentação vai ser maravilhosa”, completou.

Dream, o Musical

Com direção geral de Marcellus Campelo, Dream, o Musical, conta a história da infância de Marcella desde as primeiras aulas de balé até a participação no The Voice Kids, mostrando também as curiosidades e bastidores do programa. O espetáculo tem direção artística de Matheus Sabbá, cenografia de Marcos Apolo e coreografia de Brunno Athayde, além da direção musical e preparação técnico-vocal de Mardson Campelo.

No palco com Marcella, participam músicos e bailarinos que integram o Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro e a Amazonas Filarmônica. O espetáculo também tem a participação em cena dos atores Tânia Melo, Sílvio Romano e Pedro Campelo.


Fotos Lucas Vítor Sena/SEC


Imbecil e mentiroso Romário

O inútil, ressentido e desmoralizado Romário insiste em ser irresponsável. O relatório bolorento, recalcado e mentiroso que tentou aprovar na CPI do Futebol não tem validade jurídica. O desesperado Romário pode rosnar como quiser  e plantar canalhices a vontade. O relatório final aprovado na CPI do Futebol  é da autoria do senador Romero Jucá. É o documento que vale para a justiça. O tal plano B de Romário é um calhamaço de ilações e acusações sem provas e ridículas. Repleto de notícias requentadas, vencidas, ultrapassadas e enterradas. Como breve será o próprio Romário, enterrado nas  urnas pelo  eleitor carioca, iludido pelas fanfarrices  e sandices do ridículo senador. O Rio de Janeiro não merecia senador tão inexpressivo.  Xô, Romário.

Comissão de Relações Exteriores realizou mais um painel para tratar sobre a conjuntura mundial e o papel do Brasil

Collor preside Comissão de Relações Exteriores do Senado (FOTO: AGÊNCIA SENADO)

Fenômenos como a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e a saída do Reino Unido da União Europeia (processo conhecido como "Brexit") sinalizam um "fim de ciclo" na geopolítica internacional e a inauguração de uma nova ordem. Essa é a conclusão dos convidados da audiência pública realizada nesta segunda-feira (19) pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal, presidida pelo senador Fernando Collor de Mello (PTC/AL).

Durante a discussão na sessão, os convidados ressaltaram que ainda não é possível prever que tipo de configuração geopolítica emergirá desses novos fatos. Eles apontaram, no entanto, que já é possível observar que a balança de poder que vinha sendo hegemônica nas últimas décadas está em xeque.

O ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim afirmou que o enfraquecimento do bloco europeu, com a defecção britânica, pode ter consequências que extrapolem as relações econômicas entre os países - e que extrapolem, inclusive, o continente europeu.

"Projetos de integração são instrumentos econômicos, mas são predominantemente políticos. São projetos de afastamento da possibilidade de conflito. Vamos ter que analisar, para além das perdas comerciais, até que ponto a saída do Reino Unido representa ou não o enfraquecimento de uma estrutura de paz mundial", considerou ele.

Em relação ao governo de Donald Trump, Amorim avalia que as movimentações iniciais do novo presidente sugerem uma desestabilização da atual ordem mundial, que tem nos Estados Unidos o seu principal patrocinador, mas sem deixar para trás a política America first ("Estados Unidos em primeiro lugar").

O ex-ministro também observou que as políticas de Trump podem beneficiar o Brasil. Para ele, o fim da parceria Transpacífico é positivo, pois esse tratado faria o Brasil (mesmo não fazendo parte dele) renunciar a muitas autonomias econômicas para se adequar ao novo mercado local. Além disso, explicou Amorim, a figura pouco carismática ou agregadora de Trump pode impelir aos países sul-americanos a se unirem entre si.

Interrogações

O professor Klaus Dalgaard, que ensina Política Internacional na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), analisou o Brexit como um movimento que deve ser considerado um "caso à parte", uma vez que o Reino Unido sempre teve uma postura isolacionista perante o resto da Europa. Além disso, explicou ele, as posições pró e contra o abandono da União Europeia se inverteram entre as forças políticas britânicas ao longo dos anos.

Por causa dessas particularidades, ele considera a questão do Brexit como um "cenário de interrogações". O acordo de separação, desenhando as novas relações entre o Reino Unido e a União Europeia, precisa estar concluído até o fim de março de 2019. Segundo explicou o professor, o panorama de negociação não é simples e a volatilidade política é alta - caso qualquer um dos outros 27 membros rejeite as condições estabelecidas, a saída britânica será total, o que significa um grande abalo no continente.

"A melhor solução possível para o Reino Unido é um acordo interino, pelo qual o país participaria do mercado comum sem representação nas decisões supranacionais, enquanto se ganha tempo para negociar um acordo mais detalhado que não seja tão nocivo quanto a saída total", afirmou.

Dalgaard explicou que o atual governo do Partido Conservador está em posição de fragilidade após perder, nas eleições do último dia 8, a maioria absoluta que detinha no parlamento. A primeira-ministra Theresa May precisou montar um governo de coalizão e, assim, perdeu a liberdade de conduzir a negociação do Brexit nos seus próprios termos.
Novos polos

O professor Guilherme Sandoval Góes, coordenador da pós-graduação em Direito Público da Universidade Estácio de Sá, disse que o quadro geopolítico global firmado após o fim da Guerra Fria está em "desconstrução", e o principal resultado disso pode ser a dissolução dos polos de poder que se observavam nas últimas três décadas.

Esses polos eram três: o americano, encabeçado pelos Estados Unidos; o europeu, consolidado na União Europeia, e o asiático, que tinha o Japão como principal potência. Além da mudança da orientação dos Estados Unidos com Trump, sinalizando maior isolamento econômico, e do Brexit, que desestabiliza a Europa, a ascensão da China como potência global pode reposicionar os polos de poder.

O ex-ministro Celso Amorim disse que, no cenário antigo, os Estados Unidos figuravam como potência hegemônica mundial mas exerciam a sua influência de forma multilateral, integrando outros países em suas decisões - assim, mantinha-se certo equilíbrio. Isso pode vir a mudar, segundo ele, com as atitudes mais autonomistas de Donald Trump.

Essa postura, chamada de multilateralismo afirmativo, era, na concepção de Amorim, um dos pilares do sistema pós-Guerra Fria, junto com o capitalismo liberal e a democracia ocidental. Esse sistema, segundo ele, é o que está posto em dúvida diante dos novos fenômenos políticos e econômicos internacionais.

http://gazetaweb.globo.com/portal/noticia/2017/06/trump-e-brexit-sinalizam-fim-de-ciclo-apontam-participantes-de-audiencia_35360.php

segunda-feira, 19 de junho de 2017

SUFRAMA busca parceria com academia e instituições de pesquisas com alimentos amazônicos

A industrialização e a exportação de alimentos da Amazônia foram tema de reunião entre o superintendente da SUFRAMA, Appio Tolentino, e pesquisadores e cientistas especializados em piscicultura e fruticultura do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

De acordo com Tolentino, a ideia é elaborar um planejamento integrado multi-institucional focado em produtos alimentícios amazônicos com potencial estratégico para serem industrializados e depois exportados. “Queremos construir um projeto junto com as instituições de pesquisa da região para definir uma lista prioritária de alimentos amazônicos que mais agradem ao paladar dos consumidores da Europa, da Ásia e dos Estados Unidos, por exemplo, e que tenham potencial de industrialização. Temos excelentes pesquisas na área e contamos também com um grande interesse internacional pela grife Amazônia. O papel da SUFRAMA é fazer esse meio de campo entre indústria e pesquisa para gerarmos empregos para a região”, detalhou, destacando, ainda, que a proposta de construir um plano em parceria com os pesquisadores visa evitar entraves burocráticos e ampliar as chances de sucesso.

Nos últimos 20 anos, cerca de 40% dos 1.275 convênios feitos pela SUFRAMA na região foram para o fomento de cadeias produtivas do setor primário. Um exemplo positivo é a cadeia leiteira em Rondônia, que hoje atende também o mercado consumidor do Amazonas. “É urgente a estratégia de diminuirmos a dependência da nossa economia do Polo Industrial de Manaus (PIM). A segunda parte desse plano terá como fim as pesquisas fitoterápicas, fitocosméticas e de biomoléculas. Iniciaremos com os alimentos pelo potencial de geração de empregos e de renda do agronegócio. É histórico que o setor primário e o agronegócio é que seguram o País em momentos de crise”, explicou Tolentino.

O superintendente salientou que, além do encontro com os pesquisadores do Inpa e da Ufam, também se reunirá com especialistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e de outras universidades federais e estaduais dos cinco Estados que fazem parte da área da abrangência da SUFRAMA. “Também analisaremos a melhor forma de estabelecer convênio ou cooperação técnica e buscaremos financiamento com emendas parlamentares. Há ainda um grande potencial de atração por meio dos incentivos fiscais da Zona Franca Verde”, ressaltou.

Pela parte do Inpa, estiveram presentes à audiência os pesquisadores Nilson Carvalho, Francisco Souza, Dionísia Nagahama e Rogério Jesus, enquanto que a Ufam esteve representada pelo pesquisador Antônio José Inhamuns. Também participaram da reunião o superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional da SUFRAMA, Marcelo Pereira, o coordenador geral de Desenvolvimento Regional, Vitor Lopes, e o procurador federal junto à SUFRAMA, Bruno Bisinoto.

SIM OU NÃO?

Meus caros, o jornalista gaúcho (que em sua matrícula escolar constava como nascido no Uruguay) Apparicio Fernando de Brinkerhoff Torelly, que também assinava Apporelly, quando veio para o Rio trabalhar em jornais, se auto concedeu o título nobiliárquico de Barão de Itararé (referência à maior batalha campal da América Latina - que nunca chegou a ser travada).

Um dos mais brilhantes e criativos intelectuais da nossa imprensa, criador de frases memoráveis, como ¨quando um pobre come galinha um dos dois está doente¨, ¨o casamento é uma tragédia em dois atos: um civil e outro religioso¨, ¨tudo seria muito fácil, se não fossem as dificuldades¨.

Certa vez, respondendo a uma prova oral do curso de medicina, que abandonou no quarto ano por questões não explicadas, o professor tentando humilhá-lo por uma resposta errada, dirigiu-se a um bedel e pediu, em voz alta: Fulano, vá até a cantina e traga um feixe de capim! o nosso Apparicio completou: e pra mim um cafezinho!Comenta-se que ali começou o seu afastamento da Faculdade.

Durante a ditadura Vargas foi muito perseguido por ser comunista. Foi eleito vereador pelo Partidão com o lema: ¨Mais leite e mais água para o povo; e menos água no leite!¨
Dividiu cela com Graciliano Ramos, de quem era amigo e correligionário, e está citado no monumental ¨Memórias do Cárcere¨.

Certa vez, durante um interrogatório, irritou tanto o
policial que o interrogava, que este bradou: Seu Apparicio, responda apenas o que eu perguntei, pare com tantos subterfúgios e diga apenas sim ou não. O bravo jornalista respondeu: senhor major, certas perguntas não podem ser respondidas com apenas um sim ou não, há que contextualizá-las.
O major discordou afirmando que qualquer pergunta pode ser respondida simplesmente com um sim ou não.
Posso fazer ao senhor uma pergunta para o senhor responder sim ou não? perguntou humildemente o nosso herói. O major cheio de raiva desafiou: Faça! faça qualquer pergunta que eu
responderei sim ou não.
O destemido jornalista tascou: Major, o senhor acredita que sua esposa parou de lhe trair?
Foi quando levou a primeira mãozada.

Pois é, são perguntas capciosas que não podem ser respondidas
que constam das mais de oitenta que o Fachin mandou para o Temer e lhe concedeu 24 horas para responder; depois, condescendente, dilatou o tempo, mas as perguntas continuaram irrespondíveis, e versavam sobre quatro temas: 1. relativas à gravação clandestina que não foi periciada e é a pièce de résistance de todo o processo, mesmo não sendo aceita como prova em nenhum tribunal decente; 2. fatos anteriores ao mandato presidencial, portanto fora do alcance do processo; 3. questões de caráter pessoal (quem é Edgar?); e 4. questões referentes ao Rocha Loures, que está em outro processo.

Descobri hoje que o Fachin não é obrigado a responder aos questionamentos que alguns deputados aliados do Temer queriam lhe fazer. Mas eu farei as perguntas que me intrigam mesmo assim, mesmo eu conhecendo as respostas.
Lá vai:
Ministro Fachin, é verdade que o senhor certa vez atuou como advogado do Paraguay numa questão internacional contra o Brasil? (patriotismo é isso!)
Ministro Fachin, é verdade que o senhor participou ativamente da campanha presidencial, pedindo votos para a Dilmula, e se identificando como líder de ¨um grupo de juristas que têm lado, o lado do PT¨?
Ministro Fachin, é verdade que o senhor advogou pelo MST, em questões de invasões de propriedades?
Ministro Fachin, é verdade que, para ser Ministro do STF,  o senhor foi pedir votos aos senadores de braços dados com o Ricardo Saud, tesoureiro, e propineiro do Joesley Folgadão?
Ministro Fachin, é verdade que o senhor, já Ministro do STF, participou de um jantar na mansão do Joesley Folgadão em Brasília, que varou a noite, e pela manhã foi para Curitiba no Jatinho do criminoso?
Ministro Fachin, é verdade que o Joesley Folgadão cometeu 245 crimes, cuja prisão, na soma pelas penas máximas, chegam a 2.448 anos de cadeia?
Ministro Fachin, é verdade que o senhor mandou instaurar um processo contra o Presidente da República com base numa fita gravada clandestinamente, portanto sem nenhum valor em qualquer tribunal democrático?
Ministro Fachin, é verdade que o senhor se arvorou relator do Processo solicitado pelo Janot, quando, pelo Regimento Interno do STF, o relator deveria ser escolhido por sorteio?
Ministro Fachin, é verdade que, ao arrepio da Lei, o senhor concedeu Perdão Judicial ad aeternum ao criminoso Joesley Folgadão?
Ministro Fachin, por que o senhor é desse jeito?

Humberto Ellery

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Facínoras insultam Alexandre Garcia dentro do avião

Outro espetáculo de selvageria, ódio e insensatez  fez nova vítima: depois de  ofensas e xingamentos a  Miriam Leitão, agora o alvo dos marginais e covardes, armados com celulares, dentro do avião, foi o jornalista Alexandre Garcia. É preciso que se dê um basta nessas cenas antidemocráticas,  irresponsáveis e desrespeitosas. A escalada dos fanfarrões fantasiados de donos da verdade não pode ser mais tolerada.   O imbecil e exibicionista que se comporta dessa maneira, constrangendo a tudo e a todos, tem que ser punido e enjaulado. Não pode conviver com pessoas de bem.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

VELHAS NOVIDADES - Coluna Carlos Brickmann

(Edição dos jornais de QUARTA-FEIRA, 14 de junho de 2017)

O veterano Repórter Esso, que marcou época no rádio e na TV, tinha como lema “o primeiro a dar as últimas”. Os noticiários do Brasil, hoje, são os de sempre, divulgando o de sempre. Novidades? Preferem velhidades. Para todos nós, resta a impressão de que só há notícias bem antigas.

O PSDB fica no Governo, como ficou sempre que pôde. Claro, dizem que é para garantir a governabilidade e a estabilidade do país e os avanços na economia. Nada a ver com cargos e verbas, claro. Puro patriotismo.

Lula diz que o PT tem muito a ensinar aos outros partidos. Não é bem assim: com Mensalão, Petrolão, empreiteiras amigas, açougueiros amigos, propriedades que não são dele, nunca antes na História desse país partido nenhum girou tanto dinheiro.

Mas o PMDB é mais competente: participou da farra petista e continuou no poder quando o PT caiu. O PT, na busca de pixulecos, perdeu gente de nível, como Hélio Bicudo, Paulo de Tarso Venceslau (que, além de sair, fez as primeiras denúncias de malfeitos petistas), Erundina. O PMDB fez igual e não perdeu ninguém.

O PSDB, este tem a aprender. Não é questão de ética: há muito tucano, incluindo seu candidato à Presidência, em listas de denunciados. Nem de caráter: a ala jovem tucana, que era contra ficar no Governo, resmunga mas ficou. Miguel Reale Jr., 73, foi quem saiu do partido. Pergunta que os líderes tucanos não fizeram: se o PSDB é igual aos outros, por que ficar lá?

Alto nível


O PSDB promoveu uma reunião de altíssimo nível para decidir o que fazer. Havia quatro governadores, Geraldo Alckmin, de São Paulo, Beto Richa, do Paraná, Marconi Perillo, de Goiás, e Simão Jatene, do Pará, quatro ministros, Bruno Araújo, Aloysio Nunes, Antônio Imbassahy e Luislinda Valois, dois prefeitos de capitais, Arthur Virgílio Neto, Manaus, e João Dória, São Paulo, mais um carro Gol lotado com a ala jovem tucana. Decidiram que ficar no Governo é melhor do que na oposição.

Exemplo partidário

O PMDB é coerente: está sempre com o Governo. O Governo muda, o PMDB fica. Ninguém desvia o PMDB de seus ideais.

De um lado a outro

Quando os fundadores do PSDB resolveram tomar rumo próprio, eram classificados como “a consciência do PMDB”. Tinham deixado o partido por não concordar com seus rumos. Mas, se os tucanos deixaram o PMDB, o PMDB não deixou os tucanos. O PSDB esteve em todos os governos, exceto o de Collor – e só porque Mário Covas, governador de São Paulo, impediu a adesão (Collor queria Serra e Fernando Henrique no Ministério). Mas há uma diferença entre Reale Jr. e Covas: Reale Jr. tem prestígio, caráter, e Covas tinha o Governo paulista.

A força da palavra


Miguel Reale Jr. tem também o dom da palavra. E está indignado:


“É difícil sair de um partido do qual fui vice-presidente em São Paulo, amigo de todos os dirigentes, em que compartilhei ideais e esperanças. Mas desisti diante de tantas vacilações e fragilidades. Não se pode ser fraco diante da afronta à ética.” E, referindo-se à fama tucana de sempre ficar em cima do muro, previu o futuro do PSDB: "Espero que o partido encontre um muro suficientemente grande que possa servir de túmulo".

O TSE é só nosso

Do repórter Cláudio Tognolli: “Só no Brasil o juiz Napoleão cita o Alcorão, pede guilhotina para os jornalistas e fica tudo por isso mesmo”.

O voto do TSE...

Houve quem aprovasse e quem criticasse a decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Os dois lados têm leis para citar (e citam só a parte da legislação que melhor atenda às suas preferências políticas). O fato é que as leis devem ser interpretadas, e quem decide é a Justiça. Ponto final.

Decisão judicial se cumpre, mas pode-se (e deve-se) discuti-la. A posição de um dos procuradores da Lava Jato contra a decisão, porém, não pode ser aceita: primeiro, porque os procuradores têm o direito de propor, mas não de decidir; quem decide são os juízes, ouvidos obrigatoriamente os advogados que defendem os réus. Insultar os juízes, faltando-lhes com o respeito, e classificando o voto dos que não concordam com os promotores de “verdadeiro cúmulo do cinismo”, é um excesso que também deve ser discutido. E os próprios procuradores devem, entre si, iniciar a discussão.

...e suas consequências

A senadora Kátia Abreu, antiga líder dos ruralistas, ex-DEM, ex-PSD, hoje PMDB, que era ferozmente antipetista e virou amiga de infância de Dilma, quer vê-la candidata ao Senado ou à Câmara pelo Tocantins. Dilma sairia pelo PT e Kátia a apoiaria pelo PMDB.

Mas já há reações: no Estado, entidades antipetistas estão organizando o movimento “Aqui, não!”

COMENTE: carlos@brickmann.com.br
Twitter: @CarlosBrickmann

Moreno partiu

Jorge Bastos Moreno partiu feliz. Consciente do dever cumprido. Repórter indomável. Mordaz, irônico. Excelente contador de histórias curiosas, marcantes, engraçadas e reveladoras.  Elenco feminino da Globo aos prantos. Igualmente todos  que praticam e respeitam o legítimo jornalismo.

Ministro Marcos Pereira dá posse a novo superintendente da SUFRAMA


Fotos: Washington Costa/MDIC

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, assinou nessa terça-feira (13) o termo de posse do novo gestor da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), Appio da Silva Tolentino. Nomeado no último dia 2 de junho, Tolentino assume a autarquia no lugar de Rebecca Garcia, que esteve à frente da instituição entre outubro de 2015 e maio de 2017.

A posse ocorreu em ato realizado na sede do MDIC, em Brasília, e do qual participaram também o secretário-executivo do MDIC, Marcos Jorge de Lima, e os superintendentes adjuntos de Planejamento e Desenvolvimento Regional da SUFRAMA, Marcelo Pereira; de Operações, Bruno Monteiro Lobato; e de Projetos, Paula Andrea Soares, entre outros dirigentes e técnicos dos dois órgãos.

Aos dirigentes e servidores da SUFRAMA, o ministro Marcos Pereira pediu empenho e imparcialidade, recomendando, ainda, compromisso com a celeridade e a tecnicidade nas decisões envolvendo as demandas do setor produtivo local. “Quero que vocês trabalhem com seriedade e com transparência. Nosso compromisso é não permitir uma condução somente política da superintendência”, enfatizou.

Appio Tolentino, por sua vez, fez questão de elogiar o corpo técnico da SUFRAMA e disse que uma de suas metas prioritárias à frente da instituição será promover uma mudança de mentalidade e aproximá-la cada vez mais da classe empresarial, em busca de parcerias que possibilitem a celeridade na retomada do desenvolvimento e do crescimento da indústria. “Hoje nós temos que entender que os protagonistas verdadeiros são os empresários, sejam eles do setor comercial, do agronegócio, da agroindústria, do setor de serviços, da indústria. Temos que fazer tudo o que for possível para prestigiá-los e atendê-los com a celeridade devida”, disse.

A solenidade de apresentação formal do novo superintendente à sociedade amazonense ocorrerá nesta quarta-feira (14), às 16h, no auditório da sede da SUFRAMA.

Formação

Engenheiro de Pesca e advogado tributarista, Tolentino possui larga experiência atuando em órgãos governamentais, sobretudo, em atividades de fiscalização e acompanhamento de indústrias incentivadas, políticas industriais e ações de desenvolvimento econômico. O superintendente ingressou no serviço público há 30 anos, na então Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (SIC), do Amazonas, atual Seplan-CTI. No órgão, ocupou cargos de gerente de Laudo Técnico e de Diretor de Departamento na área de Desenvolvimento Econômico, além de ter sido Secretário Executivo de Desenvolvimento Econômico. A experiência no serviço público inclui, ainda o cargo de professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em piscicultura e aquicultura e também o de servidor concursado do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), atividade que exerceu por três anos.
* com informações da Assessoria de Comunicação do MDIC

Vai zarpar o iate do MPF e da JBS em busca de provas contra Temer

Trombeteiros   anunciam o retorno do comandante dos irmãos-metralha.Incontidos sorrisos no arraial do MPF.  Expectativa abissal entre os passageiros do iate que vai zarpar com mergulhadores e ourives em busca de prendas e tesouros até então desconhecidos que poderão levar   Michel Temer ao paredão. Tudo, claro, dentro da legalidade e da isenção.  Características de vida do inigualável e estupendo  procurador-geral Rodrigo Janot.  Tripulação a bordo. Com trabucos nos dentes. Óculos escuros para aliviar  o sangue nos olhos. Além de   muito fio-dental para tirar picanhas e maminhas dos dentes.  Afinal, nem delator é de ferro.

terça-feira, 13 de junho de 2017

O gol anulado

"Meus caros, como todos sabem eu não sou Advogado. Acontece que aprendi a ler aos cinco anos de idade e nunca mais parei. Evidentemente para ser um causídico não basta saber ler (condição necessária mas não suficiente).

Então, como não queria ficar de fora do momentoso julgamento de TSE, fui acompanhar seu desenrolar lendo, pari passu, juristas e professores da matéria e construindo a minha opinião. Vi e ouvi também muitos leigos, muitos deles intelectuais respeitados, ao final do julgamento, dizendo bobagens do tipo: assim não dá pra combater a corrupção! Ora, o TSE não é o locus apropriado para combater corrupção, sua finalidade precípua é outra. Mas a estupidez campeã eu a ouvi do jornalista da Globo News Merval Pereira que pontificou, cheio de empáfia: ¨se o TSE cassa prefeitos, governadores, vereadores, porque não cassa um presidente? É uma jabuticaba que não serve para nada!¨ Tamanha barbaridade na boca de um ¨imortal¨da ABL, convenhamos, tem tudo para ser a bobagem campeã do torneio de asneiras. 

A primeira coisa que aprendi ao acompanhar os fatos foi que uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) tem prazo até a Diplomação dos eleitos para ser apresentada, e a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) até 15 dias após a Diplomação. Como o autor não pode prever o futuro, na ação  são citados os fatos sobre os quais se pede a investigação, que deverá se cingir aos prováveis delitos cometidos. Não são aceitas denuncias que surjam a posteriori. 

Lembrei agora de um jogo de futebol entre o Arranca Toco Esporte Clube e o Quebra Canela de Futebol e Regatas. Dizem que o presidente do Arranca Toco ¨comprou¨o juiz, pois precisava ganhar aquele jogo a fim de disputar com o Leão do Pici Esporte Clube quem iria subir da série ¨H¨para a série ¨G¨.

Mal começou o jogo e o referee logo percebeu que não iria precisar nem roubar para fazer jus à propina prometida. Isso porque o Arranca Toco tinha um jogador, o Diefeito, que era um crack: desarmava como o Clodoaldo, lançava como o Gerson, driblava como o Garrincha e fazia gols como o Pelé.

Um fenômeno. Quase ao final do primeiro tempo o time do Diefeito já ganhava de três a zero, três golaços do ídolo, quando o endiabrado atacante fez o quarto gol numa posição meio duvidosa. O mediador da partida viu ali a chance de se mostrar imparcial e honesto e, incontinenti, anulou o gol: Impedimento claro! , segundo berrou. Começou o segundo tempo e sobreveio a tragédia, entrou em campo o Sobrenatural de Almeida (como diria o Nelson Rodrigues) e o nosso herói machucou-se. Num lance bobo, sozinho, desequilibrou-se e caiu sobre o tapete verde. Ohhh! Naquela época não havia ainda a regra 3, e o Arranca Toco ficou com apenas dez em campo, e o pior, completamente desarvorado. Com isso o Quebra Canela se agigantou no gramado e começou a fazer gols: um, dois e três. Estava empatada a partida . Aos 44 do segundo tempo, jogo empatado em 3 a 3, o árbitro, já sentindo a propina sumir de suas  honradas mãos, chamou os capitães ao meio do campo e sentenciou: Vocês estão lembrados daquele gol que eu anulei no primeiro tempo? Pois tá valendo! e encerrou a peleja. Vitória de  4 a 3 para o Arranca Toco!

Pode isso, Arnaldo?

Mutatis mutandis, foi o que pretendeu o nobre Ministro Herman Benjamin,

trazendo para o TSE fatos ¨públicos e notórios¨, já além do tempo regulamentar, para querer mudar o resultado do jogo, pois os tais fatos, embora públicos e notórios, ainda estão sob investigação, não são fatos já provados, como  exige a legislação.

Torci, por fundadas razões, por esse resultado, mas, embora eu defenda meus argumentos com paixão, construo minhas convicções com a razão. 

O Professor (Direito Constitucional) Pedro Horta: ¨Absolvição correta, julgamento técnico, dentro da legislação eleitoral.¨ Professor Pedro Estevam Serrano (Direito Constitucional): ¨ No mérito, a decisão foi correta; cassar a chapa seria, antes de tudo, Inconstitucional¨. Já o Professor (Direito Eleitoral)

Sávio Chalita lamenta que : ¨Percebe-se um apego formal demasiado quanto a questões processuais. Infelizmente é um desfecho triste para a sociedade¨.

Talvez o mestre acredite que não há necessidade de se apegar a questões processuais formais, melhor o julgador agradar o clamor da sociedade, vox populi vox Dei (soltem Barrabás, crucifiquem Jesus). Talvez, se consultasse o jurista americano Oliver Wendell Holmes, aprenderia que o Juiz não existe para fazer Justiça, mas para aplicar a Lei; ou ainda a máxima do Direito usada na Itália, use o Texto, não a testa!

O Globo, em editorial, foi mais ambíguo, deu uma no cravo outra na ferradura.

Começa dizendo que ¨era uma chance de o TSE  equiparar-se a outras instâncias do Judiciário identificadas na luta contra a corrupção (não sabem para que existe o TSE), e, depois afirma que¨não se pode acusar de ilegítima a decisão da Corte. Há argumentos técnicos que embasam o 4a3¨.

Termino com uma sugestão às autoridades do Legislativo. Incluam no preâmbulo da Constituição o dístico presente nas poules do Jogo do Bicho: 

VALE O QUE ESTÁ ESCRITO."


Texto de Humberto Ellery