segunda-feira, 20 de março de 2017

Lucidez de Bernardo Cabral II

Pelegada contra o Brasil

Voltaram os movimentos da pelegada que domina os sindicatos. Usam inocentes inúteis para quebrar, incendiar e invadir o patrimônio público e privado. Não querem largar o osso, boquinhas e benefícios. Tudo em nome da pátria. Movidos pelo cinismo, covardia, demagogia e má-fé. Não querem que o Brasil mude e cresça. A Nação precisa de reformas urgentes. Os legítimos trabalhadores que se virem. Sem transporte e segurança.

Três letras contra a zona franca

O PPB- Processo Produtivo Básico- existente para facilitar a efetiva industrialização de um produto na zona franca de Manaus, vem atuando na contramão, prejudicando empresas interessadas em se fixar no polo de Manaus. Nessa linha, o governador do Amazonas, José Melo, se queixou pessoalmente ao presidente Michel Temer. Nada pode ser produzido na zona franca de Manaus sem que tenha o respectivo PPB. Para a fixação de um PPB, existe um Grupo Técnico Interministerial de Análise de Processos Produtivos Básicos (GT-PP), com a finalidade de examinar, emitir parecer e propor aos ministros envolvidos, a fixação dos seus termos, sempre com consenso. Ocorre ser difícil, raro mesmo, chegar-se ao consenso. Os ministros envolvidos e que assinam a Portaria Bi-Ministerial são os do Ministério das Comunicações, Ciências, Tecnologia e Inovação e do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O prazo para a completa tramitação dos pleitos é de 120 dias. Lorota pura. Conversa fiada. Jamais este prazo é cumprido. O correto e o mais sensato seria reduzir o prazo atual de 120 dias. Ou, então, pelo menos, que se cumpra a meta fixada de 120 dias. Será pedir muito? Um mínimo de sensibilidade e competência para que empresas que queiram investir na zona franca deixem ser ser massacradas pela irritante e indolente burocracia governamental. O prazo de 120 dias raramente é cumprido porque a elaboração do PPB é um processo de negócio complexo. Envolve a empresa interessada, possíveis fornecedores nacionais, outras empresas concorrentes pertencentes do mesmo segmento e associações representativas dos setores envolvidos. O governo age como balizador das propostas, buscando atender todos os interesses. Todos os pleitos têm o aval das empresas e entidades de classes. Outro detalhe que emperra a tramitação é porque há sempre uma consulta pública durante o processo. Inimigos da zona franca entram em cena: usam argumentos superficiais e cretinos para dificultar o estabelecimento de PPBs para o polo industrial de Manaus. O mais surrado, tolo e demagógico, é que isso provocaria a transferência de empresas e investimentos de outras regiões do Brasil para Manaus. Francamente. Até onde vai a estupidez humana. Vou desenhar para ver se entra de uma vez por todas na mente doentia dos venais que insistem em torpedear a zona franca de Manaus. Quando a empresa decide se instalar na zona franca, na maioria das vezes, é porque o polo de Manaus é a única e última opção de evitar que a empresa interessada encerre seus negócios ou se transfira para outro país. Síntese: a zona franca de Manaus é a forma viável, prática e inteligente do empresário fixar investimentos no Brasil. Hoje o polo de Manaus tem perto de 650 empresas e emprega em torno de 87 mil trabalhadores. Voltarei ao assunto.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Os 50 anos da SUFRAMA e do modelo Zona Franca de Manaus foram destaques da sessão especial da Câmara dos Deputados.

Discursando a superintendente Rebecca Garcia agradeceu a homenagem prestada à instituição e todo o apoio da bancada federal da Amazônia na defesa dos pleitos de interesse da SUFRAMA e do modelo ZFM. Destacou que apesar da rica história da Zona Franca de Manaus, com diversos desafios superados e conquistas registradas, o modelo deve ser repensado, de forma a avançar a partir da geração de conhecimento e de novas possibilidades de industrialização com uso de matérias-primas regionais. "A história da Zona Franca de Manaus se confunde com a história do desenvolvimento do Estado do Amazonas e da Amazônia Ocidental. Hoje temos um parque industrial consolidado, com mais de 85 mil empregos diretos. Mas o importante é olhar para frente. Precisamos de produtos industrializados a partir da Zona Franca Verde, o que irá nos colocar em condições de competir mais fortemente nas próximas décadas", afirmou Rebecca. A deputada Conceição Sampaio afirmou que o Brasil precisa olhar igualmente para todas as suas regiões e reconheceu também o esforço de todas as pessoas que prestaram contribuições aos 50 anos da Zona Franca de Manaus. "A ZFM, mesmo com algumas dificuldades, demonstra sucesso e promove a integração produtiva e social do País, garantindo a soberania nacional. A Zona Franca é prova do desenvolvimento com preservação da floresta. Com futuro promissor e com a prorrogação, existe muito a ser feito. Precisamos aproximar a indústria do Interior, levando mais empregos para essas regiões", disse, apontando ainda a resolução do impasse envolvendo a estrada BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), como um dos pontos críticos para o aprimoramento da gestão do modelo. O deputado Pauderney Avelino reconheceu a importância da Zona Franca de Manaus para o desenvolvimento do Estado do Amazonas e disse que, passadas cinco décadas, muitos objetivos e benefícios foram atingidos a partir da atuação da SUFRAMA. "A ZFM abriga um dos principais parques industriais do País. Ela integra a região e seus benefícios chegam a todos, justificando sua prorrogação até 2073. O que precisamos agora é aprimorar a evolução do modelo tendo em vista as demandas da Amazônia", disse Avelino. Ele destacou, em especial, os nomes de Paulo Pereira da Silva (responsável pela aprovação da base para o Decreto-Lei nº 288/1967) e de Bernado Cabral (promotor da constitucionalização da ZFM) como grandes personagens da história do modelo. Por fim, o deputado Alfredo Nascimento, que foi superintendente da SUFRAMA entre março de 1991 e agosto de 1992, destacou alguns desafios enfrentados pela ZFM como a diminuição de empregos e defendeu a autonomia administrativa da autarquia. "Há 25 anos eu era superintendente da autarquia e naquele tempo envidamos esforços para melhorar a infraestrutura de transporte do Polo Industrial de Manaus e promover as exportações, inclusive lutamos também pela interligação da BR-319. Sigo à disposição da ZFM para colaborar", concluiu Nascimento.

Boi Caprichoso anuncia Semana Azul

Detalhes da gravação do DVD “A Poética do Imaginário Caboclo” também foram revelados Durante coletiva de imprensa realizada no Curral Zeca Xibelão, o presidente Babá Tupinambá anunciou a Semana Azul, programação de inaugurações e eventos que marca a festa de gravação do DVD “A Poética do Imaginário Caboclo”, no dia 25. Semana Azul começa na próxima segunda-feira, 20, com a inauguração e inicio da venda de ingressos para a festa de gravação. Conforme divulgado, o calendário da Semana Azul segue a seguinte ordem: Dia 20/03: Inauguração do Complexo de Arte “Odinéia Andrade” (Conselho de Arte), anexo no Galpão Central, às 17h. Dia 21/03: Ensaio da Marujada de Guerra na Praça dos Bois Dia 22/03: Ação Ambiental na Praça dos Bois em parceria com o IFAM e doações de lixeiras e mudas, às 16h. Dia 23/03: Ensaio Técnico com o elenco do DVD, às 21h. Dia 24/03: Inauguração do auditório “Norma Simões”, às 17h. Inauguração do Curral Zeca Xibelão e lançamento da nova coleção de camisas da Loja Vitrine Azul, às 21h. Dia 25/03: Gravação do DVD “A Poética do Imaginário Caboclo”, às 22h. Babá Tupinambá reforçou ainda o engajamento de todos os segmentos envolvidos na produção do quinto DVD do Boi Caprichoso e a parceria de patrocinadores e sócios, para a realização de todas as obras no curral, escritório e galpão. Ao ressaltar a importância das novas estruturas do bumbá, o coordenador do Conselho de Artes, Ericky Nakanome avaliou que todos os trabalhos foram feitos para a funcionalidade do Caprichoso o ano todo, visando melhor recebimento do público e comodidade dos colaboradores. DVD A frente da produção do DVD “A Poética do Imaginário Caboclo”, Jair Almeida e Zandonaide Bastos destacaram que aproximadamente 900 pessoas estão envolvidas diretamente na festa de gravação. O elenco conta ainda com a participação dos alunos do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro e todos os grupos de dança do Caprichoso. O diretor de eventos, Helyandro Tavares, informou que a venda dos ingressos para a gravação inicia na segunda-feira 20, no Curral Zeca Xibelão. Os ingressos serão comercializados ao preço de R$ 10 pista e R$ 20 área Vip. Ele acrescentou que os sócios em dia com a mensalidade terão acesso gratuito a pista e ingresso de área Vip pela metade do preço. PARCERIAS Durante a coletiva o Presidente recebeu do prefeito Frank Bi Garcia a confirmação do retorno do Governo do Estado com investimento de R$ 4 milhões, sendo R$ 2 milhões para os bumbás e R$ 2 milhões para a infraestrutura da cidade. Outro anuncio do Presidente é a participação da multinacional Coca-Cola que irá investir R$ 1 milhão e 300 mil para cada Associação. Para o presidente as parcerias que estão acontecendo se devem a credibilidade e o resgate do Festival de Parintins. “Estamos buscando esses investidores para dar mais segurança aos nossos artistas e a população que ganha mais durante os três meses que antecedem o Festival na arena”, destacou.

sábado, 11 de março de 2017

A lucidez de Bernardo Cabral

Hoje, quando a escassez de água tornou-se um tormento para governantes e população, vale recordar que há 20 anos, como senador, palestrante e escritor, Bernardo Cabral já ponderava e alertava sobre o assunto. Dizia Cabral: "É preciso colocar-se na agenda da humanidade, como questão central, a falta de planejamento e racionalidade no uso dos recursos hídricos, uma constante que começa a ameaçar o abastecimento adequado". Como senador, Bernardo Cabral foi relator, em 1997, da lei que criou a política Nacional dos Recursos Hídricos. Em 2000, foi, também, relator no senado da lei que criou a Agência Nacional de Águas. Em 2004 Cabral continuava na sua pregação, no Brasil e no exterior, chamando a atenção para a crise hídrica. O ex-ministro da Justiça e ex-senador antevia que o Brasil teria imensas dificuldades para lidar com o tema: "A falta de planejamento e racionalidade no uso de recursos hídricos não é, por certo, uma característica isolada das grandes cidades, mas, sim, uma constante em todo o Brasil, que começa a ameaçar o abastecimento adequado dos vários aglomerados urbanos", salientava Bernardo. Em suas manifestações, Cabral destacava que "A mãe de toda a vida na terra é a água. Dela surgiu a vida. Dela a vida se nutre". Cabral tem diversos livros tratando de recursos hidricos , todos com edições esgotadas.

Renan alerta Temer

Em política é preciso saber usar as palavras nas horas certas. O tom não deve ofender o destinatário nem diminuir o teor de quem denuncia. Nessa linha, Renan Calheiros alertou Michel para a ingerência de Eduardo Cunha na escolha de cargos de políticos da base aliada do governo. Temer desmentiu enfaticamente Renan, que, sem demora, voltou a reiterar a grave denúncia. O Presidente da República pode jogar para a platéia e desmentir Renan a vontade. Não pode nem deve, contudo, fazer vista grossa e desprezar o alerta do líder do PMDB no Senado. Como Temer, Renan é profissional tarimbado na difícil arte da política. Temer sabe que Renan não é leviano. É aliado de primeira hora do governo. Quem dera se Temer pudesse contar com mais guerreiros destemidos da estirpe de Calheiros. Que não dobram a espinha nem se omitem diante da verdade. Mesmo que ela doa na alma.

Ana Amélia denuncia distribuição de panfletos mentirosos por sindicatos no Norte do RS

A senadora Ana Amélia (PP-RS) denunciou na tribuna do Senado Federal, nesta segunda-feira (6), a distribuição de panfletos mentirosos e irresponsáveis na região Norte do Rio Grande do Sul. O material distribuído por sindicatos e centrais sindicais afirma que determinados parlamentares são da base do governo e votarão a favor da Reforma da Previdência, entre eles a senadora gaúcha. Ana Amélia, porém, tem postura independente no Senado e afirmou que a Reforma da Previdência não pode ser essa que o governo mandou para o Congresso. Acrescentou que não votará pela retirada de direitos dos trabalhadores. — A proposta nem chegou ao Senado e ninguém sabe como sairá da Câmara. Assinei e apoio a instalação de CPI da Previdência e estou comprometida com os direitos dos trabalhadores. Sindicatos não recebem dinheiro público para atacar parlamentares com difamação e calúnia — disse. Além da lista para instalação da CPI da Previdência no Senado, que contém 30 assinaturas até o momento, Ana Amélia ressaltou que foi a primeira senadora a assinar o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar desvios de verbas, fraudes, sonegação e outros tipos de irregularidades nos benefícios do INSS. — Fui a primeira a subscrever a CPMI, que junta Câmara e Senado, para o debate sobre essa questão da Previdência. Aí, a CUT e o Sindicato dos Metalúrgicos fazem um papel desses! Irresponsável, mentiroso, caluniador. Para quê? Para tentar manchar a imagem de parlamentares que estão comprometidos em resguardar os direitos dos trabalhadores — criticou. Incoerência Ana Amélia ainda cobrou coerência da oposição, que durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, entre 1994 e 2002, criticou o fator previdenciário, mas não fez alterações na base de cálculo para as aposentadorias por tempo de contribuição e por idade durante o período em que esteve no poder. — A oposição, que não sabe governar, sabe duas coisas: gastar errado o dinheiro público e fazer oposição. O mesmo partido que demonizou o fator previdenciário ficou 13 anos no poder e não tirou o fator previdenciário. Cadê a coerência? — criticou.

É hora de repensar Brasília

O Governo do Distrito Federal é quem merece ser multado. Não atua, não se mexe, não tem sensibilidade para recompor Brasília. A outrora capital da Esperança foi criada para 600 mil habitantes. Hoje tem 2 milhões e 700 mil. A exemplo de outros Estados, o GDF deveria reestruturar os estacionamentos. Planejando, por exemplo, estacionamentos verticais . Adequar a cidade às necessidades da população. Começar a oferecer opções de trânsito e de segurança aos motoristas. Atrás das lojas comerciais, tanto da Asa Sul como da Asa Norte, poderiam ser criados estacionamentos. Avançando o suficiente nas áreas verdes. Algo precisa ser feito. É injusto penalizar eternamente a população.

sexta-feira, 10 de março de 2017

A TRANSPARÊNCIA É AMIGA DA VERDADE

Renan Calheiros* Na primeira semana de trabalhos depois do carnaval, o Senado Federal irá apreciar novamente o projeto que reabre o prazo para adesão ao regime especial de repatriação de recursos do exterior. De iniciativa da Comissão Diretora do Senado, o texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Pela redação aprovada no Senado, ano passado, e chancelada pelos deputados agora, o prazo para adesão ao Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária será reaberto em 2017 por 120 dias, contados do trigésimo dia a partir da publicação da norma. O Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária se revelou como um instrumento eficaz de regularização de ativos e diversos atores, políticos e econômicos, reconheceram o bom desempenho do programa, que recuperou cerca de R$ 50 bilhões. O regime poderia ter tido mais êxito se as dúvidas surgidas durante o prazo para a adesão fossem devidamente sanadas e não houvesse a forte expectativa da prorrogação do prazo. Assim, a reabertura do prazo é oportuna e possibilitará a arrecadação de importantes recursos, algo superior a R$ 30 bilhões. Na nova proposta a alíquota do Imposto de Renda sobe dos atuais 15% para de 17,5%. Como a multa corresponde a 100% do valor do imposto devido, o percentual total a ser pago pelo declarante que aderir ao programa, durante o novo prazo, será de 35%. Do valor arrecadado com a multa, o governo vai repassar 46% aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios. Paralelamente, a proposta tem o objetivo de ajudar a resolver o problema fiscal em 2017, como ocorreu parcialmente em 2016. Sem esses recursos, muitos estados e municípios não teriam pago o funcionalismo. Caberá aos senadores decidir que a Lei abrangerá a todos e, ainda, se é recomendável transparência quanto àqueles que aderiram ao programa. A repatriação foi feita nos principais países porque há um acordo mundial de regularização das contas bancárias buscando transparência e o fim dos paraísos fiscais. No Brasil, tudo está sendo feito de maneira muito transparente e, como se sabe, a transparência é amiga da verdade. RENAN CALHEIROS (PMDB-AL) É LÍDER DO PMDB NO SENADO FEDERAL

quinta-feira, 9 de março de 2017

Dia da mulher só lembram das mulheres bem empregadas e elegantes

Justas e merecidas homenagens pelo dia internacional das mulheres. Todos os anos as conquistas são exaltadas e os problemas são lembrados com ênfase e rosários de discursos. Senadoras e deputadas reclamam que existem poucas mulheres na política e parlamentares disputam para ver quem melhor elogia as mulheres. Nas entrevistas aparecem sempre mulheres vitoriosas em suas carreiras. Elegantes, ricas, com dentes alvos e cobertas de jóias. Nessa linha, a estrela neste 8 de maio foi a mulher do juiz Sérgio Moro. Com um detalhe curioso: a entrevista foi na casa de uma amiga dela. Tomara que em 2018 lembrem de destacar e entrevistar outras mulheres guerreiras como faxineira, enfermeira, empregada doméstica, professora, manicure, motorista, delegada e prostituta. Todas elas também merecem prêmios, beijos, aplausos e abraços. Muitas dão duro para criar dezenas de filhos com o marido desempregado. Centena delas foram estupradas, perderam o emprego e têm medo de sair de casa. Quase todas não têm plano de saúde, são analfabetas e costumam passar horas nas filas dos postos de saúde para serem atendidas.

terça-feira, 7 de março de 2017

Soberba de Moro

Deplorável o show de soberba do juiz Sérgio Moro, respondendo ao advogado de Antônio Palocci que discordou da resposta evasiva da testemunha Fernando Barbosa. Têm sido frequentes os diálogos ásperos de Moro com advogados. O que não é bom, a meu ver, para o andamento das investigações. Moro finalizou a pantomima com uma pérola: sugeriu que o respeitado e experiente advogado José Roberto Batochio faça concurso para juiz. Menos Moro, muito menos.

A Zona Franca é de Manaus, da Amazônia e do Brasil

Wilson Périco (*) A Zona Franca de Manaus, da Amazônia e do Brasil, ao completar 50 anos, pode dizer que tem cumprido o papel que a Constituição determina para reduzir as desigualdades gritantes deste Brasil regional. Recusamos o estigma de contribuição ao déficit fiscal que alguns analistas do instrumento de renúncia tributária no Brasil nos impõem. Somos, ao contrário, parte das soluções nacionais. Estudos do TCU (Tribunal de Contas da União), em junho último, além dos acertos, reafirmam que apenas esse modelo fiscal apresenta rigoroso acompanhamento da renúncia, feito pela Superintendência da Zona Franca de Manaus. Não é inteligente nem justo comparar o que fizemos em 50 anos com outros programas de estímulo à indústria brasileira: as leis de informática, a Lei do Bem, Padis (semicondutores e displays), PATVD (TV digital) e o Inovar-Auto. Neles não há garantias nem monitoramento dos resultados. Pelo volume de benefícios gerados, por sua vez, a Zona Franca de Manaus foi reconhecida pelo Congresso Nacional, na prorrogação dos incentivos por mais 50 anos, como um caso de sucesso, não apenas na redução das desigualdades regionais e na contribuição para a geração de emprego mas também no zelo e guarda da floresta. O que seria do país sem a Zona Franca de Manaus? Com certeza, toda a Amazônia Ocidental já estaria depredada, como outros rincões da região. A renúncia fiscal da Amazônia inteira, incluindo Tocantins, dois terços do território nacional, segundo a Receita Federal, é de 12% dos incentivos fiscais, enquanto o Sudeste, a região mais rica do Brasil, usufrui de 53%. Vivemos, pelas distorções do marco regulatório, e distorções da política fiscal na Amazônia, literalmente a margem da Lei. A Zona Franca, mesmo com o estigma de paraíso fiscal, virou o paraíso do Fisco, que recolhe em Manaus metade de todos os impostos federais da região Norte. Confiscam os recursos que reduziriam as desigualdades deste Brasil. Fomos transformados em exportador líquido de recursos para a União, que confisca 80% das verbas recolhidas pela indústria para pesquisa e desenvolvimento regional. Segundo estudos da USP, a União abocanha 54,42% da riqueza produzida pela região. Por que não lembrar que, de R$ 1 trilhão investido pelo BNDES, de 2009 a 2014, o Estado do Amazonas, sem infraestrutura adequada de crescimento, recebeu apenas R$ 7 bilhões para desenvolvimento regional, enquanto São Paulo, o carro-chefe da economia nacional, obteve R$ 245 bilhões (24,5%). Os acertos ocorrem, ainda, no âmbito estadual, os avanços assegurados pelo modelo fiscal da Zona Franca que se manifestam nos recursos recolhidos pelo governo estadual, mais de R$ 1,4 bilhão por ano, que bancam integralmente a Universidade do Estado do Amazonas e o Centro de Educação Tecnológica, com mais de 500 mil pessoas treinadas, além das cadeias produtivas do interior e dos programas de turismo e interiorização do desenvolvimento. Dados da Receita Federal apontam que, dos 27 entes federativos (26 Estados mais o Distrito Federal), somente oito devolvem para a União, em arrecadação de tributos federais, valores acima do repasse compulsório que recebem. O Amazonas recebe, em média, R$ 3,6 bilhões por ano e arrecada em tributos federais R$ 12 bilhões -ou seja, é um dos principais pontos da geração de receitas públicas no país. Em 10 anos, recolheu R$ 100 bilhões e recebeu de volta dos cofres federais menos de R$ 25 bilhões. Seria enfadonho recorrer ao confronto de diversos indicadores para demonstrar, mais uma vez, o equívoco de algumas informações sobre a Zona Franca de Manaus. Esse modelo não é parte do problema, e sim das possíveis saídas para o Brasil, pela multiplicidade de oportunidades criadas, à espera apenas de gestão e integração nacional. Parabéns aos guerreiros da ZFM. Obrigado, Dr. Moisés Israel, Roberto Campos, Arthur Amorim, neles homenageamos as figuras de nossos heróis da resistência. A luta continua, estamos fazendo nossa parte e precisamos assumir o protagonismo de nosso destino. Wilson Périco (*) é economista, presidente do CIEAM, vice-presidente da FIEAM e da Technicolor para a América Latina.

segunda-feira, 6 de março de 2017

O Canhotinha de Ouro, o genial Gerson, comenta quem foi melhor: Pelé ou Garrincha?

Confira esta verdadeira aula...

Tite avalisa Ganso

Tite conversou com Paulo Henrique Ganso. Excelente  notícia para o torcedor que gosta do futebol técnico, objetivo e de qualidade. Admirador do futebol de Ganso, Tite disse que o meia jamais deixou de ter chances  de ser  convocado para a seleção. A seu ver, não é fácil a adaptação de jogadores sul-americanos no futebol estrangeiro.Citou o exemplo de Daniel Alves, titular absoluto da seleção, que demorou a se adaptar no time do Sevilla. Nessa linha, tudo indica que o estímulo de Tite fortaleceu a auto-estima de Ganso. O jogador fez as pazes com o técnico Sampaolo e voltou a ser relacionado para os jogos. O futuro de Ganso agora só depende dos esforços do próprio Ganso.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Aplausos ao Dia Internacional da Mulher

A mulher é o céu,
a nuvem, o vento,
o sol que não se apaga.

É o fogo brilhando,
o encantamento,
o sublime nos olhos.

É a luz eterna,
o fôlego que ensina,
o perfume da alma.

É a flor valorosa,
o estalo da vida,
o prazer do convívio.

É o sonho acalentado,
a pureza da vida,
o sentimento do amor.

É o culto da ternura,
o bálsamo que alivia,
o sorriso que comove.

É a paz que nos vence,
o sopro que fascina,
o castelo da fé.

É o berço da ternura,
o porto divino do amor,
é conviver no paraíso.

É a chama infinita do amor
clareando o dia.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Raça que pensa(sic) que sabe tudo

Concordo com o leitor João Maria Madeira Basto(27/2) quando destaca a importância dos ensinamentos da coluna  da jornalista, professora e escritora Dad Squarisi. Dad ensina com clareza, objetividade e simplicidade. Sabe que a língua portuguesa é bela e rica, mas  traiçoeira.  Pega muitos letrados de calça curta. Inclusive jornalistas. Mas estes, João Maria, já nasceram sabidos e auto-suficientes. Alguns acreditam que Machado de Assis aprendeu a escrever com eles.

Valioso carinho de Tite por Ganso

Quem acompanha meus textos sobre futebol percebeu que não deixo de exaltar as qualidades técnicas do jogador Paulo Henrique Ganso. Sem jogar no Sevilla, ponderei, há 6 dias, que o técnico Tite deveria procurar saber as razões porque  jogador espetacular como Ganso não vem sendo aproveitado pelo técnico Sampaolo. Foi ele quem  pediu a contratação do meia brasileiro.   Nessa linha, domingo, no "Esporte Espetacular", da Tv-Globo, Tite parece que ouviu meus clamores e de milhares de torcedores exigentes. Tite exaltou  as virtudes técnicas do jogador,  salientando que as portas continuam  abertas para Ganso na seleção. Mas que, contudo, é necessário que deixe o silêncio que preocupa o torcedor e volte a jogar, encantando o público com seu vistoso, objetivo e cerebral futebol.   O estímulo e recado de Tite são preciosos para Ganso.   Pontos para ele. Mostrou sensibilidade e bom senso. Evidencia que Tite permanece atento aos jogadores que têm condições de fortalecer mais ainda o  elenco da seleção penta campeã do mundo.

Ruy Nogueira

"Que beleza, Limongi! Parabéns!
É um prazer para a alma ler seu artigo poucos dias após o 13º aniversário da morte do nosso querido e comum amigo, o saudoso, inesquecível e competentíssimo José Carlos Azevedo!
Azevedo foi Cientista, Educador e Cidadão, com Maiúsculas,  opulentou o  patrimônio da UnB e foi o seu maior Reitor.
Abração carinhoso,
Ruy Nogueira"

Alexandre Garcia

"Quem fundou a UNB foi JK. Obrigado, Limongi, por derrubar a falsidade ideológica/histórica.
E, para mim, o melhor reitor foi Azevedo. A UNB tinha uma puta editora, jardins, segurança, laboratórios… Pobre UNB de hoje...
Alexandre"

"Teu texto com uma bandeirinha. Para guardar.
Dia 23 fez 7 anos que Azevedo se foi. E meu arrependimento foi não ter ocupado o microfone da igreja, no Lago Sul, na missa de Sétimo Dia.
Abraço,
Alexandre"