domingo, 20 de agosto de 2017

O Risco!

*Diógenes Dantas Filho - Coronel Forças Especiais/ Consultor de Segurança
A intervenção federal nos Estados poderá ocorrer em casos extremos e está prevista no Art. 34 da Constituição, inclusive para “por termo a grave comprometimento da ordem pública” e “reorganizar as finanças de unidade da Federação”.
O Estado de Defesa, regulado pelo Art. 136, será decretado pelo Presidente da República para preservar ou restabelecer a ordem  ou a paz social ameaçadas  por grave instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções.
O Estado de Sítio, citado no Art. 137, poderá ser invocado na falência do Estado de Defesa, em resposta à agressão armada estrangeira ou em caso de guerra.
Em qualquer das situações, as Forças Armadas (FFAA) terão um papel proeminente e serão empregadas por determinação e orientação de seu Comandante Supremo.
O risco está sempre presente no processo decisório e diante daqueles que cumprem missões perigosas por dever funcional.
O uso de militares fora de suas atividades-fim,  apesar de legal, é um erro tático e estratégico que não pode ser banalizado e, muito menos, aproveitado para dividendos eleitoreiros.
Apesar de preparados para atuação em qualquer ambiente, o seu armamento é de guerra razão pela qual a população fica exposta e sujeita a balas perdidas de grosso calibre em localidades carentes durante ações de natureza policial.
 No Rio de Janeiro e em outras capitais, o povo exige a presença das FFAA para ter relativa tranquilidade diante da caótica insegurança privada e pública.
Entretanto se, lamentavelmente, algo de errado ocorrer os mocinhos passarão a bandidos da noite para o dia e seu elevado conceito na opinião pública irá para o brejo. Os políticos, como sempre, lavarão as mãos e os Comandantes das Forças Singulares ficarão sós nas suas responsabilidades.
É por esta e outras que o Comandante do Exército declarou que o uso de sua tropa em segurança pública é “desgastante, perigoso e inócuo”. Ficaram na Favela da Maré por 14 meses e uma semana após a saída tudo voltou a ser igual ou pior do que era antes.
Agora, há uma nova tentativa para combater os criminosos e atenuar a sua glamourização, no mesmo Município, até dezembro de 2018.
A estratégia da presença continua a ser fundamental  mas não pode ser postergada a implantação de obras sociais nas comunidades, prometidas desde a criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP’s) que perderam a sua operacionalidade pela ausência das mesmas .
Deve ser feito um controle eficaz das principais vias de circulação com pré- posicionamento de grupos táticos realizando os três graus de segurança: vigilância, cobertura e proteção.
Deverão ser mantidos na reserva e em condições de pronto  emprego pelo menos dois outros grupos para serem helitransportados para qualquer ponto da cidade.
Dezenas de outros pelotões especializados permanecerão de prontidão para atuarem com mobilidade e presteza nos locais sensíveis previamente levantados e reconhecidos.
O Estado- Maior conjunto deverá dispor de uma central de processamento de dados que se louve em eficiente sistema de Inteligência e no Disque- Denúncia valorizado e bem renumerado.
As bases logísticas do crime organizado devem ser sufocadas  e destruídos os seus arsenais de armas e munições.
Tudo deve ser feito para preservar a vida de inocentes mas os bandidos não podem ser poupados.
É essencial a previsão de um suporte médico de emergência para pronto atendimento.
A surpresa e o sigilo das operações são imprescindíveis para o êxito. Segundo consta, houve vazamento de informações na recente ocupação do Complexo do Lins decepcionando o Ministro da Defesa e frustrando os Comandantes. Os resultados foram pífios diante da mobilização de cerca de 5 mil homens, mais de 500 viaturas, 71 blindados, helicópteros de cobertura e vigilância de paraquedistas na mata. O custo foi elevado e em nada contribuiu para imagem da força repressora.
Tudo serve de ensinamento principalmente diante da complexidade de ações em ambiente que pode ser comparado ao de guerrilha urbana e combate em localidades, agravado pela falta de condições para evacuar os residentes.
Estamos esperançosos no sucesso das próximas operações e na derrota do crime organizado, ainda que parcial, porque não podemos ficar reféns de bandidos e vivendo sob o estigma do medo a todo instante. 

sábado, 19 de agosto de 2017

A CBF tem participação no sucesso de Tite

A Fifa além de valorizar o excelente trabalho de Tite, incluindo o treinador brasileiro na disputa do melhor do mundo de 2017, também destaca , aplaude e estímula, no meu entender,  o trabalho do comando da CBF, dando condições e suporte ao técnico para desenvolver seu trabalho com sucesso, classificando com antecedência a seleção para a copa na Rússia.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Papelão da bancada federal. Dividida, omissa, fraca, desrespeitada.  Saudades  da firmeza e broncas do Arthur.  Depois do vacilo e do vexame, parece que deputados, senadores e o governador acordaram. Pobre zona franca. Com amigos-defensores assim, o Amazonas não precisa de inimigos. Nessa linha, mirem-se com o exemplo de Pernambuco. O governo ameaçou tirar de lá uma indústria. A bancada e o governador berraram, lutaram  e ameaçaram. O governo recuou.  
( Limongi)


“A Zona Franca de São Paulo é  três vezes maior que a de Manaus”
Entrevista com Wilson Périco, presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas

São frequentes os ataques à economia da Zona Franca de Manaus. Enquanto o país é assaltado por agentes públicos que se aliam as forças da contravenção explícita. A região mais rica do país, o Sudeste, consome bem mais da metade da renúncia fiscal, enquanto a mais pobre, o Norte, 2/3 do território brasileiro, é atacada por usufruir 13% dos incentivos. Lá existem pelo menos três Zonas Francas que tem isenções extraordinárias quando vendem insumos para o Amazonas. Não somos, portanto, o problema do Brasil, mas temos como ajudar o Brasil a construir uma nova economia, se soubermos escolher políticos que, decididamente, saibam representar os interesses da brasilidade. Estes são os alertas desta entrevista com o cidadão do Amazonas, Wilson Périco.

1. FOLLOW-UP: Na sua opinião, quais as razões dessa reincidente acusação de que a Zona Franca de Manaus é responsável, em grande parte, pelo rombo fiscal do Brasil?
Wilson Périco: isso não passa de uma grande balela, aquilo que os caipiras mineiros chamam de conversa pra boi dormir. Renúncia fiscal é um instrumento usado desde sempre para estimular crescimento regional ou setorial. No caso do Amazonas e da Amazônia, trata-se de um motor de redução das desigualdades deste país desigual. Como não reconhecer a importância dos incentivos fiscais para o florescimento da indústria automobilística e a construção de infraestrutura e a geração de empregos a partir da era JK, nos anos 50, em São Paulo?

2. FUP: Neste processo de desenvolvimento regional, além da infraestrutura o que você considera fundamental?
WP: Promover o crescimento, há séculos, supõe investimento em tecnologia e inovação.  A China, que deve crescer 7% este ano, investe 2% de seu PIB, que é de US$ 11,2 trilhões, em incentivos de P&D; o Japão 3% e a Coreia do Sul 4%. O Brasil, que não vai crescer 1%, investe menos de 1%, com os cortes deste ano. O despertar dos chamados tigres asiáticos se deu a partir do conhecimento científico e inovação tecnológica. A Samsung investe bilhões em inovação, daí seu desempenho.

3. FUP: Por que em São Paulo a economia do café desembarcou em desenvolvimento e na Amazônia o Ciclo da Borracha, a despeito dos investimentos bilionários de Henry Ford desembarcou em nada?
WP: A equação tem sido esta. Incentivos fiscais e P&D, pesquisa e desenvolvimento. Assim floresceu o Vale do Silício. São Paulo despertou para isto quando soube usar os dividendos do café. Os dividendos da borracha foram confiscados pelo Brasil para sustentar o Brasil e com a derrocada do látex, os investimentos amazônicos desembarcaram em São Paulo. Esse confisco continua. Um estado como o Amazonas, que tem deficiências de infraestrutura e está distante do mercado consumidor é obrigado a recolher mais de 50% da riqueza que produz para os cofres federais. Justamente a verba que deveria reduzir a pobreza da região.

4. FUP: E por que, em vez de integrar, por que persiste essa perseguição permanente contra a ZFM?
WP: São grupos isolados que fomentam esse conflito. O governo paulista, à parte as rusgas circunstanciais, tem sido um bom parceiro. Afinal, existe uma ZFSP, uma Zona Franca em São Paulo, onde tem um parque industrial, três vezes o tamanho da ZFM, para atender o polo industrial de Manaus com insumos. É evidente que estamos diante de um desequilíbrio socioeconômico nacional com os 40% da riqueza do Brasil que São Paulo detém. Ali estão 30% dos estabelecimentos industriais enquanto o Amazonas tem apenas 0,6%. Eles consomem mais da metade da renúncia fiscal brasileira.

5. FUP: Quais os principais gargalos para o florescimento da indústria do Amazonas?
WP: Transformado em exportador líquido de recursos o Amazonas não retém o dinheiro para construir porto público, logística de transportes, comunicação de qualidade e energia barata. Nesta semana a empresa de energia foi condenada a devolver R$ 2,9 bilhões cobrados indevidamente. No nosso calcanhar moram os burocratas de Brasília alinhados com os interesses do Sul e do Sudeste que boicotam a liberação do processo produtivo básico, o PPB – uma licença inventada para autorizar ou engavetar a permissão de novos produtos do polo industrial de Manaus.

6. FUP: E o que acontece com as verbas de P&D pagas pela indústria de Informática de Manaus?
WP: Veja só: segundo a Lei 8.248/91, alterada pela Lei 10.176/01, empresas de informática que recebem incentivos fiscais deverão efetuar depósitos trimestrais no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT. Nos últimos 5 anos foram depositados R$ 2,3 bilhões, que seriam distribuídos para os diversos fundos setoriais. Quem recebeu a maior parte desta grana foram os fundos CT Infra e CTinfo, os fundos de ciência e tecnologia, destinados a empresas nacionais a desenvolverem e produzirem bens e serviços de infraestrutura e de informática e automação, para atividades de pesquisas científicas e tecnológicas, fica no Sudeste, predominantemente em São Paulo. Isso está escrito no portal do MCTI/FINEP. Não vem há 5 anos um centavo para o CT AMAZÔNIA. Sem P&D ninguém agrega valor na indústria.

7. FUP: Houve um silêncio de aparente concordância com a convalidação dos incentivos. Por que só o CIEAM apontou as sequelas do problema?
WP: Nós já vínhamos apontando esse descaso com o Amazonas. Apenas o Deputado Pauderney votou contra a LC 160. Tive oportunidade de dizer ao presidente Temer, junto com o presidente Antônio Silva e outras lideranças do Amazonas, que não somos o problema do Brasil e sim parte das soluções dos problemas do país. O que não pode é seguir confiscando. Ele está pagando o FIES com os recursos da Região Norte, nossas reservas constitucionais de Segurança. Ele assinou o Acordo de Paris com a moeda Amazônia. São Paulo tem 60% de sua energia doméstica de nossas barragens e os seus reservatórios hídricos são abastecidos pela evaporação de nossos rios. Sabe que vantagem Maria leva? Essa convalidação é ampliação da insegurança jurídica. Vai reduzir mais a oferta de empregos. Não estou advogando o lado do investidor. Estou falando de desemprego e as consequências sociais, familiares, emocionais dessas medidas. Estou alertando sobre aquilo que todos nossos representantes deveriam fazer. Eles não representam a eles mesmos ou interesses político-partidários, representam o cidadão que lhes paga os salários.

Falta Valmir na chapa

A meu ver, a chapa para as eleições majoritárias de 2018, revelada  pelo CB do dia 17, integrada por Buarque, Frejat e Valle, ficará ainda mais forte e valorizada com a presença de Valmir Campelo. Operoso e probo, o ministro aposentado do TCU, ex-vice-presidente do Banco do Brasil, ex-senador e ex-administrador de duas cidades-satélites, Valmir Campelo  tem qualidades e credibilidade para honrar  o exercício da política do Distrito Federal. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Críticos deveriam se candidatar

O esporte predileto das carpideiras e paladinos de meia pataca é criticar a classe politica. Metem os pés pelas mãos, debocham, insultam, mas geralmente não apresentam sugestões, idéias nem argumentos sensatos que fortaleçam seus faniquitos. Outro grave e perigoso  equívoco dos raivosos online é a generalização. Colocam bons e ruins no mesmo balaio da incompetência e da intolerância.  Como se o monopólio da ineficiência fosse privilégio do Legislativo. Nessa linha, seria oportuno e urgente, aproveitando a reforma política em estudo, que os briosos críticos dos  parlamentares, se candidatassem a cargos políticos nas eleições de 2018. Eleitos, teriam boa   chance para colocar  em prática todas as maravilhas que pregam nos insultos, tornando, finalmente, o Brasil um país impecável. Melhorariam  a qualidade e o astral do exercício da política, tirando de cena os imprestáveis. Habilitem-se.   

domingo, 13 de agosto de 2017

Filhas que embelezam minha vida

No domingo especial dos pais quem se renova de alegria e esperança sou eu. Feliz e realizado por ter filhas saudáveis, maravilhosas e belas. Perfumado, barbeado, penteado  e com roupa nova, saio para comemorar com elas. Levando  enorme babador  de pai orgulhoso. Consciente  que dedico a Carla e Joana  exemplos e lições de vida prazerosa, solidária, honrada, digna e responsável.

Rebecca Garcia afirma: lei complementar nº 160/2017 prejudica a ZFM

A ex-superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), a economista Rebecca Garcia afirma que a lei complementar nº 160, de 7 de agosto de 2017, reduz a competitividade das organizações que operam no Polo Industrial de Manaus (PIM) ao ampliar, por até 15 anos, incentivos concedidos de forma irregular por outros estados da União. Rebecca Garcia se refere aos incentivos e benefícios fiscais concedidos sem a observância das normas legais e nem autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), quando tais favores fiscais são outorgados por entes federativos que não têm respaldo para usar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com o objetivo de atrair investimentos. Embora a economista reconheça que a convalidação dos incentivos irregulares oferecidos seja um passo importante para reduzir a desigualdade regional em estados como os do Nordeste, ela acrescenta que, mesmo assim, a Zona Franca de Manaus sai perdendo competitividade e exemplifica com o fato de que o Nordeste está ligado ao restante do País por rodovias, enquanto o Amazonas não tem essa conexão, fato que amplia os custos do frete. “É para compensar essa e outras limitações, como a grande distância entre o Amazonas, com seu polo industrial, e os centros consumidores localizados em outras regiões do Brasil que a Constituição Federal assegura um status privilegiado à Zona Franca de Manaus”, finaliza Rebecca Garcia.
(Pedrinho Aguiar)

O presidente do Cieam tem razão. Cobra e exige atitudes firmes dos setores que têm ou deveriam ter, competência para repudiar ações contra a zona franca de Manaus. Impressiona a incapacidade de reagir, a insensibilidade e o desleixo.  Vão sair da inércia  só quando o desemprego, a desesperança e o caos baterem na porta da zona franca?  Passou da hora de acordar! Francamente! ( Limongi)

Périco recomenda mobilização em defesa da Zona Franca
Com a desarticulação entre as entidades e o descompromisso da classe política, o Amazonas vê a recessão atingir a sociedade com golpes de perversidade. "O presidente da República toma seguidas medidas prejudiciais à ZFM e ao Amazonas e ninguém reage", disse o presidente Wilson Périco, na "celebração" dos 38 anos do Cieam. Ele lembrou que a   Lei Completar 160/2017, no caso do Amazonas, traz muitos prejuízos e o maior deles é para os empregos porque essas pessoas que estão empregadas ainda têm algum benefício, plano de saúde, transporte, auxilio educação. Quando perder o emprego, vão buscar serviço público que já é de péssima qualidade e com o aumento da demanda tende a ficar pior. E ninguém se revolta. “O que já estava ruim – não falo de riscos aos investimentos, mas aos empregos – vai ficar pior e não houve uma manifestação, uma busca de uma solução política que resguardasse o direito da nossa região. Hoje, os interesses e as preocupações pessoais e político-partidárias estão acima dos interesses regionais e da sociedade e é isso que nós temos que mudar”.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A paz deu lugar para o pesadelo

Por rigorosa insegurança que aumenta no país, a vida do cidadão de bem não está valendo nada. Em Brasília não é diferente. A  barbárie  invadiu a vida da população.  Vivemos sob o manto do medo. Acuados, amedrontados, acovardados e humilhados. Faz tempo que a paz deu lugar para o pesadelo. Vivemos massacrados, amordaçados, envergonhados, achincalhados e desencantados. Perdemos o direito de ir e vir. Vivemos acossados, atemorizados, agoniados, horrorizados e indignados. Até quando, Santo Deus.

Aplausos ao canal Fox por homenagear Zagallo

O canal Fox Esportes teve a grandeza e a sensibilidade de homenagear e destacar, ao vivo, os traços marcantes da carreira premiada e vitoriosa de Mário Jorge Lobo Zagallo,  que completou 86 anos de idade. Uma  seleção de craques  presentes. Três deles em depoimentos por celulares. Todos  honraram o futebol brasileiro e mundial. Ídolos respeitados. Nessa linha,  sonhemos  que Deus deu menos 60, 50 ou 40 anos de idade para eles. Seguramente facilitariam hoje   o trabalho do técnico Tite. Bastava escalá-los, aplaudir e correr para o abraço: Jorginho,  Ricardo Rocha,  Piazza e Marco Antônio; Zinho, Clodoaldo, Gerson e Rivelino; Jairzinho, Bebeto,  Evaristo e Roberto. Foram momentos descontraídos. Recordações humoradas.  Clima de amizade, ternura e alegria.  Gerson- parou de jogar há 50 anos, mas até hoje a seleção se ressente de  armador cerebral como ele-, revelou que sugeriu ao técnico Tite que ouça as ponderações de Zagallo. O que Tite já vem fazendo. O canhotinha de ouro também pediu ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que inaugure uma estátua de Zagallo e coloque destacada na sede da entidade. Seguramente Marco Polo avalia com carinho a sugestão.  Gerson lamentou que João Havelange  não estivesse presente. Parreira concordou, salientando que as conquistas da seleção brasileira também são frutos do trabalho competente dos dirigentes da CBF. Como ocorre hoje, com a seleção classificada para a copa da Rússia, com bastante antecedência.   Zagallo ganhou bolo de velas,   saudações, agradecimentos e uma bonita  tela do também artista plástico Parreira. O filho Mário, emocionou-se falando do pai.  Bebeto lembrou bem. Homenagens  valiosas, justas e oportunas  precisam ser feitas quando a figura homenageada está viva. Com amor, sem demagogia e hipocrisia. Bela iniciativa do repórter Paulo Lima. João Guilherme conduziu o programa com eficiência e simpatia.  

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Cieam lança livro em comemoração aos 38 anos da entidade

O livro “Amazonas Nano Bio Tech: Acertos, Paradoxos e Desafios” traz uma compilação de relatos, que completa 38 anos nesta quinta-feira, 10 
“Esse é o pior momento econômico, político e social que já vivemos. Mas eu não tenho duvida que vamos superar essa crise” é com essa afirmação que o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, define o atual momento da entidade, que comemora 38 anos nesta quinta-feira, 10 de agosto.  “Nesses 38 anos esse é o pior momento que o país passa e, consequentemente, o Amazonas e o Cieam, uma vez que estão inseridos nesse contexto”, declarou Périco.
Segundo o presidente do Cieam, a alternativa para a atual conjuntura econômica no Estado não depende pura e exclusivamente da iniciativa privada, ou seja, das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). “A insegurança política se traduz em insegurança econômica e social. Econômica por conta dos investimentos que não vão acontecer e social por conta do desemprego”, explicou. Wilson Périco, contestou os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IGBE). “O ultimo dado do IBGE traz uma redução no nível de desemprego do país. Houve um aumento na informalidade, mas não houve aumento de emprego com carteira assinada. As pessoas vão buscar alternativas para levar o alimento para casa, daí surge a informalidade e, por consequência o seu aumento. E aí você tem o aumento de emprego, mas em contrapartida o desemprego continua aumentando”, esclareceu.
Apesar do momento de crise, para Wilson Périco o aniversário do Centro da Indústria serve para celebrar a entidade que faz além do papel que lhe compete. “Estamos comemorando mais um ano de atividade com muita satisfação. O Cieam além de defender o interesse dos seus associados briga pelos direitos dessa região. Eu costumo falar que interesse cada um defende o seu, mas direito não. E o Centro da Indústria defende os direitos do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), o que acaba atravessando um pouco nosso papel quando nos propomos a fazer coisas políticas que não nos compete, mas fazemos por acreditar que aquilo é verdadeiramente direito e é o correto a ser feito”.
Mas o presidente do Cieam vê o momento de crise como uma oportunidade.  “São em momentos de dificuldades que nos reinventamos, então acredito que todo mundo sairá fortalecido depois dessa crise, que não tenho dúvidas que iremos superar. O país já passou por muitas dificuldades no passado, nosso Estado já passou por tantas outras também e nós superamos. Ao final, todos nós vamos estar muito mais preparados para os momentos bons, positivos que ainda viveremos no futuro. Eu acredito nisso”.

Amazonas Nano Bio Tech: Acertos, Paradoxos e Desafio
E para comemorar os 38 anos, o Cieam lançou nessa quarta-feira (09) para seus associados, o livro “Amazonas Nano Bio Tech: Acertos, Paradoxos e Desafio”, de autoria do presidente da entidade, Wilson Périco, com o escritor, filósofo e consultor da entidade, Alfredo Lopes.
O livro traz um resumo da nossa história, bastante conciso do que o Cieam fez desde a sua fundação. Temos relato de um dos fundadores que ainda é vivo, Mário Guerreiro. Além dele, pessoas das mais diversas áreas, seja do cenário politico, econômico do nosso Estado contribuíram com a obra, que retrata o que é a entidade. É um livro muito bonito e estou feliz

Grande brasileiro e patriota, Collor completa 68 anos dia 12


Por Vicente Limongi Netto*

Faço parte dos quase 36 milhões de brasileiros que acreditaram e elegeram Collor. E que nunca, jamais, engoliram o golpe que perpetraram contra o jovem presidente. Sou um dos que tiveram que suportar patrulhamentos e piadas dos que perderam as eleições de 1989, mas se sentiram o máximo quando os poderosos derrubaram o primeiro presidente eleito democraticamente depois de 25 anos de arbítrio. Os eleitores de Collor acreditaram no Brasil e se sentiram frustrados por terem seu voto sagrado e sua confiança desrespeitados. Collor arrancado do cargo por abutres travestidos de isentos. Foi inocentado pelo STF de todas as torpes acusações de seus desafetos. Mas, o tempo sempre traz a Verdade. Agora, Fernando Collor de Mello comemora, dia 12 de agosto, 68 anos de idade.  Mantêm-se firme em suas convicções, mais determinado do que nunca em servir ao País, corajoso como sempre, como nos tempos em que foi presidente. Mas, como não poderia deixar de ser, depois de tudo pelo qual passou, das imensas injustiças que sofreu, atingiu aquela maturidade positiva e sábia que só os grandes homens conquistam. Está mais realista sobre a complexidade dos problemas nacionais e das sutilezas da política. Ultrapassou a ponte perigosa e necessária que liga a espontaneidade romântica de um jovem e idealista presidente ao realismo sereno e pragmático dos grandes estadistas. Sua postura construtiva e eficiente no Senado tem evidenciado esta maturidade como homem público. Ao contrário dos ressentidos e intolerantes, como são os fracos de índole, os impotentes, os pusilânimes, o que se está vendo é uma senatoria equilibrada, colaborativa, responsável e propositiva para com os problemas do País e para com seus pares no cotidiano do Senado. Sua volta ao cenário político nacional representou o grau de maturidade política do povo brasileiro. Algo importante para a democracia. E até agora ninguém explicou a razão de não se ter o nome de Collor nas listas de presidenciáveis dos institutos de pesquisa. Com o desgaste óbvio na polarização PT-PSDB dos últimos anos, já está na hora de se procurar alternativas não entre neófitos e arremedos aventureiros, mas com figuras experimentadas como Collor. 


Vicente Limongi Netto é jornalista. Trabalhou no "O Globo", "Última Hora" de Brasília e na TV Brasília. É sócio militante da ABI há 48 anos.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

LIBERDADE DE EXPRESSÃO - Quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O SR. RENAN CALHEIROS (PMDB – AL) – Sr. Presidente, permita-me um pequeno registro.
Faço aqui, Sr. Presidente, um importante registro sobre essa onda de delações falsas que atingem generalizadamente o mundo político, diariamente.
Os métodos que forçaram a troca de nome de alguns políticos por impunidade começam, Sr. Presidente, Srs. Senadores, Srªs Senadoras, a ficar claros.
Há poucos dias, um advogado da Odebrecht, Rodrigo Duran, afirmou em entrevista ao El País que o Ministério Público Federal tentou forçá-lo a assumir crimes que não cometeu. Desrespeitando os direitos legalmente conferidos aos advogados, atribuíram-lhe prática de delitos sem provas e sem investigação policial.
O mais grave, Sr. Presidente e Srs. Senadores, foi sua declaração de que a Odebrecht ofereceu a ele o pagamento de 15 anos de salário para tornar-se delator. São relatos, Sr. Presidente, que indiscutivelmente necessitam ser apurados, até para saber se esse tipo de conduta não foi adotada com relação a outros delatores. A Odebrecht chegou a anunciar que pagou R$15 milhões, o que equivalia a 15 anos de salários inicialmente, a 47 delatores. Depois, esses 47 delatores citaram outros delatores, que chegaram ao todo a 74 delatores.
Sr. Presidente, é nesse contexto que o jornal Folha de S.Paulo publica uma matéria mostrando que a Polícia Federal identificou graves falhas na delação da Odebrecht. Cita, como exemplo, o episódio do ex-Presidente da Transpetro Sérgio Machado, que saiu gravando pessoas para negociar com o Ministério Público – e negociou – a sua impunidade e a impunidade dos seus filhos. Os benefícios, Sr. Presidente, por proposição da Polícia Federal, dados a esse delator e a seus filhos, podem ser extintos por sua ineficácia e falta de provas.
Outro caso citado na reportagem da Folha de S.Paulo foi o recente depoimento de Cláudio Melo, ex-relações institucionais da empreiteira. Ele fala textualmente que a doação eleitoral feita ao diretório do PMDB não foi pagamento de propina e que eu não condicionei minha atuação a qualquer retribuição financeira. Diz o jornal que, em 9 de junho deste ano, novo depoimento do ex-diretor afirmou que consta, no termo do depoimento do delator à Polícia Federal, a seguinte declaração, aspas: “Que Renan não condicionou a sua atuação política à retribuição financeira da Braskem”, fecha aspas.
Fundar-se, Sr. Presidente, apenas em delações falsas, muitas vezes com o pagamento de indenização da própria empresa, como é o caso da Odebrecht – o que foi anunciado e deve ser o caso de outras empresas e delações irresponsáveis –, em detrimento de métodos eficazes de investigação, acaba infelizmente por inverter valores, expondo pessoas inocentes e prestigiando criminosos confessos.
Sr. Presidente, durante a semana, os jornais anunciaram que a Polícia Federal pediu o fim dos prêmios à delação do Sérgio Machado. Uma outra investigação contra mim já havia sido arquivada, porque o delator Paulo Roberto Costa havia afirmado que recebera Deputado falando em meu nome. No mesmo depoimento, Sr. Presidente, e isso em momento nenhum foi divulgado, o Dr. Paulo Roberto Costa afirma que nunca checou com o Senador Renan Calheiros se Deputado ou Senador falava em meu nome.
O delator Cláudio Melo fez dois depoimentos que não foram aceitos. Fez um terceiro depoimento para citar nome. O Ancelmo Gois, na sua prestigiada coluna, já havia informado que uma mesma pergunta foi feita a esses 77 delatores da Odebrecht: “E o que é que você sabe do Senador Renan Calheiros? Nos ajude nessa questão” – generalizadamente. Por que, Sr. Presidente? Porque essa corrupção sistêmica, com a participação da representação política, precisava ser demonstrada. Como se não havia prova? Por ilações. E por delações que objetivavam segurar uma outra delação, ou apoiar ou confirmar uma outra delação.
Sr. Presidente, isso não pode continuar. Eu acredito que é o caso de o Congresso Nacional fazer uma investigação: se essa prática utilizada com relação à Odebrecht foi utilizada com relação a outras empresas – a outras empresas.
Esse pedido de prisão do Ministério Público do Senador Aécio Neves feito ontem, Sr. Presidente, depois de o Supremo Tribunal Federal negar a sua prisão por absoluta falta de flagrante, por não ler, como disse o Ministro Gilmar, a Constituição, que diz que Senador só pode ser preso em flagrante por crime inafiançável… E este Senado cometeu um equívoco no passado, evidentemente que por omissão. Errou por omissão: aceitou o flagrante do Senador Delcídio do Amaral de prisão. Para quê? Para que o Senador Delcídio do Amaral fizesse um acordo de delação inusitado – não no Brasil, mas no mundo –: prestar uma delação que só valeria seis meses depois e vir para o Senado para gravar aqui no Senado, como fez inclusive com o Ministro Aloizio Mercadante, todos os Senadores, Sr. Presidente.
Nós ficamos expostos a esses excessos. Tudo que se falava era porque era contra a Lava Jato. Eu cheguei a ser investigado por defender a Constituinte, por propor o abuso de autoridade, por obstrução de Justiça, Sr. Presidente, que agora vem ser anulado pela própria Polícia Federal. Quando estava, depois do pedido de prisão negado pelo Supremo Tribunal Federal, a 12 dias de deixar a cadeira que V. Exª senta agora, de Presidente do Senado Federal, o Ministro Marco Aurélio Mello, por liminar, chegou a me afastar da Presidência do Senado Federal – por liminar! –, com base no mesmo fato. Qual fato? Na delação do Sérgio Machado, ex-Presidente da Transpetro.
Sr. Presidente, eu tenho usado esta tribuna toda vez que posso porque é uma maneira de compensar. Eu peço até desculpas aos Senadores por fazer essas abordagens. É porque a imprensa infelizmente – infelizmente, pois eu defendo a liberdade de expressão – não confere aos atingidos pelo noticiário o mesmo espaço. Eu não sou contra a liberdade de expressão, eu sempre a defendi. Acho que a liberdade de expressão é um valor fundamental que precisa ser protegido na democracia. Então, quando exorbitam na utilização da liberdade de expressão, só há um caminho: mais liberdade de expressão. Como a imprensa não garante a proporcionalidade desse noticiário, eu me vejo na obrigação, em nome do Senado Federal, que integro com muita honra, e em nome do povo de Alagoas, que represento nesta Casa e que não pode ter a deturpação da imagem do seu Senador…
Sr. Presidente, mais uma vez, muito obrigado.

“Réplica para a História: uma catarse” - opinião do mestre Aylê

Limongi,

Hoje peguei o livro do nosso amigo, e li várias partes dele. Gostei muito.
Já conhecia algumas das passagens. Aquele debate final com o Pedro Simon
é lapidar. Ele fez muito bem em produzir este livro com pretensões apenas
de ser uma catarse pessoal.  É mais que isso. Acho que ele tem razão em não
permitir que sua história seja escrita por outros. Soube esperar, e isso mostra
um amadurecimento. Ele foi sempre meio intempestivo.O tempo é um grande
aliado. Concordo também com  Gracián  de  que  "A   capacidade de esperar
tempera os acertos e amadurece os pensamentos...".

Abraços, e transmita para ele meus cumprimentos.
Obrigado.
Aylê


Íntegra: http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/526360



Mendes critica Janot

Discordo dos leitores que repudiam as críticas do ministro Gilmar Mendes ao procurador-geral Rodrigo Janot. Por acaso Janot é intocável? Só gosta de elogios? Janot sonha em ser canonizado pelo Vaticano? Mendes  apenas devolve, no mesmo tom  de Janot, as patadas que recebeu, há pouco tempo, do impoluto procurador-geral. 
Quem for podre, que se quebre.

Tendencioso Jornal Nacional não ganha prêmio

William Bonner encheu a boca, com a arrogância habitual, para anunciar ao mundo que o jornalismo da Globo estava disputando novo prêmio internacional. A humanidade estava, assim, salva e livre de todas as pragas. Rojões pipocaram pelo país. Pelas aldeias mais distantes do universo.
Que se diga, afixe-se e registre-se, que o prêmio tão aguardado e badalado pelo guapo Bonner não é fruto  nem graças ao jornalismo diário  do carro-chefe da emissora. Mas, sim, frise-se, por causa  razão de documentários ou matérias que demoram para ser editadas. São apuradas e produzidas sem pressa.
Nessa linha, o noticiário político da Globo continua tendencioso. Faz tempo que a ordem é bater em Temer.  A raiva global vai piorar, depois que a Câmara Federal teve a audácia de descumprir ordens do Jornal Nacional, votando contra a denúncia do MPF para levar Temer ao julgamento do STF. A Globo, tenho reiterado, não admite nem suporta ser contrariada. Ordens aos seus vassalos tem que ser cumprida. Faz tempo que a bandida, mas milionária JBS, juntou-se ao Jornal Nacional para apedrejar Michel Temer. Usa como contrapeso para tuas canalhices em forma de jornalismo isento, o Globo,que também se presta ao trabalho sujo de a todo custo demonizar Michel Temer. E, claro, evidente, o canastrão, empolado e bolorento Rodrigo Janot.  
Duvido, aposto um saco de pipoca doce, que algum dia o jornalismo político diário do Jornal Nacional será premiado.  Sem manipular a informação e sem repetir matérias tentando jogar a população contra as ações do governo. Ou, ainda, ouvindo políticos obscuros e raivosos, prontos a falar mal de Temer para obter minutos de fama no Jornal Nacional. Os mais jovens não sabem, mas quando vestais grávidas globais insistem em posar de isentos,  paladinos e  sábios,  lembro, com satisfação, a decisão da justiça mandando o Jornal Nacional ler, na íntegra, a resposta do ex-governador Leonel Brizola, retrucando os insultos e acusações descabidas que frequentemente recebia da Globo. O magnífico e contundente  texto de Brizola foi lido por Cid Moreira. Com voz embargada, mas firme, atônito e constrangido,  com que estava acontecendo. Memorável e inesquecível.  Quem sabe o episódio não abra os olhos de Michel Temer e da população e se torne boa idéia?

FORÇAS ARMADAS NO RIO DE JANEIRO

Em 2017, já morreram 92 Policiais Militares no RJ e o Estado não tem estrutura para, pelo menos, minimizar tão grave problema e tampouco dar a devida assistência às famílias enlutadas.
A situação é tão crítica que nos últimos anos houve uma evasão média anual de 2000 policiais que não são repostos pela falência  econômico- financeira.
Entre 2015 e 2016 o número de baixas voluntárias aumentou 69,5%, além dos 1400 afastados por problemas psicológicos somente no ano passado.
As Unidades de Polícia Pacificadora (UPP’s) não receberam o apoio necessário para a implantação de obras sociais em benefício da população local, os criminosos  dominaram suas regiões de homizio e os policiais, por falta de pessoal e de recursos, ficaram entregues à própria sorte.
Os tiroteios frequentes nas comunidades carentes e as balas perdidas ceifam a vida de inocentes e aumentam o óbito de militares no cumprimento do dever.
Em face do caos, o Governo Federal autorizou o emprego de 8,5 mil militares das Forças Armadas (FFAA), 620 agentes da Força Nacional e 1120 da Polícia Rodoviária Federal para ajudarem na  segurança até dezembro de 2018.
Foi constituído um Estado - Maior conjunto com pessoal do Exército, Marinha e Aeronáutica envolvendo policiais dos governos federal e estadual.
Para golpear eficazmente o crime organizado há  imperiosa necessidade do desencadeamento   de operações de Inteligência e de ações repressivas diretamente sobre os focos de atuação dos meliantes, destruindo os seus arsenais de armas e munição.
A  discrição e a surpresa são essenciais. Tudo deve ser feito com respaldo legal  mas a impunidade não pode ser  admitida. É  utópico pensar na recuperação dessa corja!
A população não sabe a quem recorrer e é chegada a hora  de apoiar as forças legais na tentativa de dar um basta ao abuso e audácia dos criminosos que infectam a região. O disque denúncia deve ser estimulado por ser de extrema valia na coleta de informações.
Os militares deverão ficar em condições de serem  empregados a qualquer momento e de fazerem o patrulhamento  nas ruas. 
O controle das rodovias pela Polícia Rodoviária Federal terá de priorizar o combate ao contrabando de armas  e de drogas para sufocar a base logística dos bandidos.
Uma estratégia de segurança, de dissuasão e,até mesmo, de repressão, conduzida por equipes motivadas e capacitadas  será de fundamental importância nas operações.
Desde maio, 620 integrantes da Força Nacional e 260 agentes da Polícia Rodoviária já estão reforçando a segurança no Estado.  No entanto, é muito pouco diante do poder dos bandidos.
É obvio que a presença  das FFAA atesta a incapacidade do governo estadual  na sua obrigatoriedade  de dar  segurança aos residentes  e de conter o vertiginoso avanço de criminalidade.
O seu emprego é legal e tem sido muito eficiente desde a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, com a participação de 155 Chefes de Estado e de Governo. Porém, a participação em ações desta natureza deve ser muito bem avaliada e conduzida porque o risco é enorme. Se, lamentavelmente, ocorrerem vítimas inocentes a mídia cairá de pau nos militares e haverá o seu desgaste na opinião pública apesar de o povo estar exigindo, em última instância e por questão de sobrevivência, a sua imprescindível colaboração.
As autoridades e políticos gostam de faturar quando as coisas lhes convêm mas criticam, se omitem ou lavam as mãos, como Pilatos, se algo der errado.
O emprego das Forças Singulares em missões diversas  de sua atividade- fim é erro tático e estratégico, não podendo ser vulgarizado e, muito menos, usado para fins meramente eleitoreiros.
O Poder de Polícia lhes deve ser assegurado porque, em casos episódicos, algumas garantias individuais poderão ser restringidas temporariamente para manter a ordem pública e garantir o controle da situação.
Todavia, diante de total insegurança privada e pública na antiga capital, não havia outra solução.
Resta-nos orar para que tudo transcorra com tranquilidade e que diante de eventuais confrontos de consequências imprevisíveis só ocorram baixas do lado do inimigo público e que as demagógicas críticas de radicais representantes dos Direitos Humanos caiam no vazio.
Como está não pode continuar porque a vida é o maior bem da sociedade, a liberdade é indispensável ao desenvolvimento do cidadão e a segurança é dever do Estado.

Diógenes Dantas Filho- Coronel Forças Especiais/ Consultor de Segurança

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Governador, não permita o fim dos lava-jatos

Lamentável que a Agefis - Agência  de Fiscalização do Distrito Federal- extrapole suas funções insistindo em acabar com os lava-jatos no Lago Norte. São famílias trabalhando sem perturbar ninguém.Não prejudicam a preservação  da qualidade de vida da população. Apenas querem ter o direito de poder   aliviar as dificuldades financeiras pelas quais hoje passam milhões de brasileiros.  Ocupam espaços que não prejudicam a ordem pública. Acabam o serviço e deixam tudo limpo.Conquistaram o apreço dos moradores porque trabalham bem e honestamente.  Cada vez mais aumenta a informalidade em todo o país. Fruto da crise pela qual passa o Brasil. Os governos, através dos seus instrumentos têm mais é que apoiar a iniciativa da população em gerar o seu próprio sustento. Nessa linha, a  zelosa Agefis, deveria, então,procurar  colocar a população carente, no mercado de trabalho, assegurando a dignidade e o sustento das famílias necessitadas.  Não acredito que o brioso governador Rodrigo Rollemberg,   conscientes dos problemas econômicos  pelos quais atravessa o país, concorde com as destrambelhadas, antipáticas,   e injustas  ações da Agefis.

Caminhos Cruzados - Coluna Carlos Brickmann

Vencido o primeiro obstáculo à sua permanência no poder (o procurador Rodrigo Janot pretende propor outros), Michel Temer ganha fôlego para mudar a imagem ruim do Governo: até o fim do ano, aprovar a reforma tributária e da Previdência. É provável que já tenha votos para isso: os 263 que se expuseram e o apoiaram na impopular rejeição da denúncia contra ele (e são maioria absoluta), mais alguns dos 62 que aceitaram a denúncia mas apoiam as reformas e integram partidos da base governista. Se conquistar 45 votos, terá os 2/3 necessários para emendas à Constituição.

Não haverá represálias, portanto, contra os que, embora governistas, não o apoiaram. Primeiro, porque precisa deles para chegar à maioria de 2/3; e porque não é seu estilo. Temer perdoa – mas não esquece quem perdoou.

A luta pelas reformas, acredita o Governo, pode tirar o foco da opinião pública dos políticos de quem é próximo, e que, para usar uma frase gentil, não chegam a representar uma renovação. De velhas raposas espertas, que passam de um governo a outro, o país se cansou. O foco do eleitorado seria transferido para a Economia, para a inflação em baixa e, apesar da crise, para a leve tendência de melhora no nível de emprego e nos investimentos.

O Congresso já não debate a luta Temer-Janot. Só se preocupa com o dinheiro público na campanha eleitoral. Uns R$ 4 bilhões – e quem quer debater outro assunto? Talvez só você, caro leitor, que vai pagar a conta.

Tem mais, tem mais

Não pense que a conta vá parar nos R$ 4 bilhões para a campanha. Ainda há R$ 1,5 bilhão anual do Fundo Partidário. Não é coisa nova, mas cerca de três anos atrás a conta era de aproximadamente R$ 300 milhões.

Agilidade total

O Congresso tem pressa de votar o financiamento público de campanha, ou “bolsa-eleição”, para os íntimos. A votação, na Comissão de Reforma Política da Câmara, deve começar na terça, dia 8, e terminar na quinta, dia 10. Imediatamente depois, vai para votação em plenário, na Câmara e no Senado. Estará aprovado em setembro, sem falta, para vigorar em 2018.

O voto e o candidato

Deve ser também reformado o sistema de escolha dos parlamentares. Hoje vigora o voto proporcional: a votação de todos os candidatos de um partido é somada e verifica-se quantos lugares o partido conquistou. Os candidatos mais votados vão ocupando as cadeiras. O problema do voto proporcional é que o eleitor vota num candidato e elege outro; e os partidos procuram pessoas populares, mesmo sem noção do que é política, para "puxar votação”. Tiririca levou para a Câmara um bom grupo de parlamentares puxados por seus votos. A mudança mais provável é o “distritão”: os mais votados de cada Estado ocupam as cadeiras. Parece mais democrático; mas os partidos perdem importância porque o candidato não depende mais do voto dos companheiros (e o Governo é obrigado a negociar com um por um, o que sai muito mais caro): e a tendência é que se elejam os candidatos mais conhecidos, o que reduz a renovação. Sendo o Congresso é o que é, imagine-se com renovação mais lenta!

Apenas um retrato...

O país sofre hoje de pesquisite aguda: um ano e meio antes das eleições, antes que se saiba quem serão os candidatos, sem que se saiba quais os temas em debate, já há pesquisas até sobre segundo turno. Para dar uma ideia de quão longo é esse tempo, no final de 1991 o senador Fernando Henrique Cardoso achava difícil se reeleger (foi o que disse a este colunista e ao hoje editor de livros Luiz Fernando Emediato, numa conversa em San Francisco, EUA). Achava difícil até ser eleito deputado federal e pensava em voltar para a vida acadêmica.

Pouco mais de dois anos depois, elegia-se presidente da República no primeiro turno, derrotando Lula.

...e como dói

A pesquisa, hoje, mostra que 5% dos eleitores apoiam Temer – ou seja, consideram seu Governo “ótimo” ou “bom”. Mas, como nota o excelente colunista gaúcho Fernando Albrecht (http://fernandoalbrecht.blog.br/), há algo como 20% dos pesquisados que consideram seu Governo “regular”. Ou seja, não o acham lá essas coisas, mas o aceitam com tranquilidade. Somando tudo, dá um quarto do eleitorado.

Impopular, sim; mas não se pode dizer que Michel Temer não tenha um bom contingente a seu lado.

A reforma como ela é

Chega de achismos, chega de análises de quem não leu a lei da reforma trabalhista mas opina, contra ou a favor, com base no apoio ou oposição ao Governo. O advogado trabalhista Sérgio Schwartsman, bom profissional, leu a lei e mostra os pontos em que mudou, favorecendo assalariados ou empregadores. Schwartsman foi escolhido pela GloboNews para explicar a lei.

E põe cláusula por cláusula, por escrito, em http://wp.me/p6GVg3-3I9.


OS PETRALHAS ESTÃO INDIGNADOS... TALVEZ PORQUE NÃO CONSEGUIRAM ROUBAR MAIS

De B.RUSSEL
Ver um petista anunciar seu voto para derrubar Temer, em nome da decência, não se trata apenas de uma blasfêmia contra a linguagem.

É só a confirmação de que a novilíngua petralha fez o que o fascismo lhes ensinou: primeiro você prostitui a relação entre significado e significante; passa a chamar corruptos condenados de guerreiros, o maior assalto já feito a um Estado nacional no Planeta é chamado de malfeito.

De resto, para chegar ao poder e nele se manter elimina a política. Os slogans, as palavras de ordem, os factóites substituem os fatos, os bilhões compram os grandes meios de comunicação, mas não satisfeitos com criam uma rede de milicianos virtuais para replicar ad nauseam as mentiras oficiais.


"Mais uma tentativa de mentir e enganar"
Brasil 06.08.17 10:28
Felipe Moura Brasil mostrou em vídeo, com exemplos, "O circo da indignação seletiva" na votação da denúncia contra Michel Temer na Câmara dos Deputados.
Míriam Leitão escreve sobre o tema neste domingo no Globo, lembrando que "o buraco no qual caímos foi cavado nas administrações petistas, no segundo governo Lula e no período Dilma".
"Há uma tendência, politicamente motivada, de fomentar uma indignação seletiva. Isso ficou explícito no plenário da Câmara e faz parte do discurso que tenta aproveitar a intensidade da crise e a baixa popularidade do governo para construir uma versão de que os problemas do país surgiram agora. O risco desse raciocínio é que ele pretende pavimentar o caminho do mesmo grupo ao poder, sem que tenha sido precedido por qualquer reconhecimento dos erros cometidos.
Se tiverem sucesso no projeto, repetirão os mesmos equívocos, já que estão terceirizando todas as consequências desastrosas dos próprios atos. Partidos e grupos políticos, como as pessoas, avançam quando reconhecem seus erros e aprendem com eles. O que está em curso é mais uma tentativa de mentir e enganar."