sábado, 31 de março de 2012

Eu avisei...


Observem que meu texto é do dia 6 março. No mesmo dia em que Demóstenes foi canonizado no plenário por dezenas de ávidos por holofotes. Eu, como conheço bem a vida política e muitos dos seus brutais desdobramentos, fiquei na minha, perplexo, esperando o tempo passar. Passou. Como um trator em cima do senador vestal grávida.

“Bronca Geral – Cláudio Humberto
06/03/2012 | 19:09

O novo santo

Canonizaram mais um. Com perto de 300 ligações telefônicas entre ele e o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o plenário do senado cobriu de santo o senador Demóstenes Torres e o mandou para o Vaticano. Evidente que o maior jurista do planeta e o contraventor apenas trocavam idéias sobre receitas de Piqui e o saboroso doce ambrosia. Não vou exaltar os senadores que declararam profundo amor eterno ao franciscano senador do DEM. Problema deles. Fazem média com quem bem entenderem. Prefiro, sim, destacar e elogiar aqueles senadores que preferiram não se manifestar na pantomima explícita que cobriu de vergonha a Câmara Alta.

Vicente Limongi Netto
Brasilia – DF”

quinta-feira, 29 de março de 2012

Simon pegou merecido cascudo do Virgílio


Excelente a resposta do ex-senador e ex-ministro Artur Virgilio Filho, contada na ótima seção do CH, "Poder sem Pudor", ao senador Simon, aquele famoso que não consegue controlar as mãos: Discutia-se o regime parlamentarista, quando Artur Virgilio citou FHC. Simon, eterno franciscano por correspondência, resolveu ironizar o ex-presidente: "Desde quando FHC é parlamentarista?". Rápida e firme resposta do ex-senador amazonense, que seguramente voltará ao cenário político como vereador ou deputado federal:"FHC é parlamentarista tanto quanto o senhor é defensor da ética".

Defesa Nacional

Décima edição da revista “Em Discussão” será lançada nesta quinta

Será lançada nesta quinta-feira (29), às 10h, a nova edição da revista Em Discussão, que aborda em seu 10º número a Defesa Nacional, tema de uma série de audiências públicas promovidas pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) no segundo semestre do ano passado. A revista, produzida pelo Jornal do Senado, é um projeto da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secs) para ampliar a divulgação dos debates ocorridos nas comissões da Casa. O convite para o lançamento, no plenário 7 da Ala Alexandre Costa, é do senador Fernando Collor (PTB-AL), presidente da CRE, e do diretor da Secs, Fernando Cesar Mesquita. Com 88 páginas, a publicação retrata em profundidade os debates travados por autoridades e especialistas militares e civis com os senadores acerca dos desafios que o país deve enfrentar nas próximas décadas em termos de Defesa Nacional. A conclusão unânime é a de que o Brasil, pacífico por tradição e que sempre pautou sua estratégia pela dissuasão, se tornou alvo de interesse internacional por causa de seus imensos recursos, tanto na Amazônia Verde quanto na chamada Amazônia Azul, a imensa faixa de mar onde foram descobertas, por exemplo, as reservas de petróleo do Pré-sal. Para acessar todas as edições da revista Em Discussão, clique aqui.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Dilma, pegue leve...


Na disputa pela Presidência do Senado e do Congresso, a Chefe da Nação faz paródia dos versos de Drummond: Dilma prefere Lobão/não quer Renan/ Lobão deseja voltar ao governo do Maranhão/ Renan prefere ficar calado. A meu ver, não é de bom tom Dilma insistir em medir forças com sua própria base de apoio político. Diz a estória infantil que nem sempre o lobo mau leva vantagem com o Chapeuzinho Vermelho. E a vovozinha continua na moita. Que fique claro para Dilma e seus sábios auxiliares: nunca o Palácio do Planalto se intrometeu nas eleições para a Mesa Diretora do Senado. O governo geralmente mete a colher na disputa pelo comando da Câmara Federal. Jamais na Câmara Alta. No senado a regra democrática do jogo é uma só: ganha a presidência o Partido com maior número de senadores e os demais cargos da mesa são distribuidos civilizadamente entre os demais partidos. Portanto, Dilma, pegue leve. O apressado come cru. Quando come.

“Estou livre do câncer”, diz Lula a Sarney

Em telefonema na manhã desta quarta-feira, 28, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva disse ao presidente Sarney que está livre do câncer na laringe, descoberto no ano passado. Lula passou por exames no Hospital Sírio Libânes, que revelaram não haver mais resquícios do tumor. Sarney, amigo pessoal de Lula, comemorou a notícia.

Meu comentário:

Lula voltou para jogar e fazer gols. Agora, sim, o jogo vai começar; Lula saiu do hospital. Amadores saiam da reta.

Confira relato de Lula sobre sua volta ao mundo político

Mensagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após receber os resultados dos exames realizados no hospital Sírio Libanês e que mostraram remissão completa do câncer. O vídeo foi gravado na sede do Instituto Lula nesta quarta-feira (28).

http://www.institutolula.org/


Vídeo: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Millôr Fernandes

Foto: Marcos de Paula/AE

As leis de Deus são implacáveis. Fazem parte do nosso destino, nascer, crescer, procriar, envelhecer e morrer. Depois de Chico Anysio, o Todo Poderoso do Universo leva outra alma boa para perto de si, Millôr Fernandes.  A vida fica mais triste e sem graça sem os dois fabulosos artistas. A ida de Millôr para outro plano da vida, também significa outro duro baque no coração do guerreiro Hélio Fernandes, irmão mais velho de Millôr, que já sofre muito com as mortes dos filhos Rodolfo e Helinho. Força, Hélio, muita força.

terça-feira, 27 de março de 2012

Renan Calheiros


Redução da desigualdade muda consumo

Desde o início do ano começou a ser aplicada uma nova fórmula de cálculo da inflação. Ela vem demonstrando que o perfil do consumo das famílias brasileiras passa por uma verdadeira revolução. Com a mobilidade de 48 milhões à classe média nos últimos dez anos, a população agora consome maior parte da renda com bens de consumo e transportes. Na esteira da inclusão econômica, o Brasil estaria vivendo, de acordo com os especialistas, um processo bem mais complexo do que a ida da nova classe C às compras. Segundo os técnicos, está ocorrendo uma espécie de globalização do consumo, incentivado pela televisão e pela internet. As transformações compreendem a alimentação, mas também o aumento na venda das passagens aéreas evidenciando que o Brasil se tornou em um país moderno. Outro exemplo é o consumo de eletrônicos, cujo peso subiu de 1,38% para 2,01% no IPCA (índice de preços ao consumidor). São esses produtos que mantêm as pessoas interligadas à rede mundial de computadores. Esse perfil de consumo tende a se manter com redução das diferenças sociais no país. De acordo com o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, a desigualdade social no Brasil caiu pelo décimo segundo ano consecutivo. O índice de GINI  é a taxa medida entre 0 e 1. Quanto mais próximo de 1 maior é desigualdade do país. O índice GINI no Brasil chegou a 0,5190 em janeiro de 2012 ante 0,5377 em 2010. Em 2001, a taxa era de 0, 5957.Ou seja, o Brasil se encontra no menor nível da nossa história em termos de desigualdades sociais. As sucessivas crises econômicas pelo mundo - a mais recente no continente europeu - não estão atingindo o consumidor brasileiro de forma mais intensa. Os dados da pesquisa mensal de emprego do IBGE, reunidos pela FGV, mostram que o crescimento da renda per capita foi de 2,7% entre janeiro de 2011 e janeiro de 2012. A taxa média entre 2002 e 2008 também tinha sido de 2,7%. Outra projeção relevante apontada pela FGV é que Classe AB será a que mais vai crescer no Brasil. Após o ingresso de 48 milhões de pessoas na classe C, entre 2003 e 2011, outros 13 milhões de brasileiros devem fazer parte da classe média brasileira até 2014. Já a classe AB, que ganhou 9,2 milhões de pessoas entre 2003 e 2011, deve ter um aumento de mais 7,7 milhões de brasileiros entre 2012 e 2014. Todas as estatísticas sócio-econômicas recentes estão indicando que o Brasil, mais uma vez, pode ser menos prejudicado pelos tremores financeiros externos. Todos, de maneira unânime, atribuem esta solidez nacional ao consumo interno. Consumo que se mantém em alta graças aos aumentos do salário mínimo, à expansão da massa salarial e aos programas de transferência de renda. Programas que o PMDB ajudou a formular e implementar.

* Renan Calheiros é senador da República pelo Estado de Alagoas

Políticos e personagens de Chico Anysio


Chico Anísio vai permanecer no imaginário popular por muito tempo. A diversão é escolher figuras políticas como personagens eternizados pelo humorista. Assim, Eduardo Braga é Justo Veríssimo, Paulo Bernardo torna-se Bozó, Mantega o professor Raimundo, Arlindo Chinaglia é um perfeito Pedro Bó e, o vice Michel Temer é Rolando Lero. Nesta linha, a ministra Ideli anda preoccupada. Imagina Dilma, com a ternura que lhe é peculiar e habitual, incorporando o Nazareno e exclamando para sua bela e doce auxiliar: "Calladdaaa!"

O que acontece por aí...


Chico Anísio

Chico Anísio deixará saudades em todos nossos corações. Mestre do humor competente, qualificado e realmente engraçado. Sabemos que a vontade de Deus é soberana, mas é triste quando parte para outro plano da vida um ser humano completo, profissional inigualável e inatacável como Chico Anísio. Deus leva um craque no que fazia, como Chico. Ao contrário de muitos que por aqui ficaram, que não aprenderam com o cearense Chico, que preferem trilhar o melancólico caminho do pseudo humor, moleques e irresponsáveis que ofendem os outros com piadas infames e sem graça. E ainda ganham fortunas.

Paulo Bernardo é melhor do que Ideli

É uma boa, ótima troca, Paulo Bernardo para o lugar de Ideli. A ex-senadora só causa problemas para o governo, para Dilma, complicando, azedando mais ainda as relações do Palácio do Planalto com o Congresso. Dilma teria boa chance, com Paulo Bernardo, de reatar o namoro político com a base de apoio. Deslocaria novo político para o ministério das Comunicações, agradaria insatisfeitos e estancaria, por enquanto, a revolta entre deputados e senadores que defendem Dilma, mas estão desanimados em seguir viagem com a presidenta. E ficará difícil para Dilma enfrentar chuvas e trovoadas políticas sem boa e firme tropa de choque.

Dilma, Renan e Lobão

Na disputa pela Presidência do Senado e do Congresso, a Chefe da Nação  faz paródia dos versos de Drummond: Dilma prefere Lobão/não quer Renan/ Lobão deseja voltar ao governo do Maranhão/ Renan prefere ficar calado. A meu ver, não é de bom tom Dilma insistir em medir forças com sua própria base de apoio político. Diz a estória infantil que nem sempre o lobo mau leva vantagem com o Chapeuzinho Vermelho. E a vovozinha continua na moita. Que fique claro para Dilma e seus sábios auxiliares: nunca o Palácio do Planalto se intrometeu nas eleições para a Mesa Diretora do Senado. O governo geralmente mete a colher na disputa pelo comando da Câmara Federal. Jamais na Câmara Alta. No senado a regra democrática do jogo é uma só: ganha a presidência o Partido com maior número de senadores e os demais cargos da mesa são distribuidos civilizadamente entre os demais partidos. Portanto, Dilma, pegue leve. O apressado come cru. Quando come.

Senadora Ana Amélia anuncia investimentos



O Rio Grande do Sul garantiu a quarta posição no ranking dos investimentos em saneamento ambiental no País, anunciou a senadora Ana Amélia (PP-RS). O Estado receberá R$ 3,3 bilhões através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a distribuição de água tratada e sistema de esgoto em mais de 100 cidades. A boa colocação do RS no ranking, explicou a senadora, foi motivada pela precisão dos projetos elaborados pelos municípios gaúchos junto à Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, do Ministério das Cidades. A maior parte deles executados a partir do promovido em maio de 2011, na Assembleia Legislativa, pela senadora Ana Amélia, em conjunto com o deputado federal Ronaldo Zulke e com o Ministério das Cidades. O encontro com a participação do secretário Nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski, detalhou a forma mais eficaz de participação das prefeituras nos investimentos do programa de saneamento ambiental.

segunda-feira, 26 de março de 2012

O que acontece por aí...


Patrulhamento burro

Patético, burro, insolente e injustificável patrulhamento ao bi-campeão do mundo, Ronaldo Fenômeno, É a sentença definitiva dos parvos, fantasiados de juizes e carrascos: Ronaldo jamais poderá vir a ser presidente da CBF porque é amigo de Ricardo Teixeira. Quanta estupidez! Francamente.

João Havelange e Bernardo Cabral

Dois grandes e inatacáveis brasileiros, João Havelange e Bernardo Cabral. O presidente de honra da Fifa, que faz 96 anos dia 8 de maio, foi indicado para Nobel da Paz 2011, pela Academia Brasileira de Filosofia e pela Associação Comercial do Rio de Janeiro. Para Cabral, que no próximo dia 27, terça, completa 80 anos, e toma posse como Doutor Honoris Causa da ABF," Havelangie pode dormir tranqüilo com as cicatrizes do dever cumprido.". Uniu o mundo e povos com o futebol. Respeitado por Reis, Rainhas e Chefes de Estado. Presidiu a poderosa Fifa por 24 anos. Cabral, por sua vez, em sua ampla e vitoriosa carreira pública, foi deputado, secretário de Estado, senador, ministro da Justiça, relator-geral da Constituinte, que originou a Carta Magna de 88, é autor de dezenas de livros e professor emérito de Universidades brasileiras e internacionais, além de ser acadêmico de várias instituições culturais. É preciso que se diga que Havelange foi um dos principais responsáveis para que o Brasil ganhasse o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Meu fraternal e querido amigo Havelange atravessa momentos difíceis de saúde. Guerreiro e vencedor, seguramente vai se recuperar. Com as graças de Deus. Meu apreço e carinho para Bernardo e Havelange.

Dilma Poderá Homenagear Chico Anísio

A boa sacada do Vasco e do Palmeiras escrevendo na camisa de cada jogador o nome de um personagem de Chico Anísio, homenageando o genial artista, poderia ser adotada por Dilma, já que alguns de seus ministros e novos líderes no Congresso são engraçadíssimos, verdadeiras piadas.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Deus mandou um anjo para Ronaldo


Deus é mesmo Pai. Mandou do céu um anjo, Juca Kfoury, para orientar a vida de Ronaldo Fenômeno. Agora sim, o consagrado e bem sucedido Ronaldo conhecerá realmente a verdadeira felicidade. Rico, jovem e carismático, o bi-campeão do mundo Ronaldo seguirá sua nova estrela-guia, o inigualável franciscano de papelão, Kfoury.  

Noite da imortalidade


Foi uma noite marcante. O ambiente acolhedor trazia boas energias para todos. Afinal, estávamos no templo da Boa Vontade, no plenário José Paiva Neto. Foi uma honra e imensa satisfação para este veterano repórter e pioneiro ser agraciado com a medalha alusiva aos 30 anos de fundação da Academia de Letras de Brasília. Entidade respeitada no mundo acadêmico do Brasil e do exterior. O presidente de honra perpétuo da academia tão bem presidida por José Carlos Gentile,  é nada mais nada menos do que o inesquecivel estadista Juscelino Kubischek de Oliveira. Em seu firme e irretocável discurso Gentile pediu que os governos dediquem mais atenção à cultura, a qual, a seu ver, não pode jamais ser partidarizada. Presente e muito aplaudido o jornalista e membro da ABL, Murilo Melo Filho. Foram agraciados pela academia centenas de expressivas figuras de Brasília, entre artistas, músicos, jornalistas, empresários, políticos, militares, presidentes de autarquias e secretários de Estado. Entre eles, Vamireh Chacon, Padre Pedro Aleixo, deputado Francisco Escórcio, professor Carlos Mathias, Lúcia Garófalo, jornalistas Jane Godoy, Gilberto Amaral, Luiz Solano, Vanderval Calaça, Dad Squarisi, Ari Cunha, Circe Cunha, Márcio Contrim e diversos embaixadores.  

quarta-feira, 21 de março de 2012

Sarney recebe vice-presidente da Assembléia Popular Nacional da China


O vice-presidente do Comitê Permanente da Assembléia Popular Nacional da China, Wang Zhaoguo, quarto na linha sucessória chinesa, foi recebido no início desta tarde pelo presidente José Sarney e os senadores Marta Suplicy (PT/SP), Collor de Melo (PTB/AL), Flexa Ribeiro (PSDB/PA) e Cícero Lucena (PSDB/SE). As boas relações bilaterais, as possibilidades de incrementá-las e o posicionamento harmônico dos dois países nos fóruns multipolares foram os temas do encontro. Durante a conversa, Sarney recordou as três visitas de presidentes brasileiros à China nos últimos 8 anos – O presidente Lula em duas ocasiões e Dilma Rousseff no ano passado – como uma "demonstração clara da importância que o país dá a sua relação com a China". Lembrou ainda da visita oficial ao Brasil do presidente chinês Hu Jintao em 2010. Zhaoguo concordou e ressaltou as relações estratégicas adotadas pelos dois países. "Estamos aumentando nossos vínculos desde que retomamos nossas relações diplomáticas há 38 anos. Mas o encontro dos presidentes Sarney e Deng Xiaoping em 1988 foi um marco nas nossas relações". Sarney e o dirigente chinês concordaram na avaliação com relação ao posicionamento dos dois países nos fóruns internacionais. Para Zhaoguo as relações entre Brasil e China "atingiram um patamar que poucos países do mundo conseguiram". O senador identificou a constituição do grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), "como um caminho pra encontrarmos neste mundo multipolar o equilíbrio necessário para a paz".


O PIB

O presidente da Comissão de Relações Exteriores, Fernando Collor, expressou seu desejo de que a China seja representada na Conferência Rio+20 com uma delegação de alto nível. E disse estar feliz com a resposta do dirigente do PCC de que a China comparecerá ao evento com seus mais altos dirigentes. Em seguida, o senador Collor pediu que a China não faça crescer seu PIB em 7,5% em 2012, como previsto, mas sim "algo em torno de 12%", e finalizou: "com 12% o Brasil ficará muito feliz e nossas relações melhores ainda". Para deleite dos presentes, o vice-presidente Zhaoguo lembrou a Collor que em 2011 as previsões davam um crescimento do PIB chinês de 8%: "Crescemos 9,2%. Para este ano posso garantir senador que cresceremos novamente mais do que os economistas prevêem".



Perfil

Wang Zhaoguo é formado em engenharia de turbinas no Instituto de Tecnologia de Harbin, Wang Zhaoguo. Ele nasceu em 1941 na cidade de Fengrun, provincia de Hebei, e entrou no Partido Comunista da China (PCC)em 1965. Wang Zhaoguo é também presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos da China e membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista.

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado

terça-feira, 20 de março de 2012

Collor e Dilma


Não existe compêndio de política que proíba senador, deputado ou governador, mesmo da Oposição, de alertar o Presidente da República para eventuais erros ou equívocos que julgar de interesse coletivo e do país. Nesta linha, é intolerável que alguns paladinos de barro e outros tantos franciscanos de plástico, saiam de seus afazeres para criticar o ex-presidente e senador Fernando Collor por haver chamado a atenção da presidente Dilma, para recentes decisões políticas tomadas pela Chefe da Nação. A preocupação de Collor, diante da atual turbulência política, é pela garantia da governabilidade. Collor falou e continuará falando, toda vez que achar necessário. Apesar do melancólico e hipócrita terrorismo cívico que insiste em monitorar segmentos da política nacional.

Medonho Agamenon


Deplorável, ridículo, indigno e desrespeitoso a página daquele que se diz humorista (valha-me Deus!), Agamenon, segundo caderno do Globo do dia 18. Só mesmo maluco, ressentido e cretino pode gostar e achar graça de piadinhas infames dirigidas a dois brasileiros que gostemos ou não, muito fizeram pelo futebol brasileiro e mundial, Ricardo Teixeira e João Havelange. Este inclusive está hospitalizado e seu estado de saúde requer cuidados. Foi uma tremenda covardia, um tiro no pé, um gol contra o legítimo humor, Agamenon tratar Teixeira e Havelange de forma tão vil e sórdida. Sobretudo porque há menos de um mês os dois desportistas eram tratados com todo respeito e fidalguia pelas organizações Globo. Mudei eu ou mudou o jornalismo? O doutor Roberto Marinho foi dileto amigo de Havelange. Duvido se vivo fosse, permitiria tamanha patifaria contra um cidadão de 95 anos de idade que uniu o mundo e povos com o futebol e é cotado para receber o Nobel da Paz de 2011. Não vejo nenhum mérito em fazer humor se tripudiando maldosamente nos outros. O fabuloso Chico Anísio, lamentavelmente também doente, ficaria horrorizado e constrangido lendo tanta sandice impressa. 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Melhoras para João Havelange


Rogo minhas preces à Deus para que o grande brasileiro João Havelange se recupere. Está em estado grave, no Samaritano, no Rio de Janeiro.

Instabilidade na Síria e no Irã será discutida nesta segunda

A situação no Oriente Médio será tema de nova rodada de debates na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Desta vez, estão em pauta a Síria, que enfrenta forte instabilidade interna, com combates entre o regime de Bassar al Assad e grupos rebeldes, e o Irã, cujo programa nuclear é visto com temor por Israel e pelos países ocidentais. A audiência pública, marcada para a segunda-feira (19), a partir das 18h, faz parte do quarto ciclo de debates sobre a agenda internacional. O pedido de realização da audiência é do senador Fernando Collor (PTB-AL), que preside a comissão.
Collor avalia que recentes fatos políticos nos países da África e do Oriente Médio demonstram que o mundo está numa nova era geopolítica internacional, cujas mudanças terão reflexo nas relações exteriores do Brasil.
- O objetivo é, sobretudo, levar à sociedade brasileira instrumentos e informações para reflexão sobre o momento de reposicionamento das grandes e principais nações do planeta – disse no requerimento da audiência.
Estão convidados para o debate o embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, representante do Ministério das Relações Exteriores; Márcio Scalercio, professor do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); Williams da Silva Gonçalves, professor do programa de pós-graduação em Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj); e o professor Jorge Muniz de Souza Mortean, mestrando em assuntos iranianos pela Escola de Relações Internacionais do Ministério de Relações Exteriores do Irã.
A audiência acontecerá na sala 7 da Ala Senador Alexandre Costa.

Agência Senado

domingo, 18 de março de 2012

O que acontece por aí...


Miro Teixeira é anão, perto de Collor

Quem é Miro Teixeira, de onde saiu, onde nasceu, foi criado onde, o que já fez de útil pela coletividade, para tentar cantar de galo, pela imprensa, claro, com o senador Fernando Collor? Ao contrário do que apregoa o jurista de araque Mirinho Teixeira, Collor tem autoridade sim, para alertar a presidenta Dilma onde e quando quiser. Collor não pertence ao timeco de bajuladores do governo, do qual Mirinho Teixeira é fervoroso destaque. Cresça Mirinho, pessoal e politicamente, para querer tirar sarro de Collor. Procura tua turma, pinóia patrulheiro!

Blatter deve tudo a João Havelange

Ministro Aldo deu um show de conhecimentos de futebol na conversa amena com Josefh Blatter. Seguramente o palmeirense Aldo salientou para Blatter os traços marcantes de cidadão, ex-atleta de desportista João Havelange. Por sua vez, Blatter não é ingrato, sabe perfeitamente que Havelange foi seu grande amigo, incentivador e chefe, durante décadas, na Fifa. Blatter foi secretário-geral nas gestões de Havelange e, a seguir, eleito presidente da poderosa entidade com o integral e forte apoio de João Havelange, claro. São detalhes que precisam ser lembrados e fixados, porque muita gente costuma comer no prato que comeu. Não sei se é o caso de Blatter.

Miro, Dilma e Collor


Saiba o genial e genioso deputado Miro Teixeira (Panorama Político 17/3) que a exemplo de Dilma, o ex-presidente Collor "não roubou nem deixou roubar".  Collor foi apeado do cargo graças a sórdidas manobras políticas e absolvido pelo STF de todas as torpes acusações de seus detratores. Agora, como senador, Fernando Collor tem o direito, o dever e a coragem (virtude que não se compra na farmácia) de alertar a presidente Dilma para o que julgar necessário. Mesmo que isso doa na alma dos sabujos. 

sábado, 17 de março de 2012

Calma, Dilma


Dilma tem a caneta, aproveite. Espero que acerte mais do que erre. Lula precisa voltar logo. Com ele o jogo político realmente começa. Amadores que saiam da reta. Brigas pelo poder ou fatias dele, entre aliados, é burrice. Quem acha graça é o DEM e o PSDB. O PT não vive, pelas circunstâncias, sem o PMDB e vice versa. É o viciado e cretino presidencialismo brasileiro. Toma lá, dá cá. É a lei do dando que se recebe. Bobagem, portanto, Dilma puxar a corda para aliado cair, ceder ou recuar. Birra e prepotência não são bons parceiros nem conselheiros nas conversas. É perigoso aprofundar o abismo, já começando, entre governo e Congresso Nacional. Dilma que fique esperta. As mudanças de uma só penada dos líderes do governo no senado e na Câmara Federal trouxeram imenso desconforto. Não é assim que se faz. Dilma precisa urgente se assessorar melhor neste aspecto. Votei nela, continuo com ela. Pronto para alertá-la quando precisar e elogiá-la quando merecer.

sexta-feira, 16 de março de 2012

A experiência Collor: não se pode prescindir do Congresso

Por Paulo Kramer

Creio que o legado mais duradouro de sua curta e atormentada gestão foi mesmo a abertura externa da economia, passo fundamental para a integração competitiva do Brasil no mercado mundial e uma ruptura absolutamente necessária com meio século de uma política mercantilista caduca, baseada no protecionismo tarifário e não tarifário e na manipulação cambial em favor dos 'amigos do rei'. Paraíso para magnatas industriais 'de estufa', inferno para os consumidores e um imenso obstáculo para a inovação tecnológica e gerencial das empresas brasileiras, como, aliás, ensinava o saudoso Roberto Campos, o grande estadista da modernização do Brasil. Felizmente, algumas atitudes diante da vida pública estão mudando, mas, para o meu gosto, ainda há muito formador de opinião acostumado a encará-la como um FLA-FLU ideológico, ou uma mortalha de Penélope, com todas as energias do presente voltadas para a flagelação do passado, e não para a construção do futuro. Creio que o mais justo e o mais condizente com a verdade histórica é compreender o Brasil do último quarto de século em uma perspectiva evolucionária: Sarney, acabando com a famosa conta-movimento do Banco do Brasil e criando a Secretaria do Tesouro Nacional, iniciou o processo de institucionalização de uma política econômica madura e estável; Collor, patrocinando a abertura comercial e defendendo o conjunto de propostas de reforma macro e microeconômica apelidado de Projetão, colocou a sociedade diante de uma incontornável agenda de eficiência, qualidade, produtividade e competitividade; Itamar desferiu um ataque duradouramente vitorioso contra o flagelo da hiperinflação; Fernando Henrique consolidou a estabilidade monetária, tornando todos os brasileiros definitivamente iguais perante a moeda e fortalecendo os pressupostos fiscais dessa estabilidade por intermédio da flexibilização dos monopólios estatais em áreas-chave como petróleo e telefonia e a intensificação das privatizações iniciadas sob Collor e Itamar; finalmente, a recomposição do poder aquisitivo dos trabalhadores desencadeada pelo Real até o atingimento de inéditos patamares do consumo de massa, propiciado por políticas do governo Lula, especialmente o Bolsa-Família e os sistemáticos aumentos reais do salário mínimo, mas também, não nos esqueçamos, por um período prolongado de bonança econômica internacional e pela incrível voracidade do dragão industrial chinês no consumo das nossas commodities agrícolas e minerais, enfim uma conjuntura externa camarada com que nem Sarney, nem Collor, nem FHC puderam sequer sonhar nas suas respectivas gestões. Mas voltando a Collor, a grande lição política das vicissitudes que culminaram com sua renúncia menos de três anos depois da posse foi que nem mesmo o superpresidencialismo brasileiro pode prescindir de uma íntima e complexa parceria com o Congresso e os partidos políticos que o integram na tarefa de assegurar a governabilidade democrática. E o tempo, como elle gosta de lembrar, é o senhor da razão.

Paulo Kramer é cientista político, com doutorado pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), e professor licenciado do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (Ipol/UnB). Mantém conta no Twitter em homenagem aos pensadores liberais Alexis de Tocqueville e Max Weber.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Collor promove audiências sobre situação do Oriente Médio


Sob a presidência do senador Fernando Collor (PTB-AL) a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara Alta prossegue segunda-feira série de ciclos de debates sobre os rumos da política externa brasileira. Os painéis tratarão do Oriente Médio, com foco na Síria e no Irã. A iniciativa foi proposta pelo próprio senador Collor e participarão dos debates os professores Márcio Scalercio, Williams da Silva Gonçalves, Jorge Muniz de Souza Mortean e embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto. 

Collor torce por Dilma e pela governabilidade


Romero Jucá deixou a liderança do governo no senado recebendo expressivas manifestações de apoio e apreço de dezenas de senadores de vários partidos. Todos enfatizando a competẽncia politica do senador do PMDB que ocupou a função por 12 anos, prestando relevantes serviços ao Brasil. O aparte mais contundente para Jucá foi do senador Fernando Collor. A seu ver, o novo líder, Eduardo Braga, embora valoroso, seguramente encontrará imensas dificuldades para desenvolver sua tarefa com eficiência. Collor pediu a Jucá que ajude Braga quando for preciso, em nome da governabilidade. Frisou ser fundamental um maior entrosamento entre governo e Congresso, evitando assim um perigoso desgaste politico, como ocorreu com ele, na Presidẽncia da República.
 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Bota “ô raça” nisso!


Meu comentário sobre o texto “Ô raça!”, do excelente colunista de O Globo, Joaquim Ferreira dos Santos

Caro Joaquim, Bota ô raça nisso! Minha grande escola de jornalismo foi no Globo. Jamais pautei( cheguei à chefe de reportagem na sucursal de Brasília) e muito menos fui pautado, para destruir reputações ou instituições. O que não desmerece o bom jornalismo já feito naquela época. Claro que o repórter precisa ser atrevido, curioso e perseverante. Lamento que hoje, inclusive entre os mais veteranos, predomine a arrogância e a prepotência. Hoje o jornalista não gosta de ser contrariado. Se acha o dono da verdade. Com frequência, apoiado por editores que levam problemas pessoais para as redações, escrevem e apuram como se fossem juízes, carrascos e coveiros. São patrulhados e patrulheiros. Conheço coleguinhas que tripudiavam aqueles que se tornavam assessores de imprensa. Que bobagem! Hoje, alguns conseguem pagar as contas e comprar um blazer bonitinho porque trocaram as redações pelas "malditas" assessorias de imprensa.  Merecem o troféu da hipocrisia.

Forte abraço do Vicente Limongi Netto

terça-feira, 13 de março de 2012

O que acontece por aí...


Lula voltou para jogar e fazer gols

Agora, sim, o jogo vai começar; Lula saiu do hospital. Amadores saiam da reta.

O vitorioso Ricardo Teixeira

Ricardo Teixeira capitulou por causa da doença. Jamais se rendeu, porém, aos  pregoeiros do caos, aos decaídos, parasitas e fracassados. Timeco de rebotalhos que nunca levantou sequer um tijolo em beneficio do futebol brasileiro. São maledicentes na fabricação de crises. Só mesmo malucos, ressentidos e invejosos não admitem o legado vitorioso que Ricardo Teixeira deixou para o futebol. Foram 112 títulos. Entre eles, duas Copas do Mundo, 5 Copas das Américas e 3 Copas das Confederações. Para piorar os pesadelos e ataques de fígado das eternas vestais grávidas, o experiente José Maria Marin anunciou que na presidência da CBF dará continuidade ao trabalho e aos esforços de Teixeira, visando o êxito da Copa do Mundo de 2014 e a modernização do futebol brasileiro. Ou seja, Marin não é criança, nem tolo, para permitir ser monitorado por arrogantes e donos do monopólio da verdade.

Nobel da Paz para Havelange

A exemplo do que propôs a Academia Brasileira de Filosofia, a Associação Comercial do Rio de Janeiro lançou o nome do Presidente de Honra da FIFA, João Havelange, para receber o prêmio Nobel da Paz de 2011. O ex-ministro da Justiça e ex-senador Bernardo Cabral saudou Havelange, destacando que "poucos homens merecem ostentar, com orgulho, as cicatrizes do dever cumprido como o brasileiro João Havelange".

Sobre Eunice Michiles Malty, agraciada hoje com Prêmio Bertha Lutz



Foi a primeira senadora da República Federativa do Brasil, pelo estado do Amazonas, e em seu mandato enfrentou as dificuldades e os desafios próprios de uma precursora, quando levantou temas até então pouco discutidos pela sociedade brasileira da época. Sua plataforma política foi marcada, principalmente, pela defesa dos direitos da mulher, da liberdade religiosa, do desenvolvimento sustentável, da educação ecológica e do planejamento familiar. Esta última ação foi reconhecida internacionalmente com medalha de honra ao mérito, concedida pelo Congresso dos Estados Unidos.


Em sua militância, buscou unir os ideais cristãos à política, fazendo da vida pública um instrumento de promoção da paz. Atualmente se dedica à Igreja Adventista, na qual exerce várias atividades. Foi presidente do Movimento da Mulher Democrática Social (MMDS). Após se casar, mudou-se para Maués (AM) onde lecionou e ocupou cargos de direção no Grupo Escolar Santina Filizola, no Ginásio de Maués, na Escola Normal e, por fim, no Serviço Nacional de Educação. Membro do Diretório Regional da Arena, foi eleita deputada estadual em 1974, e candidata a senadora, foi eleita primeira suplente de João Bosco de Lima.
Após a morte do titular, assumiu a cadeira no Senado, pertencendo à bancada do PDS. Com sua posse, em 31 de maio de 1979, a primeira mulher chegou ao Senado Federal mediante um processo eletivo, visto que a Princesa Isabel (1846-1921) foi senadora por direito dinástico, durante o Império. A passagem de Eunice Michiles pelo Parlamento foi marcada pela criação do Movimento da Mulher Democrática Social (MMDS) e pelo voto em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral.


Em 1986, foi eleita deputada federal pelo PFL e integrou a Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição de 1988. Escolhida conselheira do Tribunal de Contas do Amazonas, foi vice-presidente do colegiado até aposentar-se por idade, em 1999. Com sua bandeira política, Eunice Michiles sempre buscou exercer atividades humanitárias e ligadas à família.


Agência Senado

Veja também:




'Dilma é orgulho para todos os brasileiros', diz Sarney


Confira a seguir os vídeos da TV Senado com a entrega do prêmio para a presidente Dilma e o pronunciamento do presidente do Senado, José Sarney.


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Rio+20 precisa de agenda mais ousada e presença de líderes mundiais, alertam debatedores


Para garantir um lugar na história ao nível da Cúpula da Terra de 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) deverá ter uma agenda mais ambiciosa e atrair a presença, no Rio de Janeiro, de um grande número de chefes de Estado e de governo. A advertência foi feita nesta segunda-feira (12) por participantes de audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). O presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTB-AL), considerou “tímido e desnorteado” o documento-base das negociações, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), conhecido como zero draft. Em sua opinião, é preciso garantir uma definição “clara” do que seja a economia verde, além de se estabelecer no documento o princípio do não retrocesso, por meio do qual a nova conferência não poderá adotar medidas que contrariem as decisões da Rio 92. O senador ressaltou a necessidade de atrair para o evento o maior número possível de líderes mundiais.
– O sucesso da Rio+20, no qual ainda teimo em acreditar, depende das decisões a serem tomadas e do número de chefes de Estado e de governo que estiverem presentes. Nenhuma desculpa deverá ser aceita pelo não comparecimento. Na Inglaterra, diz-se que o primeiro ministro David Cameron não vai ao mesmo país mais de uma vez por ano. Nos Estados Unidos, dizem que há eleições em curso. Não se trata de convidar as autoridades, mas de convocá-las. A hora é de união e de ação – afirmou Collor.
Ex-secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o professor José Goldenberg recordou o esforço feito por Collor, três meses antes da Rio 92, para conseguir atrair para a cúpula mundial um grande número de chefes de Estado e de governo. Enviado à China pelo então presidente, o professor relatou ter sido inicialmente recebido pelo ministro do Meio Ambiente, que decidiu levá-lo ao primeiro ministro chinês. Nesse momento, ele argumentou ao primeiro ministro que seria do próprio interesse da China adotar um novo modelo de desenvolvimento. Cético, o primeiro ministro lhe pediu um exemplo. O professor recorreu à diferença entre as geladeiras em uso na China e as mais eficientes já em produção naquele momento.
– Com geladeiras mais eficientes vocês gastariam três vezes menos energia e queimariam três vezes menos carvão – lembrou Goldenberg.
Ao expor os preparativos para a realização da Rio+20, por parte do governo brasileiro, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, lembrou que a Rio 92, organizada por Collor, foi um “marco inacreditavelmente forte para tudo o que veio depois”. Ele informou ainda que o presidente da comissão tem “pleno e total apoio do governo” na tese de que não se pode agora retroceder.

Populações vulneráveis

O professor Sérgio Besserman Vieira, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, disse não existir mais a “dicotomia perversa” entre o desenvolvimento e a preservação do meio ambiente. Ele alertou que os mais graves impactos da crise ambiental se abaterão justamente sobre as populações mais vulneráveis do planeta.
– Combater a pobreza é enfrentar a crise ecológica. A Rio+20 será avaliada pela coragem que terá de assumir de frente a gravidade dos problemas. Se tentar tergiversar e não reconhecer que estamos frente a um dos maiores desafios da história da humanidade, talvez não seja bem lembrada – advertiu.
Por sua vez, o professor Eduardo José Viola recordou que o cenário internacional do momento não favorece o sucesso da Rio+20. Segundo ele, nos Estados Unidos existe hoje uma sociedade dividida, onde uma parte tem consciência ambiental e outra é “extremadamente irracional”, composta principalmente por setores do Partido Republicano, que busca derrotar o presidente Barack Obama nas eleições deste ano.
– A administração Obama está paralisada na capacidade de implementar políticas e coliderar o mundo – alertou Viola.

Mais empenho

Durante o debate, a senadora Ana Amélia (PP-RS) disse ter ficado impressionada com informações apresentadas durante a audiência por Goldenberg, a respeito dos crescentes níveis de consumo no planeta. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) lamentou não ver um “empenho decisivo e forte do governo brasileiro” pelo sucesso da Rio+20 e sugeriu a Collor que transmitisse a preocupação de toda a comissão à presidente Dilma Rousseff. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) lembrou que haveria uma oportunidade para isso já nesta terça-feira (13), para quando se espera a presença de Dilma em sessão especial de homenagem ao Dia Internacional da Mulher e entrega do Prêmio Bertha Lutz.

Agência Senado

segunda-feira, 12 de março de 2012

José Maria Marin fala da renúncia de Ricardo Teixeira


O vice-presidente mais velho da CBF e que agora assume a entidade, José Maria Marin, leu a carta de Teixeira em coletiva e se emocionou ao falar do ex-presidente:

"Acompanhei a Copa do Mundo de 1950 [no Brasil] pelo rádio, e quero dar meu testemunho como ex-atleta e brasileiro. O Ricardo Teixeira tornou realidade o sonho de milhões de brasileiros. Eu chorei naquele dia que perdemos para o Uruguai, e agora temos que fazer justiça. O grande responsável por dar esse oportunidade ao Brasil é o Ricardo Teixeira. E presto solidariedade a outra pessoa que aprendi a admirar e respeitar há muito tempo, o João Havelange. Há pessoas pelas quais temos que ter ao menos respeito. Se não tem gratidão, ao menos respeito tem que ter", afirmou, emocionado.

Nota de renúncia do presidente Ricardo Teixeira


"Ser presidente da CBF durante todos esses anos representou na minha vida uma experiência mágica. O futebol, no Brasil, é mais que esporte, mais que competição. É a paixão que envolve, é o sofrimento que alegra, é a fidelidade que unifica.
Por essas razões, pensei muito na decisão que ora comunico e pensei muito no que dizer sobre minha decisão.
Presidir paixões não é tarefa fácil. Futebol em nosso país é sempre automaticamente associado a duas imagens: talento e desorganização. Quando ganhamos, despertou o talento. Quando perdemos, imperou a desorganização.
Fiz, nestes anos, o que estava ao meu alcance, sacrificando a saúde, renunciando ao insubstituível convívio familiar. Fui criticado nas derrotas e subvalorizado nas vitórias. Mas isso é muito pouco, pois tive a honra de administrar não somente a Confederação de Futebol mais vencedora do mundo, mas também o que o ser humano tem de mais humano: seus sonhos, seu orgulho, seu sentimento de pertencer a uma grande torcida, que se confunde com o país.
Ao trazer a Copa de 2014, o Brasil conquistou o privilégio de sediar o maior e mais assistido evento do mundo, se inseriu na pauta mundial, alavancou mais a economia e aumentou o orgulho de todo o povo brasileiro.
Tentei, no limite das minhas forças, organizar os talentos. Nas minhas gestões, criamos os campeonatos de pontos corridos e a Copa do Brasil, aumentamos substancialmente as rendas do futebol brasileiro, desenvolvemos o marketing e, principalmente, vencemos.
Hoje, deixo definitivamente a presidência da CBF com a sensação do dever cumprido. Não há sequência de ataques injustos que se rivalizem à felicidade de ver, no rosto dos brasileiros, a alegria da conquista de mais de 100 títulos, entre os quais duas Copas do Mundo, cinco Copas América e três Copas das Confederações. Nada maculará o que foi construído com sacrifício, renúncia e dor.
A mesma paixão que empolga, consome. A injustiça generalizada, machuca. O espírito é forte, mas o corpo paga a conta. Me exige agora cuidar da saúde.
Em obediência ao estatuto da CBF, mais precisamente ao disposto em seu artigo 37, você, meu vice-presidente e ex-governador de São Paulo, José Maria Marin, passa a presidir a CBF. A você, desejo sorte, para que o talento se revele na hora certa; discernimento, para que o futebol brasileiro siga cada vez mais organizado e respeitado; e força, para enfrentar as dificuldades que certamente virão.
Deixo a CBF, mas não deixo a paixão pelo futebol. Até por isso, a partir de hoje e sempre que necessário, coloco-me à disposição da entidade. Reúno-me com mais força à minha família, que entendeu minha missão, apoiou-me sempre e me faz ainda mais feliz.
Agradeço de maneira especial aos presidentes de clubes e das federações estaduais, aos dirigentes e colaboradores da CBF, amigos leais em quem sempre encontrei apoio incondicional para o desempenho de meu trabalho.
À torcida brasileira, meu muito obrigado. Nunca me esquecerei das taças sendo erguidas. Elas estão no coração de cada um de nós. Elas são um pedaço do Brasil."

Ricardo Terra Teixeira

domingo, 11 de março de 2012

Eunice Michiles, a primeira senadora eleita do Brasil, receberá Prêmio Bertha Lutz no Senado


Terça-feira, às 10 horas, em sessão do Congresso Nacional, no Plenário do Senado, cinco grandes mulheres serão homenageadas com o Prêmio Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz. A presidenta Dilma estará presente e também receberá a comenda, junto com outras cinco mulheres: Maria do Carmo Ribeiro, viúva de Luiz Carlos Prestes; Rosali Scalabrin, da Pastoral da Terra; e Ana Alice Alcântara da Costa, da Universidade da Bahia. Mas estou orgulhoso, mesmo, é com minha amiga Eunice Michiles, a primeira senadora eleita do Brasil, que também será homenageada. Teve grande experiência e papel importante na educação amazonense, onde lecionou e ocupou cargos de direção no Grupo Escolar Santina Filizola, no Ginásio de Maués, na Escola Normal e no Serviço Municipal de Educação. Experiência que acabou por levá-la também à luta política, indo da eleição para deputada estadual, em 1974, para uma cadeira no Senado, em 1979. Gosto muito da Eunice, trabalhei com ela. Um doce de pessoa. Tem, agora, 80 anos e continua muito bonita. Mora no Lago Sul, em Brasília.

Bertha Lutz foi uma das primeiras feministas do Brasil. Com a conquista ao direito do voto feminino, no governo Getúlio Vargas, foi eleita suplente para deputado federal em 1934. Em 1936 assumiu o mandato. As principais bandeiras de luta eram mudanças na legislação trabalhista com relação ao trabalho feminino e infantil. A senadora Vanessa Grazziotin é presidente do Conselho do Diploma Mulher-Cidadã, integrado por 16 senadores e senadoras.

Confiram trecho do excelente trabalho acadêmico “Jornalismo e memória: Eunice Michiles, a primeira senadora do Brasil”, de Henrianne Barbosa, falando da senadora  Eunice Michiles.

Chegar ao poder em nome da mulher foi sua maior motivação. O combate das leis que legitimam o preconceito e a ampliação da participação feminina na política foram duas de suas prioridades, enquanto senadora. Sobre a mais forte de todas as suas defesas, é enfática em afirmar: 

“Eu nunca entrei nessa discussão homem versus mulher. Eu dizia: bem-vindo o homem. Eu tinha uma outra luta: o direito da mulher. O direito dela se profissionalizar, de estudar. Então quando me perguntavam se eu era feminista, eu rebatia com outra pergunta: `Depende. O que é ser feminista?`. Se for feminista é guerrear contra o homem, claro que não sou.”

Em 1984, Eunice foi convidada para ser candidata à vice-presidência do Brasil, na chapa do ministro do interior, Mário Andreazza. Acabou unindo-se à Aliança Democrática, defendeu a candidatura de Tancredo Neves e se filiou ao partido da Frente Liberal (PFL).    Em 1986, foi eleita deputada federal e participou da comissão que discutiu a Constituição de 1988, como 4ª Secretária da Mesa. Eunice fez mais uma grande conquista: foi a primeira mulher a ser Conselheira no Tribunal de Contas dos Amazonas, de 1992 a 1999, atuando também como vice-presidente. Sobre os anos que esteve no Senado, ela afirma: “Foi difícil, me sentia atemorizada. Estava entre verdadeiros ícones da política. Mas, com o tempo, encontrei meu espaço, quebrei preconceitos, cumpri com o meu papel”. (...)

sexta-feira, 9 de março de 2012

O que acontece por aí...



Teixeira vai...mas volta.


Ricardo Teixeira pediu licença, mas volta ao cargo. Perde tempo quem não tem o que fazer fazendo ondas e marolas. Turma que jamais sequer bateu um prego em beneficio do futebol brasileiro. São os incansáveis pregoeiros do caos. Todo ser humano tem o direito de cuidar da saúde. O comando da CBF é de Ricardo Teixeira, por méritos pessoais e profissionais e, sobretudo, pelos estatutos da entidade. Quem discorda da administração Teixeira que se candidate ao cargo nas próximas eleições. Em 2014, depois do Brasil conquistar, em campo, o hexa título mundial.

Descobriu a pólvora...

Sensacional a descoberta do Roberto Jefferson!  Meu neto de 8 meses concorda com ele: a Copa de 2014 será mesmo no Brasil...

Tostão sabe escrever

É sempre prazeroso ler os artigos de Tostão. Escreve com elegância e com conhecimento de causa. Suas análises são lúcidas e geralmente perfeitas. Discordo apenas quando Tostão afirma, lamentando, que Neymar é o único craque atuando no medíocre futebol brasileiro. Creio que o eterno craque mineiro poderia incluir na sua exigente lista os jogadores Ganso e Montillo.

O que acontece por aí...


Palmas para as mulheres!

O aroma das mulheres é o oxigênio das estrelas.

Amorim levou urubu ao quartel

Boa nota do CH , com foto do Amorim e o urubu, na festa dos Fuzileiros Navais. Mas fiquei na dúvida: o ministro levou o urubu no bolso do paletó, ou foi o urubu que apenas deixou o ministro na entrada do quartel e foi embora? Urubu sabido.

Marta é mais viável do que Haddad

Na política, como na vida, o sucesso depende do bom senso, das boas articulações, das conversas, das idas e vindas. Olhando para frente, com os pés no chão, trabalhando com a realidade, não é ruim nem impossível o PT ir de Marta Suplicy e não mais de Fernando Haddad na disputa para a prefeitura paulista. Pelo andar da carruagem, o próprio Lula, padrinho de Haddad, e macaco velho em eleições, não deixará de estudar com carinho(e urgência) a sugestão de setores influentes do PT.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Rio+20


Secretário Geral da Conferência confirma a presença de mais de 100 chefes de Estado no evento

O Secretário Geral da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 –, embaixador chinês Sha Zukang, visitou hoje (08/03) a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, presidida pelo ex-presidente da República e hoje senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). O representante da ONU está em sua terceira viagem ao Brasil para acompanhar os preparativos do evento e disse acreditar que a iniciativa será um sucesso, com a presença esperada de mais de 100 chefes de Estado e de governo - dos quais 55 já confirmaram presença - no evento programado para acontecer dia 20 de junho, no Rio de Janeiro. Ele iniciou sua participação lembrando ser apenas o secretário-geral da conferência e que tem certeza de que o Brasil mostrará ao mundo sua liderança internacional e que, portanto, saberá ser “anfitrião exemplar, em integração, implementação, cooperação e mudança de comportamento”. O diplomata fez questão de elogiar a realização da “Eco 92”, promovida pelo governo Fernando Collor, que projetou o Brasil em diversos setores de vital importância, sendo destaque justamente no que se refere ao meio ambiente. Lembrou que, desde então, o Brasil está sempre presente nos fóruns internacionais sobre o assunto, onde é ouvido com interesse e grande respeito. Mas salientou, em tom bem humorado, que agora “o Brasil terá que fazer ainda mais, porque, “como o próprio nome diz, é Rio Mais Vinte”. O senador Collor, por sua vez, igualmente descontraído e com ironia sutil, devolveu a brincadeira: "dizem que quem tem o livro da Ata embaixo do braço é quem tem o poder. Então, o mais poderoso é o embaixador".

‘Mais ação e menos palavras’

Segundo Sha Zukang, a conferência sobre desenvolvimento sustentável deve dar ênfase à implementação de todos os acordos firmados durante a “Rio 92”. Ele alertou para a necessidade de se acelerarem as negociações a respeito das decisões a serem tomadas: “O mundo espera que a conferência apresente um plano de ação e de implementação [de acordos]. Nós não precisamos de mais de palavras, nós precisamos de mais ação”, advertiu Sha Zukang, durante a audiência pública conjunta das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). O secretário-geral lembrou, ainda, que atualmente o mundo já consome 1,3 vezes os recursos naturais que o planeta proporciona. Um modelo que, a seu ver, não pode ser considerado sustentável “de forma nenhuma”. Por isso, advertiu que este é o momento de mudança e que os países do mundo devem considerar a urgência do tema. Restam apenas três meses, como ressaltou, para a realização da conferência. “Temos um tempo muito limitado para completar as negociações. A falta de tempo é um grande desafio. Assim como a carência de fundos para a participação de países em desenvolvimento”, alertou Zukang. Um dos desafios da conferência, a seu ver, será alcançar um entendimento sobre a meta de construção de uma economia verde. Em sua opinião, esta não pode ser vista como “uma nova barreira ao comércio ou uma nova condicionalidade à ajuda externa”.  


Definição precisa de “Economia verde”

Anfitrião da conferência realizada em 1992, como presidente da República, e atual presidente da CRE, o senador Fernando Collor (PTB-AL) concordou com a necessidade de se estabelecer com clareza o significado da economia verde. E pediu também prioridade para a garantia de que o mundo não dará um passo atrás em relação aos acordos firmados durante a Rio 92. “É fundamental que estabeleçamos o princípio da não regressão. Nenhuma resolução pode ser adotada que signifique o retorno a uma situação anterior. Nenhum novo tratado poderá fazer voltar atrás objetivos, metas, direitos, enfim, acordados anteriormente estabelecidos”, destacou. Como exemplo o senador Fernando Collor lembrou que o Protocolo de Kyoto estabelece metas mandatórias a serem atingidas em determinado prazo no que diz respeito à emissão de gases de efeito estufa. “No entanto, alguns países desenvolvidos, descumpriram os prazos e tentam renegociar o que fora antes pactuado. É o mais impudente retrocesso”, criticou. “É importante que a conferência resulte no estabelecimento de metas, compromissos, com instrumentos de ação efetivos e eficientes,”, alertou Collor. Na avaliação do senador, será necessária a adoção de uma nova postura frente aos problemas ambientais que o mundo enfrenta. “É necessário pensar o futuro com otimismo, imaginar nossos próximos 20 anos. E fazer com que estes sejam significativamente melhores que os últimos 20”, destacou.


Inclusão social e sustentabilidade

Para o senador, a chamada ‘economia verde” é aquela com baixa emissão de carbono e alta inclusão social, no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza. E que deverá ser a transição do atual modelo produtivo do desperdício para o modelo de economia que abra “um leque considerável de oportunidades de crescimento sustentável”. "É preciso ter muito claro que a crise ambiental afeta principalmente a população menos favorecida. Por outro lado, a transição para a economia verde, de baixo carbono, com crescimento econômico, abrirá oportunidades para todos os países, principalmente os de menor desenvolvimento relativo, uma vez que seus parques industriais ainda não estão completamente instalados e, portanto, terão seus custos de adaptação reduzidos. As novas indústrias serão já mais eficientes, com menor consumo de energia, de insumos e voltados para um consumidor mais consciente", explicou Collor.


Rio +20: do Senado para as redes sociais

O senador fez questão de lembrar que foi uma "grande vitória do Senado" brasileiro o anúncio, pela Organização das Nações Unidas (ONU), da realização da "Rio + 20": “a proposta de realização da Rio + 20 foi encabeçada por mim e levada à ONU pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. E ressaltou que a nova conferência ocorrerá no mesmo ano em que termina a vigência do Protocolo de Kyoto sobre mudanças climáticas. O senador sugeriu ainda que para acelerar as mudanças de cultura e de hábitos, deve ser incentivada a utilização intensiva das novas mídias, como internet e a redes sociais, a fim de esclarecer a população sobre seus deveres nesse campo. “Muito se discute sobre os direitos da cidadania, por que não iniciar o debate sobre seus deveres, os deveres de cada um de nós em relação ao exercício de uma cidadania responsável, capaz de dar um alento ao planeta?”, indagou. Collor lembrou que durante a Cúpula da Terra, realizada em 1992, presidida por ele, pôde constatar a dificuldade em superar conceitos arraigados de modos de produção e consumo. Para o presidente da CRE a capacidade de imaginar novos paradigmas de desenvolvimento é bem escassa no cenário internacional. "O Brasil, naquele momento, teve de exercer uma liderança decidida para que se pudesse alcançar êxito. Para que fosse adotada a Agenda 21, a Convenção de Biodiversidade, a Convenção sobre Mudanças Climáticas, entre outros textos fundamentais para o Desenvolvimento Sustentável, além da sugestão do Governo brasileiro para que tivesse sede no nosso país organismo internacional com funções de fortalecer a gestão da agenda de Meio Ambiente", recordou o senador.


Visita ao presidente Sarney

O senador Fernando Collor também acompanhou o Secretário Geral, Sha Zukang, a uma visita à Presidência do Senado. No encontro, o diplomata informou ao presidente José Sarney os detalhes e o andamento da preparação do evento do Rio de Janeiro. Zukang observou, durante a conversa, que os estados-membros já começaram a estudar esse documento e que "estão trabalhando com afinco para conseguir resultados concretos". Na avaliação do diplomata, esses resultados demandarão ainda muitas negociações. "O tema sustentabilidade é complexo e as conversações vão prosseguir assim, no ritmo das dificuldades apresentadas", declarou. Ele explicou que há consciência dos estados-membros sobre as diferenças entre os países que impõem demandas distintas. "O desenvolvimento sustentável deve unir os países desenvolvidos e em desenvolvimento. As negociações em curso exigem flexibilidade para fazer concessões", ponderou Zukang. Ele acrescentou que é possível o consenso "sem abrir mão de princípios". Depois de ouvir de Zukang que a cada visita que faz ao Brasil fica "profundamente emocionado com o calor humano e a dedicação dos brasileiros ao evento", Sarney disse que a conferência oferece ao país a oportunidade de ter um papel protagonista na esfera mundial sobre o tema sustentabilidade. "Isso só aumenta nossa responsabilidade", assinalou. O senador assegurou ao dirigente da ONU que "o Brasil está mobilizado e desejoso de fazer uma grande conferência". Quanto aos resultados do encontro, o presidente do Senado crê em decisões que impliquem em avanço: "Independente de países ou regiões, essa é uma questão que envolve a sobrevivência do homem". Na audiência com Sarney, Sha Zukang estava acompanhado de Nikhil Seth, Diretor da Divisão de Coordenação e Apoio ao Conselho Econômico e Social do DESA – ONU, Juwang Zhu, Chefe de Gabinete do Secretário Geral da Rio+20 e sua assistente Kay Govia. Além do senador Fernando Collor (PTB/AL), presidente da Comissão de Relações Exteriores, estavam presentes também Cristovão Buarque (PDT/DF), presidente da Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Rio +20, e o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).


Said Barbosa Dib, com informações da Secretaria de Imprensa da Presidência, da Agência Senado e do Gabinete do senador Collor