quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Meus conselhos-palpites para coluna do Anselmo Góes


Parceiro,

As boas e inteligentes línguas dizem que sou muito intrometido. Vai ver sou mesmo. Portanto, algumas considerações sobre os conselhos-palpites dos famosos da tua coluna:

l) A meu ver o de Calazans foi o melhor, oportuníssimo. Fernando não é de adular jogadores. Para a maioria, apareceu, jogou bem, ah, já é craque. Uma das razões pelas quais o santos foi humilhado pelo Barcelona. Muitos coleguinhas precisam também ter auto-critica. Nunca jogaram nem pedra em mangueira, mas botam banca. Não sabem regras nem táticas de futebol. e o que dizer das pavorosas mesas redondas? Credo!;

2) Nosso Merval bate na tecla do óbvio. Falo e escrevo isto há anos. DEM e PSDB são muito incompetentes. Até minha neta, Manuela, sabe disso. Os novos colegas do Merval, os velhinhos da ABL, também;

3) Bom e sensato conselho de Zuenir ao Beltrame. No congresso nacional, na política, seria apenas mais um. Veja o caso do Romário: antes de ser chamado, convidado, por Teixeira e Ronaldo, era apenas mais um famoso e grande ex-jogador ressentido dentro de um terno com gravata, em Brasília;

4) A exemplo do craque Joaquim Ferreira também cobro um cd com inéditas do rei Roberto Carlos. A fonte secou? Duvido, com Paula Fernandes por perto? jamais!;5) grande Luiz Paulo Horta, sem cabotinismo e muito menos arrogância, a linha principal das minhas mensagens natalinas e no Facebook é exatamente a do saudoso Frei Clemente: só alegrias para todos, não apenas em 2012, mas sempre.    

abs do Limongi

Mercadante no grid de autorama


Elio Gaspari(25/12) promove o simpático ministro Aloísio Mercadante: caso assuma o Ministério da Educação, deixa a quinta fila do grid de largada da sucessão de Dilma, indo para a segunda fila. A imagem usada por Gaspari é adequada, mas, a meu ver, se tratando de Mercadante, derrotado para prefeito de São Paulo, mesmo apoiado por Lula e Dilma, o grid é de carrinhos de autorama.

Carta do inatacável e inatingível Havelange

Clique na imagem para ampliá-la

O mundo de Jader e o nosso


Peço ao leitor Agenor Magalhães(29/12) que procure começar o ano novo mais realista, menos rancoroso, mais otimista com tudo e, sobretudo, com as pessoas. Faz mal guardar ódio no coração. Viemos todos do mesmo lugar e todos ao pó voltaremos, em direção, quem sabe a outro plano de vida. Agenor, será mesmo que o mundo de Jader, Collor, Renan e Sarney é diferente do nosso mundo? Seguramente que não. As pessoas nascem, crescem, erram, acertam, choram, vibram, trabalham, têm sentimentos, amam, brigam e fazem as pazes. Somos seres humanos. Ainda bem. Lugar de Santo é na igreja e no Vaticano. Jader, Collor, Sarney, Renan, também têm virtudes e defeitos. O Brasil respira democracia. Todos escrevem o que bem entender. Tolices, mentiras, verdades. Collor abriu a economia brasileira ao mercado internacional, Sarney iniciou a redemocratização brasileira, Renan foi ministro da Justiça de FHC e Jader foi governador, deputado, ministro e agora volta à política como senador. Não é possível que os 4 expressivos politicos não tenham também qualidades. Não se apregoa que a voz do povo é a voz de  Deus? Quem sou eu para duvidar.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Para Sarney, Senado é instituição com maturidade



Para o presidente do Senado, José Sarney, a instituição vive um momento de maturidade democrática. A avaliação foi feita durante discurso no Plenário na tarde desta quinta-feira (22), quando Sarney apresentou um balanço das atividades da Casa em 2011.
- O âmago da democracia está na harmonia, no diálogo e no respeito - disse Sarney.
O presidente disse que em 2011 o Senado se defrontou com grandes desafios, já que teve de lidar com temas nacionais, de enorme importância. Sarney agradeceu os senadores que colaboraram com os trabalhos do Senado e elogiou o clima de harmonia na convivência entre os parlamentares.
- Os senadores mostraram grande senso de responsabilidade - afirmou Sarney.
Ele sublinhou alguns dos projetos aprovados pelo Plenário neste ano, destacando entre as matérias mais importantes o projeto (PLS 121/2007) que trata da regulamentação da Emenda 29, que determina percentuais mínimos a serem investidos na saúde, e o projeto (PL 1209/2011) que criou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Sarney também elogiou a agilidade do Senado na busca do consenso pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 114/2011, que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 31 de dezembro de 2015. Sobre o novo Código Florestal (PLC 30/2011), Sarney disse que a matéria exigiu capacidade de diálogo e harmonia entre diversos setores da sociedade.
- O Senado buscou o equilíbrio entre a produção e o meio ambiente, conciliando o presente com as necessidades das futuras gerações - afirmou. 
Transparência
Para Sarney, o ano de 2011 foi histórico quanto ao tema transparência. Ele destacou a criação da Comissão da Verdade (PLC 88/2011) e a lei regulamenta o acesso a documentos de interesse considerados sigilosos, produzidos ou custodiados pelo Estado (PLC 41/2010)
- Já no primeiro semestre de 2012, o Senado vai adotar os princípios da nova legislação com um portal específico da transparência - assegurou Sarney.
Para o presidente do Senado, é preciso ampliar os canais de atendimento ao cidadão e facilitar o acesso da sociedade às informações oficiais. Nesse aspecto, Sarney elogiou o Programa Jovem Senador, que permite que estudantes selecionados atuem como senadores, apresentando e aprovando projetos.  

Participação popular

O presidente da instituição, José Sarney, elogiou o trabalho das comissões e a participação popular registrada na Casa em vários momentos ao longo do ano.
Sarney disse que as comissões do Senado realizaram, em 2011, 430 audiências públicas, com a presença de representantes dos mais variados setores da sociedade e com ampla participação popular. O presidente elogiou a interação do Senado com o cidadão e lembrou que a presença popular motivou a criação da revista Em Discussão!, publicada pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secs), que resume a participação da sociedade civil nas audiências públicas do Senado.
Conforme informou Sarney, foram registrados 100 milhões de acessos ao site da Agência Senado e um milhão de acessos ao serviço Alô Senado. Esses números, salientou o presidente, mostram a importância do trabalho de aproximar o cidadão do Legislativo.
Sarney também lembrou as manifestações populares que ocorrem tanto nas dependências do Senado como na esplanada em frente ao Palácio do Congresso, frisando que o povo tem direito de apresentar suas reivindicações, manifestar suas opiniões e questionar o poder público.
- O Parlamento é o coração do sistema democrático - concluiu Sarney. 

Gestão e modernidade

Sarney também enumerou várias medidas de gestão que colaboraram com a modernização da administração do Senado em 2011. Segundo Sarney, as medidas denotam a busca pela excelência organizacional e pela melhoria contínua. Ele destacou a implantação de uma política de capacitação de servidores, os cursos de aperfeiçoamento e a implantação do portal do gestor, que trata de recursos humanos, processos e demandas próprias da administração pública.
O presidente ainda salientou ter havido uma racionalização da jornada de trabalho, com a conseqüente redução dos registros de horas extras, que permitiram uma economia de R$ 32 milhões em relação a 2010. Sarney apontou melhorias no processo legislativo e elogiou as ações de modernização da Secretaria Geral da Mesa, como a implantação das consolidações temáticas na internet e a disponibilização de resultados de sessões on line.
Medidas como a substituição de papel por documentos eletrônicos, na avaliação do presidente, evidenciam que o Senado é uma Casa que procura se modernizar. Para 2012, Sarney disse que o Senado vai buscar a modernização das comissões, com adoção detablets com todos os documentos que compõem a pauta e uma página na internet exclusiva para os resultados das sessões das comissões. De acordo com Sarney, o Senado hoje se caracteriza cada vez mais pela busca da modernidade.
- É um processo contínuo, que não se esgota nas conquistas obtidas, mas está em permanente e acelerado caminho de aperfeiçoamento. 

Agenda para o Brasil

Apesar de demonstrar satisfação com a produção do Senado em 2011, Sarney disse que fica um ar de frustração pelo fato de a PEC 11/2011, que modifica o rito das medidas provisórias e da qual é autor, não ter sido ainda apreciada pela Câmara dos Deputados. O próximo ano, na visão de Sarney, também será de intenso trabalho no Senado.
- Os planos para 2012 não são menos ambiciosos. Há uma grande agenda legislativa para aprofundar as mudanças no Brasil - afirmou.
O presidente Sarney agradeceu o empenho dos senadores e elogiou o trabalho desempenhado pelos servidores da Casa, destacando a atuação da secrétaria-geral da Mesa, Cláudia Lyra, do diretora-geral do Senado, Dóris Peixoto, e do diretor da Secretaria Especial de Comunicação Social, Fernando César Mesquita. Sarney aproveitou o discurso para desejar um feliz Natal e um ano de 2012 com muitas realizações para os colegas senadores e para todos os colaboradores do Senado.

Da Redação / Agência Senado

Veja os vídeos com o discurso

video

Confira outros momentos do pronunciamento do presidente do Senado:






Garcia e Jader


O experiente Luiz Garcia(23/12) insiste em ser mais realista do que o Rei. Ou melhor, pretende colocar em dúvida a decisão do STF favorável à posse de Jader Barbalho, eleito com perto mais de 2 milhões de votos para senador pelo PMDB do Pará. Outro senador eleito, pela Paraíba, também qualificado como ficha suja, já havia sido empossado, igualmente por decisão da Suprema Corte. Sinceramente que não vi, não li nem soube de nenhuma manifestação de repúdio de Luiz Garcia pela posse do senador eleito e ex-governador Cássio Cunha Lima. Ou seja, o porrete do massacre serve apenas para Barbalho? Porque Garcia também não critica o STF pelas decisões favoráveis aos dois políticos, Jader e Cássio? Porque Garcia também não passa toda sua ira e desapontamento aos milhões de eleitores paraenses que mandaram Jader novamente para o senado?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Vicente Limongi Netto


Nossa amada Tribuna da Imprensa faz 62 anos. Ultrajada pelos parvos, mas jamais esquecida pelos verdadeiros patriotas

No dia 28 de dezembro de 1994, escrevi na Tribuna da Imprensa, página 4: "45 anos imprimindo verdades. Verdades jornalísticas de interesse público, coletivo, que incomodam vestais de aluguel e poderosos de plantão. Porque incomodam essa laia de medíocres? Porque são servos desprovidos de grandeza, de um gesto nobre, de realmente colocarem-se ao lado das legítimas causas populares. Só admitem elogios, não sabem conviver com criticas. São anões engravatados. Como o legado da Tribuna da Imprensa sob o comando do guerreiro Hélio Fernandes é esse, os pilantras não dormem. Entra ano, sai ano, sai governo, começa governo, boicotam as páginas da Tribuna. Morrerão como pobres diabos, serão comidos pelos vermes, mas a Tribuna permanecerá altiva, forte, corajosa". Em 2001, nos 52 anos da Tribuna, tornei a exaltar os méritos do jornal dirigido por Hélio Fernandes, escrevendo na edição do dia 27 de dezembro: "Caro Hélio, ao acordar, uns tomam banho, café, fumam ou vão correr. Prefiro fazer minha higiene mental e física lendo a tribuna. Banho saudável tem que ter as bordoadas de Hélio Fernandes, Nery, Chagas, Argemiro, Said Dib, Adriano Benayon. Timaço. Uma ducha nos velhacos engravatados. São 52 anos lutando contra o cinismo, contra a hipocrisia, contra a covardia. São 52 anos de jornalismo verdadeiro, de manchetes que fogem do óbvio e da rotina. São leitores que pensam, que têm o direito de criticar. A Tribuna não manipula fatos, não adoça acontecimentos, para desapontamento da Fernandolândia tucana e áulicos. Saúde, mestre Hélio!" A resposta de Hélio Fernandes veio a seguir: "Obrigado, Limongi. São 52 anos de História, de 27 de dezembro de 1949 a 27 de dezembro de 2001. E sempre na oposição, não por intransigência, mas porque realmente não havia o que apoiar. E continua não havendo, embora tenhamos a certeza: o Brasil será uma das potências do futuro, tem tudo para isso: território, população e todas as riquezas imagináveis. Atrasaram o futuro do país, só não conseguem destruí-lo. Tentam, em vão. A nossa oposição é otimismo. Os que estão no Poder praticam o pessimismo, fingindo que constroem".
Nesta linha, portanto, no próximo dia 27, a Tribuna da Imprensa faz 62 anos!  Quero registrar, salientar e enfatizar a todos que não mudo uma vírgula sequer de tudo que escrevi na Tribuna todos estes anos. Meus textos, cartas, artigos, comentários, reportagens, na Tribuna, começaram a ser publicados na década de 60. Veio a estúpida censura que cortava geralmente quase tudo. Tenho artigos guardados com tudo cortado. Deixaram só meu nome e o título do artigo. Às vezes mantinham apenas o meu nome. A redação era tomada por um terror coletivo. Seguramente Hélio Fernandes também não muda nada do que escreveu. Pelo contrário, acrescentaria mais verdades nas consciências dos gênios de meia pataca que tomaram conta do Brasil. Pinóias arrogantes encastelados em todos os setores de atividade. O que dizer ao nosso querido Hélio Fernandes pelos 62 anos da Tribuna? Que o jornal foi estraçalhado pelas poderosas e covardes hienas. Mas um belo dia o Sol voltará a brilhar no coração do nosso jornal. Porque nas nossas veias, amado Hélio, jamais deixou de correr dignidade, coragem, isenção e patriotismo. Forte abraço do Limongi.

Vicente Limongi Netto é jornalista em Brasília


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Feliz Natal!!!


Não adianta. É chover no molhado. Mas não custa tentar. Ano que vem começa tudo de novo. Abro meus braços, estendo minhas mãos, exortando esperança e saúde para todos. Até mesmo para os que furam filas, não respeitam idosos e não sabem dizer obrigado ou pedir por favor. Também quero que Deus ilumine os maus motoristas e pedestres imprudentes e apressados que não sabem atravessar a faixa corretamente. Na mesma linha dirijo minhas preces aos irresponsáveis que deixam o carro atrás de outros veículos e somem no mundo. Igualmente desejo sucesso no ano novo para os que desrespeitam vagas para deficientes fisicos. Não posso deixar de desejar saúde e paz para os que dirigem comendo, fumando ou falando ao celular. Por fim, desejo felicidades aos que passeiam com cachorros sem carregar sacos plásticos para recolher a porcariada deixada no caminho.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado termina ano com pauta limpa

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) vai iniciar a próxima sessão legislativa, em fevereiro, com "as gavetas vazias", conforme disse seu presidente, Fernando Collor (PTB-AL). Em um balanço das atividades, o senador afirmou que a comissão cumpriu toda a sua pauta em 2011. Quando começar a audiência pública para discutir a situação dos imigrantes haitianos no Brasil, nesta terça-feira (20), às 10h, a CRE estará realizando sua 100ª reunião. Mais da metade dessas reuniões destinou-se ao debate de questões como os rumos da política externa brasileira. Participaram 181 convidados, entre especialistas e autoridades como os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e da Defesa, Celso Amorim. Uma publicação da CRE, com prefácio do ex-chanceler Celso Lafer, deverá reunir o que se debateu nessas audiências. Nas reuniões deliberativas, a CRE examinou 53 mensagens com indicações de chefes de missão diplomática e autoridades, 14 projetos de lei e 68 projetos de decreto legislativo referentes a acordos, tratados e convenções internacionais. Collor destacou a ajuda que recebeu de três subcomissões permanentes - as de Modernização e Reaparelhamento das Forças Armadas, presidida por Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC); da Amazônia e da Faixa de Fronteira, presidida por Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR); e de Acompanhamento da Rio+20 e do Regime Internacional sobre Mudanças Climáticas, presidida por Cristovam Buarque (PDT-DF).

Djalba Lima / Agência Senado

Lutas pelas Câmara e Senado serão árduas


Não tem nada a ver. Presidir a Câmara Federal é um direito do combativo Henrique Eduardo Alves. Direito dele e sonho de muitos outros parlamentares. Henrique chegou novíssimo na Câmara. Apesar da pouca idade, é, hoje, um dos veteranos mais respeitados na classe política. Ocorre, a meu ver, que Henrique é do PMDB, partido também maioria no Senado e que seguramente continuará presidindo a Mesa Diretora em substituição a José Sarney. Dois parlamentares do mesmo partido, no caso o PMDB, presidindo as duas Casas, não é proibido, mas, creio, será difícil. A disputa será acirrada. O PT quer continuar mandando na Câmara, embora o PMDB também queira e, no Senado, o PMDB não tem concorrentes. Jogo feito.

Choro de Zuenir


Zuenir Ventura chora pitangas porque o ministro Fernando Pimentel fatura mais dando palestras do que ele e outros expoentes da cultura nacional, quem sabe, até mundial, juntos. Pelo jeito Zuenir e os outros craques citados por ele, precisam se reciclar, aprender mais, conhecer melhor os problemas brasileiros. Ou, quem sabe, tomar umas aulinhas com o próprio rei das palestras, o sábio ministro do Desenvolvimento. De minha parte, do elenco de sapientes palestrantes destacados por Ventura, Veríssimo, Cony, Ziraldo, Jabor, Nelson Motta e Da Matta e ele próprio, só pagaria para ouvir Cony e Roberto Da Matta. Mesmo assim pagando com cheque pré-datado. Os outros, nem de graça. Nem pagando.

Barcelona Treinou contra o combalido Santos. Foi como tirar doce da mão de criança


Não me senti mais humilhado porque há muito tempo já antevia o vexame. Poderia até tirar sarro de alguns otários, felizmente poucos, mas não farei. Não é do meu feito tripudiar em vencidos. Mesmo porque futebol, mulher, religião e política, todos têm suas simpatias. É perda de tempo bater boca. Goleada no esporte, sobretudo no futebol, é como "furo" na imprensa. Se leva, não se explica. O Barcelona não jogou. treinou. Passou o trator no combalido Santos. Envergonhou Pelé, Pepe, Carlos Alberto Torres, Zito, Mengálvio, etc. É preciso coragem e isenção para admitir a colossal superioridade técnica e individual do Barcelona. Inclusive e principalmente colunistas esportivos que realmente se prezem. Disse, acentuei, salientei, que apenas Ganso e Neymar não resolveriam a parada. Coitados, também entraram na roda. Perdidões no meio da mediocridade dos companheiros. Repito, o Santos perdeu porque é um timinho diante do Barcelona. Aliás, muitos outros grandes clubes do mundo também ficam pequenos quando enfrentam o Barcelona. Messi, Xavi e Niesta encantam o torcedor exigente. Reconheço, admiro e aplaudo. Foi triste, massacrante e atordoante. Para o demolidor Barcelona foi apenas mais um torneio, mais um título, mais um troféu. Já está acostumado. O Barcelona quando faz substituição não troca seis por meia dúzia, como a esmagadora maioria dos times do mundo. Vence e encanta porque merece. Paciência. Não brigo com os fatos.

Livro bom na praça

“Quando um gavião real desceu sobre um curumim, abateu o predador com a precisão de sua flecha, salvando a criança. Soube de sua volta para o meio indígena pelos jornais, com o fato de uma índia linda e civilizada, no comando dos silvícolas, em uma guerra contra seus exploradores. Um dia, as folhas também publicaram fotos em que Tainá se projetava do alto de um barranco altíssimo sobre um rio, no local agitado por enorme cachoeira. Viviam-se, nessas fotos, também, dezenas de soldados, atirando contra a guerrilheira e seu fiel escudeiro, antes do mergulho de ambos nas águas revoltas”. Este é um trecho de "Entre Crônicas e Contos", novo livro do escritor Romeu Jobim, apresentado ao público em bem cuidada edição da Thesaurus Editora. O volume de 235 páginas reúne saborosas histórias que prendem o leitor do princípio ao fim. Uma indicação do amigo José Carlos Werneck. Vale a pena conferir!

Vicente Limongi Netto, jornalista em Brasília

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Collor presidente do Senado


Explodiu com uma bomba a revelação do Correio Braziliense de que José Sarney vê com bons olhos a candidatura do senador Fernando Collor para sucedê-lo na Presidência do Senado e do Congresso Nacional. Evidente que o ex-presidente Collor tem vasta experiência política e administrativa para exercer o importante cargo. Collor e Sarney sabem que o jogo pela disputa política e pelo poder é fascinante, mexe com os nervos dos envolvidos, mas será preciso muita costura, muita conversa ao pé do ouvido, muitos arranjos de bastidores para a candidatura Collor, que é do PTB, obter êxito.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ana Amélia pede liberação de recursos para complexos esportivos em audiência com Aldo Rebelo



A senadora Ana Amélia (PP) esteve reunida nesta quarta-feira (14), com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, para tratar da liberação de recursos oriundos de emendas parlamentares pendentes que beneficiam dez municípios gaúchos. Os valores são direcionados à conclusão de obras de infraestrutura para a prática esportiva. Os recursos, caso confirmados, irão contemplar os seguintes municípios: Forquetinha, Barracão, Pontão, Nova Boa Vista, Sério, Não Me Toque, Tupanci do Sul, Caibaté, Carlos Barbosa e São Pedro da Serra.
- São valores importantes para a conclusão desses ginásios e praças esportivas. Esses complexos terão um papel importante para promover atividades de lazer e integração nessas comunidades. O ministro foi muito receptivo. Tenho a convicção de que nosso pedido será atendido – avaliou a senadora.
O coordenador político do gabinete da senadora, Marco Aurélio Ferreira, e o chefe de gabinete substituto do ministro, João Luiz dos Santos, também participaram da reunião.

Confira na lista abaixo os municípios cuja liberação dos recursos foi solicitada pela senadora

- Forquetinha: construção de campo de futebol, R$ 195 mil;

- Barracão: melhorias na infraestrutura de quadra esportiva no bairro Uruguai, R$ 195 mil;

- Pontão: conclusão de ginásio esportivo, R$ 97,5 mil;

- Nova Boa Vista: revitalização e modernização de infraestrutura esportiva do Estádio Municipal Tio Oscar, R$ 196 mil;

- Sério: infraestrutura esportiva, R$ 196 mil;

- Não Me Toque: ampliação e modernização da quadra de esportes na localidade de São José do Centro, R$ 97,5 mil;

- Tupanci do Sul: construção de quadra esportiva coberta, R$ 170 mil;

 - Caibaté: conclusão de quadra esportiva na Vila Assunção, R$ 146,25 mil;

- São Pedro da Serra: construção de Ginásio de Esportes na localidade de Vila Nova, R$ 195 mil;

- Carlos Barbosa: instalação de arquibancadas, academia e sala de recreação, vestiários, refeitório, estacionamento e paisagismo do Centro Municipal de Eventos, R$ 1,95 milhão.

Collor recebe homenagem da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado

Fotógrafo: Geraldo Magela/ Agência Senado

O senador Fernando Collor (PTB) recebeu, na manhã desta quinta-feira (15/12) homenagem da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal, da qual foi presidente no biênio 2009-2010. A atual presidente da CI, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) promoveu a instalação da fotografia do senador petebista na galeria dos ex-presidentes da Comissão.
O ex-senador Marconi Perillo (PSDB0 – atual governador de Goiás, também teve sua foto instalada na mesma galeria. Perillo foi presidente da CI no biênio 2007-2008.
- Eles se destacaram pela atuação firme, destemida, jamais cedendo a pressões, agindo sempre com convicção nas suas posições e na defesa dos pilares que fazem desta uma democracia moderna e transparente - disse a presidente da Comissão durante a solenidade.
Collor disse que foi um grande desafio assumir a presidência da Comissão e destacou a realização da agenda 2009-2010 - Desafios Estratégicos Setorias, onde foram debatidos vários temas relacionados à infraestrutura, tais como a questão energética, o pré-sal, o Programa de Aceleração do Crescimento e, por fim, a falta de qualificação da mão-de-obra no Brasil. Ao assumir a presidência da CI, Collor estabeleceu um novo horário de funcionamento da Comissão, as quintas feiras a partir das 8h30. Anteriormente, a CI funcionava, de acordo com o Regimento Interno, as quartas a partir das 14h. Como o plenário já estava funcionando, havia grande dificuldade em reunir a Comissão. Alguns senadores como Lauro Antônio (PR-SE), Blairo Maggi (PR-MT) e Álvaro Dias (PSDB-PR) fizeram questão de homenagear os dois ex-presidentes da CI, destacando a forma séria e firme com que conduziram os trabalhos ao longo do período em que estiveram à frente da Comissão.

Renan anuncia nova prorrogação das dívidas agrícolas

O líder do PMDB no Senado Federal, Renan Calheiros, anunciou hoje que o governo concordou com a prorrogação das dívidas agrícolas da região nordeste. O prazo para renegociar as dívidas será de mais um ano e vai até o dia 30 de novembro de 2012. Até lá estão suspensas as execuções e os processos judiciais contra àqueles que se enquadrarem no novo prazo. O acordo foi selado na noite de ontem em uma reunião onde participou o Senador Renan Calheiros, o deputado Heleno Silva e o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt. Os beneficiários do novo prazo são os mesmos que estão contemplados pelos artigos 70 e 71 da Lei 10.249. ou seja, as dívidas que estejam lastreadas em recursos do FNE, ou em recursos mistos do FNE com outras fontes, ou em recursos de outras fontes efetuadas com risco da União, ou ainda das operações realizadas no âmbito do Pronaf. Pelo acordo também serão remitidas as dívidas referentes às operações de crédito rural do Grupo ‘B’ do Pronaf contratadas até 31 de dezembro de 2004 com recursos do orçamento geral da União ou dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, efetuadas com risco da União ou dos respectivos Fundos, cujo valor contratado por mutuário tenha sido de até R$ 1 mil, na época do contrato.

Rio+20 caminha para ‘retumbante fracasso’, adverte Collor

A Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, prevista para junho de 2012, caminha para "um retumbante fracasso", afirmou nesta quinta-feira (15) o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), senador Fernando Collor (PTB-AL). Vários integrantes da CRE apoiaram Collor em sua advertência e cobraram do governo federal providências para dar ao evento importância similar à da Rio 92, que há 20 anos reuniu no Brasil 182 chefes de Estado ou de governo, inclusive o então presidente dos Estados Unidos, George Bush (pai). Collor disse que a importância da Rio+20 tem se reduzido no discurso da presidente Dilma Rousseff desde o comunicado conjunto que ela assinou com o presidente chinês Hu Jintao, em 13 de abril deste ano. Na ocasião, os dois países se comprometeram com o êxito do evento.
- De lá para cá, o tema sofreu um downgrade [retorno a um ponto anterior, o contrário de upgrade] no discurso presidencial. É preciso que a presidente chame o feito à ordem e atribua à Rio+20 o mesmo impulso que dá à realização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 - disse Collor.

Temas

A própria escolha dos temas, na avaliação de Collor, pode contribuir para o fracasso da Rio+20. O presidente da CRE sugeriu uma ação mais firme do Brasil para romper "amarras" nos temas escolhidos pelas Nações Unidas - economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. Collor disse que é preciso incluir nos temas, de maneira explícita, as mudanças climáticas e impedir retrocesso nos avanços obtidos na Rio 92. De acordo com o senador, nesses 20 anos a situação piorou e a preocupação com o aquecimento tem caído. Na avaliação do presidente da CRE, a 17ª Conferência das Partes (COP 17) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, encerrada em 11 de dezembro em Durban, na África do Sul, só não fracassou totalmente pelo esforço da delegação brasileira. Collor disse que, se a comunidade internacional não for capaz de impedir que o aumento da temperatura se fixe em menos de 2 graus Celsius acima do nível pré-industrial, alguns países poderão simplesmente desaparecer. É o caso de Estados-ilhas agrupados na Alliance of Small Island States, como Maldivas, Tuvalu e Kiribati.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Polo Industrial de Manaus tem faturamento de US$ 34.287 bilhões no acumulado de janeiro a outubro de 2011

Diego Queiroz

O mês de outubro foi bastante positivo para as indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). Nesse mês, o PIM teve o seu segundo melhor valor de faturamento mensal no ano, bem como registrou o segundo melhor resultado em mão-de-obra empregada e o maior valor de exportações de 2011. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, o PIM apresentou um faturamento global de US$ 34.287 bilhões, o que representa um crescimento de 20,16% em relação ao mesmo período do ano passado. Especificamente no mês de outubro, o faturamento das indústrias instaladas no polo foi de US$ 3.677 bilhões, inferior apenas ao faturamento registrado no mês de agosto (US$ 3.929 bilhões). Ao final do mês de outubro, o Polo Industrial de Manaus registrou uma mão-de-obra empregada de 125.409 trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados, resultado inferior apenas ao número contabilizado de 126.191 trabalhadores no mês de setembro. Com os dados do mês de outubro, a média mensal de empregos em 2011 passou a ser de 118.842 trabalhadores, o que indica que o polo está gerando neste ano, em média, aproximadamente quinze mil postos de trabalho a mais do que no ano passado. As exportações fecharam o período de janeiro a outubro com um montante de US$ 694.463 milhões, registrando queda de 21,48% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Apesar da diminuição na comparação entre os valores acumulados, o mês de outubro registrou US$ 88.109 milhões em vendas externas, o melhor resultado do PIM neste ano e um crescimento de 8,18% em relação ao mês de outubro de 2010. Todos os 21 subsetores industriais do PIM pesquisados mensalmente pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) apresentaram alta no faturamento obtido até outubro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Os maiores destaques foram o segmento Eletroeletrônico (incluindo Bens de Informática), que no balanço de janeiro a outubro registrou faturamento de US$ 15.121 bilhões e crescimento de 18,33%, e o polo de Duas Rodas, com faturamento de US$ 7.402 bilhões e crescimento de 27,49%. Os maiores crescimentos relativos foram verificados nas indústrias de brinquedos, que registraram faturamento de US$ 96.429 milhões e alta de 132,15%, e de beneficiamento de borracha, que faturaram US$ 3.512 milhões e tiveram um crescimento de 102,72%. Produtos dos polos Eletroeletrônico (incluindo Bens de Informática) e de Duas Rodas, além de condicionadores de ar, vêm sendo os grandes destaques do Polo Industrial de Manaus neste ano. No período de janeiro a outubro de 2011, o PIM fabricou aproximadamente nove milhões de unidades de televisores com tela de cristal líquido (LCD), o que aponta um crescimento de 36,22% em relação ao mesmo período de 2010, e cerca de 20,5 milhões de unidades de telefones celulares, o que equivale a um crescimento de 23,92% no mesmo intervalo. Motocicletas, com mais de 1,5 milhão de unidades produzidas, e bicicletas, com 686 mil unidades, também registraram crescimentos de 20,99% e 33,03%, respectivamente. Aparelhos condicionadores de ar do tipo split system tiveram no período de janeiro a outubro uma produção superior a 1,4 milhão de unidades e um crescimento de 87,21% em relação ao mesmo intervalo de 2010. Outros produtos que merecem destaque são os receptores de sinal de televisão, que no acumulado do ano apresentam uma produção de 10,2 milhões de unidades e crescimento de 54,97%; DVD player (inclusive blu ray), com 4,49 milhões de unidades fabricadas e crescimento de 19,13%; microcomputadores (inclusive portáteis), com pouco mais de um milhão de unidades produzidas e crescimento de 47,17%; relógios de pulso e de bolso, com aproximadamente dez milhões de unidades produzidas e aumento de 44,42%; câmeras fotográficas digitais, com cerca de três milhões de unidades fabricadas e crescimento de 20,1%; e telejogos, com 273.293 unidades fabricadas e crescimento de 53,29%. Segundo o superintendente adjunto de Projetos da SUFRAMA, Oldemar Ianck, outro indicador que deve ser destacado são os investimentos líquidos produtivos realizados pelas empresas do PIM, os quais, no período de janeiro a outubro de 2011, já chegaram ao montante de US$ 10,9 bilhões. “O Polo Industrial de Manaus vem tendo um ano bastante positivo, com indicadores recordes de faturamento, empregos e investimentos produtivos. Devemos destacar, sobretudo, a excelente recuperação do Polo de Duas Rodas, que vem apresentando resultados semelhantes a 2008, ano em que teve o melhor desempenho em produção e vendas em sua trajetória no PIM”, disse Ianck.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O que acontece por aí...


Romário é instrumento de decaídos

Romário foi um grande jogador. Marcou época. Jamais será esquecido pela torcida. Mas, como aprendiz de político, ainda tem muita estrada a percorrer. Monitorado por vermes e ressentidos, que não pagam ingresso nos estádios, que nunca ergueram um tijolo em beneficio do futebol brasileiro, o "peixe" só marca gol contra. É um tiro no pé atrás do outro. Se não estivesse ouvindo imbecis e pregoeiros do caos, do timeco do quanto pior melhor, Romário deveria saber que a CBF é entidade privada. Não recebe um vintém do governo. A CBF é administrada com competência pelas gestões Ricardo Teixeira. Teixeira já está acostumado a ouvir e ler as colossais asneiras contra ele. Os pilantras deram um doce para Romário se fartar: falar mal de Ricardo Teixeira e da CBF dar ibope danado, sobretudo perto de Copa do Mundo. Fica esperto Romário. Não se torne um burraldo.

Livro quente enlouquece tucanada

"A Privataria Tucana" desmascara e deixam nús as vestais grávidas do PSDB. Santinhos de pau oco. Será que tem capítulo especial para FHC? E para o Aócio, não sobra nada?

Analistas de meia pataca no pedaço

É hilária a burrice e acintosa arrogância dos sábios de araque, analistas políticos reprovados no exame de fezes. Deitar falação querendo ensinar política e boas maneiras a Sarney e Collor. Cambada de estúpidos. Bambas em lero-lero. Não sabem diferenciar um grão de café de uma jabuticaba. Estudem, trabalhem, se informem.

Collor quer melhorar comissões do Senado

Uma proposta para mudar o modo de funcionamento das comissões do Senado, a fim de fortalecê-las, foi apresentada nesta sexta-feira (9), em Plenário, pelo senador Fernando Collor (PTB-AL). Entre as medidas sugeridas, estão a redução do número de comissões e de subcomissões e a realização de reuniões em horários que permitam a participação efetiva dos senadores e a transmissão ao vivo de todas elas pela TV Senado. A idéia do senador é de que as medidas sugeridas em sua Proposta de Revitalização das Comissões do Senado sejam adotadas a partir da próxima mudança de Mesa, em 2013. Na avaliação de Collor, é necessário revigorar e valorizar o debate das matérias nas comissões temáticas da Casa o que, segundo ele, não está sendo possível em razão do elevado número de comissões e de subcomissões, que se reúnem no mesmo dia e horário. Ele afirmou ser inviável a efetiva participação dos senadores na discussão das proposições. Atualmente, informou o senador, a Casa funciona com 45 colegiados, sendo 11 comissões e 27 subcomissões permanentes e sete subcomissões temporárias. Esse número pode chegar a 55, observou, já que o Regimento Interno do Senado Federal permite a cada comissão permanente a criação de quatro subcomissões. Além dessas, ainda existem a Comissão Diretora e as comissões mistas do Congresso Nacional.
- É necessário implantar uma distribuição mais racional de dias e horários e um melhor aproveitamento da semana para os trabalhos legislativos, disse o senador.
Em sua avaliação, além do número de comissões e do choque no horário de suas reuniões, a conjugação de outros problemas "crônicos" impede o bom funcionamento do Senado. Entre eles, o senador destacou o elevado numero de senadores integrantes de cada colegiado e a repetição de assuntos tratados em cada um deles.
A proposta ainda ressalta a necessidade de assessoria técnica para avaliar o impacto das leis aprovadas. Collor sugere também a redução das possibilidades de apresentação de requerimento de regime de UrgênciaO regime de urgência é utilizado para apressar a tramitação e a votação das matérias legislativas. A urgência dispensa interstícios, prazos e formalidades regimentais, e pode ser requerida nos seguintes casos: quando se trata de matéria que envolva perigo para a segurança nacional ou providência para atender calamidade pública; para apreciar a matéria na segunda sessão deliberativa ordinária subsequente à aprovação do requerimento; para incluir matéria pendente de parecer na Ordem do Dia. A urgência pode ser solicitada pelos senadores, por comissões técnicas e pelo presidente da República. para exame das matérias e a elevação do número de assinaturas necessárias para interpor recursos contra decisões terminativasDecisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. das comissões.
- É nas comissões que o debate se aprofunda, os trabalhos melhor se desenvolvem e a participação da sociedade se faz presente. Não há motivos, portanto, para desperdiçarmos tempo, esforço e dedicação, sem alcançarmos os melhores resultados que as reuniões desses comitês técnicos podem oferecer - ressaltou Collor.
Ao apoiar a proposta de Collor, a senadora Ana Amélia (PP-RS) disse, em aparte, sentir dificuldade para "compatibilizar os horários incompatíveis" das reuniões das comissões. Ela afirmou que o sistema atual não tem apresentado resultados satisfatórios, pois matérias importantes são aprovadas sem a devida discussão pelos senadores e a sociedade.

Da Redação / Agência Senado

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Collor defende mais recursos para saúde em reunião com ministra Ideli Salvatti

A bancada do PTB no Senado reuniu-se  para debater assuntos de interesse partidário com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Durante a reunião, Collor defendeu mais recursos para a saúde e sugeriu que o Governo estabeleça uma projeção de aumento de gastos com o setor a fim de garantir uma atualização anual propiciando um aumento nos valores repassados pelo Governo Federal a estados e municípios.
Na avaliação de Collor, o setor necessita de uma definição de aumento no repasse das verbas de forma clara, pois, caso contrário, jamais haverá recursos suficientes para atender a demanda dos hospitais e postos de saúde espalhados pelo país. “Se depender da equipe econômica a saúde nunca terá dinheiro”, queixou-se o senador.
A ministra Ideli Salvatti disse que não poderia levantar esse tipo de discussão no governo em virtude da contenção de gastos que vem se impondo diante da crise econômica mundial. Para Collor, saúde é uma questão prioritária e, portanto, não pode esperar.
- Então, ministra, pelo menos leve a sugestão à presidenta Dilma Roussef em meu nome – argumentou Collor durante a reunião, recebendo o apoio dos colegas de bancada.
O Senado discute esta semana o Projeto de Lei que regulamenta a chamada emenda 29, projeto que define percentuais mínimos a serem investidos pelos entes federados na saúde. A proposta também determina o que deve ser classificado como gasto ou investimento na saúde e vincula dinheiro para a área.
O substitutivo que veio da Câmara mudou o texto original, que obrigava a União a destinar 10% da receita bruta à saúde, mantendo a fórmula atual, que consiste na aplicação do mesmo montante do ano anterior, acrescido da variação do PIB nos dois anos anteriores.

João Havelange: A força e o poder da FIFA vieram com ele

Flávio, veterano e craque na difícil arte de escrever, analisando e interpretando os bastidores da vida.Com isenção, grandeza e, sobretudo, com decência. Aplaudindo e exaltando a trajetória vitoriosa do cidadão, empresário e desportista João Havelange. Parabéns ao Flávio!

Vicente Limongi Netto

João Havelange: A força e o poder da FIFA vieram com ele

Grande Monarca. Esse era o nome com que João Havelange era tratado por seus inúmeros acólitos e seguidores na FIFA.
Um grupo imenso de grandes senhores do futebol mundial que ali baixavam a cabeça para cumprir os desígnios daquele que chegara para vender o produto chamado futebol.
E o vendeu, em todos os sentidos.
Encontrou a FIFA com saldo zero e deixou-a nas mãos de Joseph Blatter com um caixa de 250 bilhões de dólares.
Para tanto usou dos meios possíveis e impossíveis, alguns só imagináveis ao seu cérebro privilegiado, cumprindo o que prometera ao ser eleito.
O romantismo no futebol era para ele algo arcaico e desapareceu depois da passagem de sua presidência quando se firmaram os princípios de que era de um negócio e não de um esporte que a entidade tratava.
É preciso realçar que encontrou uma FIFA restrita em suas ações e deixou-a depois da mesma organizar e patrocinar campeonatos de futebol entre infantis, juvenis, juniores e de mulheres também.
Uma Copa do Mundo principal com 16 participantes dobrou o número de países alastrando o mundo da bola para todo o planeta.
De atleta olímpico na natação e no polo aquático para cartola no futebol João Havelange sempre tratou os circunstantes que o rodeavam como elementos inferiores sobre os quais pairava.
Jamais olhava um repórter com o olho no olho.
Isso nas poucas vezes em que era acessível à aproximação de alguém portando um microfone, uma câmera ou um caderno de anotações.
Também nunca o vi sorrir ou chorar tanto após grandes vitórias ou terríveis derrotas do futebol brasileiro.
É verdade que não tive com o mesmo tantos contatos que permitam dizer que nunca sorriu.
Sempre o vi, porém, como um ser gelado em suas decisões e com controle absoluto de seus músculos faciais.
Pairou nas alturas para o resto da humanidade e aí podem ser incluídos os jornalistas, os ministros de Estado, os presidentes e até os monarcas com quem teve de tratar.
Quando vinha a São Paulo suas entrevistas, rápidas e dentro de um espírito de condescendência de sua parte eram monocórdicas e unilaterais.
Qualquer pergunta além do que se dispunha a responder levava a um terçar de armas e a um final abrupto.
Escrevi “quando vinha a São Paulo”, mas isso se refere a um determinado período já que embora nascido no Rio (08.05.1916) morou na capital paulista e foi dai que emergiu para o grande mundo empresarial.
Para o futebol, porém, o cartola nasceu no Rio e de lá espalhou seu poder.
Jamais desejou seguir a atividade do pai, um negociante de armas e munições fazendo questão de repetir que abriu sozinho os caminhos de sua fortuna.
Seu gosto pelos esportes vem da infância no Rio e para onde voltou para não mais sair a não ser pelas centenas, talvez milhares de viagens pelo mundo na campanha para a conquista da FIFA e depois como seu comandante.
Foi tricolor pela proximidade de sua moradia familiar com o clube nas Laranjeiras, mas seu clube de coração era e é o Vasco da Gama.
Iniciante nas atividades diretivas pela natação quando morou em São Paulo no retorno ao Rio foi se ligando ao futebol até chegar à presidência da então CBD, onde ficou de 1956 a 1964 quando foi alijado pelos militares que assumiram o comando da nação.
Ultraconservador, homem de direita, a sua queda da CBD só se explica pelo temor que os militares tinham por todos os que eram figuras proeminentes nas atividades populares.
Ser popular, porém, é coisa que na verdade Havelange nunca foi e nunca quis ser.
Apeado do poder no futebol brasileiro deu a maior volta por cima ao conseguir eleger-se presidente da entidade maior do futebol mundial em 1974 e que até então, embora fundada por europeus continentais, era um feudo dos ingleses.
Joseph Blatter já era um executivo com experiência administrativa, mas seu engajamento com o futebol veio através de Havelange que o fez secretário geral da entidade que presidia.
Parece algo histórico a ação dos gerentes, função específica dos secretários-gerais, nas tentativas, nem sempre com êxito, de passar rasteira nos presidentes.
Os secretários-gerais ficam sabendo acima das necessidades do cargo.
Joseph Blatter chegou, porém, à presidência como um ungido de Havelange e este só se desligou da FIFA por sua idade em 1998 quando já tinha 82 anos.
A luta de Joseph Blatter contra futuros secretários-gerais só aconteceria nas futuras batalhas para reeleição.
E contra aqueles que ambicionaram o cargo e que nem sempre exerciam esse cargo, mas eram sempre poderosos membros do Conselho Executivo da entidade.
Ali se instalaram e construíram fortunas alguns dos maiores tubarões do mundo do futebol.
Certa parte do grupo age à distância e mantém uma posição de aparente fidelidade como o argentino Júlio Grondona, a quem sempre foi delegado o comando do futebol na América Latina.
Aparente fidelidade, como foi até  certo ponto a do brasileiro Ricardo Teixeira.
Outra “cria” de Havelange, que em pouco tempo aprendeu as regras do jogo e julgou que a presidência da CBF, herdada do então sogro e que ainda ocupa seria o caminho ideal para subir até onde seu mestre chegou.
Se Havelange deu a volta por cima no governo militar brasileiro seria a forma de Teixeira deixar pasmos os políticos que já o envolveram numa CPI e melhor poder mostrar poder aos que o tiraram das sucessivas enrascadas.
As mais sérias compreendendo ações ainda não de todo reveladas e com ameaça de divulgação pelos ingleses, mordidos por não terem sido escolhidos para a Copa de 2018.
Justamente quando o Brasil se prepara para sediar uma Copa do Mundo e quando Joseph Blatter parece olhar para o país com aqueles mesmos olhos de conquistas que Havelange o ensinou a usar.
Com a diferença que Blatter é  todo melífluo. 
Criou-se uma situação desagradável e aparentemente Blatter procura no momento impedir que sua vingança contra o ex-genro atinja também o ex-sogro.
Aparentemente, repito.
Se Havelange recebeu propinas em seu tempo de presidente, como insinuam os ingleses, é difícil de crer.
Por suas associações com a ISL e pelo passado desta pareceu sempre estar na condição de oferecê-las e não de recebê-las.
Além disso quando chegou à FIFA já era um milionário e como todos sabemos, dinheiro atrai dinheiro.
Possíveis implicações maiores estão alojadas no histórico das relações da FIFA com a ISL que foi à falência em 1995.
Entre as conquistas de Havelange para que a FIFA alcançasse o poderio atual com patrocinadores de alto vulto sempre pairou como uma sombra a figura do alemão Horst Dassler, herdeiro da ADIDAS e criador da ISL.
Da troca de favores entre ambos, Havelange/Dassler, escondem-se muitos dos intrincados termos que preenchem milhares de páginas dos processos que a justiça suíça faz caminhar sob segredo desde o século passado.
As gordas propinas vindas da fabricante de material esportivo e mais diretamente da então ISL, soberana em tudo o que gerava proventos na entidade estão arraigadas nas entranhas da FIFA como cracas nas quilhas dos grandes cargueiros.
Até onde as mesmas colaboraram para a falência dessa empresa só a vinda à luz desses processos dará explicação cabal.
O certo é que, igual aos ministros do governo brasileiro, potentados da FIFA vão caindo, um após outro.
Não deixa de ser tristonho olharmos o outrora prepotente e senhor do mundo João Havelange, hoje com 95 anos, renunciando ao seu cargo no Comité Olímpico Internacional e vendo seu título de Presidente de Honra da entidade que fez crescer ser atirado ao chão.
Os brasileiros estão conhecendo agora mais diretamente, com a força e com as exigências da FIFA para o país sediar uma Copa do Mundo o que significam esses poderes da entidade.
Ávidos poderes hoje executados por Joseph Blatter e seu secretário geral e que não podemos olvidar, foram criados, introduzidos e aprimorados pelo brasileiro João Havelange.
Para o bem e para o mal.           

(Flávio Araújo)