domingo, 13 de agosto de 2017

Filhas que embelezam minha vida

No domingo especial dos pais quem se renova de alegria e esperança sou eu. Feliz e realizado por ter filhas saudáveis, maravilhosas e belas. Perfumado, barbeado, penteado  e com roupa nova, saio para comemorar com elas. Levando  enorme babador  de pai orgulhoso. Consciente  que dedico a Carla e Joana  exemplos e lições de vida prazerosa, solidária, honrada, digna e responsável.

Rebecca Garcia afirma: lei complementar nº 160/2017 prejudica a ZFM

A ex-superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), a economista Rebecca Garcia afirma que a lei complementar nº 160, de 7 de agosto de 2017, reduz a competitividade das organizações que operam no Polo Industrial de Manaus (PIM) ao ampliar, por até 15 anos, incentivos concedidos de forma irregular por outros estados da União. Rebecca Garcia se refere aos incentivos e benefícios fiscais concedidos sem a observância das normas legais e nem autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), quando tais favores fiscais são outorgados por entes federativos que não têm respaldo para usar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com o objetivo de atrair investimentos. Embora a economista reconheça que a convalidação dos incentivos irregulares oferecidos seja um passo importante para reduzir a desigualdade regional em estados como os do Nordeste, ela acrescenta que, mesmo assim, a Zona Franca de Manaus sai perdendo competitividade e exemplifica com o fato de que o Nordeste está ligado ao restante do País por rodovias, enquanto o Amazonas não tem essa conexão, fato que amplia os custos do frete. “É para compensar essa e outras limitações, como a grande distância entre o Amazonas, com seu polo industrial, e os centros consumidores localizados em outras regiões do Brasil que a Constituição Federal assegura um status privilegiado à Zona Franca de Manaus”, finaliza Rebecca Garcia.
(Pedrinho Aguiar)

O presidente do Cieam tem razão. Cobra e exige atitudes firmes dos setores que têm ou deveriam ter, competência para repudiar ações contra a zona franca de Manaus. Impressiona a incapacidade de reagir, a insensibilidade e o desleixo.  Vão sair da inércia  só quando o desemprego, a desesperança e o caos baterem na porta da zona franca?  Passou da hora de acordar! Francamente! ( Limongi)

Périco recomenda mobilização em defesa da Zona Franca
Com a desarticulação entre as entidades e o descompromisso da classe política, o Amazonas vê a recessão atingir a sociedade com golpes de perversidade. "O presidente da República toma seguidas medidas prejudiciais à ZFM e ao Amazonas e ninguém reage", disse o presidente Wilson Périco, na "celebração" dos 38 anos do Cieam. Ele lembrou que a   Lei Completar 160/2017, no caso do Amazonas, traz muitos prejuízos e o maior deles é para os empregos porque essas pessoas que estão empregadas ainda têm algum benefício, plano de saúde, transporte, auxilio educação. Quando perder o emprego, vão buscar serviço público que já é de péssima qualidade e com o aumento da demanda tende a ficar pior. E ninguém se revolta. “O que já estava ruim – não falo de riscos aos investimentos, mas aos empregos – vai ficar pior e não houve uma manifestação, uma busca de uma solução política que resguardasse o direito da nossa região. Hoje, os interesses e as preocupações pessoais e político-partidárias estão acima dos interesses regionais e da sociedade e é isso que nós temos que mudar”.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A paz deu lugar para o pesadelo

Por rigorosa insegurança que aumenta no país, a vida do cidadão de bem não está valendo nada. Em Brasília não é diferente. A  barbárie  invadiu a vida da população.  Vivemos sob o manto do medo. Acuados, amedrontados, acovardados e humilhados. Faz tempo que a paz deu lugar para o pesadelo. Vivemos massacrados, amordaçados, envergonhados, achincalhados e desencantados. Perdemos o direito de ir e vir. Vivemos acossados, atemorizados, agoniados, horrorizados e indignados. Até quando, Santo Deus.

Aplausos ao canal Fox por homenagear Zagallo

O canal Fox Esportes teve a grandeza e a sensibilidade de homenagear e destacar, ao vivo, os traços marcantes da carreira premiada e vitoriosa de Mário Jorge Lobo Zagallo,  que completou 86 anos de idade. Uma  seleção de craques  presentes. Três deles em depoimentos por celulares. Todos  honraram o futebol brasileiro e mundial. Ídolos respeitados. Nessa linha,  sonhemos  que Deus deu menos 60, 50 ou 40 anos de idade para eles. Seguramente facilitariam hoje   o trabalho do técnico Tite. Bastava escalá-los, aplaudir e correr para o abraço: Jorginho,  Ricardo Rocha,  Piazza e Marco Antônio; Zinho, Clodoaldo, Gerson e Rivelino; Jairzinho, Bebeto,  Evaristo e Roberto. Foram momentos descontraídos. Recordações humoradas.  Clima de amizade, ternura e alegria.  Gerson- parou de jogar há 50 anos, mas até hoje a seleção se ressente de  armador cerebral como ele-, revelou que sugeriu ao técnico Tite que ouça as ponderações de Zagallo. O que Tite já vem fazendo. O canhotinha de ouro também pediu ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que inaugure uma estátua de Zagallo e coloque destacada na sede da entidade. Seguramente Marco Polo avalia com carinho a sugestão.  Gerson lamentou que João Havelange  não estivesse presente. Parreira concordou, salientando que as conquistas da seleção brasileira também são frutos do trabalho competente dos dirigentes da CBF. Como ocorre hoje, com a seleção classificada para a copa da Rússia, com bastante antecedência.   Zagallo ganhou bolo de velas,   saudações, agradecimentos e uma bonita  tela do também artista plástico Parreira. O filho Mário, emocionou-se falando do pai.  Bebeto lembrou bem. Homenagens  valiosas, justas e oportunas  precisam ser feitas quando a figura homenageada está viva. Com amor, sem demagogia e hipocrisia. Bela iniciativa do repórter Paulo Lima. João Guilherme conduziu o programa com eficiência e simpatia.  

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Cieam lança livro em comemoração aos 38 anos da entidade

O livro “Amazonas Nano Bio Tech: Acertos, Paradoxos e Desafios” traz uma compilação de relatos, que completa 38 anos nesta quinta-feira, 10 
“Esse é o pior momento econômico, político e social que já vivemos. Mas eu não tenho duvida que vamos superar essa crise” é com essa afirmação que o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, define o atual momento da entidade, que comemora 38 anos nesta quinta-feira, 10 de agosto.  “Nesses 38 anos esse é o pior momento que o país passa e, consequentemente, o Amazonas e o Cieam, uma vez que estão inseridos nesse contexto”, declarou Périco.
Segundo o presidente do Cieam, a alternativa para a atual conjuntura econômica no Estado não depende pura e exclusivamente da iniciativa privada, ou seja, das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). “A insegurança política se traduz em insegurança econômica e social. Econômica por conta dos investimentos que não vão acontecer e social por conta do desemprego”, explicou. Wilson Périco, contestou os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IGBE). “O ultimo dado do IBGE traz uma redução no nível de desemprego do país. Houve um aumento na informalidade, mas não houve aumento de emprego com carteira assinada. As pessoas vão buscar alternativas para levar o alimento para casa, daí surge a informalidade e, por consequência o seu aumento. E aí você tem o aumento de emprego, mas em contrapartida o desemprego continua aumentando”, esclareceu.
Apesar do momento de crise, para Wilson Périco o aniversário do Centro da Indústria serve para celebrar a entidade que faz além do papel que lhe compete. “Estamos comemorando mais um ano de atividade com muita satisfação. O Cieam além de defender o interesse dos seus associados briga pelos direitos dessa região. Eu costumo falar que interesse cada um defende o seu, mas direito não. E o Centro da Indústria defende os direitos do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), o que acaba atravessando um pouco nosso papel quando nos propomos a fazer coisas políticas que não nos compete, mas fazemos por acreditar que aquilo é verdadeiramente direito e é o correto a ser feito”.
Mas o presidente do Cieam vê o momento de crise como uma oportunidade.  “São em momentos de dificuldades que nos reinventamos, então acredito que todo mundo sairá fortalecido depois dessa crise, que não tenho dúvidas que iremos superar. O país já passou por muitas dificuldades no passado, nosso Estado já passou por tantas outras também e nós superamos. Ao final, todos nós vamos estar muito mais preparados para os momentos bons, positivos que ainda viveremos no futuro. Eu acredito nisso”.

Amazonas Nano Bio Tech: Acertos, Paradoxos e Desafio
E para comemorar os 38 anos, o Cieam lançou nessa quarta-feira (09) para seus associados, o livro “Amazonas Nano Bio Tech: Acertos, Paradoxos e Desafio”, de autoria do presidente da entidade, Wilson Périco, com o escritor, filósofo e consultor da entidade, Alfredo Lopes.
O livro traz um resumo da nossa história, bastante conciso do que o Cieam fez desde a sua fundação. Temos relato de um dos fundadores que ainda é vivo, Mário Guerreiro. Além dele, pessoas das mais diversas áreas, seja do cenário politico, econômico do nosso Estado contribuíram com a obra, que retrata o que é a entidade. É um livro muito bonito e estou feliz

Grande brasileiro e patriota, Collor completa 68 anos dia 12


Por Vicente Limongi Netto*

Faço parte dos quase 36 milhões de brasileiros que acreditaram e elegeram Collor. E que nunca, jamais, engoliram o golpe que perpetraram contra o jovem presidente. Sou um dos que tiveram que suportar patrulhamentos e piadas dos que perderam as eleições de 1989, mas se sentiram o máximo quando os poderosos derrubaram o primeiro presidente eleito democraticamente depois de 25 anos de arbítrio. Os eleitores de Collor acreditaram no Brasil e se sentiram frustrados por terem seu voto sagrado e sua confiança desrespeitados. Collor arrancado do cargo por abutres travestidos de isentos. Foi inocentado pelo STF de todas as torpes acusações de seus desafetos. Mas, o tempo sempre traz a Verdade. Agora, Fernando Collor de Mello comemora, dia 12 de agosto, 68 anos de idade.  Mantêm-se firme em suas convicções, mais determinado do que nunca em servir ao País, corajoso como sempre, como nos tempos em que foi presidente. Mas, como não poderia deixar de ser, depois de tudo pelo qual passou, das imensas injustiças que sofreu, atingiu aquela maturidade positiva e sábia que só os grandes homens conquistam. Está mais realista sobre a complexidade dos problemas nacionais e das sutilezas da política. Ultrapassou a ponte perigosa e necessária que liga a espontaneidade romântica de um jovem e idealista presidente ao realismo sereno e pragmático dos grandes estadistas. Sua postura construtiva e eficiente no Senado tem evidenciado esta maturidade como homem público. Ao contrário dos ressentidos e intolerantes, como são os fracos de índole, os impotentes, os pusilânimes, o que se está vendo é uma senatoria equilibrada, colaborativa, responsável e propositiva para com os problemas do País e para com seus pares no cotidiano do Senado. Sua volta ao cenário político nacional representou o grau de maturidade política do povo brasileiro. Algo importante para a democracia. E até agora ninguém explicou a razão de não se ter o nome de Collor nas listas de presidenciáveis dos institutos de pesquisa. Com o desgaste óbvio na polarização PT-PSDB dos últimos anos, já está na hora de se procurar alternativas não entre neófitos e arremedos aventureiros, mas com figuras experimentadas como Collor. 


Vicente Limongi Netto é jornalista. Trabalhou no "O Globo", "Última Hora" de Brasília e na TV Brasília. É sócio militante da ABI há 48 anos.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

LIBERDADE DE EXPRESSÃO - Quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O SR. RENAN CALHEIROS (PMDB – AL) – Sr. Presidente, permita-me um pequeno registro.
Faço aqui, Sr. Presidente, um importante registro sobre essa onda de delações falsas que atingem generalizadamente o mundo político, diariamente.
Os métodos que forçaram a troca de nome de alguns políticos por impunidade começam, Sr. Presidente, Srs. Senadores, Srªs Senadoras, a ficar claros.
Há poucos dias, um advogado da Odebrecht, Rodrigo Duran, afirmou em entrevista ao El País que o Ministério Público Federal tentou forçá-lo a assumir crimes que não cometeu. Desrespeitando os direitos legalmente conferidos aos advogados, atribuíram-lhe prática de delitos sem provas e sem investigação policial.
O mais grave, Sr. Presidente e Srs. Senadores, foi sua declaração de que a Odebrecht ofereceu a ele o pagamento de 15 anos de salário para tornar-se delator. São relatos, Sr. Presidente, que indiscutivelmente necessitam ser apurados, até para saber se esse tipo de conduta não foi adotada com relação a outros delatores. A Odebrecht chegou a anunciar que pagou R$15 milhões, o que equivalia a 15 anos de salários inicialmente, a 47 delatores. Depois, esses 47 delatores citaram outros delatores, que chegaram ao todo a 74 delatores.
Sr. Presidente, é nesse contexto que o jornal Folha de S.Paulo publica uma matéria mostrando que a Polícia Federal identificou graves falhas na delação da Odebrecht. Cita, como exemplo, o episódio do ex-Presidente da Transpetro Sérgio Machado, que saiu gravando pessoas para negociar com o Ministério Público – e negociou – a sua impunidade e a impunidade dos seus filhos. Os benefícios, Sr. Presidente, por proposição da Polícia Federal, dados a esse delator e a seus filhos, podem ser extintos por sua ineficácia e falta de provas.
Outro caso citado na reportagem da Folha de S.Paulo foi o recente depoimento de Cláudio Melo, ex-relações institucionais da empreiteira. Ele fala textualmente que a doação eleitoral feita ao diretório do PMDB não foi pagamento de propina e que eu não condicionei minha atuação a qualquer retribuição financeira. Diz o jornal que, em 9 de junho deste ano, novo depoimento do ex-diretor afirmou que consta, no termo do depoimento do delator à Polícia Federal, a seguinte declaração, aspas: “Que Renan não condicionou a sua atuação política à retribuição financeira da Braskem”, fecha aspas.
Fundar-se, Sr. Presidente, apenas em delações falsas, muitas vezes com o pagamento de indenização da própria empresa, como é o caso da Odebrecht – o que foi anunciado e deve ser o caso de outras empresas e delações irresponsáveis –, em detrimento de métodos eficazes de investigação, acaba infelizmente por inverter valores, expondo pessoas inocentes e prestigiando criminosos confessos.
Sr. Presidente, durante a semana, os jornais anunciaram que a Polícia Federal pediu o fim dos prêmios à delação do Sérgio Machado. Uma outra investigação contra mim já havia sido arquivada, porque o delator Paulo Roberto Costa havia afirmado que recebera Deputado falando em meu nome. No mesmo depoimento, Sr. Presidente, e isso em momento nenhum foi divulgado, o Dr. Paulo Roberto Costa afirma que nunca checou com o Senador Renan Calheiros se Deputado ou Senador falava em meu nome.
O delator Cláudio Melo fez dois depoimentos que não foram aceitos. Fez um terceiro depoimento para citar nome. O Ancelmo Gois, na sua prestigiada coluna, já havia informado que uma mesma pergunta foi feita a esses 77 delatores da Odebrecht: “E o que é que você sabe do Senador Renan Calheiros? Nos ajude nessa questão” – generalizadamente. Por que, Sr. Presidente? Porque essa corrupção sistêmica, com a participação da representação política, precisava ser demonstrada. Como se não havia prova? Por ilações. E por delações que objetivavam segurar uma outra delação, ou apoiar ou confirmar uma outra delação.
Sr. Presidente, isso não pode continuar. Eu acredito que é o caso de o Congresso Nacional fazer uma investigação: se essa prática utilizada com relação à Odebrecht foi utilizada com relação a outras empresas – a outras empresas.
Esse pedido de prisão do Ministério Público do Senador Aécio Neves feito ontem, Sr. Presidente, depois de o Supremo Tribunal Federal negar a sua prisão por absoluta falta de flagrante, por não ler, como disse o Ministro Gilmar, a Constituição, que diz que Senador só pode ser preso em flagrante por crime inafiançável… E este Senado cometeu um equívoco no passado, evidentemente que por omissão. Errou por omissão: aceitou o flagrante do Senador Delcídio do Amaral de prisão. Para quê? Para que o Senador Delcídio do Amaral fizesse um acordo de delação inusitado – não no Brasil, mas no mundo –: prestar uma delação que só valeria seis meses depois e vir para o Senado para gravar aqui no Senado, como fez inclusive com o Ministro Aloizio Mercadante, todos os Senadores, Sr. Presidente.
Nós ficamos expostos a esses excessos. Tudo que se falava era porque era contra a Lava Jato. Eu cheguei a ser investigado por defender a Constituinte, por propor o abuso de autoridade, por obstrução de Justiça, Sr. Presidente, que agora vem ser anulado pela própria Polícia Federal. Quando estava, depois do pedido de prisão negado pelo Supremo Tribunal Federal, a 12 dias de deixar a cadeira que V. Exª senta agora, de Presidente do Senado Federal, o Ministro Marco Aurélio Mello, por liminar, chegou a me afastar da Presidência do Senado Federal – por liminar! –, com base no mesmo fato. Qual fato? Na delação do Sérgio Machado, ex-Presidente da Transpetro.
Sr. Presidente, eu tenho usado esta tribuna toda vez que posso porque é uma maneira de compensar. Eu peço até desculpas aos Senadores por fazer essas abordagens. É porque a imprensa infelizmente – infelizmente, pois eu defendo a liberdade de expressão – não confere aos atingidos pelo noticiário o mesmo espaço. Eu não sou contra a liberdade de expressão, eu sempre a defendi. Acho que a liberdade de expressão é um valor fundamental que precisa ser protegido na democracia. Então, quando exorbitam na utilização da liberdade de expressão, só há um caminho: mais liberdade de expressão. Como a imprensa não garante a proporcionalidade desse noticiário, eu me vejo na obrigação, em nome do Senado Federal, que integro com muita honra, e em nome do povo de Alagoas, que represento nesta Casa e que não pode ter a deturpação da imagem do seu Senador…
Sr. Presidente, mais uma vez, muito obrigado.

“Réplica para a História: uma catarse” - opinião do mestre Aylê

Limongi,

Hoje peguei o livro do nosso amigo, e li várias partes dele. Gostei muito.
Já conhecia algumas das passagens. Aquele debate final com o Pedro Simon
é lapidar. Ele fez muito bem em produzir este livro com pretensões apenas
de ser uma catarse pessoal.  É mais que isso. Acho que ele tem razão em não
permitir que sua história seja escrita por outros. Soube esperar, e isso mostra
um amadurecimento. Ele foi sempre meio intempestivo.O tempo é um grande
aliado. Concordo também com  Gracián  de  que  "A   capacidade de esperar
tempera os acertos e amadurece os pensamentos...".

Abraços, e transmita para ele meus cumprimentos.
Obrigado.
Aylê


Íntegra: http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/526360



Mendes critica Janot

Discordo dos leitores que repudiam as críticas do ministro Gilmar Mendes ao procurador-geral Rodrigo Janot. Por acaso Janot é intocável? Só gosta de elogios? Janot sonha em ser canonizado pelo Vaticano? Mendes  apenas devolve, no mesmo tom  de Janot, as patadas que recebeu, há pouco tempo, do impoluto procurador-geral. 
Quem for podre, que se quebre.

Tendencioso Jornal Nacional não ganha prêmio

William Bonner encheu a boca, com a arrogância habitual, para anunciar ao mundo que o jornalismo da Globo estava disputando novo prêmio internacional. A humanidade estava, assim, salva e livre de todas as pragas. Rojões pipocaram pelo país. Pelas aldeias mais distantes do universo.
Que se diga, afixe-se e registre-se, que o prêmio tão aguardado e badalado pelo guapo Bonner não é fruto  nem graças ao jornalismo diário  do carro-chefe da emissora. Mas, sim, frise-se, por causa  razão de documentários ou matérias que demoram para ser editadas. São apuradas e produzidas sem pressa.
Nessa linha, o noticiário político da Globo continua tendencioso. Faz tempo que a ordem é bater em Temer.  A raiva global vai piorar, depois que a Câmara Federal teve a audácia de descumprir ordens do Jornal Nacional, votando contra a denúncia do MPF para levar Temer ao julgamento do STF. A Globo, tenho reiterado, não admite nem suporta ser contrariada. Ordens aos seus vassalos tem que ser cumprida. Faz tempo que a bandida, mas milionária JBS, juntou-se ao Jornal Nacional para apedrejar Michel Temer. Usa como contrapeso para tuas canalhices em forma de jornalismo isento, o Globo,que também se presta ao trabalho sujo de a todo custo demonizar Michel Temer. E, claro, evidente, o canastrão, empolado e bolorento Rodrigo Janot.  
Duvido, aposto um saco de pipoca doce, que algum dia o jornalismo político diário do Jornal Nacional será premiado.  Sem manipular a informação e sem repetir matérias tentando jogar a população contra as ações do governo. Ou, ainda, ouvindo políticos obscuros e raivosos, prontos a falar mal de Temer para obter minutos de fama no Jornal Nacional. Os mais jovens não sabem, mas quando vestais grávidas globais insistem em posar de isentos,  paladinos e  sábios,  lembro, com satisfação, a decisão da justiça mandando o Jornal Nacional ler, na íntegra, a resposta do ex-governador Leonel Brizola, retrucando os insultos e acusações descabidas que frequentemente recebia da Globo. O magnífico e contundente  texto de Brizola foi lido por Cid Moreira. Com voz embargada, mas firme, atônito e constrangido,  com que estava acontecendo. Memorável e inesquecível.  Quem sabe o episódio não abra os olhos de Michel Temer e da população e se torne boa idéia?

FORÇAS ARMADAS NO RIO DE JANEIRO

Em 2017, já morreram 92 Policiais Militares no RJ e o Estado não tem estrutura para, pelo menos, minimizar tão grave problema e tampouco dar a devida assistência às famílias enlutadas.
A situação é tão crítica que nos últimos anos houve uma evasão média anual de 2000 policiais que não são repostos pela falência  econômico- financeira.
Entre 2015 e 2016 o número de baixas voluntárias aumentou 69,5%, além dos 1400 afastados por problemas psicológicos somente no ano passado.
As Unidades de Polícia Pacificadora (UPP’s) não receberam o apoio necessário para a implantação de obras sociais em benefício da população local, os criminosos  dominaram suas regiões de homizio e os policiais, por falta de pessoal e de recursos, ficaram entregues à própria sorte.
Os tiroteios frequentes nas comunidades carentes e as balas perdidas ceifam a vida de inocentes e aumentam o óbito de militares no cumprimento do dever.
Em face do caos, o Governo Federal autorizou o emprego de 8,5 mil militares das Forças Armadas (FFAA), 620 agentes da Força Nacional e 1120 da Polícia Rodoviária Federal para ajudarem na  segurança até dezembro de 2018.
Foi constituído um Estado - Maior conjunto com pessoal do Exército, Marinha e Aeronáutica envolvendo policiais dos governos federal e estadual.
Para golpear eficazmente o crime organizado há  imperiosa necessidade do desencadeamento   de operações de Inteligência e de ações repressivas diretamente sobre os focos de atuação dos meliantes, destruindo os seus arsenais de armas e munição.
A  discrição e a surpresa são essenciais. Tudo deve ser feito com respaldo legal  mas a impunidade não pode ser  admitida. É  utópico pensar na recuperação dessa corja!
A população não sabe a quem recorrer e é chegada a hora  de apoiar as forças legais na tentativa de dar um basta ao abuso e audácia dos criminosos que infectam a região. O disque denúncia deve ser estimulado por ser de extrema valia na coleta de informações.
Os militares deverão ficar em condições de serem  empregados a qualquer momento e de fazerem o patrulhamento  nas ruas. 
O controle das rodovias pela Polícia Rodoviária Federal terá de priorizar o combate ao contrabando de armas  e de drogas para sufocar a base logística dos bandidos.
Uma estratégia de segurança, de dissuasão e,até mesmo, de repressão, conduzida por equipes motivadas e capacitadas  será de fundamental importância nas operações.
Desde maio, 620 integrantes da Força Nacional e 260 agentes da Polícia Rodoviária já estão reforçando a segurança no Estado.  No entanto, é muito pouco diante do poder dos bandidos.
É obvio que a presença  das FFAA atesta a incapacidade do governo estadual  na sua obrigatoriedade  de dar  segurança aos residentes  e de conter o vertiginoso avanço de criminalidade.
O seu emprego é legal e tem sido muito eficiente desde a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, com a participação de 155 Chefes de Estado e de Governo. Porém, a participação em ações desta natureza deve ser muito bem avaliada e conduzida porque o risco é enorme. Se, lamentavelmente, ocorrerem vítimas inocentes a mídia cairá de pau nos militares e haverá o seu desgaste na opinião pública apesar de o povo estar exigindo, em última instância e por questão de sobrevivência, a sua imprescindível colaboração.
As autoridades e políticos gostam de faturar quando as coisas lhes convêm mas criticam, se omitem ou lavam as mãos, como Pilatos, se algo der errado.
O emprego das Forças Singulares em missões diversas  de sua atividade- fim é erro tático e estratégico, não podendo ser vulgarizado e, muito menos, usado para fins meramente eleitoreiros.
O Poder de Polícia lhes deve ser assegurado porque, em casos episódicos, algumas garantias individuais poderão ser restringidas temporariamente para manter a ordem pública e garantir o controle da situação.
Todavia, diante de total insegurança privada e pública na antiga capital, não havia outra solução.
Resta-nos orar para que tudo transcorra com tranquilidade e que diante de eventuais confrontos de consequências imprevisíveis só ocorram baixas do lado do inimigo público e que as demagógicas críticas de radicais representantes dos Direitos Humanos caiam no vazio.
Como está não pode continuar porque a vida é o maior bem da sociedade, a liberdade é indispensável ao desenvolvimento do cidadão e a segurança é dever do Estado.

Diógenes Dantas Filho- Coronel Forças Especiais/ Consultor de Segurança

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Governador, não permita o fim dos lava-jatos

Lamentável que a Agefis - Agência  de Fiscalização do Distrito Federal- extrapole suas funções insistindo em acabar com os lava-jatos no Lago Norte. São famílias trabalhando sem perturbar ninguém.Não prejudicam a preservação  da qualidade de vida da população. Apenas querem ter o direito de poder   aliviar as dificuldades financeiras pelas quais hoje passam milhões de brasileiros.  Ocupam espaços que não prejudicam a ordem pública. Acabam o serviço e deixam tudo limpo.Conquistaram o apreço dos moradores porque trabalham bem e honestamente.  Cada vez mais aumenta a informalidade em todo o país. Fruto da crise pela qual passa o Brasil. Os governos, através dos seus instrumentos têm mais é que apoiar a iniciativa da população em gerar o seu próprio sustento. Nessa linha, a  zelosa Agefis, deveria, então,procurar  colocar a população carente, no mercado de trabalho, assegurando a dignidade e o sustento das famílias necessitadas.  Não acredito que o brioso governador Rodrigo Rollemberg,   conscientes dos problemas econômicos  pelos quais atravessa o país, concorde com as destrambelhadas, antipáticas,   e injustas  ações da Agefis.

Caminhos Cruzados - Coluna Carlos Brickmann

Vencido o primeiro obstáculo à sua permanência no poder (o procurador Rodrigo Janot pretende propor outros), Michel Temer ganha fôlego para mudar a imagem ruim do Governo: até o fim do ano, aprovar a reforma tributária e da Previdência. É provável que já tenha votos para isso: os 263 que se expuseram e o apoiaram na impopular rejeição da denúncia contra ele (e são maioria absoluta), mais alguns dos 62 que aceitaram a denúncia mas apoiam as reformas e integram partidos da base governista. Se conquistar 45 votos, terá os 2/3 necessários para emendas à Constituição.

Não haverá represálias, portanto, contra os que, embora governistas, não o apoiaram. Primeiro, porque precisa deles para chegar à maioria de 2/3; e porque não é seu estilo. Temer perdoa – mas não esquece quem perdoou.

A luta pelas reformas, acredita o Governo, pode tirar o foco da opinião pública dos políticos de quem é próximo, e que, para usar uma frase gentil, não chegam a representar uma renovação. De velhas raposas espertas, que passam de um governo a outro, o país se cansou. O foco do eleitorado seria transferido para a Economia, para a inflação em baixa e, apesar da crise, para a leve tendência de melhora no nível de emprego e nos investimentos.

O Congresso já não debate a luta Temer-Janot. Só se preocupa com o dinheiro público na campanha eleitoral. Uns R$ 4 bilhões – e quem quer debater outro assunto? Talvez só você, caro leitor, que vai pagar a conta.

Tem mais, tem mais

Não pense que a conta vá parar nos R$ 4 bilhões para a campanha. Ainda há R$ 1,5 bilhão anual do Fundo Partidário. Não é coisa nova, mas cerca de três anos atrás a conta era de aproximadamente R$ 300 milhões.

Agilidade total

O Congresso tem pressa de votar o financiamento público de campanha, ou “bolsa-eleição”, para os íntimos. A votação, na Comissão de Reforma Política da Câmara, deve começar na terça, dia 8, e terminar na quinta, dia 10. Imediatamente depois, vai para votação em plenário, na Câmara e no Senado. Estará aprovado em setembro, sem falta, para vigorar em 2018.

O voto e o candidato

Deve ser também reformado o sistema de escolha dos parlamentares. Hoje vigora o voto proporcional: a votação de todos os candidatos de um partido é somada e verifica-se quantos lugares o partido conquistou. Os candidatos mais votados vão ocupando as cadeiras. O problema do voto proporcional é que o eleitor vota num candidato e elege outro; e os partidos procuram pessoas populares, mesmo sem noção do que é política, para "puxar votação”. Tiririca levou para a Câmara um bom grupo de parlamentares puxados por seus votos. A mudança mais provável é o “distritão”: os mais votados de cada Estado ocupam as cadeiras. Parece mais democrático; mas os partidos perdem importância porque o candidato não depende mais do voto dos companheiros (e o Governo é obrigado a negociar com um por um, o que sai muito mais caro): e a tendência é que se elejam os candidatos mais conhecidos, o que reduz a renovação. Sendo o Congresso é o que é, imagine-se com renovação mais lenta!

Apenas um retrato...

O país sofre hoje de pesquisite aguda: um ano e meio antes das eleições, antes que se saiba quem serão os candidatos, sem que se saiba quais os temas em debate, já há pesquisas até sobre segundo turno. Para dar uma ideia de quão longo é esse tempo, no final de 1991 o senador Fernando Henrique Cardoso achava difícil se reeleger (foi o que disse a este colunista e ao hoje editor de livros Luiz Fernando Emediato, numa conversa em San Francisco, EUA). Achava difícil até ser eleito deputado federal e pensava em voltar para a vida acadêmica.

Pouco mais de dois anos depois, elegia-se presidente da República no primeiro turno, derrotando Lula.

...e como dói

A pesquisa, hoje, mostra que 5% dos eleitores apoiam Temer – ou seja, consideram seu Governo “ótimo” ou “bom”. Mas, como nota o excelente colunista gaúcho Fernando Albrecht (http://fernandoalbrecht.blog.br/), há algo como 20% dos pesquisados que consideram seu Governo “regular”. Ou seja, não o acham lá essas coisas, mas o aceitam com tranquilidade. Somando tudo, dá um quarto do eleitorado.

Impopular, sim; mas não se pode dizer que Michel Temer não tenha um bom contingente a seu lado.

A reforma como ela é

Chega de achismos, chega de análises de quem não leu a lei da reforma trabalhista mas opina, contra ou a favor, com base no apoio ou oposição ao Governo. O advogado trabalhista Sérgio Schwartsman, bom profissional, leu a lei e mostra os pontos em que mudou, favorecendo assalariados ou empregadores. Schwartsman foi escolhido pela GloboNews para explicar a lei.

E põe cláusula por cláusula, por escrito, em http://wp.me/p6GVg3-3I9.


OS PETRALHAS ESTÃO INDIGNADOS... TALVEZ PORQUE NÃO CONSEGUIRAM ROUBAR MAIS

De B.RUSSEL
Ver um petista anunciar seu voto para derrubar Temer, em nome da decência, não se trata apenas de uma blasfêmia contra a linguagem.

É só a confirmação de que a novilíngua petralha fez o que o fascismo lhes ensinou: primeiro você prostitui a relação entre significado e significante; passa a chamar corruptos condenados de guerreiros, o maior assalto já feito a um Estado nacional no Planeta é chamado de malfeito.

De resto, para chegar ao poder e nele se manter elimina a política. Os slogans, as palavras de ordem, os factóites substituem os fatos, os bilhões compram os grandes meios de comunicação, mas não satisfeitos com criam uma rede de milicianos virtuais para replicar ad nauseam as mentiras oficiais.


"Mais uma tentativa de mentir e enganar"
Brasil 06.08.17 10:28
Felipe Moura Brasil mostrou em vídeo, com exemplos, "O circo da indignação seletiva" na votação da denúncia contra Michel Temer na Câmara dos Deputados.
Míriam Leitão escreve sobre o tema neste domingo no Globo, lembrando que "o buraco no qual caímos foi cavado nas administrações petistas, no segundo governo Lula e no período Dilma".
"Há uma tendência, politicamente motivada, de fomentar uma indignação seletiva. Isso ficou explícito no plenário da Câmara e faz parte do discurso que tenta aproveitar a intensidade da crise e a baixa popularidade do governo para construir uma versão de que os problemas do país surgiram agora. O risco desse raciocínio é que ele pretende pavimentar o caminho do mesmo grupo ao poder, sem que tenha sido precedido por qualquer reconhecimento dos erros cometidos.
Se tiverem sucesso no projeto, repetirão os mesmos equívocos, já que estão terceirizando todas as consequências desastrosas dos próprios atos. Partidos e grupos políticos, como as pessoas, avançam quando reconhecem seus erros e aprendem com eles. O que está em curso é mais uma tentativa de mentir e enganar."

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Sérgio da Costa e Silva é o novo Imortal

A  Academia Brasileira de Arte, A.B.A.que comemora 75 anos nesta semana,  elegeu Sérgio da Costa e Silva, do Música no Museu para a cadeira no. 12 sucedendo ao colecionador Sérgio Fadel e que se junta a 40 outros membros, entre eles,  Ziraldo, Maria Beltrão, Marcos Azambuja, Ana Bella Geiger, Nathalia Thimberg, Eduardo Sued, João Cândido Portinari. Luiz Áquila, Afonso Arinos Filho, Dalal Achcar, Ricardo Cravo Albin,Haroldo Costa, Victorino Chermont   e Lauro Cavalcanti (ex diretor do Paço Imperial e que dirigirá o Museu Roberto Marinho)
Fundada em 1942, no Rio de Janeiro, por Ataulfo de Paiva, a Academia Brasileira de Arte hoje presidida por Heloisa Lustosa, ex diretora do MAM e do MNBA,  congrega personalidades ligadas às artes  e já teve entre seus membros, Eliseu Visconti, Villa-Lobos, Oscar Niemeyer, Gustavo Capanema, Orozimbo Nonato, Francisco Mignone, Barbosa Lima Sobrinho, Procópio Ferreira, Sérgio Bernardes,  Luiz Paulo Horta, Paulo Geyer entre outros.

Troféu de cretino-mor para Joesley

É patético o cinismo de Joesley Batista. Fantasiado  de analista político, declara que a votação na Câmara favorável a Michel Temer, ficará marcada como "o dia da vergonha". Logo ele, cúmplice de politicos, que subornou, gravou e chantageou em troca de vantagens para suas empresas.  É o lixo incomodado com a lata do lixo. É o rato criticando a ratoeira.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Bobagem e demagogia

O senador Jorge Viana, claro, do PT, deseja que o Senado Federal mande comissão de senadores para a Venezuela. Colossal e abissal bobagem. Soa como demagogia e rigorosa falta do que fazer. O destrambelhado Maduro não dará a menor importância a presença dos senadores brasileiros. Se duvidar, nem irá recebê-los. Os parlamentares não mudarão em nada a situação caótica dos venezuelanos. A não ser que o senado mande para a fantástica viagem apenas senadores e senadoras  que amam e idolatram Maduro. Sem direito a diárias. Neste caso, deveriam levar na bagagem, Lula e Dilma. e
E que fiquem por lá de uma vez.  Não esquecer de levar sanduíches, cachaça e biscoitos na bagagem.

Temer cultiva a arte da boa política - Feichas Martins

Há governantes queridos pelo Povo e mal-amados pelo Congresso Nacional . Há governantes de baixa(ou baixíssima) popularidade, mas que são amados pelo mesmo Congresso Nacional. Michel Temer é o expoente brasileiro desse último grupo. É o presidente que mais apoio obteve do Congresso na história republicana. Ele tem a arte, a ciência e a prática políticas características das raposas felpudas, e até melhores do que muitos  vultos históricos. Aguardemos novas flechas do procurador Rodrigo Janot, mas a Câmara dos Deputados deixou hoje bem claro que não entregará a cabeça de Michel Temer na bandeja e que está disposta a defendê - lo com unhas,dentes, tatuagens e votos. Por quê? Temer presidiu duas vezes aquela Casa e promoveu ampla reforma estrutural nas atividades meio e fim . Não são somente os deputados, mas, também, os funcionários seus admiradores. Funcionários não votam, mas cabalam votos, porque muitos são de absoluta confiança dos seus chefes. Tancredo Neves e Ulysses Guimarães, raposas do antigo PSD e das forças varguistas, assumiram, após 1964, a Câmara dos Deputados como trincheira inarredável de suas lutas políticas pelo MDB. Ambos eram também ruins de votos e popularidade. Nem mesmo esses dois gigantes conheceram as entranhas da Câmara como o atual tecelão e timoneiro do Tietê, que é dotado de conhecimentos jurídicos que o tornam hábil pelejador nas lindes de todos os três poderes. Temer é um bom tema para estudo de caso numa faculdade de pós-graduação. Como Fujimori, o ditador peruano, consegue governabilidade sendo eficaz, embora com baixa legitimidade popular. E Temer não é ditador...Sua ética de resultados é linguagem política adequada à arena atual, em que Situação e Oposição tentam sobreviver à varredura feita pela "Operação Lava-Jato". Entre Mao-Tsé-tung ("todo poder emana da boca de um canhão") e Deng-Hsiao-ping ("não importa a cor do gato; importante é que pegue o rato"), fica bem claro que o democrata Michel Temer é  simpatizante do segundo, que abriu a China para a modernização.

Feichas é professor, cientista político, jornalista e filósofo

Surge esperançoso o "Fica, Temer"

O bolorento, tolo e vazio  "fora, Temer", caiu no descrédito. Saiu da moda. Virou, apenas, um quadro amarelado na parede, diria Carlos Drummond de Andrade. Surge o "fica, Temer". Objetivo, pragmático, sensato, prudente e esperançoso.  Homens de boa vontade, realmente interessados em trabalhar por um Brasil melhor,  seguramente tirarão lições estimulantes da votação da  Câmara Federal que mandou para as cucuias o rancor a intolerância, o patrulhamento torpe, a hipocrisia e a demagogia. Fortaleceu-se as instituições e a democracia. 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Música no Museu - Agosto 201: Mês das Cordas

Como já tradicional, agosto é o mês das cordas no Música no Museu. Mas teremos uma novidade, em parceria com a Echo Promoções e Kommitment Produções, o pianista Fábio Caramuru em um programa de exaltação à ecologia com a participação de jovens da Comunidade do Caju no Forte do Leme. E também das Comunidades, teremos três orquestras, Camerata do Uerê, Orquestra de Cellos das Comunidades Pacificadas e Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro. Também participaremos das comemorações do aniversário de Nossa Senhora da Glória na Igreja da Glória e do De ia do Soldado no Forte do Leme.
Encerramos no dia 20 as inscrições do IX Concurso Jovens Músicos – Música no Museu cujo vencedor receberá uma bolsa de estudos de Mestrado ou Doutorado no valor de R$ 105 mil da James Madison University, ema escola Steinway. Esperamos por vocês.

PROGRAMAÇÃO

2 de agosto - QUARTA 12:30h
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua 1º de Março 66 
Capacidade: 90 lugares
Músico: Orquestra de Violões da AV-RIO
Programa: Clássicos Internacionais

6 de agosto DOM11H30 
MAM- Museu de Arte Moderna 
Av. Infante Dom Henrique, s/n
Capacidade: 200 lugares 
Músico: Marcelo Saldanha, Gilmar Santoro e José Carlos
Programa: Clássicos brasileiros

09QUA12H30
 Centro Cultural Banco do Brasil
Rua 1º de Março 66
Capacidade: 90 lugares 
 Músicos: Adriana Ballesté
Programa: Clássicos Internacionais

11SEX15H
 Centro Cultural Justiça Federal 
Av. Rio Branco, 241 - Centro
Capacidade: 142 lugares 
Músico: Fernanda Canaud e Thiago Proença – Piano e violino
Programa: Clássicos Internacionais

12SÁB17H
 Clube Hebraica
Rua das Laranjeiras, 346
Capacidade: 400 lugares 
Músico: Grupo Dá o Tom
 Programa: Clássicos Brasileiros

12SÁB17H
Clube Hebraica
Rua das Laranjeiras, 346
Capacidade: 400 lugares 
Músico: Grupo Dá o Tom
 Programa: Clássicos Brasileiros

13DOM11H30
MAM- Museu de Arte Moderna 
Av. Infante Dom Henrique, s/n
Capacidade: 200 lugares 
Músico: Tiago Martins - Piano
Programa:Clássicos Brasileiros

15TER20H
Iate Clube
 Av. Pasteur, s/n - Urca
 Capacidade: 150 lugares 
Músico: Café do Lulu
Programa: Clássicos Brasileiros e Internacionais 

16QUA12H30
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua 1º de Março 66 -
Capacidade: 90 lugares 
Músico: Fernanda Canaud, Thiago Proença e Mauricio Vivet – Piano e violino
&
Camerata do Uerê
Programa: Clássicos Internacionais

17QUI18H
Centro Cultural Justiça Federal 
Av. Rio Branco, 241 - Centro
Capacidade: 84 lugares 
Músico: Rio em Canto
Regência: Marcelo Saldanha
Programa: Clássicos Brasileiros

18SEX15H

Centro Cultural Justiça Federal 
Av. Rio Branco, 241 - Centro
Capacidade: 144 lugares 
 Músico: Orquestra de Cellos das Comunidades Pacificadas
 Programa: Clássicos Internacionais

20DOM11H30
MAM- Museu de Arte Moderna 
Av. Infante Dom Henrique, s/n
Capacidade: 200 lugares 
Músico: Camerata do Uerê
Programa: Clássicos Brasileiros

21SEG19H 
Biblioteca Maison de France 
Av. Pres. Antônio Carlos, 58
 Capacidade: 100 lugares
 Músico: Encontro Voz e Energia
Coral do Cepel
&
Coral da Eletrobrás 
 Programa: Clássicos Brasileiros

23QUA12H30
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua 1º de Março 66 -
Capacidade: 90 lugares 
 Músico: Diogo Cruz, Tinho Martins e Didier Fernand – Violão, flauta e baixo acústico
Programa: Clássicos Brasileiros

 25SEX20H
Forte do Leme
Praça Alm. Júlio de Noronha
Capacidade: 290 lugares 
Músico: Fábio Caramuru
 Programa: Ecomúsica

26SÁB18H
 Palácio São Clemente
Rua São Clemente, 424
 Capacidade: 200 lugares 
 Músico: Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro
 Programa: Clássicos Internacionais


Outras Cidades

São Paulo

Museu da Casa Brasileira 
Av. Brigadeiro Faria Lima 2705 – Jd Paulista

05AGO11H30 
Vento em Madeira 

20AGO11H30 
Emiliano Sampaio e Mere Big Band 

27AGO11H30 
Orquestra do Instituto GPA




OS MUDOS FALANTES - Coluna Carlos Brickmann

30 de julho de 2017

Um dos sintomas universais de crise é a epidemia de discursos de quem tem por obrigação manter-se calado. Juiz, ensina a tradição de nosso Direito, deve falar apenas nos autos. Aqui todos seguem este princípio: falam nos autos sempre que os repórteres enfiam os microfones pela janela, e só param de falar quando o motorista enfim pisa no acelerador. Generais devem falar nas ordens do dia, e até isso muitas vezes é perigoso; aqui, estão dando entrevista. E, como o general Sérgio Etchegoyen, de primoroso currículo, respeitado dentro e fora do Exército, falam da participação militar na segurança pública. Com um detalhe: ele sentado e o ministro da Defesa atrás, de pé, na condição de papagaio de pirata.

Vazamentos de informação de documentos usados como prova na Justiça têm fontes conhecidas: promotores interessados em punir futuros réus destruindo sua imagem pública, antes mesmo que sejam levados a julgamento. A técnica (a propósito, fora do bom procedimento legal) foi usada na Itália, na Operação Mãos Limpas. E é usada há muito tempo no Brasil, alegando-se informalmente que se não for assim os acusados, “que têm dinheiro para contratar bons advogados”, escaparão ilesos após cometer ilegalidades. Elogia-se quem contrata um bom médico, um bom arquiteto, mas quem contrata um bom advogado – hummmm, aí tem!  

Mudos estão falando. E quando os mudos falam a democracia se cala.

Primeiro os meus…

Cá entre nós, essa história do Ministério Público pedir aumento de 16% não pode passar despercebida. Tem de pegar mal. Para padrões brasileiros, um promotor ganha bem: algo como R$ 30 mil. Mas não fica por aí: com o vale-alimentação, o auxílio-moradia, o auxílio-livro, as duas férias por ano, as diárias, há promotores em São Paulo que ganham R$ 130 mil mensais (a cifra, espantosa mas de fonte oficial, foi levantada pela Agência Pública (http://apublica.org/2016/12/direito-ou-privilegio/) com base na Lei de Acesso à Informação).

Boa parte dos promotores paulistas ganha mais que o teto salarial previsto na Constituição, o salário de ministros do STF. São Paulo gasta com o Ministério Público a soma das verbas destinadas a Habitação e Agricultura. E, considerando-se a ótima (e normalmente merecida) imagem pública dos promotores, que exemplo dão à população neste momento de crise, exigindo mais salários de um Tesouro exaurido?

…e os meus também

Mas não se critique um único grupo. O Senado decidiu alugar 85 carros para Suas Excelências, gastando R$ 8,3 milhões em 30 meses. São 83 Nissan Sentra para 80 senadores, e dois Hyundai Azera para o presidente da Casa – embora não haja nos anais menção a um presidente com duas bundas. O Azera este colunista não dirigiu; o Sentra é ótimo, macio, uma tentação. Mas sempre resta uma pergunta: por que temos de pagar carro aos parlamentares? Carro, casa, passagens – não é meio muito? E o motorista, também pago por nós, mas na conta do gabinete de cada parlamentar?

Busquemos um bom exemplo: nos Estados Unidos, há três carros oficiais de representação, um para o presidente de cada poder. Digamos que um juiz do Alasca seja convidado para a Suprema Corte: ele deve viver com seu salário, sem carro oficial, sem apartamento funcional. Ponto final.

…e os nossos?

Tadinho do Governo Federal, que deve manter o enorme buraco do Orçamento do tamanho em que está, sem aumento? Calma: a verba de publicidade de 2017 foi de R$ 153 milhões, uns 30% mais que em 2016.

Um dia, talvez

Dentro de poucos dias, 2 de agosto, a Câmara decide se dá autorização para que o Supremo investigue a denúncia apresentada pelo procurador Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer. Temer deve ganhar de lavada: fez o que podia e o que não podia para garantir que entre 250 e 300 parlamentares o livrem da chateação. Miro Teixeira, político experiente, a favor da investigação, jogou a toalha: não há condições de ganhar a parada.

Talvez, quem sabe

Quanto à lenda de que quem votar por Temer perderá votos, continua sendo uma lenda. Temer tem só 5% de aprovação – o menor índice desde o tempo da TV a lenha. O deputado Bonifácio Andrada, velho conhecedor do jogo, diz que basta uma discreta melhora na economia para absolver quem apoiar um presidente tão mal avaliado.

A leve melhora até que está acontecendo: a taxa básica de juros caiu um ponto e deve diminuir de ponto em ponto a cada reunião do Conselho de Política Monetária, a inflação continua abaixo da previsão, há uma levíssima redução no desemprego. Mas os juros do cartão de crédito continuam perto de 500% ao ano. Bonifácio Andrada diz que o eleitor é fraco de memória e, diante de uma pequena melhora, esquece o que está errado.

Mas cadê a pequena melhora?


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