sábado, 29 de dezembro de 2012

O que acontece por aí...


Versos de Adélia no coração de todos

Para todos, ofereço os versos de Adélia Prado, válidos, marcantes, esperançosos e maravilhosos também para 2013; "Não tenho tempo para mais nada/Ser feliz me consome".

Velhaco Marco Villa

O sacripanta Marco Antonio Villa nasceu com o dom da canalhice. É eterno recalcado a serviço dos maus brasileiros. Escroques que nunca fizeram nada de útil para o país. Canalhões como Marco Villa preferem ocupar espaços preciosos na imprensa para espalhar mentiras, ódios e ressentimentos. Villa tem prazer freudiano de jogar as patas em José Sarney. Não satisfeito, o pulha Villa atinge com suas sandices a governadora Roseana Sarney, e o povo maranhense. Villa se diz historiador. Coitados dos alunos dele. Estão aprendendo tudo errado e o que não devem com um facínora travestido de mestre.

Marco Villa é patético

Incrível e espantoso: o governo do Maranhão contesta e repudia, com fatos, números e estatísticas oficiais as sandices e as agressões irresponsáveis divulgadas no artigo do historiador Marco Antônio Villa, mas o patético Villa, fantasiado de dono absoluto da verdade, salienta que mantém tudo que escreveu. É um acinte ao bom senso e ao direito do contraditório.

Patifes mataram a Tribuna da Imprensa

27 de dezembro. A destemida e honrada Tribuna da Imprensa faria 63 anos, se não tivesse sido violentada, massacrada, sabotada e assassinada por crápulas, canalhas, maus brasileiros, oportunistas e ordinários. Meu abraço fraterno, leal, solidário e amigo ao mestre Hélio Fernandes.

Papelão de Gurgel e média com a galera

O pretensioso Roberto Gurgel tentou fazer média com o ministro Joaquim Barbosa e quebrou as fuças, solicitando a imediata prisão dos condenados do mensalão. Joaquim Barbosa, o Rei de hoje, porém, como não é mais realista do que a Constituição, rejeitou o açodado pedido. Claro, de tabela, Gurgel também queria jogar para a platéia, tentando pegar migalhas dos aplausos endereçados ao ministro-presidente do STF.Papelão, Gurgel.

Grande senadora Ana Amélia

A senadora Ana Amélia merece nota mil pelo grande desempenho parlamentar em 2012. Parlamentar caloura, mas com ampla visão dos problemas nacionais e regionais, Ana é jornalista profissional, a senadora gaúcha destacou-se nos trabalhos das comissões técnicas e no plenário, sempre com participações vibrantes, oportunas, isentas, republicanas e inteligentes. Continue assim.

Sargento herói orgulha o Brasil

Deveria ser promovido ou, pelo menos receber merecidas homenagens do governo mineiro e de dona Dilma, o sargento-bombeiro que salvou a vida de uma criança afogada num balde com água. São brasileiros como o glorioso sargento que engrandecem o país e a condição humana.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O que acontece por aí...


Meus votos aos irresponsá​veis do trânsito

Tomara que em 2013 o motorista seja mais atento, menos imprudente e irresponsável. Não corra, não mate, não morra, dizia antigo, mas atualíssimo slogan. Pena que esquecido. Quando vejo um motorista passar feito um louco fugido do hospício, costumo dizer que das duas uma: o carro é roubado ou o maluco ao volante quer dar um flagrante em casa. A maioria esmagadora dos motoristas não conhece as normas de trânsito. A seta, instrumento valioso e fundamental para a segurança e orientação de quem dirige, dificilmente é utilizada. O motorista relapso deve imaginar que a seta é para enfeitar o carro. O motorista desconhece - e assim vai atrapalhando o fluxo dos veículos - que as pistas da esquerda e do centro são consideradas de alta velocidade. Quem quiser ir devagar ou for "pé-de-chumbo" que utilize a pista da direita. Outras falhas habituais e grosseiras dos motoristas: "dirigem" comendo ou fumando e, o mais grave, falando ao celular. Há também os que adoram dirigir com o braço do lado de fora. Querem exibir o relógio ou a pulseira. Mal sabem que um belo dia, com sol radiante, podem perder o braço, porque no trânsito caótico e irresponsável existe outro tipo de louco: o motoqueiro. A esmagadora maioria também não sabe o significado das placas. Passam voando nos cruzamentos. Outro setor amplamente desmoralizado no trânsito são as vagas destinadas aos idosos e deficientes. Os moleques deitam e rolam. Um acinte. Faço votos, por fim, que o aumento do valor da multa para quem inflige as normas da Lei Seca tragam definitivamente mais sossego ao trânsito. Mais trágico do que está é impossível.


Limongi para Ancelmo Goes: Veta, Dilma​! Tolices do Arthur Dapíeve

“Caro Ancelmo, pergunto ao sábio de proveta Arthur Dapieve, com quem Dilma vai governar se não for com políticos experientes como Renan, Collor ou Sarney? Comigo, com você, com Ancelmo? Política é para profissionais. Dapieve não deve opinar sobre tema que não sabe nada. FHC e Lula conduziram bem seus governos porque contavam com forças expressivas no Congresso. Exatamente Renan, Sarney, Henrique Alves, etc. Collor caiu porque não tinha sustentação política no Legislativo. Se tivesse, duvido se não seria reeleito como foram Lula e FHC. abs. do Limongi

Gaspari debocha da verdade

Considero um acinte e um tremendo deboche o colunista Elio Gaspari(26/12) salientar  que a presidente Dilma deve muito do seu sucesso administrativo aos ex-presidentes FHC e Lula, esquecendo-se, porém, também de mencionar o ex-presidente Collor. Ninguém em sã consciência pode negar os méritos do curto governo Collor. Foi ele quem abriu a economia brasileira ao mercado internacional. Todos os governantes que sucederam o presidente arrancado do cargo graças ao jogo político sujo e covarde seguiram as diretrizes econômicas implantadas por Collor. Collor teve a coragem de acabar com cartéis, feudos, vícios e mamatas de setores que sempre estiveram contra o legitimo crescimento do Brasil. Collor arrancou o país das amarras do atraso. Lamentável, portanto, que o calejado profissional Elio Gaspari siga a linha torpe e ressentida de colunistas menores, cujo esporte predileto é tapar o sol com a peneira.

Aristóteles Drummond: “Consolidar o campo”

A mais simples e elementar explicação para o sucesso do agronegócio no Brasil, responsável por não estarmos em taxas negativas de crescimento, é a pouca intervenção do Estado na atividade empresarial. Não existe “uma agência reguladora” do setor, embora este seja prejudicado pelo alto custo dos fretes, dos embarques, dos impostos e da falta de estímulos para irrigação e outros ganhos. Mas os implementos têm sido beneficiados por isenções fiscais e financiamentos do BNDES, deve-se ressaltar. Pouca gente registra que devemos ao governo Sarney, através de seu ministro José Hugo Castelo Branco, o fechamento do Instituto do Café e o do Açúcar e Álcool, focos de negócios duvidosos e de prejuízos ao erário. Temos, hoje, uma cafeicultura e o setor sucroalcooleiro com qualidade, mercado e competitividade. E sem amparo na burocracia e na intervenção do passado. Também foi Sarney quem acabou com entidades para controlar a borracha. Antes, os gaúchos já haviam fechado o Instituto do Arroz. A grande tragédia do desastre soviético foi justamente no agronegócio, que provocou fome e a maior matança da história, na fúria de Stalin, com a queda na produção de suas “fazendas coletivas”. Cuba mesmo produz, atualmente, a metade do açúcar de antes do comunismo. Há mais de meio século. No entanto, o sucesso que nos faz disputar a liderança mundial em açúcar, café, carne, soja e frango leva ao inconformismo os intervencionistas. Daí, a tolerância com o MST, os excessos do Código Florestal, as “doações” a índios e quilombolas. Em Roraima, como se sabe, terminaram com a auto-suficiência de arroz. O setor responde tão bem, que até no Estado do Rio, onde a participação no PIB não chega aos 3%, um simples empurrão do governo estadual permitiu que o Rio voltasse a ser independente em leite e lácteos. A usina de beneficiamento da Nestlé, em Três Rios, é a mais moderna do Brasil. Um olhar para estados que estão subaproveitados, como Pará e Maranhão, poderia muito bem colaborar para a elevação do nível de renda local, que é dos mais baixos do país. E a consolidação de Mato Grosso, que depende da estrada Cuiabá-Santarém, emperrada no trecho paraense. É de se registrar que os governos petistas tiveram a sabedoria de nomearem ministros do ramo, que conhecem e acreditam na iniciativa privada. Uma ajuda, neste momento de dificuldades, seria menos custoso e de resposta mais rápida. 
 
Aristóteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro


Artigos de Aristóteles Drummond agora também em Manaus no Jornal do Comércio, o mais tradicional do Estado

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Capacho Demétrio Magnoli


O capacho tucano Demétrio Magnoli encerra 2012 como nasceu: melancolicamente, cuspido pelo vento dos eternos recalcados e desapontados que não admitem o sucesso alheio. Em mais um artiguete pernóstico o sábio de proveta joga as patas imundas em Felipão, Lula, Oscar Niemeyer, Eike Batista e José Sarney. Seguramente não jogou seu bafo de resto de carniça em Dilma porque FHC não deixa. O seboso vassalo tucano ainda precisará viver muito e lavar com creolina a baba rancorosa que exala da boca podre para tentar se igualar ao quinteto que insultou. Perto deles, Demétrio não passa de um anão de fundo de quintal.

O craque Weber Magalhães

Dirigentes esportivos também trabalham fora dos gramados pelo sucesso do futebol brasileiro. Um forte e marcante exemplo é Weber Magalhães. Um cidadão nascido com o dom de servir à coletividade. Weber tem a vocação para somar, trabalha sempre visando a união de esforços. Weber repudia o timeco dos mesquinhos, parasitas e eternos pessimistas. Quer distância deles. Weber foi o chefe da delegação brasileira que ganhou o título mundial em 2002. Weber é pé-quente, estimado entre os jogadores, respeitado pelos presidentes das federações. Weber faz amigos por onde passa. Na qualidade de vice-presidente da CBF para o Centro-Oeste, Weber tem representado o presidente da entidade, José Maria Marin, em diversos solenidades esportivas. Foi assim em 3 Corações, homenagem ao eterno craque, o maior de todos eles, Pelé, nas inaugurações dos novos e belos estádios do Grêmio e do Atlético Mineiro, e no ministério da Previdência Social, na solenidade em que o governo federal destinou a primeira parcela em dinheiro, como prêmio, aos campeões mundiais.




quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O que acontece por aí...


Vitória em dose quádrupla

Com o apoio incondicional do Senador Gim Argello (PTB/DF), o Plenário do Senado Federal aprovou, na noite desta terça-feira (18), os Planos de Carreira da Câmara dos Deputados (PL 2167/2011) e do Tribunal de Contas da União (1863/2011), os quais seguem para a sanção presidencial. Na mesma sessão, o Senado também aprovou o reajuste de 15,8% para os servidores da Casa. Hoje, em sessão extraordinária, a Câmara apreciará o PLS 326/2012. Mais uma grande vitória para os servidores do Senado Federal foi a aprovação do substitutivo de consenso construído pelo Sindilegis e Associações representativas ao PRS 59/2010, do Senador Jayme Campos (DEM/MT), relatado pelo Senador Gim Argello, que regulamenta a Gratificação de Desempenho (GD) para os servidores da Casa. Todos os servidores do Congresso Nacional e do TCU estão de parabéns pelas grandes vitórias. 2012 encerra-se com chave de ouro!

Marin é idoso competente

Caro Renato Prado, lamentável que você se despeça de 2012 tripudiando nos idosos. Breve você também se tornará um deles. Se já não for. Não vejo problema algum. O que importa é manter a mente arejada e as idéias e convicções firmes. . Marin é idoso, Felipão e Parreira também são. Qual o problema? Eu já entrei neste time faz tempo e não me queixo. Ninguém pode parar o tempo. Só se amarrá-lo no poste, ensina o sábio Manoel de Barros. Marin sempre trabalhou incansavelmente pelo futebol. É do ramo. Marin não se abate com criticas. Mesmo as injustas e descabidas. Nada fará o presidente da CBF mudar de foco: continuar trabalhando pelo sucesso da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. Abraços para vocẽ, com sabores de saúde e sucesso também no ano novo. Vicente Limongi Netto, jornalista, teu leitor e amigo de Marin há 40 anos.

Defendo o ministro Marco Aurélio de Mello


Sem querer polemizar ou desmentir alguém, mesmo porque não vi o tal episódio, custo a crer, todavia, que o ministro Marco Aurélio de Mello tenha deixado o plenário porque o ministro Joaquim Barbosa estava elogiando os servidores da Suprema Corte. Acredito, sim, nesta linha, que Marco Aurélio de Mello precisou se ausentar do plenário, exatamente no momento dos elogios do ministro-presidente, mas, seguramente, por outro motivo qualquer, jamais porque não estava gostando dos comentários de Barbosa dirigidos aos funcionários. Francamente, não acredito. Marco Aurélio pode ser contundente quando preciso, mas não é grosseiro com ninguém.

Vanessa tem que aprender a perder

A senadora que perdeu no voto, sem tungagem, no desespero, pede a cassação do prefeito eleito, Arthur Virgilio. Seria cômico se não fosse trágico, cretino e melancólico. A senadora precisa aprender a perder e, sobretudo, a respeitar as urnas e o desejo do eleitor, que votou e elegeu, categoricamente, Arthur Neto. Em Brasília, nas esferas do judiciário e da política o assunto seguramente não será levado a sério.

ZFM: Estímulos ajudam e indústria projeta alta no fim do ano

Por Tainara Machado/ Valor Econômico

Apesar dos sinais incertos em relação ao desempenho da produção industrial em novembro, empresários e líderes de associações industriais dos segmentos de bens de consumo ouvidos pelo Valor relatam um dezembro com boas vendas e produção em alta. O desempenho será insuficiente para reverter expectativas frustradas ao longo do ano, mas aumentou o otimismo com o começo de 2013. O otimismo das indústrias de bens de consumo - no qual setores importantes foram beneficiados com incentivos fiscais, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ou a desoneração da folha de salários - contrasta com a incerteza que ainda ronda outros setores, como os fabricantes da Zona Franca de Manaus e os produtores de máquinas e equipamentos. No meio do caminho estão segmentos intermediários, como a indústria química e a siderúrgica, cujo segundo semestre foi melhor que o primeiro, mas o ritmo ainda é considerado fraco. Na média, dezembro foi moderado e com ritmo setorial distinto, como todo o resto de 2012. Brinquedos, eletrodomésticos, calçados, têxteis e vestuário estão entre os setores que venderam mais em dezembro ou já receberam encomendas mais firmes para os primeiros meses do próximo ano. A fabricante de brinquedos Estrela estima vendas 15% maiores neste Natal (percentual superior ao incremento alcançado em 2011), a Whirlpool relata melhora nas vendas dos últimos dois meses inclusive para produtos não atingidos pelo IPI menor, enquanto para a calçados Piccadilly as encomendas para o começo de 2013 estão maiores que em igual período do ano passado. A têxtil Döhler, depois de vender mais no último trimestre, monitora o varejo para "imaginar" como virão os pedidos de reposição de estoques.
Ainda assim, os primeiros indicadores coincidentes de atividade em novembro apontam para perda de fôlego da indústria em novembro, após a alta de 0,9% em outubro. A produção de automóveis recuou 2,5% em novembro ante outubro, de acordo com a Anfavea (entidade que reúne as montadoras), enquanto as vendas de papelão ondulado caíram 0,5% na mesma comparação, segundo dados da Associação Brasileira do Papel Ondulado (ABPO), sempre com ajuste sazonal da LCA Consultores. Esses são indícios preliminares de que a queda da produção industrial no mês pode ser de até 1%, bastante influenciada pela indústria automotiva e pelo segmento de bens de capital, segundo Rodrigo Nishida, economista da consultoria. "A indústria continua a se recuperar de forma lenta e irregular, mas o acumulado desses movimentos ainda é positivo", afirma. Em dezembro, por exemplo, a média diária de emplacamentos de veículos sinaliza alta do setor. A redução de IPI para alguns itens da linha branca, por exemplo, fez com que o ano fosse de crescimento forte para o setor, segundo Armando Valle, vice-presidente de relações institucionais e sustentabilidade da Whirlpool. A expectativa, segundo Valle, é de crescimento de 15% a 20% das vendas de máquinas de lavar, refrigeradores e fogões, ante expansão de 5% a 7% no ano passado. "Não observamos esfriamento ao longo de 2012, pelo contrário, a redução de IPI deixou o setor em um paraíso."
Mesmo considerando outras linhas de produtos, como micro-ondas e ar-condicionado, a expectativa é de crescimento de 10% no ano. No caso dos itens em que não há desoneração de IPI, foi possível sentir retomada das encomendas em outubro e novembro, após um primeiro semestre fraco, segundo Valle. Com base nas encomendas já recebidas, a fabricante de brinquedos Estrela estima que as vendas no Natal deste ano vão crescer cerca de 15% em relação a 2011. No ano passado, o avanço em relação a 2010 foi de 10%. A perspectiva do diretor de marketing da empresa, Aires Leal Fernandes, é de que o ritmo de crescimento no fim do ano também seja mais forte do que o observado no Dia das Crianças, quando as vendas ao varejo da empresa aumentaram cerca de 10% em relação ao ano anterior. Para o diretor, a desvalorização do real ajudou no desempenho mais positivo esperado para os meses finais de 2012, já que este é um setor em que há forte concorrência de importados. Na Zona Franca de Manaus, as expectativas são mais cautelosas. De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Wilson Périco, o segmento eletroeletrônico (televisores e aparelhos celulares, principalmente) teve produção mais forte em outubro e novembro, o que permitiu normalização dos estoques no período. Ainda assim, a retomada será insuficiente para que o segmento alcance a expectativa de crescimento de 14% em 2012. O ramo hoje trabalha com projeção de crescimento de 10% em relação a 2011. "Em contrapartida, o segmento de duas rodas tem queda muito significativa da atividade neste ano, de cerca de 20% em relação ao ano passado, por causa das condições mais restritivas na concessão de crédito", afirma Périco.
Na indústria química, o consumo aparente (produção nacional somadas às importações, líquidas das exportações) mostra certa estabilidade nos últimos dois meses, segundo Fátima Ferreira, diretora de economia da Abiquim, que reúne empresas do setor. Apagões no Nordeste em outubro e no Sudeste no mês passado prejudicaram o desempenho do segmento, mas Fátima nota que as encomendas também não estão ocorrendo em maior volume do que em 2011. "O que observamos é que embora o consumo tenha permanecido o mesmo, o importado deu lugar à produção nacional, por causa do câmbio e, mais recentemente, elevação da alíquota de importação de alguns produtos." O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, afirma que após um primeiro semestre bastante fraco, a segunda metade do ano foi de vendas melhores para o setor, acompanhando o aumento da demanda da cadeia automotiva. Em novembro, diz, houve crescimento em relação a igual período do ano passado. Ainda assim, a distribuição de aço deve crescer apenas 2% neste ano, frustrando a projeção inicial de avanço de 6%. José Velloso, vice-presidente da Abimaq, entidade que reúne os fabricantes de máquinas e equipamentos, afirma que tanto a carteira de pedidos quanto o nível de utilização da capacidade instalada ainda não permitem maior otimismo do setor. Para Velloso, o segmento de bens de capital atingiu o fundo do poço, mas isso não significa dizer que há retomada em cursos. Para ele, o quarto trimestre de 2012 ainda deve ser de investimento negativo - a sexta retração consecutiva nessa base de comparação, se confirmada. Crescimento mais intenso só é esperado a partir de abril do ano que vem. Velloso afirma que medidas como a redução de juros do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) de 5,5% para 2,5%, anunciada em agosto, só começaram a se refletir nas consultas ao BNDES recentemente. "O número de aprovações foi mais forte em outubro, mas ainda não refletiu no nosso faturamento", explica.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Prefeito eleito de Manaus Arthur Neto está na lista dos 100 mais influentes do país de 2012


O prefeito eleito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB) está na lista das 100 personalidades mais influentes do País em 2012, de acordo com reportagem da revista Época, desta semana. Dividida nas categorias líderes, heróis, construtores e artistas, a lista - que é divulgada pela revista desde 2007 - inclui os que, na avaliação de seus jornalistas, mais se destacaram em suas áreas. Arthur figura na lista de líderes, junto com personalidades como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, a presidente Dilma Rousseff e os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e José Sarney. É a primeira vez que Arthur aparece na lista dos 100 mais influentes, apesar de estar há dois anos sem mandato político. O texto da revista justificando a inclusão de Arthur nessa lista é assinado pelo senador José Agripino. "Entre 2003 e 2010 convivi diariamente com Arthur Virgílio no Congresso Nacional. Ele, líder do PSDB; eu, dos Democratas. Enfrentamos juntos muitas situações difíceis. E é na adversidade que conhecemos bem as pessoas. Por isso, posso dizer com convicção que Arthur Virgílio tem predicado como capacidade de liderança e espírito público. Arthur não convive com a improbidade. Considera a conduta ética um valor democrático. Fui testemunha de sua experiência e capacidade política. Sabe se conduzir e situações favoráveis e desfavoráveis", declarou. Agripino disse ainda "depois de perder uma eleição para o Senado, em 2010, venceu neste ano a eleição para a prefeitura de Manaus, com larga margem de votos. Está consciente de que a legitimação de uma vitória não é o resultado das urnas, mas o desempenho do mandato. Arthur Virgílio usará todas as usas características positivas, toda a sua experiência política para alcançar o sucesso administrativo como prefeito de Manaus. Energia para essa tarefa ele tem de sobra", finalizou.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Lula e Dilma vão lucrar com o Timão


Fiquem certos que Lula, e de quebra, Dilma, ainda vão aproveitar bastante bons momentos de alegrias e glórias com a magnífica conquista do Corinthians no Japão. Sobretudo Lula, que plantou e agora colhe o fato de ser desportista e torcedor do timão bem antes de nascer. Paciência. é da vida. Faz parte do jogo, que Lula, com maestria, vai usar e ostentar como jogaço político-eleitoral. São fatos. Não brigo com eles.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Estados Unidos são fábricas de maníacos


Quem age assim já nasce ruim. Com o passar do tempo tornar-se maníaco. Tem mania de perseguição, ninguém presta em sua volta. Começa,então, a se achar salvador da humanidade. Geralmente são pessoas inteligentes e com amores rejeitados. O mais desalentador é saber que nos Estados Unidos qualquer um pode comprar armas de fogo. Basta chegar no balcão da loja e apresentar identidade. No país mais poderoso do mundo o bandido, o inimigo, o assassino em potencial está perto, do lado. é amigo dos seus filhos ou mora na sua própria casa. A única vantagem nesses episódios dolorosos que assustam o mundo, é saber que nos Estados Unidos tem pena de morte. Punição exemplar para monstros como este da cidade norte-americana de Newton.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Logístico Manta-Manaus


A Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) planeja realizar uma missão institucional ao Equador, no primeiro trimestre de 2013, para estreitar as relações comerciais com o país e discutir a viabilidade de utilização do corredor logístico multimodal Manta/Manaus. A informação é do superintendente Thomaz Nogueira, que recebeu, nesta semana, o diretor de Comércio Exterior do Equador, Juan Pablo Peñaherrera, representantes do escritório comercial do Equador no Brasil e empresários equatorianos da área metalúrgica. Durante a reunião, na sede da SUFRAMA, a comitiva equatoriana apresentou o projeto do corredor, que começa em Manta, no Equador e, passando pela Colômbia, chega ao Brasil, via Tabatinga. “Queremos exportar mais para o Brasil e este corredor poderá trazer ganhos logísticos para o Polo Industrial de Manaus”, afirmou o diretor comercial do Equador no Brasil, Daniel Carofilis. Manta é o porto da América Latina mais próximo da Ásia. O projeto do corredor funciona da seguinte forma: a mercadoria é transportada por balsa da Ásia até Manta, depois via rodoviária até Providência (ainda no Equador), seguindo novamente em balsas até Letícia, na Colômbia, de onde parte para o Amazonas via Tabatinga. De acordo com Carofilis, o governo equatoriano vai investir US$ 130 milhões no porto de Manta para ampliar a capacidade de recebimento de carga, tanto na infraestrutura quanto na alfândega, que atualmente é de apenas mil contêineres/mês. O projeto total de ampliação do porto está orçado em aproximadamente US$ 500 milhões.“Gostaríamos que a SUFRAMA, junto da Transportes Bertolini, que é referência em logística na região, liderassem uma missão ao Equador, para discutirmos alternativas para estreitar a relação comercial dos países por meio desta rota”, afirmou Peñaherrera. Segundo levantamento do projeto equatoriano, a rota da Ásia à Manaus pelo Canal do Panamá - que é utilizada atualmente - dura de 41 a 60 dias, ao custo de US$ 5,7 mil dólares por contêiner, enquanto a rota via Manta tem duração de 31 a 35 dias, ao custo de US$ 5,06 mil dólares por contêiner. O superintendente da SUFRAMA informou que a autarquia já estava planejando uma visita ao Equador no primeiro trimestre de 2013 e colocou equipe técnica à disposição para afinar os detalhes para viabilizar a missão. “De antemão, já informo que temos a intenção de comprar. Acredito que podemos articular esta missão junto à Federação das Indústrias (FIEAM) e Associação Comercial (ACA) para estabelecermos nossas possibilidades comerciais, que têm tudo para gerar bons resultados para os dois países”, observou Nogueira.

Furo do blog. Atenção!

Como já noticiado por essa coluna anteriormente, a Presidente Dilma Rouseff há tempos vem descontente com as operações no Porto de Santos – São Paulo, administrado pela CODESP. Considerando as últimas denúncias que envolvem o Porto de Santos, a Presidente declarou não admitir mais nenhum tipo de influência de empresas privadas nos órgãos públicos nem ingerências de ordem política. Acaba de chegar à Presidência grave e específica denúncia sobre os interesses de empresas particulares na CODESP, afirmando contar em sua Diretoria, no cargo de diretor jurídico, um representante da GLENCOR, que é uma das grandes operadoras do Porto. No próximo capitulo, estaremos revelando segredos da caixa-preta que envolve rolagem de milionárias dívidas de alguns operadores envolvidos na operação Porto Seguro.

Trajetória de Agaciel

Agaciel Maia foi eleito vice-presidente da Câmara Distrital. A trajetória política do jovem deputado calouro começa a despontar e a crescer. Devagar. Por etapas. Subindo um degrau de cada vez. Para desapontamento dos asnos, parasitas, levianos, fracassados e analistas de meia pataca.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sarney: uma história de transparência

Por Said Barbosa Dib*


O senador José Sarney (PMDB-AP) reassumiu a Presidência da República depois de 22 anos. Discreto, tranqüilo e sem as ilusões dos neófitos, cumpre sua missão constitucional, como presidente do Senado, diante da ausência, em território nacional, da presidente, do vice-presidente e do presidente da Câmara. Fica até sábado. Mas o interessante é a repercussão nas mídias. Repórteres, colunistas, blogueiros e coisas afins, todos muito imaginativos, logo abraçaram as especulações sobre o que ele faria no período, de como se comportaria ou de como se sentia ocupando posição em que já ocupara no passado. Perguntas tolas foram dirigidas a ele sobre o assunto, sempre respondidas com a maior paciência e bom humor. Teve texto tão surrealista e hilário na especulação que se poderia pensar que Sarney poderia fazer uma verdadeira revolução nos três dias de ausência de Dilma. Alguns até brincaram com o fato de um cartomante mineiro - ou coisa parecida – ter previsto sua segunda passagem pela Presidência. Poucos aproveitaram o fato para fazer jornalismo de verdade, relembrando os aspectos positivos e negativos do governo Sarney ou sua importância para a transição democrática e a modernização da máquina pública. Um assunto bom seria a transparência, tema preferido da imprensa para tentar estigmatizar Sarney nos últimos anos. Poderiam mostrar que foi na Presidência de Sarney (1985-1990) que se criou o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), que acabou com a “conta movimento” do Banco do Brasil e instituiu a Comissão de Defesa dos Direitos do Cidadão, apelidada pela imprensa de Ouvidoria, para apurar denúncias contra o próprio governo. Quem se lembra do que era a conta movimento do Banco do Brasil? Era o instrumento mais poderoso e desagregador da política brasileira no Regime Militar. O Banco do Brasil tinha uma carteira que administrava recursos resultantes de emissões de papel-moeda e que se destinava a socorrer empresas de amigos do governo, inclusive da grande mídia. Era a “maquininha ´mágica` de fazer dinheiro, um dos fatores mais importantes que pesava sobre a inflação e que tornavam privados os recursos que deveriam ser públicos" (palavras de Sarney). Pois foi Sarney o primeiro presidente que teve coragem de acabar com esta aberração. Não existe, na História da República, gesto maior de moralização e transparência de recursos públicos do que este. Todo mundo que chegava à Presidência deixava a monstruosidade orçamentária continuar porque era altamente útil ao aliciamento político.  Mais até do que o AI5.  E isso nunca deu manchete de jornal. Jornalistas e colunistas manjados, associados aos grandes conglomerados do Sudeste, de quando em vez, procuram estigmatizar Sarney como símbolo do que seria “pouco transparente”. Fazem isso por pura vingança corporativa. Sabem que, quando colocam em questão os detalhes dos gastos do Senado, por exemplo, se utilizam ou do portal “Contas Abertas” para suas acusações, ou consultam diretamente os dados do próprio SIAFI – Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal. Criado por quem? Por Sarney. A contradição é: como podem considerar Sarney “pouco transparente” se os mecanismos de consulta do Orçamento só existem justamente por causa de decisões políticas corajosas de Sarney quando foi presidente da República? Por outro lado, Sarney aplicaria no Legislativo a revolução que havia iniciado na Presidência da República. A Casa da Federação, desde o final dos anos 70, era a de menor prestígio do Congresso Nacional. Durante a Ditadura Militar, a presença dos senadores biônicos desprestigiou a instituição. Mas o cenário mudou durante a década de 90, justamente por causa da decisão de Sarney de criar, com a ajuda do competente jornalista Fernando César Mesquita, a TV Senado, que passaria a ser referência para todas as demais TVs públicas que viriam. Com ela, a transmissão ao vivo das sessões plenárias e das reuniões das comissões abriu ao país uma realidade conhecida por poucos. No início, eram somente quinze horas no ar, transmitidas apenas para Brasília. Em maio de 1996, o sinal da TV Senado já estava em todo o Brasil pelo sistema de satélite digital. Antes de completar um ano, já transmitia sua programação durante vinte e quatro horas, inclusive nos finais de semana. Com a explosão de CPIs, os índices de audiência aumentaram e chegaram a superar o desempenho de diversas TVs comerciais. Chefe da Secretaria de Comunicação da época, o jornalista Fernando César Mesquita lembra: “divulgava-se menos de 1% dos fatos produzidos pelos senadores, quando não se omitia ou distorcia os fatos. Agora, eles seriam acompanhados passo a passo no Senado”. Alguns maus jornalistas especialistas na cobertura da Casa foram os que mais chiaram, pois perderam o monopólio na “tradução” do que ocorria. Quer dizer, perderam o poder de manipular opiniões. O povo começou a ver que os comentários dos colunistas e repórteres não eram bem verdades absolutas. Aquela realidade acusada pelo excelente Bob Fernandes, de que "cerca de 12 jornalistas conduzem a opinião pública a respeito da política nacional", começou a ruir. É verdade que alguns jornalistas ainda acreditam nisso e confundem o inquestionável poder da mídia com o seu poder individual, mascarando o que deveria ser opinião pública com a opinião publicada. É verdade, também, que colunistas medíocres, - mas influentes -, continuarão recebendo seus jabás. Mas é fato que a transparência da própria instituição evoluiu muito. E evoluiu justamente por causa daquele que sempre sofreu os maiores e mais vis ataques: José Sarney. Não perdoam o que ele fez pela transparência desde que entrou na política. Pois, mesmo antes de ser presidente, teve a mesma postura como governador, deputado e senador pelo Maranhão. Depois da Presidência, ainda se manteve politicamente decisivo na vida política nacional, como senador do Amapá por três mandatos consecutivos, presidente do Senado Federal por quatro vezes. São mais de 55 anos de vida pública sem uma mancha sequer, em cargos sempre eletivos, que deveria ser mais apreciada como modelo para as novas gerações.

* Said Barbosa Dib, historiador, analista político e assessor, com muito orgulho, do presidente Sarney

Sarney na Presidência da República


Você Sabia?

Que foi Sarney quem criou, em 1985, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), primeiro órgão do Estado nacional brasileiro a tratar especificamente dos direitos das mulheres?


No âmbito federal, o novo governo civil de José Sarney (PMDB, 1985-1989) criou, em 1985, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), primeiro órgão do Estado brasileiro a tratar especificamente dos direitos das mulheres. A exemplo dos conselhos estaduais, o CNDM era uma instância de participação, cabendo-lhe formular propostas de políticas para as mulheres. É importante notar que o CNDM não tinha poderes para executar e monitorar políticas públicas. No período da transição democrática, teve um papel importante no processo de elaboração da Constituição Federal (CF) de 1988, contribuindo para a inclusão de 80% das demandas feministas no texto constitucional (Alvarez, 1990; Teles, 1993; Macaulay, 2006; Padjiarjian, 2006). Durante o governo de Fernando Collor de Melo (1990-1992), o CNDM foi desarticulado politicamente e deixou de ter qualquer relação com os movimentos de mulheres. Nos sucessivos governos, o CNDM retomou o seu papel de articulação entre o Estado e a sociedade, mas nunca recuperou o seu vigor político inicial (Macaulay, 2006).




Seguro Desemprego
 
 

Sarney criou o Seguro Desemprego em 1986.  Inspirado no modelo europeu, o benefício garante uma renda mínima temporária para que o trabalhador desempregado possa manter-se enquanto procura um novo emprego. Quase cem milhões trabalhadores já utilizaram esse seguro.

SUS

Universalização do Direito à Saúde é uma das conquistas do governo Sarney! Até então, apenas os trabalhadores que contribuíam para a Previdência Social tinham direito a atendimento na rede de saúde. Quem não contribuía com a Previdência era atendido em hospitais filantrópicos. Foi daí que surgiu o SUS!

Casa própria

Nenhum trabalhador brasileiro pode ter sua casa própria penhorada por dívida. Poucos dias antes de deixar a presidência da República, José Sarney editou uma medida provisória, que impediu a penhora, por dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, do imóvel familiar.

Vale Transporte

Vale Transporte foi criado pelo presidente Sarney em 16 de dezembro de 1985. O benefício social melhorou a vida de milhões de trabalhadores garantindo o direito básico do trabalhador se locomover até seu local de trabalho, sem que sua renda seja comprometida. Hoje, mais de 40 milhões de pessoas são beneficiadas pela lei.

CUBA

Durante a ditadura militar o governo brasileiro cortou relações diplomáticas com Cuba.  Em 1986, com a redemocratização, José Sarney reatou o relacionamento diplomático com o país. Três anos depois, Sarney propôs o retorno de Cuba a Organização dos Estados Americanos.

Secretaria do Tesouro Nacional

O presidente Sarney promoveu o reordenamento do  sistema financeiro brasileiro.  Em 1987, Sarney criou   a STN  que  absorveu as funções de execução orçamentária, até então a cargo de um departamento do Banco do Brasil. Na mesma época, promoveu-se a unificação dos orçamentos que passam a ser inteiramente submetidos à aprovação do Congresso Nacional.O Legislativo também passou a ter poderes de decidir sobre a dívida pública. Foram extintos o orçamento monetário e todas as formas de arranjos paralelos.

SIAFI

A pedido de José  Sarney, a Secretaria do Tesouro Nacional definiu e desenvolveu, em conjunto com o SERPRO, o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI. O sistema foi implantado em janeiro de 1987, para suprir o Governo Federal de um instrumento moderno e eficaz no controle e acompanhamento dos gastos públicos. Hoje é possível ter acesso a todas as despesas do poder público  graças ao SIAFI.

Lei Sarney de Incentivo a Cultura

A primeira legislação federal de incentivo fiscal à produção cultural foi criada pelo presidente Sarney em 1986. A Lei Sarney de Incentivo a Cultura estabelecia uma relação entre poder público e setor privado, onde o governo abria mão de parte dos impostos devidos para que empresas pudessem investir na cultura.  Mais tarde, a lei Sarney foi substituída pela Lei Rouanet, que  foi relatada no Congresso por José Sarney.

IBAMA 

José Sarney foi o primeiro político a tratar o tema meio ambiente no Congresso Nacional. Em 1989, na presidência da República,  Sarney criou o IBAMA, órgão que reuniu várias secretarias e ficou responsável pela articulação, coordenação, execução e controle da política ambiental.

Desemprego do Governo Sarney

A menor taxa de desemprego da historia brasileira foi registrada no governo Sarney. Foi em 1986, logo após o lançamento doPlano Cruzado, quando o avanço do consumo trouxe uma notícia inesperada na época. O nível de desemprego  chegou a 2,16% durante o plano. Nunca mais na história, o país voltou a ter um índice tão baixo de desemprego.

Partidos Políticos

21 anos depois da ditadura, o presidente José Sarney tirou todas as organizações políticas da clandestinidade ao legalizar no Brasil todos os partidos políticos perseguidos durante o regime militar, inclusive o Partido Comunista.

URSS

Sarney foi o primeiro presidente brasileiro a visitar a antiga URSS. O encontro com Mikhail Gorbatchev iniciou o processo de abertura política com a Perestroika. Na política externa, Sarney pautou-se de uma forma inovadora, abrindo parcerias e buscando novos mercados para o Brasil.

Distribuição de Medicamentos Anti HIV

Em 1996, o Congresso aprovou a lei de iniciativa do senador José Sarney, que garante o acesso de milhares de brasileiros  portadores do vírus HIV, aos medicamentos necessários ao combate e controle da doença. Graças a distribuição gratuita do coquetel anti HIV, hoje o programa brasileiro é considerado modelo em todo o mundo.

Censura

A censura foi criada durante o regime militar. Era um instrumento de repressão e patrulha contra artistas, a imprensa, manifestações culturais, entre outros. A Censura, que era vinculada ao Ministério da Justiça, foi extinta pelo presidente Sarney durante a transição democrática. Com a promulgação da Constituinte Cidadã foi assegurada a livre manifestação do pensamento.

Cotas

José Sarney foi o primeiro parlamentar brasileiro a apresentar no Congresso uma política de cotas para  negros no país. O projeto, apresentado em 1999, previa cotas raciais no acesso à cargos e empregos públicos, à educação superior e ao financiamento estudantil. Aprovado pelo Senado em 2002, o texto (PLS 650/99) apresentado por Sarney foi enviado à Câmara dos Deputados, que acabou por arquivá-lo.

Ministério da Cultura

A criação do Ministério da Cultura  ocorreu no primeiro mês do governo Sarney, em março de 1985. A criação fazia parte do processo de valorização da cultura brasileira, empreendido por Sarney. Antes, o Ministério da Educação e da Cultura (MEC) reunia os dois setores considerados afins.

Zonas de Processamento de Exportação – ZPES

A idéia de implantar as Zonas de Processamento de Exportação chegou ao Brasil por iniciativa do presidente José Sarney. Em 1988, após uma visita a China, Sarney conheceu o modelo e resolveu implantá-lo no país. As ZPEs são distritos industriais, cujas empresas são beneficiadas com a suspensão de impostos para exportar uma parcela substancial de sua produção.


Atuação na Presidência do Senado

Sistema de comunicação do Senado

A organização de todo o sistema de comunicação do Senado começou a ser construída no primeiro mandato de José Sarney como presidente do Senado. Foram criados o Jornal do Senado,  a Rádio  e a TV Senado, além do Alô Senado que atende o cidadão por meio de um call Center ou pela internet. É mais informação para deixar o Legislativo cada vez mais transparente.

Processo Legislativo Eletrônico

O processo legislativo eletrônico foi implantado na gestão do presidente Sarney e  facilitou a tramitação de todas as iniciativas legislativas dos senadores do país, além de desburocratizar os procedimentos, a medida trouxe racionalização nos gastos com papel pela Casa.

Códigos

Sarney criou comissões de juristas para reformar os Códigos Civil, Penal, de Processo Civil e de Defesa do Consumidor.  No caso do Código de Processo Civil, por exemplo, a matéria está na Câmara dos Deputados, aguardando votação. A iniciativa tem como objetivo dar ao Brasil uma legislação atualizada.

Programa Nacional do Leite

José Sarney criou no primeiro ano da Nova República, o Programa Nacional do Leite. O programa  foi reconhecido internacionalmente e apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a iniciativa mais importante do mundo, naquela época, na área de assistência governamental.  No final do governo Sarney, em 1990, 8 milhões de litros de leite eram distribuídos diariamente às crianças carentes.

Portal da Transparência

Durante o terceiro mandato como presidente do Senado, José Sarney tomou várias providências para modernizar o Senado. Investiu-se na transparência.  No site do Senado foi criado o Portal da Transparência, que publica a relação de todos os servidores efetivos e comissionados da Casa. Contratos, licitações, despesas, tudo passou a ser publicado na página do Senado.



Outras informações

Longevidade

José Sarney tem 57 anos de vida pública, e na história do Brasil é o político mais longevo. Foi deputado, governador e senador pelo Maranhão, presidente da República, e senador pelo Amapá.

Homenagens

Sarney foi agraciado com o título de Doutor honoris causa por grandes universidades estrangeiras? Entre elas estão a Universidade de Pequim, a Universidade de Moscou e a Universidade de Coimbra.

Títulos

José Sarney recebeu o título de Grã-Cruz da Ordem Nacional da Legião de Honra, a condecoração máxima da nação francesa. Sarney também foi agraciado com condecorações importantes de pelo menos outros seis países.

Saraminda

O romance Saraminda, escrito por José Sarney e lançado em 2000, foi traduzido para cinco idiomas, entre eles o húngaro, o coreano e o romeno. Além disso, o livro foi publicado também na França, na mais importante coleção de livros de bolso do mundo, a Folio, da editora Gallimard.

Traduções

As obras literárias de José Sarney já foram traduzidas para 13 idiomas diferentes: o romeno, o chinês, o húngaro, o russo, o árabe, o inglês, o francês, o espanhol, o grego, o alemão, o italiano, o búlgaro e o coreano. Os textos também já foram publicados em 16 países estrangeiros.

Romances

Os romances O Dono do Mar e Saraminda, de José Sarney, foram traduzidos para o espanhol e editados pela editora Fondo de Cultura Econômica, do México. As duas obras estiveram na lista de “bestsellers” daquele país durante várias semanas.

Decano

O escritor José Sarney foi eleito em 17 de julho de 1980 para suceder ao escritor José Américo de Almeida na Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira 38, que tem como  patrono o poeta Tobias Barreto. É o decano –membro eleito há mais tempo- da ABL.

Vida de escritor
Ao lado de sua vida política, José Sarney desenvolveu extensa e bem sucedida carreira literária. Autor de contos, crônicas, ensaios, poesias e romances, José Sarney contabiliza dezenas de obras publicadas, em variados gêneros literários.

Jornalista

O início da carreira como jornalista foi o primeiro passo para José Sarney encontrar a vocação de escritor. Sarney ganhou um concurso de redação e passou a trabalhar no jornal O Imparcial. De repórter policial, Sarney passou a cuidar do suplemento literário do jornal. O escritor foi também redator dos jornais: O Imparcial, Combate, Jornal do  Dia, Jornal do Povo e O Estado do Maranhão, e colaborador do Jornal do Brasil, O Globo e Folha de S. Paulo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Artistas defendem proposta da CPI do Ecad


Músicos, compositores, produtores culturais e outros artistas estiveram ontem no Senado para pedir a votação pelo Plenário, em regime de urgência, do parecer da CPI que investigou o trabalho do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). Segundo Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que presidiu a CPI, o parecer propõe o PLS 129/12, que cria uma instância de fiscalização e democratiza o modelo de direito autoral existente no Brasil. Sem a votação do parecer em regime de urgência, o projeto terá que ser examinado por comissões temáticas antes de chegar ao Plenário e dificilmente poderá ser aprovado ainda este ano. No Senado, artistas como Ivan Lins, Tim Rescala, José Bechara, Frejat e a presidente do Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro, Deborah Cheyne, foram saudados pelo presidente da Casa, José Sarney, e demais senadores. Sarney disse que o Senado “é muito sensível à causa da cultura”. A senadora Ana Rita (PT-ES) defendeu a urgência para a proposta, dizendo que essa é uma reivindicação dos artistas e de todos que atuam na área da cultura.

Jornal do Senado

Programa “Histórias Contadas” entrevista Bernardo Cabral


Aos 80 anos, o relator-geral da Constituição de 1988, Bernardo Cabral, relata fatos que considera relevantes na sua trajetória política. Ele foi senador e deputado, presidente da OAB e ministro da Justiça; teve mandato cassado pelo regime militar e não deixou de defender os direitos humanos e políticos. Amazonense, foi um precursor na defesa da preservação da água. Confiram.

Veja também:

Comissão de Educação do Senado aprova projeto do Ato Médico



O substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei do Senado (PLS)268/02, que regulamenta o exercício da medicina e estabelece quais são as atividades privativas dos médicos, obteve nesta quarta-feira (12) parecer favorável da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). O texto será ainda submetido à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para, em seguida, chegar finalmente ao Plenário. A aprovação ocorreu por unanimidade, após a realização de uma audiência pública conjunta sobre o tema, promovida pela CE e pela CAS, quando foram ouvidos representantes dos Ministérios da Saúde e da Educação e do Conselho Nacional de Educação. Antes da votação, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) sugeriu a formação de uma mesa de negociação, para buscar um consenso entre médicos e outros profissionais de saúde, que temem ver suas atividades cerceadas pelas normas contidas no projeto. A senadora Ana Amélia (PP-RS), que presidia a reunião, lembrou que o texto voltará a ser debatido na CAS, antes da decisão final do Plenário. As principais divergências em torno do texto referem-se ao artigo quarto, onde estão definidas as atribuições exclusivas dos médicos. Mas o projeto foi submetido à CE, antes de seguir para a CAS, por tratar do tema da formação profissional. Segundo o substitutivo, são privativos dos médicos o ensino de disciplinas especificamente médicas e a coordenação dos cursos de graduação em medicina, dos programas de residência médica e dos cursos de pós-graduação específicos para médicos. O relator da matéria na CE, senador Cássio Cunha (PSDB-PB), optou por manter o texto já aprovado anteriormente pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Em sua opinião, a redação acatada pela CCJ é a que “melhor atende às demandas das outras categorias profissionais interessadas no projeto de regulamentação da medicina”. Os 14 itens do artigo quarto do texto aprovado definem quais são as atividades privativas dos médicos. Entre elas, a formulação de diagnóstico nosológico e a respectiva prescrição terapêutica; a indicação e execução de intervenção cirúrgica e prescrição de cuidados médicos pré e pós-operatórios; a indicação da execução e execução de procedimentos invasivos; e a execução de sedução profunda, bloqueios anestésicos e anestesia geral.


Audiência

A última audiência sobre o projeto antes da votação ocorreu em uma reunião conjunta da CE e da CAS, encerrada minutos antes da realização da reunião da CE durante a qual a matéria foi colocada em votação. Durante a audiência, a coordenadora geral do Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde, do Ministério da Saúde, Miraci Mendes, elogiou o substitutivo em debate, mas observou que ainda existiam resistências a alguns pontos da proposta por parte de conselhos profissionais ligados à área da saúde. Para ela, “seria fundamental continuar o diálogo”, a fim de se alcançar um acordo entre todos os profissionais da área de saúde. O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Amaro Henrique Lins, considerou importante a aprovação de um projeto que defina as atribuições dos médicos, mas lembrou que cabe ao profissional médico “trabalhar de forma harmoniosa em equipe”. Por sua vez, o representante do Conselho Nacional de Educação, Luis Roberto Liza Curi, ressaltou a necessidade de flexibilização da formação dos profissionais de saúde, levando em conta a interdisciplinaridade. Durante o debate, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que a disputa entre os diversos profissionais da área de saúde em torno do projeto era a “prova mais cabal da crise da saúde brasileira”. Vanessa Grazziotin pediu que se ampliasse o diálogo a respeito do tema, uma vez que as divergências limitavam-se a poucos pontos, como o dispositivo que considera o diagnóstico nosológico atribuição dos médicos. O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) recordou que o tema vem sendo debatido há mais de 10 anos no Congresso Nacional.  Da mesma forma, o senador Paulo Davim (PV-RN) considerou falsa a ideia de que existiria uma “guerra santa” entre os diversos profissionais de saúde. O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) pediu aos críticos da proposta para que apontassem, com objetividade, onde estaria no projeto o impedimento do exercício de outras profissões. Por sua vez, o senador João Capiberibe (PSB-AP) lembrou que existem 365 municípios no país onde não há nenhum médico. As equipes de profissionais de saúde desses municípios, observou, dependeriam então de médicos residentes em outros municípios.

Agência Senado