sexta-feira, 28 de maio de 2010

De olho no que acontece...

Questão de justiça

O Sarney destacou a importância e a eficiência do servidor do Senado, enfatizando e defendendo a aprovação do plano de carreira da categoria. Disse que não é justo o Senado aprovar o da Câmara e deixar o do próprio Senado para depois. Ótimo! Justo! Excelente notícia. Parabéns, também, ao relator, o senador Aldemir Santana, que fez coro com o presidente da Casa. Leia na postagem abaixo o vídeo com o pronunciamento...

Rezando pelo Brasil

Permito-me discordar do "conselho" do presidente-torcedor, Lula, ao treinador Dunga, publicado na coluna do Ancelmo Goes, segundo o qual os críticos de Dunga acabarão pedindo desculpas para ele depois. Seguramente não faço parte dessa corrente. Critico Dunga desde quando foi escolhido pela CBF e não pretendo mudar de opinião. A Seleção Brasileira é bem fraquinha e Dunga é presunçoso. Trata a seleção como se fosse um brinquedinho seu. Não respeita opiniões de ex-atletas que jogaram mais futebol do que ele. Debocha de alguns analistas que, lamentavelmente, não retrucam. O Brasil pode até ganhar a Copa, nossa, que sacrifício. Neste caso não fará mais do que obrigação. Não pedirei desculpas a Dunga nem sob tortura. Não merece. Mas rezarei bastante pelo Brasil.

Falta de educação

Li no Cláudio Humberto que o medíocre Dunga não foi gentil ao cumprimentar o presidente Lula na visita da seleção ao chefe da Nação antes de viajar para a África do Sul. Dunga é um coitado. Está se achando. Deveria ter o mínimo de educação e tratar Lula com o devido respeito que ele merece. Afinal, Lula estava na casa dele. É o Presidente da República respeitado no mundo inteiro e no Brasil tem perto de 80 por cento de apoio popular. Dunga é um prepotente recalcado. Treinadorzinho que convoca mal, escala pior ainda, não sabe se expressar. Desrespeita opiniões de ex-atletas que jogaram infinitamente mais futebol do que ele. Trata a Seleção como se fosse um brinquedinho dele. Poderemos até vencer. Não pelos méritos de Dunga, muito menos pela qualidade técnica dos amiguinhos dele, mas porque em Copa do Mundo os adversários costumam jogar ruim.Dunga é pior do que a dengue.

Brizolista de verdade


O PDT do Distrito Federal homologou, por unanimidade, o nome de Georges Michel, para primeiro suplente do senador Cristovão Buarque, que disputará a reeleição nas eleições de outubro. Michel é brizolista das primeiras horas, amigo pessoal do velho caudilho gaúcho e companheiros de exílio. Seguramente, de onde estiver, Brizola aplaude a escolha daquele que permaneceu seu fiel escudeiro até o fim.

Oportunas perguntas do lúcido cidadão Braga Neto...


“Caro Limongi,

Estou impressionado com a falta de lucidez da sociedade. Refiro-me ao cidadão espancado por jovens em um posto de gasolina na asa sul. Só queria que as autoridades se auto preguntassem :

01 ) Bebida alcoolica não se deve consumir quando se vai dirigir ?
02 ) O posto de combustível não abastecem carros que são dirigidos por pessoas sem beberem ?
03 ) Como vender bebida alcoolica nesse local e para esse tipo de cliente ?
04 ) Será que um dia vamos poder comprar inseticidas para matar ratos no mesmo local onde se produzem leis ?

Gostaria de ser sábio para não ter esses tipos de dúvidas.

Abs

Braga Neto”

Novamente a Infraero... E as televisões?


O comércio de Manaus e das principais capitais começa a sentir o efeito do baixo estoque de televisores, causada pela alta demanda pela Copa do Mundo e pelo atraso na liberação de insumos no terminal de cargas da Infraero, que afetou a produção das indústrias de Manaus. O presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares, Wilson Périco, avalia que o problema pode se agravar.

A CEB e suas filas

Vamos torcer e rezar para que a famigerada CEB não marque gol contra na Copa do Mundo, sobretudo nos jogos do Brasil. Com todo respeito, as únicas filas que tenho paciência e prazer de ficar durante horas é para ver um filmaço com minha neta ou viajar com minha mulher para a Europa.

Sarney lembra que reforma administrativa foi exaustivamente debatida e defende funcionários da Casa

"Reforma administrativa é um trabalho conjunto e nós estamos entregando esse trabalho ao Senado", afirma Sarney em Plenário

O presidente do Senado, José Sarney, pontuou nesta quinta-feira, em Plenário, todas as etapas da construção da reforma administrativa da Casa: "É um trabalho conjunto e nós todos estamos entregando esse trabalho ao Senado e que já está em sua fase final", declarou. A necessidade da reforma foi detectada por ele e foi uma promessa sua de campanha, sublinhou, mas o projeto contou com a participação de todos os senadores. Desde o diagnóstico elaborado pela Fundação Getúlio Vargas distribuído a cada gabinete – com pedido de sugestões – à publicação de todos os projetos pertinentes no Portal da Transparência e ao exame da matéria pela Comissão de Constituição e Justiça. Esta não somente nomeou um relator, como constituiu uma comissão de senadores para cuidar do assunto. Quanto ao Plano de Cargos e Salários para o corpo funcional do Senado, Sarney esclareceu se tratar de assunto completamente distinto e que veio à tona, porque o Senado tomou a deliberação – enquanto ele estava no exterior cumprindo agenda - de votar o plano salarial da Câmara dos Deputados. "Nada foi feito sem o conhecimento dos senhores", disse ao plenário, lembrando que o projeto de reforma administrativa encontra-se na fase de exame nas comissões que emitem os pareceres, recebem emendas, e, ao final, enviam ao exame e votação do plenário, como qualquer outro projeto. A comissão nomeou um relator e uma comissão de senadores "que está fazendo um excelente trabalho". - Estamos numa casa colegiada e essa é a sistemática de nossos projetos. Todo o projeto aqui é submetido à análise, recebe críticas, e ao mesmo tempo, colaboração, emenda e estamos nessa fase (...) Toda emenda melhora os projetos apresentados (...) Muitos senadores mandaram, na fase final, quando mandei distribuir, algumas sugestões que foram incorporadas; outras não foram; mas podem ser agora no momento da tramitação, no momento da votação, receber críticas, serem discutidas. Para, finalmente, termos um projeto de consenso que seja o melhor para a Casa.Quanto ao projeto de reestruturação do Plano de Cargos e Salários do Senado fez questão de expressar que, em sua opinião, ele deveria ter sido examinado e votado juntamente com o plano da Câmara dos Deputados: "Sendo as duas casas do Legislativo, não poderíamos criar discrepâncias entre os vencimentos. Essa era a minha orientação". Sarney defendeu, também, dizendo que os funcionários da Casa foram os que mais sofreram injustiças com a chamada "crise do Senado" no ano passado, pois constituem um corpo de funcionários de altíssimo nível e que vem contribuindo não só com a modernização do Senado, mas também ajudando até outros órgãos e instituições. O presidente anunciou, também, que aguarda o retorno do primeiro-secretário, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), para relatar em Plenário o projeto, cujo prazo legal de aprovação expira em 29 de junho próximo. Votado no Senado, segue para votação na Câmara e vai à sanção do presidente da República.

- Nós teremos o prazo necessário. Uma vez que votamos o plano da Câmara, não há porque não votarmos o nosso plano - afirmou.

Da Redação / Agência Senado

Veja também:

Íntegra da nota da Secretaria de Comunicação do Senado sobre a Reforma Administrativa do Senado

Reforma administrativa do Senado será modelo de gestão pública, afirma Sarney

Sarney diz que plano de cargos e salários não está pronto

Sarney fala aos jornalistas sobre o passo a passo da reforma administrativa do Senado

Mesa Diretora do Senado aguarda recebimento da proposta do plano de cargos e salários

Confira no vídeo a seguir o trecho em que Sarney faz questão de defender e destacar o valor do corpo de funcionários do Senado

video

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Carta ao JB

Discordo do colunista Mauro Santayana, JB do dia 21.5. quando afirma que Itamar Franco soube "legitimar-se" no cargo de Presidente da República, depois que abutres, da política, da imprensa e do empresariado, arrancaram Fernando Collor da Chefia da Nação. A meu ver Itamar não teve grandeza, coragem nem tão pouco desprendimento. Conviveu com Collor, foi eleito junto com ele, testemunhou de perto que Collor jamais cometeu nenhuma irregularidade na função. Nunca mandou nenhum auxiliar praticar algo de errado. Pelo contrário, Itamar calou-se, permitiu que Collor fosse linchado. Não foi correto. A vaidade pessoal falou mais alto.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Na Mira do Belmiro

Caminho sem volta

O desafio de revitalização da Rua Marechal Deodoro – e a partir dela o Centro histórico de Manaus – é um bom caminho que não tem mais volta. É um mutirão de cidadania e de mobilização que se fez irreversível pelas elevadas taxas de adesão, vibração e comprometimento dos atores públicos e privados. Está em jogo o resgate da memória urbana, nossa vocação para o glamour e modernidade, nossa genética cosmopolita, civilizatória e universal. E a indignação coletiva com a paisagem do caos! Passados apenas 100 anos do apogeu e folias do látex, a Paris dos Trópicos ainda resiste no imaginário coletivo e seu repertório de fausto e esplendor está intacto em nossas mentes e corações. Daí, provavelmente, a empolgação dos nativos e dos que aqui ancoraram planos e vidas e se deixaram comover com os resquícios da bela época. A sacada do casarão de J. G. Araújo no centro da Rua Marechal Deodoro nos fustiga e une na perspectiva da recomposição do seu significado simbólico e profético. Varejo e cultura, patrimônio e identidade de nossa gente.
Os lojistas se movimentam para formatação do “Condomínio da Marechal”, que vai gerenciar as ações de resgate urbano, na certeza de estar burilando um paradigma de civilidade que será adotado por outros conglomerados próximos, a mobilizar a integração e os ajustes de uma trama cívica de recomposição da cidade de todos nós. A idéia se alimenta dos moldes do que já existe na Praça Heliodoro Balbi e, há seis anos, no Largo de São Sebastião. Essa vibração para fazer acontecer é sentida no aperto de mãos dos companheiros, na pontualidade, disposição e bom grado dos agentes públicos em todas as reuniões. João Thomé Mestrinho e José Alves Pacífico, enamorados pelo desafio, agitam a ação direta do prefeito Amazonino, trazendo soluções objetivas e intervenções pontuais com a inclusão de Manuel Ribeiro, sua bagagem e seu plano audacioso de ordenamento e Marcelo Schroder, com a missão de gerenciar a informalidade, nesta ciranda de renovação da municipalidade. Em acordes simultâneos e fraternos, Robério Braga, da Cultura, imprime ações e medidas substantivas, apoiadas pessoalmente pelo governador Omar. É gratificante integrar esta movimentação e evolução.
Depois da lavagem simbólica e renovadora de calçadas e paredes, e urbanização do passeio, a próxima etapa é restaurar a iluminação, com os recursos tecnológicos que a cidade já adota. O cabeamento subterrâneo vai reduzir os acidentes e liberar a contemplação da arquitetura. A limpeza, duas vezes por dia, com reciclagem de resíduos e sessões de educação ambiental, mais coerentemente vai conduzir a retirada de bancas de comércio informal e ilegal. Isso permitirá o restauro e conservação da pavimentação para o ir e vir dos pedestres. E, adicionalmente, para assegurar tudo isso, um esquema profissional de segurança diuturna, vai evitar a tentação de recaída no caos. Daí por diante, shows musicais no fim do dia, performances dramáticas, saraus e concertos, com desfiles de moda e lançamento de p rodutos... e o lazer e consumo seguro e confortável da população. Do jeito que Manaus merece e quer repudiar qualquer distração de retrocesso... A palavra de ordem é avançar!

Zoom-zoom

· Imortal – o médico Agnaldo Costa, atual secretário estadual de Saúde, foi escolhido por votação direta para ocupar uma cadeira na Academia Amazonense de Medicina, a de número 44, nos 30 anos da entidade, pelo reconhecimento de sua obra e trajetória profissional. Sem alardes nem pirotecnia, Agnaldo fez a saúde avançar no Amazonas, na ampliação e diversificação do atendimento e inovação tecnológica dos equipamentos públicos.

· Simpósio de Infraestrutura – A Comissão da Amazônia reúne nesta quarta-feira em Brasília os responsáveis pelas estruturas públicas e de promoção de parcerias no setor de transportes, energia, comunicação, Ciência e Tecnologia. A reunião é vital e a situação é dramática em todos os segmentos.

· Crescimento e sustentabilidade – Sob esses dois critérios, os parlamentares da região amazônica vão questionar os paradigmas e as providências da União para atender, por exemplo, a estimativa de crescimento no patamar de 10% feita pela Suframa.

· Esclarecimento – Em Nota elucidativa e oportuna, a Suframa veio a público elucidar as insinuações de ‘’vício” na escolha das empresas responsáveis pela Feira da Amazônia FIAM. Citando relatos contundentes do TCU, o Tribunal de Contas da União, a autarquia reafirmou sua lisura e habitual transparência.

Belmiro Vianez Filho é empresário e membro do Conselho Superior da Associação Comercial do Amazonas.
belmirofilho@belmiros.com.br

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Algumas respostas pedagógicas para alguns poucos unicelulares do "Bronca Geral", do amigo Cláudio Humberto

Tive bom pai e tenho mãe amada

Graças a Deus tive pai querido e ainda tenho, uma mãe amada. Com eles aprendi a enfrentar imbecis que se mascaram de paladinos, de donos da verdade de araque. Com eles também aprendi a respeitar quem mereça respeito. Protozoários e amebas mando para o esgoto. Só temo a Deus.

Pencas de amebas e protozoários

Caramba, a pilantragem disfarçada de isenta agora briga para ver quem é a mais desprezível ameba ou o mais abutre dos protozoários. Podem relinchar a vontade. Não esqueçam do babador.

Choradeira de protozoários e amebas

Algumas amebas e alguns protozoários insistem em tentar me intimidar. Ainda não nasceu o imbecil ou a idiota que dobre minha espinha. Posso errar, mas jamais me omito diante dos fatos. Não devo nada a ninguém e não sou venal nem hipócrita. Nesta linha, prefiro guardar e recordar o conselho da minha lúcida mãe, que fez 93 anos de idade: "Nunca lute com um porco: ambos ficarão sujos, mas só o porco adorará a experiência."

Bandido não merece vida mansa

Discordo da OAB: a meu ver, preso ruim, bandido, assassino e estuprador, não merece perdão nem vida mansa. Lá vem a OAB com a balela, hipócrita e surrada lenga-lenga de direitos humanos. Francamente. Sou visceralmente contra direitos humanos para desumanos.

Lula: o mais famoso dos torcedores

Francamente, não vejo nada demais que o vôo fretado da Seleção brasileira de futebol faça uma escala em Brasília para abraçar o mais famosos dos torcedores, o presidente Lula. Sobretudo porque o desvio da rota, como diz a notícia, não atrapalha em rigorosamente nada os planos e a agenda da Seleção. Lula sempre foi um ardoroso torcedor. É uma gentileza da CBF ao desportista que sempre incentivou e apoiou os atletas das mais diversas modalidades. Lula receberá a Seleção não por causa das pantomimas e patriotadas da melancólica dupla Dunga-Jorginho, mas porque o gesto também cativará a maioria da população, que em Copa do Mundo torce com mais empolgação, mesmo sabendo, como agora, que alguns dos convocados não são os preferidos do torcedor. Ou seja, vamos torcer, sem esquecer também de rezar. E muito.

Pior que a dengue

Jorginho, auxiliar de Dunga, já tem vaga garantida na Record. São dois idiotas. O primeiro ainda é pior do que a dengue.

Dunda acaba proibindo até Deus de torcer pelo Brasil


Pátria de Chuteiras rasgadas, furadas e sem travas, como magistralmente definiu Gerson, o “Canhotinha de Ouro” do Tri, diante das burradas e teimosias do treineiro Dunga. Detesto comparações no futebol, mas o que esse moço Ganso faz com a bola e com a talentosa perna esquerda, me faz lembrar Gerson, há quase 40 anos sem herdeiro no futebol profissional. Nossa, vibrei ontem com as jogadas do Ganso, contra o Grêmio. Uns 5 ou 6 convocados pelo Dunga fazem o contrário do Ganso: não sabem passar, muito menos lançar e tropeçam na bola. Estamos fritos. Dunga é tão arrogante que acaba proibindo até Deus de torcer pelo Brasil.

O legítimo "cara!"

Constata-se, mais uma vez, com o sucesso do acordo pela paz mundial firmado entre o Irã, Brasil e Turquia, que realmente Lula é o legítimo cara!

Preservando o que funciona bem

O líder do PSDB, senador Artur Virgilio, fechou acordo com o presidente do senado, José Sarney, para colocar na pauta de discussão e votação na sessão da próxima terça-feira, a PEC - Proposta de Emenda Constitucional -, que prorroga a Zona Franca de Manaus por mais 10 anos.

6º Feira da Naturaltech

A Suframa e o Sebrae participam com enorme estande da 6º Feira da Naturaltech, produtos naturais, de hoje até o dia 23, em São Paulo, na Bienal do Ibirapuera. Espera-se a presença de 25 mil visitantes na mostra. A Suframa e o Sebrae participam com produtos de empresas e cooperativas do Amazonas e Rondônia, com novidades como brincos e chaveiros de piaçava, colares e pulseiras de tucumã, bombons de frutas, sucos energéticos e medicamentos de plantas.

Alcy Limongi: uma bela homenagem! Obrigado!

É com prazer e entusiasmo que agradeço ao jornal "A Critica", de Manaus, pela bela matéria destacando os traços marcantes da minha amada e adorada mãe, Alcy Limongi. Escrita de forma competente pelo repórter Allan Gomes e ilustrada pelo fotógrafo Márcio James. Com 93 anos de idade, mamãe seguramente enche de otimismo e fé os mais jovens. Minha mãe legou-me muito do que sei. Tem uma vida que orgulha a todos nós, familiares, amigos e admiradores. Com a graça de Deus e sua fantástica lucidez e energia, caminha gloriosa para os 100 anos.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CMA pode votar proposta para ampliar controle sobre obras inacabadas

Proposta que prevê a criação de um cadastro geral de obras inacabadas poderá ser votada na próxima semana pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). A matéria, de autoria do senador Fernando Collor (PTB-AL), visa reduzir os problemas causados pela interrupção de obras públicas no país.
De acordo com o projeto (PLS 58/08), o cadastro deverá ser realizado pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) e por seus congêneres regionais nos estados (Crea). O texto está pronto para inclusão na pauta da CMA, onde terá decisão terminativa. O relator, senador Jefferson Praia (PDT-AM), apresentou voto favorável à proposta.
Pelo projeto, caberá aos conselhos regionais elaborar e encaminhar, até 31 de dezembro de cada ano, relatório discriminando as obras públicas de engenharia inacabadas e paralisadas há mais de um ano e que tenham participação financeira pública. Esses relatórios deverão ser encaminhados ao Confea, que promoverá a consolidação das informações.
O Confea deverá então enviar esse relatório consubstanciado ao Ministério Público da União, à Controladoria-Geral da União (CGU), às comissões de Fiscalização e Controle da Câmara e do Senado, bem como ao Tribunal de Contas da União (TCU). O descumprimento da norma acarretará em multa equivalente a 0,1% do valor das obras públicas interrompidas.
Na justificação da proposta, Fernando Collor explica que o sistema Confea /Crea, que reúne o conselho federal e os 27 conselhos regionais representa a mais abrangente instância de levantamento das obras, uma vez que toda obra pública e privada necessita de alvará de construção. Assim, o sistema possui os mecanismos para organizar cadastro e controlar os dados relativos a obras públicas inacabadas.
O senador admite, porém, que o cadastro representa apenas um primeiro passo para o controle das despesas públicas. A esse levantamento, argumenta ele, precisaria ser acoplado ao mapa dos investimentos públicos nessas obras paralisadas, para que "o poder público pudesse tomar providências concretas visando acabar com essa chaga brasileira, representada por obras públicas não-concluídas", afirma Collor.
Jefferson Praia apresentou emenda para limitar a exigência de controle sobre obras que tenham efetiva participação financeira da União, que constem do cadastro governamental de obras públicas, que estejam paralisadas há mais de um ano e para as quais tenha sido efetuada a devida anotação de responsabilidade técnica.
Segundo o relator na CMA, o Tribunal de Contas da União não consegue fiscalizar sozinho o universo de obras existentes, o que o impede de municiar o Congresso Nacional com as informações necessárias para o desempenho da atividade de fiscalização inerente ao Legislativo. Com o reforço do Sistema Confea/Crea, previsto no PLS 58/08, essa fiscalização se tornará mais eficiente, destaca.
A matéria já foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) nos termos do relatório ad hoc do senador Romeu Tuma (PTB-SP).

Laura Fonseca / Agência Senado

Desespero de adversários

Acho uma tremenda bobagem, tiro no próprio pé, atitude de adversários desesperados, destacar no noticiário que o ex-governador Joaquim Roriz, que lidera com folga as pesquisas para governador, foi "condenado", foi "punido". Não conseguirão amedrontar Roriz com decisões judiciais já conhecidas, muitas delas inclusive já inocentaram Roriz ou com tolices como a que diz que Roriz usou o helicóptero do governo depois de deixar o cargo. Nossa Senhora, foi o fim do mundo. Que notícia espantosa. O lago Paranoá vai secar. O sol vai deixar de brilhar. Francamente. Guardando as devidas proporções, o carismático e operoso ex-governador é como Lula. Se a artilharia dos melancólicos desafetos não for realmente competente, o efeito surgirá ao contrário. A pólvora volta para o coração do agressor e do denunciante. Francamente. Trabalhem verdadeiramente por Brasília e pela população. Deixem Roriz em paz. Quem decide são as urnas. Não são maledicências de pobres diabos e parasitas.

Situação eleitoral no Amazonas

Análise de Helio Fernandes:

Intervenção diretíssima de Lula, tumulto eleitoral no Amazonas

Tenho analisado as eleições de vários estados, quase todas com elevado grau de complicação. O que não é surpreendente pela ausência total de partidos, dominados, t-o-d-o-s, por cúpulas comprometidíssimas.
Mas o estado de mais difícil análise é o Amazonas. Motivo: existe um nome destacado para o Senado, o ex-governador Eduardo Braga, e os outros cargos, praticamente dependendo dele.
Para governador: Omar Aziz, vice de Eduardo Braga, agora no governo e candidato, vem subindo muito, pela escada construída e implantada por Braga. E Alfredo Nascimento, ex-ministro (duas vezes) e senador, já foi mais favorito, vem diminuindo esse favoritismo. Curiosidade: os adversários e até inimigos se reconciliam, se juntam, abandonam a hostilidade.
Para senador, Artur Virgilio, já esteve em situação mais difícil para a reeleição, mas vem em recuperação. Vanessa Graziotin, ao contrário. Deputada federal em 2002 com 180 mil votos, reeleita em 2006 com apenas 90 mil, a metade. É do PCdoB, com o marido, ex-secretário, que também pretende ir para a Câmara. Só que os votos não elegem marido e mulher. (Por enquanto, ela continua pretendendo o Senado, esperando a ajuda de Lula).
Eduardo Braga, além de ser hoje a figura eleitoralmente mais importante do Amazonas, tem projeto ambicioso, que vou revelar na totalidade.


1 – Candidato a senador.

2 – Colocou a mulher como primeira suplente.

3 – Quer ser ministro do Meio Ambiente (sua grande obsessão) com Dilma ou Serra.

4 – Assim, a senatoria ficará ou ficaria com a mulher, que é participante.

5 – Nomeado ministro, fica no cargo até abril de 2012.

6 – Se desincompatibiliza, será candidato a prefeito de Manaus.

7 – Por que toda essa estratégia, prefeito depois de governador, senador e ministro?

8 – Textual: “Quero ser prefeito da capital do Amazonas, Manaus, durante a Copa de 2014”.


***

PS – Tudo isso já desenvolvido e em fase de conclusão, até ontem (terça-feira), quando Alfredo Nascimento (repetindo: duas vezes ministro de Lula) chegou ao Planalto-Alvorada levando Serafim Correa.

PS2 – Quem é e o que fazia por volta das 7 da noite naquele local? Foi prefeito de Manaus, tem prestígio pessoal, mas não conhecia o presidente. Foi apresentado a ele, assim: “Será o vice-governador na minha chapa”.

PS3 – Lula vibrou, havia autorizado “a visita”. O encontro durou 17 minutos, mas caminhava o objetivo de tudo: eleger Nascimento, derrotar Artur Virgilio, que disputa a reeleição, e garantir mais 4 anos no Senado ao suplente João Pedro, que passará a efetivo.

PS4 – Ainda na Tribuna papel, revelei que o Amazonas era prioridade de Lula, por causa do “ódio a Virgilio”. Com isso, sem dúvida, fortalece o palanque de Dona Dilma. No Amazonas, Serra mal chega aos 20 por cento dos votos.

Meu comentário sobre o assunto:

Hélio, Caramba, você sabe tudo, aliás, quase tudo do quadro político-eleitoral no Amazonas. Apenas discordo da tua vasta análise em alguns pontos: repito mais uma vez que Alfredo Nascimento continua fortíssimo candidato a governador. Tanto é verdade que Lula fará campanha declarada para ele e Serafim Corrêa, candidato a vice. Lula também cumprirá a promessa de pedir voto para Eduardo Braga, para o Senado. Declaração presidencial que surge como um belo tapa de pelica em Eduardo, que havia garantido a Lula que Dilma teria apenas um palanque e forte no Amazonas, com Alfredo Nascimento candidato ao governo. Porém, de uma hora para outra, Braga resolveu passar a perna em Alfredo, Lula e Dilma e passou a apoiar o governador em exercício, Omar Aziz. O fato magoou Lula, que sempre atendeu todos os pleitos do então governador Braga. É verdade que Lula também teve votações expressivas no Amazonas, mas o governo federal nunca faltou e jamais deixou Braga com o pires na mão. Lula quer Alfredo, assim como Dilma, porque o presidente quer ver de volta ao Senado um bom companheiro dele, de tempos memoráveis de campanhas operárias, João Pedro, suplente do senador Nascimento e que, verdade seja dita, fez bom trabalho na Câmara Alta, dedicado e firme, quando o titular foi ministro dos Transportes. A outra vaga de senador pertence, por direito, méritos e luta, a Artur Virgilio. Grande defensor da Zona Franca, sobretudo nos momentos difíceis, quando o guerreiro Artur não foge dos combates mais árduos. Alfredo sempre foi Lula e Dilma. Já Eduardo Braga, como você mesmo frisou, também sonha mais adiante em ser ministro. Pode ser de Dilma ou de Serra. Que horror.

Mudanças na Lei Pelé ficam para a próxima quarta-feira

Um pedido de vista coletivo adiou para a próxima quarta-feira (19) o exame do relatório do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) sobre as alterações na Lei Pelé (Lei 9.615/98). A reunião conjunta de quatro comissões do Senado - Constituição e Justiça (CCJ), Assuntos Econômicos (CAE), Assuntos Sociais (CAS) e Educação, Cultura e Esporte (CE) - chegou a ser aberta pelo presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), mas encerrada em seguida, diante do pedido de vista encabeçado pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).
Na ocasião, Alvaro Dias fez uma crítica à demora na deliberação sobre a matéria, que tramitou por cinco anos na Câmara dos Deputados. Alvaro disse que os parlamentares devem fazer um esforço para não admitir a pecha de "legisladores tartarugas". Conforme observou, em 20 dias de tramitação do projeto no Senado, foi possível ouvir todas as partes interessadas e verificar as questões mais importantes envolvidas na mudança da legislação

Leia a íntegra na matéria na Agência Senado, clicando aqui

Carta do amigo querido, João Havelange

"Rio de Janeiro, 22 de abril de 2010.

Meu caro Limongi: De regresso ao Rio de Janeiro o meu primeiro pensamento se volta para o meu nobre amigo no sentido de manifestar a minha alegria de te encontrar, quando da reunião realizada no plenário do Senado Federal, sob a presidência do nosso querido amigo senador Collor. Aproveito meu caro Limongi, para te agradecer o envio das mensagens de 19 do corrente, que me fizeram sentir ainda uma vez, o sentimento da amizade que nos liga.

Com estima,

João Havelange"

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O presidente da CBF foi recebido hoje por José Sarney

Na manhã de hoje, o presidente José Sarney recebeu, juntamente com o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dunga e seus “barangas” nos deixam sem ânimo para torcer


Fiquei estarrecido duplamente: com a medíocre lista dos convocados e com as arrogantes e pernósticas respostas do treineiro Dunga aos repórteres. A meu ver, reitero pela miléssima vez: Dunga foi coerente em burrice e estupidez, mantendo jogadores obscuros que não são titulares nem mesmo nos próprios clubes. A teimosia de Dunga não leva a nada. Com a bisonha lista apresentada, Dunga trata a todos, torcedores e jornalistas, como autênticos idiotas. O único sabido é ele. Estamos fritos. Sem ânimo para torcer. Dunga desrespeita a história vitoriosa da Seleção. Faz pouco caso das opiniões de legítimos ídolos que jogaram futebol muito mais do que ele. Dunga se equivale com as barangas que protege e convoca. Oremos.

Boa entrevista de Dilma

A boa matéria da "IstoÉ" com Dilma seguramente respondeu, esclareceu, tirou dúvidas e, sobretudo, destruiu o leviano arsenal de torpezas e canalhices que decaídos espalham contra a candidata do PT à Presidência da República.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mesmo diante do problema logístico, Pólo Industrial da Manaus em alta...

O faturamento, exportação e emprego no Pólo Industrial de Manaus fecharam o primeiro trimestre do ano em alta, segundo indicadores da Suframa, embora os resultados ainda não mostrem o inferno logístico que as empresas vivem desde março.O crescimento foi de 63,7% no faturamento, fechando o trimestre com 7,428 bilhões de dólares; número de admissões superior ao das demissões, com 11.543 contratados contra 7.369 demitidos, além de 97.276 operários em atividade em março, contra 89.752 no mesmo período de 2009. Nas exportações, março fechou com 99,503 milhões de dólares, significando crescimento de 32,72% em relação ao ano passado.

Fernando Collor confirma pré-candidatura ao governo de Alagoas

Senador Fernando Collor: "Sou pré-candidato ao governo de Alagoas"

Senador também anunciou repasse de R$ 350 milhões para construção da avenida que vai ligar a Vila Brejal a Fernão Velho

Gazeta de Alagoas - "Sou pré-candidato a governador", declarou o presidente da Comissão de Infra-Estrutura do Senado Federal, senador Fernando Collor de Mello (PTB), pondo fim às diversas especulações em Alagoas a respeito das eleições deste ano. Em entrevista a uma emissora de rádio de Maceió, na manhã desta segunda-feira (10), o ex-presidente da República declarou que iria submeter seu nome à avaliação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e às coligações lançadas pelos grupos políticos.

Não fornecendo detalhes a respeito das articulações atuais, o senador - e agora oficialmente pré-candidato - sinalizou o interesse de ter na chapa, como candidato a vice, o deputado federal Joaquim Beltrão (PMDB). No cenário nacional, Fernando Collor adiantou que apoiaria à presidência da República a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Roussef (PT). O senador também afirmou que procuraria o prefeito Cícero Almeida (PP) para tê-lo como um possível aliado.

Campanha eleitoral

Questionado se haveria 'as forças do mal e as forças do bem' em Alagoas - como provocado por possíveis adversários no pleito de outubro próximo -, Collor afirmou ser necessário que os políticos utilizem o espaço destinado às campanhas para divulgação de propostas. "Estamos ligados ao propósito de fazer o bem sem olhar a quem. Não é fazer o bem seletivamente. A tal setor ou área porque interessa politicamente a 'fulano' ou 'beltrano', mas para a comunidade de modo geral", lembrou. "Em campanha política, as paixões ficam muito desenfreadas. O clima fica sempre muito tenso, de modo que, ao invés de se discutir projetos, o que se verifica é um ataque pessoal de um contra o outro, o que desvirtua o objetivo da campanha eleitoral", emendou.

Durante a entrevista, o senador Fernando Collor confirmou o repasse de R$ 350 milhões para a construção da 'Via Lagunar', avenida que pretende interligar Vila Brejal a Fernão Velho. Previamente denominada ‘Avenida Presidente Luís Inácio Lula da Silva’, a obra integra um marco regulatório da referida comissão, composta por quatro projetos voltados ao saneamento, numa iniciativa do próprio senador Fernando Collor.


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    Obras da Via Lagunar

    "A ideia seria dar continuidade à Vila Brejal até Fernão Velho, com três pistas de rolamento em cada sentido", esclareceu. Segundo explicações do senador, essas pistas estariam margeando a lagoa que, por sua vez, seriam submetidas a um trabalho de desassoriamento. "A última vez em que a lagoa passou por processo de desassoriamento foi em minha época, como governador, em 87 ou 88. O resultado é que a lagoa hoje está morrendo e as marisqueiras têm cada vez mais problemas, sobretudo nos olhos, quando mergulham sem proteção para retirar os mariscos que vão alimentar sua família e mais de 200 mil famílias em Alagoas. A poluição têm desencadeado problemas sérios", comentou.

    O senador defendeu que a obra não só terá como vantagem a conclusão da pista sob um orçamento mais baixo, incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como também vai desafogar o trânsito naquela região, trazendo um acesso direto a Fernão Velho, além do desassoriamento e saneamento da lagoa Mundaú. "Chegando em Fernão Velho, ela sobe pela ladeira atingindo o final da Fernandes Lima, já próximo à sede da Polícia Rodoviária Federal", esclareceu.

    "Nós faremos um trabalho, do mesmo modo que foi feito o Dique Estrada, como uma continuação e, em cima do Dique, seriam construídas as pistas", explicou, lembrando o processo de construção do Dique Estrada. "Cada momento de chuva, o nível da lagoa subia e invadia todas as casas que abrigavam milhares de família. Então o que fizemos? Com a areia que nós tiramos do fundo da lagoa, que estava assoriando, jogamos para fazer o dique. Hoje ele contém os avanços da lagoa e, em cima do Dique, foram construídas as pistas e os equipamentos urbanos - com campos de futebol e praças -, que, posteriormente, foi tomado em função da necessidade das pessoas se abrigarem", relembrou.

    De acordo com o senador, os investimentos para a obra devem ser repassados para o Município, que ficaria responsável por sua execução.

    Prazos e estaleiro

    Embora os recursos tenham sido garantidos, o senador afirmou ainda não haver prazo para sua execução. "Nós sabemos, com estes anos de vida pública, que só podemos confiar cem por cento quando os recursos estiverem depositados. A burocracia é morosa. Sempre falta uma petição", afirmou, lembrando do episódio do estaleiro. "De repente veio um técnico, não sei de onde, e disse que o estaleiro não poderia ser construído", comentou Fernando Collor, acrescentando que a questão já foi solucionada. "A ministra reconheceu que o parecer técnico estava fraco e sem embasamento técnico e, na semana passada, o governador Teotônio Vilela assinou com a transferência do licenciamento do Ibama para o Ima".

    Saneamento básico

    O senador Fernando Collor também trouxe à tona a necessidade de se voltar a atenção ao problema do saneamento básico. "Em São Paulo, o hospital Sírio Libanês, uma das maiores referências mundiais, trouxe em seu relatório a informação de que 65% dos atendimentos ambulatoriais feitos pelo hospital foram por doenças causadas pela má qualidade do abastecimento de água e do saneamento. Maceió é considerada o 'Paraíso das Águas', mas suas águas estão todas poluídas", comentou, mencionando casos tradicionais como a Praia da Avenida, Sobral e Salgadinho, além das bacias da Pajuçara, Ponta Verde Jatiúca, Cruz das Almas, Riacho de Jacarecica e, recentemente, Guaxuma.

    "Quando o setor imobiliário autorizou a construção de prédio de até 20 andares, fiquei preocupado. Conversando com os integrantes do setor, perguntei o que eles pretendiam. Como seria feito o saneamento? Fossas sépticas? Rebaixamento dos lençóis freáticos? Ainda assim não seria o suficiente. Eles disseram que seria caro, então que incluam no valor do projeto, tendo aí grande mote para campanha: 'compre apartamento e desfrute de uma praia que não é poluída', já que todas as outras estão", sugeriu.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Helio Fernandes

Bernardo Cabral, Jorge Folena e a impressionante perseguição que a ditadura de 64 moveu contra aTribuna da Imprensa, o jornal mais censurado da História do Brasil

Bernardo Cabral (na apresentação do livro de Jorge Folena com artigos publicados na Tribuna da Imprensa e neste Blog):“O advogado Jorge Rubem Folena de Oliveira é um profissional voltado para as causas nacionalistas – defensor intransigente da soberania popular – sem se descurar de outros assuntos que têm conotação com a ética e o decoro, com o desrespeito à população e às instituições fundamentais da sociedade organizada.
Sem dispor dos meios de comunicação de maior densidade, começou ele a enviar comentários e artigos de sua autoria à Tribuna da Imprensa, tendo merecido do seu Diretor, bravo jornalista Helio Fernandes, encômios os mais merecidos.
Aqui faço um parênteses. Helio Fernandes foi o jornalista mais censurado e mais confinado da História brasileira – três vezes – além de preso inúmeras outras. Conheceu a ignomínia e o opróbrio de presídios e quartéis militares, a negação de sua própria identidade profissional e o cerceamento do sagrado direito ao trabalho, ao ser proibido de trabalhar e escrever.
Poucos sabem que ele teve de recorrer, no período compreendido entre novembro de 1966 a setembro de 1967, ao pseudônimo de “João da Silva”, nome de um pracinha brasileiro da FEB que morreu lutando na Itália. Por isso mesmo, o servilismo e a subserviência são palavras que jamais constaram do seu Manual de Jornalismo, como não constam, ainda hoje, do dicionário de sua vida.
Cabe destacar que a Tribuna da Imprensa foi o jornal que sofreu a censura mais avassaladora de que se tem notícia na imprensa brasileira e que por mais tempo teve cerceada sua liberdade: foi o primeiro órgão de imprensa a ter sua censura prévia, antes mesmo da decretação do Ato Institucional nº 5, em 1968, e foi o último a deixar de ter censura, em junho de 1978.
Foi com essa troca de artigos e comentários que surgiu a idéia de Jorge Folena editar um livro, ao qual deu o título de “Conversas com Helio Fernandes”, e a mim entregou o cometimento honroso de sua respectiva apresentação.
A obra é a mais oportuna possível, trazendo densa abordagem sobre a Petrobras, os royalties do petróleo, do pré-sal; a Constituição de 1988; a Vale; as reservas de minérios; a competência originária do Supremo Tribunal Federal,: a dolarização da economia brasileira; a Lei Delegada; a burla Precatória etc., etc.
Jorge Folena tem ciência de que um país só se mantém erguido nos braços da soberania de seu povo. E soberania não tem preço, por mais alto que seja o valor que por ela pretendam oferecer. Até porque sociedade sem ideias de impulsão nem capacidade de ação e opção, é sociedade letárgica, mais vencida do que vencedora.
Tem razão o autor: não pode existir democracia sem que sejam destruídos todos os resíduos da ditadura.”
Bernardo Cabral foi presidenteda OAB, relator-geral da Constituiçãode 1988 e ministro da Justiça.
Comentário de Helio Fernandes:Jorge Folena e Bernardo Cabral tiveram a idéia de publicar em livro, os temas que o presidente da Comissão Permanente de Estudos Constitucionais do IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros, que foi presidido por Rui Barbosa) publicou e comentou aqui neste espaço. Nada pessoal, apenas e sempre o interesse nacional, muito bem recebido sempre que Folena comparece.
Quando fui diretor da Revista Manchete, dei ao grande Rubem Braga, duas páginas inteiras para ele preencher como quisesse. Criou então uma seção que teve enorme repercussão, intitulada “A Poesia é necessária”. Magnífica e indiscutível, o famoso cronista mostrou que o título correspondia à realidade. Ficou provado que a poesia é tão necessária quanto a participação diária e intransferível. Que é o que todos fazem aqui neste espaço, não importa a convicção, nem sempre concordando uns com os outros, debatendo verdadeiramente, sem perder a civilidade nem apelar para a hostilidade.
Nem o papel jornal vai acabar. Nem os livros sofrerão qualquer restrição. A internet tem importância indiscutível e indestrutível, instantânea, enquanto o livro é eterno, mas podendo ser consultado a qualquer momento, não interessa o tempo decorrido.
Além do mais, as colocações e as convicções do constitucionalista Jorge Folena, representam constatações de fatos que já aconteceram, críticas ao que ocorre no importante dia-a-dia da História, e análises do que pode surgir no futuro, nos caminhos que precisam ser percorridos com segurança, eliminando bravamente os obstáculos que irão aparecendo.

***

PS – No exame do que já aconteceu mas que precisa ser reavaliado, reexaminado e reconstruído, está a Petrobras. Formidável conquista do povo brasileiro, foi considerada intocável demais. Cresceu sem qualquer orientação, enriqueceu empresários gananciosos, favoreceu corruptos avarentos, protegeu políticos inescrupulosos. Os três tipos, pertencentes à elite.

PS2 – Essa elite desavergonhada, “descobriu” a Petrobras, que de INTOCÁVEL passou a ser objeto de DOAÇÃO, através da Le1 9.478 e das licitações, tudo na era de FHC e do retrocesso de 80 anos em 8. Folena, bravamente, contestou o que o presidente de então, implantou covardemente.

PS3 – Vindo do passado para o presente, Jorge Folena apresentou e debateu temas como a “privatização” da economia, contestando o que tantos defendem como o “Estado menor”. E não esqueceu da “DOAÇÃO” dos minérios, as fortunas colossais que surgiram com base nisso. E a afirmação dos bilionários SEM ORIGEM E SEM EXPLICAÇÃO DA FORTUNA: “Sou o homem mais rico do Brasil”.

PS4 – Nestes instantes de perplexidade dos descaminhos de uma eleição sem partidos e sem liderança, neste espaço foram examinadas ações e decisões do Supremo, em várias oportunidades. Nos tempos de Nelson Jobim presidente, (e apenas com uma alteração) o Supremo se comprometeu ao COMEMORAR E FESTEJAR essa Lei 9.478, traição do ex-presidente, que o Supremo poderia ter considerado como lei mínima ou inexistente.

PS5 – E ainda agora, repercutindo (apesar do que 7 ministros pensam ou votam) a ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA, que não transitou em julgado. Como o Supremo é a ÚLTIMA INSTÂNCIA, pode reconhecer o EQUÍVOCO IMPRESSIONANTE E COLOSSAL, e decidir revogar o que na verdade nem foi apreciado no mérito.

PS6 – E continuando a partir do passado e presente, Folena trouxe ao debate, o futuro tão perto e tão distante, que é a questão do pré-sal. Ainda nem se sabe a profundidade em que está essa riqueza, seu volume, não começaram nem a fabricar os instrumentos para retirar esse petróleo. Por enquanto, os que estão vencendo essa batalha e a guerra, têm como palavra-chave e dominadora, precisamente essa: E-X-P-L-O-R-A-Ç-Ã-O.

PS7 – Não vamos deixar, não podemos permitir que uma palavra como essa, saia vitoriosa, sobre a vontade e a necessidade do povo brasileiro.

Tribuna da Imprensa

Collor destaca postura de Rui Palmeira contra o autoritarismo

Na abertura da sessão que celebrou o centenário do ex-senador alagoano Rui Palmeira, o senador Fernando Collor (PTB-AL) destacou a "repulsa aos métodos autoritários e antidemocráticos" sempre manifestada pelo homenageado e seu "incansável combate contra toda forma de injustiça e contra os frequentes desmandos no plano político". O senador citou o fato de que Rui Palmeira expressou ao então presidente Costa e Silva sua discordância em relação ao Ato Institucional nº 5, editado em 1968.
Collor registrou que Rui Palmeira, advogado formado pela Faculdade de Direito de Recife, desenvolveu por ofício o magistério e o jornalismo e, por vocação, "entregou-se à política e à agropecuária" . Fundou a primeira usina de açúcar cooperada da América do Sul, tendo "papel decisivo" nas relações da produção canavieira do Nordeste, e assumiu cargos e mandatos públicos nos três níveis da Federação - de secretário da prefeitura de Maceió a deputado federal por duas vezes e a senador, também por duas vezes. Foram "22 anos de densa atuação parlamentar, entre meados da década de 40 até sua prematura morte em 1968".
Na Constituinte de 1946, registrou Collor, Rui Palmeira defendeu as prerrogativas do Congresso Nacional, a autonomia dos estados e as liberdades democráticas e atuou em temas relacionados ao cooperativismo, à previdência social, à educação e aos servidores públicos.
A preocupação com a seca no sertão nordestino foi "latente" em sua carreira política, segundo o senador. Em um discurso, conforme citou Collor, Rui Palmeira declarou: "sempre que os olhos se deparam com a paisagem sertaneja nordestina, a gente se comove, sente a extensão daquele drama a que a sensibilidade humana não pode ser indiferente". No Parlamento, relatou o orador, Rui Palmeira apresentou projeto com medidas para o desenvolvimento econômico da região árida de Alagoas, apoiou a inserção de artigo nas disposições transitórias da Constituição para destinar 1% da receita da União na recuperação do Vale do São Francisco e defendeu o aproveitamento das águas do São Francisco, questão ainda em pauta no debate parlamentar e nos programas de governo.
Militante da União Democrática Nacional (UDN), Rui Palmeira, ainda segundo Collor, demonstrou, "no equilibrado, mas firme exercício na política, toda sua capacidade de articulação com civilidade e devoção pública". Para Collor, Rui Palmeira "incorporou a imagem e a essência do parlamentar completo na atuação e exemplar na postura e na dedicação às suas convicções".
Da Redação / Agência Senado

Ou confira trechos do pronunciamento no vídeo abaixo...

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Renan lembra espírito libertário e democrático de Rui Palmeira

O ex-senador Rui Palmeira dedicou toda sua vida ao ideal de democracia e justiça social, como um liberal clássico, um democrata convicto, sempre pluralista e avançado para o seu tempo. Assim o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), definiu o político alagoano, homenageado nesta sexta-feira (7), em Plenário. Na sessão que comemorou o centenário de nascimento de Rui Palmeira, Renan fez um histórico da vida política do homenageado, desde a Aliança Nacional Libertadora (ANL), que reuniu as forças revolucionárias de 1930, contra a chamada Velha República, que tinha Minas Gerais e São Paulo como forças hegemônicas.
Renan lembrou que a ANL era presidida em Alagoas por Sebastião da Hora e tinha entre seus membros, ao lado deRui Palmeira, o escritor Graciliano Ramos.
- Aos poucos, a ANL perdeu densidade devido à miopia da esquerda, que conduziu o movimento a uma posição sectária e isolada - disse Renan. Rui Palmeira, observou ele, foi um dos que tentaram evitar o esquerdismo radical, nocivo ao próprio Partido Comunista, levando a inúmeras baixas no partido. Conforme Renan, Rui Palmeira manteve-se corajosamente leal aos seus princípios.
Em 1945, no período da redemocratização do país, já como militante da União Democrática Nacional (UDN), Palmeira defendeu o mandato dos três deputados estaduais alagoanos do Partido Comunista (André Papini, José Maria Cavalcante e Moacir Andrade), e do próprio presidente do PCB, Luís Carlos Prestes, senador eleito para a Assembléia Nacional Constituinte. Todos eles tiveram seus mandatos cassados em 1947, pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra.
- Rui orientou a UDN para a aliança com os grupos democráticos e populares na Constituinte estadual e, por meio da sua liderança, o partido junta-se então aos deputados constituintes de 45 mais progressistas da Assembléia Legislativa de Alagoas - disse o líder do PMDB.
Mais tarde, durante o regime militar, em 1968, Rui Palmeira enviou telegrama ao então presidente Costa e Silva, manifestando posição contrária ao Ato Institucional (AI) 5. Renan cita testemunho de Teotônio Vilela sobre recomendação de Rui Palmeira, durante o endurecimento do AI 5: "Não é hora para fraquezas, não é hora para covardes, mas também não é hora para imprudências, quando nós temos, em nossas mãos, o destino da nação".
Da Redação / Agência Senado

Leia o pronunciamento na íntegra...
Ou confira o vídeo com trechos do discurso a seguir...

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Uma cobrança importante...

Os empresários do polo industrial de Manaus querem que o governador em exercício do Amazonas, Omar Aziz, faça gestões junto ao governo federal para encontrar solução urgente para resolver o caos instalado na Infraero, onde os insumos das indústrias acumulam-se no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. "A situação é grave e o comando agora é seu" cobrou o presidente da Federação das Indústrias, Antônio Silva, ao governador

Vita Derm investe no Polo de Manaus

A Vita Derm, uma das maiores empresas brasileiras no ramo de cosméticos, começará a produzir no Polo Industrial de Manaus até final deste ano, ou no inicio de 2011, retomando assim o projeto de instalar sua unidade fabril no Amazonas, anunciado em 2008. De acordo com o presidente da Vita Derm, Marcelo Schulman, o investimento será em torno de 1 milhão de reais. A estimativa é que sejam fabricados 240 mil produtos por ano, entre sabonetes, shampoos e loções cremosas, todos usando matéria-prima regional, como óleo de andiroba, castanha e tucumã. Inicialmente toda a produção será para o mercado brasileiro, mais tarde, também para Europa e Estados Unidos.

Helio Fernandes

Homenagem a Bernardo Cabral
Jorge Folena:

“Prezado jornalista Helio Fernandes, segue em anexo a bela apresentação feita por nosso amigo Bernardo Cabral para o livro que pretendo editar com nossas comversas postadas no blog da Tribuna da Imprensa.
As palavras de Bernardo Cabral são fortes e fiquei emocionado com as forma como ele se refere ao senhor e ao seu jornal Tribuna da Imprensa, especialmente nestes dias do recente julgamento da Anistia pelo STF.
Nas palavras de Bernardo cabral, se houve alguém perseguido ou censurado pela ditadura de 1964/1985, foi o jornalista Helio Fernandes.
Aproveito para informar, se já não for de seu conhecimento, que na segunda-feira, dia 10 de maio de 2010, Bernardo Cabral será empossado como membro da Academina de Direito e Economia, às 15 h, na Confederação Nacional do Comércio.
Obrigado por tudo e um forte abraço.”

Comentário do mestre Helio Fernandes:

Obrigado, Folena, por ter me lembrado do que eu não podia esquecer de maneira alguma. Ainda nem confirmei a presença, por entender que durante quase 50 anos, não fiz outra coisa a não ser estar presente. Na história de Bernardo e, por consequência, na História do Brasil.
Cassado, Cabral fez tantos cursos ( de Psicologia a Direito, passando por tantos setores), que se não fosse a intimidade e a amizade, não saberia como chamá-lo. Depois, presidente da OAB, deputado, relator da Constituição-cidadã, (derrotando FHC), senador, ministro, homenageado de todas as formas.
Dia 10, não é homenagem. É reunião de muitos, incontáveis, (como você) que lutam por um Brasil inseparável e insuperável.
Do Tribuna da Imprensa

Leia também no
Blog do Saïd Dïb: “Bernardo Cabral: 76 Anos de vida”

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bernardo Cabral, mais uma vez homenageado

Saúdo o grande e competente brasileiro, Bernardo Cabral, que dia 10 toma posse na Academia Internacional de Direito e Economia, em solenidade na Confederação Nacional do Comércio. O presidente de honra da entidade é Ives Gandra Martins e, entre seus membros, figuram ministros aposentados e da ativa do STF, ex-ministros da Fazenda. Cabral será recebido por um deles, Ernane Galvêas, e, até, imagine, um presidenciável, José Serra. Além, claro, de expoentes da França, Estados Unidos, Portugal, Romênia e Espanha. Parabéns ao Cabral e a Academia que em boa hora acolhe figura tão expressiva e querida.

"Mídia e Democracia Representativa: reflexões"

Por Said Barbosa Dib*

A Câmara promoverá, na terça-feira (04), a 5ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa. Será no Auditório da TV Câmara, a partir das 9h30. O tema: "Mídia e Democracia Representativa". Entre os participantes, o professor da ECA-USP, Eugênio Bucci, e o jornalista da TV Globo, Heraldo Pereira. Organizada em homenagem ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (hoje, 3 de maio), o objetivo é discutir mecanismos para o aperfeiçoamento da liberdade de imprensa no Brasil e o seu contexto no cenário latino-americano. Para participar, é preciso enviar e-mail para cerimonial@anj.org.br, com nome completo, empresa onde trabalha, cargo que ocupa e número da Carteira de Identidade. A inscrição é gratuita e as vagas, limitadas. Veja a programação completa aqui.


Lula, a “Time” e a cobertura dos “jornalões” brasileiros: um estudo de caso


Lula no topo do mundo. E não é coisa do Le Monde diplomatique, não. Quem disse foi a Time (29), revista símbolo do centro do capitalismo mundial e referência quase canônica para os jornalões da elite tupiniquim. Para explicar a importância de Lula, a revista convidou Michael Moore, o polêmico documentarista. Ele lembrou que, quando Lula foi eleito pela primeira vez, em 2002, os “barões, que assaltavam o país, verificaram nervosamente os medidores de combustíveis em seus jatos particulares”. Aqui, os “barões” donos dos jornalões, eternas filiais colonizadas, fundiram a cuca. Sentiram-se traídos pela matriz, justamente quando tentam alavancar a candidatura anti-Lula a qualquer custo. Não souberam como reagir. Mas tentaram... E de forma tosca e destrambelhada. O Correio Braziliense, sem dar a manchete principal para o tema, publicou apenas como matéria secundária: Lula é o “cara”, diz revista. Mas o foco não foi a notícia em si. O jornal, quase que lamentando, se concentrou num esforço hercúleo em desmerecer o título e destacar apenas a “grandeza” de Serra em elogiar Lula. “O pré-candidato ao Planalto pelo PSDB, José Serra, principal oponente do nome petista para a sucessão, Dilma Roussef, elogiou a indicação do presidente pelo Twitter”, informou o jornal. Para na frase logo a seguir, explicar: “para especialistas em marketing político, estar na lista da Time é uma conquista invejável, mas sem grandes frutos no campo político”. E por aí foi...
O Jornal do Brasil, com o título A gafe da 'Time' com Lula, caiu ainda mais no ridículo. Além de sonegar a manchete principal, pareceu, na verdade, que se sentia até agredido ou ofendido. Também não colocando a notícia em si em destaque, reagiu de pronto, tentando explicar que a coisa não era bem assim e coisa e tal. No lead da matéria: “Após eleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o líder mais influente do mundo, a revista Time recuou, ao informar que Lula é um dos líderes mais influentes`, e não o primeiro do ranking, como divulgado anteriormente”. Posição estranha a do jornal, como se o fato de Lula ser ou não o principal ou um dos 25 mais influentes tivesse alguma importância jornalística ou política.
Já o decadente “Estadão”, ícone dos eternos barões da elite quatrocentona paulista, sintomaticamente não deu uma única nota. Sua manchete: Revisão da Lei de Anistia é rejeitada pelo Supremo. Sobre Lula, ignorando solenemente a matéria da Time, abordou outro assunto. Negativo, claro!: Por Dilma, Lula quer que PT intervenha em Minas.

Ataques ao principal aliado de Lula no Congresso: contradições insolúveis

Um dia antes, este mesmo “Estadão” tinha, mais uma vez, tentado atacar o maior aliado de Lula no Congresso, José Sarney, o homem que, pacientemente, durante todo o ano passado, respondeu item por item a absolutamente todas as acusações que lhe imputaram. Respostas que, aliás, nunca foram publicadas pelo jornalão paulista. Com a manchete “Planilha do Caixa Dois de Arruda cita 'Sarney'”, a matéria encomendada dava continuidade à série de aleivosias sem sentido ao presidente do Senado. Depois do título bastante incisivo na acusação, logo no lead da matéria o “jornalista”, Leandro Colon, já avisava que a coisa não era séria, tentando se precaver de futuros questionamentos: “Sem especificar qual Sarney, texto escrito em parte pelo ex-governador mostra valores e as letras `PG´”. Para quem é leitor ocupado na correria do dia-a-dia (a maioria) e acreditou na promessa da manchete, não teve como prestar muita atenção às maquiavélicas aspas utilizadas. Mas quando se lia o sub-lead, em destaque, recebia uma ducha fria: “A anotação, manuscrita, feita pelo próprio Arruda, comprova perícia feita a pedido do Estado. À frente de ´Sarney` (com aspas), o documento registra uma quantia e o quanto teria sido pago: ´250/150 PG`”. O jornal não explicava como chegou à conclusão de que se tratava de documentos sobre campanha eleitoral, se aqueles números eram somas em dinheiro, nem que cifras eram. Logo depois, querendo confundir ainda mais o leitor, o texto avisa que “segundo a perícia, as letras ´PG` foram escritas pelo tucano Márcio Machado (...)”.Legal! Beleza! Primeiro Colón tinha dito no sub-lead que “A anotação, manuscrita, feita pelo próprio Arruda, comprova perícia feita a pedido do Estado”. Depois tentou explicar que aquilo era coisa do tal Machado. Depois, ainda, informou que era “anotação, manuscrita, feita pelo próprio Arruda”. Coisa de Louco! Por essas e por outras trapalhadas, já virou motivo de piada, entre os jornalistas mais famosos e sérios que cobrem o Congresso, a verdadeira idéia fixa do Estadão para com o Presidente da Casa. Nos corredores, muitos comentavam que, curiosamente, os ataques do Estadão são sempre assinados não pelos profissionais mais renomados do jornal, mas pelo mesmo projeto de repórter, Leandro Colon, o único que se submete a esse papel. Um repórter experiente da Rede Globo, inclusive, comentou em off que este é um procedimento normal em muitos veículos. Escolhe-se um jornalista meão, sem qualquer destaque no jornal, sem nome, sem currículo, sem ter o que perder, para se submeter a produzir factóides que um profissional mais sério, competente e conhecido se negaria.
O conteúdo, dessa vez, procurava associar as lambanças do chamado “mensalão demo-tucano” em Brasília com a família Sarney, numa clara tentativa de se espalhar para a base aliada do governo as sujeiras perpetradas pelos aliados de Serra. Sujeiras essas que são consideradas o calcanhar de aquiles da candidatura demo-tucana. De repente, Arruda, alma gêmea de Serra, eterno escudeiro de FHC, que chegou a ser cogitado a ser vice da chapa oposicionista, se torna, pelos caprichos de Colón, “aliado de Sarney”. Sarney que seja, talvez, o político que esteja, por fatos notórios, o mais distante do governador paulista na esfera política brasileira. O lamento geral é de que o “Estadão”, que já foi considerado um dos mais sóbrios e sérios veículos, perdeu de vez qualquer veleidade ética e pudor jornalístico. Consideram que a diminuição das vendas e a perda de publicidade o estão levando a uma posição exageradamente apelativa e vinculada demais com interesses políticos específicos.



A hipocrisia da autocensura bastante lucrativa

O motivo maior das críticas é o espaço reservado pelo “O Estado de São Paulo” para uma espécie de calendário que conta o tempo em que o jornal estaria sendo “censurado”. Considera-se que tal posição mostra que a questão se tornou ou um recurso eficiente de se aumentar as vendas do jornal ou, pior, uma forma de chantagem política muito bem paga, que estaria vinculada aos interesses da oposição em enfraquecer a candidatura Dilma. A avaliação é de que a tese da “censura” não cola e que o jornal é que vem impondo uma autocensura bastante pragmática para se manter o foco em Sarney, principal responsável pelo apoio do PMDB ao governo e à candidatura Dilma. Desde 29 de janeiro, aguarda-se definição judicial sobre o processo que impede o jornal de divulgar informações em segredo de justiça sobre a Operação Boi Barrica. O jornal foi proibido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), em 31 de julho passado, de noticiar fatos relativos à operação da Polícia Federal, pelo simples fato de que as informações foram obtidas de forma ilegal e ilegítima. O que vem causando desconforto por parte de muitos profissionais da imprensa é que, mesmo amparado pela Constituição e pela Justiça - e não querendo fazer o jogo propagandístico do jornal -, em 18 de dezembro Fernando Sarney entrou com pedido de desistência da ação contra o Estadão. Mas o jornal não aceitou o arquivamento. Claro que não. A atitude de Fernando Sarney demonstrou que a pretensa “censura” era, realmente, uma autocensura do jornal para se fazer de vítima. Prova disso é o fato de que, no dia 29 de janeiro, o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira apresentou ao TJ-DF manifestação em que sustentava a preferência ansiosa do jornal pelo prosseguimento da ação. A idéia era manter o jogo de cena. Claro!
Muitos do meio jornalístico andam preocupados com a conseqüências para a democracia. Teme-se que posições irresponsáveis como as do Estadão possam alimentar a idéia na população de que Lula esteja certo, quanto critica a parcialidade desmedida dos principais veículos de comunicação contra ele. Aliás, aproveitando o mote fornecido por Michel Moore, o presidente criticou neste sábado "parte da elite brasileira" por não acreditar que conseguiria governar o país. E comemorou ter sido escolhido um dos líderes mais influentes do mundo por uma revista norte-americana. "Eu fico feliz quando a revista Time diz que eu sou a pessoa mais influente do mundo. Porque a elite brasileira dizia que eu não tinha competência para governar", disse Lula em discurso no evento do Dia do Trabalho promovido pela Força Sindical, em São Paulo.
Mas, casos como esses trazem reflexões importantes que podem ser discutidas amanhã, na 5ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, promovida pela Câmara. A elaboração, investigação ou edição de uma notícia de forma dirigida, parcial ou preconcebida, para atender a determinados objetivos e interesses de repórteres e jornais, é algo já bastante estudado e debatido. Nos grandes veículos, antes que uma falha individual de conduta ética por parte do repórter, isso seria prática não só normal, mas imprescindível para o funcionamento das redações e editorias. Quem é da área, sabe do que se está falando. É a velha e eficiente manipulação, o que os próprios profissionais da imprensa chamam de “plantar notícias”, ou seja, determinadas informações não necessariamente verdadeiras, propositadamente publicadas, não para informar, mas para serem desmentidas depois ou, pelo menos, comentadas, quando o estrago já foi feito. A notícia “plantada” não segue a tramitação normal de apuração. É forjada na própria redação do órgão de imprensa, para provocar questionamentos que propiciem novas informações jornalísticas importantes. Uma espécie de catalisador noticioso. A despeito da questão ética que uma coisa dessas implica - ou da discussão sobre a influência do “quarto poder” na vida política e coisas do gênero ( assuntos já analisados à exaustão ) -, o que merece uma reflexão agora é: a existência da Internet e das redes sociais poderão fazer frente aos veículos tradicionais? Como e em que dimensão? Até que ponto a democracia representativa poderá melhorar ou piorar diante das novas tecnologias empregadas na comunicação? As instituições e os jornais estão preparados para enfrentar esses novos desafios? Os poderosos donos de jornais e suas manipulações, em contraste com as informações diretas das redes sociais, podem levar a população a apoiar idéias totalitárias ou uma concentração de poderes em líderes carismáticos? Estas são questões importantes a serem debatidas no encontro.

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    A evolução tecnológica e o fim do colunismo de “jabá”

    A verdade é que, por trás desse cenário todo, há uma questão essencial para se compreender não apenas a conjuntura política, mas a estrutura básica de poder das relações entre “democracia representativa”, mídia comercial e instrumentos de participação direta do cidadão através da Internet. O mundo se transformou com a revolução tecnológica. Com vem advertindo o senador Sarney, a opinião pública de hoje, por causa da Internet e, curiosamente, da transparência de instituições como o Senado, é um processo muito mais complexo do que se imagina. A população, hoje, não vê os acontecimentos políticos apenas mediados pelo cabresto dos ditos “formadores” de opinião. A população já está se vacinando das crises políticas construídas pela grande mídia. Não é por acaso, portanto, que alguns jornalistas tentam desesperadamente desqualificar a base da população que dá 84% de aprovação ao Presidente Lula, quando acusam o presidente de "populismo". Isto é, de tentar governar comunicando-se diretamente com sua base social, ignorando a mediação de instâncias tradicionais como os partidos e a grande mídia. Quer dizer: os jornalistas – ou os “barões” seus chefes - acham que suas opiniões são a própria opinião pública, mas a realidade diz o contrário. Se não fosse assim, como explicar os 84% de Lula, mesmo com a atuação ostensiva da mídia contra ele?
    E como diziam os romanos, “leão ferido dá mordeduras mais violentas”. Os colunistas/lobistas e jornalistas amestrados, que vivem do jabá, estão cada vez mais raivosos. Atacam violentamente o Congresso Nacional justamente porque estão perdendo, cada vez mais, espaço junto à classe política, como elemento mediador entre os fatos que ocorrem no Congresso e a massa que, hoje, pode acessar informações nos blogs ou assistir aos debates ao vivo na TV Senado. Diante da evolução dos mecanismos de transparência da instituição, jornalistas pilantras estão perdendo o “ganha-pão”: a chantagem. Sarney, o eterno “boi de piranha” dessa gente, depois de 55 anos de experiência na vida pública e em cargos eletivos, já andou diagnosticando: a chamada “democracia representativa’, como a conhecíamos há até bem pouco tempo, está com os dias contados diante da democratização do acesso à Internet, aos blogs e a toda a parafernália eletrônica que o avanço tecnológico trouxe". Sarney tem razão. Tais recursos começam a produzir certo tipo de democracia direta que coloca em xeque não só os políticos tradicionalmente eleitos, mas, também, os empregos de colunistas, jornalistas e comentaristas políticos pagos, que sempre tiveram o monopólio no condicionamento da opinião pública. Sarney tem razão. O colunismo político profissional e o jornalismo pragmático de um Colon da vida, estão com os dias contados.

    O fim da “Conta Movimento do Banco do Brasil” e criação do SIAFI: transparência e controle do Orçamento

    Por isso, há um indisfarçável ódio dos chantagistas de plantão para com Sarney, pois ele foi o grande responsável pela transparência da Casa e, por conseguinte, pela transformação dos caçadores de jabás em elementos inúteis. Explico: jornalistas e colunistas que, hoje, procuram estigmatizar Sarney como símbolo do que é “pouco transparente”, fazem isso por pura vingança corporativa. Sabem que, quando colocam em questão os detalhes dos gastos do Senado, se utilizam ou do portal “Contas Abertas” para suas acusações, ou consultam diretamente os dados do próprio SIAFI – Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal. A contradição é: como podem considerar Sarney “pouco transparente”, se tais mecanismos de consulta do Orçamento só existem justamente por causa de uma decisão política corajosa de Sarney quando foi Presidente da República? Para quem não sabe, foi o presidente Sarney que elaborou programa de redução das despesas e revisão dos gastos públicos, dando sistematização e transparência ao processo orçamentário (unificando o Orçamento e criando o SIAF) e saneando o Banco do Brasil e o Banco Central. Já em 1986, criou a “Secretaria do Tesouro” e acabou com a “Conta Movimento do Banco do Brasil”, o que viabilizaria, mais tarde, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a atuação do COAF, por exemplo. Quem se lembra, hoje, do que era a conta movimento do Banco do Brasil? Era o instrumento mais importante e mais desagregador da política brasileira. O Banco do Brasil tinha uma carteira que administrava recursos resultantes de emissões de papel-moeda e que se destinava a socorrer empresas de amigos do governo, inclusive da grande mídia. Era a “maquininha ´mágica` de fazer dinheiro”, um dos fatores mais importantes que pesava sobre a inflação e que tornavam privados os recursos que deveriam ser públicos. Pois foi Sarney o primeiro Presidente que teve coragem de acabar com esta aberração de fazer dinheiro e inflação, criando a Secretaria do Tesouro. Não existe, na História da República, gesto maior de moralização e transparência de recursos públicos do que este, uma verdadeira revolução no trato com o dinheiro público, pois todo mundo que chegava à Presidência deixava essa monstruosidade orçamentária continuar porque era altamente útil ao aliciamento político. E isso nunca deu manchete de jornal. Mas, como era de se esperar, o ato do Presidente Sarney provocou a ira de importantes políticos e o surgimento de inimigos poderosos nas elites e nos jornais. É, pois, no mínimo, uma contradição, jornalistas amestrados de hoje acusarem Sarney de não ser transparente, quando se utilizam justamente nos mecanismos de transparência criados por ele.

    TV Senado: uma revolução para a transparência

    Por outro lado, já como presidente do Senado, Sarney aplicou no Legislativo a revolução que havia iniciado na Presidência da República. O Senado Federal, desde o final dos anos 70, era a casa de menor prestígio do Congresso Nacional. Durante a Ditadura Militar, a presença dos senadores biônicos desprestigiou a instituição. Mas este cenário mudou durante a década de 90, justamente por causa da decisão de Sarney de criar, com a ajuda do competente jornalista Fernando César Mesquita, a TV Senado, que passaria a ser referência para todas as demais TVs públicas que viriam. Com ela, a transmissão ao vivo das Sessões Plenárias e das reuniões das comissões abriu ao país uma realidade conhecida por poucos. Conforme o chefe da Secretaria de Comunicação da época, Fernando César Mesquita, a imprensa “divulgava menos de 1% dos fatos produzidos pelos senadores quando não se omitia ou distorcia os fatos. Agora, eles são acompanhados passo a passo no Senado”. Os jornalistas especialistas na cobertura da Casa foram os que mais chiaram, pois perderam o monopólio na “tradução” do que ocorria. Perderam o poder de manipular opiniões. No início, eram somente quinze horas no ar, transmitidas apenas para Brasília. Em maio de 1996, o sinal da TV Senado já estava em todo o Brasil pelo sistema de satélite digital. Antes de completar um ano, a TV Senado já transmitia sua programação durante vinte e quatro horas, inclusive nos finais de semana. Com a explosão de CPIs, os índices de audiência aumentaram e chegaram a superar o desempenho de diversas TVs comerciais. O povo começou a ver que o que os colunistas falavam não era bem uma verdade absoluta. Portanto, aquela idéia do excelente Bob Fernandes de que "cerca de 12 jornalistas conduzem a opinião pública a respeito da política nacional" parece não se sustentar mais. É verdade que alguns jornalistas ainda acreditam nisso e confundem o inquestionável poder da mídia com o seu poder individual. É verdade que colunistas medíocres, - mas influentes -, como Ricardo Noblat, Gustavo Krieger, Eliana Catanhede, Dora Kramer, Reinaldo Azevedo, Ricardo Boechat e Alexandre Garcia continuarão recebendo seus jabás. Mas é verdade também que a transparência da própria instituição evoluiu muito. E evoluiu justamente por causa daquele que vem sofrendo os maiores e mais vis ataques: José Sarney. Parece que muitos deles não perdoam o que fez Sarney quanto à transparência desde que foi Presidente da República. É isso.

    * Said Barbosa Dib, historiador e analista político em Brasília

Lula na Time. Chorem desafetos e recalcados...


Falam, batem, arrebentam, xingam, cospem, atiram, dão rasteira, chutam na virilha, cortam os pulsos, arrancam os cabelos, e não adianta nada. Tudo inútil. Lula continua imbatível, com perto de 84 por cento de aceitação popular. Oposição e vassalos incompetentes. A propósito, quando Lula passou mal, por causa da pressão que subiu, escrevi aqui, no meu blog e diversos jornais, inclusive no Globo, que a importância de Lula no mundo poderia e deveria ser analisada e constatada pela quantidade de notícias sobre o assunto que saiu na imprensa internacional. Aproveitei para salientar que Lula precisava zelar mais pela saúde e voltar logo ao ringue, porque eleição presidencial sem ele não tem graça. Concluía afirmando que Dilma também precisava rezar pela melhora da saúde de Lula, caso contrário ele estaria literalmente frita. Hoje, mais uma vez, Lula é astro da revista “Time”, o que apavora desafetos e recalcados. Fazer o quê.

Os meninos encantam o futebol


Os meninos santistas encantam os gramados. O time do Santos sabe o perfume que a bola gosta, como Gerson, Rivelino, Nilton Santos, Zico, Tostão, etc, sabiam muito bem. O jogo foi dramático, pegado, catimbado. Por pouco o Santo André não derruba muitos analistas de meia pataca. Que nunca jogaram futebol na vida. Mas o Santos mereceu. Quem não faz leva e gol perdido faz falta. Que o diga o bom time do Santo André. Dunga precisa trocar de óculos: Não sei o que espera para escalar juntos, na seleção brasileira, Nylmar, Ganso, Robinho e kaká.