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Foto: Jonas Pereira (Agência Senado) |
Eleição se ganha no voto. Pelo convencimento. Lambari é pescado. O jogo é jogado. Renan Calheiros é político vitorioso e pragmático ("Voto aberto contra Renan" - Correio Braziliense - 20/11). Ex-ministro da Justiça do governo FHC, Calheiros reelegeu o filho e xará para governador no primeiro turno. Ele próprio reelegeu-se senador. A trajetória de Renan precisa ser analisada em duas vertentes: o político bom de urna, 4 vezes presidente do senado e do congresso nacional e defensor intransigente da governabilidade e da democracia. O futuro presidente Bolsonaro não precisa temer Calheiros. A forte personalidade de Bolsonaro e Renan estarão sempre a serviço do bom combate e das causas elevadas. Os homens de bem não temem Renan. Só os outros. Renan não se amesquinha nos cargos que ocupa. Mantém a postura digna com exemplar espírito público. Como presidente do Congresso, Renan jamais permitiu que o Legislativo fosse ultrajado em suas prerrogativas e independência. As gestões de Calheiros como presidente do senado, permitiram que a Câmara Alta alcançasse uma administração racional, econômica e eficiente, aproximando cada vez mais o senado da sociedade. Até pouco tempo isso era impossível. Renan Calheiros tornou o senado mais transparente e aberto a toda população. Aliando a Casa às novas tecnologias, votando com mais velocidade, acabando com a burocracia e agilizando o processo legislativo, que era lento e anacrônico. Com Renan no comando do senado, os parlamentares reforçaram suas missões fiscalizadoras. Implantou-se um programa de avaliação das políticas públicas pelo parlamento além do acompanhamento do sistema tributário nacional. Iniciativas que fortalecem o congresso e honram o cidadão. Calheiros faz do permanente diálogo, forte instrumento em benefício do bem comum. Não é homem de dobrar a espinha para ameaças de bravateiros. Sente-se feliz porque agora o congresso nacional é pautado pela sociedade. A seu ver, não há nenhum demérito nesta relação. Salienta que "antes ser pautado pela sociedade do que ser esquecido por ela; antes ser pautado pela sociedade que ser pautado por forças que trabalham no dia a dia contra a democracia". Nesse sentido, Renan costuma também dizer que "não existe congresso de costas para o povo. O congresso sempre quis o que o povo quis. Aceitar críticas é gesto de humildade e desejo de interagir com a sociedade".
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