segunda-feira, 7 de maio de 2012

Collor defende segredo de justiça e livre expressão


Em duro discurso no Senado, Fernando Collor (PTB-AL) afirmou que preservar o direito de justiça é cumprir a lei, é defender o que reza a Constituição, e não cercear a liberdade de expressão. Frisou que garantir a segurança jurídica e os direitos fundamentais assegurados a qualquer cidadão é o mínimo que se espera de um Estado democrático. Para Collor, nem tudo que envolve uma CPMI se reveste de um mero jogo político. "Pena que alguns meios, em seus esconsos e por meio de obreiros da hora e de plantão, assim não entendem e assim não o fazem", salientou, acrescentando: "Em busca de notoriedade e de lucros, lucros e mais lucros, violam normas, valem-se de métodos criminosos, deturpam fatos e distorcem informações que acabam ferindo a honra e a imagem de terceiros. Isto sim, é censurável, é condenável, é crime e, portanto, merece repulsa". Reiterou que sempre respeitou a opinião contrária, a divergência, o contraditório, o bom e justo debate. "O que não aceito é a dissimulação provocativa, a farsa induzida ou simplesmente a mentira deslavada". A seu ver, "os que daqueles métodos rasos se utilizarem, que tenham depois o estofo para digerir as respostas e assumir eventuais conseqüências", aduziu. Por fim, Collor lembrou que como Presidente da República e investigado por um processo político, jamais promoveu qualquer tipo de cerceamento à liberdade de expressão nem criou dificuldades nas apurações sobre o governo e seus atos.


Confira os vídeos da TV Senado com o pronunciamento


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