terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Nélio Jacob

Eu não era bom de bola, apenas tinha velocidade e gostava de jogar futebol. Depois que parei de ser peladeiro, já com mais de 30 anos, comecei analisar o futebol baseado em seus fundamentos: o principal fundamento do futebol é saber dar um passe e saber receber; saber matar uma bola; não deixar a bola alta quicar em sua frente, que geralmente são bolas longas e o zagueiro fica mano a mano com o adversário: não ficar parado esperando o passe longo, tem que ir de encontra a bola. São essas qualidades principais, que um jogador técnico domina.

Costumo dizer que jogador de uma perna só, é meio jogador, em especial os atacantes. Pode-se dizer que, grandes jogadores só tinham uma perna e foram bons, mas se tivessem as duas pernas seriam melhores. O Neneca,  goleiro do Flamengo, recebeu uma bola no fogo, foi ajeitar, para a perna boa, perdeu a bola e tomou o gol.

Desenvolver a perna ruim com treinamentos em sequência é rápido, mas quais  jogadores  e treinadores se interessam?  Meu neto, com 14 anos, jogava futebol e só sabia jogar com a perna direita. Durante a pandemia disse a ele: fica chutando a bola com a perna esquerda contra a parede e na volta só mata com a perna esquerda e assim sucessivamente, você, vai também condicionar a mente a utilizar a perna ruim.
Um mês depois meu filho me liga e diz: pai, o João está batendo bem com a perna esquerda.
Entretanto, futebol também é sorte e vocação. Por tantos detalhes, é que o futebol permite aos torcedores terem visões diferentes. 
Três assuntos que se deve discutir: futebol, política e religião. Futebol como distração, política e religião em defesa do presente e do futuro do país. 
Uma boa quinta feira, saúde e paz. 
Nélio Jacob

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