Sonhei que o esperançoso povo brasileiro acordou feliz. Abrir a janela. O sol brilhava intensamente e os passarinhos cantavam a sinfonia da libertação. Razão da euforia: o bem comum, senhor de todas as forças do universo, lacrou as portas do Supremo Tribunal Federal (STF). Implodiram o prédio da safadeza jurídica. Com o rabo entre as pernas, tentando manter o habitual nariz empinado, de vestais grávidas, togados e a togada pegaram as pressas papéis comprometedores e vazaram pelas portas dos fundos. Em vão. Ganharam estrondosas vaias do público amontoado na Praça dos 3 Poderes. Seguranças deram no pé. Cansaram de carregar malas pesadas, com alças. Meu patriótico sonho disse que, nesta linha, iria finalmente acabar a avacalhação jurídica no Brasil. Será mesmo, poderei com meus botões. Será mesmo que abutres togados como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Toffoly vão admitir, pelo menos, que erram muito mais do que acertam? Manda a Constituição que os 3 Poderes precisam trabalhar irmanados. Respeitando o bem público. Colaborando para o desenvolvimento do Brasil e pelo bem estar do povo. O que se ver são ringues montados de agressões e ameaças mútuas. De arrancas rabos nada republicanos entre magistrados, senadores e deputados. Todos se acham donos da razão. O povo que se lixe. Jogaram no lixo o decálogo da harmonia, do bom senso e da responsabilidade. Caneladas entre eles aumentam. Moraes e Toffoly estão adorando. Dupla que produziu muito pela outrora Suprema Corte ter virado um reduto de camelôs. Um antro de trambiqueiros que envergonha a nação. A outrora e respeitada guardiã do bem público virou um chiqueiro. Lama virou perfume. Todo dia o presidente da corte, ministro Edson Fachin discursa. Se esguela. Seja em feira, batisado, ou treino do Flamengo., Insiste em dizer que os colegas dele são formidáveis e inatacáveis. Merecem ser canonizados. São vítimas de exploração política. Mas a podridão do Master que atingiu ministros do STF e grandes setores da vida pública é mais candente e descarada. Tolice atroz tentar esconder o sol com a peneira. Manchas indecorosas das digitais imundas da escória togada e de banqueiro facínora jamais se apagarão.
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