Trabalho de relator e relatora é sempre demorado. É preciso atenção dobrada e isenção nos detalhes. Para que a tarefa seja acolhida pelo público. Nessa linha, foi estafante e produtiva a tarefa da ministra do Supremo Tribunal federal (STF), Carmen Lúcia, na elaboração de um Código de Conduta da Suprema Corte. Por ora a discreta ministra não trata com a imprensa sobre o tema. Mas posso adiantar alguns dos tópicos mais importantes do valoroso, rigoroso e patriótico trabalho da ministra: o severo código determina, por exemplo, que os ministros não devem usar celular quando um ministro está tratando de algum assunto; ministros agora terão que comer com a boca fechada, nada de bebida alcóolica nas dependências da corte, evitar ao máximo arrotar dentro do tribunal, não cochilar dentro do plenário, evitar contar piadas cabeludas, ir à missa aos domingos, manter os sapatos engraxados e a beca limpa, estabelecer preço fixo nos cachês cobrados nas palestras que ministros fazem pelo Brasil. Liberar cedo os motoristas. Eles também têm família. E, principalmente, evitar de ir sozinhos a bares, restaurantes, cinemas e padarias. Porque nunca se sabe qual será a reação e recepção da população. Bom não arriscar.
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