Água benta
Alguns rostos significam
vida plena
têm água benta
comovem oceanos
pintam as cores do céu
caminham na imensidão dos rios
são devotos dos peixes
adormecem nas margens de Deus
Vicente Limongi Netto
amor e tolerância
A Câmara dos Deputados obrou bem, criando a bancada negra. Antigo anseio. Classe operosa e digna. A oportuna e meritória iniciativa veio juntar-se as bancadas da bola, da bala, a ruralista e a evangélica. Breve serão oficializadas as bancadas parda, escura, albina e a indígena. Tudo com ardor cívico, visando aprimorar os canais de comunicação com o eleitor, além de modernizar os trabalhos do legislativo. Nessa linha, já existem na Câmara dos deputados dezenas de outras respeitadas e atuantes bancadas igualmente empenhadas e focadas nos interesses da população. Formada por homens públicos de fino trato. Desprendidos e generosos. Como a bancada do ócio renumerado, dos divorciados, dos viajantes, dos parasitas, dos enganadores, dos trapalhões, da me engana que eu gosto, do olho gordo, dos adesistas, dos boêmios e a dos finórios. A bancada mais poderosa, imbatível, gulosa e azeitada, contudo, continua sendo a do Centrão. O senador cearense Virgílio Távora disse certa feita que o senado era o "paraíso". Para o deputado Arthur Lira, o manda chuva da Câmara Federal, o Centrão é o céu. Com direito a anjos e corais de estrelas.
Manchete sombria, que humilha e desmoraliza a ética e a isenção política, e joga no lixo o interesse público: "Lula demite presidente da Caixa Econômica e nomeia indicado do Centrão". Sempre o maldito Centrão, o finório, guloso, privilegiado e poderoso esquema político do sinistro presidencialismo brasileiro. O centrão dá as cartas. Manda, desmanda e ameaça. Próximos alvos do insaciável Centrão serão a Casa da Moeda, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste. O Centrão tem fortes influência e digitais nos 3 Poderes da nação. Sempre com ardor cívico. Em nome do Brasil. Coitado do Palácio do Planalto se não atender as exigências nada republicana dos caras lambidas do Centrão. O Centrão é uma esmerada e azeitada milicia de engravatados. Unha encravada de Lula sem data para sarar. Comandada pelo belicoso presidente da Câmara dos deputados, Arthur Lira.
Perto dos 80 anos de idade, não deveria mais dar trela aos sentimentos mesquinhos da ingratidão, e da indigna e indecorosa indecência da estupidez humana. Renomados homens públicos merecem o castigo dos Deus da bondade e da sabedoria e o desprezo dos justos e isentos, quando reunidos para saudar os 35 anos da Constituição, não tiveram, mais um vez, a gentileza, a educação, o respeito, a dignidade nem a grandeza, de lembrar, em seus bolorentos rascunhos, o nome de José Bernardo Cabral, que dedicou a vida, sem tréguas, a elaboração da futura Carta Magna, como relator-geral da Constituinte. A patética e mesquinha omissão torna-se ainda mais grave porque o regabofe foi na sede da OAB Nacional, entidade que Bernardo Cabral presidiu com invulgar desassombro. Beto Simonetti, atual presidente da OAB, foi subordinado a Bernardo Cabral, no Conselho Nacional da entidade. O doutor Simonetti não fez nenhuma referência ao padrinho e mestre, Bernardo Cabral, no seu papelucho. O doutor Simonetti tem um filho chamado Bernardo, em homenagem a Cabral. Também omitiram o nome do ex-senador e ex-ministro da Justiça, o presidente do senado, Rodrigo Pacheco e o vice-presidente da República Geraldo Alckmin. Grosseria imperdoável. As vestais grávidas que hoje esqueceram de fazer justiça ao democrata e patriota Bernardo Cabral, serão os esquecidos de amanhã.
País sem lei. Bagunçado. Entregue aos bandidos. Deitam e rolam nas barbas das autoridades. O povo que se vire, amedrontado e refém dos criminosos. Milicianos queimaram 30 ônibus no Rio de Janeiro, em apenas um dia. Onde estão, o que dizem, o espaçoso e falastrão ministro da Justiça, Flávio Dino, e o secretário-geral do ministério, Marcelo Capeli, cujo esporte predileto é deitar falação sobre estratégia de inteligência? Quais serão as novas desculpas da formidável dupla? E as forças de segurança, que o governo Lula mandou para o combalido Rio de Janeiro, escafedeu-se na fúnebre brisa carioca?
O cearense de Crateús, Antônio Valmir Campelo, completa 79 anos, domingo, dia 22. Honrou todos os cargos que ocupou. Administrador do Gama, Brazlândia e Taguatinga, deputado federal constituinte, vice-presidente do Banco do Brasil, senador e ministro-presidente do Tribunal de Contas da União. Trajetória pessoal e pública que dignifica a existência de Valmir.
Em menor escala, mas com idêntico sofrimento e dor. Guerras e batalhas no Brasil varonil não cessam. Mortos e desaparecidos que compõem as angústias, sofrimentos e tormentos diários dos brasileiros não são enfrentadas com mísseis, canhões, granadas ou bombas. como no Oriente Médio. Os bombardeios que destroem famílias surgem com enchentes, alagamentos, enxurradas, secas, poluição, queimadas, desabamentos, insegurança, feminicídios, desemprego, falta de moradia. Batalhas que matam e sangram milhares de corações. Nessa linha, a guerra contra a fome parece não ter fim. Números oficiais revelam que 38 milhões de brasileiros não têm nada para comer, todos os dias. Canalhas e insanos matam e estupram os próprios filhos. É a mais dramática e indigna das guerras.
O valoroso repórter (como ele próprio se denominava) era o decano do jornalismo mundial e partiu com 100 anos de idade. Hoje, 17, nosso eterno e saudoso Hélio completaria 106 anos de idade. Até o fim, não deixava de escrever no blog e dava entrevistas a cineastas, estudantes e pesquisadores.
Helio Fernandes foi o jornalista que mais vezes foi preso ou detido para averiguações no regime militar, confinado três vezes – em Pirassununga, Campo Grande e Fernando de Noronha. Foi também o único jornalista a ser julgado no Supremo, quando o presidente João Goulart quis prendê-lo por divulgar um documento secreto do Exército, sem revelar sua fonte, que tinha sido o general Cordeiro de Farias.
A vida inteira defendeu a liberdade de imprensa e a democracia. Jamais se submeteu aos caprichos de poderosos de plantão.
CONSELHEIRO DA ABI – Por décadas foi conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa. Escrevia com coragem, destemor e isenção. Sobre todos os assuntos. Tinha memória privilegiada.
Oportunistas e demagogos tinham pavor das verdades e denúncias de Helio Fernandes, que não se intimidou nem mesmo quando falsos democratas jogaram bombas no prédio da Tribuna da Imprensa, em 1981. Rodolfo Fernandes, um dos filhos de Helio e Rosinha, foi respeitado e qualificado diretor de redação de O Globo. A filha, Ana Carolina, é premiada repórter-fotográfica. Helio Fernandes Filho foi vereador e diretor da Tribuna da Imprensa, Bruno é cineasta e Isabela, produtora cinematográfica. Triste e inacreditável a torpeza e a mesquinharia da escória das vestais grávidas, que tremiam com as verdades e denúncias de Helio Fernandes. Um patriota autêntico.
Tive bons professores. No jornalismo, nas escolas, em casa e na vida. Respeito e admiração por todos eles. Alguns deles estão no céu. Constatam que não erraram em acreditar em minhas virtudes. Ana Dubeux (Correio - Braziliense - 15/10) deposita todas suas esperanças nos professores. A seu ver, "professores são passaporte para o futuro". Professores ganham prêmio Nobel em todas as categorias. São premiados com títulos de Honoris Causa, são eternizados em nomes de ruas, praças e avenidas. Professores são amigos e confidentes. Bons alunos amam os professores. No Brasil, geralmente são vítimas do descaso. São humilhados, insultados, ganham pouco. Nunca são valorizados como merecem. A gratidão e louvores de Ana Dubeux expressam bem a alegria da maioria das famílias: "A todos os que abraçaram esse ofício revolucionário, o nosso agradecimento e a nossa eterna homenagem. Sempre estaremos aqui para reforçar sua importância".
"Melhor ser infeliz em Paris", dizia Millor Fernandes. "Como Paris é linda no outono", vibra o jornalista Cláudio Magnavita. A capital francesa é cenário ideal para fugir dos maníacos matando inocentes em Israel e Faixa de Gaza; Para esquecer das enchentes destruindo casas e desalojando moradores, no Paraná e Santa Catarina; Ou, ainda, para aliviar a secura da fumaça das queimadas que maltratam a saúde e o humor dos moradores de Manaus. Nesse sentido, como ninguém é de ferro, o feriadão abriu passagem, com tapetes e bandeirolas, ao som de violinos, para acolher, em Paris, os notáveis e operosos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco e Arthur Lira, o presidente do STF, ministro Luiz Roberto Barroso e Gilmar Mendes, também da Suprema Corte, o presidente do TCU, ministro Bruno Dantas e o governador do Pará, Helder Barbalho, entre outros felizes, premiados e garbosos cidadãos brasileiros, escalados para elegante e sacrificante regabofe do grupo Esfera. A vida é bela. Para os mesmos.
Pelada atroz. "Jogo triste", definiu o capitão Casemiro. "A bola pune", sentenciou Murici Ramalho. Empatar, em casa, com a bisonha Venezuela, formada com jogadores da segurança do ditador Maduro, não é bom para o currículo de nenhum técnico. Neymar mastigando chiclete, na hora do Hino Nacional. Papelão e deboche do principal jogador brasileiro. Melancólico exemplo para as crianças, alegres e animadas, cantando o hino das arquibancadas.
Merecida peia. Time entrou sonolento. Ganso errando passe. Sinal que algo ruim acontece no reino da bola. A meu ver, Ganso estava jogando bem. Não tão bem como de costume. Enfiou bolas, procurou tabelas. Foi dele a assistência para a bola na trave do John Kennedy. Mudaria o jogo. Marcelo foi para o meio, mas usou muitas firulas sem resultado. Parecia bom peladeiro, a vontade, em tarde ensolarada. Não acertou nenhuma enfiada. Ficou tocando a bola sem objetividade. O Botafogo adorou a inoperância do excelente Marcelo. André e Arias muito mal. O fluminense perde muito sem a lucidez deles. Na verdade, o time está ansioso pela final das Libertadores. Tomara que não demore. A conquista do Fluminense vai iluminar o futebol brasileiro.
Semana de 30/09 a 06/10/2023
28 de setembro de 2023
Douglas de Felice,
Desde que foi demitido por conta de seu péssimo caráter e por estar assediando moralmente os funcionários da assessoria de imprensa do partido, você - dando vazão à conhecida psicopatia e patológica maldade - tentou, em vão, “plantar” notinhas desairosas sobre mim. Logo contra mim, que nada tenho com sua merecida e já tardia demissão.
Veículos sérios da imprensa rejeitaram sua pauta furada, gerada pelo fígado, embalada pela inveja, fruto de seu atroz desrespeito pelos demais.
Poderia processar o veículo e os dois repórteres noviços que caíram na sua lorota. Mas são mais ingênuos e parvos do que daninhos. Não perderei tempo, recursos e neurônios com gente desimportante como você, nem com os risíveis focas do Metropoles, desavisados que acolheram uma matéria sem ‘lead’, sem pé nem cabeça. Ademais, não sou favorável a judicialização da torpeza alheia.
Sua fama o precede. Todos os que lhe estenderam as mãos, foram mordidos. Valdemar Costa Neto, exemplo vivo de correção como Líder político e lealdade como Homem, meu amigo faz quase quatro décadas, sentiu na pele o ônus de relacionar-se com um energúmeno do seu calibre.
Você, como um pardal devasso, deixa excrementos por onde passa, fruto de sua amoralidade e canalhice.
Jamais causei-lhe qualquer aborrecimento, não fiz qualquer comentário sobre a escória que você é, nem tentei puxar-lhe o tapete. Jamais estive contigo, portanto, não tive o desprazer de conhecê-lo. Não é do meu feitio, nem do meu caráter forjado na fidelidade e no respeito humano. É, sim, do seu feitio, picareta que é. Recebeste de mim respeito e simpatia e retribuiu-me com traição.
Você não enfrenta as pessoas por dois motivos: por não ter razão lógica e decente e, principalmente, por ser um poltrão físico e moral.
O que de melhor pode acontecer a você é esquecer-me. Você, tipo repulsivo, que fez “rachadinha” no Senado, empregando a sogra (a sogra!!!) como funcionária-fantasma por longos e lucrativos 6 anos, maculando o nome do senador que deu-lhe emprego por solidariedade e pena. E suas aventuras subterrâneas, vendendo falsa influência a incautos pelos corredores de tribunais superiores? Ou você acha que é segredo? É bom relembrar. Coisa de bandido!
E as falsificações de documentos? Quer que eu conte detalhadamente, seu indecente? Como pai de um filho sério, empresário exitoso e chefe de família exemplar, não irei te humilhar estabelecendo comparação com um falsário como o que você defecou no mundo. Anote aí: não é segredo, seu cretino. Há pais, como eu, orgulhosos da trajetória de seu filho. Há outros, como você, seu excremento, que choramingam nas portas de delegacias o fracasso moral pelos pivetes que ofertaram ao mundo.
Seu pai foi meu bom e leal amigo. Ajudei-o (e muito!), inclusive financeiramente, no ocaso triste e sofrido de uma vida limpa e digna. Ele se foi, levado pelo câncer, que eu - por obra de Deus e da Ciência - enfrentei e venci por duas vezes. Você, vagabundo e desleal, é pior que uma metástase. Saiba, malandrinho desprezível, que a ingratidão é o mau hálito da alma.
Você já cumpre a cruel condenação de ser quem é, essa coisa amoral, milongueira, especializada em pequenos expedientes, “bateções” de carteiras, mentiras e safadezas.
Já que não tens brilho intelectual, tenhas juízo: ponha-se fora do meu caminho.
Você é amoral, gelatinoso, comprável, melífluo, alugável. Não tem, portanto, a capacidade de indignar-se. Eu, ao contrário, enfrento os meliantes como você, seu bestalhão.
Um dos piores tributos que se paga na vida é tolerar a existência de escroques como você.
Eu te vomito, Douglas de Felice.
Ruy Nogueira
P.S. Essa carta é pessoal e reservada. Não irei aumentar a quantidade de lama na qual você vai se atolando, seu merda.