sábado, 19 de setembro de 2020

Fome humilhante

A pandemia aumentou a miséria. Milhões de brasileiros não têm nada para comer. Pesquisa do IBGE revela  números assustadores e cruéis. A fome e a miséria liquidam ilusões. Afrontam sonhos. Humilham o ser humano. A ausência de higiene, roupas, moradia e escola, aumentam a desesperança. Perpetuam a dor. Devoram famílias. Destrói o futuro. Desespera a alma. Crianças sujas, com fome e maltrapilhas choram ouvindo a avó agoniada dizer que não tem comida em casa. A aflição de pais desempregados esmaga corações. Doações escassas amenizam o sofrimento e a humilhação. Criança alimentada é feliz. Criança com fome é consumida pela infelicidade da miséria. Sem forte e urgente ajuda dos governantes, o quadro desalentador não será alterado. Quem tem fome não sabe o que é dia radiante. Desconhece bonanças. Só pede a Deus que os ventos dos anjos tragam pratos de comida.

       Ácidos rumores

As palavras ardem

no tempo das amarguras

rompidas com ventos e aromas

com mortes esquecidas

simbolizando rostos

silenciados pela aurora adormecida.
                      

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Renan é forjado em lutas

Renan Calheiros é forjado em lutas. Vai tirar de letra mais essa adversidade. Breve retornará a suas atividades. Amigos e admiradores ficam orando por ele. Deus sempre no comando.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Agenda entre Suframa e indústria reforça compromisso com ações de desenvolvimento socioeconômico

Com a participação de empresários, parlamentares, pesquisadores e representantes de entidades de classe, a Suframa realizou o evento "Suframa e Indústrias Hoje - Suframa e Indústrias Amanhã". Em função das medidas de prevenção à Covid-19, o número de convidados foi limitado, mas a iniciativa  contou com transmissão ao vivo no canal oficial da Autarquia no YoutTube (http://www.youtube.com/SuframaNews).

Na abertura da reunião, o superintendente da Suframa, Algacir Polsin, agradeceu a participação de todos e disse que um dos principais objetivos do evento foi dar continuidade ao esforço de integração, facilitação e aproximação com as diversas forças vivas da sociedade, de forma a apresentar ações prioritárias que estão sendo desempenhadas pela Suframa em apoio aos diversos segmentos de negócios na região. Ele também enfatizou o desenvolvimento regional e a redução das desigualdades regionais como razões de ser do modelo Zona Franca de Manaus e afirmou que a Autarquia está comprometida em buscar avanços em diversificação industrial, bionegócios, projetos de desenvolvimento regional sustentável, formação profissional, proteção do meio ambiente e projetos sociais, entre outros, buscando de forma incessante irradiar as riquezas do Polo Industrial de Manaus (PIM) para toda a área de atuação da instituição.

A programação do certame contou com as apresentações "Um novo Centro de Biotecnologia da Amazônia", realizada pelo pesquisador do CBA, Edson Pablos; "ABDI e o Polo Industrial de Manaus", promovida, em vídeo, pelo Head de Indústria 4.0 da ABDI, Bruno Jorge; "Programas Prioritários Indústria 4.0", realizada pelo gerente de projetos da CITS, Alberjan Pinto; "Projetos de automação do Sidia", realizada pelo gerente sênior de MEGA e PMO do Sidia, Marcel Gonçalves; "Programa Conexão Distrito", feita pela gerente sênior da Unidade de Negócios do Sidia e do Manaus Tech Hub, Jacqueline Freitas; "Case de Sucesso", promovida pelo representante da Bridge Indústria de Plásticos da Amazônia, Eduardo Pascarelli; e também uma apresentação, em vídeo, da Yamaha Motor da Amazônia, sobre ações sociais e de capacitação profissional, promovida pelo gerente executivo da empresa, Anderson Chaves.

Depois das apresentações, o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, afirmaram que os assuntos abordados durante o evento devem ser vistos como grandes oportunidades, mas que também faz-se necessário vencer as dificuldades e deficiências para transformar esses desafios em ações reais que tragam benefícios para a população regional. Outra ação defendida pelos representantes das entidades de classe vai ao encontro das palavras do superintendente Algacir Polsin e diz respeito à contínua e necessária integração de esforços, pois a união das instituições tem uma única bandeira, que é o desenvolvimento do estado do Amazonas e de toda a região coberta pelo modelo Zona Franca de Manaus (ZFM). O deputado federal Cap. Alberto Neto participou do evento e destacou a relevância de iniciativas que gerem benefícios sociais por meio dos segmentos incentivados da região.

Ao final do encontro técnicos da Suframa realizaram atendimentos, tanto presenciais quanto virtuais, por meio do Google Meet, buscando esclarecer dúvidas sobre temas relacionados a programas prioritários, fundos de investimento, capitalização de startups e Indústria 4.0.


Presidente da CNC fala sobre os impactos da covid-19 no setor em programa do Correio Braziliense

O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, participou, na última quarta-feira (9/9), do programa CB.Poder, realizado pelo Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília. Entre outros temas, Tadros falou sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus no setor de turismo, um dos mais afetados pela crise. Segundo o presidente da CNC, o segmento acumulou 446 mil demissões e perdas de R$ 153 bilhões até o mês de julho.


“O setor de turismo já vinha sofrendo mesmo antes da pandemia, sobretudo por causa dos problemas de segurança pública no Brasil. Com o surto de covid-19, porém, o estrago foi ainda maior”, afirmou, ressaltando que “qualquer leitura que se faça na atual conjuntura, terá de ser reanalisada no futuro”.

Considerado o pico, abril foi o mês que registrou o maior número de demissões (174 mil), seguido por março (104 mil), junho (44 mil) e julho (40 mil). Por mais que as perdas do setor venham diminuído gradualmente nos últimos meses, Tadros projeta que, mesmo que uma vacina tenha sucesso a curto prazo, o processo de recuperação econômica não se dará de forma rápida. “Uma estrutura que perdeu quase R$ 200 bilhões não se recupera da noite para o dia, é um processo lento”, disse.

Sobre o comércio, José Roberto Tadros destacou que o setor tem algumas vantagens em relação ao turismo, principalmente por causa dos hábitos de consumo, que divergem da compra de pacotes de viagens. O comércio se revigora rapidamente, porque a partir do momento que a população começa a sentir segurança ela volta às ruas. Todos nós temos a necessidade de olhar o produto para comprar. Há a vantagem, ainda, de espairecer, caminhar, olhar as lojas e sentir a textura do produto”, afirmou Tadros. “Com o turismo não é assim, é um processo que começa nas agências de turismo, passa pelas empresas, hotelarias, lanchonetes, restaurantes, etc. É um processo grande para convencer o turista a vir".

Lasier e Alcolumbre

Os impolutos senadores David Alcolumbre e Lasier Martins, em fevereiro de 2019 eram carne e unha. Tomados por notável fervor cívico, participaram da sessão fraudulenta e golpista que afastou o senador Renan Calheiros da disputa pela presidência do senado. Nessa linha, com apoio de outros senadores paladinos de barro, a farsa coletiva elegeu David Alcolumbre. Agora, Lasier e Alcolumbre romperam o casamento que parecia eterno e feliz. Em artigo ao Correio Braziliense( 16/9), o gaúcho Lasier considera a "reeleição de Alcolumbre ilegal e imoral". O senado fede. O enredo sucessório é pornográfico. A decantada "nova política" derrete-se na hipocrisia, interesses pessoais e subalternos.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

 Desejos


Entreguei meu poema

a poeira das nuvens

meu rosto aos famintos do ócio

minha alma aos confidentes noturnos

meu coração ao primeiro

trêfego da ponte

meu amor ao

desespero da solidão. 
     
                      Vicente Limongi Netto
                                                    setembro 2020

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Sacripanta Paulo Betti

Em artigo chinfrim (CB - 14/9) Paulo Betti desfilou um rosário de soçobras cinematográficas. O início do bolorento texto expõe açodada torpeza e recalque do conhecido ator, diretor, produtor e autor. Collor não "acabou" com o cinema brasileiro. Apenas liquidou com as mamatas de produtores e cineastas, como Betti, que faziam da Embrafilme um antro de patrulheiros, aproveitadores, negocistas e sanguessugas. Betti esquece, por má-fé ou intolerância, que é do governo Collor a lei Rouanet, que oferece caminhos e oportunidades para artistas legítimos. Também omite que Collor tirou o Brasil das amarras do atraso. Deixou leis que engrandecem o país e valoriza o cidadão, como o Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Em outro trecho do medonho e confuso texto, o pretensioso Betti ironiza o Exército e a Marinha. Seguramente desapontado porque graças as Forças Armadas, o Brasil não acabou transformando-se em país comunista. As piruetas verbais de Paulo Betti merecem ser comemoradas nos botecos dos sarcasmos dos canastrões, sacripantas e indigentes mentais.  


Num imenso país de desempregado, é burrice jogar pedra em quem gera empregos

Posted on 14 de setembro de 2020, 07:10

- RJ

Um sistema em sintonia com o Brasil. Esta é a síntese da avaliação dos usuários dos serviços da CNC, do SESC e do SENAC etc. Afinal, desde que foram criados, há mais de seis décadas, participam ativamente do desenvolvimento econômico, educacional e cultural do País, cumprindo com excelência as importantes atribuições que lhes foram conferidas.
 
Nessa linha, causa espanto e fere o bom senso, que o abilolado e cretino ministro da Economia, Paulo Guedes, pretenda afiar as garras, novamente, contra o vitorioso sistema S, valendo-se da operação da Policia Federal envolvendo advogados supostamente denunciados em corrupção dentro do SESC e SENAC.
 
CASO DE POLÍCIA – Os fatos precisam ser apurados com rigor. Sem insistir, equivocadamente, em prejudicar o Sistema S nem criminalizar a classe dos advogados. É preciso separar o joio do trigo.

Nessa linha, também sugiro que o nefasto “sábio” Elio Gaspari (quem nasceu para Elio com E jamais chegará aos pés, por exemplo, de um valoroso Helio com H, como Helio Fernandes), dobre a língua e o sarcasmo de botequim e mande a viola (só a viola?) para o Posto Ipiranga.

A CNC representa os interesses de setores fundamentais para a economia brasileira. Cabe também à entidade administrar um dos maiores sistemas de desenvolvimento social do mundo, formado pelo SESC e pelo SENAC. Com mais de mil unidades fixas e móveis espalhadas por todo o território nacional, o SESC e o SENAC têm a missão de oferecer a comerciantes, comerciários, suas famílias e à população em geral acesso à educação profissional, saúde, cultura, esporte e lazer. Apenas isso.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020



 

Ministro Paulo Guedes, respeite a importância do Sistema S!

Um Sistema em sintonia com o Brasil. Esta é a síntese da avaliação dos usuários dos serviços da CNC, do SESC e do SENAC. Afinal, desde que foram criados, há mais de seis décadas, participam ativamente do desenvolvimento econômico, educacional e cultural do País, cumprindo com excelência as importantes atribuições que lhes foram conferidas. Nessa linha, causa espanto e fere o bom senso, que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretenda afiar as garras, novamente,  contra o vitorioso sistema S, valendo-se da operação da Policia Federal envolvendo advogados supostamente denunciados  em corrupção dentro do Sesc e Senac (Denise Rothenburg - CB - 10/9). Os fatos precisam ser apurados com rigor. Sem insistir, equivocadamente, em prejudicar o Sistema S nem criminalizar a classe dos advogados. É preciso separar o joio do trigo. 

A CNC representa os interesses de setores fundamentais para a economia brasileira. Cabe também à entidade administrar um dos maiores sistemas de desenvolvimento social do mundo, formado pelo SESC e pelo SENAC. Com mais de mil unidades fixas e móveis espalhadas por todo o território nacional, o SESC e o SENAC têm a missão de oferecer a comerciantes, comerciários, suas famílias e à população em geral acesso a educação profissional, saúde, cultura, esporte e lazer.

O tempo realmente é fascinante

Fernando Collor chegou cedo ao poder. Mas, ainda assim, fez muito. 


Abriu a economia, quebrou monopólios, iniciou a modernização do Brasil sem ser entreguista ou ter o famoso “complexo de vira-latas”.

Foi vítima de um parlamento viciado no fisiologismo; foi vítima de uma rebotalho humano, desqualificado e corroído pelo despeito, seu irmão Pedro; foi vítima da incompreensão e do oportunismo.

Ainda assim, homem corajoso, culto, determinado e visionário, Fernando Collor de Mello será avaliado pelo processo histórico como um grande presidente.

A posteridade lhe será justa e gentil.


Ruy Nogueira

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

 

Jerusalém, a Sagrada

 

Era para ser apenas mais um servico

provisório.Transformou-se em experiência iniciática.

 

No lusco-fusco da madrugada, lá pelas quatro da manhã, toda manhã, meu sono era docemente embalado pela belíssima litania das sinagogas; às cinco, do alto de suas mesquitas vinha me ninar, em árabe, a voz rouca e profunda dos muezins; às seis, o belamente monótono badalar dos sinos das catedrais me interrompia o sono, fazendo-me levantar. Por dois meses começava assim minha rotina diária.

Em Jerusalém as orações se repetem contínua e ritmicamente, dia e noite, ciclo interminável de vibrações que envolve a cidade, gerando como que uma concha invisível que a separa do tempo e lhe cria espaço especial, próprio, único, mágico. Nele eu me movia, e percebia o movimento dos demais, como em "slow motion". A rotina da vida era cumprida sim - acordar, trabalhar, me alimentar, ler, ouvir notícias, execrar opressores, simpatizar com oprimidos, entristecer-me com tragédias, rir, chorar, indignar-me com a violência, sentir saudade, medo e dor; mas era tudo atemporal, vivido em “off”; como se nada fosse muito importante, como se houvesse uma outra realidade, maior, paralela e imaterial, impondo-se a ser considerada.

Acredito que naquela cidade de emanações tão especiais, naquele ambiente onde tantas impressões se lançavam sobre mim com ímpeto de torrente, uma parte de meu ser raramente percebida no mundo pragmático em que vivemos - porque enfraquecida de viver à míngua de sentimentos, tenha criado forças, se afirmado, fazendo-se  presente e assim ampliando os limites do meu ser que passou a perceber mais, sentir mais, pensar e compreender mais, e mais rapidamente:

·    em meio àquela paisagem onde a vegetação rara e rala guerreia com o chão de pedras, esgueirando astuciosas e decididas raízes pelas brechas da rocha para se manter viva e crescer, pude entender melhor o caráter dos povos que lá nasceram e há mais de cinco mil anos ali continuam a viver, guerreando pela  terra que cada um entende como sua;

·    no súbito e aveludado verdor da relva, que após um único dia de chuva atapetou o pedregoso chão que parecia morto, pude compreender como surgiu no homem o mito da ressurreição, que pontilha tantas e tantas crenças;

·    no deserto que se espraia até onde a vista alcança, em sua aridez e na enormidade das dunas cuja escala esmaga o ser humano e nos faz sentir minúsculos e impotentes, revelou-se-me em um insight a razão da necessidade humana em criar um ser supremo, que nos proteja e acompanhe, que nos dê forças para lutar contra a sanha dos muito mais poderosos elementos naturais; foi certamente assim, e sem sombra de dúvidas ali, que nasceu a idéia do deus Protetor, Pastor, Guia, Pai e Salvador.

Durou apenas dois meses minha estada. Por dois meses meus olhos se apropriaram de uma paisagem única, forte, encantada, que me invadia com força e me tomava com intensidade: belíssimos pores-de-sol pintando em rosa e dourado o alongado perfil da cidade recortado por torres de igrejas e domos de mesquitas e sinagogas; a brutal e sinuosa sinfonia das dunas do deserto, que me aterrorizavam pela imensidão; o mistério aquoso e impenetrável do Jordão e do Mar Morto, testemunhas líquidas e impassíveis de tantos séculos de História; as plantações de tâmara manchando com um verde esfuziante pedaços da aridez amarelada e desesperante do deserto que as rodeia. Ali tudo é intenso. Tudo lembra luta, garra, decisão. É uma terra de fortes, porque nela fracos não sobrevivem.

Durou apenas dois meses minha estada, mas de tal forma essa terra se entranhou em mim que, de longe, escuto forte e incessante seu chamado, mítica sereia do deserto. Quero voltar. Vou voltar. Vou voltar continuamente, não como turista: como peregrina; nao de uma religião, mas da religiosidade. Vou voltar para alimentar a alma, para reforçar  em mim tudo que não é matéria e que ali encontra o alimento etéreo continuamente negado no dia a dia do mundo comum em que vivemos.  Vou voltar para deixar meu espírito se encantar ao ler, sob a forma atual de placas de ruas ou indicadores de estradas, nomes embutidos em minha memória coletiva de ocidental - Galiléia, Nazaré, Belém, Jericó, Mar Morto e tantos outros - que me remetem às aulas de catecismo na infância, às de urbanismo na faculdade de arquitetura e, bem mais tarde, aos estudos da bíblia e de outros livros sagrados, nessa minha vontade febril de entender como e porquê o Homem criou Deus.

Vou voltar para simplismente me sentar em um café em frente à porta de Damasco e admirar a força das muralhas - tantas vezes construídas por habitantes aguerridos e tantas outras demolidas por guerras que fizeram a História,  enquanto em meu interior desfilarão, como em um filme, nomes dos grandes heróis ou vilões que alí viveram ou que por lá passaram – Heródes, Constantino, Nuheredin, Salaadin, Napoleão, Davi, Maomé, Jesus, assim estendendo-me a existência para além dos limites de minha vida comum, e me fazendo sentir atora deste belíssimo desfile que é a Marcha da Humanidade. Vou voltar para visitar, mais uma vez, todos os seus incontáveis templos. Voltar para me deixar ficar, simplismente me deixar ficar, perambulando por suas ruelas, admirando seu pefil urbano espraiado na paisagem árida, permitindo que meu espírito se embeba de magia e assente raízes nesse longíquo passado que moldou a civilização ocidental e que, alí, continua presente, vibrante e palpável.

Até muito breve Jerusalém, a Sagrada.

Rose Marie Romariz Maasri

   Jerusalém,  Palestina, 2012

 

[1] Oficial de Chancelaria, aposentada, do Ministério das Relações Exteriores,  Bacharel em Arquitetura e Urbanismo, Licenciada em Desenho e Artes Plásticas, com Especialização no Desenvolvimento da Criatividade Infantil e Mestranda em Arte Sacra Oriental.  

Foto do maravilhoso Hélio Fernandes, perto de completar 100 anos! (2018)

Até hoje não tiveram a dignidade de pagar Hélio Fernandes. Lamentável e covarde conduta de todos.

Agnaldo Timóteo


O  NOSSO  AMIGO  SEMPRE  FOI  UM  BRAVO GUERREIRO  E  MERECEDOR DE  MAIOR  RECONHECIMENTO   ,  PRINCIPALMENTE  DE  SEUS  PRÓPRIOS  COLEGAS DE  PROFISSÃO... A  FOTO  ESTÁ  EXCELENTE.

Agenor



Poucos homens serviram ao Brasil com a coragem, o destemor e o talento de Hélio Fernandes. 
Duas vezes degredado em seu próprio país; absolutamente despido do sentimento do medo; manteve a Tribuna da Imprensa como um farol iluminando caminhos na noite da ditadura.
Pai do meu inesquecível e adorado Amigo-Irmão Helinho, figura humana maior.
Salve o centenário do grande brasileiro!

Ruy Nogueira 





terça-feira, 8 de setembro de 2020

Manter Alcolumbre na presidência do Senado significa a submissão do Congresso a Bolsonaro

 Posted on 5 de setembro de 2020, 05:00

Vai mexer com quem tá quieto!!!Vicente Limongi Netto     (Charge do Kacio  /  Metrópoles)

Agora que se fala numa possível e imoral recondução dos encorpados Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia para as presidências do Senado e da Câmara, oportuno recordar o que escrevi em fevereiro de 2019, sob o título “Renan vencido pelo ódio e pelo jogo sujo”. Não mudo nem vírgulas. Manter Alcolumbre como presidente do Congresso Nacional, sob alegação de garantir a “governabilidade”, continua cheirando mal para o Legislativo. Eis o que escrevi, em 2019:

Renan Calheiros foi vítima da “nova política” implantada pelo governo Bolsonaro. A nefasta e infeliz intromissão do chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na disputa pela presidência do Senado, poderá custar caro a Bolsonaro. Pelos bons serviços prestados ao Brasil, pela permanente defesa da governabilidade e, sobretudo pela decidida firmeza que sempre mostrou, em defesa da independência da instituição, Renan Calheiros não merecia ser tratado de forma sórdida e covarde pelos fantoches do Palácio do Planalto, levando-o a desistir da disputa.

Como presidente do senado e do congresso, por 4 mandatos, Renan Calheiros jamais permitiu que o legislativo fosse ultrajado em suas prerrogativas e independência. As gestões de Calheiros no comando do Senado permitiram que a Câmara Alta alcançasse uma administração racional, econômica e eficiente, aproximando cada vez mais o Senado da sociedade.

Renan desistiu da candidatura porque não tem vocação para servir de pasto para senadores insolentes, pretensiosos, demagogos, medíocres e irracionais, serviçais da “nova política” implantada pelo sábio de proveta Onyx Lorenzoni.

Grupelho de aprendizes de feiticeiros, paladinos de meia pataca, dominados pelo ódio, ameaçando a democracia e o bom senso.   O senador Davi Alcolumbre não tem qualidades pessoais e profissionais para exercer a presidência do Senado e do Congresso Nacional. É um tosco fantoche da “nova política” que o arrogante e deslumbrado Onyx Lorenzoni insiste em enfiar goela abaixo do Legislativo. Renan Calheiros é homem forjado em lutas.  Não se destrói fortaleza de aço com balas de festins.

DESMORALIZAÇÃO – Para culminar a semana, mais um fato absurdo no desmoralizado Judiciário. Abissal escárnio, estranha e torpe coincidência, patética imoralidade e colossal disparate, eis o que significa Reinaldo Azevedo ter sido condenado por juíza que é mulher de um procurador que trabalha com o ofendido Deltan Dallagnol (“Fui condenado pela mulher do amigo” – diz Reinaldo Azevedo, na Folha de São Paulo, edição de 04/09).

Justiça vesga, arrogante, pretensiosa, raivosa, parcial e truculenta é isso. Alguns magistrados adoram se fantasiar de carrascos e justiceiros. Deveriam deixar em casa o rancor e a vingança e serem juízes de verdade.

sábado, 5 de setembro de 2020

Rodrigo Maia

Aplaudo o teor da carta do leitor Ricardo Pires (CB-5/9) exaltando e salientando os muitos serviços que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, vem prestando ao país e, especialmente, a governabilidade. Lamentável que o "mito" Bolsonaro e áulicos joguem pedra e insistam em demonizar Maia. Bolsonaro, por sua vez, nessa linha, continua afrontando o bom senso e as recomendações das autoridades da saúde. Faz questão de flanar pelo Brasil desprezando o uso da máscara. Prefere, pateticamente, estimular a burrice, a imprudência e a estupidez. Deus castiga. Nefasta, pavorosa e desprezível,  a meu ver, a presença de Gregório Duvivier no Correio de sábado. Humorista de quinta categoria que estranhamente ganha espaços na mídia, insultando e debochando de autoridades e de famosos que nunca lhe deram nenhuma importância e enxovalhando Jesus, em melancólico e torpe quadro no embusteiro "Porta dos Fundos". Quando surgiu, a futura vacina russa foi desprezada e recebida com desconfiança. Hoje, diante de informações seguras e clara, a futura vacina "Sputinik V" passou a ser saudada como esperança no combate ao covid. Assim caminha a humanidade. É assim que a música toca.  

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Gestão moderna

Bons e saudáveis ventos continuam iluminando os rumos da CBF. Nessa linha, o presidente da entidade, Rogério Caboclo  prossegue modernizando, social e financeiramente, os segmentos do futebol penta campeão. Caboclo definiu nomes para comandar o futebol feminino. Ex-atletas com currículos vitoriosos. Aline Pellegrino, para Diretora de Competições Femininas e Duda Luizelli, para coordenadora de seleções femininas.  Outra decisão bem-vinda do presidente Caboclo: os prêmios e diárias dos convocados, masculinos e femininos, passarão a ter os mesmos valores. Todos lutam pelos mesmos objetivos. Representam o Brasil. Merecem os mesmos direitos. É o fim da descriminação. 


quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Desejos

Entreguei meu poema

a poeira das nuvens

meu rosto aos famintos do ócio

minha alma aos confidentes noturnos

meu coração ao primeiro

trêfego da ponte

meu amor ao desespero da solidão.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

"UM SANTO NA CADEIA" - Fórum Estadão


 

Mourão apoia ZF e CBA

Mourão vê novas matrizes econômicas com ZFM e CBA

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, em reunião virtual   pela plataforma YouTube, defendeu o modelo Zona Franca de Manaus, que gerou, segundo ele, uma “indústria forte e competitiva”. Para lideranças empresariais reunidas no Comitê Indústria ZFM Covid-19, ele disse que o governo tem responsabilidade perante a região, mas que é preciso provar cada vez mais a capacidade da indústria de expandir as suas atividades buscando integrar as cadeias da biodiversidade e da bioeconomia. 

Formado para tratar dos problemas decorrentes da pandemia do Covid-19 em relação às atividades do Pólo Industrial de Manaus, o Comitê, em sua 20ª reunião, debateu com o vice-presidente sobre as novas matrizes econômicas do Estado do Amazonas, com participação do presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas, Wilson Périco, do presidente da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), José Jorge do Nascimento,  do presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, e do presidente do Conselho Superior do CIEAM, Luiz Augusto Rocha.

Na visão do governo, o modelo Zona Franca de Manaus está assegurado, com seus incentivos fiscais, até que a região esteja definitivamente integrada ao restante do país e ao mundo e que, consequentemente, seus custos de produção sejam menores que os atuais. Só então, segundo ele, poderá ser cortado o cordão umbilical dos benefícios fiscais que representam não mais que 10% dos benefícios que o governo concede. Para Mourão, o modelo Zona Franca de Manaus vive hoje sua terceira fase, depois de um início como área de livre comércio, a chegada mais forte das indústrias, nos anos 1980, e agora a consolidação e diversificação da produção.

Mourão destacou o papel que terá o CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia) para o futuro desse trabalho de pesquisa na região, com menos burocracia e independência com relação à Suframa, como fundação pública de direito privado. Só não podemos deixar o CBA se transformar em mais um instituto de ciência e tecnologia, mas que atenda aos interesses da indústria.