terça-feira, 15 de abril de 2014

Collor ganha na Justiça indenização contra eterno golpismo da “Veja”

“Justiça tarda, mas não falha”, como se diz. Transitou em julgado ação contra a Editora Abril. O ex-presidente Collor ganhou em última instância pelas ofensas morais publicadas contra ele na “Sujíssima Veja” (expressão perfeita do grande Helio Fernandes), dos Corleone/Civita. O panfletinho político vai ter que indenizá-lo, com as devidas correções, em algo que passa de R$ 1 milhão. É pouco, mas simbólico. E pode servir de exemplo nesses tempos bicudos de golpismos midiáticos. Segundo informações da Conjur, o "artigo de opinião" intitulado "O Estado Policial", publicado em março de 2006, replicado na internet, comparava atitudes dos governos Collor e Lula: “no primeiro, diante das denúncias feitas pelo motorista Eriberto França; no segundo, em relação às denúncias do caseiro Francenildo Costa. Durante as comparações, o articulista falou sobre as "traficâncias" de Collor e o chamou de `corrupto desvairado`.” Collor ajuizou ação de indenização por danos morais, alegando que havia sido atingido por "uma série de calúnias, injúrias e difamações". A decisão final do Superior Tribunal de Justiça foi tomada por algo óbvio: Collor foi absolvido de absolutamente todas as acusações de corrupção relacionadas ao processo que redundou em seu impeachment, em 1992. Aliás, alguém se lembra porque, efetivamente, Collor foi deposto? Quando o motorista Eriberto França foi usado como respaldo para as denúncias sobre o “esquema PC Farias”, o PT automaticamente encampou a história, a CPI tomou força e Collor acabou deposto por “golpe de mestre” das elites políticas. Isso porque, pelo seu caráter forte (arrogância de um jovem de 40 anos), nunca aceitou se submeter aos esquemas e “mensalões” da vida no Congresso. Tudo rápido e simples. Eu nunca gostei politicamente dele, mas há que se reconhecer: tiraram o homem de cena sem choro nem vela e de forma ilegal. O primeiro presidente da República eleito pelo voto direto, após 25 anos, teve seus atos ditos “ilícitos” julgados publicamente. E, de acordo com o depoimento do senador Pedro Simon (PMDB-RS), notório adversário de Collor, realmente o presidente “nunca criou nenhum obstáculo para que a CPI que investigou seu tesoureiro PC Farias fizesse suas investigações". Pelo contrário, Collor forneceu todo apoio necessário do aparelho policial a ele subordinado para que as investigações fossem avante. O então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Sydney Sanches (o Joaquim Barbosa da época, no sentido de politização do Judiciário), comandou a sessão do Congresso em que o chefe do governo foi cassado - e fez vista grossa para a ilegalidade flagrante da recusa em aceitar a renúncia do presidente, encaminhada em texto de próprio punho antes do julgamento. Collor já falou disso em entrevista a Paulo Henrique Amorim. O então presidente foi impedido (sofreu golpe de Estado), perdeu os direitos políticos por oito anos e nunca foi condenado a coisa alguma pelos crimes pelos quais foi punido com a perda do mandato. Mas, ainda hoje, algumas pessoas mal intencionadas execram o ex-presidente sem nem bem saber o porquê, acusando-o de “modelo e exemplo” do que seria uma grande “corrupção institucionalizada”. Ao mesmo tempo, estranhamente, não se sabe identificar um único caso de corrupção, esquecendo-se até que Collor ganhou, repito!, todas as ações contra ele na Justiça. E, quando muito, restou somente uma única acusação e o que seria o "grande" exemplo de corrupção: um Fiat Elba. Não se trata aqui de tentar inocentar o ex-presidente Collor. A Justiça já fez isso. Mas tão somente de se fazer justiça histórica e uma constatação: todo o alarde em torno de um propalado “mar de corrupção” da administração Collor resume-se a uma grande campanha de mídia, capitaneada pela canalha da revista “Veja”, como a Justiça agora reconhece. 


Parece até uma vingança surrealista dos carros nacionais, chamados de “as carroças” por Collor, diante do processo de abertura e modernização iniciado pelo então presidente e que provocou o ódio de setores acomodados do empresariado. É isso mesmo. Todo esse alarde de "mar de corrupção", só por causa de um reles Fiat Elba, acusação feita a um homem rico desde o nascimento que, com certeza, não iria se sujar por tão pouco. A verdade é que PC Farias não tomou um único centavo do governo ou de verbas públicas. Nada que se aproxime do que ocorreu – e ocorre? - com a compra descarada de votos para a emenda da reeleição de FHC ou o “mensalão” de Lula. O grande crime de PC – não de Collor - foi realmente tomar dinheiro de particulares, de empresários. Todo o dinheiro que ele arrecadou e amealhou antes, durante e depois da campanha, era dinheiro de empresários, que deram a Collor para ter seus interesses protegidos, mas que Collor simplesmente ousou atropelar, a começar por Roberto Marinho e os Civitas. E por isso foi sacrificado, vilipendiado, execrado e tirado à força da Presidência da República. Assim como a Globo e a Veja ajudaram a construir a candidatura Collor para ser o anti-Lula, logo que perceberam que o presidente não iria comer em suas mãos, começaram a campanha para apeá-lo do poder. Quer dizer: no caso de Collor não houve o aparelhamento do Estado, a utilização de verbas públicas para compra de parlamentares, a utilização e desvio de dinheiro dos institutos de pensão e toda a recente ignomínia de FHC, Lula e Dilma, por exemplo. Collor caiu porque não aceitou isso. E tudo é solenemente esquecido até hoje. É por isso que, quando se comemorou os 15 anos do “Código do Consumidor” (a coisa realmente mais importante do governo Collor) não se ouviu ninguém dizer que foi Collor que o instituiu. Parece coisa de “pogroms” soviéticos que eliminavam os nomes indesejáveis do partido comunista dos livros de História e das fotografias oficiais. É isso!

Said Barbosa Dib é analista político e historiador em Brasília

Leia, aqui, a íntegra do acórdão.

Leia também reportagem do portal Conjur sobre as circunstâncias do processo.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O que acontece por aí...


Gente fina o Conti

Depois de Cesare Battisti, Mario Sergio Conti não pode deixar a peteca cair. Precisa entrevistar Fernandinho Beira-Mar. A seguir a colossal turma do PCC e, por fim, seria a glória para Conti e para a Globo News, entrevistar, em primeira mão, o esquartejador de São Paulo.   

Suspense de Felipão

Creio que Alexandre Pato e Paulo Henrique Ganso serão as surpresas anunciadas pelo técnico Felipão, para fechar a lista definitiva dos convocados para a Copa do Mundo. Percebe-se que Pato voltou a jogar bem, como nos velhos tempos em que foi convocado diversas vezes. Pato é inteligente, se movimenta pelo campo todo e tem uma arrancada sensacional em direção ao gol adversário. Tecnicamente Pato é infinitamente melhor do que Fred, o bibelô de Felipão, que que anda caindo pelas tabelas. Ganso, por sua vez, também joga muito.   Joga fácil, com incrível lucidez e objetividade. Não demora Ganso estará encantando os campos da Europa, jogando pelo Barcelona, Real Madrid ou PSG.  

Lula amedronta a oposição

Pânico nos redutos oposicionistas. Motivo: Lula voltou com tudo. Sem conversa fiada, jogando duro contra os adversários dele e de Dilma. A cartilha politica de Lula é bateu, levou. Quem for podre que se quebre. Lula cansou de ouvir calado sandices das oposições . Açodados e sábios de plástico resolveram, em péssima hora, colocar Dilma no paredão. Esqueceram que Lula existe. Não pendurou as chuteiras. Jamais saiu de campo. Muito menos deixou de apoiar Dilma. Resta saber se a oposição vai aguentar o tranco. Se tem bala na agulha. O jogo é bruto. Sobretudo para quem é calejado e tem o couro a prova de fogo.  Como Lula tem.

Pulha e canalha Arnaldo Jabor

Arnaldo Jabor é um aborto da natureza. Um idiota e canalhão completo.  Sabujo de FHC, Jabor se alimenta da lama do esgoto. É um pervertido que sente prazer em insultar homens públicos que não rezam pela cartilha tucana. Alguns deles já não podem retrucar os coices do patife.  É assim que agem os covardes. A reputação de Jabor é a de calhorda. A identidade é de ordinário. A alma podre é de ratazana. 

Prefeito se emociona no lançamento do livro sobre o senador Arthur Virgílio Filho

Bonita e expressiva festa, no Salão Verde da Câmara Federal, pelo lançamento do livro relatando a trajetória política do senador Arthur Virgilio Filho, pai do ex-senador, ex-ministro e atual prefeito de Manaus, Arthur Virgilio Neto. Entre os presentes, o ex-ministro do Trabalho, Almino Afonso, e os senadores Aécio Neves, Vanessa Grazziotin, Eduardo Braga, Aloisio Nunes Ferreira e João Agripino. A obra foi escrita pelo jornalista Mário Adolfo. 

Março de 1964

Por Ênio José Toniolo

Em março de 1964 eu era calouro na Universidade Federal do Paraná. Vivi tudo. O governo Jango (em quem eu tinha votado) era fraco e confuso; a corrupção corria solta, embora menos ostensiva que hoje;  greves pipocavam por toda a parte; a inflação beirava os 90% e o PIB diminuiu 2% num ano. O país andava devagar, quase parando. A maioria do povo e da imprensa praticamente implorava a derrubada do governo, e a conspiração foi de início encabeçada pelos civis: governadores Lacerda, Ademar, Menegheti e Magalhães Pinto.  Ney Braga, da esquerda católica, ficou em cima do muro o quanto pôde. A população saiu ordeiramente às ruas,  nas imensas Marchas da Família com Deus pela Liberdade. As fotos estão aí, nas coleções de jornais.  As Forças Armadas saíram dos quartéis quando os janguistas começaram a quebrar a sua disciplina. Dia 31 (e não primeiro de abril, como às vezes inventam) o general Mourão Filho desceu de Minas, deu a partida,  e o castelo de cartas desmoronou sem um tiro sequer. Os “defensores do povo”,  que juravam estar prontos a morrer por ele,  pegaram suas malas de dinheiro e refugiaram-se nas embaixadas e nos países vizinhos.  Fala-se na ajuda ianque; mas no enfrentamento com a URSS leninista, que esperar dos Estados Unidos?  Que aplaudissem a provável vitória  vermelha no Brasil?  Ora, não sejamos tão ingênuos! Os desfiles de agradecimento às Forças Armadas, nos primeiros dias de abril,  foram monumentais e mostravam de que lado estava a opinião pública.   Mas esperava-se que a intervenção militar fosse cirúrgica e de pouca duração, já que os governadores, vários deles candidatos à presidência, ansiavam pela eleição de 1965. Nada feito: os generais gostaram do poder, ou desconfiavam dos civis. Começaram os ataques gerrilheiros e terroristas, com a desculpa de “retorno à democracia”. Pura propaganda enganosa. A escola deles, no sentido literal e figurado, era a ditadura cubana, onde vários deles estagiaram – e fizeram cirurgia plástica...  Claro que houve prisões, torturas e mortes. Era uma guerra, e pouco limpa. As luvas de pelica ficaram no tempo dos Três Mosqueteiros. Quem realmente pelejou pela redemocratização foi o PMDB. E, quisessem ou não, deu nisso que está aí. No balanço: de dois males, devemos escolher o menor. Em 1932, São Paulo merecia torcida contra Getúlio; em 1939, os Aliados eram melhores que o Eixo;  em 1964,  os militares eram preferíveis à República Sindicalista em gestação.

Schaefer assina acordos que encerraram greve na Suframa

Foram assinados dia 08, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior (MDIC), em Brasília, os acordos negociados entre governo federal e servidores para encerrar a greve de 47 dias na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Para o secretário-executivo do MDIC, Ricardo Schaefer, os resultados das negociações não vão demorar a aparecer. “Vamos trabalhar para implementar logo as melhorias, tanto para a questão da reestruturação da carreira dos servidores da autarquia, quanto para aquelas medidas de curto prazo. Já conversamos com a Superintendência da Suframa, analisamos o orçamento geral deste ano, e creio que podemos implementar rapidamente as medidas previstas”, disse Schaefer. Os acordos assinados hoje por representantes do governo federal e dos servidores estabelecem prazos para construção das sedes da Suframa nas Áreas de Livre Comércio (ALC) de Santana e Macapá, no Amapá, e de Guajará Mirim, em Rondônia. As obras terão início no segundo semestre de 2014 e serão concluída em 2015. Os acordos também preveem a reforma da Central de Fiscalização Rodoviária, em Manaus; a realização de um levantamento da necessidade de treinamento e qualificação nas áreas de atuação dos servidores; a liberação dos servidores para realizar cursos de pós-graduação em suas áreas de atuação; a implementação da Portaria Suframa nº 271/2010 que prevê a flexibilização do horário de trabalho; e a cessão gratuita, em até quinze dias, de área na sede da autarquia, em Manaus, para implementação de refeitório para os funcionários. Também foi assinado hoje um aditivo ao termo de acordo nº 11/2012 com o objetivo de criar um grupo técnico de trabalho para desenvolver estudos sobre o aperfeiçoamento e a reestruturação da carreira da Suframa. O grupo terá prazo de 210 dias para conclusão dos trabalhos, e será integrado por representantes do MDIC, do  Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG),  da Suframa,  do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa),  da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Confederações dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Amazonas (Sindsep/AM). Os resultados das discussões servirão de base para o Projeto de Lei que tratará da reestruturação da carreira da Suframa. “Os acordos representam uma solução sustentável, para que a Suframa tenha uma carreira reestruturada e servidores qualificados, à altura da importância do Polo Industrial para o desenvolvimento do país”, avalia Schaefer. “Precisamos ter uma carreira que permita que os servidores possam desenvolver seu trabalho com tranquilidade e que possamos reter os talentos que temos na região”, complementou o secretário. Também estiveram presentes à assinatura dos acordos, os senadores Eduardo Braga (PMDB/AM) e Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), da bancada do Amazonas no Congresso Nacional. A Suframa é uma autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que administra a Zona Franca de Manaus (ZFM), com a responsabilidade de construir um modelo de desenvolvimento regional que utilize de forma sustentável os recursos naturais, assegurando viabilidade econômica e melhoria da qualidade de vida das populações locais.

Senadora Vanessa defende proporcionalidade entre habitantes e deputados federais por estado


A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) está confiante na decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o número de vagas que cada estado terá nas eleições deste ano para a Câmara dos Deputados. Ela lembrou que a Constituição garante o princípio da proporcionalidade do número de deputados em relação ao número de habitantes de cada estado e do Distrito Federal, ressaltando que esse número não poderá ser menor que oito nem maior que 70. Vanessa Grazziotin acredita que o STF vai levar  em conta a resolução do Tribunal Superior Eleitoral que garante esse principio e estabelece que no ano anterior das eleições uma consulta junto ao IBGE deve ser feita para que o princípio da proporcionalidade seja respeitado. A senadora disse que de acordo com os dados do IBGE, o estado do Amazonas, por exemplo, terá nove deputados federais. Vanessa Grazziotin espera que o decreto legislativo aprovado pelo Congresso Nacional, com voto contrário dela, e que susta a resolução do TSE não seja acolhido pelo Supremo Tribunal Federal. Para ela, respeitar o princípio da proporcionalidade é impedir que ocorram equívocos como esse:
- A realidade atual é que o estado do Piauí, com uma população menor que o estado do Amazonas, tem uma bancada maior. Isso que não é correto, isso fere a Constituição brasileira. Mas estamos tranquilos por que essa decisão caberá ao STF – disse a senadora.



Agência Senado

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Nota Oficial do senador Gim

A sociedade brasileira, e, especialmente a do Distrito Federal, vem testemunhando meu trabalho no Senado em favor do DF e no sentido de fortalecer a Casa e ajudar na harmonia interna e entre os poderes. No momento em que a honrosa indicação do meu nome para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União é usada como instrumento de disputa política em ano eleitoral, entendo que devo abrir mão desta honraria. Agradeço ao Governo e às lideranças que me indicaram. Com fé renovada em Deus e com o mesmo desprendimento demonstrado ao longo dos meus vinte anos de vida pública, reafirmo meu compromisso com o povo do Distrito Federal, com a sociedade brasileira, com o Senado da República, com o Partido Trabalhista Brasileiro. 

Gim Argello, senador da República

terça-feira, 8 de abril de 2014

Iniesta e Ganso


O belo passe, a chamada enfiada, de Iniesta, para Neymar fazer o gol de empate do Barcelona contra o Atlético de Madrid, que encantou Galvão Bueno, Casagrande e Arnaldo Cesar Coelho, é uma das jogadas habituais do arsenal de lances repletos de técnica apurada do jogador Ganso. Só os 3 globais e o técnico Felipão não enxergam que Ganso merece ser convocado. Qualquer técnico estrangeiro gostaria de contar com um jogador com as qualidades de Ganso.  É imperdoável a omissão e a indiferença de Felipão com Ganso. Francamente.  

Lançamento de livro do Aristóteles Drummond sobre Roberto Campos é hoje

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Senado aprova projeto para isentar máquinas agrícolas do licenciamento anual


Tratores e demais máquinas agrícolas, como as colheitadeiras, poderão ser desobrigados do registro e licenciamento anuais nos departamentos estaduais de trânsito. É o que prevê o PLC 57/2013, aprovado nesta quarta-feira (2), em decisão terminativa, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. O relator, senador Luiz Henrique (PMDB-SC), manifestou-se pela constitucionalidade, juridicidade e adequada técnica legislativa do projeto. Na análise do mérito, na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), a relatora, senadora Ana Amélia (PP-RS), considerou a proposta de grande importância para a agricultura nacional. Segundo Ana Amélia, a dispensa expressa de registro e licenciamento de máquinas e veículos automotores destinados a executar trabalhos agrícolas representará uma redução de custos e de procedimentos burocráticos, com significativa contribuição para o aumento da competitividade do agronegócio brasileiro. As discussões sobre o tema vêm se arrastando desde 1997, quando o licenciamento se tornou regra, com a aprovação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Resolução anunciada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), ano passado, exigindo o emplacamento, está prevista para entrar em vigor no final deste ano. Com o projeto, que agora segue para sanção presidencial, será possível evitar essa obrigatoriedade. A iniciativa é de autoria do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS).

Análise perfeita- Luiz Carlos Azedo


Caro Luiz Carlos Azedo,

Perfeita tua análise sobre o que chamo de jogo imundo e covarde que arrancou Collor da Presidência da República.  Antes tarde do que nunca. Finalmente apareceu um graduado jornalista político que escreve para um jornal importante, como é o Correio Braziliense, para sintetizar, sem receio dos venais patrulheiros, verdades que motivaram o impeachement  do então jovem e idealista Fernando Collor, que venceu, nas urnas, a tudo e a todos. A meu ver, o covarde  episódio que apeou Collor do cargo foi o mais triste e melancólico acontecimento da política republicana brasileira. Você, caro Luiz, acertou no alvo, com firmeza e clareza: A queda de Collor foi  "ajuste de conta das forças políticas que perderam as eleições para a Presidência. Muito mais do que os casos de corrupção, o que determinou sua queda foi ter confrontado o Congresso. Desde então, nenhum Presidente da República descuidou  de manter uma ampla base parlamentar".  Observo, por fim, que depois de todas as torpezas e canalhices que sofreu, Collor foi absolvido pelo STF de todas as acusações de seus detratores.
  

abs do   


Vicente Limongi Netto

Carta do amigo Porfírio elogiando Bernardo Cabral

Vicente:

Mais um querendo ser o pai da Zona Franca de Manaus. Era só o que faltava, no máximo assistiu ao debate das providências que deveriam ser tomadas pelo Governador Amazonino, Bernardo Cabral, Vivaldo Frota, Ezio Ferreira e outros. Não reconheço no signatário que lhe contestou competência e importância para opinar e formular questões sobre o assunto, no máximo um mero executor de ordens.  Bernardo, esse sim, merece todas as loas e reconhecimentos dos amazonenses, não só pela Zona Franca, mas, por tudo que fez pelo Amazonas e pelo Brasil. Penso que se tem alguém injustiçado nesse assunto da Zona Franca é o amazonense, filho de português Arthur Soares Amorin, filho do comerciante J. S. Amorin, que estudou nos Estados Unidos com o Roberto Campos de quem foi secretário executivo no Ministério do Governo Castelo Branco e foi quem tomou providências para desengavetar o projeto do Francisco Pereira da Silva que morfava  nas gavetas no Congresso. Viabilizou também trazer a planta da Refinaria de Manaus para o saudoso industrial Isaac Sabba.

Saudações.

Porfirio Lemos Filho.

Arthur Virgílio Filho

Acima, convite do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto e família, para a cerimônia de lançamento da publicação Arthur Virgílio Filho, de autoria do jornalista Mário Adolfo, da série Perfis Parlamentares das Edições Câmara, a ser realizada hoje, 08 de abril de 2014, às 17 horas, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados.

Craque Renan


O craque Renan Calheiros deu novo nó na destrambelhada oposição. Renan esvaziou, desmoralizou, espatifou, humilhou, a CPI da Petrobras antes mesmo dela iniciar os trabalhos.  O jogo é para profissionais. A oposição faz de tudo para mostrar que é firme, forte e decidida. Mas tanto fervor cívico e patriótico escorre pelo ralo da incompetência. Só mesmo no Brasil a minoria política insiste em vencer batalhas com a maioria. Opositores de Dilma estavam serelepes, soltando foguetes, convencidos de que a CPI da Petrobras nocautearia o governo. Não contavam com a máxima da vida e das disputas políticas, segundo a qual o vento que bate lá, também bate cá. Evidente que a base do governo não deixaria a oposição fazer o que bem entende na CPI esmiuçando a Petrobras. Dando as cartas sob um céu de brigadeiro. Veremos, então, no ringue político, de um lado as contas da Petrobras e de outro, as irregularidades cabeludas denunciadas no metrô de São Paulo. Quem for podre que se quebre. O jogo é jogado, o lambari é pescado.

GEN Paulo Chagas: “A Nossa Liberdade”


Liberdade para quê? Liberdade para quem? Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar? Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas? Falam de uma "noite" que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26! Fala-se muito em liberdade! Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê! Mas, afinal, o que se vê? Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia. Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos "bullying", conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas. Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.

Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e seqüestros.

Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros. Mas, afinal, onde é que nós vivemos? Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam "mensalões" e vendem sentenças! Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da "liberdade", que encontramos a "cracolândia" e a "robauto", "dominadas" e vigiadas pela polícia! Vivemos no país da censura velada, do "micoondas", dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor e com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas de anos, irrecuperáveis! Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê? Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla? Afinal, aqueles da escuridão eram "anos de chumbo" ou anos de paz? E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem? Quanta falsidade, quanta mentira quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a auto estima e a própria dignidade? Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?


* Paulo Chagas é General da Reserva do Exército do Brasil.

Meu comentário: 


Realmente é preciso refletir sobre as verdades enumeradas pelo general Paulo Chagas. As famílias e os brasileiros honrados e trabalhadores, que amam o Brasil, graças a Deus ainda a maioria esmagadora da população, não agüentam mais tanta desfaçatez, canalhice, cretinice, roubo, insegurança, pilantragem e impunidade.

Carta do amigo João Havelenge

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Música no Museu: Concertos de Outono



Depois dos programas em homenagem à mulher em março, abril traz mais uma atração internacional como o STEEN RASMUSSEM QUARTETO , da Dinamarca, com apresentações no Iate Clube e no MAM, e o pianista Rodrigo Gomes de Oliveira vencedor do VI  Concurso Jovens Músicos - Música no Museu também no MAM.  Destaque, também, para o Jazztopia apresentando um programa de Gershwin e o Grupo Sangeet Ananda, com músicas indianas no MAM . Aliás, a grande novidade do mês será a inserção do Rio Design Barra na série apresentando as músicas no mundo, música cigana com Dani Spielman e Bilinho Teixeira, brasileira com Newton Nazareth, indiana com Jaffer & Cia e americana com o Jazztopia. Música no Museu, com isto, também se direciona à Barra, a nova vertente da música clássica no Rio.  Nesta variedade e contando com as apresentações no Rio de Janeiro e mais os de São Paulo e Porto Alegre, Música no Museu realiza 33 concertos neste mês de abril e já se prepara para o IX RioHarpFestival, em maio. A capa do programa é feita pela artista Katia Angeloff , designer, cronista, carnavalesca e artista visual, formada em educação artística pela UERJ e especializada em produção cultural na UNB - Universidade de Brasília.  Esperamos por vocês. Sds Sergio da Costa e Silva – Diretor de Música no Museu - www.musicanomuseu.com.br - tel: (21) 22336711 e 2253-8645.

Confira a programação, clicando aqui.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Eduardo Braga lidera pesquisa Ibope para eleições de 2014

Se a eleição fosse nesta quarta-feira (02), senador venceria no primeiro turno a disputa pelo Governo do Estado. Hissa Abrahão (PPS) aparece em segundo

Braga leva vantagem na pesquisa Ibope/PMDB para governador, enquanto Hissa Abrahão aparece em segundo lugar (Arquivo/AC)

Pesquisa eleitoral encomendada pelo PMDB ao Ibope mostra que, se as eleições para governador do Amazonas fossem nesta quarta-feira (02), o senador Eduardo Braga (PMDB) venceria no primeiro turno. Foram testados dois cenários na consulta estimulada (em que eleitor escolhe seu candidato a partir de uma lista mostrada pelo pesquisador). Braga tem 61% das intenções de voto no primeiro cenário e 64% no segundo. Nos dois casos, o vice-prefeito Hissa Abrahão (PPS) aparece como segundo colocado na pesquisa. Hissa tem 13% no primeiro cenário, seguido da deputada federal Rebecca Garcia (PP) com 11%, do vice-governador José Melo (Pros) com 7% e do deputado estadual Chico Preto (PMN) com 2%. Brancos e nulos somam 4% e indecisos 3%. Quando Rebecca é retirada da disputa, Hissa sobe para 15%. Neste caso, Melo também cresce (para 9%) e Chico Preto segue com os 2%. O Ibope não testou os nomes de pelo menos dois outros políticos que já declararam intenção de disputar o cargo: Henrique Oliveira (Solidariedade) e Marcelo Ramos (PSB).

Rejeição

Braga também se saiu bem no índice de rejeição medido pelo Ibope no Amazonas. Ele tem o menor porcentual entre os pré-candidatos testados: 10%. Chico Preto tem 39%, Melo 22%, Hissa 18% e Rebecca Garcia 16%.

Senado

Segundo o Ibope, o governador Omar Aziz seria eleito senador se a eleição fosse hoje. Ele tem 51% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Em segundo lugar na preferência do eleitores do Amazonas, aparece Rebecca com 15%. Depois dela, empatados com 11%, Henrique Oliveira e o ex-prefeito Amazonino Mendes. Também compõe a lista o deputado federal Marcelo Serafim (PSB), com 5%. Brancos e nulos e indeciso somam 9%.

A favorita

A presidente Dilma Rousseff (PT) tem 70% das intenções de voto no Amazonas, segundo o Ibope. Aécio Neves (PSDB) tem 10% e Eduardo Campos 7%. A pesquisa foi feita uma semana depois da prorrogação em primeiro turno da Zona Franca de Manaus, na Câmara dos Deputados.

A Noite da Ocupação Zuzu no Itaú Cultural em São Paulo


Voando para o Rio de Janeiro, com a cabeça fervilhando de emoções, preciso me beliscar para acreditar que tudo que vivi foi realidade.

A noite de abertura da Ocupação Zuzu no Itaú Cultural na Avenida Paulista foi uma apoteose. Amanhã, com tempo e a cabeça mais descansada, as emoções controladas, vou poder descrever para vocês o que foi receber o jorrar de tanto carinho. A quantidade de amigos que vieram do Rio para São Paulo expressamente para estar junto a mim neste momento tão expressivo da minha vida naquela noite em que eu colhia os frutos de tanto esforço após anos de obstinada construção de um projeto de vida pela preservação da memória e da obra de Zuzu Angel. Hoje, deixo aqui, como amostra daquele momento vivido, o discurso que pronunciei após a fala da ministra da Cultura, Marta Suplicy, sucedendo ao breve, porém contundente, speech de abertura de Milú Villela, presidente do Itaú Cultural, na solenidade muito bem conduzida pelo diretor da instituição, Eduardo Saron:

“São muitas as Lendas que envolvem um mito. No caso de Zuzu Angel,  a mais incômoda das “lendas urbanas”, eu vou chamar assim, é a de que ela morreu num “acidente sem causas esclarecidas”.

Esperamos 22 anos até o Governo Brasileiro, à época do presidente Fernando Henrique, através da Comissão dos Desaparecidos Políticos criada pelo Ministro José Gregori,  realizar uma investigação, provando que o suposto “acidente” que vitimou minha mãe foi, de fato, uma emboscada para assassiná-la, realizada por agentes do regime militar.

Hoje, 16 anos após aquele esclarecimento, ainda há quem se refira ao episódio como um “acidente”.

Ou seja, somados, já são 38 anos de nebulosa negação de uma realidade. Além de lhe roubarem a vida, ainda tentam lhe usurpar o mérito da morte heróica.

Essas nuvens equivocadas enfim começam a se dissipar, graças a esta Ocupação Zuzu, parceria do Instituto Itaú Cultural com o Instituto Zuzu Angel, que ocupa não apenas quatro andares deste prédio nobre, como também todos os canais da mídia do país, esclarecendo devidamente os fatos.

Com esta exposição, o Itaú Cultural é a primeira grande instituição de promoção da cultura do Brasil que abraça a Moda como manifestação de arte, avalizando-a, afinado com a condução dada pela minista Marta Suplicy à política cultural do país.

Para dar esse passo, o Itaú Cultural escolheu a coleção de Zuzu Angel, a pioneira do conceito da moda com legitimidade brasileira, sem se submeter aos ditames colonizantes dos padrões europeus, que limitavam nossos designers a meros copistas seguidores de tendências importadas, submissos aos critérios instituídos por Paris do chique e do não chique.

Mesma insubordinação Zuzu demonstrou contra a ditadura instalada no Brasil, na busca de seu filho, Stuart, peregrinando de quartel em quartel, e, depois, na denúncia de seu assassinato, reivindicando seu corpo para poder enterrá-lo, nem que fosse “com as mãos”.

Minúsculas mãos, delicadas, miraculosamente sem calos, apesar de tantas vezes ter precisado empunhar a pesada tesoura de ferro, nas eventuais ausências da contra-mestra, na mesa de corte em seu ateliê de costura, até rompendo madrugadas para dar vazão à sua criatividade.

Pois Zuzu não era apenas criação e glamour. Era a moda por inteiro. Sabia costurar, cortar, traçar o molde, rascunhar os modelos, os bordados, as estampas que criava, e conseguiu ser a primeira estilista no país a tê-las produzidas por uma indústria têxtil, a Dona Isabel, com seu nome na ourela, que é aquela barra de acabamento da peça da fazenda, onde figuram os créditos da indústria e do tipo de tecido.

Lá estava escrito: Dona Isabel, Polybel – o tecido – e Zuzu Angél, que as pessoas liam desse jeito mesmo, rimando. Algumas vezes vinha também o nome da coleção de Zuzu à qual aquela estampa se referia: International Dateline Collection I, II, III, IV…. Tudo valorizando o produto e a indústria brasileira.

Zuzu sabia fazer seu marketing, envolver, seduzir, era uma estrategista comercial, bem como se revelou, após, uma estrategista política.

Assim, levou, em 1970, sua moda à passarela da mais importante loja de departamentos da América, a Bergdorf Goodman, ocupando todas as suas vitrines em Nova York de uma só vez!

Sua moda encantou a imprensa americana, as estrelas de cinema, grandes lojas.
Assim, estrategista, percorreu em 1971 os corredores do Senado americano, somando aliados e em busca de respostas sobre o paradeiro do corpo de seu filho.

Militante, driblou vigilâncias e levou sua denúncia ao secretário de Estado Henry Kissinger em visita ao Brasil em 1976.

Legítima, em sua causa de ser mãe às últimas consequências, instrumentalizou sua arte e fez dela bandeira de denúncia, de seu desespero e de sua dor.
Corajosa, conduzia solitária seu Karman Ghia rumo à morte certa, na madrugada de 14 de abril de 1976 um mês depois da entrega do dossiê a Kissinger. Não tinha medo. Cumpria a parte que lhe cabia naquela tragédia brasileira.

Cumprimento Milú Villela, ela também uma pioneira – e Milú rima com Zuzu – por esta sua maneira ampla de enxergar a cultura no país, que vai além dos simples eventos, amplia-se ao social, à formação profissional.

Parabenizo-a pelas múltiplas realizações que tem empreendido à frente desta casa de modo comprometido e generoso, tornando o Brasil um país melhor e mais importante.


Comprometida a Milú também com um triste momento brasileiro, quando escondeu e protegeu o pai do deputado Márcio Moreira Alves, o Marcito, cujo discurso audacioso levou ao fechamento do Congresso nacional. As forças de repressão queriam prender o pai para encontrar o filho.

Agradeço a essa equipe competente, liderada por Eduardo Saron, que trabalhou em parceria com o Instituto Zuzu Angel. Vou nominar aqui: Claudiney Ferreira, Valéria Toloi, Valdy Lopes Junior, o time de curadores comigo.

Foram mais de seis meses de trabalho ininterrupto nós todos juntos, no Instituto Zuzu Angel e dentro de minha própria casa, no Rio de Janeiro.

Agradeço até a Rainha da Dinamarca! E por quê? Porque gentilmente abriu mão por alguns dias da Curadora das suas Coleções Reais desde 1980, a master of sciences Katia Johansen, para que ela pudesse vir a São Paulo trabalhar na moda desta Ocupação, importada expressamente para fazer desta ação algo importante nacional e internacionalmente.

Katia também presidiu até o ano passado o Costume Committee do International Council of Museums, e por oito anos.

Agradeço a você, Katia, por ter aceito este convite. Ter você conosco é grande honra!

E Katia Johansen é parceira na construção de um novo pioneirismo de Zuzu Angel.

A Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil – Acervo, Conservação e Restauração de Têxteis, projeto em que o Instituto Zuzu Angel dá continuidade à sua parceria com o Instituto Itaú Cultural.

Consistirá em nosso Museu da Moda, projeto a ser iniciado ainda este ano com  o conceito inédito de Museu Escola.

Um Museu Escola que contemplará o Passado, através da Memória da Moda, focando sua coleção no Mundo Contemporâneo.

O Presente, com a transmissão do conhecimento, nos cursos de formação em museologia da moda, exposição, conservação, restauração de têxteis, saberes que no Brasil ainda engatinham.

O Futuro, abrindo perspectivas profissionais, cumprindo um papel social obrigatório a uma entidade cultural comprometida com este país, suas carências, seu desenvolvimento.

Os ambientes de trabalho deste Museu Escola terão sua visão devassada aos visitantes das mostras, que poderão observar seus bastidores palpitantes, conforme o projeto que vocês podem conhecer acessando nosso site.

Por fim, aproveito a importância do momento para desanuviar outra questão: nós, da família Angel, respeitamos as Forças Armadas brasileiras. Temos bons amigos nelas. Zuzu Angel, no turbilhão de seu desespero, foi alvo de gestos solidários de senhoras de generais, que a procuraram compadecidas, bem como viu o comandante do I Exército, general Sylvio Frota, abrir-lhe a própria casa durante o jantar em família, para tentar confortar-lhe em seu desespero.

No governo da Abertura, do general Figueiredo, ouvi textualmente de um ministro militar sua inconformidade com os “excessos” que haviam sido praticados nas prisões contra os oposicionistas, com os quais ele não concordava.

Hoje, ouvimos vozes saudosas dos ruídos da ditadura. Porém, os únicos sons de que de fato o Brasil carece são os trinados cantados por Gonçalves Dias, que acalentaram nossas infâncias: Minha terra tem palmeiras onde cantam os sabiás…

As aves que aqui gorjeiam… neste meu vestido, com estampa de Zuzu, gorjeiam em nossos corações, vistam eles fardas ou roupas civis, tenham cabelos lisos ou afro, gostem de samba, funk ou rock.

Gorjeiem, passarinhos, em nossa esperança de vida sempre harmoniosa para todos os brasileiros, e vamos agora juntos escutá-los cantar nos panos desta Ocupação

Zuzu!

Muito obrigada 


terça-feira, 1 de abril de 2014

Saída de Robério é especulada


Fofoca ou não, seguramente quem assumir o lugar do governador Omar, não pode, por bom senso, sensibilidade e inteligência, deixar de manter secretários competentes e respeitados, como Robério Braga. O padrinho de Robério é sua própria eficiência, decência e amor pelo que faz, em beneficio da cultura do Amazonas. Fique certo o governador que assumirá o lugar de Omar Aziz, que Robério Braga é um dos melhores e mais atuantes secretários de Cultura do Brasil.

segunda-feira, 31 de março de 2014

O que acontece por aí...

Azevedo apenas puniu baderneiros

Desafetos não tinham e não têm gabarito intelectual para insultá-lo

A propósito da matéria "À Sombra dos Quepes, perseguição na UnB (Correio Braziliense do dia 29), criticando o reitor José Carlos Azevedo, gostaria de salientar alguns pontos: 1) É cômodo, hipócrita e covarde acusar Azevedo, que já não pode se defender.Lamentável e deplorável que  fervorosos ex-estudantes tenham demorado tantos anos para se defender e mostrar incrível valentia e candura; 2) O verdadeiro bom senso e a exemplar isenção ensinam que a Universidade é local para estudar e trabalhar e não para fazer badernas. Quem agora chora pitangas porque foi punido com a expulsão pelo reitor Azevedo, deveria pedir canonização ao Vaticano. O reitor Azevedo apenas cumpriu com seu dever e obrigação. Azevedo sempre foi justo e rigoroso em seus atos. Se expulsou alguém é porque mereceu; 3) A casta e pura patrulha insiste em tentar diminuir as qualidades profissionais de José Carlos Azevedo chamando-o de capitão de mar e guerra da Marinha. Por má-fé e cinismo, esquece de salientar que Azevedo também era graduado pelo M.I.T.(Massachusetts Institute of Technology) em Mestre e Doutor em Fisica, Mestre em Engenharia Nuclear e Mestre e Arquitetura e Engenharia Naval. Não é preciso raciocinar muito para constatar, portanto, que os desafetos de Azevedo não tinham e não têm gabarito intelectual para insultá-lo nem colocar em dúvida sua competência; 4) Por fim, Azevedo deixou a UnB sem dívidas e respeitada no Brasil e no exterior. Cresçam mentalmente e espiritualmente antes de jogar as patas em José Carlos Azevedo.  

Cartas com comentários de peso sobre o texto acima:

“Concordo que muitos jovens por aí confundem liberdade com libertinagem, mas creio, também, que isso se deve, em grande e triste medida, aos sucessores do reitor Azevedo, que, por ignorância, covardia ou cálculo oportunista, jamais ensinaram às novas gerações que existe uma gigantesca diferença entre autoridade legítima e autoritarismo.

O nosso saudoso amigo, mestre e eterno reitor José Carlos de Almeida Azevedo, oficial de Marinha, físico nuclear e educador, tinha um projeto para a UnB que articulava o cultivo do legado humanístico da Civilização Ocidental com a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico em prol de um Brasil forte, próspero, justo e desenvolvido! Que falta ele faz!!

Abração do

Paulo Kramer”

“Meu caro colega Vicente Limongi, repassei o seu comentário para o meu dentista Hamilton França, personalidade bem conhecida em Brasília. Eu e ele estudamos juntos na década de 60 no colégio da Caseb. Eis o que ele disse abaixo. Se vc disponibilizar em seu site me informe que vou repassar pra ele.

Um abraço.

Kleber Sampaio”


“Kleber,

Por gentileza, transmita ao Vicente Limongi as minhas felicitações por tamanha 
coragem em defesa do reitor José Carlos Azevedo que, diga-se, é merecedor 
de todo o respeito e admiração.
Quem dera, nesses tempos de 'democracia', tivéssemos outro reitor assim.

Abs.

Hamilton França

“Ingressei na UnB em 1976. Era outra Universidade, bem diferente da atual, em que até papel higiênico falta nos banheiros. Por isto, concordo com você em gênero e grau, e associo-me na defesa do ex-reitor José Carlos Azevedo. Hoje, os estudantes confundem liberdade com libertinagem, que são conceitos relacionados, porém distintos. Em muitos casos, a libertinagem é traduzida por uma ausência de regras. Desta forma, alguém que bebe e depois dirige, é um exemplo de alguém cuja atitude evidencia libertinagem, pois está colocando em risco a sua vida e a vida de outras pessoas. Mas, Azevedo, sabia distinguir muito bem, uma da outra, por isto foi polêmico e ainda hoje, é lembrado. Lembre-se, Limongi, que só se atira pedras em árvore que dá frutos. Quem nada faz, não é criticado, mas também não é lembrado.

Forte abraço,

Antony


Carta do Prof.Dr. Carlos Sanches comentando minha postagem “Consciente do dever cumprido, Bernardo Cabral completa 82 anos de idade”:

“Caro Limongi, 

Bernardo Cabral o "Filho das Águas, ainda tem muito a contribuir com a política e como homem culto, detentor de várias comendas. Homem respeitado por suas atitudes, sempre em defesa do povo amazonense. Apesar de não esta mais militando no campo da política, deixa o legado de sempre ter dado exemplo de selo e moral ilibada de homem público. Contribuiu decisivamente quando foi relator da Constituição de 1988, contribuição essa que revelou todo um conhecimento adquirido ao longo dos anos de atuação jurídica. Falar de Bernardo Cabral é ter a certeza de que é um homem que conhece e valoriza sua terra, o Amazonas com toda a sua grandiosidade como ele também o é.
Portanto, Bernado Cabral aos 82 anos é um homem que possui um legado que jamais um político filho do Amazonas chegará a alcançá-lo. Ele é único, daí a afirmação. Bernardo Cabral é o filho mais ilustre de uma geração de políticos que não será superado.

Prof.Dr. Carlos Sanches”

Vejam também os seus comentários sobre outra postagem nossa Fórum de infraestrutura vai oferecer respostas práticas, afirma Collor”:

"Caro Limongi.

Fernando Collor, não teve a oportunidade quando Presidente da República de realizar obras de infraestrutura de que o Brasil precisava e ainda continua a exigir intervenções imediatas e arrojadas. O debate é o caminhos para a solução de vários problemas Nacionais que requerem agilidade e compromisso com a causa nacional. Apesar de ter sofrido um impeachment e que foi devidamente esclarecido pela justiça, hoje Collor busca resgatar o tempo perdido por outros governantes que o sucederam.

Prof.Dr Carlos Sanches"

O fracote time dos sonhos

Cada um tem seu time dos sonhos. Futebol é fascinante também por isso. Contudo, a meu ver, deixar de fora Tostão, Gerson e Rivelino é um disparate. E o pior: deixar de votar em Pelé, como fizeram alguns, porque não viram o atleta de século jogar, é uma blasfêmia imperdoável que incomoda os deuses do futebol. 

Tostão faz bem em exaltar Gerson

Toda vez que Tostão fala das virtudes técnicas do eterno craque Gerson a coluna dele torna-se mais marcante. Exaltando ex-jogadores que encantaram os gramados, Tostão, a meu ver, que também foi craque, homenageia e eleva o verdadeiro futebol e  desperta a curiosidade das novas gerações que não tiveram o prazer de vibrar com monstro sagrados como Gerson, Pelé, Rivelino, Paulo Cesar Caju, Nilton Santos, Didi, Garrincha,  Ademir da Guia, etc.