quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Moro na rinha

Ainda é cedo para análises proféticas sobre o pré-candidato Sérgio Moro. O mesmo que nunca escondeu que não nutria nenhum apreço pela classe política. Agora declara juras de amor por ela. Assim caminha a humanidade. Surgiu como Dom Quixote, cavalgando pureza e isenção, no auditório Ulisses Guimarães. Entrou na extensa fila dos franciscanos e abnegados cidadãos interessados em salvar o Brasil das impurezas sociais e políticas. O calouro Moro não disse nenhuma novidade no discurso de estreia. Não mudou o tom professoral arrogante de dono da verdade. Choveu no molhado. Exortou promessas que todos os candidatos estão fartos de repetir. Se Moro veio para tirar a política da mesmice, da hipocrisia e do oportunismo, ficou devendo. Na prática, a teoria é outra. Prepare o couro porque o jogo é para profissionais.  

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Santo Flávio

O mundo político vibrou. Os católicos iluminaram os céus com preces e velas gigantes. Os franciscanos lavaram a alma. Acabaram com o estoque de detergentes nos mercados. Os sinos das igrejas repicaram. O Palácio do Planalto ajoelhou-se e chorou. No Rio de Janeiro, Fabrício Queiróz soltou foguetes, distribuiu santinhos com o rosto do amado afilhado e bebeu todas. As comoventes manifestações de memorável felicidade têm justificável motivo: os impolutos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) inocentaram o senador Flávio Bolsonaro das denúncias de "rachadinhas". Dos tempos em que o filho 01 foi deputado estadual no Rio de Janeiro. Os isentos e sábios magistrados decidiram que as provas robustas apresentadas pelo Ministério Público eram conversas fiadas. Fruto da imaginação e inveja do outrora incansável comerciante de chocolates. Não paira mais dúvidas. O parlamentar passará a ser conhecido como Santo Flávio. O STJ já enviou para o Vaticano a papelada para a canonização do senador. Não mandaram, por puro esquecimento, o relatório da CPI da covid, onde o senador é indiciado. Breve o prendado 01 será conhecido por Dom Flávio. Eufórico com a honestidade e pureza do colega, comprovadas pelo STJ, o presidente  do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco, mandou construir um Flávio Móvel, idêntico ao Papa Móvel do Santo Pontífice. A prova de ovos e tomates. O pai orgulhoso do filho imaculado mandou trocar o slogan "Pátria amada, Brasil", para "Pátria amada do Santo Flávio". Sucesso garantido nas eleições de 2022. Lula confidenciou para graduados petistas que pretende conversar com Flávio. Não custa nada. Não tira o pedaço. O que importa é a grandeza do Brasil. Afinal, é melhor dois santos de pau-oco nas mãos, do que Moro na espreita.

Ao acusar o TSE de estupro, o presidente Bolsonaro violenta e arromba a opinião pública

Bolsonaro arrebenta a corda e fascismo avança rumo à ruptura violenta:  Bate-papo com Hélio Doyle - Expresso 61
Bolsonaro estupra a ciência, o bom senso e a honorabilidade

 Publicado em 10 de novembro de 2021 por Tribuna da Internet


Vicente Limongi Netto

O mito de araque estrebuchou porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do deputado Fernando Francischini, por espalhar notícias falsas. Do alto de sua infinita e irretocável boçalidade, Bolsonaro chamou de “estupro” a decisão do TSE (Estadão – 5/11).

Bolsonaro fala de cátedra. Estupra e deslustra o cargo diariamente. Mesquinho, revogou títulos de grão-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico concedidos a dois pesquisadores. Repudiando e protestando contra o gesto torpe do presidente, diversos cientistas devolveram a comenda que haviam recebido.

ESTRUPADOR NATO – Bolsonaro tem vasto histórico de estupros na chefia da nação. Estuprou a ciência, debochando da importância da vacina no combate ao vírus da covid-19; estupra jornalistas com grosserias, ameaças e patadas; estupra o bom senso, tirando fotos com criança armada com fuzil; estupra a verdade, fazendo discurso mentiroso na ONU; e estupra a vacina, insinuando que ela causa aids.

Bolsonaro também estupra a dignidade da boa e qualificada política, tornando-se refém do guloso e nada republicano Centrão. Agora, no colo de Valdemar Costa Neto, o estupro é completo. Tudo dominado. Resta a certeza de que os brasileiros vão enxotar Bolsonaro do cargo nas urnas de 2022.

MAIS DOIS FELINOS – Em festa o zoológico de Brasília, com o nascimento de dois filhotes machos de onça-pintada (Correio Braziliense- 9/11).  O público animado votou para escolher nomes para os felinos. Amigos-da-onça despejaram votos em figuras públicas manjadas. Pilantras querendo estragar a votação. Confundiram os bichos. Imaginavam que votavam para dar nomes a duas hienas nascidas no mesmo zoo. 

Nesse sentido, apareceram votos para Arthur Lira, Valdemar Costa Neto, Jair, Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro, Davi Alcolumbre, Onyx Lorenzoni, Marcelo Queiroga, Eduardo Pazuello, Cid Nogueira,  Eduardo Girão e Marcos Rogério.

Perderam tempo, porque as onças nasceram com pedigree de boa família e ganharam outros nomes mais dignos: George e Peter.

Quieto no seu canto, Collor ainda recebe alguns ataques gratuitos e injustificáveis

 Publicado em 7 de novembro de 2021 por Tribuna da Internet

Vicente Limongi Netto

De quando em vez aparecem na imprensa textos ressentidos e desinformados, contra a gestão do presidente Collor de Mello. Agora surgiu, de tacape em punho. o cidadão Orlando Thomé Cordeiro (Correio Braziliense- 5/11) que se intitula Consultor em Estratégia. Palmas para ele.

O glorioso senhor chamou a gestão de Collor de “desastrada”, com “escândalos de corrupção”. É mais um que não se enxerga. Que não tem grandeza de recordar, pelo menos de passagem, os benefícios que o curto governo Collor deixou para o Brasil e para os brasileiros. Foi Collor que abriu a economia brasileira ao mercado internacional. Hoje todo cidadão tem celular. Inclusive o notável Orlando. A maioria dispõe de computadores. Médicos, dentistas e fisioterapeutas utilizam instrumentos modernos para atender pacientes.

MODERNIZAÇÕES – Foi Collor que possibilitou todas estas vantagens aos brasileiros. Não foram os bravateiros e gênios de araque, fantoches de interesses contrariados das muretas dos cartéis, que Collor enfrentou com coragem e firmeza. Refresco a memória do açodado Orlando Thomé Cordeiro com outras leis do governo Collor que permanecem servindo aos brasileiros, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código de Defesa do Consumidor e os colégios CIACs.

Collor valorizou trabalhadores rurais, dinamizou o SUS. Na gestão Collor nasceu a Lei Rouanet.  Sob o comando deler, o Brasil sediou a vitoriosa e pioneira Rio+20, com a presença de 150 chefes de Estado.

Apearam Collor do cargo através de um torpe impeachment, orquestrado por brasileiros derrotados por Collor nas urnas. No final da colossal empulhação política da qual foi vítima, Collor foi inocentado das acusações de corrupção em dois julgamentos pelo Supremo Tribunal Federal. Não serão balas de festins de decaídos patrulheiros e luminares por correspondência que esmorecerão o espírito e a vontade de Collor de prosseguir trabalhando pelo Brasil.

Collor não incomoda ninguém, mas vive sendo incomodado (foto: Agência Senado)

AULA DE REDAÇÃO – Errar é humano. Insistir no erro é burrice ou má-fé. Ou ambas as coisas. Nessa linha, volto ao tema por rigoroso interesse gramatical. Em benefício da correta redação. Matemática ou aritmética?

Virou rotina falar ou escrever errado. Os equívocos são frequentes. Batem tanto na mesma tecla que a falha tornou-se vício de linguagem. Escrever errado virou charme.

Lamentável e patético. Justiça aos raros que grafam certo ou falam corretamente. Sobretudo agora, no final do Brasileirão, série A e B, quando é preciso avaliar as chances numéricas dos adversários.

UM ERRO COMUM – Programas esportivos nas televisões e rádios e matérias nos impressos anunciam “Hora da matemática”, “Projeção da matemática”, “Cuca avalia a matemática”. Um horror. Pavoroso erro. Sumiram com os manuais de redação. Céus.

Matemática, refrescando a cachola dos sabidões. é a ciência dos números. Mas quem trata deles, diminuindo, somando e multiplicando, é a aritmética. Fica a esperança de que até a rodada final das séries A e B, a rapaziada aprenda a lição. A diferença entre a matemática e a aritmética. Sem medo e traumas da aritmética. Leitores e telespectadores exigentes agradecerão.

http://tribunadainternet.com.br/quieto-no-seu-canto-collor-ainda-recebe-alguns-ataques-gratuitos-e-injustificaveis/

Paulinho da Viola - 79 anos

Na proxima sexta-feira, 12 de novembro,  Paulinho da Viola completa 79 anos e sua primeira filha, a cantora Eliane Faria, faz show interpretando sucessos do seu pai, no CARIOCANDO, rua Silveira Martins, 139, próximo ao Metrô Catete. Intitulado "Caminhando para os 80 anos", tem a participação especial do compositor Canário, parceiro do saudoso Agepê.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Bom lugar

Bolsonaro indagou, candidamente, ao Metrópoles: "Se não for para o Centrão, vou para onde?".

Eu e milhões de brasileiros sabemos para onde mandar Bolsonaro. Mas, primeiro, coloquem fones nos ouvidos das crianças. 

Hienas

Em festa o zoológico de Brasília, com o nascimento de dois filhotes machos de onça-pintada (Correio-9/11).  O público animado votou para escolher nomes para os felinos. Amigos-da-onça despejaram votos em figuras públicas manjadas. Pilantras querendo estragar a votação. Confundiram os bichos. Imaginavam que votavam para dar nomes a duas hienas nascidas no mesmo zoo. Nesse sentido, apareceram votos para Arthur Lira, Valdemar Costa Neto, Bolsonaro, Eduardo, Flávio e Carlos, Davi Alcolumbre, Onyx Lorenzony, Marcelo Queiroga, Eduardo Pazuello, Cid Nogueira, Eduardo Girão e Marcos Rogério. Perderam tempo. Porque as onças nasceram com pedigree de boa família.

SANDICES DE ESTUPRADOR


 

Manual do lixo

Hoje, terça, das 9h30m às 10 horas, a Globonews exibiu, para os assinantes, sem nenhum pudor, uma manchete deplorável, mandando, mais uma vez - já que o erro é geral e frequente - o manual de redação para os quintos dos infernos. Eis a pérola às avessas: "Matemática da PEC dos precatórios: partidos podem mudar de lado?" 

Podem mudar de lado e os formidáveis editores e redatores da Globonews também podem começar a se tocar e grafar certo o que escrevem. Geralmente com uma empáfia de morder trilhos. É assim: Aritmética da PEC dos precatórios: partidos podem mudar de lado? Suave. Sem mistérios nem dores. 

Aprendi no jornal O Globo, final década de 60: Matemática é a ciência dos números. Porém quem cuida deles, com carinho, somando, multiplicando e dividindo, é a aritmética. 

Sugiro, nessa linha, para acabar com os tenebrosos escorregões diários, que desenhem e preguem a lição na camisa ou na blusa. Assinantes exigentes, adoradores do bom jornalismo, agradecem. 

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Foto histórica



Fui contrato, pelo famoso e respeitado Santo-Ajax, na década de 90. Viajava de Brasília para Manaus de jato fretado pelo clube. Segundo os exigentes diretor-técnico e empresário do time, Flaviano Limongi e o presidente e consultor do clube, general Taumaturgo Sotero Vaz, minha aquisição foi a mais cara da história da agremiação: dinheiro para pagar o taxi, até a casa da minha mãe, com fartos lanches de tapiocas com tucumã e tigelas de açaí com farinha de tapioca. Ou cerveja com tira-gosto de pedaços de tambaqui frito. Com direito exclusivo a pedaço de sabão de coco para tomar banho, que precisava devolver depois, nos canos que jorravam água, nos aprazíveis vestiários dos modernos clubes onde o Santo-Ajax costumava se exibir. Ótimas "peladas". Galera sensacional. Só fera. De vez em quando papai, Andréa, era o "árbitro". Ganhávamos de goleada. Ótimos e saudáveis tempos. Saudades!

domingo, 7 de novembro de 2021

XII RioWindsFestival - Música no Museu começou na última sexta-feira, no Museu da Justiça, com o Trio Movimento Musical (João Paulo Romeu, piano; Denise Emmer, cello; Yuri Reis,violino e participação especial, Mariana Bernardo, clarineta).

O Museu da Justiça fica na Rua D. Manuel s/n, Centro, atrás do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Entrada gratuita, mantidos todos os protocolos sanitários.


www.musicanomuseu.com.br 



sexta-feira, 5 de novembro de 2021

CNC: endividamento bate novo recorde, mas mostra desaceleração com elevação dos juros

 Juros mais altos responderam pela redução do ritmo de dívidas em outubro; total de famílias endividadas chega a 74,6%, aumento pelo 11° mês seguido

O número de brasileiros endividados seguiu crescendo em outubro, ainda que em ritmo menos acelerado. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) do mês, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer chegou a 74,6%. O número representa uma alta de 0,6 ponto percentual em relação a setembro, o 11° aumento seguido, e de 8,1 pontos na comparação com outubro de 2020, fazendo desse o segundo maior crescimento anual da série histórica.

A alta recente dos juros reduziu a dinâmica da contratação de dívidas em outubro e fez o indicador capturar um acréscimo abaixo dos últimos meses, quando apresentava aumento, em média, de 1,5 ponto. Os indicadores de inadimplência, por sua vez, apresentaram redução em relação ao ano passado. O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso atingiu 25,6%, ficando 0,1 ponto acima do registrado no mês anterior e 0,5 ponto abaixo do apurado em outubro de 2020. Já a parcela que declarou não ter condições de pagar contas ou dívidas e, portanto, seguirá inadimplente caiu de 10,3% para 10,1% na passagem mensal e 1,8 ponto na comparação anual.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o relativo controle da taxa de inadimplência diante do cenário econômico é impressionante. "A inflação corrente elevada e disseminada tem deteriorado os orçamentos domésticos e diminuído o poder de compra das famílias, em especial as na faixa de menor renda. Os números demonstram os esforços em manter os compromissos financeiros em dia, com renegociação e melhor controle dos gastos", avalia.

Controle da inadimplência

O aumento do tempo de comprometimento com dívidas também aponta nessa direção, segundo a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira. Os dados da Peic mostram que a proporção de famílias endividadas por mais de um ano é crescente desde o fim do primeiro trimestre, atingindo a máxima histórica de 35,8%. "É um indício de que os consumidores estão buscando alongar os prazos de pagamentos de suas dívidas para que a parcela caiba nos orçamentos e, assim, evitem a inadimplência", explica.

A economista também observa que o número de famílias endividadas no cartão de crédito segue avançando, atingindo 84,9% do total de dívidas contratadas. Em relação a outubro de 2020, a modalidade avançou 6,4 pontos no endividamento, o maior incremento anual da série histórica do indicador. Comparativamente a outubro de 2019, antes da pandemia, o incremento é de 6 pontos. Carnês de lojas e o financiamento automotivo também seguem ganhando destaque no endividamento.


Sequestraram os manuais

Errar é humano. Insistir no erro é burrice ou má-fé. Ou ambas as coisas. Nessa linha, volto ao tema por rigoroso interesse gramatical.  Em benefício da correta redação. Matemática ou aritmética? Virou rotina falar ou escrever errado. Os equívocos são frequentes. Batem tanto na mesma tecla que a falha tornou-se vício de linguagem. Escrever errado virou charme.   Lamentável e patético. Justiça aos raros que grafam certo ou falam corretamente. Sobretudo agora, no final do brasileirão, série A e B, quando é preciso avaliar as chances numéricas dos adversários.  Programas esportivos nas televisões e rádios e matérias nos impressos anunciam "Hora da matemática", "projeção da matemática", "Cuca avalia a matemática". Um horror. Pavoroso erro. Sumiram com os manuais de redação. Céus.  Matemática, refrescando a cachola dos sabidões, pé a ciência dos números. Mas quem trata deles, diminuindo, somando e multiplicando, é a aritmética. Fica a esperança de que até a rodada final das séries A e B, a rapaziada aprenda a lição. A diferença entre a matemática e a aritmética. Sem medo e traumas da aritmética. Leitores e telespectadores exigentes agradecerão. 

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Moro

Sérgio Moro seguia bem como magistrado, até cair na asneira e na armadilha, de aceitar ser ministro da Justiça de um governo complicado. A começar pelo chefe da nação. O ar arrogante e empavonado, de pretenso sabidão, a fala fanhosa e a colossal formalidade, não são virtudes agradáveis nem recomendáveis para quem deseja fazer carreira política. Sendo assim,  creio que o ex-juiz enfrentará batalhas inglórias e tacapes pesados, de diversos adversários, não apenas de Lula, a começar por Bolsonaro, caso venha para a disputa eleitoral fantasiado de anti- Lula. Alquimistas de Lula seguramente não perderão o sono,   com o debut de Moro na rinha das pauladas. Onde o vale tudo prospera. Moro enfrenta dificuldades dentro da própria comunidade jurídica. Também não defendo Lula. Já é setentão e tenho afazeres mais importantes para fazer. O fato é que o ex-presidente não tem mais pesadelos com processos na justiça. Foi inocentado em todos eles. Ostenta o vistoso diploma de cidadão ilibado e franciscano. Oremos, Brasil. 

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Grosso

Bolsonaro é um grosso irrecuperável. Não tem um pingo de educação. Rodeado por estúpidos engravatados, fantasiados de seguranças, mais uma vez despejou coices nos jornalistas. Desta feita, em Roma, onde foi literalmente ignorado por expressivas autoridades mundiais. Ficou perambulando pelas ruas e ruelas da capital italiana, como alma penada. As patadas do mito de barro ficaram famosas na imprensa mundial.   Bolsonaro deslustra a chefia da nação. Seus ataques de histerismo humilham o Brasil aos olhos do mundo. Deveria patentear o rosário de sandices, inconsequências e destempero que exibe com invulgar fervor e arrogância, pelo Brasil e pelo mundo.     

sábado, 30 de outubro de 2021

Maldade

Tem razão a letra da música consagrada por Ataulfo Alves, "a maldade dessa gente é uma arte". Que o diga o probo senador Davi Alcolumbre. Nuvens sombrias, o fogo do inferno e a inveja tiraram o sossego do roliço amapaense. Não serviu para nada o ex-presidente do Senado ser "terrivelmente evangélico", a exemplo de André Mendonça, indicado por Bolsonaro para ministro do Supremo tribunal Federal (STF). O motivo para insistirem em tirar o couro do Davi para fazer cuíca, não se sustenta. Tudo porque o bondoso Davi caiu na esparrela de colaborar com o governo, na sublime diminuição da pobreza e da miséria no Brasil. Caiu nas graças da "Veja". Contratou para o gabinete as doces desempregadas, Marina, Érica, Liliam e Jessyca. Fez um pedido cativante para elas, adotando a versão moderna de São Francisco das rachadinhas, "Eu te ajudo e você me ajuda". Slogan abençoado para as próximas eleições. Patenteando a original sacada, Alcolumbre ficará rico. Não precisará mais de rachadinhas. 

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Crime político

O guloso, serviçal e nada republicano Centrão, engatilha nova excrescência política, como prêmio de consolação para Bolsonaro, que o bom senso haverá de repudiar: violentar a constituição diante da possível derrota do chefe da nação nas eleições de 2022, e transformá-lo em senador vitalício, blindando-o da série de indiciamentos criminosos impostos pela CPI da covid-19. 

terça-feira, 26 de outubro de 2021


 

 

 



Patético Lira

É estarrecedor: O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, mostra colossal, patética e serviçal dificuldade, para admitir que Bolsonaro precisa ser energicamente punido por propagar mentiras contra as vacinas que combatem a covid 19. 

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Juscelino

O colunista Cláudio Humberto revelou, para o Brasil e para o mundo (Diário do Poder-25/10) que o senador Rodrigo Pacheco sonha em ser "o novo JK", na disputa pela Presidência da República. O desejo do grandalhão com voz de trovão, nascido em Porto Velho, Rondônia, mas mineiro por adoção, enche os corações dos brasileiros de ternura e emoção, e pretende acabar com o enfadonho e medíocre debate político. O esforçado Pacheco, foi alertado por Gilberto Kassab, mentor e criador da candidatura do presidente do senado e do congresso para não exagerar na dose, lembrando que, nesse caso, é mais fácil o pretendente sonhador ganhar sozinho na megasena, do que subir em palanque como Juscelino. Outros tentaram e deram com os burros n'água. Pacheco não deu trela a Kassab e já ensaia encarnar os traços marcantes e pitorescos de Juscelino. Acredita  que até as eleições de 2022, já terá encorpado e tinindo, como clone  do inigualável JK. Nessa linha, Rodrigo pediu, humildemente, aos amigos, familiares, assessores, dono da padaria, aspones e servidores do senado, principalmente ao motorista que passem a tratá-lo por "Nonô", apelido do ex-presidente. Está empenhado também em decorar a letra da música "Peixe Vivo", de Milton Nascimento, a preferida do saudoso Juscelino. Para tanto, vai começar a frequentar Diamantina, onde nasceu Juscelino, para participar de frias noites telúricas com violões e fogueiras compondo a coreografia. O desejo do advogado  Rodrigo Pacheco de encarnar JK é espantoso. Quer parecer Juscelino em tudo. Matriculou-se  para o vestibular remoto de medicina e para o curso preparatório de Oficiais, da Polícia Militar de Minas Gerais. Rodrigo Pacheco admite que encontra dificuldades para sorrir igual Juscelino. Se for preciso, troca os dentes, por outros alvejados e brancos. Kassab estrilou. Alegou que o PSD é pobre. Com mineirice, Rodrigo lembrou a Kassab que o senado é mãe bondosa. Paga tudo. Por ora, Rodrigo Pacheco tem bom teste pela frente. Desencalhar um  assunto que Juscelino resolveria num piscar de olhos: convencer o roliço senador Davi Alcolumbre  liberar a data da sabatina de André Mondonça, indicado por Bolsonaro  para o Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga do ministro Marco Aurélio de Mello. Força, Rodrigo "Nonô".