quarta-feira, 4 de março de 2020

Saudade diária da presença firme, marcante, amada e respeitada do meu irmão, Djalma. Agora embelezando o universo, com sua fulgurante inteligência e personalidade. Faz imensa falta entre nós. 

Beijos, querido e inesquecível irmão,

vicente
Meu nobre amigo,

Pobre da democracia que tem por seus defensores Dias Toffóli (Presidente do STF); Gilmar Mendes que livrou da cadeia um sem número de corruptos; Rodrigo Maia que se comporta como se 1º Ministro fosse, não se contentando em ser apenas Presidente da Câmara e que  viajou mais de 220 vezes em jatinhos da FAB em 2019, demonstrando seu pouco zelo pelos recursos públicos e pela opinião pública.

Sem falar do nosso jornalismo oportunista, que mesmo conhecendo o despreparo e sabendo do destempero verbal do nosso Presidente, insiste em provoca-lo para criar constrangimento e desgaste ao Governo que hoje, infelizmente, virou refém do apetite insaciável do Parlamento em sangrar os cofres públicos.

Triste do jornalismo brasileiro que prefere dar ênfase e publicar as besteiras que o Presidente diz, no lugar das boas ações do seu governo que não são poucas, e que deveriam merecer igual destaque:

1) Petrobras tem lucro recorde de R$ 40,1 bilhões, em 2019, uma alta de 55,7% em comparação com 2018, sendo o melhor resultado já registrado pela estatal em toda sua história;

2) O Governo Federal arrecadou R$ 1,57 trilhão em 2019 segundo a Receita Federal que é o maior valor desde 2014;

3) Em 20/01/2020, a Caixa Econômica Federal anunciou o lançamento de uma nova modalidade de financiamento com parcelas fixas em até 240 meses.

É um fato que o país está indo pra frente, mas, devido ao ambiente de animosidade criado pelo Presidente com o Parlamento, o Judiciário e a Imprensa, eles preferem tornar a vida do Governo a pior possível, e se der, talvez até impinchá-lo.

E que se dane o país, o povo e as gerações futuras, afinal de contas, estamos num ano eleitoral, que quanto mais o Presidente sangrar, melhor, porque assim, ele perde força, e será um mero ator coadjuvante sem grande influência no resultado das eleições municipais que se aproximam.

Assim, ressuscita-se as velhas e antigas práticas, que estão arraigadas há décadas, porque é muito difícil se acostumar a viver sem as facilidades, mordomias, o fundão eleitoral e o dinheiro fácil do erário. Viver de salário é só para o povo, para eles, todas as benesses da república.

Acho tudo isto, lamentável, mas é nossa triste realidade.

Um fraternal abraço do seu amigo e admirador,

Luiz Antony

Poema publicado dia 29/2, no Correio Braziliense

Enfurecido amor

              Na noite fria
              sem estrelas
              salpicadas de murmúrios

              Convoquei pássaros noturnos
              para um manjar dos deuses

              Chegavam trajando pérolas azuladas
              nascidas dos ventres
              das almas embevecidas e
 
              Cascalhos reluzentes
              aladas por sentimento
              impuros salpicados de espessa ternura

              Foram abatidos pelas pedras movidas
              por demônios enfurecidos

              Inconformados pela depredação do amor.

           
                                             Vicente Limongi Netto

terça-feira, 3 de março de 2020

"Lamento o falecimento do grande esportista Valdir Espinosa. Em sua brilhante e vitoriosa carreira de jogador e técnico de futebol, consta a passagem pelo CSA, na década de 1970. Como presidente do time, contratei Espinosa, que jogou pelo Azulão de Alagoas na lateral-direita. Minhas condolências aos seus familiares e amigos." (Senador Fernando Collor)

Fibra dos sofridos

O povo sofre. Mas é solidário. O coração aperta. A indignação é brutal. Desperta a união. Ninguém  se omite. Tira energia e fé das profundezas da alma. Perde tudo nas enchentes. Enxurradas e desabamentos. Famílias são soterradas e esmagadas pela fúria das águas. Mas não se entrega à desesperança. É tomado por luz divina que entusiasma a todos. Ricos, podres e remediados. Não se nega a ajudar quem está em situação pior. A satisfação de colaborar de alguma forma é cativante. Mostra que nem tudo está perdido no reino dos mortais.

Admirável defensora das crianças

A jornalista Cida Barbosa tem o saudável e admirável hábito de preocupar-se com o bem estar das crianças. É merecedora do meu eterno respeito. Crianças são anjos que enfeitam nossas existências. Flores que precisam crescer com segurança, amor e carinho para salvar o universo. Mundo cada vez mais podre pela ação depredadora de irresponsáveis. Cida não admite e repele energicamente, todo tipo de covardia com os quais venais e hipócritas ultrajam os direitos das crianças. Monstros que afrontam a Constituição com atitudes e iniciativas nefastas contra o direito de crianças e adolescentes. Em menos de 15 dias, a vigilante Cida Barbosa indignou-se em dois artigos no Correio Braziliense. "Barbáries em série" e "Equívoco" contra a infância" (29/2).  Neles, Cida denuncia barbaridades contra as crianças que merecem atenções redobradas de autoridades sensíveis e com tinta na caneta. Decididas  realmente em coibir abusos e canalhices de marginais engravatados. Torço e rezo para que a cruzada da vigilante Cida Barbosa em defesa permanente dos direitos das crianças cresça como grãos de areia dos oceanos. Podres, venais e desumanos que praticam barbaridades contra crianças e adolescentes merecem ser punidos e fulminados com os raios dos Deuses. 

Franca de Manaus comemora 53 anos com avanços

A Suframa e o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) completaram,  sexta-feira (28), 53 anos de contribuições para o desenvolvimento socioeconômico sustentável não apenas de sua área de atuação – Estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e municípios de Macapá e Santana, no Estado do Amapá – mas de toda a sociedade brasileira.

Para a direção da Suframa,  o modelo ZFM é a “mais exitosa política pública de desenvolvimento e proteção de áreas de fronteira na Amazônia Brasileira”. Ele resumiu os avanços conquistados ao longo de 2019 e que projetam maior otimismo para o futuro, os quais incluem desde maior segurança jurídica para investimentos e modernizações em marcos regulatórios até a implementação de sistemas, fomento aos segmentos comercial, industrial e agropecuário e discussão de novos vetores estruturais para a economia regional, como, por exemplo, a bioeconomia. “São diversas ações que estamos levando à frente com o objetivo de resgatar o protagonismo da Suframa no desenvolvimento regional”.“Agradecemos a confiança depositada pelo governo federal, pela classe empresarial e política e por todos os demais parceiros da Suframa em todos os segmentos nos quais a Autarquia está inserida e convidamos todos a fazer parte deste novo momento da economia do Brasil e da Amazônia”.

Como exemplo dos bons resultados,  a Suframa  citou recente estudo do Banco Central que mostrou um crescimento da atividade econômica no Amazonas cinco vezes maior que a média nacional e a aprovação do Processo Produtivo Básico (PPB) de lâmpadas de LED - graças à Portaria 32, aprovada em 2019 – que abriu as portas para um novo segmento que deverá gerar milhões em novos investimentos no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Histórico

Idealizada em 1951, pelo deputado federal Francisco Pereira da Silva, a Zona Franca de Manaus foi criada em 1957, mediante lei sancionada pelo então presidente Juscelino Kubitschek, para ser um porto livre destinado ao armazenamento, beneficiamento e retirada de produtos do exterior. Quase dez anos depois, em 28 de fevereiro de 1967, o presidente Castello Branco assinaria o Decreto Lei nº 288, alterando as disposições da legislação de 1957 e reformulando a ZFM para um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitissem seu desenvolvimento, diante dos fatores locais e das grandes distâncias dos centros consumidores de seus produtos.

Com prazo original até 1997, a Zona Franca de Manaus teve sua primeira prorrogação, por mais 10 anos, em 16 de abril de 1986, por meio do Decreto nº 92.560. Em 1988, já reconhecida como modelo de desenvolvimento regional, a ZFM ganharia novo fôlego com a sua prorrogação, por mais 25 anos, prevista no Artigo 40 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. Em 5 de agosto de 2014, ocorreria um dos momentos mais importantes da história do modelo com a promulgação da Emenda Constitucional 83/2014, prorrogando o prazo de vigência dos benefícios da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos, até 2073. Esta foi uma prova inequívoca da visão de toda a sociedade brasileira de que a Zona Franca é fundamental não apenas para quem vive na capital do Estado do Amazonas, mas para todos os brasileiros.

Benefícios

São vários os motivos que possibilitam o reconhecimento da sociedade brasileira da validade e da importância da Zona Franca de Manaus. De fato, o modelo ZFM é marcado, essencialmente, por ser economicamente sustentável, socialmente justo e ambientalmente responsável.

Ao longo de sua história, a Zona Franca de Manaus passou por vários momentos de crises e superações, até chegar à atual condição de abrigar um dos principais parques industriais do País, que hoje conta com aproximadamente 440 empresas instaladas, fatura algo em torno de R$ 100 bilhões e gera cerca de meio milhão de empregos, entre diretos e indiretos. Responsável por um dos maiores PIBs da indústria brasileira, a ZFM fabrica produtos que fazem parte do dia a dia de todos os brasileiros, tais como tablets, smartphones, videogames, televisores, notebooks, motocicletas, canetas esferográficas e barbeadores. Cerca de 95% da produção do PIM é destinada a abastecer o mercado nacional. Por ter etapas de industrialização regulamentadas por PPBs , o PIM hoje conta com cadeia produtiva adensada e é responsável pela fabricação de produtos com alto valor agregado.

Com a expressiva arrecadação que a ZFM proporciona ao Estado do Amazonas, o modelo contribui com a redução das desigualdades sociais em todo o País. O Amazonas responde por mais da metade da arrecadação de tributos federais da Região Norte. E, na divisão dos recursos pela União, o Estado recebe de volta bem menos do que arrecada.

Suframa

Além de administrar os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, a Suframa, ao longo dos seus 53 anos, sempre atuou no sentido de buscar alternativas de desenvolvimento para toda a sua área de atuação. A autarquia realizou várias ações, estudos e projetos de aproveitamento da biodiversidade, visando aumentar a qualidade e a competitividade dos produtos regionais. Também estabeleceu centenas de parcerias com diversas instituições públicas e privadas do Brasil e do exterior, com o intuito de promover o desenvolvimento socioeconômico em toda a região.

Como exemplo dos efeitos dinamizadores proporcionados pelo modelo de desenvolvimento regional, antes da ZFM, o Estado do Amazonas possuía uma única universidade; atualmente, são dezenas. O número de cursos de mestrado e doutorado, antes inexistentes, chega a mais de 70 atualmente. A Universidade do Estado do Amazonas, que possui unidades em todos os 62 municípios amazonenses, é mantida integralmente por contribuições feitas pelas indústrias do PIM, garantindo o acesso à educação de nível superior em todo o Estado. Nos demais Estados da área de atuação da Suframa, convênios também viabilizaram a infraestrutura das universidades federais do Acre e de Rondônia, além de investimentos em capital intelectual por meio de programas de especialização, mestrado e doutorado em toda a Amazônia Ocidental.

O sucesso da implantação do modelo é constatado não apenas no âmbito econômico e social, mas também na esfera ambiental, mediante comprovações científicas. Ao concentrar a atividade econômica em uma área física reduzida, com baixo índice de utilização de recursos florestais, a ZFM garantiu a preservação de 98% da mata nativa do Amazonas, o que significa 1,5 milhão de quilômetros quadrados de árvores preservadas.

“Por tudo isso, além de festejar os 53 anos, não podemos esquecer de agradecer aos visionários de 1967, que permitiram chegar aonde chegamos mantendo a floresta em pé”, comemora a direção da Suframa.

DOUTOR ANTÔNIO LISBOA PEDIATRA - Humberto Ellery

Meus filhos, acabo de ler no blog do Claudio Humberto, o Diário do Poder, que o Doutor Antônio Lisboa, o mais querido e competente pediatra do Brasil, continua trabalhando aos 93 anos de idade, e está sendo homenageado pela cidade de Brasília.
Vocês certamente não têm a menor lembrança do fato que aconteceu por volta de 1984, quando a Rhaina tinha seus quatro anos e a Laila apenas dois. O querido (e escancaradamente simpático) Doutor Lisboa era o pediatra de vocês duas (e do Fernando também).

Morávamos em Brasília, e aconteceu de vocês duas contraírem uma pneumonia braba que deixou a mim e à mãe de vocês completamente apavorados.Então nós as internamos na clínica do Lisboa, onde eu vivi uma das piores noites da minha vida, principalmente porque ainda estava muito viva em nossas lembranças a tragédia que nos levou a primeira Rhaina em outubro de 1979. Naquela noite horrorosa, vocês duas sedadas, tomando soro na veia, e todo aquele insuportável sentimento de impotência, de medo, de entendimento da gravidade do quadro, eu procurava manter uma aparente serenidade para que sua mãe não ficasse mais apavorada ainda.

Eu botei na cabeça que não deveria dormir, era minha obrigação manter-me vigilante, controlar o gotejar do equipo de soro e, para manter-me desperto, apenas caminhar no reduzido espaço de quarto, rezar, segurar uma enorme  vontade de  chorar que me engasgava, e pedir a Deus que não me desse a beber outro daquele cálice intragável de 1979 (tenho certeza que eu não suportaria). Por vezes eu me encostava na parede segurando um livro, técnica que me foi ensinada pelo papai, pois enquanto seguramos o livro estamos ¨acesos¨, se o sono chega o livro cai ao chão, nos acorda, e nós escapamos de cair.

A cada vinte ou trinta minutos o Doutor Lisboa vinha ao quarto, media pressão arterial, batimentos cardíacos, e com um sorriso simpático dizia:¨ Ellery, está tudo bem, vai dormir¨. Eu apenas respondia: ¨Eu estou sem sono¨. Foi assim a madrugada inteira. Que madrugada interminável!

Ao amanhecer o dia, vocês duas já despertando, fui ganhando um novo alento, pois percebi que estavam reagindo bem aos medicamentos poderosos que o Doutor Lisboa ministrara. Pelas oito horas o Doutor Lisboa estava passando o plantão para outro médico, e eu ouvi quando ele disse :¨Agora eu estou mais tranquilo, mas durante a madrugada eu fiquei muito preocupado com essas duas.¨ Eu então disse ao meu querido Lisboa: ¨Você pensou que me enganava com aquela história de ¨vai dormir, está tudo bem¨? ele respondeu: ¨Como é que você desconfiou que o quadro era grave, já que eu sempre tento passar para os pais a máxima tranquilidade?¨ Eu já tranquilo, confiante, respondi: ¨Lisboa, se estivesse tudo bem você não viria vê-las a cada meia hora¨. Ele apenas sorriu e disse: ¨Você é mais esperto do que eu pensava¨. Entre sorrisos aliviados trocamos um forte abraço, eu só consegui dizer: ¨Obrigado, meu amigo Lisboa, muito obrigado!¨



sábado, 29 de fevereiro de 2020

Pejorativa ingratidão

Estimado Limongi,
Concordo com a amigo, quando diz que o Bolsonaro é um ingrato. Foi assim, com Moro, e está sendo agora com o General Heleno.
Ele esquece que sem eles, a história toda poderia ter sido diferente, ter tomado outro rumo.
Meu pai sempre dizia que: (i) em boca fechada não entra mosca; (ii) Deus nos deu 2 orelhas e uma boca, para ouvirmos mais que falarmos; e (iii) o dom da palavra é uma dádiva e também uma glória, mas, quem não o tem, melhor ficar com a sabedoria do silêncio
Bolsonaro sempre perde a oportunidade de ficar calado, porque acaba fazendo com que todos prestem mais atenção no que diz, no lugar, de prestarem atenção no que a sua equipe ministerial faz.
As falas impulsivas e reativas do Presidente, acabam rendendo mais notícia e posts, que os grandes feitos do seu governo, como, por exemplo, que aPetrobras registrou em 2019 o maior lucro de sua história: R$ 40,1 bilhões.     
Um abraço saudoso de seu fã e amigo,
Luiz Antony

Calamitoso Presidente

A repórter Vera Magalhães, do "Estado de São Paulo" é a nova vítima da estupidez, torpeza, irresponsabilidade e truculência verbal de Bolsonaro. O presidente insiste em contrariar fatos com declarações caluniosas e ameaças descabidas. É inacreditável a arrogância de quem jurou servir a Constituição. Ofensas a Vera Magalhães aumentam  a vigilância contra desmandos. Missão que jamais será atropelada nem coagida com arroubos dos donos do poder.  O jornalismo profissional não fraqueja nem dobra a espinha diante de patéticos destemperos e sandices de eventuais poderosos. O presidente pode vociferar a vontade. Não tem o poder de calar nem de monitorar jornalistas. Pobre democracia, onde um chefe de Estado perde a postura e a compostura diariamente. 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Candidatos melancólicos

Enfadonho escrever a respeito das eleições para as presidências do Senado e da Câmara, diante do tabuleiro  de candidatos patéticos, demagogos, oportunistas, medonhos e inexpressivos (CB - 24/2). Não têm espelho em casa. No senado, conheci, convivi e tenho saudades de figuras de têmperas fortes, como Jarbas Passarinho,  Petrônio Portela, ACM, José Sarney, Humberto Lucena, Mauro Benevides, Alexandre Costa, Lourival Batista, Antônio Carlos Konder Reis, Virgilio Távora, Arnon de Mello, Acioly Filho, José Richa, Bernardo Cabral, Paulo Brossad, Jader Barbalho, Luiz Viana Filho, Arthur Virgilio, Franco Montoro, Dinarte Mariz, Magalhães Pinto e Nelson Carneiro, Teotônio Vilela, Edison Lobão, Valmir Campelo, Afonso Arinos de Mello Franco e Saturnino Braga. O apregoado "novo senado" não passa de um sombrio e obscuro quadro amarelado na parede. Assombrando e humilhando a figura altiva de Rui Barbosa em local destacado no plenário. Nessa linha, convenhamos, é quase impossível eleger, no senado, candidato pior do que o atual, Davi Alcolumbre. Mais fácil encontrar agulha no palheiro. Eleito presidente por uma farsa orquestrada pelo Palácio do Planalto. Que odeia, não respeita e não sabe conviver com parlamentares altivos e fortes. Donos do poder de plantão pensam (epa, foi mal) que sabem tudo de política. Quando, na verdade, tropeçam e patinam na própria arrogância e sandices. Embora conquistem grupelhos de serviçais convictos nas duas Casas. Renan Calheiros, por sua vez,  ex-presidente por 4 mandatos do Congresso Nacional,  desaponta fariseus e éticos de barro, porque não participa de conchavo espúrios e sórdidos para obter vantagens pessoais. Arrancado da disputa com o roliço Alcolumbre em jogo imundo, vil, torpe e covarde. Figuras públicas como Calheiros, que não são escravas da dissimulação. Que têm o saudável hábito de zelar pela independência do Legislativo. Sem jamais dobrar a espinha para interesses pouco republicanos do governo. Na Câmara, o quadro também é melancólico. Rodrigo Maia é diligente e respeitado articulador político. Não tem sucessores a altura. Lamentável que também na política a sanha despudorada da mediocridade insista em vencer todas as batalhas.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Pejorativa ingratidão

"Não bate nele. Heleno está velho", pediu Bolsonaro ao deputado Rodrigo Maia. A revelação é do colunista Lauro Jardim - O Globo - 23/2. Estarrecedora, injusta, pejorativa, triste e patética demonstração de pouco apreço e ingratidão  do batráquio Bolsonaro a um graduado, dedicado, leal e destemido auxiliar. General de Exército, respeitado por civis e militares. Com abrangente e vitoriosa folha de serviços prestados ao Brasil. Com 72 anos de idade, Augusto  Heleno não pode ser chamado, de velho, com desdém e desdouro, por Bolsonaro. Heleno  foi cotado, inclusive, para vice-presidente da República. Embora autor de infeliz e agressiva declaração contra o Congresso Nacional, Heleno, apoiador de primeira hora da candidatura Bolsonaro, merecia mais respeito, apreço e consideração da parte do destemperado, tosco e grosseiro chefe de governo. Minha candente e sábia mãe alertaria o ministro Augusto Heleno, com todas as tintas da sinceridade: "Quem com porcos se mistura, farelo come". 

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Bloco famoso

Divertido e barulhento, o bloco dos politicamente correto garante fazer bonito na avenida. Embeleza o carnaval. Com belas alegorias. Originais fantasias e inabaláveis convicções.  A marchinha promete levantar o público. A letra é fácil de cantar e sensacional. É como os idealizadores do amado bloco  levam a vida. Sob os acordes de tabores, recos-recos e tamborins, contam a marchinha: "Somos os notáveis sabidões que odiamos as coisas certas/fazemos tudo ao contrário/não cumprimos as normas básicas da cidadania, da educação e da civilidade/jamais damos a seta quando vamos mudar de faixa/é uma delícia dirigir falando ao celular, fumando, lanchando ou digitando/colar na traseira do carro é gostoso/não respeitamos vagas de deficientes nem de idosos. Que se danem/tolice recolher as necessidades que nossos animais de estimação vão deixando pelos gramados, calçadas e jardins/odiamos as normas de trânsito/ proteger crianças nas cadeirinhas é colossal bobagem/temos despreço por gestos nobres/dirigir com cachorro no colo é uma festa". Os incansáveis foliões seguem o bloco. Mesmo com chuvarada. Só vão parar na quarta-feira de cinzas. Ano que vem, tem mais. O bloco já deixa saudades.

CBF une espíritos do bem

A gestão do presidente da CBF, Rogério Caboclo, é vocacionada para a humanização de gestos, atitudes e ações. "Nossa gestão não herda inimigos", enfatiza para os pobres de espírito. Caboclo acompanha e comanda, de perto, tudo que envolve a melhoria do futebol brasileiro. Valoriza tudo e todos que deram a vida pelo respeito e credibilidade do futebol penta campeão do mundo. Trazendo o torcedor para dentro da entidade. Apoiando de perto a  seleção brasileira. Parceria valorosa. Caboclo faz questão de homenagear os eternos e verdadeiros ídolos do futebol. Não despreza o passado. As inesquecíveis conquistas mundiais que trouxeram alegrias para os brasileiros. Nessa linha, a CBF saudou os craques da gloriosa e inesquecível seleção do tri no México. Outras homenagens para Gerson, Rivelino e outros monstros sagrados estão na agenda. Caboclo montou time com os campeões do mundo de 94, e priorizou apoio incondicional a seleção feminina. Outro iniciativa do presidente da CBF que emocionou desportistas do mundo inteiro, foi a inauguração de uma estátua de Pelé. O maior de todos, entre todos. Os olhos do "Rei" brilharam mais uma vez. Caboclo engrandece o cargo. 

FHC não quer a liderança

Fernando Henrique Cardoso declarou, na Folha de São Paulo (20/2) que o Brasil precisa de liderança. Minha alma ficou feliz e aliviada quando o gênio de plástico não reivindicou o posto para ele. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Repugnante Bolsonaro

Perto dos 76 anos de idade, dos quais 50 como jornalista, posso assegurar que o Brasil jamais teve um presidente da República com a boca mais suja, grosseira, venal, leviana, moleque, desprezível e irresponsável, do que Jair Bolsonaro. A forma destemperada, covarde, desequilibrada, indigna e debochada como Bolsonaro  se referiu a repórter da Folha de São Paulo ultrapassa todos os limites do bom senso, do respeito e da educação. Minha mãe ponderava que quem tem mãe, irmã, mulher, filha, neta, cunhada e nora, e preza por elas, jamais, em sã consciência, pode agir com maldade e maledicência. Atirando pedras em outras mulheres. Sob pena de ser tragado pelas leis de Deus e pela justiça dos homens. 

Joaquim Ferreira dos Santos não esquece da banana do Collor - O Globo - 17/2

Joaquim,

Caramba, ainda hoje, você não consegue esquecer a banana do Collor. Faz tempo. Dada para manifestantes em Brasília. Com mãos e pulsos  fortes. Braços altos e seguros. A pressão subiu na Esplanada.  
Paixão incubada. Amor não correspondido. Atração fatal. Seguramente  o amor platônico doentio por Collor perturbou teus raros neurônios. Bingo. 
Para Bolsonaro você devolve a banana. Com raiva e desprezo. Sem troco. Com nojo. Não gosta de banana nanica. Pelo jeito teu gosto por banana é apurado e rigoroso. 
Já a banana  de Collor, você não abre mão. Faz tempo. Mais de 25 anos. Cultiva. Lembra dela. Sonha com ela. Guarda com carinho. Sente fortes emoções por ela. Não existe outra explicação viável. 

Então tá, amado Joaquim. Compreendo tua agonia. Caso não vença o sofrimento da negação, sugiro que corte os pulsos. 

Limongi

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

CNC: intenção de consumo das famílias alcança maior nível desde abril de 2015


De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) chegou a 99,3 pontos em fevereiro de 2020, alcançando o maior nível desde abril de 2015 – último mês em que o índice esteve no patamar de satisfação (acima de 100 pontos). Este também foi o melhor resultado para um mês de fevereiro em cinco anos.

Com o ajuste sazonal, a ICF apresentou um aumento mensal de 1,2%, mostrando recuperação após duas quedas consecutivas. O crescimento no comparativo anual foi de 0,8%. Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o desempenho do índice neste mês aponta uma recuperação gradativa do consumo, ancorada em fatores econômicos, como a redução do desemprego e o aumento das contratações líquidas, além da taxa inflacionária baixa. “Os brasileiros estão mais confiantes com a atividade econômica em 2020, aumentando, assim, sua intenção de consumir tanto no curto quanto no longo prazo”, ressalta.

Emprego e renda

Os indicadores referentes a emprego e renda se destacaram na pesquisa. Grande parte dos entrevistados (39,1%) se sente mais segura em relação ao seu emprego atual, atingindo o maior percentual desde abril de 2015 (40%). Com 119,9 pontos, este foi o subíndice que obteve a melhor pontuação em fevereiro, entre os considerados pela pesquisa. Já as avaliações positivas em relação à renda atual acumularam 38,1% das famílias, ajudando o item a atingir 114,6 pontos e chegar a seu melhor desempenho desde maio de 2015.

Na esteira de emprego e renda, melhoraram também os indicadores de condições e perspectivas de consumo. O acesso ao crédito impulsionou o desempenho positivo, com 32,1% das famílias indicando que comprar a prazo está mais fácil – o maior percentual desde junho de 2015. O item foi o que mais registrou aumento no comparativo mensal (+4,3%) e anual (+6,7%), alcançando 95,4 pontos, seu maior nível desde maio de 2015.

Especificamente em relação à perspectiva de consumo, destaque para o crescimento mensal de 3,1% – após duas quedas seguidas. “A percepção de consumo dos brasileiros superou, pela primeira vez desde março de 2019, o nível de 100 pontos, evidenciando satisfação com as expectativas de consumir”, afirma a economista da CNC responsável pelo estudo, Catarina Carneiro da Silva, lembrando que, pela primeira vez desde fevereiro do ano passado, a maior parte das famílias acredita que vai consumir mais no futuro.

Cadeia para o canalha

O escroque, mentiroso e canalha que  insultou a repórter da Folha, na Comissão Mista da Fake News, deveria ser preso imediatamente, lá mesmo, nas dependências do Congresso.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Pança Lasier

Fantasiado de Sancho Pança, baixo e gordo escudeiro de Dom Quixote, o senador gaúcho do Podemos, Lasier Martins (CB -15/2) resolveu passar o rodo no STF, espancando alguns ministros da Suprema Corte. Montado no seu famoso e inseparável burro, Lasier Pança é o autor de proposta, a meu ver, tendenciosa e partidária, que tira do Presidente da República o poder de indicar ministros para o Supremo Tribunal Federal. O Sancho Lasier não se faz de rogado e empareda os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Desqualificando  o passado profissional de todos eles. É dura, quase impossível de romper, a crosta de ressentimento e vingança do senador Lasier.