quarta-feira, 13 de março de 2013

Bento XVI foi um papa autêntico, seu gesto foi de humildade e coragem para o bem da Igreja


O gesto de Bento XVI foi de fato uma notícia que abalou o mundo inteiro e suscitou surpresa, dor e comoção e, ao mesmo tempo, nos fez reconhecer e admirar ainda mais a sua fé, sabedoria e humildade. A tenacidade, audácia, coerência que manifestou como professor, bispo, cardeal e papa construíram a base para esta profunda e certamente sofrida decisão. As comoventes palavras com que comunicou a sua renúncia são a chave de leitura de sua personalidade: veraz, lúcida, inteligente e, ao mesmo tempo, consciente da própria fragilidade física e das grandes responsabilidades no governo da Igreja. “Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, pela idade avançada, já não são mais aptas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem ciente de que este ministério, por sua essência espiritual, deve ser feito não apenas com obras e palavras, mas também sofrendo e orando.” Não se faz vítima do sofrimento e da debilidade física, mas com humildade declara-se impotente. “… No mundo de hoje, sujeito a mudanças rápidas e agitado por questões de grande importância para a vida de fé, para guiar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor tanto do corpo como do ânimo, vigor que, nos últimos meses, diminuiu de tal forma, que reconheço a minha incapacidade de gerir bem o ministério que me foi confiado.” Um gesto corajoso e inesperado, o de Bento XVI. Mas não abalou a Igreja, porque é Deus que a dirige, o papa é apenas “um simples e humilde operário na vinha do Senhor”, como ele disse logo após a sua eleição, em 19 de abril de 2005. Temos a profunda certeza de que a Igreja continua além das pessoas; a coragem de Bento XVI foi um sinal de fé e abertura para a Igreja na sua sublime tarefa de guia ética e espiritual no mundo. A notícia, que se espalhou como um raio, teve o apoio e a aceitação dos fiéis. Seu gesto, que denota fé, audácia, humildade, sabedoria, foi elogiado por muitos. Algumas declarações:

“Manifestou que é de fato uma pessoa sábia, pois não considerou o seu prestígio, mas chegou à con¬clusão de que para o bem da Igreja era o momento de se retirar”.

“Eu não esperava, foi um duro golpe, esperamos que o seu sucessor esteja à altura dos tempos e das necessidades da Igreja”.

“Foi um papa autêntico, corajoso, encarou e enfrentou problemas difíceis na Igreja”.

“Quando vi a notícia na internet não queria acreditar, pensei que fosse uma ‘pegadinha’ de mau gosto, mas desse papa se podia esperar uma atitude dessas, pois foi sempre muito autêntico e verdadeiro”.

“É de fato um homem de Deus, certamente terá rezado e refletido muito antes de tomar esta decisão, e o fez com grande sofrimento”.

Além do seu testemunho de autên¬tico homem de Deus, não podemos esquecer o grande empenho e tra¬balho de ensinamento sólido e profundo em assuntos teológicos, e sua avaliação positiva e não ingênua às novas tecnologias da comunicação. Foram sempre profundas e práticas as suas reflexões para as jornadas mundiais de comunicação.

 O papa e as redes sociais digitais − Na mensagem deste ano, sentimos o valor e a força que atribui às redes sociais. “O espaço das redes sociais, quando bem e equilibradamente valorizado, contribui para favorecer formas de diálogo e debate que, se realizadas com respeito e cuidado pela privacidade, com responsabilidade e empenho pela verdade, podem reforçar os laços de unidade entre as pessoas e promover eficazmente a harmonia da família humana. A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira comunicação, os contatos podem amadurecer em amizade, as conexões podem facilitar a comunhão. Assim as redes sociais tornam-se cada vez mais parte do próprio tecido da sociedade, enquanto unem as pessoas na base destas necessidades fundamentais. Por isso, as redes sociais são alimentadas por aspirações radicadas no coração do homem.” (Mensagem de Bento XVI, no 47º Dia Mundial das Comunicações Sociais.) Ele próprio estava atento às redes sociais digitais e presente no microblog Twitter e outras, ouvindo e comunicando-se com o grande público das mais variadas tendências, conhecimentos e posições sociais. Nosso agradecimento sincero e nosso afeto ao amado pontífice, que certamente continuará a estar presente na vida da Igreja, como ele próprio afirma na conclusão de sua declaração de demissão: “Quanto a mim, também no futuro desejo servir a Igreja de Deus de todo o coração com uma vida dedicada à oração”. A Revista Família Cristã, que levou e leva a milhares de assinantes os seus valiosos ensinamentos, agradece e continuará a segui-lo, desejando-lhe momentos de muita paz e serenidade.

 Maria Antonieta Bruscato, fsp, Superiora-geral da Pia Sociedade Filhas de São Paulo − Irmãs Paulinas familiacrista@paulinas.com.br

terça-feira, 12 de março de 2013

Collor é convidado de Dilma na comitiva de inauguração do Canal do Sertão


Senador tem participação importante na história da obra, que nasceu em 1991, quando ele, então presidente, firmou parceria com o governo de AL

O senador Fernando Collor participa, nesta terça-feira (12), a convite da presidenta Dilma Roussef, da visita inaugural dos primeiros 65 quilômetros do Canal do Sertão, uma obra federal que vai minimizar os problemas enfrentados pela população sertaneja nos períodos de seca. Collor foi convidado a integrar a comitiva do Palácio a partir de Brasília, viajando na aeronave presidencial com destino a Alagoas. Pela programação, a visita da presidenta e sua comitiva ao canteiro de obras, no Sertão alagoano, deve ocorrer às 11h, no Distrito Alto dos Coelhos, município de Água Branca. Além da boa relação com a presidenta Dilma, de quem é aliado no Congresso, Collor tem participação importante na história da obra que hoje será parcialmente entregue ao povo do Sertão alagoano. O projeto nasceu em 1991, quando ele, na condição de presidente da República, firmou parceria com o governo de Alagoas, possibilitando o início das obras no ano seguinte, pelo então governador Geraldo Bulhões. Porém, o canteiro de obras ficou parado durante nove anos, parte desse tempo no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, e só retornou à agenda de investimentos no governo Lula. E ganhou impulso e velocidade depois que Collor, na condição de senador de Alagoas e presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, conseguiu, com apoio de toda a bancada alagoana, convencer o presidente Lula a inserir o Canal do Sertão como obra prioritária do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A partir daí, os investimento da União foram intensificados, chegando a R$ 440 milhões, no período compreendido entre 2003 e 2010. O compromisso com o povo sertanejo foi mantido pela presidenta Dilma, que investiu mais R$ 88 milhões, possibilitando a inauguração, na visita desta terça-feira, dos primeiros 65 quilômetros de irrigação das terras sertanejas com o Canal do Sertão.


Veja também:

segunda-feira, 11 de março de 2013

O que acontece por aí...


Secretário de Educação vai à Câmara de Manaus

O secretário municipal de Educação, Pauderney Avelino, irá à Câmara Municipal de Manaus nesta quarta-feira  para apresentar balanço das ações que vem desenvolvendo à frente da Semed desde o início do ano. O convite foi feito pela presidente da Comissão de Educação da CMM, vereadora Professora Therezinha Ruiz (DEM). “A ideia é que todos os vereadores possam ter conhecimento do trabalho de reestruturação pelo qual a Semed está passando até para que possam, aqui na Câmara, aprovar projetos necessários a essa nova proposta”, justificou a vereadora. Um dos programas que Therezinha Ruiz quer que o titular da Semed apresente com detalhes aos vereadores é o recém-lançado “Programa Alimentar”, que está sendo implementado nas escolas da rede municipal desde a semana passada. O objetivo é estimular bons hábitos alimentares e o desenvolvimento, educação e a saúde a todos os alunos da rede municipal de ensino. Com a implantação deste programa a Semed está disponibilizando sete refeições diárias, sendo a primeira no café da manhã, antes dos alunos começarem a estudar, outra no intervalo com frutas e, em seguida, o almoço para os alunos que estiverem saindo do período da manhã. Quando chegam à escola, os alunos do turno vespertino almoçam, no intervalo recebem frutas e na hora da saída um lanche, e para encerrar a programação diária de refeições, os alunos têm direito a um jantar seguido de sobremesa. Além de bons hábitos alimentares e uma melhor qualidade de vida a Secretaria Municipal de Educação quer incentivar o aluno para que tenha bom desempenho em seus estudos ajudando, assim, a elevação do Índice de Desenvolvimento Escolar – IDEB na escola onde estuda. A ida do secretário de Educação à Câmara servirá, ainda, para debater a implantação do Programa Mais Educação, principal ação de mudança educacional na gestão do Prefeito Artur Neto, promovendo educação de tempo integral nas escolas do município. As atividades do “Mais Educação” iniciaram nesta segunda-feira (11), em 258 escolas do município. Os alunos cumprem a grade curricular em um turno de aula e, no contraturno, participam de ações esportivas, musicais, culturais, além de aulas de inglês e reforço escolar.  

A burocracia piora o Plano Sul America

Denuncio enfática e energicamente o desleixo, incompetência, arrogância e pouco caso da Sul America Seguros. A burocracia é colossal e o atendimento ao público é irritante de tão ruim. Desde julho de 2012 que minha filha, Carla, tenta regularizar o pagamento e a transferência do Plano que pertencia a minha mãe, para o nome dela. Minha filha recorreu à justiça. Pode ser que assim o famigerado plano Sul America de Saúde tenha noção do tratamento torpe e irresponsável que dedica aos segurados.

Canalhas pagam ao Ibope para mentir

Grupelho de canalhas, covardes e cretinos pagaram ao desmoralizado Ibope para fazer pesquisa contra Renan Calheiros. No comando da corja figuras ligadas ao governo Dilma, além dos habituais fracassados e perdedores derrotados por Renan na disputa para presidente do Senado e do Congresso. Os métodos dos patifes são os já manjados: forjam milhares de assinaturas pelas redes sociais. O objetivo dos ratos engravatados, utilizando uma ONG fajuta é desestabilizar o PMDB, fragilizando seus integrantes mais famosos, ocupantes de cargos importantes e que apóiam o governo Dilma. No caso, o presidente do Senado, Renan Calheiros. O jogo é diabólico e sujo, mas não conseguirão intimidar Renan, Temer, Sarney, Lobão, e outros expoentes do partido, com torpezas e notícias requentadas e já julgadas.

No Egito, torcedores bandidos morrem

As leis no Brasil, esportivas também, deveriam ser duras e exemplares como no Egito. Marginais travestidos de torcedores, envolvidos em badernas e tumultos no estádio lotado, ano passado, quando morreram centenas de pessoas, foram condenados a morte e outros tantos a prisão perpétua. Aqui, facínoras e delinquentes vão aos estádios para causar confusão e mortes. Não vão em cana, vão é beber mais cachaça. As leis são frouxas, beneficiam os bandidos. Quando vamos aprender a lição de outros países?

Franco e Ganso

A meu ver o técnico Nei Franco pisou feio na bola, substituindo Ganso logo no inicio do segundo tempo. Não se faz isso com profissional nenhum. Muito menos com craque como Paulo Henrique Ganso. Antigamente nenhum técnico tinha coragem para agir de forma tola e absurda como agiu o treinador do São Paulo. O correto seria trocar Ganso logo no vestiário, antes do segundo-tempo. Mesmo porque Ganso estava jogando bem. Ou seja, o técnico azedou o excelente relacionamento que vinha tendo com Ganso. Vai sobrar para alguém.

sábado, 9 de março de 2013

Sarney quer garantias constitucionais para Área de Livre Comércio de Macapá e Santana

Senador cria Projeto de Emenda Constitucional para garantir conquistas da Área de Livre Comércio no Amapá: "O objetivo é de colocar as isenções em nível constitucional, nos mesmos termos em que na Constituição de 1988 foi colocada a Zona Franca de Manaus (ZFM)"

O senador Sarney, mesmo que tenha sido duramente contestado por setores minoritários que sempre o criticaram por criar a ALCMS já em 1991, está fazendo de tudo para garantir a manutenção das conquistas obtidas por Macapá e Santana. Como já publicado neste espaço, há poucos dias ele apresentou PLS – Proposta de Lei do Senado - que vincula o tempo de funcionamento das ALCs – Áreas de Livre Comércio - da Amazônia Ocidental e de Macapá e Santana (ALCMS) ao da Zona Franca de Manaus. O projeto tem por objetivo corrigir descompasso existente na legislação sobre o assunto, que pode prejudicar de forma aguda o Amapá. O prazo inicialmente previsto para vigorar as ALCs era de 25 anos, mas uma lei de 1997 fixou a extensão para janeiro de 2014, porque na época esta era também a data prevista para o encerramento dos benefícios da ZFM. Mas, em 2003 o tempo de validade da ZFM foi prorrogado. No entanto, o benefício não foi estendido para as ALCs. Junto com as ALCs da Amazônia Ocidental, Macapá e Santana ficaram prejudicadas. Para José Sarney, reverter esta situação através de sua iniciativa “é uma questão de justiça, que pode garantir o equilíbrio federativo e reduzir as desigualdades sociais e regionais, imperativos da Constituição de 1988”. Ele propõe que os benefícios fiscais da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS) tenham o prazo de vigência até 2023. 


Sarney quer benefícios fiscais para o Amapá na Constituição

Preocupado com a situação e desejoso de atacar o assunto por todos os lados e com todos os instrumentos legais possíveis, o senador José Sarney tomou outra iniciativa para dar dimensão constitucional na luta pela manutenção dos benefícios fiscais para Macapá e Santana: apresentou, além de seu projeto de lei, também uma PEC – Proposta de Emenda Constitucional -, que acrescenta artigo ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, também estendendo os incentivos fiscais a todas as Áreas de Livre Comércio (ALC) e a Amazônia Ocidental. "O objetivo é colocar essas isenções em nível constitucional, nos mesmos termos que na Constituição de 1988 foi colocada a Zona Franca de Manaus (ZFM)", esclareceu o senador. Na justificativa da PEC, Sarney explica que “todos esses incentivos foram estabelecidos com as mesmas finalidades: promover o desenvolvimento das regiões fronteiriças da região Norte do País e incrementar as relações bilaterais com os países vizinhos, segundo a política de integração latino-americana". Por isso, segundo ele, “não é razoável que áreas da mesma região e com objetivo de implementação similar tenham prazos distintos de duração. Para alcançar as metas a que elas se propõem, há necessidade de uniformizar a vigência de todas as áreas, de modo a compatibilizar seus prazos com a realidade regional”. Nas Áreas de Livre Comércio e na Amazônia Ocidental, os produtos são isentos de impostos federais, o que pode implicar uma economia de recursos para a população de cerca de 25%. Como esclareceu Sarney, “esses valores poupados voltam a circular, incentivando os diversos setores econômicos. O círculo virtuoso resultante explica o motivo de os incentivos fiscais representarem uma política de correção de distorções e desigualdades regionais”. A medida proposta vem, segundo Sarney, ao encontro “dos ideais republicanos, pois, de acordo com o disposto no art. 3º, inciso III, do texto constitucional, é um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil reduzir as desigualdades sociais e regionais”. Sarney explicou, ainda, que o não funcionamento da ALCMS significaria grande desemprego em Macapá e Santana e reajustes imediatos, em torno de 15%, nos preços de pelo menos 50 produtos favorecidos por incentivos fiscais. O senador adverte que, caso não seja aprovada as suas proposições, há o risco de encerramento prematuro dos benefícios fiscais necessários para o desenvolvimento da região Norte: “em função da dimensão regional e das desigualdades existentes no Brasil, é imperativo que haja a duração razoável dos incentivos para que os efeitos positivos possam ser observados”. Por fim, esclarece que optou por considerar os incentivos vigentes em 1º de janeiro de 2013 para que “não haja o risco de descontinuidade, na medida em que há a possibilidade de a PEC ser aprovada após o término de alguma ALC, que hoje está em vigor”.


Mobilização

O ex-presidente, idealizador e maior defensor da ALCMS, convocou toda a sociedade amapaense e a classe política do estado para que se mobilizassem pela aprovação do projeto: “essa é uma luta da qual não arredaremos um passo. É um momento de união decisivo de todas as forças do Amapá. Acima de qualquer diferença pessoal, está em jogo a soberania do estado para se garantir a manutenção de tudo que conquistamos”. Pediu que todos os parlamentares federais da bancada amapaense, independente de cores partidárias ou ideologias, se mobilizem para a coleta de assinaturas entre os parlamentares da Câmara e do Senado dos demais estados. Sarney sabe que haverá, por parte dos estados do Sudeste e do Amazonas, resistências à sua PEC. Já foram colhidas 29 assinaturas de senadores. A PEC já foi enviada à Mesa para colocação da numeração, que dá início ao processo legislativo.



O que é a SUFRAMA e qual a sua importância para a ALCMS?

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) é uma Autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que administra a Zona Franca de Manaus – ZFM. Tem a responsabilidade de construir um modelo de desenvolvimento regional que utilize de forma sustentável os recursos naturais, assegurando viabilidade econômica e melhoria da qualidade de vida das populações locais. Com mais de quatro decênios de existência, a Suframa viabilizou a implantação dos três pólos que compõem a ZFM - comercial, industrial e agropecuário - e promove a interiorização do desenvolvimento por todos os estados da área de abrangência do modelo, identificando oportunidades de negócios e atraindo investimentos para a região tanto para o Pólo Industrial de Manaus quanto para os demais setores econômicos da sua área de atuação. Sarney vem insistindo na importância da Suframa e do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia, em geral, e do Amapá, em particular. São projetos de desenvolvimento nas áreas de infra-estrutura, produção, geração de emprego e renda, qualificação de mão-de-obra e formação de capital intelectual em todos estados da área de abrangência da Suframa.  Sem o esforço do senador Sarney para criar a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, em 1991, o Amapá não teria hoje como usufruir desses recursos. Segundo Sarney, para aqueles que, por falta de espírito público, chegaram a criticar a importância da ALCMS para o estado, nunca é demais lembrar que a ALCMS é o meio pelo qual o Amapá pode efetivamente se beneficiar dos recursos da Suframa que, há muito, vêm consolidando o desenvolvimento do Amapá, pois, de 1995 até 2003, por exemplo, os recursos provenientes da Suframa foram a base de sustentação de desenvolvimento do estado, somando um total de R$ 32.040.588,90, o que viabilizou empreendimentos importantes tanto para Santana como para Macapá e, de forma indireta, para todo o estado. “O Amapá é o único estado da Amazônia Oriental com fomento garantido pela autarquia. Carreados para o estado, os recursos foram investidos em obras de infra-estrutura urbana, turística, logística, área social e de fomento ao desenvolvimento do Amapá, entre outras. Foram dezenas de milhões de reais aplicados desde a criação da ALC e muitas obras importantes para Santana e Macapá”, explica Sarney. O ex-presidente se refere a conquistas importantes, como:

  • o Pátio de containers no Porto de Santana e equipamentos para o carregamento;
  • restauração da rodovia Duque de Caxias;
  • infra-estrutura do Distrito Industrial de Santana;
  • a construção da Praça Monumento Marco Zero;
  • a conclusão da Praça Beira-Rio;
  • a drenagem e pavimentação das avenidas Brasília e Euclides da Cunha;
  • a urbanização da avenida Claudomiro de Moraes;
  • a construção da quadra poliesportiva na Praça Barão do Rio Branco;
  • o terminal hidroviário de Santana;
  • a urbanização da orla e da área portuária de Macapá;
  • a pavimentação da Rodovia Salvador Muniz (trecho Fazendinha/Igarapé da Fortaleza);
  • o estímulo ao ecoturismo em Curiaú;
  • a pavimentação do Distrito Industrial;
  • o transporte fluvial de passageiros na Orla de Santana;
  • o PIETEC;
  • a rampa e o cais de proteção, a construção do Centro Tecnológico de Madeira;
  • a urbanização da Avenida Santana;

E uma infinidade de obras, todas “pagas”, insiste Sarney, “justamente com recursos da Suframa por intermédio da ALCMS”. É importante, portanto, que se diga e que definitivamente se compreenda que, se não tivesse a Área de Livre Comércio, todos esses recursos não poderiam ter sido aplicados no Amapá.

Confira artigo do senador Sarney sobre o assunto:

Área de Livre Comércio: abençoando resultados e acertando rumos

Por José Sarney


Por mais que sonhasse com um desenvolvimento acelerado, quando fiz a primeira viagem oficial de um Presidente da República ao Amapá, em 23 de janeiro de 1986, jamais poderia imaginar a amplitude e a profundidade das transformações que vêm ocorrendo no estado, principalmente nos últimos 20 anos. No início da década de 1990, quando conseguimos criar a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS), o crescimento do estado tomou rumo, abrindo perspectivas concretas para o desenvolvimento das regiões fronteiriças e o amadurecimento das relações bilaterais com os países vizinhos. O Amapá é o estado brasileiro cuja população mais cresceu proporcionalmente na década de 90. Com um aumento médio de 5,71% ao ano, os 289,4 mil habitantes recenseados em 1991 passaram a 477 mil, segundo o Censo de 2000. Hoje, com ceteza, ultrapassa 700 mil. A capital, Macapá, concentra mais da metade da população de todo o estado. De acordo com o IBGE, a migração interna foi a principal causa desse crescimento, sobretudo pela chegada de migrantes do Pará. Mas, tal crescimento, se não acompanhado de grandes e bem alocados investimentos, poderia se tornar um empecilho para o desenvolvimento do estado e um agravante da questão social. Por isso a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS) foi responsável pela mudança de perspectivas para o Estado do Amapá. Sua implantação foi um trabalho imenso de superação de resistências. Como se sabe, a área fiscal – leia-se Ministério da Fazenda – sempre foi contrária a espaços de livre comércio. Como é do conhecimento de todos, foi difícil, mas conseguimos que, em 1994, ela já estivesse totalmente em funcionamento. Para alguns, vitimas de visões tacanhas, a Área de Livre Comércio seria apenas uma área de produtos importados, mas o que há de mais importante é a isenção de impostos federais em todos os produtos consumidos no Amapá. Isto significa uma economia de recursos de cerca de 25%. Recursos esses que, economizados pelos consumidores amapaenses, voltam a circular na economia, incentivando outros setores. É este o ponto central que explica porque o empreendimento representa uma política de correção de distorções e desigualdades regionais, cumprindo os desígnios constitucionais. É bom não se esquecer que, depois de sua implementação, o povo do Amapá tem produtos nacionais mais baratos do que todos os outros estados do País. Basta recordar que, antigamente, os amapaenses iam a Belém para fazer suas compras e hoje são os paraenses que vêm ao Amapá para comprar. Assim, a Área de Livre Comércio é um benefício que atinge todas as pessoas, porque todos são consumidores. Na verdade, o setor de importados “supérfluos” representa apenas 5 % do que movimenta a região de livre comércio. O resto dos produtos se constitui de bens úteis voltados à população, inclusive eletrodomésticos, alimentos, utensílios, remédios, etc. A primeira dificuldade que enfrentamos neste importante projeto de desenvolvimento, foi a ausência de porto para receber os contêineres, antigamente desembarcados no porto de Belém. Agora, o Amapá já dispõe do mais moderno porto de contêineres do Brasil, em Santana, que vai ser o porto principal da Amazônia. Por outro lado, graças à Área de Livre Comércio, o Amapá passou a ter acesso a recursos da SUFRAMA, que foram carreados para o Estado e com eles foram feitas, à frente de Macapá, muitas avenidas, a “estrada da Fazendinha” e muitas outras obras que tiveram financiamento por intermédio da ALCMS. Se não tivéssemos a Área de Livre Comércio, esses recursos não poderiam ser aplicados no Amapá. No setor de importados, na verdade, as cidades foram enriquecidas com a presença de próspero comércio de mercadorias vindas do exterior, e algumas lojas como as de perfumes e de computadores têm qualidade de Primeiro Mundo. É importante ressaltar que o desenvolvimento que estamos assistindo nas cidades de Macapá e  Santana, o mercado de trabalho e as novas expectativas criadas, foram todas implementadas pelo progresso que trouxe a Área de Livre Comércio e o benefício que dela desfrutam todos os amapaenses. Para concretizar este sonho e sanar os problemas inerentes ao progresso, no entanto, é necessário, além de garantir a continuidade da vigência do projeto, investir em infra-estrutura. Neste sentido – e justamente por isso – estamos investindo pesado nos transportes, com a reforma do Aeroporto Internacional de Macapá, a construção das pontes sobre os rios Oiapoque e Araguari, a melhoria da estrutura portuária, etc. Por outro lado, cônscios de que não há desenvolvimento sem energia, estamos, ainda, fazendo uma verdadeira revolução nos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia com total apoio da Eletronorte e do Governo Federal. Assim, conseguiremos que a Área de Livre Comércio alcance também o setor industrial e que o Amapá possa ingressar em um estágio de indústrias e de serviços. O crescimento industrial autônomo é decisivo, está se tornando uma realidade e deverá contar com investimentos nacionais e estrangeiros. Daí ser imperioso que nos preocupemos em evitar que os atuais incentivos fiscais sejam eliminados. Evidentemente que, ao implantarmos a Área de Livre Comércio, criamos grandes ciúmes de políticos que não entendem que acima de tudo estão os interesses e benefícios do povo. Por isso, o desenvolvimento da Área de Livre Comércio não teve no passado o apoio que deveria ter. Espero que agora, quando o perigo de eliminação dos benefícios fiscais é uma realidade, tenhamos condições de unirmos forças para extrair todas as potencialidades desse grande benefício que dispõe hoje o Amapá. Todas as Capitais da Amazônia e muitas cidades do seu interior desejariam ter os benefícios que têm Macapá e Santana. Eu acredito no futuro do Amapá e, por isso, sei que em breve estaremos consolidados como um dos maiores Estados da Amazônia. O que mudou em nossa política é o fato de que ninguém deseja tirar proveito pessoal, discutindo quem é quem; e quem faz isso ou aquilo. O que desejamos é ajudar o estado, assegurar os seus recursos e apoiar o governo estadual. Lula e Dilma não têm faltado ao Amapá e à Amazônia. Somos agradecidos a eles. Isso foi possível graças ao trabalho de todos.  Mas, o mais importante disso tudo é a união dos políticos amapaenses, conscientes desta oportunidade ímpar e decisiva para o Estado. Independente de partido político e de tendências ideológicas, estamos todos engajados em benefício do Amapá. Isto se chama amadurecimento político e espírito público. 

José Sarney foi governador, deputado e senador pelo Maranhão, presidente da República, senador do Amapá por três mandatos consecutivos, presidente do Senado Federal por três vezes. Tudo isso, sempre eleito. São 55 anos de vida pública. É também acadêmico da Academia Brasileira de Letras (desde 1981) e da Academia das Ciências de Lisboa.
jose-sarney@uol.com.br  

O que acontece por aí...


Collor quer melhorar o STF

Em discurso no plenário o senador Fernando Collor(PTB-AL) reiterou proposta de emenda à Constituição, de sua autoria, que estabelece idade mínima de 45 anos para ingressar no Supremo Tribunal Federal. A iniciativa do ex-Presidente da República também estabelece uma lista quádrupla para apreciação pela Presidência da República. A PEC apresentada por Collor propõe o aumento de 11 para 15 ministros da Suprema Corte, com mandato de 15 anos. Além da composição, outra mudança sugerida pelo senador Collor diz respeito a aposentadoria dos magistrados, com proventos integrais, seja voluntária, aos 70, e compulsória aos 75 anos de idade, ou, no caso de ministro do STF, ao final do mandato. De acordo com Collor a idéia "é valorizar a experiência e maturidade, além do reconhecimento pelos serviços prestados por esses ministros". A proposta do senador alagoano está na Comissão de Justiça

Convocação maluca

É duro analisar convocação para a Seleção brasileira penta-campeã do mundo, onde pontifica o jogador Hulk e esquecem o nome do meia Jadson, jogando um bolão no São Paulo. Francamente! Outra tolice é Felipão alegar que não pode chamar na mesma convocação Ronaldinho e Kaká. Santo Deus!  Assim vamos de mal a pior. Olho vivo, Marin.

Leis exemplares do Egito

No Egito não tem conversa fiada: marginais, bandidos e delinquentes que causam tumulto e mortes nos estádios de futebol pegam pena de morte ou prisão perpétua. Aqui no Brasil matam, agridem e vão beber mais cachaça.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O que acontece por aí...


Mulherão é a minha

Parodiando o belo discurso da senadora Ana Amélia, exaltando o Dia Internacional da mulher, declaro, a bem da verdade, da beleza, da união e do amor, que mulherão é a que tenho em casa, há 43 anos.

Pinóia Garotinho

O molusco  Antony Garotinho não tem autoridade nem moral para tirar onda de mocinho com o senador Renan Calheiros. Garotinho e outros moleques da mesma laia podem voltar para o esgoto porque Renan tem mais o que fazer do que perder tempo com vermes como Antony Garotinho. Gostem ou não os batráquios e abutres da politica e da imprensa, Renan Calheiros é o presidente eleito do Senado e do Congresso. Renan não tem vocação nem pretende jamais servir de pasto para saciar o apetite de crápulas, boquirrotos e demagogos.  Cresça e apareça, canalhão Garotinho.

Zona Franca e Venezuela

O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, manifestou a confiança de que o novo governo da Venezuela dará continuidade à estreita e produtiva relação comercial com o Brasil, sobretudo com a indústria do Amazonas. A propósito do polo industrial de Manaus, a nova fábrica da LG na zona franca, inauguração prevista para maio, implementará e crescerá em 50% a fabricação da linha branca da empresa, como geladeiras, condicionadores de ar, ETC..


Eunício pede refinaria

Em discurso o líder do PMDB, senador Eunicio Oliveira, pediu ao governo Dilma maiores esforços para o início das obras da Refinaria Premium 2, no Ceará. Enfatizou que a refinaria é a prioridade da lista de pleitos da bancada federal cearense. Segundo Eunício, para a instalação da refinaria a Superintendência Estadual do Meio Ambiente aguarda laudo da FUNAI, com a autorização ambiental. Nesta linha, Eunício reiterou ponderações ao Ministro da Justiça, pasta a qual a FUNAI é vinculada.

Dores não são desculpas para ofensas


Quem sente fortes dores ou tem doença grave, tem mais é que se tratar. Pedir licença, se internar e, se não der jeito, procurar Centros Espíritas. O intolerável é se escudar em dores para covardemente insultar os outros. Especialmente se o ofendido também está ali trabalhando, como o agressor. Tenho informações seguras que o repórter do Estadão tratado como um cão leproso pelo ministro bacana, xodó da midia, Joaquim Barbosa, é um excelente profissional. Não inventa nem se traveste de juiz ou policial para escrever suas matérias. Apenas escreve a verdade. O que seguramente tem irritado o ministro-presidente do STF, que só gosta de elogios e afagos de bajuladores.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Agaciel Maia recebe a visita ilustre do apresentador Ricardo Noronha



No início da tarde desta quarta-feira (06), o vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Agaciel Maia recebeu em seu gabinete,o apresentador Ricardo Noronha,que apresenta o Programa Brasília Show. Durante a visita o apresentador parabenizou o distrital pelo grande trabalho que vem sendo realizado em favor do povo de Brasília.Noronha ainda aproveitou para convidá-lo,para participar da gravação do programa que é exibido aos domingos pela TV Brasília .

Deputado Agaciel Maia recebe comissão de agentes de atividades penitenciárias


Na tarde desta quarta-feira (06/03), o deputado Agaciel Maia, vice-presidente da Câmara Legislativa, recebeu a diretoria do Sindpen (Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias) e comissão de servidores, que pleitearam apoio do parlamentar para aprovação do Brasão Oficial. Agaciel Maia prontamente entrou em contato com Secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, que assumiu o compromisso de aprovar o Brasão Oficial nos moldes solicitado pelos agentes. O secretário, Sandro Avelar, assumiu também o compromisso de marcar data para lançamento do Brasão Oficial.

Ministro Joaquim pisou feio na bola


Lamentável, injustificável, intolerável e imperdoável a tremenda grosseria do ministro Joaquim Barbosa com um repórter do Estadão. Mesmo se fosse com um repórter do jornal mural do interior do Brasil foi melancólica e prepotente a reação do ministro-presidente do STF com o jornalista. Barbosa feriu a democracia e a liberdade de imprensa. Tolice pedir desculpas a seguir, alegando cansaço. Francamente. Logo Joaquim Barbosa, o cidadão brasileiro mais paparicado e elogiado pela imprensa brasileira nos últimos tempos. Pegou mal. Muito mal. Fica a certeza de que o ministro Barbosa só gosta de elogios e perguntas doces e suaves. Duvido que o ministro tenha sido grosso com jornalistas estrangeiros em recente encontro. Aguardo o que vão dizer e escrever coleguinhas bajuladores de Barbosa.

terça-feira, 5 de março de 2013

Tendências/Debates: Dilma vai acabar com o SUS?



É inaceitável a intenção do governo de abdicar da consolidação da rede pública e apostar no avanço de planos de saúde ineficientes


O desmonte final do Sistema Único de Saúde (SUS) vem sendo negociado a portas fechadas, em encontros da presidente Dilma Rousseff com donos de planos de saúde, entre eles financiadores da campanha presidencial de 2010 e sócios do capital estrangeiro, que acaba de atracar faminto nesse mercado nacional. Na pauta, a chave da porta de um negócio bilionário, que são os planos de saúde baratos no preço e medíocres na cobertura, sob encomenda para estratos de trabalhadores em ascensão. Adiantado pela Folha ("Cotidiano", 27/2), o pacote de medidas que prevê redução de impostos e subsídios para expandir a assistência médica suplementar é um golpe contra o SUS ainda mais ardiloso que a decisão do governo de negar o comprometimento de pelo menos 10% do Orçamento da União para a saúde. A proposta é uma extorsão. Cidadãos e empregadores, além de contribuir com impostos, serão convocados a pagar novamente por um serviço ruim, que julgam melhor que o oferecido pela rede pública, a que todos têm direito. Em nome da limitada capacidade do SUS, o que se propõe é transferir recursos públicos para fundos de investimentos privados. O SUS é uma reforma incompleta, pois o gasto público com saúde é insuficiente para um sistema de cobertura universal e atendimento integral. Isso resulta em carência de profissionais, baixa resolutividade da rede básica de serviços e péssimo atendimento à população. Nos delírios de marqueteiros e empresários alçados pelo governo à condição de formuladores de políticas, o plano de saúde surgiria como "miragem" para a nova classe média, renderia a "marca" da gestão e muitos votos em 2014. Pois o mercado que se quer expandir com empurrão do erário não é exatamente um oásis no meio do SUS. Autorizados pela agência reguladora, proliferam planos de saúde pobres para pobres, substitutivos "meia-boca" do que deveria ser coberto pelo regime universal. Na vida real, são prazos de atendimento não cumpridos, poucos especialistas por causa de honorários ridículos, número insuficiente de serviços diagnósticos e de leitos, inclusive de UTI, negativas de tratamentos de câncer, de doenças cardíacas e transtornos mentais, redes reduzidas que impedem o direito de escolha e geram longas filas e imposição de barreiras de acesso, como triagens e autorizações prévias. Quem tem plano de saúde conhece bem esse calvário. Limitados pelos contratos, dirigidos a jovens sadios e formalmente empregados, os planos de saúde não aliviam nem desoneram o SUS, pois fogem da atenção mais cara e qualificada. Não são adequados para assistir idosos e doentes crônicos, cada vez mais numerosos. Assim, os serviços públicos funcionam como retaguarda, uma espécie de resseguro da assistência suplementar excludente. Nos Estados Unidos, a reforma de Obama enquadra os planos privados e tenta colocar nos trilhos o sistema mais caro e desigual do mundo. País de recursos escassos, se delegar o futuro a quem visa o lucro com a doença, o Brasil seguirá é o caminho da Colômbia, que vive um colapso na saúde. É inaceitável, em uma sociedade democrática, a intenção do governo de abdicar da consolidação do SUS, de insistir no subfinanciamento público e apostar no avanço de um modelo privado, estratificado, caro e ineficiente. O Movimento Sanitário, o Conselho Nacional de Saúde, o Congresso Nacional, o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal precisam se manifestar sobre esse despropósito inconstitucional.

Ligia Bahia, 57, é professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Luis Eugenio Portela, 49, é professor da Universidade Federal da Bahia e presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)

Mário Scheffer, 46, é professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal Folha de S. Paulo. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br



Você Sabia?


Que foi José Sarney quem criou a Assistência Médica Universal?

A universalização do direito à saúde é uma das conquistas do governo Sarney. Até então, apenas os trabalhadores que contribuíam para a Previdência Social tinham direito a atendimento na rede de saúde. Quem não contribuía com a previdência era atendido em hospitais filantrópicos. Ao longo da década de 80, a previdência passou por sucessivas mudanças com universalização progressiva do atendimento. Um grande marco para a universalização da saúde aconteceu em março de 1986, com a abertura, pelo presidente Sarney, da 8ª Conferência Nacional de Saúde. A conferência resultou na implantação do Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde (SUDS). A preocupação do governo em universalizar a saúde era proteger a todos e não apenas os trabalhadores que possuíam uma boa base organizacional e grande capacidade de mobilização. Além da criação do SUS, em 1989, o presidente José Sarney por meio da CEME, Central de Medicamentos, lançou o programa Farmácia Básica em todo o Brasil. Este programa tinha como objetivo a distribuição de medicamentos de uso ambulatorial para pacientes carentes. A CEME, criada em 1978, foi transferida para o Ministério da Saúde em 1985. Durante o governo Sarney, foram construídas e equipadas 22 centrais de medicamentos, além de uma grande Central de Distribuição em Brasília. A farmácia Básica chegou a 50 milhões de pessoas e virou referência para vários governos subsequentes.

Tudo pelo Social

José Sarney fez de seu governo uma busca pela melhoria das condições sociais da população. Naquela época, só os trabalhadores com carteira assinada tinham direito a atendimento nos hospitais públicos, Sarney decidiu mudar essa regra e propôs a universalização dos serviços de saúde. Para proteger os trabalhadores, foi criado o seguro desemprego. Outra garantia assegurada em lei, foi a impenhorabilidade da casa própria. O slogan Tudo pelo Social foi o espírito das ações de governo. Em relação a economia, Sarney lembra que buscou soluções não ortodoxas.
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Papa brasileiro


O mundo católico brasileiro recebeu com otimismo e entusiasmo a notícia de que há boas chances de ser escolhido um Papa do Brasil. Tudo bem. Longe de mim brigar com a informação. Mas tem razão o colunista goiano Arthur Rezende, do jornal "O Popular" lembrando um dos debochados cariocas, personagem do eterno Chico Anisio, se realmente o sucessor de Bento XVI for brasileiro. Rezende já imagina a cena, vendo o Papa passar pela praia de Copacabana e alguém grita: E aí, mermão Santo, vai de chopinho com espuma ou mate gelado?".

José Sarney anuncia frentes para manter livre comércio



O senador José Sarney (PMDB-AP) conclamou, ontem, os amapaenses, a se unirem a ele para que a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS) tenha renovada a sua licença de funcionamento. Sarney informou que a licença para o atual funcionamento da ALCMS expira dia 31 de dezembro do corrente ano. Para ele, caso não seja formada uma união de forças, o livre comércio praticado em Macapá e Santana poderá deixar de existir. O senador também citou as bancadas parlamentares do estado do Amazonas e as do Sul e Sudeste como resistentes à renovação do funcionamengto da ALCMS. Com o propósito de subtrair as oposições à Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, o senador José Sarney entrou com projeto de lei no Congresso Nacional, vinculando-a ao funcionamento da Zona Franca de Manaus. Obrigatoriamente, o projeto de José Sarney será discutido e votado, sucessivamente, no Senado da República e na Câmara Federal. Ontem, o senador informou que apresentou o projeto em caráter de urgência, considerando o pouco tempo existente para o fim da atual licença da área de livre comércio. Ao mesmo tempo em que pede ajuda e articula a aprovação do projeto de lei, Sarney conta com estudos da área jurídica da Presidência da República que verifica se há uma maneira de licenciar a ALCMS por medida que não seja uma lei. “Eu já falei com a presidente Dilma sobre isso. Receptível, ela imediatamente autorizou a assessoria jurícia da Presidência da República a fazer estudos para encontrar uma maneira de a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana continuar funcionando, um decreto, talvez”, disse o senador. Sarney citou todos os políticos amapaenses como responsáveis pela permanência da ALCMS, bem como outros segmentos do Amapá. “A situação é preocupante demais; eu criei sozinho a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana. Agora, que nesta luta eu não venha a carregar tudo nas costas”, disse o parlamentar.

Alunas brasileiras participam na zona franca de programa da Embaixada dos Estados Unidos


Para incentivar meninas brasileiras a seguir carreira científica, a Embaixada dos Estados Unidos desenvolveu o programa Science Camp — Elas nas Ciências. O projeto é resultado da parceria entre Brasil e EUA em ciência e tecnologia e reunirá 90 adolescentes do ensino médio em uma série de atividades entre amanhã e 8 de março em Manaus. A programação começa hoje, com a abertura oficial, às 10h45, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília, e se encerra no Dia Internacional da Mulher na capital do Amazonas. As meninas, entre 16 e 18 anos, são de escolas públicas de diferentes regiões do país. Há representantes de todos as unidades da Federação, sendo cinco do Distrito Federal. Segundo Susan Bell, adida cultural da Embaixada dos EUA, a seleção levou em conta a idade, o rendimento escolar (principalmente na área de exatas), o interesse e a participação em projetos de instituições parceiras, como o Jovens Embaixadores. Susan explica que a ideia surgiu dela e de outras duas colegas da embaixada que perceberam o interesse de algumas jovens em desenvolver atividades científicas na prática. “Trabalhamos com o programa nos últimos seis meses. A intenção é mostrar também que as carreiras acadêmicas têm papel importante no comércio internacional. Estudar esse campo gera muitas oportunidades. E as meninas nessa etapa (do ensino médio) estão decidindo o futuro”, ressalta.

Sem fronteiras

Durante os quatro dias, as participantes vão assistir a palestras e interagir com mulheres líderes do setor privado e cientistas e pesquisadores renomados. Haverá um networking com as companhias da Zona Franca de Manaus para abordar a importância da ciência. A Coca-Cola, por exemplo, fará uma conferência sobre reciclagem e explicará os esforços e incentivos na contratação de mulheres. As atividades práticas serão monitoradas e envolverão as áreas de ciência, tecnologia e inovação. No último dia, elas devem apresentar um projeto de autoria própria. A iniciativa da embaixada está aliada ao programa federal brasileiro Ciência sem Fronteiras e conta com o envolvimento do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Referência mundial em biologia tropical, o Inpa realiza estudos científicos do meio físico e das condições de vida da região amazônica desde 1954, quando foi instituído. O instituto tem como prerrogativas promover o bem-estar humano e o desenvolvimento socioeconômico regional. Por muitos anos, ele fez levantamentos e inventários de fauna e de flora. Atualmente, o desafio é expandir de forma sustentável o uso dos recursos naturais da Amazônia. Entre os três sítios de pesquisa e de experimentação do Inpa, está a reserva florestal Adolpho Ducke, que será visitada pelo grupo de adolescentes. Situada próxima a Manaus, ela ocupa uma área de 100km² e é considerada a maior reserva da Amazônia de fácil acesso. Com a flora e a fauna relativamente intactas, ela está ligada ao instituto de pesquisa, cujo trabalho tem reconhecimento internacional e é uma referência para programas de pós-graduação. A adida cultural Susan Bell não confirma uma segunda edição do projeto, mas acredita nos bons resultados. “Sabíamos que era uma ideia boa, mas não esperávamos a ótima reação do governo, das empresas, dos pesquisadores e das meninas.

segunda-feira, 4 de março de 2013

O que acontece por aí...


Belo estádio para Brasília e para o mundo

Estádio de Brasília, o "Mané Garrincha", ficando nos trinques. Uma beleza. Brasília merece. Moderno, amplo e seguro. Tomara que o torcedor tenha o direito de assistir bons jogos no novíssimo estádio. Também torço para que vândalos, moleques e irresponsáveis fiquem longe do estádio. Caso apareçam, cadeia neles!

Dilma larga FHC e jura amor ao PMDB

Dilma sabe das coisas: rompeu o namorico estranho e desnecessário com FHC e reiterou compromisso, com aliança e tudo, com o PMDB. A presidenta mostra que é do ramo.

Para Dilma, o PMDB é forte

Sem cabotinismo, muito menos pretensão de pitonisa, mas todos os muitos elogios de Dilma ao PMDB, na convenção do partido, foram e são constantemente ditos, salientados, reiterados, analisados e enfocados por mim, aqui nas preciosas broncas e no meu blog. Não preciso ir longe: agora mesmo, nas agitadas eleições de Renan Calheiros e Henrique Alves, destaquei a força política e importância do PMDB para a governabilidade e sustentação política (e sossego) de Dilma.

Renan é aclamado em evento do PMDB



O presidente do Senado, Renan Calheiros, foi aclamado por militantes do PMDB nesta sexta-feira (1º). O fato vai de encontro com os vários protestos que o presidente tem sofrido nas ruas e na internet. Várias pessoas cercaram Renan durante a Convenção Nacional da Juventude do PMDB, que tinha como objetivo escolher um novo presidente para ala jovem da legenda. No final do evento, muitos disputavam para tirar fotos com o senador enquanto gritavam: "Renan, de novo, representando o povo!". "Enquanto as denúncias contra ele não forem provadas, ele continuará sendo um símbolo do partido", disse Gabriela Schwanke, do Rio Grande do Sul, após conseguir tirar uma foto com Renan.


Merval, Collor e Joaquim

O colunista Merval Pereira define Collor de Mello como integrante da ala que pratica "a politica tradicional negativa", porque é aliado do PT, Lula, Sarney e Renan. Seguramente, nesta linha, Merval aplaudiria Collor se o ex-presidente e senador fosse da ala progressista de FCH, Marina da Silva, Aécio Neves, etc. Merval sabe que ao retornar à politica, Collor teria que escolher um lado. Escolheu o de Lula e Dilma e não se arrepende. Não vejo onde nem porque Merval fazer drama por causa de uma pensada decisão politica do cidadão Collor. Ao mesmo tempo que critica Collor, Merval coloca nas nuvens o ministro Joaquim Barbosa como boa alternativa à Presidência da República. Resta saber se o presidente do STF realmente teria fôlego, votos e partido para enfrentar o desafio. Collor, por sua vez, tem tais credenciais.  Aguardemos.

sábado, 2 de março de 2013

Sarney luta pela manutenção dos benefícios da SUFRAMA para o Amapá


Imagem do áudio


O senador José Sarney (PMDB – AP), idealizador e maior defensor da ALCMS – Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, apresentou Projeto de Lei do Senado que vincula o tempo de funcionamento das ALCs – Áreas de Livre Comércio - da Amazônia Ocidental e de Macapá e Santana (ALCMS) - ao da Zona Franca de Manaus. O projeto, segundo Sarney, tem por objetivo corrigir descompasso existente na legislação sobre o assunto. O prazo inicialmente previsto para vigorar as ALCs era de 25 anos, mas uma lei de 1997 fixou a extensão para janeiro de 2014, porque na época esta era também a data prevista para o encerramento dos benefícios da ZFM. Mas, em 2003, por pressão da bancada federal do Amazonas e com a solidariedade de quase todos os parlamentares da Região Norte, o tempo de validade da ZFM foi prorrogado. No entanto, por pressão do lobby das indústrias do Sudeste, curiosamente em aliança com parlamentares do Amazonas, o benefício não foi estendido para as ALCs. Junto com as ALCs da Amazônia Ocidental, Macapá e Santana ficaram prejudicadas. Para José Sarney, reverter esta situação através de seu projeto “é uma questão de justiça, que pode garantir o equilíbrio federativo e reduzir as desigualdades sociais e regionais, imperativos constitucionais”. Ele propõe que os benefícios fiscais da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS) tenham o prazo de vigência até 2023. 

União política

O senador Sarney, mesmo duramente contestado por setores minoritários que sempre o criticaram por criar a ALCMS já em 1991, inconformado com a situação, conclama toda a sociedade amapaense e todas as cores partidárias para que se mobilizem pela aprovação do projeto: “essa é uma luta da qual não arredaremos um passo. É um momento de união de todas as forças do Amapá. Acima de qualquer diferença pessoal, está em jogo a soberania do estado para se garantir a manutenção de tudo que conquistamos”. Mostrando amadurecimento político e sensibilidade, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) se uniu à luta histórica de Sarney. Ele e o ex-presidente se encontram nesta segunda-feira, 4, em Brasília, para iniciar movimento de coleta de assinaturas para o projeto. Eles sabem que haverá fortes pressões de parlamentares amazonenses para não ocorrer uma renovação. Em entrevista no rádio, o senador Randolfe Rodrigues disse que reverter o quadro contrário ao funcionamento da ALCMS é a “prova de fogo” da Bancada Parlamentar Amapaense. Randolfe informou que já tratara do assunto com o senador Sarney. Randolfe Rodrigues reconheceu que Sarney sempre esteve certo e alertou que o não funcionamento da ALCMS significaria um grande desemprego em Macapá e Santana e reajustes imediatos, em torno de 15%, nos preços de pelo menos 50 produtos favorecidos por incentivos fiscais. 

Conquistas

O ex-presidente fez questão de lembrar, ainda, que o mais importante é não se esquecer que, graças a ALCMS, o Amapá também passou a ter acesso a recursos da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). “É o único estado da Amazônia Oriental com fomento garantido pela autarquia. Carreados para o estado, os recursos foram investidos em obras de infra-estrutura urbana, turística, logística, área social e de fomento ao desenvolvimento do Amapá, entre outras. Foram dezenas de milhões de reais aplicados desde a criação da ALC e muitas obras importantes para Santana e Macapá”. E fez questão de citar muitas dessas conquistas para o povo amapaense: “pátio de containers no Porto de Santana e equipamentos para o carregamento; implantação de infra-estrutura do Distrito Industrial de Santana; Terminal Hidroviário de Santana; conclusão da Praça Beira Rio; urbanização da avenida Claudomiro de Moraes; Urbanização da orla de Macapá; restauração da rodovia Duque de Caxias; pavimentação da rodovia Salvador Muniz (trecho Fazendinha/ Igarapé da Fortaleza), entre outras.” 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Gestão moderna: Michel Temer homenageia Sarney pelo mandato à frente do Senado



Presidente Dilma Rousseff também compareceu ao jantar que reuniu cerca de 200 convidados

Uma noite de homenagem e agradecimento a José Sarney. Com a presença de ministros, governadores de estado e da presidente Dilma Rousseff, a bancada do PMDB na Câmara e no Senado, compareceu em peso ao jantar oferecido pelo vice-presidente da República, Michel Temer ao senador José Sarney, na última quarta-feira (27). Cerca de duzentos convidados estiveram presentes no evento. Com mais de 50 anos de vida pública, Sarney deixou a presidência do Senado no último dia primeiro de fevereiro. Ao longo dos 4 mandatos em que esteve à frente do Senado, marcou sua gestão pela modernidade, valorização da comunicação e pela busca da transparência.  Durante o jantar no Palácio do Jaburu, Sarney sentou-se numa mesa ao lado da presidenta Dilma Rousseff, do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, do presidente do Senado, Renan Calheiros, da governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Também compôs a mesa a ministra Ideli Salvatti das Relações Institucionais. O senador Romero Jucá destacou a importância de Sarney para a unidade do PMDB. “A liderança de Sarney e seu espírito conciliador são fundamentais para a coesão do nosso partido”, afirmou.   O presidente do Senado, Renan Calheiros, ressaltou o empenho de Sarney à frente da presidência do Senado. “Sarney ajudou a modernizar o Senado, criou um eficiente sistema de comunicação, fez muito pelo país e como o presidente de um Poder, sempre soube assegurar a governabilidade do Brasil, mesmo nos momentos mais conturbados”, concluiu Renan.  O vice-presidente da República, Michel Temer, lembrou a trajetória política de Sarney e disse que o senador merece ser homenageado por várias razões. “Ex-presidente da República, governador, deputado federal, senador e membro da Academia Brasileira de Letras, em face da sua produção literária. A homenagem maior que se lhe deva fazer é por ter presidido o país no momento de sua transição democrática”, afirmou.

Novas regras de ajuda de custo a parlamentares serão promulgadas nesta sexta



O presidente do Senado, Renan Calheiros, assina nesta sexta-feira (29), às 12h, o Decreto Legislativo 210/2013, que disciplina o pagamento da ajuda de custo aos membros do Congresso Nacional no início e ao final de cada legislatura. Aprovado na quarta-feira (27) pela Câmara, o projeto de autoria da senadora licenciada e ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), extingue o 14º e o 15º salários de deputados e senadores. Em entrevista nesta quinta-feira (28), Renan Calheiros fez questão de ressaltar que a aprovação das novas regras vão aproximar o Congresso da sociedade. A ajuda de custo vinha sendo paga no início e ao final de cada ano, daí ter recebido na imprensa o apelido de 14º e 15º salários. A solenidade de assinatura do decreto vai ser realizada na sala de audiências da Presidência do Senado e deverá contar com a presença do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves.
– O Senado está fazendo uma reforma administrativa profunda, a Câmara extinguiu o 14º e o 15º salários e vamos dar continuidade à extinção de qualquer privilégio que seja detectado daqui para frente - prometeu Renan Calheiros.
O senador ressaltou que, em 2006, quando presidiu o Congresso, acabou com as convocações extraordinárias e reduziu o recesso parlamentar para 30 dias no fim do ano e 15 dias no meio do ano.
– Isso proporcionou uma economia de R$ 100 milhões. E essas convocações eram tidas como 16º e 17º salários. Eu lembrei isso para dizer que esse processo vai em frente - disse.
A agenda de Renan Calheiros inclui ainda uma visita, a partir das 10h, às instalações dos veículos de comunicação social da Casa.

Agência Senado

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