sábado, 9 de março de 2013

Sarney quer garantias constitucionais para Área de Livre Comércio de Macapá e Santana

Senador cria Projeto de Emenda Constitucional para garantir conquistas da Área de Livre Comércio no Amapá: "O objetivo é de colocar as isenções em nível constitucional, nos mesmos termos em que na Constituição de 1988 foi colocada a Zona Franca de Manaus (ZFM)"

O senador Sarney, mesmo que tenha sido duramente contestado por setores minoritários que sempre o criticaram por criar a ALCMS já em 1991, está fazendo de tudo para garantir a manutenção das conquistas obtidas por Macapá e Santana. Como já publicado neste espaço, há poucos dias ele apresentou PLS – Proposta de Lei do Senado - que vincula o tempo de funcionamento das ALCs – Áreas de Livre Comércio - da Amazônia Ocidental e de Macapá e Santana (ALCMS) ao da Zona Franca de Manaus. O projeto tem por objetivo corrigir descompasso existente na legislação sobre o assunto, que pode prejudicar de forma aguda o Amapá. O prazo inicialmente previsto para vigorar as ALCs era de 25 anos, mas uma lei de 1997 fixou a extensão para janeiro de 2014, porque na época esta era também a data prevista para o encerramento dos benefícios da ZFM. Mas, em 2003 o tempo de validade da ZFM foi prorrogado. No entanto, o benefício não foi estendido para as ALCs. Junto com as ALCs da Amazônia Ocidental, Macapá e Santana ficaram prejudicadas. Para José Sarney, reverter esta situação através de sua iniciativa “é uma questão de justiça, que pode garantir o equilíbrio federativo e reduzir as desigualdades sociais e regionais, imperativos da Constituição de 1988”. Ele propõe que os benefícios fiscais da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS) tenham o prazo de vigência até 2023. 


Sarney quer benefícios fiscais para o Amapá na Constituição

Preocupado com a situação e desejoso de atacar o assunto por todos os lados e com todos os instrumentos legais possíveis, o senador José Sarney tomou outra iniciativa para dar dimensão constitucional na luta pela manutenção dos benefícios fiscais para Macapá e Santana: apresentou, além de seu projeto de lei, também uma PEC – Proposta de Emenda Constitucional -, que acrescenta artigo ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, também estendendo os incentivos fiscais a todas as Áreas de Livre Comércio (ALC) e a Amazônia Ocidental. "O objetivo é colocar essas isenções em nível constitucional, nos mesmos termos que na Constituição de 1988 foi colocada a Zona Franca de Manaus (ZFM)", esclareceu o senador. Na justificativa da PEC, Sarney explica que “todos esses incentivos foram estabelecidos com as mesmas finalidades: promover o desenvolvimento das regiões fronteiriças da região Norte do País e incrementar as relações bilaterais com os países vizinhos, segundo a política de integração latino-americana". Por isso, segundo ele, “não é razoável que áreas da mesma região e com objetivo de implementação similar tenham prazos distintos de duração. Para alcançar as metas a que elas se propõem, há necessidade de uniformizar a vigência de todas as áreas, de modo a compatibilizar seus prazos com a realidade regional”. Nas Áreas de Livre Comércio e na Amazônia Ocidental, os produtos são isentos de impostos federais, o que pode implicar uma economia de recursos para a população de cerca de 25%. Como esclareceu Sarney, “esses valores poupados voltam a circular, incentivando os diversos setores econômicos. O círculo virtuoso resultante explica o motivo de os incentivos fiscais representarem uma política de correção de distorções e desigualdades regionais”. A medida proposta vem, segundo Sarney, ao encontro “dos ideais republicanos, pois, de acordo com o disposto no art. 3º, inciso III, do texto constitucional, é um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil reduzir as desigualdades sociais e regionais”. Sarney explicou, ainda, que o não funcionamento da ALCMS significaria grande desemprego em Macapá e Santana e reajustes imediatos, em torno de 15%, nos preços de pelo menos 50 produtos favorecidos por incentivos fiscais. O senador adverte que, caso não seja aprovada as suas proposições, há o risco de encerramento prematuro dos benefícios fiscais necessários para o desenvolvimento da região Norte: “em função da dimensão regional e das desigualdades existentes no Brasil, é imperativo que haja a duração razoável dos incentivos para que os efeitos positivos possam ser observados”. Por fim, esclarece que optou por considerar os incentivos vigentes em 1º de janeiro de 2013 para que “não haja o risco de descontinuidade, na medida em que há a possibilidade de a PEC ser aprovada após o término de alguma ALC, que hoje está em vigor”.


Mobilização

O ex-presidente, idealizador e maior defensor da ALCMS, convocou toda a sociedade amapaense e a classe política do estado para que se mobilizassem pela aprovação do projeto: “essa é uma luta da qual não arredaremos um passo. É um momento de união decisivo de todas as forças do Amapá. Acima de qualquer diferença pessoal, está em jogo a soberania do estado para se garantir a manutenção de tudo que conquistamos”. Pediu que todos os parlamentares federais da bancada amapaense, independente de cores partidárias ou ideologias, se mobilizem para a coleta de assinaturas entre os parlamentares da Câmara e do Senado dos demais estados. Sarney sabe que haverá, por parte dos estados do Sudeste e do Amazonas, resistências à sua PEC. Já foram colhidas 29 assinaturas de senadores. A PEC já foi enviada à Mesa para colocação da numeração, que dá início ao processo legislativo.



O que é a SUFRAMA e qual a sua importância para a ALCMS?

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) é uma Autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que administra a Zona Franca de Manaus – ZFM. Tem a responsabilidade de construir um modelo de desenvolvimento regional que utilize de forma sustentável os recursos naturais, assegurando viabilidade econômica e melhoria da qualidade de vida das populações locais. Com mais de quatro decênios de existência, a Suframa viabilizou a implantação dos três pólos que compõem a ZFM - comercial, industrial e agropecuário - e promove a interiorização do desenvolvimento por todos os estados da área de abrangência do modelo, identificando oportunidades de negócios e atraindo investimentos para a região tanto para o Pólo Industrial de Manaus quanto para os demais setores econômicos da sua área de atuação. Sarney vem insistindo na importância da Suframa e do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia, em geral, e do Amapá, em particular. São projetos de desenvolvimento nas áreas de infra-estrutura, produção, geração de emprego e renda, qualificação de mão-de-obra e formação de capital intelectual em todos estados da área de abrangência da Suframa.  Sem o esforço do senador Sarney para criar a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, em 1991, o Amapá não teria hoje como usufruir desses recursos. Segundo Sarney, para aqueles que, por falta de espírito público, chegaram a criticar a importância da ALCMS para o estado, nunca é demais lembrar que a ALCMS é o meio pelo qual o Amapá pode efetivamente se beneficiar dos recursos da Suframa que, há muito, vêm consolidando o desenvolvimento do Amapá, pois, de 1995 até 2003, por exemplo, os recursos provenientes da Suframa foram a base de sustentação de desenvolvimento do estado, somando um total de R$ 32.040.588,90, o que viabilizou empreendimentos importantes tanto para Santana como para Macapá e, de forma indireta, para todo o estado. “O Amapá é o único estado da Amazônia Oriental com fomento garantido pela autarquia. Carreados para o estado, os recursos foram investidos em obras de infra-estrutura urbana, turística, logística, área social e de fomento ao desenvolvimento do Amapá, entre outras. Foram dezenas de milhões de reais aplicados desde a criação da ALC e muitas obras importantes para Santana e Macapá”, explica Sarney. O ex-presidente se refere a conquistas importantes, como:

  • o Pátio de containers no Porto de Santana e equipamentos para o carregamento;
  • restauração da rodovia Duque de Caxias;
  • infra-estrutura do Distrito Industrial de Santana;
  • a construção da Praça Monumento Marco Zero;
  • a conclusão da Praça Beira-Rio;
  • a drenagem e pavimentação das avenidas Brasília e Euclides da Cunha;
  • a urbanização da avenida Claudomiro de Moraes;
  • a construção da quadra poliesportiva na Praça Barão do Rio Branco;
  • o terminal hidroviário de Santana;
  • a urbanização da orla e da área portuária de Macapá;
  • a pavimentação da Rodovia Salvador Muniz (trecho Fazendinha/Igarapé da Fortaleza);
  • o estímulo ao ecoturismo em Curiaú;
  • a pavimentação do Distrito Industrial;
  • o transporte fluvial de passageiros na Orla de Santana;
  • o PIETEC;
  • a rampa e o cais de proteção, a construção do Centro Tecnológico de Madeira;
  • a urbanização da Avenida Santana;

E uma infinidade de obras, todas “pagas”, insiste Sarney, “justamente com recursos da Suframa por intermédio da ALCMS”. É importante, portanto, que se diga e que definitivamente se compreenda que, se não tivesse a Área de Livre Comércio, todos esses recursos não poderiam ter sido aplicados no Amapá.

Confira artigo do senador Sarney sobre o assunto:

Área de Livre Comércio: abençoando resultados e acertando rumos

Por José Sarney


Por mais que sonhasse com um desenvolvimento acelerado, quando fiz a primeira viagem oficial de um Presidente da República ao Amapá, em 23 de janeiro de 1986, jamais poderia imaginar a amplitude e a profundidade das transformações que vêm ocorrendo no estado, principalmente nos últimos 20 anos. No início da década de 1990, quando conseguimos criar a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS), o crescimento do estado tomou rumo, abrindo perspectivas concretas para o desenvolvimento das regiões fronteiriças e o amadurecimento das relações bilaterais com os países vizinhos. O Amapá é o estado brasileiro cuja população mais cresceu proporcionalmente na década de 90. Com um aumento médio de 5,71% ao ano, os 289,4 mil habitantes recenseados em 1991 passaram a 477 mil, segundo o Censo de 2000. Hoje, com ceteza, ultrapassa 700 mil. A capital, Macapá, concentra mais da metade da população de todo o estado. De acordo com o IBGE, a migração interna foi a principal causa desse crescimento, sobretudo pela chegada de migrantes do Pará. Mas, tal crescimento, se não acompanhado de grandes e bem alocados investimentos, poderia se tornar um empecilho para o desenvolvimento do estado e um agravante da questão social. Por isso a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS) foi responsável pela mudança de perspectivas para o Estado do Amapá. Sua implantação foi um trabalho imenso de superação de resistências. Como se sabe, a área fiscal – leia-se Ministério da Fazenda – sempre foi contrária a espaços de livre comércio. Como é do conhecimento de todos, foi difícil, mas conseguimos que, em 1994, ela já estivesse totalmente em funcionamento. Para alguns, vitimas de visões tacanhas, a Área de Livre Comércio seria apenas uma área de produtos importados, mas o que há de mais importante é a isenção de impostos federais em todos os produtos consumidos no Amapá. Isto significa uma economia de recursos de cerca de 25%. Recursos esses que, economizados pelos consumidores amapaenses, voltam a circular na economia, incentivando outros setores. É este o ponto central que explica porque o empreendimento representa uma política de correção de distorções e desigualdades regionais, cumprindo os desígnios constitucionais. É bom não se esquecer que, depois de sua implementação, o povo do Amapá tem produtos nacionais mais baratos do que todos os outros estados do País. Basta recordar que, antigamente, os amapaenses iam a Belém para fazer suas compras e hoje são os paraenses que vêm ao Amapá para comprar. Assim, a Área de Livre Comércio é um benefício que atinge todas as pessoas, porque todos são consumidores. Na verdade, o setor de importados “supérfluos” representa apenas 5 % do que movimenta a região de livre comércio. O resto dos produtos se constitui de bens úteis voltados à população, inclusive eletrodomésticos, alimentos, utensílios, remédios, etc. A primeira dificuldade que enfrentamos neste importante projeto de desenvolvimento, foi a ausência de porto para receber os contêineres, antigamente desembarcados no porto de Belém. Agora, o Amapá já dispõe do mais moderno porto de contêineres do Brasil, em Santana, que vai ser o porto principal da Amazônia. Por outro lado, graças à Área de Livre Comércio, o Amapá passou a ter acesso a recursos da SUFRAMA, que foram carreados para o Estado e com eles foram feitas, à frente de Macapá, muitas avenidas, a “estrada da Fazendinha” e muitas outras obras que tiveram financiamento por intermédio da ALCMS. Se não tivéssemos a Área de Livre Comércio, esses recursos não poderiam ser aplicados no Amapá. No setor de importados, na verdade, as cidades foram enriquecidas com a presença de próspero comércio de mercadorias vindas do exterior, e algumas lojas como as de perfumes e de computadores têm qualidade de Primeiro Mundo. É importante ressaltar que o desenvolvimento que estamos assistindo nas cidades de Macapá e  Santana, o mercado de trabalho e as novas expectativas criadas, foram todas implementadas pelo progresso que trouxe a Área de Livre Comércio e o benefício que dela desfrutam todos os amapaenses. Para concretizar este sonho e sanar os problemas inerentes ao progresso, no entanto, é necessário, além de garantir a continuidade da vigência do projeto, investir em infra-estrutura. Neste sentido – e justamente por isso – estamos investindo pesado nos transportes, com a reforma do Aeroporto Internacional de Macapá, a construção das pontes sobre os rios Oiapoque e Araguari, a melhoria da estrutura portuária, etc. Por outro lado, cônscios de que não há desenvolvimento sem energia, estamos, ainda, fazendo uma verdadeira revolução nos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia com total apoio da Eletronorte e do Governo Federal. Assim, conseguiremos que a Área de Livre Comércio alcance também o setor industrial e que o Amapá possa ingressar em um estágio de indústrias e de serviços. O crescimento industrial autônomo é decisivo, está se tornando uma realidade e deverá contar com investimentos nacionais e estrangeiros. Daí ser imperioso que nos preocupemos em evitar que os atuais incentivos fiscais sejam eliminados. Evidentemente que, ao implantarmos a Área de Livre Comércio, criamos grandes ciúmes de políticos que não entendem que acima de tudo estão os interesses e benefícios do povo. Por isso, o desenvolvimento da Área de Livre Comércio não teve no passado o apoio que deveria ter. Espero que agora, quando o perigo de eliminação dos benefícios fiscais é uma realidade, tenhamos condições de unirmos forças para extrair todas as potencialidades desse grande benefício que dispõe hoje o Amapá. Todas as Capitais da Amazônia e muitas cidades do seu interior desejariam ter os benefícios que têm Macapá e Santana. Eu acredito no futuro do Amapá e, por isso, sei que em breve estaremos consolidados como um dos maiores Estados da Amazônia. O que mudou em nossa política é o fato de que ninguém deseja tirar proveito pessoal, discutindo quem é quem; e quem faz isso ou aquilo. O que desejamos é ajudar o estado, assegurar os seus recursos e apoiar o governo estadual. Lula e Dilma não têm faltado ao Amapá e à Amazônia. Somos agradecidos a eles. Isso foi possível graças ao trabalho de todos.  Mas, o mais importante disso tudo é a união dos políticos amapaenses, conscientes desta oportunidade ímpar e decisiva para o Estado. Independente de partido político e de tendências ideológicas, estamos todos engajados em benefício do Amapá. Isto se chama amadurecimento político e espírito público. 

José Sarney foi governador, deputado e senador pelo Maranhão, presidente da República, senador do Amapá por três mandatos consecutivos, presidente do Senado Federal por três vezes. Tudo isso, sempre eleito. São 55 anos de vida pública. É também acadêmico da Academia Brasileira de Letras (desde 1981) e da Academia das Ciências de Lisboa.
jose-sarney@uol.com.br  

O que acontece por aí...


Collor quer melhorar o STF

Em discurso no plenário o senador Fernando Collor(PTB-AL) reiterou proposta de emenda à Constituição, de sua autoria, que estabelece idade mínima de 45 anos para ingressar no Supremo Tribunal Federal. A iniciativa do ex-Presidente da República também estabelece uma lista quádrupla para apreciação pela Presidência da República. A PEC apresentada por Collor propõe o aumento de 11 para 15 ministros da Suprema Corte, com mandato de 15 anos. Além da composição, outra mudança sugerida pelo senador Collor diz respeito a aposentadoria dos magistrados, com proventos integrais, seja voluntária, aos 70, e compulsória aos 75 anos de idade, ou, no caso de ministro do STF, ao final do mandato. De acordo com Collor a idéia "é valorizar a experiência e maturidade, além do reconhecimento pelos serviços prestados por esses ministros". A proposta do senador alagoano está na Comissão de Justiça

Convocação maluca

É duro analisar convocação para a Seleção brasileira penta-campeã do mundo, onde pontifica o jogador Hulk e esquecem o nome do meia Jadson, jogando um bolão no São Paulo. Francamente! Outra tolice é Felipão alegar que não pode chamar na mesma convocação Ronaldinho e Kaká. Santo Deus!  Assim vamos de mal a pior. Olho vivo, Marin.

Leis exemplares do Egito

No Egito não tem conversa fiada: marginais, bandidos e delinquentes que causam tumulto e mortes nos estádios de futebol pegam pena de morte ou prisão perpétua. Aqui no Brasil matam, agridem e vão beber mais cachaça.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O que acontece por aí...


Mulherão é a minha

Parodiando o belo discurso da senadora Ana Amélia, exaltando o Dia Internacional da mulher, declaro, a bem da verdade, da beleza, da união e do amor, que mulherão é a que tenho em casa, há 43 anos.

Pinóia Garotinho

O molusco  Antony Garotinho não tem autoridade nem moral para tirar onda de mocinho com o senador Renan Calheiros. Garotinho e outros moleques da mesma laia podem voltar para o esgoto porque Renan tem mais o que fazer do que perder tempo com vermes como Antony Garotinho. Gostem ou não os batráquios e abutres da politica e da imprensa, Renan Calheiros é o presidente eleito do Senado e do Congresso. Renan não tem vocação nem pretende jamais servir de pasto para saciar o apetite de crápulas, boquirrotos e demagogos.  Cresça e apareça, canalhão Garotinho.

Zona Franca e Venezuela

O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, manifestou a confiança de que o novo governo da Venezuela dará continuidade à estreita e produtiva relação comercial com o Brasil, sobretudo com a indústria do Amazonas. A propósito do polo industrial de Manaus, a nova fábrica da LG na zona franca, inauguração prevista para maio, implementará e crescerá em 50% a fabricação da linha branca da empresa, como geladeiras, condicionadores de ar, ETC..


Eunício pede refinaria

Em discurso o líder do PMDB, senador Eunicio Oliveira, pediu ao governo Dilma maiores esforços para o início das obras da Refinaria Premium 2, no Ceará. Enfatizou que a refinaria é a prioridade da lista de pleitos da bancada federal cearense. Segundo Eunício, para a instalação da refinaria a Superintendência Estadual do Meio Ambiente aguarda laudo da FUNAI, com a autorização ambiental. Nesta linha, Eunício reiterou ponderações ao Ministro da Justiça, pasta a qual a FUNAI é vinculada.

Dores não são desculpas para ofensas


Quem sente fortes dores ou tem doença grave, tem mais é que se tratar. Pedir licença, se internar e, se não der jeito, procurar Centros Espíritas. O intolerável é se escudar em dores para covardemente insultar os outros. Especialmente se o ofendido também está ali trabalhando, como o agressor. Tenho informações seguras que o repórter do Estadão tratado como um cão leproso pelo ministro bacana, xodó da midia, Joaquim Barbosa, é um excelente profissional. Não inventa nem se traveste de juiz ou policial para escrever suas matérias. Apenas escreve a verdade. O que seguramente tem irritado o ministro-presidente do STF, que só gosta de elogios e afagos de bajuladores.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Agaciel Maia recebe a visita ilustre do apresentador Ricardo Noronha



No início da tarde desta quarta-feira (06), o vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Agaciel Maia recebeu em seu gabinete,o apresentador Ricardo Noronha,que apresenta o Programa Brasília Show. Durante a visita o apresentador parabenizou o distrital pelo grande trabalho que vem sendo realizado em favor do povo de Brasília.Noronha ainda aproveitou para convidá-lo,para participar da gravação do programa que é exibido aos domingos pela TV Brasília .

Deputado Agaciel Maia recebe comissão de agentes de atividades penitenciárias


Na tarde desta quarta-feira (06/03), o deputado Agaciel Maia, vice-presidente da Câmara Legislativa, recebeu a diretoria do Sindpen (Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias) e comissão de servidores, que pleitearam apoio do parlamentar para aprovação do Brasão Oficial. Agaciel Maia prontamente entrou em contato com Secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, que assumiu o compromisso de aprovar o Brasão Oficial nos moldes solicitado pelos agentes. O secretário, Sandro Avelar, assumiu também o compromisso de marcar data para lançamento do Brasão Oficial.

Ministro Joaquim pisou feio na bola


Lamentável, injustificável, intolerável e imperdoável a tremenda grosseria do ministro Joaquim Barbosa com um repórter do Estadão. Mesmo se fosse com um repórter do jornal mural do interior do Brasil foi melancólica e prepotente a reação do ministro-presidente do STF com o jornalista. Barbosa feriu a democracia e a liberdade de imprensa. Tolice pedir desculpas a seguir, alegando cansaço. Francamente. Logo Joaquim Barbosa, o cidadão brasileiro mais paparicado e elogiado pela imprensa brasileira nos últimos tempos. Pegou mal. Muito mal. Fica a certeza de que o ministro Barbosa só gosta de elogios e perguntas doces e suaves. Duvido que o ministro tenha sido grosso com jornalistas estrangeiros em recente encontro. Aguardo o que vão dizer e escrever coleguinhas bajuladores de Barbosa.

terça-feira, 5 de março de 2013

Tendências/Debates: Dilma vai acabar com o SUS?



É inaceitável a intenção do governo de abdicar da consolidação da rede pública e apostar no avanço de planos de saúde ineficientes


O desmonte final do Sistema Único de Saúde (SUS) vem sendo negociado a portas fechadas, em encontros da presidente Dilma Rousseff com donos de planos de saúde, entre eles financiadores da campanha presidencial de 2010 e sócios do capital estrangeiro, que acaba de atracar faminto nesse mercado nacional. Na pauta, a chave da porta de um negócio bilionário, que são os planos de saúde baratos no preço e medíocres na cobertura, sob encomenda para estratos de trabalhadores em ascensão. Adiantado pela Folha ("Cotidiano", 27/2), o pacote de medidas que prevê redução de impostos e subsídios para expandir a assistência médica suplementar é um golpe contra o SUS ainda mais ardiloso que a decisão do governo de negar o comprometimento de pelo menos 10% do Orçamento da União para a saúde. A proposta é uma extorsão. Cidadãos e empregadores, além de contribuir com impostos, serão convocados a pagar novamente por um serviço ruim, que julgam melhor que o oferecido pela rede pública, a que todos têm direito. Em nome da limitada capacidade do SUS, o que se propõe é transferir recursos públicos para fundos de investimentos privados. O SUS é uma reforma incompleta, pois o gasto público com saúde é insuficiente para um sistema de cobertura universal e atendimento integral. Isso resulta em carência de profissionais, baixa resolutividade da rede básica de serviços e péssimo atendimento à população. Nos delírios de marqueteiros e empresários alçados pelo governo à condição de formuladores de políticas, o plano de saúde surgiria como "miragem" para a nova classe média, renderia a "marca" da gestão e muitos votos em 2014. Pois o mercado que se quer expandir com empurrão do erário não é exatamente um oásis no meio do SUS. Autorizados pela agência reguladora, proliferam planos de saúde pobres para pobres, substitutivos "meia-boca" do que deveria ser coberto pelo regime universal. Na vida real, são prazos de atendimento não cumpridos, poucos especialistas por causa de honorários ridículos, número insuficiente de serviços diagnósticos e de leitos, inclusive de UTI, negativas de tratamentos de câncer, de doenças cardíacas e transtornos mentais, redes reduzidas que impedem o direito de escolha e geram longas filas e imposição de barreiras de acesso, como triagens e autorizações prévias. Quem tem plano de saúde conhece bem esse calvário. Limitados pelos contratos, dirigidos a jovens sadios e formalmente empregados, os planos de saúde não aliviam nem desoneram o SUS, pois fogem da atenção mais cara e qualificada. Não são adequados para assistir idosos e doentes crônicos, cada vez mais numerosos. Assim, os serviços públicos funcionam como retaguarda, uma espécie de resseguro da assistência suplementar excludente. Nos Estados Unidos, a reforma de Obama enquadra os planos privados e tenta colocar nos trilhos o sistema mais caro e desigual do mundo. País de recursos escassos, se delegar o futuro a quem visa o lucro com a doença, o Brasil seguirá é o caminho da Colômbia, que vive um colapso na saúde. É inaceitável, em uma sociedade democrática, a intenção do governo de abdicar da consolidação do SUS, de insistir no subfinanciamento público e apostar no avanço de um modelo privado, estratificado, caro e ineficiente. O Movimento Sanitário, o Conselho Nacional de Saúde, o Congresso Nacional, o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal precisam se manifestar sobre esse despropósito inconstitucional.

Ligia Bahia, 57, é professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Luis Eugenio Portela, 49, é professor da Universidade Federal da Bahia e presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)

Mário Scheffer, 46, é professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal Folha de S. Paulo. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br



Você Sabia?


Que foi José Sarney quem criou a Assistência Médica Universal?

A universalização do direito à saúde é uma das conquistas do governo Sarney. Até então, apenas os trabalhadores que contribuíam para a Previdência Social tinham direito a atendimento na rede de saúde. Quem não contribuía com a previdência era atendido em hospitais filantrópicos. Ao longo da década de 80, a previdência passou por sucessivas mudanças com universalização progressiva do atendimento. Um grande marco para a universalização da saúde aconteceu em março de 1986, com a abertura, pelo presidente Sarney, da 8ª Conferência Nacional de Saúde. A conferência resultou na implantação do Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde (SUDS). A preocupação do governo em universalizar a saúde era proteger a todos e não apenas os trabalhadores que possuíam uma boa base organizacional e grande capacidade de mobilização. Além da criação do SUS, em 1989, o presidente José Sarney por meio da CEME, Central de Medicamentos, lançou o programa Farmácia Básica em todo o Brasil. Este programa tinha como objetivo a distribuição de medicamentos de uso ambulatorial para pacientes carentes. A CEME, criada em 1978, foi transferida para o Ministério da Saúde em 1985. Durante o governo Sarney, foram construídas e equipadas 22 centrais de medicamentos, além de uma grande Central de Distribuição em Brasília. A farmácia Básica chegou a 50 milhões de pessoas e virou referência para vários governos subsequentes.

Tudo pelo Social

José Sarney fez de seu governo uma busca pela melhoria das condições sociais da população. Naquela época, só os trabalhadores com carteira assinada tinham direito a atendimento nos hospitais públicos, Sarney decidiu mudar essa regra e propôs a universalização dos serviços de saúde. Para proteger os trabalhadores, foi criado o seguro desemprego. Outra garantia assegurada em lei, foi a impenhorabilidade da casa própria. O slogan Tudo pelo Social foi o espírito das ações de governo. Em relação a economia, Sarney lembra que buscou soluções não ortodoxas.
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Papa brasileiro


O mundo católico brasileiro recebeu com otimismo e entusiasmo a notícia de que há boas chances de ser escolhido um Papa do Brasil. Tudo bem. Longe de mim brigar com a informação. Mas tem razão o colunista goiano Arthur Rezende, do jornal "O Popular" lembrando um dos debochados cariocas, personagem do eterno Chico Anisio, se realmente o sucessor de Bento XVI for brasileiro. Rezende já imagina a cena, vendo o Papa passar pela praia de Copacabana e alguém grita: E aí, mermão Santo, vai de chopinho com espuma ou mate gelado?".

José Sarney anuncia frentes para manter livre comércio



O senador José Sarney (PMDB-AP) conclamou, ontem, os amapaenses, a se unirem a ele para que a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS) tenha renovada a sua licença de funcionamento. Sarney informou que a licença para o atual funcionamento da ALCMS expira dia 31 de dezembro do corrente ano. Para ele, caso não seja formada uma união de forças, o livre comércio praticado em Macapá e Santana poderá deixar de existir. O senador também citou as bancadas parlamentares do estado do Amazonas e as do Sul e Sudeste como resistentes à renovação do funcionamengto da ALCMS. Com o propósito de subtrair as oposições à Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, o senador José Sarney entrou com projeto de lei no Congresso Nacional, vinculando-a ao funcionamento da Zona Franca de Manaus. Obrigatoriamente, o projeto de José Sarney será discutido e votado, sucessivamente, no Senado da República e na Câmara Federal. Ontem, o senador informou que apresentou o projeto em caráter de urgência, considerando o pouco tempo existente para o fim da atual licença da área de livre comércio. Ao mesmo tempo em que pede ajuda e articula a aprovação do projeto de lei, Sarney conta com estudos da área jurídica da Presidência da República que verifica se há uma maneira de licenciar a ALCMS por medida que não seja uma lei. “Eu já falei com a presidente Dilma sobre isso. Receptível, ela imediatamente autorizou a assessoria jurícia da Presidência da República a fazer estudos para encontrar uma maneira de a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana continuar funcionando, um decreto, talvez”, disse o senador. Sarney citou todos os políticos amapaenses como responsáveis pela permanência da ALCMS, bem como outros segmentos do Amapá. “A situação é preocupante demais; eu criei sozinho a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana. Agora, que nesta luta eu não venha a carregar tudo nas costas”, disse o parlamentar.

Alunas brasileiras participam na zona franca de programa da Embaixada dos Estados Unidos


Para incentivar meninas brasileiras a seguir carreira científica, a Embaixada dos Estados Unidos desenvolveu o programa Science Camp — Elas nas Ciências. O projeto é resultado da parceria entre Brasil e EUA em ciência e tecnologia e reunirá 90 adolescentes do ensino médio em uma série de atividades entre amanhã e 8 de março em Manaus. A programação começa hoje, com a abertura oficial, às 10h45, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília, e se encerra no Dia Internacional da Mulher na capital do Amazonas. As meninas, entre 16 e 18 anos, são de escolas públicas de diferentes regiões do país. Há representantes de todos as unidades da Federação, sendo cinco do Distrito Federal. Segundo Susan Bell, adida cultural da Embaixada dos EUA, a seleção levou em conta a idade, o rendimento escolar (principalmente na área de exatas), o interesse e a participação em projetos de instituições parceiras, como o Jovens Embaixadores. Susan explica que a ideia surgiu dela e de outras duas colegas da embaixada que perceberam o interesse de algumas jovens em desenvolver atividades científicas na prática. “Trabalhamos com o programa nos últimos seis meses. A intenção é mostrar também que as carreiras acadêmicas têm papel importante no comércio internacional. Estudar esse campo gera muitas oportunidades. E as meninas nessa etapa (do ensino médio) estão decidindo o futuro”, ressalta.

Sem fronteiras

Durante os quatro dias, as participantes vão assistir a palestras e interagir com mulheres líderes do setor privado e cientistas e pesquisadores renomados. Haverá um networking com as companhias da Zona Franca de Manaus para abordar a importância da ciência. A Coca-Cola, por exemplo, fará uma conferência sobre reciclagem e explicará os esforços e incentivos na contratação de mulheres. As atividades práticas serão monitoradas e envolverão as áreas de ciência, tecnologia e inovação. No último dia, elas devem apresentar um projeto de autoria própria. A iniciativa da embaixada está aliada ao programa federal brasileiro Ciência sem Fronteiras e conta com o envolvimento do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Referência mundial em biologia tropical, o Inpa realiza estudos científicos do meio físico e das condições de vida da região amazônica desde 1954, quando foi instituído. O instituto tem como prerrogativas promover o bem-estar humano e o desenvolvimento socioeconômico regional. Por muitos anos, ele fez levantamentos e inventários de fauna e de flora. Atualmente, o desafio é expandir de forma sustentável o uso dos recursos naturais da Amazônia. Entre os três sítios de pesquisa e de experimentação do Inpa, está a reserva florestal Adolpho Ducke, que será visitada pelo grupo de adolescentes. Situada próxima a Manaus, ela ocupa uma área de 100km² e é considerada a maior reserva da Amazônia de fácil acesso. Com a flora e a fauna relativamente intactas, ela está ligada ao instituto de pesquisa, cujo trabalho tem reconhecimento internacional e é uma referência para programas de pós-graduação. A adida cultural Susan Bell não confirma uma segunda edição do projeto, mas acredita nos bons resultados. “Sabíamos que era uma ideia boa, mas não esperávamos a ótima reação do governo, das empresas, dos pesquisadores e das meninas.

segunda-feira, 4 de março de 2013

O que acontece por aí...


Belo estádio para Brasília e para o mundo

Estádio de Brasília, o "Mané Garrincha", ficando nos trinques. Uma beleza. Brasília merece. Moderno, amplo e seguro. Tomara que o torcedor tenha o direito de assistir bons jogos no novíssimo estádio. Também torço para que vândalos, moleques e irresponsáveis fiquem longe do estádio. Caso apareçam, cadeia neles!

Dilma larga FHC e jura amor ao PMDB

Dilma sabe das coisas: rompeu o namorico estranho e desnecessário com FHC e reiterou compromisso, com aliança e tudo, com o PMDB. A presidenta mostra que é do ramo.

Para Dilma, o PMDB é forte

Sem cabotinismo, muito menos pretensão de pitonisa, mas todos os muitos elogios de Dilma ao PMDB, na convenção do partido, foram e são constantemente ditos, salientados, reiterados, analisados e enfocados por mim, aqui nas preciosas broncas e no meu blog. Não preciso ir longe: agora mesmo, nas agitadas eleições de Renan Calheiros e Henrique Alves, destaquei a força política e importância do PMDB para a governabilidade e sustentação política (e sossego) de Dilma.

Renan é aclamado em evento do PMDB



O presidente do Senado, Renan Calheiros, foi aclamado por militantes do PMDB nesta sexta-feira (1º). O fato vai de encontro com os vários protestos que o presidente tem sofrido nas ruas e na internet. Várias pessoas cercaram Renan durante a Convenção Nacional da Juventude do PMDB, que tinha como objetivo escolher um novo presidente para ala jovem da legenda. No final do evento, muitos disputavam para tirar fotos com o senador enquanto gritavam: "Renan, de novo, representando o povo!". "Enquanto as denúncias contra ele não forem provadas, ele continuará sendo um símbolo do partido", disse Gabriela Schwanke, do Rio Grande do Sul, após conseguir tirar uma foto com Renan.


Merval, Collor e Joaquim

O colunista Merval Pereira define Collor de Mello como integrante da ala que pratica "a politica tradicional negativa", porque é aliado do PT, Lula, Sarney e Renan. Seguramente, nesta linha, Merval aplaudiria Collor se o ex-presidente e senador fosse da ala progressista de FCH, Marina da Silva, Aécio Neves, etc. Merval sabe que ao retornar à politica, Collor teria que escolher um lado. Escolheu o de Lula e Dilma e não se arrepende. Não vejo onde nem porque Merval fazer drama por causa de uma pensada decisão politica do cidadão Collor. Ao mesmo tempo que critica Collor, Merval coloca nas nuvens o ministro Joaquim Barbosa como boa alternativa à Presidência da República. Resta saber se o presidente do STF realmente teria fôlego, votos e partido para enfrentar o desafio. Collor, por sua vez, tem tais credenciais.  Aguardemos.

sábado, 2 de março de 2013

Sarney luta pela manutenção dos benefícios da SUFRAMA para o Amapá


Imagem do áudio


O senador José Sarney (PMDB – AP), idealizador e maior defensor da ALCMS – Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, apresentou Projeto de Lei do Senado que vincula o tempo de funcionamento das ALCs – Áreas de Livre Comércio - da Amazônia Ocidental e de Macapá e Santana (ALCMS) - ao da Zona Franca de Manaus. O projeto, segundo Sarney, tem por objetivo corrigir descompasso existente na legislação sobre o assunto. O prazo inicialmente previsto para vigorar as ALCs era de 25 anos, mas uma lei de 1997 fixou a extensão para janeiro de 2014, porque na época esta era também a data prevista para o encerramento dos benefícios da ZFM. Mas, em 2003, por pressão da bancada federal do Amazonas e com a solidariedade de quase todos os parlamentares da Região Norte, o tempo de validade da ZFM foi prorrogado. No entanto, por pressão do lobby das indústrias do Sudeste, curiosamente em aliança com parlamentares do Amazonas, o benefício não foi estendido para as ALCs. Junto com as ALCs da Amazônia Ocidental, Macapá e Santana ficaram prejudicadas. Para José Sarney, reverter esta situação através de seu projeto “é uma questão de justiça, que pode garantir o equilíbrio federativo e reduzir as desigualdades sociais e regionais, imperativos constitucionais”. Ele propõe que os benefícios fiscais da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS) tenham o prazo de vigência até 2023. 

União política

O senador Sarney, mesmo duramente contestado por setores minoritários que sempre o criticaram por criar a ALCMS já em 1991, inconformado com a situação, conclama toda a sociedade amapaense e todas as cores partidárias para que se mobilizem pela aprovação do projeto: “essa é uma luta da qual não arredaremos um passo. É um momento de união de todas as forças do Amapá. Acima de qualquer diferença pessoal, está em jogo a soberania do estado para se garantir a manutenção de tudo que conquistamos”. Mostrando amadurecimento político e sensibilidade, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) se uniu à luta histórica de Sarney. Ele e o ex-presidente se encontram nesta segunda-feira, 4, em Brasília, para iniciar movimento de coleta de assinaturas para o projeto. Eles sabem que haverá fortes pressões de parlamentares amazonenses para não ocorrer uma renovação. Em entrevista no rádio, o senador Randolfe Rodrigues disse que reverter o quadro contrário ao funcionamento da ALCMS é a “prova de fogo” da Bancada Parlamentar Amapaense. Randolfe informou que já tratara do assunto com o senador Sarney. Randolfe Rodrigues reconheceu que Sarney sempre esteve certo e alertou que o não funcionamento da ALCMS significaria um grande desemprego em Macapá e Santana e reajustes imediatos, em torno de 15%, nos preços de pelo menos 50 produtos favorecidos por incentivos fiscais. 

Conquistas

O ex-presidente fez questão de lembrar, ainda, que o mais importante é não se esquecer que, graças a ALCMS, o Amapá também passou a ter acesso a recursos da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). “É o único estado da Amazônia Oriental com fomento garantido pela autarquia. Carreados para o estado, os recursos foram investidos em obras de infra-estrutura urbana, turística, logística, área social e de fomento ao desenvolvimento do Amapá, entre outras. Foram dezenas de milhões de reais aplicados desde a criação da ALC e muitas obras importantes para Santana e Macapá”. E fez questão de citar muitas dessas conquistas para o povo amapaense: “pátio de containers no Porto de Santana e equipamentos para o carregamento; implantação de infra-estrutura do Distrito Industrial de Santana; Terminal Hidroviário de Santana; conclusão da Praça Beira Rio; urbanização da avenida Claudomiro de Moraes; Urbanização da orla de Macapá; restauração da rodovia Duque de Caxias; pavimentação da rodovia Salvador Muniz (trecho Fazendinha/ Igarapé da Fortaleza), entre outras.” 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Gestão moderna: Michel Temer homenageia Sarney pelo mandato à frente do Senado



Presidente Dilma Rousseff também compareceu ao jantar que reuniu cerca de 200 convidados

Uma noite de homenagem e agradecimento a José Sarney. Com a presença de ministros, governadores de estado e da presidente Dilma Rousseff, a bancada do PMDB na Câmara e no Senado, compareceu em peso ao jantar oferecido pelo vice-presidente da República, Michel Temer ao senador José Sarney, na última quarta-feira (27). Cerca de duzentos convidados estiveram presentes no evento. Com mais de 50 anos de vida pública, Sarney deixou a presidência do Senado no último dia primeiro de fevereiro. Ao longo dos 4 mandatos em que esteve à frente do Senado, marcou sua gestão pela modernidade, valorização da comunicação e pela busca da transparência.  Durante o jantar no Palácio do Jaburu, Sarney sentou-se numa mesa ao lado da presidenta Dilma Rousseff, do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, do presidente do Senado, Renan Calheiros, da governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Também compôs a mesa a ministra Ideli Salvatti das Relações Institucionais. O senador Romero Jucá destacou a importância de Sarney para a unidade do PMDB. “A liderança de Sarney e seu espírito conciliador são fundamentais para a coesão do nosso partido”, afirmou.   O presidente do Senado, Renan Calheiros, ressaltou o empenho de Sarney à frente da presidência do Senado. “Sarney ajudou a modernizar o Senado, criou um eficiente sistema de comunicação, fez muito pelo país e como o presidente de um Poder, sempre soube assegurar a governabilidade do Brasil, mesmo nos momentos mais conturbados”, concluiu Renan.  O vice-presidente da República, Michel Temer, lembrou a trajetória política de Sarney e disse que o senador merece ser homenageado por várias razões. “Ex-presidente da República, governador, deputado federal, senador e membro da Academia Brasileira de Letras, em face da sua produção literária. A homenagem maior que se lhe deva fazer é por ter presidido o país no momento de sua transição democrática”, afirmou.

Novas regras de ajuda de custo a parlamentares serão promulgadas nesta sexta



O presidente do Senado, Renan Calheiros, assina nesta sexta-feira (29), às 12h, o Decreto Legislativo 210/2013, que disciplina o pagamento da ajuda de custo aos membros do Congresso Nacional no início e ao final de cada legislatura. Aprovado na quarta-feira (27) pela Câmara, o projeto de autoria da senadora licenciada e ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), extingue o 14º e o 15º salários de deputados e senadores. Em entrevista nesta quinta-feira (28), Renan Calheiros fez questão de ressaltar que a aprovação das novas regras vão aproximar o Congresso da sociedade. A ajuda de custo vinha sendo paga no início e ao final de cada ano, daí ter recebido na imprensa o apelido de 14º e 15º salários. A solenidade de assinatura do decreto vai ser realizada na sala de audiências da Presidência do Senado e deverá contar com a presença do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves.
– O Senado está fazendo uma reforma administrativa profunda, a Câmara extinguiu o 14º e o 15º salários e vamos dar continuidade à extinção de qualquer privilégio que seja detectado daqui para frente - prometeu Renan Calheiros.
O senador ressaltou que, em 2006, quando presidiu o Congresso, acabou com as convocações extraordinárias e reduziu o recesso parlamentar para 30 dias no fim do ano e 15 dias no meio do ano.
– Isso proporcionou uma economia de R$ 100 milhões. E essas convocações eram tidas como 16º e 17º salários. Eu lembrei isso para dizer que esse processo vai em frente - disse.
A agenda de Renan Calheiros inclui ainda uma visita, a partir das 10h, às instalações dos veículos de comunicação social da Casa.

Agência Senado

Veja também:

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Coluna do amigo Gilberto Amaral


Conclave I

Há expectativa geral sobre o conclave do qual resultará a eleição de um novo Papa, em substituição de Bento XVI. Conclave, expressão que vem do latim “cum clave”, significa com chave, pois, trata-se de reunião com clausura rigorosa dos cardeais, para a eleição de um novo Papa.

Conclave II

A primeira vez que se usou a expressão foi em 1274, pelo Papa Gregório IX. A motivação foi a demora na sucessão do Papa Clemente IV, que levou mais de um ano e meio. Ao inaugurar o ritual do conclave, Gregório IX quis prevenir a possibilidade de longa demora na escolha dos pontífices.

Conclave III

Aliás, como esta coluna noticiou ontem, o ex-Núncio Apostólico dom Lourenço Baldisseri será o secretário do conclave. Ele será o primeiro a saber o nome do Papa, pois, caberá a ele fazer o escrutínio dos votos, seja na primeira, segunda, terceira ou quarta votação. Só Deus sabe.


Dilma no Jaburu

No jantar de ontem oferecido pelo vice Michel Temer ao presidente José Sarney, a presidenta Dilma incorporou-se às autoridades presentes do PMDB para homenagear o grande homem público deste país que é José Sarney. Depois eu conto mais.


Especulação

O assunto na área da Secretaria da Receita Federal é saber quem substituirá Zayda Manatta no cargo de secretária-adjunta.

Engodo colossal

Reitero aos franciscanos de barro e professores de ética de meia pataca que considero uma farsa, um colossal engodo, a petição eletrônica contra Renan Calheiros. Gostaria de perguntar aos que choram pitangas no túmulo dos derrotados por Calheiros na disputa para a presidência do Senado e do Congresso, em qual armazém de secos e molhados foram comprar a garantia de que todos os milhões de “assinaturas” rosnando contra Renan são verdadeiras.


Farsa online

Uma marcante evidência da farsa online contra Renan foi revelada pelo ex-governador do Paraná e senador, Roberto Requião. Disse o parlamentar que, para provar a falta de consistência e legitimidade do papelucho contra Renan, escreveu o e-mail do próprio senador Calheiros na bolorenta petição. Ou seja, é impossível controlar e fiscalizar se a procedência do e-mail enviado é verdadeira.

Ponto intrigante

Também curioso e estranho que os jovens mancebos fantasiados de salvadores da Pátria, com o apoio de pingentes dos holofotes, tenham levado ao Senado caixas vazias da tal petição contra Renan. Creio que seria mais correto se imprimissem os milhões de “assinaturas” para mostrar ao Brasil e para o mundo a autenticidade da iniciativa.

Menor confiança

O otimismo dos comerciantes de todo o País quanto ao desempenho da economia, que vinha crescendo desde agosto na comparação anual do Índice de Confiança do Empresário do Comércio, cedeu -1,7% em fevereiro. A CNC divulga hoje os resultados do Icec.

Registro

O deputado Átila Lins registrou ontem, na tribuna da Câmara, a posse de Luciana Lóssio como ministra efetiva do Tribunal Superior Eleitoral. Ela ocupou a vaga destinada à advocacia, que pertencia ao ministro Arnaldo Versiani. Em tempo: com a posse, o TSE passa a ser o primeiro Tribunal Superior brasileiro com maioria de mulheres.


Condecoração

O presidente Sarney foi homenageado ontem, em seu gabinete, pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Ele recebeu das mãos dos desembargadores João Mariosi, presidente, e Dácio Vieira, corregedor e presidente eleito, a ordem do Mérito Judiciário no grau Grão-Colar, a mais alta condecoração concedida pelo TJDFT.

O que acontece por aí...


Viva o Rio!

Abraço o Rio de Janeiro com entusiasmo. São 448 anos de beleza e ternura. O mundo inteiro ama as belezas do Rio de Janeiro. Gostem ou não os pessimistas, rancororos e invejosos, o Rio jamais deixará de ser a legítima cidade maravilhosa de encantos mil. Não tentem falar mal do Rio de Janeiro na minha frente que viro bicho.

Relações exteriores em ação

Sob a presidência do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara Alta aprovou requerimentos do líder do PSDB, senador Alvaro Dias, convidando para comparecer á comissão o ministro Antônio Patriota e o secretário-geral da presidência da República, Gilberto Carvalho. A CRE aprovou também requerimento com a mesma finalidade, apresentado pelo senador paulista Aloisio Nunes, para que o embaixador de Cuba, Carlos Zamora Rodriguez, preste  esclarecimentos pela presença de agentes cubanos designados para acompanhar os passos da escritora e blogueira Yoani Sánchez no Brasil, além da participação de servidores do governo brasileiro no mesmo esquema.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Collor diz que setor da saúde em Alagoas está em estado crítico



Ao discursar em Plenário nesta quarta-feira (27), o senador Fernando Collor (PTB-AL) declarou que a situação da saúde pública em seu estado, Alagoas, é cada vez mais crítica. Disse também que, "dada a incapacidade, a inoperância e a letargia da administração do governador [Teotonio Vilela Filho, do PSDB], os prognósticos de solução são os piores possíveis". Segundo Collor, os problemas envolvem desde a deterioração e a carência de unidades, leitos e equipamentos até as condições de trabalho e remuneração dos profissionais da saúde, incluindo a falta desses profissionais e sua distribuição desigual pelos municípios.
– O povo alagoano está cada vez mais jogado à própria sorte quanto à oferta de serviços na rede pública de saúde – protestou o senador.
Como exemplo dessa situação, Collor informou que haveria, atualmente, 45 hospitais públicos fechados no interior do estado e que os dois principais hospitais de emergência de Alagoas estariam superlotados.
Outro ponto ressaltado pelo senador foi a situação dos médicos. Ele frisou que uma denúncia do Conselho Regional de Medicina aponta não só salários defasados para essa categoria, mas também a falta de estrutura para o exercício do trabalho. Nesse contexto, observou, a maioria dos jovens recém-formados busca oportunidades e melhores salários em outros estados. A distribuição desses profissionais é outra questão: quase 95% estariam concentrados na capital, Maceió.
– É por motivos como esses que os médicos fizeram uma greve de mais de dois meses para questionarem a postura do Executivo estadual – assinalou, acusando o governo local de manter "contratos de boca" com médicos que atuam no interior.
Ao reiterar que o governador de Alagoas precisa priorizar a saúde, Collor defendeu medidas como a valorização dos profissionais do setor e investimentos "pesados" nas unidades de atendimento. E ressaltou que é necessário encontrar "tanto soluções emergenciais quanto definitivas, criativas, mas também factíveis".

Agência Senado

Leia a íntegra do pronunciamento, clicando aqui. Ou confira o vídeo da TV Senado a seguir.