quarta-feira, 16 de junho de 2021

Tropa atabalhoada

A destrambelhada, atabalhoada e desesperada tropa sem choque de Bolsonaro, versada em shows apelativos de histerismo, falta de educação e subserviência ao governo, deu outro espetáculo deprimente, ridículo e patético, durante o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. O script de papelão do roteiro de destemperos dos serviçais do chefe da nação foi comandado pelo filho 01, do mito de barro, senador rei das rachadinhas, Flávio Bolsonaro. O senador (vá lá, vá lá) carioca, que não é titular nem suplente da comissão, usou as habituais armas de xingamentos e ameaças quando o presidente é acuado com argumentos, verdades e fatos. Wilson Witzel não se intimidou com os arreganhos do filho 01 do mito de plástico, chamando-o de "mimado e sem educação". Witzel repudiou o "linchamento moral" ao qual foi submetido e acusou Bolsonaro de ser o "único responsável pelo caos sanitário que abala o país, já perto de 500 mil mortos". Afirmou que o "Brasil não tem rumo", transformado por Bolsonaro numa "república chavista ao contrário". O depoente manifestou esperanças que será reconduzido pelo STF, ao cargo do qual foi apeado de "forma inaceitável". 

Amigo

O eficiente e dedicado chefe de gabinete do senador Fernando Collor, Joberto Sant'Anna, recebeu centenas de mensagens virtuais pelo aniversário. Reflexos da brutal pandemia que nos impede de abraços calorosos e fraternos nas pessoas que amamos e pelas quais temos apreço. Mermão Sant'Anna é carioca e torcedor sofredor do Botafogo, agora disputando a série B do Brasileirão. Otimista com as pessoas e com a vida, acredita que ano que vem o Botafogo retorna a elite do futebol brasileiro. Figuras mais com os pés no chão, ponderam que com o time medonho atual, o sagrado manto alvinegro acabe amargamente descendo a ladeira para a série C. Sant'Anna pertenceu ao valoroso plantel do inesquecível "Gerovital", onde despontaram craques como Fernando Collor, médicos Flory Machado, Remy Toscano, Paulo Lobo. Além de notáveis brasileiros como Roberto Azevedo, Valmir Campelo, Pedro Canedo, Aécio Neves, Augusto Heleno, Evandro Pinto Silva, Edmundo Figueiredo, Estênio Campelo e o escriba que vos fala. Nos campos de "pelada" no céu, craques como NIlton Santos, Didi e Garrincha,monstros sagrado que Sant'Anna viu jogar, que honraram a respeitada e temida camisa alvinegra, colocam as mãos na cabeça, desapontados com a decadência do time.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Cara-de-pau

Flagrado pela Polícia Federal com dinheiro na cueca, o medonho e patético senador Chico Rodrigues (DEM-RR) entra de deplorável pingente no noticiário da morte de  Marco Maciel (Correio - 13/6). Sem nenhum pudor, Chico traça, com a maior cara de pau, o perfil do ex-vice-presidente da República, ex-ministro, ex-governador, acadêmico e ex-senador, com palavras que conhece apenas pelo dicionário. E olhe lá: Como homem público de "conduta irretocável", "respeitado" e "exemplar cidadão". Homenagem do contra é isso. 

Perda de tempo

Ventos democráticos e sensatos das eleições israelenses seriam bem vindos ao Brasil, onde é imensa a polarização do pleito presidencial, entre Bolsonaro e Lula.  Em Israel, a coalizão de 8 partidos oposicionistas foi fundamental para derrotar e acabar com o que parecia impossível, a era Netanyahu. Nessa linha, no horizonte brasileiro, Bolsonaro e Lula, trocam farpas e passeiam na rinha sem dar a mínima para outros possíveis candidatos. Dão a  entender que além deles, não existem adversários. O tempo passa e caciques de partidos contrários a Lula e Bolsonaro parecem distantes da sabedoria política. Preferem seguir  enfadonhos devaneios pessoais. Amontoam especulações, conversas inconclusivas e intermináveis e fartas declarações dúbias. Perdem tempo em costuras que passam longe dos interesses coletivos. São políticos rodados e experientes eternamente fascinados pelo poder. Sem grandeza e desprendimento para trabalhar e exortar união em torno de um candidato que sensibilize e atraia o eleitorado, na disputa com Lula e Bolsonaro.


AGORA, JUNHO de 2021, que o assunto voltou ao noticiário, com a CPI da covid constatando e enfatizando que Bolsonaro, no começo da pandemia, fez pouco caso, tripudiando e sabotando a vacina CORONAVAC, simplesmente porque Dória foi o primeiro a tomar providências pelas compras de vacinas, recordo, com prazer e orgulho, que tive a primazia de SER O PRIMEIRO, LEITOR E REPÓRTER, a ESCREVER sobre o assunto, em texto PUBLICADO NO GLOBO, EM DEZEMBRO DE 2020, e posteriormente, no meu blog.

LIMONGI

JUNHO 2021

sábado, 12 de junho de 2021

Texto meu publicado no O Globo em 2/12/2020

ANTEVENDO A POLITICALHA EM TORNO DA VACINA CORONAVAC

VACINAS EM SÃO PAULO  

ENQUANTO BOLSONARO E ALQUIMISTAS DO PLANALTO OCUPAM O TEMPO CUIDANDO DA DISTRIBUIÇÃO DE CARGOS PARA APANIGUADOS DO "CENTRÃO", O GOVERNADOR JOÃO DÓRIA PREFERE ANUNCIAR QUE SÃO PAULO COMEÇA A VACINAR A POPULAÇÃO CONTRA A COVID-19 EM JANEIRO. ATITUDE SAUDÁVEL E BEM VINDA DE DÓRIA, VALIOSA PARA ALAVANCAR SUA CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.

 

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Amalucado

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, está entre o dilema, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Caso endosse a maluquice de Bolsonaro, contra o uso da máscara, está fadado a tornar-se irmão siames do ex-ministro, o serviçal fardado Eduardo Pazuello. Se discordar do atabalhoado presidente, o "tal Quiroga" cai em desgraça. Triste cenário da quadra brasileira. A mercê de atitudes desvairadas e irresponsáveis de um chefe da nação que torce para o Brasil alcançar, ainda em junho, o patamar desesperador de 500 mil mortos pela covid-19.


Caboclo

Rogério Caboclo é o novo alvo dos donos do monopólio da verdade. Não se pode condenar ninguém antes do julgamento. As acusações de assédio contra Rogério Caboclo precisam ser analisadas com rigor e isenção. Focadas na verdade e na serenidade. Sem afogadilhos e pré julgamento. Com chances para Caboclo apresentar sua defesa. Comprovadas as denúncias, que Caboclo sinta o peso dos rigores da lei. Inocentado, que retorne altivo ao comando do futebol penta campeão. Pelo qual trabalha com dedicação, esmero e eficiência. O presidente da CBF é surrado pelo chicote dos paladinos por correspondência. Fantasiados de policiais, carrascos e juízes. Notáveis figuras travestidas de santos e anjos. Que nunca erraram na vida. Com sangue nos olhos, execram e excomungam Caboclo. De tacape em punho, rotuladores hipócritas, arvorados de juízes, mandaram Rogério Caboclo para o pelotão de fuzilamento. Oportuno recordar Nelson Rodrigues, diante do time de oportunistas, desejosos de transformar a CBF em cardápio de ódio. Eterna turba ressentida pregoeira do caos. Adepta do quando pior, melhor: "Em todos os tempos, para cada gênio existem milhares de idiotas".

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Subserviente

Além de esmerado subserviente ao governo Bolsonaro, o tosco senador Marcos Rogério (DEM-RO), revela outro torpe desvio de conduta: desesperado, sem argumentos,  foi grosseiro e mal educado com o senador e médico baiano, Otto Alencar, o integrante mais idoso da CPI da covid-19. Alencar revidou no tom que a estupidez do transloucado Rogério merecia. Arrogante e pretensioso, ansioso para mostrar repugnantes serviços ao Palácio do Planalto, o enfadonho e empolado senador tem o patético costume de desapreciar as decisões do presidente Omar Aziz, do vice-presidente, Randolfe Rodrigues e do relator, Renan Calheiros. Quando mostra-se acuado diante das sandices que defende, Rogério tumultua os trabalhos da comissão, com provocações, intromissões e pérfidas ironias. Bolsonaro adora os rompantes infantis do servo Rogério. 

CNC revisa para cima projeção de vendas no varejo em 2021

Revisão, de 3,3% para 3,9%, foi motivada pelos dados divulgados hoje pelo IBGE. Retomada do auxílio emergencial e maior circulação de consumidores responderam por recorde mensal de vendas.

Com o maior avanço mensal nas vendas no varejo desde o início da série histórica (2000) em abril, divulgado nesta terça-feira (08/06), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para 3,9% a previsão de crescimento do consumo no setor para 2021. A previsão anterior era de 3,3%.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a forte recuperação do setor em abril, em relação a março, se deve a dois principais fatores: o impacto da nova rodada do auxílio emergencial e o aumento da circulação de consumidores. “Esse resultado anima ao mostrar que a recuperação pode ser mais rápida do que esperamos. O auxílio é sempre uma forma de estímulo ao consumo e, ao mesmo tempo, o varejo ainda é muito dependente da compra presencial, por isso temos repetido sobre a importância da imunização coletiva para a retomada econômica”, avalia Tadros.

Segundo acompanhamento do Google Mobility, embora a circulação de consumidores ainda não tenha se normalizado, houve aumento de 8,4% na presença de consumidores em áreas comerciais em abril, em relação a março. Levantamento feito com a ferramenta mostra ainda que o pior mês do varejo brasileiro (abril de 2020) coincidiu com a queda da circulação de consumidores em áreas comerciais.

Setor pode ter o melhor ano desde 2013

O economista da CNC responsável pela análise, Fabio Bentes, explica que vai ser determinante observar o comportamento do segundo semestre do setor, mas que a previsão, se confirmada, representaria uma guinada positiva para o comércio, consolidando sua melhor fase desde 2013, quando registrou um avanço anual de 4,3%.

“As vendas no mês voltaram a se situar acima do nível pré-pandemia, mas ainda predominantemente impulsionadas por segmentos considerados essenciais ou que passaram a ser mais demandados por conta da mudança dos hábitos da população”, aponta Bentes, lembrando que o desempenho econômico vai depender diretamente da contínua evolução da circulação de pessoas.

Os destaques em abril ficaram por conta das lojas de móveis e eletrodomésticos (+24,8%) e de tecidos, vestuário e calçados (+13,8%). Considerado ainda o conceito ampliado, sobressaíram os comportamentos das vendas no comércio automotivo (+20,3%) e nas lojas de materiais de construção (+10,4%). Apenas o ramo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios em geral, bebidas e fumo (-1,7%), que apareceu bem no último mês, acusou perdas.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Camila Amado: encontro marcado no céu

Camila Amado – a grande atriz e professora que nos deixou ontem – morreu sem realizar um desejo que tinha e contou em reportagem de O Globo, há cerca de 10 anos. Ela queria escrever a biografia de outro grande de seu tempo: o produtor, cineasta e professor Djalma Limongi.

Irmão dele, o jornalista Vicente Limongi faz sua aposta: “Agora Camila e Djalma terão tempo nas varandas floridas do céu. Quando ela acabar, os anjos trarão o livro para Nelsinho Motta, grande amigo do Djalma, escrever o prefácio”.

https://www.annaramalho.com.br/camila-amado-encontro-marcado-no-ceu/

Franciscano

O franciscano de plástico, Eduardo Girão, enfiou na cabeça que é enviado de Deus. Fantasiado de homem puro para salvar os pecadores do planeta e da CPI da covid. Dorme com sandálias da blasfêmia. O que seria dos bons espíritos se Girão não existisse? O "paz e bem" da boca para fora do loroteiro Girão ecoa como lições de  cinismo e oportunismo, na comissão. Desagradável e empolada figura que usa em vão o nome de Allan Kardec para exibir toda sua colossal subserviência ao Palácio do Planalto. #xôgirão.

Eras esportivas

No artigo "Não tem mocinho" (Correio - 5/6), Marcos Paulo Lima fala em "promiscuidades esportivas em todos os governos". Senta a pua. Sem dó nem piedade. Generalizações são perigosas e injustas. O autor inclui a era Collor no arrazoado. Mas recorda ações nada republicanas apenas de Itamar Franco, sucessor de Collor. O bom senso recomenda esclarecer que o presidente apeado do cargo, não teve nada a ver com decisões esportivas atabalhoadas do vice que assumiu o posto. Collor, por sua vez, como presidente, criou a Lei Zico, que modernizou a legislação esportiva. Zico foi secretário de Esportes do governo Collor, de 1990 a 1991.

Justo apelo de Luiz Solano

Vejam no jornal DF-NOTÍCIAS, matéria sobre o Setor Comercial Sul, focalizando  o brilhante trabalho que a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e o GDF, fazem naquele setor. É hora da soma de todos os empresários, comerciantes,profissionais liberais, gerentes e funcionários de bancos e de pessoas que circulam pelo local. O SCS precisa da ajuda de todos. 

Luiz Solano 

sábado, 5 de junho de 2021

Democracia e hierarquia Militar

Por Arthur Virgílio Neto

Eu sou filho do senador Arthur Virgílio Filho, que foi líder do PTB na Câmara dos Deputados e também no Senado Federal e líder do governo João Goulart. Acompanhei, ainda muito jovem, toda agonia do regime ditatorial e aprendi uma lição: com hierarquia militar não se brinca.

 

O presidente João Goulart, que era amigo do meu pai e pessoa estimada por nossa família, cometeu o erro de aceitar a homenagem aos sargentos, à época, contra a vontade de seus superiores hierárquicos. Não havia necessidade de se fazer isso, existiam outras formas de homenagear os sargentos, que o queriam tão bem, sem rasgar essa coisa sagrada aos militares que é a hierarquia.

 

Goulart aceitou que se fizesse um grande comício em frente à Central do Brasil, ao qual estive presente com o meu pai, pelas reformas de base e que, na verdade, já era uma reação ao golpe de Estado que se armava contra ele. Aquilo soou como uma provocação ao Exército e a base militar de apoio ao presidente foi diminuindo. A ideia da quebra de hierarquia foi vital para que o presidente Goulart perdesse o apoio do general Amaury Kruel, comandante do poderoso segundo Exército, e do general Peri Bevilacqua, outro importante líder militar.

 

O que estou tentando comparar é essa situação do governo de Goulart com o caso Pazuello. Vejo que o presidente Bolsonaro conseguiu levar chefes militares a cometerem um grande erro, de não terem aplicado a punição que o caso exigia. Poderia punir e depois nomeá-lo no cargo que quisesse, mas aparentemente ganhou essa batalha contra os comandantes da força a que pertence o general Pazuello. Entretanto, tenho certeza que não ganhou o Exército. 

 

General Edson Pujol, ex-comandante do Exército, que saiu porque negou ao presidente Bolsonaro o Estado de Emergência, saiu fortalecido. Não foi bom para Bolsonaro. Dessa vez, no caso Pazuello, ele conseguiu o apoio do chefe da força, mas não da maioria da força, daqueles que realmente representam o Exército Brasileiro. Um fato lamentável, dentro de qualquer conceito de democracia que ainda estamos amadurecendo.

 

Quaisquer fatos que envolvam hierarquia militar ou militares da ativa são delicados e devem ser tratados com muita seriedade. João Goulart não percebeu que tinha permitido que seu governo se desalinhasse dos ideais militares, com a quebra da hierarquia. Chegou ao ponto em que todo o Exército foi se unindo em torno da ideia de golpe, que era apoiado pelos governadores Carlos Lacerda, da ainda Guanabara; Adhemar de Barros, de São Paulo; e Magalhães Pinto, de Minas Gerais.

 

Não vejo Bolsonaro no caminho do golpe, porque não vejo o Exército nesse caminho, da mesma forma que não vejo a Marinha e nem a Aeronáutica. Vejo as Forças Armadas firmemente postas na direção da legalidade. Portanto, o ato de não punição pela grave infração cometida por um militar da ativa é uma falsa vitória. Perderia todas as minhas ilusões, se não estiver completamente certo.

 

Num outro episódio, eu era líder da oposição do governo Lula quando houve a demarcação das terras chamadas de Raposa Serra do Sol. O general Augusto Heleno se manifestou contra a medida. Subi à tribuna e, com todo respeito e apreço que tinha à figura do general, disse que estava inteiramente fora dos eixos na sua posição, porque há proibição clara de manifestação política por parte de militar da ativa. Se quer falar que vá para reserva, então.

 

Encho-me de orgulho ao perceber que não há mais golpe, que o Exército está firmemente engajado na defesa da democracia. Os comandantes passam, mas o Exército Brasileiro fica enraizado no seu compromisso democrático.

 

Sobre o autor

 

Diplomata, foi deputado federal, senador, líder por duas vezes do governo Fernando Henrique Cardoso, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, líder das oposições no Senado ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e três vezes prefeito da capital da Amazônia - Manaus. 

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Médica do bem

A bela médica Luana Araújo mostrou, com clareza, firmeza, personalidade e competência, na CPI da covid-19, porque teve o nome rejeitado pelos despudorados e serviçais alquimistas palacianos, para assessorar o ministro da Saúde: é profissional que exalta e defende os rigores da ciência, julga o uso da cloroquina uma "discussão delirante" e deplora manifestações debochadas e infames contra a importância das vacinas. "Me dói", sintetizou e lamentou a infectologista Luana, ao ver vídeos com declarações estapafúrdias de Bolsonaro, sobre o assunto. A médica não escamoteou perguntas dos senadores e foi rígida e firme com ineptos e abjetos senadores governistas que tentaram, em vão, despreciar suas afirmações, profissionalismo e esclarecimentos.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

CNC aumenta para 3,8% projeção de crescimento do PIB em 2021

 

Apesar da lentidão no processo de imunização da população, entidade prevê segundo trimestre estável para a economia do País

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aumentou de 3,2% para 3,8% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em 2021. A projeção tem como base o resultado positivo divulgado nesta terça-feira (01/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra que o PIB brasileiro cresceu 1,2% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com os três meses imediatamente anteriores – o maior avanço para um primeiro trimestre desde 2011 (+1,4%).

A expectativa da CNC é que o PIB se mantenha estável no segundo trimestre de 2021. De acordo com o presidente da Confederação, José Roberto Tadros, a adoção de medidas restritivas em abril tende a prejudicar o consumo das famílias, principal agregado sob a ótica da demanda. “Quatro fatores podem dificultar um crescimento mais vigoroso da economia no transcorrer deste ano: um possível recrudescimento da pandemia diante do aumento recente no número de casos e da lentidão no processo de imunização da população, inflação elevada, desemprego em alta e o risco de uma crise energética diante do nível historicamente baixo dos reservatórios das hidrelétricas”, afirma Tadros.

Apesar desses riscos, o resultado acima do esperado e o cenário potencialmente mais positivo da vacinação no segundo semestre levaram a entidade a revisar as projeções para cima. Somado à elevação de 11,2% no acumulado do segundo semestre do ano passado, o avanço do PIB no primeiro trimestre de 2021 elevou o nível de atividade econômica ao mesmo patamar verificado antes da disseminação da covid-19. O PIB brasileiro totalizou R$ 7,65 trilhões nos últimos quatro trimestres encerrados em março.

Consumo das famílias recua

Sob a ótica da produção, destacaram-se a agropecuária (+5,7%), os serviços de transportes (+3,6%) e as indústrias extrativas (+3,2%). Mesmo ainda afetado pelo isolamento social, o comércio seguiu o ritmo de expansão da economia, oscilando +1,2% – maior taxa positiva para esse período desde 2018 (+1,3%). Das doze atividades pesquisadas, apenas a indústria de transformação (-0,5%) e os serviços públicos, como educação, saúde, defesa e seguridade social (-0,6%), apresentaram recuos no período.

Pelo lado da demanda, após crescerem 20% no quarto trimestre de 2020, os investimentos desaceleraram (+4,6%), mas garantiram o avanço no nível de atividade, na medida em que o consumo das famílias (-0,1%), o consumo do governo (-0,8%) e o setor externo (-7,9%) contribuíram negativamente. “O desempenho negativo do consumo das famílias no primeiro trimestre pode ser atribuído a uma série de fatores econômicos, como a elevação do nível geral de preços e o avanço do desemprego. Contudo, a intensificação do isolamento social ao longo dos três primeiros meses do ano contribuiu significativamente para a queda do consumo”, explica Fabio Bentes, economista da CNC responsável pelo estudo.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Livro importante e essencial

 

O novo livro do professor, Mestre e Doutor em Educação, Carlos Augusto Sanches,"Epopéia Italiana em Manaus", é essencial e importante para historiadores e público em geral desejosos em conhecer pormenores marcantes da epopeia italiana no Amazonas e no Brasil. Recomenda-se que o livro de Sanches passe a ser encontrado, estudado e pesquisado nas bibliotecas públicas e particulares. Por rigorosa exigência histórica e sentimental. Sanches já merecia ser imortalizado pela Academia Amazonense de Letras. 
Segundo o autor da magnífica obra, "A imigração italiana em Manaus tem sua essência nos movimentos migratórios condicionados a expansão do capitalismo europeu que direcionou para o continente Americano e especificamente Manaus, foco do estudo". Relata Carlos Sanches que famílias italianas se estabeleceram nas atividades mercantis e profissionais na Amazônia. O próprio Sanches é da família Conte. "Em Manaus, revela Sanches, as famílias Conte, Russo, Calderaro, Aronne, Celani, Biondi, Pelosi, Limongi, Cardelli, Desideri e Faraco". Em Belém, prossegue o escritor, se estabeleceram as famílias Grisolia, Conte, Falesi, Verbicaro, Mileo, Calderaro, Florenzano, Vallinoto, Megale, Priante, Savino, Cerbino, Libonati e Tancredi". Na construção da sociedade amazônica também contribuíram muitos imigrantes com seu trabalho anônimo de engraxates, jornaleiros, verdureiros, carregadores, estivadores, ferreiros e vendedores ambulantes. "Uns ofereciam seus serviços de porta em porta como consertos de sombrinhas e utensílios domésticos; outros tinham banca de engraxate próximo do terminal de trem ou no comércio, onde também consertavam sapatos". Prossegue Carlos Sanches: "Na Amazônia predominou os imigrantes vindos da Itália Meridional, de regiões como Calábria, Basilicata e Campânia. Ocorreu também emigração da Itália Setentrional, das províncias de Vêneto, Lombardia, Ligúria, Emilia Romagna, da Itália Central e das províncias de Toscana e Lazio."
Na página 147, Sanches lista famílias calabresas, lucanas e campanas, que chegaram até o início do século XX ao Pará e ao Amazonas. Segundo região de origem e cidade de destino. Meu xará e avô paterno aparece na lista como o número 50: Limongi Basilacata Potenza Maratea Manaus. Tenho orgulho da odisséia vigorosa do meu avô. Desfrutamos de bons momentos. Costumava ir na Sapataria Limongi, fundada por ele. Nossa família era numerosa e unida. A emoção do neto de 76 anos de idade, sugere que eu  respire fundo para então prosseguir contando trechos do fascinante livro de Carlos Sanches.
Na foto da capa, aparecem Sanches e a mulher, Íris Paula da Silva Sanches, vestidos com trajes da época dos imigrantes italianos. Voltando à família do imigrante Conte: a senhora Filomena Conte casou-se com o senhor Jesus Benito Sanches. Tiveram 5 filhos, entre eles, o autor do livro. Carlos Sanches sublinha que a história dos imigrantes italianos, continua sendo escrita através de seus descendentes. "Uma história de gente corajosa, amante do trabalho digno. Uma gente brava e gentil, ao mesmo tempo rude e carinhosa que ajudou com seu suor a forjar as bases da economia de Manaus".
Outro personagem do livro é o advogado Délio Conte, filho do imigrante Domingos Conte, um dos grandes comerciantes no ramo de sapataria, a exemplo do imigrante Vicente Limongi, nas duas primeiras décadas do século passado. Délio recorda passagens de Manaus dos velhos tempos. Onde é a sede do Rio Negro Clube e a Praça da Saudade foi o Cemitério São José. Havia o Aeroporto de Ponta Pelada, de chão barrento. Os bondes eram meios de transportes. Profissões daquela época eram carvoeiro, geleiro, açougueiro, peixeiro e vendedor de frutas. A graxa Amazônia foi inventada pelo pai dele, Domingos.
Délio falou de um rapaz chamado Cecílio Cabral, irmão de Bernardo Cabral. Conhecido como Caroço. Caroço foi beber no bairro de Flores, num quiosque no final da linha do bonde. "Caroço tinha um físico avantajado e ocorreu um desentendimento com um policial que atirou e matou Caroço. Bernardo Cabral cursou Direito e se formou em advogado. Se tornou Delegado de Polícia, exerceu vários cargos importantes e por fim foi Ministro da Justiça no Governo de Fernando Collor de Mello".




Deboche

Mais duas insanidades ultrajantes e irresponsáveis do irrecuperável Bolsonaro. Autorizar a realização da Copa América e nomear o subserviente general Eduardo Pazuello para exercer funções relevantes no governo. Na verdade, em respeito às normas disciplinares das Forças Armadas, o ex-ministro da Saúde deveria ser exemplarmente punido por participar de ato político com Bolsonaro. O mito de barro também expõe ao ridículo as valorosas Forças Armadas. "O patrono do Exército, Duque de Caxias, está de luto", lamentou o ex-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), tenente-brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla, em entrevista ao Estadão. As duas decisões do debochado chefe da nação humilham o bom senso e agridem familiares dos já perto de 500 mil brasileiros mortos pela covid. #ansiadevômito.

 Circo sem pão na Cova América

Em absoluto desrespeito aos cerca de 500 mil mortos pela Covid-19, o desgoverno Bolsonaro, de forma rápida – como não teve para comprar vacinas, decidiu acolher um torneio de futebol em nosso país.

Apesar das centenas de milhares de mortes, milhões de desempregados e de pessoas passando fome, o governo negacionista de Bolsonaro prossegue na sua política genocida de imunidade de rebanho, não importando quantas mortes de brasileiros e brasileiras ainda ocorrerão.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) repudia esta decisão criminosa e apela ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal que impeçam esta medida insana e irresponsável.

 

Paulo Jerônimo de Sousa “Pagê”

Presidente da ABI