Demorou, mas o vice-presidente Hamilton Mourão caiu na vil, destrambelhada e desastrada esparrela de Bolsonaro (Correio - 11/5). A seu ver, a CPI da Covid possibilitou a volta de nomes esquecidos da política, "vestindo camisola de virgem". A debochada e vulgar fúria de Mourão contribui mais ainda para o acirramento dos ânimos. O chefe da nação, o vice Mourão e outros agressivos e grosseiros figurões governistas, trocam a civilidade do diálogo pelo açodamento do confronto. Colecionam intermináveis e inacreditáveis sandices e tiros nos pés. Nessa linha, soam como lúcidos e bem vindos os repúdios do general Otávio Santana do Rêgo Barros, no artigo intitulado"Em tempos do cólera", também no Correio de 11/5: "Reações que levam à irracionalidade e a crenças rígidas como o negacionismo, a rejeição das vacinas e a busca de bodes expiatórios. Reações que suscitam odiosos ataques muitas vezes apócrifos ao indivíduo em vandalismos amorais. São ares que respiramos aqui em terras de Santa Cruz".
terça-feira, 11 de maio de 2021
Operação Vitoriosa #2
GOSTEI DE VER QUE AINDA TEMOS JORNALISTAS E JORNAIS QUE NÃO GLAMOURIZAM CRIMINOSOS E MARGINAIS EM DETRIMENTO DE BRAVOS POLICIAIS QUE MORREM NO CUMPRIMENTO DO DEVER EM DEFESA DA SOCIEDADE E DELES TAMBÉM ..........Agenor
Arthur defende prévias para 2022 e diz que é preciso quebrar polarização nas eleições presidenciais
Ex-senador, ex-prefeito de Manaus e com a marca de grande defensor da Amazônia, Arthur Virgílio Neto agora quer levar a discussão sobre a importância da floresta à República do país. Pré-candidato às prévias do PSDB para presidência, Arthur acredita que essa é uma ótima oportunidade para dar um choque de realidade no Brasil quanto às políticas ambientais.
“Minha candidatura às prévias nacional é para, também, levar discurso muito forte do Amazonas, para tirar de vez a ilusão daqueles que pensam que falar de Amazônia é provinciano. Eu considero que essas pessoas estão entorpecidas e precisam levar um choque de realidade”, defende o tucano, que tem mais de 40 anos de vida pública, sendo um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e atual presidente da executiva estadual no Amazonas.
“O Amazonas será sempre minha preocupação central, porque deve ser a preocupação central dos brasileiros. A floresta amazônica é saída para a grande crise econômica brasileira, é o maior banco genético do mundo e pode dar uma indústria de biotecnologia que redima esse país. Sempre vou pensar no Amazonas e terei participação muito ativa nas eleições de governador e senador do Estado”, completou Arthur Neto.
Além da preservação da floresta, do desenvolvimento sustentável e de uma forte corrente econômica a partir da biodiversidade, Arthur também defenderá em seu discurso a criação de um movimento entre os partidos de centro, a partir da união e convergência de ideais, a fim de despolarizar as eleições presidenciais de 2022.
“Creio que temos todas as condições para escolher um candidato forte e competitivo. Tem que haver uma grande compreensão dos partidos, as propostas devem ser claras e os compromissos nítidos. Temos que estabelecer um centro parecido com o que se vê atuar na Europa e esquecer de uma vez aqueles estigmas de cargos, posições e nomeações. Agora, é uma hora de vida ou morte para o futuro do país”, aponta Virgílio.
Ainda segundo o ex-senador tucano - que foi líder do governo Fernando Henrique Cardoso e líder das oposições no Senado ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva - é preciso tempo para se mobilizar as militâncias e os partidos em torno desse candidato de centro forte e competitivo. “Eu entendo que o ideal seria termos força para quebrar essa polarização e, para isso, é preciso ter tempo para discussão no partido, do partido com suas bases e com as cidades todas do país, por isso prego prévias para 2022”, disse.
As prévias do PSDB para presidência da República estão, inicialmente, marcadas para outubro, mas há uma discussão para que se adie a votação para o ano que vem.
domingo, 9 de maio de 2021
Operação Vitoriosa #1
EXCELENTE ........CONCORDO INTEGRALMENTE ........PARABÉNS ..........É UMA PENA QUE GRANDE PARTE DOS JORNALISTAS NÃO APROVE A MORTE DE BÁRBAROS CRIMINOSOS QUE DIARIAMENTE ATERRORIZAM O POVO E NÃO VALORIZE O BRAVO TRABALHO DE POLICIAIS QUE MORREM NO CUMPRIMENTO DO DEVER EM DEFESA DA SOCIEDADE ............. Agenor
Queiroga e Bolsonaro
Pelo andar da brutal pandemia, Bolsonaro continuará tendo pesadelos com a CPI da covid 19. Matérias do Correio Braziliense de 9/5 com os senadores Renan Calheiros e Omar Aziz, salientam que o governo ainda não terá sossego nos trabalhos da comissão. O presidente da CPI, Omar Aziz, afirma que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, voltará a ser ouvido na comissão. Aziz argumenta que Queiroga deixou a desejar no primeiro depoimento. Por sua vez, o relator Renan Calheiros garante, com firmeza e clareza, que Bolsonaro não será poupado, caso as investigações apontem que o chefe da nação teve envolvimento direto no agravamento das mortes pela infecção do coronavírus no Brasil.
Operação vitoriosa
Politizaram a operação policial em Jacarezinho. Lágrimas de crocodilo dominaram o noticiário. Aproveitadores e fariseus se fartaram. Policiais revidaram, como era o esperado, depois que foram recebidos a tiros pelos bandidos. Os policiais agora são vilões. Os bandidos, traficantes, marginais, assassinos e aliciadores de menores para o tráfico, mortos pela polícia, tornaram-se vítimas indefesas. Coitadinhos. Na próxima operação os policiais irão desarmados. Será a "operação ternura". Com flores para os traficantes. Dependendo da hipocrisia, demagogia e cretinice de alguns partidos, a corja de bandidos mortos acabará beatificada pelo Vaticano. As imagens aéreas mostram bandidos armados pulando de casa em casa, tentando fugir do cerco policial. Alguns beócios, simpatizantes dos assassinos, choram pitangas porque a polícia não prendeu ninguém. Melhor assim. Bandido bom é bandido morto, ensinava Sivuca, ex-policial civil que virou político. Endosso o depoimento de uma autoridade policial, fazendo um balanço da operação. "A meu ver a operação só teve uma falha: a morte de um policial". Por último, é curioso como em menos de 24 horas da operação, a comunidade foi imediatamente tomada por ricos, enormes e elaborados cartazes, faixas e megafones. Todas de repúdio aos policiais. Pagos por quem? Por alguns partidos?Pelos ambulantes da comunidade? Por Ongues, exploradoras dos cofres públicos? Por entidades dos direitos humanos para desumanos? Tenho ânsia de vômito.
sábado, 8 de maio de 2021
MÃE É ANJO ILUMINANDO A VIDA
Mãe é ser humano que encanta o universo. Eu e minhas irmãs, Rosina e Nazaré, saudamos e beijamos nossa amada Alcy. No céu, mamãe e o querido irmão, Djalma, embelezam as estrelas. Neste 10 de maio nossa inesquecível Alcy completaria 104 anos de idade.
Mãe sublime
quinta-feira, 6 de maio de 2021
Discurso memorável, irretocável e incisivo do relator Renan Calheiros, na abertura dos trabalhos da CPI da covid 19. Os homens de bem não temem Renan Calheiros. Só os outros.
O SR. RENAN
CALHEIROS (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/MDB - AL. Como Relator.) –
Sr. Presidente desta Comissão Parlamentar de Inquérito, Sr. Vice-Presidente,
Srs. Senadores, desejo inicialmente agradecer aos Senadores do meu partido, na
pessoa do Líder Eduardo Braga, que me confiaram a tarefa no momento histórico
mais grave e trágico da Nação brasileira. Quero agradecer ao querido amigo Omar
Aziz, a quem devo a minha designação para relatar esta importantíssima
Comissão; meu querido amigo Humberto Costa, grande Líder e excepcional Ministro
da Saúde; Otto Alencar, querido amigo, que não se quedou, em nenhum momento,
diante do despropósito de uma liminar de primeira instância que objetivava
subtrair competência do Congresso Nacional e impedir o livre exercício do papel
de cada Senador, inclusive com censura prévia; Tasso Jereissati, referência
política, ética, moral, um dos maiores líderes da vida nacional e referência
para todos nós nesses momentos de Comissão Parlamentar de Inquérito.
Estendo, evidentemente, a gratidão aos Senadores das
demais legendas que subscreveram para que eu pudesse sistematizar uma caudalosa
investigação que ora se inicia e que será, como todos sabem, árida e
acidentada, mas exitosa, tenho certeza.
Quero parabenizar também o Senador Randolfe Rodrigues
pela iniciativa humanitária, agora, Vice-Presidente da Comissão.
Faço ainda uma referência especial ao Supremo Tribunal
Federal, que não tem faltado à Nação brasileira na defesa altiva da nossa
Constituição terrivelmente democrática.
Eu quero também cumprimentar este amigo querido Ciro
Nogueira, grande líder, amigo dileto. Para além de eventual qualquer
divergência, eu sou amigo de muita gente aqui no Senado Federal, nesta Comissão
também muito mais, mas nenhum é mais meu amigo quanto meu amigo é o Senador
Ciro Nogueira.
Quero cumprimentar o Marcos Rogério; o Marcos Do Val; o
Eduardo Girão; o Jorginho; o Fernando Bezerra, esse amigo querido e dileto; o
Alessandro Vieira – e eu já falarei aqui da importância fundamental das suas
sugestões para que nós possamos iniciar esse trabalho.
Eu tenho certeza de que, para além de qualquer
divergência inicial, o que nos compete é construir alianças para que esta
Comissão de Inquérito possa caminhar cada vez mais com absoluta maioria
construída em torno da busca da verdade. Esse é o propósito de todo mundo, como
disse o Presidente Omar, haja o que houver.
Como Relator, eu me pautarei pela isenção e
imparcialidade que a função impõe, e, independentemente de minhas valorações
pessoais, a investigação será técnica, profunda, focada no objeto que
justificou a Comissão Parlamentar de Inquérito, e despolitizada.
É impossível esquecer todos os dias fúnebres em mais de
um ano de pandemia, mas é impossível apagar abril, o mês mais mortal, e apagar
o dia 6 de abril, com uma morte a cada 20 segundos. Esses números superlativos
merecem uma reflexão, merecem um momento, mesmo que seja de 20 segundos.
Presidente, eu queria pedir a V. Exa. 20 segundos de
silêncio para que com eles nós possamos homenagear aqueles que morreram por
Covid no Brasil, as suas famílias, aqueles que estão acometidos da doença e
aqueles que, lamentavelmente, ficaram sequelados.
(Soa a
campainha.)
(Faz-se 20 segundos de silêncio. )
O SR. RENAN
CALHEIROS (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/MDB - AL) – Por isso, Srs. Senadores,
Sras. Senadoras, nós estamos discutindo aqui o direito à vida, não se alguém é
da direita ou da esquerda. Minhas opiniões ou impressões serão subordinadas aos
fatos. Serei Relator das minhas convicções, mas serei igualmente o redator do
que aqui for apurado e comprovado. Nada além, nada aquém.
A CPI não é uma sigla de comissão parlamentar de
inquisição; é de investigação. Nenhum expediente tenebroso das catacumbas do
Santo Ofício será utilizado. A CPI, alojada em uma instituição secular e
democrática, que é o Senado da República, tampouco será um cadafalso com
sentenças prefixadas ou alvos selecionados.
Não somos discípulos nem de Deltan Dalagnol, nem de
Sergio Moro; não arquitetaremos teses sem provas ou PowerPoints contra quem
quer que seja. Não desenharemos o alvo para depois disparar a flecha. Não
reeditaremos a República do Galeão. Agindo com imparcialidade, a partir de
decisões coletivas, sem comichões monocráticos, ninguém arguirá nenhum tipo de
suspeição no futuro desse trabalho.
Os verdugos são inservíveis ao Estado democrático de
direito. Eles negaram apoio à Comissão Parlamentar de Inquérito. Negaram, por
todos os meios, a chance de que ela fosse instaurada. Agora, tentaram negar que
ela funcione com independência. O negacionismo em relação à pandemia ainda terá
que ser investigado e provado, mas do negacionismo com relação à CPI da Covid
já não resta a menor dúvida.
As CPIs vicejam quando os canais tradicionais de
investigação se mostram obstruídos e isso é um ensinamento histórico. Aqui, em
uma Casa de verdadeiros democratas, que convivem e respeitam a divergência
diuturnamente, são respeitados o contraditório, o sagrado direito à defesa, a
presunção da inocência e a paridade de armas, garantias civilizatórias que
tanto foram negligenciadas nos últimos tempos no Brasil e que só contribuem
para reprovável erosão das instituições.
Não estaremos – queria repetir – investigando nomes ou
instituições, mas fatos e os responsáveis por eles. As gestões do Ministério da
Saúde evidentemente podem ser apuradas, podem ser investigadas a fundo – ainda
não é o caso –, mas não é o Exército Brasileiro que estará sob análise,
instituição permanente de Estado cuja memória remete para os 454 mortos em
combate na Segunda Guerra Mundial, com o universo de 25 mil pracinhas que foram
para a Itália. Esse pequeno número de baixas reflete a liderança de um
estrategista de guerra. Imaginem, Srs. Senadores, Sr. Presidente, um
epidemiologista conduzindo nossas tropas lá em Monte Castello!
Na pandemia, o Ministério da Saúde foi entregue a um
não especialista, a um general. O resultado fala por si só: no pior dia da
Covid, em apenas quatro horas, o número de brasileiros mortos foi igual ao de
todos que tombaram nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial. O que teria
acontecido se tivéssemos enviado um infectologista para comandar nossas tropas?
Provavelmente um morticínio, porque guerras se enfrentam com especialistas,
sejam elas guerras bélicas ou guerras sanitárias. A diretriz é clara: militar
nos quarteis e médicos na saúde! Quando se inverte, a morte é certa, e foi isso
que lamentavelmente parece ter acontecido. Temos que explicar como, por que
isso ocorreu.
Estaremos, aqui – e já me encaminho para encerrar –,
para averiguar fatos e desprezar farsas. Para tanto, usaremos das instâncias
técnicas do Estado, da Polícia Federal, do Ministério Público, do Tribunal de
Contas da União, da Consultoria do Senado e outros organismos que se fizerem
necessários. A Comissão será um santuário da ciência, do conhecimento e uma antítese
diária e estridente ao obscurantismo negacionista e sepulcral, responsável por
uma desoladora necrópole que se expande diante da incúria e do escárnio
desumano. Essa será, Presidente Omar, a Comissão da celebração da vida, da
afirmação, do conhecimento e, sobretudo, da sacralização da verdade contra o
macabro, o oculto, a morte e contra o ódio. Os brasileiros têm o direito de
voltar a viver em paz.
Ao contrário do que vociferavam os franquistas do
início do século – abro aspas: "Viva a morte! Abaixo o
conhecimento!", fecho aspas –, estaremos aqui para proclamar, dia após
dia, viva a ciência, glória ao conhecimento, respeito à vida! Tenham absoluta
certeza de que este fórum – e anoto a qualificação e experiência aqui reunidas
– será uma fonte permanente de reposição e resgate da verdade por sua
capacidade intrinsecamente regeneradora.
Já seria muito importante nesta fase que nós andamos
dar um basta à mentira, à mentira que lamentavelmente sufocou a sociedade
brasileira durante esses últimos tempos. Entre a ciência e a crença, fico com a
ciência. Entre a vida e a morte, a vida eternamente. Entre o conhecimento e o
obscurantismo, óbvio, escolho o primeiro. Entre a luz e as trevas, a
luminosidade. Entre a civilização e a barbárie, fico com a civilidade. E, entre
a verdade e a mentira, lógico, a verdade sempre. São escolhas simples que opõem
o bem ao mal, e creio que todos nesta Comissão convergem com relação a esse
sentimento.
Nossa cruzada será contra a agenda da morte. Contrapor
o caos social, a fome, o descalabro institucional, o morticínio, a ruína
econômica, o negacionismo não é uma predileção ideológica ou filosófica; é uma
obrigação democrática, moral e humana. Os inimigos desta relatoria são a
pandemia e aqueles que, por ação ou omissão, incompetência, desídia ou
malversação, se aliaram ao vírus e colaboraram de uma forma ou de outra com
esse morticínio.
A discussão aqui, embora muitos anseiem deliberadamente
rebaixá-la ou até mesmo embaçá-la, é muito mais abrangente. Esta não é apenas
mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito, como disse o Presidente Omar Aziz;
no contexto histórico, humanitário e social, ela é a principal Comissão
Parlamentar de Inquérito de todas as Comissões que aqui se formaram, porque
estaremos tratando de vidas, do futuro e da esperança, estaremos proclamando,
acima de tudo, valores civilizatórios. Em detrimento de achismos medievais,
estaremos defendendo a vida, o conhecimento, a ciência, a civilização, as
instituições, o SUS e a própria democracia.
Vamos dar um basta aos suplícios, à inépcia e aos
infames. Não deixaremos de lembrar diariamente o tamanho da nossa tragédia que
hoje já lembramos aqui. Os brasileiros estão morrendo em uma velocidade
assustadora. Não temos tempo a perder com manobras regimentais, obstruções, diversionismo,
politiquices e chicanas. Nossa missão é interromper esse cronômetro da morte ao
qual me referi no início. Não estamos diante de uma Comissão Parlamentar de
Inquérito para maquinar as ações persecutórias. Não estamos aqui diante da
atenção integral da Nação e do mundo para brindar ninguém, engavetar,
tergiversar ou procrastinar.
Tudo será investigado, como exige a carta democrática,
de maneira transparente, acessível; e as decisões, colegiadas, como sempre fiz
nas quatro vezes em que tive a honra de presidir esta Casa. Fui forjado no
movimento estudantil, libertário, crítico e democrático; respeito as
instituições, o mecanismo de freios e contrapesos; venero a democracia; tenho
repugnância ao fascismo; e antecipo que intimidações – e todos os dias nós as
vemos –, sob qualquer modalidade e arreganhos, não nos deterão.
O maior mérito desta Comissão Parlamentar de Inquérito
é existir. Está instalada e funcionando. O Brasil precisa de muita luz, e isso
não é uma mera metáfora. O papel da Comissão é iluminar todos os compartimentos
escuros no combate à pandemia. Só o seu espectro no horizonte já acelerou, nos
últimos dias, uma série de providências administrativas que estavam congeladas
em vários órgãos da República, ou mesmo sobrestadas, ou mesmo esquecidas.
O Brasil, infelizmente, é um dos piores países no
enfrentamento da pandemia. Esta Comissão tem doravante a obrigação de
esquadrinhar como e apontar os responsáveis pelo quadro sepulcral. O Parlamento
não pode ser um mero espectador, não pode abdicar de exercer suas prerrogativas
fiscalizadoras para colaborar com a solução ou o abrandamento do drama atual.
Não podemos virar as costas para a Nação. Há uma ameaça real de virarmos um apartheid sanitário mundial. Ninguém nos
quer por perto. Brasileiros são discriminados no mundo, e corremos o risco de
boicote aos nossos produtos.
Não é admissível que, diante dessa tragédia, deixemos
de apontar ao mundo internamente os responsáveis – e eles existem e transitam
entre nós buscando uma invisibilidade ou terceirização impossíveis. Para
identificá-los, nós vamos ouvir médicos, especialistas, epidemiologistas,
infectologistas, cientistas, laboratórios, agentes públicos, representantes de
organizações de saúde, conselhos de Medicina, enfim, elaborar um cronograma de oitivas,
de diligências e de acesso a documentos que permitam diagnóstico técnico e
realista desta realidade desoladora.
Não foi por acaso o flagelo divino que nos trouxe a
esse quadro. Há responsáveis, evidentemente; há culpados por ação, omissão,
desídia ou incompetência; e eles, em se comprovando, serão responsabilizados.
Essa será a resposta para nos conectarmos com o Planeta. Os crimes contra a
humanidade não prescrevem jamais e são transnacionais – Miloševic, Augusto
Pinochet são exemplos da história. Façamos a nossa parte.
Já estou encerrando, Presidente Omar.
Quero, encerrando, Sr. Presidente, Srs. Senadores,
expressar, em meu nome e em nome do Senado da República, se me permitem, nossos
sentimentos mais profundos nessa solidariedade mais sincera a todas as vítimas
que perderam entes queridos nesta pandemia.
Não conseguiremos enxugar as lágrimas que foram e ainda
serão vertidas. Não teremos como consolar todos, fechar a cicatriz eterna da
perda do ente querido. Não recuperaremos vidas ceifadas. Podemos preservar
vidas e temos a obrigação de fazer justiça, de apontar, com responsabilidade,
equilíbrio e provas, os culpados por esta hecatombe. Quem fez e faz o certo não
pode ser equiparado a quem errou. O erro não é atenuante; é a própria tradução
da morte. O País tem o direito de saber quem contribuiu para os milhares de
mortes, e eles devem ser punidos imediatamente e emblematicamente.
Nesta relatoria está um Senador vivido, ex-Ministro da
Justiça, quatro vezes Presidente do Senado e Líder da nossa bancada – cargo
hoje honrosamente exercido pelo nosso querido amigo Eduardo Braga – em algumas
oportunidades.
Já vivi adversidades, mas, como todos sabem e me
conhecem, não eternizo a mágoa. Tenho a perfeita noção do que o abuso de
autoridade pode causar. Podem esperar um trabalho isento, objetivo, técnico,
desapaixonado, destemido e colegiado – tudo neste Comissão será aprovado por
este Plenário e será, antes de qualquer coisa, discutido pormenorizadamente com
todos vocês –, sem medo de absolver quem merecê-lo e sem hesitação para imputar
quem é responsável.
Minhas premissas são as constitucionais, a competência
desta Comissão para apurar os fatos determinados, a imparcialidade e a
existência de prova.
Essa é uma tragédia que – tenho absoluta convicção,
Presidente Omar – poderia ter sido atenuada com atitudes corretas, tempestivas,
responsáveis e humanitárias.
Vidas negras importam, vidas brancas importam, vidas
pardas importam, vidas amarelas importam, vidas mestiças importam. Vidas, todas
elas importam. A vida é o bem supremo da humanidade, dádiva divina.
Em nome de Deus, origem da vida, peço que nos ilumine
nesta tarefa de resgate e da valorização da vida e da liberdade.
Antes de lhe devolver a palavra, Presidente Omar, eu
gostaria somente de combinar com V. Exa., com o Plenário, com o Vice-Presidente
e com os Líderes um procedimento.
Até hoje, nós recebemos uma proposta de plano de trabalho
do Senador Alessandro Vieira, muito boa e irretocável em alguns aspectos;
depois, recebemos uma proposta de plano de trabalho do Senador Randolfe
Rodrigues, igualmente irretocável; e, ontem à noite, eu recebi uma proposta de
plano de trabalho do Senador Humberto Costa. Peguei algumas ideias no debate do
noticiário, mas são ideias esparsas.
Eu queria combinar com os senhores e com o Presidente,
se V. Exa. consentir, para darmos um prazo de 24 horas para que quem quiser,
Girão, apresentar propostas para um plano de trabalho possa fazê-lo, para que,
eventualmente, não pareça que essa é uma proposta do Alessandro ou do Randolfe
ou do Renan ou do Humberto Costa apenas. Tudo aqui será votado pela maioria, e
eu, na medida em que o trabalho avançar, serei cada vez menos um Relator
monocrático, porque quero ser um sistematizador, um redator de tudo que
evidentemente se discute aqui.
O SR. RENAN
CALHEIROS (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/MDB - AL. Como Relator.) –
Sr. Presidente desta Comissão Parlamentar de Inquérito, Sr. Vice-Presidente,
Srs. Senadores, desejo inicialmente agradecer aos Senadores do meu partido, na
pessoa do Líder Eduardo Braga, que me confiaram a tarefa no momento histórico
mais grave e trágico da Nação brasileira. Quero agradecer ao querido amigo Omar
Aziz, a quem devo a minha designação para relatar esta importantíssima
Comissão; meu querido amigo Humberto Costa, grande Líder e excepcional Ministro
da Saúde; Otto Alencar, querido amigo, que não se quedou, em nenhum momento,
diante do despropósito de uma liminar de primeira instância que objetivava
subtrair competência do Congresso Nacional e impedir o livre exercício do papel
de cada Senador, inclusive com censura prévia; Tasso Jereissati, referência
política, ética, moral, um dos maiores líderes da vida nacional e referência
para todos nós nesses momentos de Comissão Parlamentar de Inquérito.
Estendo, evidentemente, a gratidão aos Senadores das
demais legendas que subscreveram para que eu pudesse sistematizar uma caudalosa
investigação que ora se inicia e que será, como todos sabem, árida e
acidentada, mas exitosa, tenho certeza.
Quero parabenizar também o Senador Randolfe Rodrigues
pela iniciativa humanitária, agora, Vice-Presidente da Comissão.
Faço ainda uma referência especial ao Supremo Tribunal
Federal, que não tem faltado à Nação brasileira na defesa altiva da nossa
Constituição terrivelmente democrática.
Eu quero também cumprimentar este amigo querido Ciro
Nogueira, grande líder, amigo dileto. Para além de eventual qualquer
divergência, eu sou amigo de muita gente aqui no Senado Federal, nesta Comissão
também muito mais, mas nenhum é mais meu amigo quanto meu amigo é o Senador
Ciro Nogueira.
Quero cumprimentar o Marcos Rogério; o Marcos Do Val; o
Eduardo Girão; o Jorginho; o Fernando Bezerra, esse amigo querido e dileto; o
Alessandro Vieira – e eu já falarei aqui da importância fundamental das suas
sugestões para que nós possamos iniciar esse trabalho.
Eu tenho certeza de que, para além de qualquer
divergência inicial, o que nos compete é construir alianças para que esta
Comissão de Inquérito possa caminhar cada vez mais com absoluta maioria
construída em torno da busca da verdade. Esse é o propósito de todo mundo, como
disse o Presidente Omar, haja o que houver.
Como Relator, eu me pautarei pela isenção e
imparcialidade que a função impõe, e, independentemente de minhas valorações
pessoais, a investigação será técnica, profunda, focada no objeto que
justificou a Comissão Parlamentar de Inquérito, e despolitizada.
É impossível esquecer todos os dias fúnebres em mais de
um ano de pandemia, mas é impossível apagar abril, o mês mais mortal, e apagar
o dia 6 de abril, com uma morte a cada 20 segundos. Esses números superlativos
merecem uma reflexão, merecem um momento, mesmo que seja de 20 segundos.
Presidente, eu queria pedir a V. Exa. 20 segundos de
silêncio para que com eles nós possamos homenagear aqueles que morreram por
Covid no Brasil, as suas famílias, aqueles que estão acometidos da doença e
aqueles que, lamentavelmente, ficaram sequelados.
(Soa a
campainha.)
(Faz-se 20 segundos de silêncio. )
O SR. RENAN
CALHEIROS (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/MDB - AL) – Por isso, Srs. Senadores,
Sras. Senadoras, nós estamos discutindo aqui o direito à vida, não se alguém é
da direita ou da esquerda. Minhas opiniões ou impressões serão subordinadas aos
fatos. Serei Relator das minhas convicções, mas serei igualmente o redator do
que aqui for apurado e comprovado. Nada além, nada aquém.
A CPI não é uma sigla de comissão parlamentar de
inquisição; é de investigação. Nenhum expediente tenebroso das catacumbas do
Santo Ofício será utilizado. A CPI, alojada em uma instituição secular e
democrática, que é o Senado da República, tampouco será um cadafalso com
sentenças prefixadas ou alvos selecionados.
Não somos discípulos nem de Deltan Dalagnol, nem de
Sergio Moro; não arquitetaremos teses sem provas ou PowerPoints contra quem
quer que seja. Não desenharemos o alvo para depois disparar a flecha. Não
reeditaremos a República do Galeão. Agindo com imparcialidade, a partir de
decisões coletivas, sem comichões monocráticos, ninguém arguirá nenhum tipo de
suspeição no futuro desse trabalho.
Os verdugos são inservíveis ao Estado democrático de
direito. Eles negaram apoio à Comissão Parlamentar de Inquérito. Negaram, por
todos os meios, a chance de que ela fosse instaurada. Agora, tentaram negar que
ela funcione com independência. O negacionismo em relação à pandemia ainda terá
que ser investigado e provado, mas do negacionismo com relação à CPI da Covid
já não resta a menor dúvida.
As CPIs vicejam quando os canais tradicionais de
investigação se mostram obstruídos e isso é um ensinamento histórico. Aqui, em
uma Casa de verdadeiros democratas, que convivem e respeitam a divergência
diuturnamente, são respeitados o contraditório, o sagrado direito à defesa, a
presunção da inocência e a paridade de armas, garantias civilizatórias que
tanto foram negligenciadas nos últimos tempos no Brasil e que só contribuem
para reprovável erosão das instituições.
Não estaremos – queria repetir – investigando nomes ou
instituições, mas fatos e os responsáveis por eles. As gestões do Ministério da
Saúde evidentemente podem ser apuradas, podem ser investigadas a fundo – ainda
não é o caso –, mas não é o Exército Brasileiro que estará sob análise,
instituição permanente de Estado cuja memória remete para os 454 mortos em
combate na Segunda Guerra Mundial, com o universo de 25 mil pracinhas que foram
para a Itália. Esse pequeno número de baixas reflete a liderança de um
estrategista de guerra. Imaginem, Srs. Senadores, Sr. Presidente, um
epidemiologista conduzindo nossas tropas lá em Monte Castello!
Na pandemia, o Ministério da Saúde foi entregue a um
não especialista, a um general. O resultado fala por si só: no pior dia da
Covid, em apenas quatro horas, o número de brasileiros mortos foi igual ao de
todos que tombaram nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial. O que teria
acontecido se tivéssemos enviado um infectologista para comandar nossas tropas?
Provavelmente um morticínio, porque guerras se enfrentam com especialistas,
sejam elas guerras bélicas ou guerras sanitárias. A diretriz é clara: militar
nos quarteis e médicos na saúde! Quando se inverte, a morte é certa, e foi isso
que lamentavelmente parece ter acontecido. Temos que explicar como, por que
isso ocorreu.
Estaremos, aqui – e já me encaminho para encerrar –,
para averiguar fatos e desprezar farsas. Para tanto, usaremos das instâncias
técnicas do Estado, da Polícia Federal, do Ministério Público, do Tribunal de
Contas da União, da Consultoria do Senado e outros organismos que se fizerem
necessários. A Comissão será um santuário da ciência, do conhecimento e uma antítese
diária e estridente ao obscurantismo negacionista e sepulcral, responsável por
uma desoladora necrópole que se expande diante da incúria e do escárnio
desumano. Essa será, Presidente Omar, a Comissão da celebração da vida, da
afirmação, do conhecimento e, sobretudo, da sacralização da verdade contra o
macabro, o oculto, a morte e contra o ódio. Os brasileiros têm o direito de
voltar a viver em paz.
Ao contrário do que vociferavam os franquistas do
início do século – abro aspas: "Viva a morte! Abaixo o
conhecimento!", fecho aspas –, estaremos aqui para proclamar, dia após
dia, viva a ciência, glória ao conhecimento, respeito à vida! Tenham absoluta
certeza de que este fórum – e anoto a qualificação e experiência aqui reunidas
– será uma fonte permanente de reposição e resgate da verdade por sua
capacidade intrinsecamente regeneradora.
Já seria muito importante nesta fase que nós andamos
dar um basta à mentira, à mentira que lamentavelmente sufocou a sociedade
brasileira durante esses últimos tempos. Entre a ciência e a crença, fico com a
ciência. Entre a vida e a morte, a vida eternamente. Entre o conhecimento e o
obscurantismo, óbvio, escolho o primeiro. Entre a luz e as trevas, a
luminosidade. Entre a civilização e a barbárie, fico com a civilidade. E, entre
a verdade e a mentira, lógico, a verdade sempre. São escolhas simples que opõem
o bem ao mal, e creio que todos nesta Comissão convergem com relação a esse
sentimento.
Nossa cruzada será contra a agenda da morte. Contrapor
o caos social, a fome, o descalabro institucional, o morticínio, a ruína
econômica, o negacionismo não é uma predileção ideológica ou filosófica; é uma
obrigação democrática, moral e humana. Os inimigos desta relatoria são a
pandemia e aqueles que, por ação ou omissão, incompetência, desídia ou
malversação, se aliaram ao vírus e colaboraram de uma forma ou de outra com
esse morticínio.
A discussão aqui, embora muitos anseiem deliberadamente
rebaixá-la ou até mesmo embaçá-la, é muito mais abrangente. Esta não é apenas
mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito, como disse o Presidente Omar Aziz;
no contexto histórico, humanitário e social, ela é a principal Comissão
Parlamentar de Inquérito de todas as Comissões que aqui se formaram, porque
estaremos tratando de vidas, do futuro e da esperança, estaremos proclamando,
acima de tudo, valores civilizatórios. Em detrimento de achismos medievais,
estaremos defendendo a vida, o conhecimento, a ciência, a civilização, as
instituições, o SUS e a própria democracia.
Vamos dar um basta aos suplícios, à inépcia e aos
infames. Não deixaremos de lembrar diariamente o tamanho da nossa tragédia que
hoje já lembramos aqui. Os brasileiros estão morrendo em uma velocidade
assustadora. Não temos tempo a perder com manobras regimentais, obstruções, diversionismo,
politiquices e chicanas. Nossa missão é interromper esse cronômetro da morte ao
qual me referi no início. Não estamos diante de uma Comissão Parlamentar de
Inquérito para maquinar as ações persecutórias. Não estamos aqui diante da
atenção integral da Nação e do mundo para brindar ninguém, engavetar,
tergiversar ou procrastinar.
Tudo será investigado, como exige a carta democrática,
de maneira transparente, acessível; e as decisões, colegiadas, como sempre fiz
nas quatro vezes em que tive a honra de presidir esta Casa. Fui forjado no
movimento estudantil, libertário, crítico e democrático; respeito as
instituições, o mecanismo de freios e contrapesos; venero a democracia; tenho
repugnância ao fascismo; e antecipo que intimidações – e todos os dias nós as
vemos –, sob qualquer modalidade e arreganhos, não nos deterão.
O maior mérito desta Comissão Parlamentar de Inquérito
é existir. Está instalada e funcionando. O Brasil precisa de muita luz, e isso
não é uma mera metáfora. O papel da Comissão é iluminar todos os compartimentos
escuros no combate à pandemia. Só o seu espectro no horizonte já acelerou, nos
últimos dias, uma série de providências administrativas que estavam congeladas
em vários órgãos da República, ou mesmo sobrestadas, ou mesmo esquecidas.
O Brasil, infelizmente, é um dos piores países no
enfrentamento da pandemia. Esta Comissão tem doravante a obrigação de
esquadrinhar como e apontar os responsáveis pelo quadro sepulcral. O Parlamento
não pode ser um mero espectador, não pode abdicar de exercer suas prerrogativas
fiscalizadoras para colaborar com a solução ou o abrandamento do drama atual.
Não podemos virar as costas para a Nação. Há uma ameaça real de virarmos um apartheid sanitário mundial. Ninguém nos
quer por perto. Brasileiros são discriminados no mundo, e corremos o risco de
boicote aos nossos produtos.
Não é admissível que, diante dessa tragédia, deixemos
de apontar ao mundo internamente os responsáveis – e eles existem e transitam
entre nós buscando uma invisibilidade ou terceirização impossíveis. Para
identificá-los, nós vamos ouvir médicos, especialistas, epidemiologistas,
infectologistas, cientistas, laboratórios, agentes públicos, representantes de
organizações de saúde, conselhos de Medicina, enfim, elaborar um cronograma de oitivas,
de diligências e de acesso a documentos que permitam diagnóstico técnico e
realista desta realidade desoladora.
Não foi por acaso o flagelo divino que nos trouxe a
esse quadro. Há responsáveis, evidentemente; há culpados por ação, omissão,
desídia ou incompetência; e eles, em se comprovando, serão responsabilizados.
Essa será a resposta para nos conectarmos com o Planeta. Os crimes contra a
humanidade não prescrevem jamais e são transnacionais – Miloševic, Augusto
Pinochet são exemplos da história. Façamos a nossa parte.
Já estou encerrando, Presidente Omar.
Quero, encerrando, Sr. Presidente, Srs. Senadores,
expressar, em meu nome e em nome do Senado da República, se me permitem, nossos
sentimentos mais profundos nessa solidariedade mais sincera a todas as vítimas
que perderam entes queridos nesta pandemia.
Não conseguiremos enxugar as lágrimas que foram e ainda
serão vertidas. Não teremos como consolar todos, fechar a cicatriz eterna da
perda do ente querido. Não recuperaremos vidas ceifadas. Podemos preservar
vidas e temos a obrigação de fazer justiça, de apontar, com responsabilidade,
equilíbrio e provas, os culpados por esta hecatombe. Quem fez e faz o certo não
pode ser equiparado a quem errou. O erro não é atenuante; é a própria tradução
da morte. O País tem o direito de saber quem contribuiu para os milhares de
mortes, e eles devem ser punidos imediatamente e emblematicamente.
Nesta relatoria está um Senador vivido, ex-Ministro da
Justiça, quatro vezes Presidente do Senado e Líder da nossa bancada – cargo
hoje honrosamente exercido pelo nosso querido amigo Eduardo Braga – em algumas
oportunidades.
Já vivi adversidades, mas, como todos sabem e me
conhecem, não eternizo a mágoa. Tenho a perfeita noção do que o abuso de
autoridade pode causar. Podem esperar um trabalho isento, objetivo, técnico,
desapaixonado, destemido e colegiado – tudo neste Comissão será aprovado por
este Plenário e será, antes de qualquer coisa, discutido pormenorizadamente com
todos vocês –, sem medo de absolver quem merecê-lo e sem hesitação para imputar
quem é responsável.
Minhas premissas são as constitucionais, a competência
desta Comissão para apurar os fatos determinados, a imparcialidade e a
existência de prova.
Essa é uma tragédia que – tenho absoluta convicção,
Presidente Omar – poderia ter sido atenuada com atitudes corretas, tempestivas,
responsáveis e humanitárias.
Vidas negras importam, vidas brancas importam, vidas
pardas importam, vidas amarelas importam, vidas mestiças importam. Vidas, todas
elas importam. A vida é o bem supremo da humanidade, dádiva divina.
Em nome de Deus, origem da vida, peço que nos ilumine
nesta tarefa de resgate e da valorização da vida e da liberdade.
Antes de lhe devolver a palavra, Presidente Omar, eu
gostaria somente de combinar com V. Exa., com o Plenário, com o Vice-Presidente
e com os Líderes um procedimento.
Até hoje, nós recebemos uma proposta de plano de trabalho
do Senador Alessandro Vieira, muito boa e irretocável em alguns aspectos;
depois, recebemos uma proposta de plano de trabalho do Senador Randolfe
Rodrigues, igualmente irretocável; e, ontem à noite, eu recebi uma proposta de
plano de trabalho do Senador Humberto Costa. Peguei algumas ideias no debate do
noticiário, mas são ideias esparsas.
Eu queria combinar com os senhores e com o Presidente,
se V. Exa. consentir, para darmos um prazo de 24 horas para que quem quiser,
Girão, apresentar propostas para um plano de trabalho possa fazê-lo, para que,
eventualmente, não pareça que essa é uma proposta do Alessandro ou do Randolfe
ou do Renan ou do Humberto Costa apenas. Tudo aqui será votado pela maioria, e
eu, na medida em que o trabalho avançar, serei cada vez menos um Relator
monocrático, porque quero ser um sistematizador, um redator de tudo que
evidentemente se discute aqui.
Bronca de Bolsonaro
Bolsonaro reagiu com palavrões por ter sido subestimado e colocado em segundo plano, pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na CPI da covid, ao afirmar, taxativamente, que "o vírus da covid é o único inimigo do Brasil nesse momento".
quarta-feira, 5 de maio de 2021
Arthur Virgílio assume presidência do PSDB Amazonas com missão de resgatar identidade social democrata
O ex-senador, ex-prefeito de Manaus e diplomata Arthur Virgílio Neto foi confirmado quarta-feira (5.5), como presidente do diretório regional do PSDB no Amazonas. A designação foi assinada pelo presidente nacional do partido, Bruno Cavalcanti de Araújo, e tem validade de 1º de Maio de 2021 a 30 de abril de 2022. A nova direção conta, ainda, com outros nove nomes.
“Assumo a designação do meu partido com muita honra e com o compromisso de fazer o melhor para que ele volte a crescer”, afirma Virgílio. “Temos pela frente um grande desafio que é resgatar a identidade da social democracia para as eleições, para a vida, para a militância futura, modernizando a velha social democracia”, diz o novo presidente do diretório regional do PSDB.
Entre suas propostas, Arthur aponta a necessidade de realizar um grande congresso com os filiados para definir e plantar as bases da nova social democracia. “Aquela que tem como valor intocável a democracia e aquela que tem como meta ver o Brasil livre desse sistema selvagem, que é o presidencialismo, substituindo-o pelo parlamentarismo”, defende Arthur Virgílio.
De acordo com o novo dirigente partidário, a velha social democracia está ultrapassada e é necessário que ela se reinvente para que o partido possa assumir protagonismo nas políticas partidária, social e econômica do país.
“O que se definia como social democracia está ultrapassado. Mas, não concordo em mudar o nome nem tirar o ‘P’ para escamotear a realidade. Devemos manter o nome do partido e precisamos de readequações, com mais liberdade econômica, compromisso com as reformas, se firmando como partido de oposição e não se conformar com alianças por cargos. As discussões têm que ser feitas em torno de um programa e essa opinião eu vou levar aos meus companheiros do diretório nacional”, afirma Arthur, que tem seu nome colocado para avaliação nas prévias partidárias para uma possível candidatura à presidência da República.
O dirigente analisa também que, apesar de o Brasil viver uma democracia representativa vinculada ao partidarismo, a maioria da população e, consequentemente, do eleitorado, não tem confiança ou convivência partidária e decide de forma personalista às convocações eleitorais.
“Para que o eleitor deixe de escolher pessoas e se volte para os partidos é preciso ter partidos verdadeiros, autênticos, que sigam os seus programas, que não se misturem com o lugar comum. Esse excesso de partido existente no Brasil é sinal de desordem, negociações, de fisiologia. Os partidos devem ser claros dando ao eleitor a noção clara do que pretendem fazer”, aponta.
Um dos fundadores do PSDB, Arthur reafirma que não vai deixar o partido e que tem muita esperança no futuro partidário. “Nós vamos plantar boas sementes e, mais hora menos hora, vamos colher as sementes em forma de fruto de prosperidade e estabilidade para o nosso povo”, finaliza.
Fórum dos Leitores
Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo
04 de maio de 2021 | 03h00
GÉRSON E A VERDADE HISTÓRICA
Aplausos ao jornalista José Nêumanne pela vigorosa entrevista, no YouTube, com o eterno e cerebral craque Gerson Nunes. O canhotinha de ouro do tri foi claro e direto no assunto: a ditadura não pressionou a Seleção. Só canalhas, covardes e decaídos de espírito não admiram Gerson. Não apenas como craque inigualável, que alegrou torcedores do mundo todo. Mas, também, e sobretudo, como cidadão, como figura humana. Como amigo e chefe de família. Sensível e sempre empenhado em fazer o bem. Em realizar pela coletividade. Trabalhando no Instituto Canhotinha de Ouro para que crianças e adolescentes mereçam um amanhã digno e vitorioso.
Vicente Limongi Netto
Gérson e a verdade histórica
amado ruy,
Só canalhas e covardes não admiram Gerson. Não apenas como craque
inigualável, que alegrou torcedores do mundo todo. Mas, também, e sobretudo,
como cidadão, como figura humana. Como amigo e chefe de família. Sensível e
sempre empenhado em fazer o bem. Em realizar pela coletividade. Trabalhando no
Instituto Canhotinha de Ouro para que crianças e adolescente mereçam um amanhã
digno e vitorioso. Aplausos ao Nêumanne pela iniciativa.
limongi
terça-feira, 4 de maio de 2021
Agradecimento de Said Dib para Bernardo Cabral, pelo livro "Você Sabia?"
Meu amigo Bernardo Cabral,
Recebi do Limongi o seu livro "Você Sabia?". Gostei da
ideia. Muito legal! Muito criativo. Gostei em especial do "Gago Coutinho e
Sacadura Cabral" e do caso envolvendo Washington Luiz.
Parabéns, amigo E continue nos bridando com histórias...
Said B. Dib
Parlapatão
Paramentado com trapos de dono da verdade e medonho paladino de barro, o parlapatão J.R.Guzzo (Estadão - 2/5), escoiceia Renan Calheiros. Guzzo é mais um da trupe de beócios desapontada com a vitoriosa trajetória politica do reeleito senador do MDB alagoano. Ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso e 4 vezes presidente do Senado e do Congresso Nacional. As patadas de Guzzo dirigidas a Calheiros são próprias de um porta-fantoche palaciano e visam desestabilizar e demonizar Renan como relator da CPI da covid. As torpes e levianas ironias de botequim da vestal grávida Guzzo podem soar bem para os ouvidos dos sabujos que rodeiam Bolsonaro e, também, seguramente, para o ego pérfido do próprio chefe da nação. Porém, não intimidam nem tiram o sono de Renan Calheiros. Nem como calejado homem público, muito menos como relator da CPI. As baboseiras e canalhices de Guzzo dirigidas a Renan Calheiros são como restos de comida. Dar-se aos porcos.
Defendidas pela CNC, novas medidas trabalhistas ajudarão a salvar empresas
Confederação enviou carta ao governo solicitando edição de medidas que permitirão a retomada de acordos para redução salarial ou suspensão de contratos, evitando demissões
O governo federal editou na
quarta-feira (28) a Medida Provisória nº 1.045/21, que instituiu o Novo
Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, permitindo às
empresas realizar acordos para redução de jornada e salário de empregados ou a
suspensão dos contratos de trabalho; e a MP nº 1.046/21, que trata de medidas
trabalhistas para o enfrentamento da pandemia, como teletrabalho e antecipação
de férias individuais. As medidas estão alinhadas com o que a Confederação
Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) vem defendendo desde o
início do ano, conforme cartas enviadas em 8 de janeiro pelo presidente da
entidade, José Roberto Tadros, ao presidente Jair Bolsonaro e ao Secretário
Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco
Leal.
Nas cartas, o presidente da
CNC contextualiza “os incontáveis prejuízos para as empresas dos diversos
segmentos econômicos do Brasil, com reflexos danosos na empregabilidade e renda
dos trabalhadores, situação que trouxe inegável crise social e econômica para o
País”. E pede a continuação das políticas públicas implementadas no sentido de
garantir a sustentabilidade das empresas e os empregos, como a Medida
Provisória (MPV) nº 936/2020, que se transformou na Lei nº 14.020/2020,
instituindo o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm).
“Com efeito, é inegável o
alcance social da manutenção da regra em questão, isto porque ela não só
auxilia na sobrevivência dos trabalhadores, dignificando sua condição de
cidadão e mantenedor da sua família, como permite dar maior sobrevida para as
empresas que estão enfrentando dificuldades financeiras”, afirmou o presidente
da CNC, nas cartas.
Preservação
de empregos e empresas
As novas MPs retomam medidas
adotadas em 2020 para combater os efeitos da pandemia de covid-19 na economia
(MP 936/20, convertida na Lei 14.020/21). Em nota, o governo afirmou que o
objetivo da retomada do programa é garantir a preservação de empregos e a
continuação das atividades empresariais para atenuar o impacto econômico das
medidas de isolamento.
Entre os principais
benefícios trazidos pela MP 1.045 estão a redução da jornada de trabalho e do
salário por até 120 dias, nos mesmos moldes de 2020; a suspensão do contrato de
trabalho também por até 120 dias e o pagamento, por parte da União, aos
empregados que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso, do benefício
emergencial proporcional ao valor do seguro-desemprego.
Já a MP 1.046 traz a
facilitação da adoção do teletrabalho; a antecipação de férias individuais e a
flexibilização da concessão de férias coletivas; o aproveitamento e a
antecipação de feriados; o aumento do período de compensação do banco de horas,
além da suspensão da exigibilidade de recolhimento do FGTS de abril, maio,
junho e julho de 2021.
“A Confederação Nacional do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) avalia as medidas como uma
alternativa segura para a sobrevivência dos negócios e a proteção do
trabalhador durante o período da crise provocada pelo agravamento da pandemia”,
afirmou José Roberto Tadros. Ambas entram em vigor de forma imediata e terão
duração inicial de 120 dias.
As inciativas vão permitir
que empresários negociem com os trabalhadores e sindicatos novos modelos de
trabalho, evitando demissões. A Confederação apontou essa necessidade ao
governo na carta enviada em janeiro, quando apresentou o número de acordos
individuais formalizados com base na MP 936, que somavam mais de 19 milhões,
visando à preservação de empregos. Por isso, a necessidade apontada de que
seria fundamental reeditar as medidas para este ano.
Conselho
Nacional do Trabalho
Com participação efetiva da
CNC, o Conselho Nacional do Trabalho também elaborou, no início de 2021, uma
série de propostas de medidas trabalhistas visando fortalecer as empresas
diante dos impactos do recrudescimento da pandemia. O documento foi encaminhado
ao governo federal pela bancada dos empregadores, e entre as sugestões estavam
a reedição do programa emergencial e a flexibilização das regras de lay-off.
Cargo para Pazuello
Para que o "bom camarada", Eduardo Pazuello, no entender do vice-presidente Hamilton Mourão, não perca o foro privilegiado, não fique deprimido, e faça bonito na CPI da covid 19, Bolsonaro meteu na cabeça que precisa arrumar alguma nova função para o ex-ministro da saúde. É do temperamento do presidente não deixar amigo na chuva. Sugeriram a Bolsonaro a presidência do Banco Central ou da Petrobrás. O presidente recusou, alegando que o coitado do ex-ministro anda estressado. Trabalhou duro no ministério da Saúde. Precisa descansar o esqueleto. Pegar um batente mais leve. Nessa linha, o chefe da nação tem recebido pencas de sugestões. Analisa todas elas. Com carinho, zelo e espírito público. A mais recente é para chefe dos Brigadistas do Shopping de Manaus. Sem precisar usar máscara.
Na lista de Bolsonaro também consta: diretor da frota de veículos do Palácio do Planalto; capelão do Alvorada; diretor do setor das máscaras, luvas e álcool gel do Ministério da Economia; administrador do serviço médico do Planalto; diretor da usina de lixo de Brasília; conselheiro especial do governador João Dória; salva-vidas da piscina do Alvorada; chefe da segurança pessoal do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira; gerente do hotel de turistas em Fernando de Noronha; chefe da guarida do condomínio onde mora Bolsonaro, na Barra da Tijuca; diretor administrativo do Ninho do Urubu, sede do Flamengo; comandante militar no Haiti; chefe de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro; consultor financeiro de Fabrício Queiroz; estagiário da TV-Globo, para trabalhar na equipe de William Bonner. Outra alternativa de alguma ocupação para Pazuello, seria trabalhar com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, que não faz nada e está precisando de alguém para ajudá-lo na espinhosa função.
sábado, 1 de maio de 2021
ABI é solidária a Sônia Guajajara e Rodrigo Pilha
Também repudio, com veemência, as duas novas barbaridades e covardias de Bolsonaro e seus capachos.
limongi
"A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) repudia a atitude da Polícia Federal de intimar Sônia Guajajara, dirigente da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, para que prestasse depoimento num inquérito no qual é arrolada.
Por incrível que pareça, a acusação da PF é que Sônia fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro numa série de vídeos intitulada “Agora é a vez do maracá”.
Sônia denunciou a perseguição política que está sofrendo como “inaceitável e absurda”.
Também tem a solidariedade da ABI o ativista político Rodrigo Pinha, preso desde o dia 18 de março por ter estendido em Brasília uma faixa que classificava Bolsonaro como genocida.
Pilha denunciou, ainda, que foi espancado na prisão por policiais, fato que já levou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a pedir uma investigação e o exame de corpo de delito.
Repete-se nestes dois episódios algo que vem se tornando praxe no país: o uso de instituições do Estado para tentar intimidar opositores de Bolsonaro e críticos à sua política genocida.
Sônia e Pilha têm a integral solidariedade da ABI.
Engana-se o governo Bolsonaro se pensa que vai intimidar quem denuncia seus atropelos.
Os democratas não vão se calar.
A ABI estará com eles.
Paulo Jeronimo, presidente da ABI"
Alto astral
Peço licença para comentar alguns assuntos da edição do Correio Braziliense do dia 01 de maio: O ministro da Justiça, Anderson Torres, pergunta, com laivos irônicos: "A CPI tem que ter um objetivo concreto, vai investigar exatamente o quê?". A seguir, o articulado ministro acena com loas ao governo: "Vamos investigar quem viabilizou os recursos para o combate à pandemia? Preciso entender melhor essa CPI". Nessa linha, creio que o editorial do jornal, "O que o Brasil espera da CPI", responde com clareza e exatidão, às pungentes dúvidas do ministro da Justiça: "O Brasil não quer politicagem. Quer saber se ações e omissões de agentes públicos contribuíram para agravar a tragédia que já ceifou mais de 400 mil vidas o país. E se cometeram crimes, que sejam punidos. É esse o ponto que interessa". Por fim, tratando do BBB 21,sob o título " O Brasil tá lascado", no caderno Cidades, o excelente colunista Alexandre de Paula derrama-se em elogios ao brother Gilberto. Endosso até as vírgulas do Alexandre. O pernambucano é cativante. Porém, como assíduo telespectador do programa, jogo minhas fichas, admiração, votos e torcida pelo primeiro lugar, na extraordinária paraibana Juliette. O terceiro lugar, acredito que ficará com o "entediante" Fiuk, como definiu Alexandre. O que, convenhamos, já é demais para o caminhão do filho do romântico Fábio Júnior e irmão da bela Cleo.

