segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Para Collor, a Previdência não pode desconsiderar a questão sociaL

Para o senador Fernando Collor (PROS-AL) votar a favor desta proposta da Previdência "seria incoerente com minha história e um desrespeito ao meu modo de pensar". Nessa linha, em 2016, no sertão de Alagoas, Collor discursou advertindo sobre as ameaças contra a Previdência. Abaixo, na íntegra, discurso fundamentado, coerente e esclarecedor, do ex-presidente no plenário do Senado. Com apartes de apoio de dois atuantes, vigilantes e respeitados senadores, Paulo Paim ( PT-RS) e Antônio Anastácia( PSDB-MG).

O SR. PRESIDENTE (Antonio Anastasia. Bloco Parlamentar PSDB/PSL/PSDB - MG) – Muito bem.
Tenho, portanto, a grande honra e satisfação de conceder a palavra a S. Exa. Senador Fernando Collor.
O SR. FERNANDO COLLOR (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PROS - AL. Para discursar.) – Presidente Senador Antonio Anastasia, Exmas. Sras. Senadoras, Exmos. Srs. Senadores, a importância da atualização da previdência é conhecida. É preciso lembrar, porém, que soluções para o aspecto fiscal não podem desconsiderar a questão social. Devemos estar permanentemente atentos e sensíveis às necessidades das pessoas, sobretudo dos mais pobres.
O Projeto de Reconstrução Nacional, proposto pelo meu Governo em março de 1990, foi reconhecido até mesmo por Roberto Campos, no seu livro de memórias A Lanterna na Popa, como um conjunto sólido e bem-acabado de propostas liberais para o Brasil recuperar a estabilidade e crescer.
Acreditava eu na época e continuo a acreditar hoje que o caminho para o desenvolvimento passa pelo social-liberalismo, por uma estratégia moderna que harmonize liberdade, eficiência e equidade, que busque eliminar a vergonhosa combinação de privilégio e penúria que insiste em caracterizar a nossa estrutura social.
No campo liberal, mais uma vez segundo Roberto Campos, fui pioneiro ao inserir irreversivelmente na agenda do País e no discurso político temas modernizantes da privatização, da desregulamentação e da abertura comercial.
14:04
De forma coerente, desde o início o meu Governo buscou reduzir o inchaço do Estado, estimular a economia e promover a inserção soberana e não conflituosa do Brasil no concerto das Nações. Ele teve início em um cenário de moratória da dívida externa, com linhas de crédito comerciais suspensas e sem interlocução com o exterior no campo econômico. Ciente da necessidade de tratar essa dívida como uma conta a ser paga e não mais como uma questão política a opor países desenvolvidos e em desenvolvimento, renegociei com nossos credores internacionais. Ao superar a visão arcaica e defensiva de que a dívida externa seria uma afronta à nossa soberania e um instrumento dos países ricos para nos manter dependentes, criamos as condições para colocar o Brasil no caminho da recuperação.
Implementei o Programa Nacional de Desestatização, o Programa Federal de Desregulamentação, dos setores produtivos, além do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade. Promovi redução unilateral das barreiras tarifárias ao comércio exterior. Em 1989, a taxa de importação média era de 38%, caracterizando o Brasil como um dos países de economia mais fechada do mundo. Ao final do meu período na Presidência da República, esse valor caíra para 21,2%.
Minha crença no liberalismo permanece inalterada. Contudo, mesmo o mais liberal dos governos precisa, necessariamente, ter consciência social e ambiental, sob pena de tornar-se elitista, predatório e isolacionista.
Exmas. Sras. Senadoras, Exmos. Srs. Senadores, do ponto de vista econômico, a chamada reforma da previdência não terá resultados práticos significativos no cotidiano da população. Autoridades acabaram por reconhecer que ela não resolverá o problema do desemprego e não promoverá a retomada do crescimento. Mas grande parte dos brasileiros foi convencida de que todos os nossos problemas desaparecerão no dia seguinte à sua aprovação, caso isso ocorra. Isto é óbvio: a mudança de um dia para o outro do quadro nacional não acontecerá.
Será muito difícil lidar com a descrença das pessoas – muito difícil. Nada pior que a descrença. Em pouco tempo, o resultado desse longo e desgastante esforço se transformará em decepção profunda para o povo brasileiro. No atual cenário de forte polarização, esse desgosto pode ensejar uma perigosa desagregação social.
Uma proposta mais adequada deveria conciliar o equacionamento fiscal com o fortalecimento da cidadania e a garantia da justiça social. Teria como objetivo reduzir a distância entre os mais ricos e os mais pobres. Mas é precisamente nesse campo que estão as maiores falhas do texto. Se ele terá o incerto resultado de reduzir privilégios de alguns, sem dúvida aprofundará a penúria de muitos brasileiros.
Argumenta-se que os mais pobres serão beneficiados na medida em que a contenção do déficit previdenciário liberar verbas para educação, saúde e segurança. Contudo, não há qualquer garantia formal de que os recursos economizados às suas custas serão aplicados naquelas áreas.
14:08
É certo, porém, que a dita reforma os prejudica diretamente quando mais precisam do benefício previdenciário para fazer frente às despesas decorrentes da avançada idade. Mesmo os medicamentos genéricos, por exemplo, são vendidos hoje a preços proibitivos para os mais carentes, apenas, como disse, como um pequeno exemplo da dramaticidade da situação dos aposentados caso essa reforma venha a ser aprovada. De alegados beneficiários, eles serão, na verdade, vítimas nesse processo.
A proposta transfere para a legislação infraconstitucional – e isto é grave – a definição de pontos importantes, como a disciplina de benefícios previdenciários, as regras de tempo de contribuição para aposentadoria, as regras de cálculo e reajuste e a possibilidade de acúmulo ou não de benefícios.
Além disso, constitucionalizam-se de forma transitória pontos que hoje não estão na Constituição Federal, como o cálculo do valor do benefício, a forma de rateio da pensão por morte e o valor mínimo da contribuição previdenciária. A nova disciplina constitucional permanecerá temporariamente em vigor até a edição de lei complementar, sabe-se lá quando, sobre o referido tema.
Esse duplo processo, de desconstitucionalização de alguns temas e de constitucionalização aparente e transitória de outros, acabará por aprofundar a vulnerabilidade dos direitos sociais. Tendo em vista as relações de longo prazo que se constituem em torno do regime previdenciário, parece temerário não contar com a estabilidade jurídica proporcionada pelo processo de modificação da nossa Constituição.
Regras de transição inócuas para o cálculo do benefício também merecem atenção, Sr. Presidente. A previdência está, em boa parte, fundamentada na confiança legítima do segurado de que, preenchidos os requisitos, ele, segurado, passará a receber o benefício quando estiver incapacitado para o trabalho, seja por idade, por doença ou invalidez. Quanto maior o tempo de contribuição, mais intensa, naturalmente, é a confiança do segurado no sistema e, portanto, maior deve ser o respeito do Estado a essa confiança. Na falta de regras de transição efetivas, o benefício concedido àquele que se aposentar no dia seguinte à promulgação da emenda constitucional, caso venha a ser aprovada, será substancialmente inferior ao daquele que tiver se aposentado dias antes. Isso não é justo! Isso é cruel!
Exmo. Sr. Presidente Antonio Anastasia, Exmas. Sras. Senadoras, Exmos. Srs. Senadores, quanto mais nos dedicamos ao estudo da matéria, mais pontos nebulosos se apresentam. Essa constatação é, por si só, suficiente para dar razão àqueles que defendem discussões mais aprofundadas sobre a previdência. O bom senso indica que o melhor seria dedicar mais algum tempo ao debate do que desperdiçar anos com as necessárias, indispensáveis, imprescindíveis correções e amargar décadas de arrependimento pela oportunidade perdida.
14:12
Reconheço o enorme esforço dos que se empenharam no aprimoramento do texto original. A manutenção da atual disciplina do benefício de prestação continuada é o símbolo, no meu entender, maior dos avanços obtidos no Congresso Nacional.
Na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, o Relator acolheu sugestão minha, apresentada, e com muita honra para mim, em conjunto com o Senador Paulo Paim e associada a outras no mesmo sentido, de definir o salário mínimo como limite inferior da pensão por morte. É um importante avanço, que busca garantir a subsistência dos pensionistas e de suas famílias.
Mas ainda assim, os aprimoramentos alcançados no Legislativo são insuficientes. O texto apresenta, como já disse, vício de origem incontornável: privilegia o aspecto fiscal em detrimento do social. A intenção pode ser boa, mas não estou convencido de que seus efeitos serão justos, ou condizentes com os objetivos liberais.
Reafirmo, mais uma vez, minha profissão de fé em relação ao social-liberalismo. Votar a favor da proposta seria incoerente com a minha história e um desrespeito ao meu modo de pensar. É em razão desse conjunto indivisível de valores, Sr. Presidente Antonio Anastasia, Sras. e Srs. Senadores, que cultivo e pratico, que votarei contra a chamada reforma da previdência! Se ela é necessária, não pode ser feita a qualquer custo!
Para se reformar o Estado, é fundamental ter visão clara e lúcida do papel que ele deve desempenhar no mundo moderno. Não basta apenas remover aquilo de que se discorda, isso seria uma tarefa muito fácil. Há que se propor – isto é que é importante – algo em substituição. Precisamos de uma estratégia coerente e consistente, abrangente e suficientemente detalhada, realista e ainda assim ousada, que trace o mapa do caminho para reaquecer nossa economia, mas com justiça social, responsabilidade ambiental e inserção soberana no cenário internacional.
Eram essas as minhas palavras, S. Exa. Sr. Presidente Antonio Anastasia, Sras. e Srs. Senadores...
O Sr. Paulo Paim (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT - RS) – Presidente Collor, se me permite um aparte dentro do seu tempo ainda...
O SR. FERNANDO COLLOR (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PROS - AL) – Ouço o Senador Paulo Paim.
O Sr. Paulo Paim (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT - RS. Para apartear.) – Primeiro, Presidente Collor – permita-me que assim o chame, e não somente Senador –, eu não esperava de pessoas como V. Exa., que eu aprendi no convívio aqui a respeitar, uma posição diferente a essa.
O seu discurso é didático, é educativo, tem uma sabedoria que poucos aqui conseguiram ainda entender, tem o raciocínio lógico, fala do social, fala do liberalismo, fala do meio ambiente, fala da responsabilidade de uma política econômica comprometida efetivamente com o povo brasileiro.
Eu quero, se possível... Eu pediria, e é a primeira vez que vou pedir isto... Está redondo. Sabem o que é redondo? É linguajar meu mesmo. Está redondinho o seu pronunciamento. Seria muito bom se a Casa pudesse mandar uma cópia para os 81 Senadores.
O SR. FERNANDO COLLOR (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PROS - AL. Fora do microfone.) – Muito obrigado.
O Sr. Paulo Paim (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT - RS) – Se não puder ser o vídeo, que seja por escrito. Mas eu queria muito que os 81 Senadores ouvissem a sua fala aqui...
(Soa a campainha.)
14:16
O Sr. Paulo Paim (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT - RS) – ... nesta quarta-feira, de um tema tão importante, que interessa, eu diria, a todo o povo brasileiro.
O resultado final – eu repito isto – prejudica a geração do passado, a do presente e também a do futuro. Só tenho isso para dizer – eu não faria um ajuste no seu pronunciamento –, porque muita gente não está entendendo o que está acontecendo.
E aí eu termino dizendo: obrigado por ter cedido, lá na CCJ, naquele período mais forte do debate, o espaço para este Senador. Mas estou convencido: V. Exa. fez falta lá, mas já está de volta e vai participar agora dos debates finais.
Meus cumprimentos a V. Exa.
Olhe, fiquei aqui todo o tempo ouvindo e quase hipnotizado pelo raciocínio e o discurso de V. Exa. sobre a previdência.
Obrigado.
O SR. FERNANDO COLLOR (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PROS - AL) – Muito obrigado a V. Exa., Senador Paulo Paim, cujas palavras me enchem de orgulho e de satisfação, por entender que, diante do que V. Exa. acaba de afirmar, eu estou trilhando o caminho da razão, o caminho do bom senso, o caminho certo, o caminho em favor do povo brasileiro.
V. Exa., que pontifica, nesta Casa e na sua vida, ao longo de tantos e tantos anos, como um defensor incansável dos direitos dos trabalhadores, merece de todos nós um grande reconhecimento pelo trabalho que vem exercendo. Eu é que me sinto honrado de ter tido V. Exa. ocupando a posição na Comissão de Constituição e Justiça quando do debate da chamada reforma da previdência, em que V. Exa. o vivenciou com tanto brilhantismo e com tanto talento na defesa dos seus pontos de vista, que são os pontos de vista que defendem o interesse do povo brasileiro.
Muito obrigado pelas suas palavras.
Eu agradeço, Sr. Presidente, mais uma vez, o tempo que me foi concedido.
Obrigado, Presidente, Senador Antonio Anastasia.
O SR. PRESIDENTE (Antonio Anastasia. Bloco Parlamentar PSDB/PSL/PSDB - MG) – Muito obrigado, eminente Senador Fernando Collor.
Eu gostaria de, fazendo coro às observações do Senador Paulo Paim, igualmente cumprimentar V. Exa. pelo lúcido pronunciamento, fruto da sua experiência, descortino, tirocínio e visão e vocação públicas, que V. Exa. tão bem apresenta nesta Casa. Não há dúvida de que a ponderação feita pelo Senador Paim é muito apropriada. E nós todos Senadores temos muito a aprender com o pronunciamento feito aqui agora por V. Exa. sobre tema tão delicado, que é o da previdência.
Portanto, meus cumprimentos e, mais uma vez, meus parabéns.
O SR. FERNANDO COLLOR (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PROS - AL) – Muito obrigado a V. Exa., Senador Antonio Anastasia, que também é um dos Senadores que honram e dignificam este Senado da República, pelas suas palavras. Eu as acolho como um sintoma de que nós estamos partilhando um caminho comum, um caminho da responsabilidade para com o futuro deste País e para com o futuro do povo brasileiro.
Muito obrigado a V. Exa. mais uma vez.
O SR. PRESIDENTE (Antonio Anastasia. Bloco Parlamentar PSDB/PSL/PSDB - MG) – Parabéns, Presidente.
Dando sequência à ordem dos inscritos, agora, para uma comunicação inadiável, concedo a palavra ao eminente Senador Paulo Paim, do PT, do Rio Grande do Sul, para o seu pronunciamento.
Senador Paulo Paim, como é comunicação, bem o sabe, o prazo é um pouquinho menor, mas sempre contando com a boa vontade da Presidência.
O SR. PAULO PAIM (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT - RS. Para comunicação inadiável.) – Mas eu já fiquei contemplado pela fala do ex-Presidente, Senador Collor de Mello. Já me senti contemplado.
Sr. Presidente Anastasia, Senador Kajuru, Senador Humberto Costa, Senador e ex-Presidente Collor, vou falar sobre o salário mínimo. Tem tudo a ver com a previdência.
14:20
O Governo Federal já acabou com a política de valorização do salário mínimo, aquela política que nós aprovamos por unanimidade, Câmara e Senado, que garantia a inflação mais o PIB. Para surpresa nossa, agora anuncia que também não vai dar para o salário mínimo o prejuízo causado pela inflação, que é automático. Está na Constituição que tem que se manter o valor real. Agora, anunciam que vão congelar o salário mínimo por dois anos.
Se continuar assim, eles, que dizem que querem combater os privilégios, vão levar o salário mínimo para um valor correspondente hoje, se continuar não havendo reajuste, a R$500. E hoje vale R$1 mil. Preocupa-me muito.
É bom lembrar que, já que dizem que combatem o privilégio, que cerca de 100 milhões de pessoas, direta e indiretamente, dependem dele, do salário mínimo. É bom lembrar para o Governo que, para cada R$1 a menos no salário mínimo, o Governo perde de arrecadar R$0,54 em tributos.
Aonde vamos chegar? Na miséria total da população? Na fome coletiva? Em mais desemprego? Se não existe poder de compra, o empregador não vai produzir os estoques para guardar na prateleira. Ele tem de ter para quem vender. E o salário mínimo é termômetro, é parâmetro também para os outros salários.
Eu pergunto: é atacar privilégio congelar o salário mínimo por dois anos?
Economistas renomados afirmam que retirar a inflação prejudica a retomada da economia, provoca o aumento da desigualdade e usaram para essa ideia a palavra estupidez. Não é minha, mas eu assino embaixo também. É uma estupidez. Atacam o social.
Para a Doutora em Desenvolvimento Econômico da Unicamp Marilene Teixeira, numa sociedade, como a brasileira, marcada pelo baixo salário, inclusive do salário mínimo, o congelamento é um desastre em todos os sentidos. Diz ela: "O salário mínimo é uma espécie de farol da economia. Mesmo em setores muito precarizados, com trabalho informal, sem registro em carteira, o trabalho tem de ter a sua remuneração baseada pelo menos no valor do salário mínimo. O congelamento vai afetar tanto os trabalhadores formais como os informais", fecho aspas.
Trinta por cento do total de pessoas ocupadas recebem o salário mínimo, R$998; 67% ganham até dois salários mínimos, R$1 mil. Levantamento do Dieese mostra que recebem um salário mínimo 23 milhões – previdência agora – de aposentados e pensionistas do INSS, 12 milhões de empregados, 8,5 milhões de trabalhadores por conta própria, 3,7 milhões de empregados domésticos, num total de aproximadamente 50 milhões de pessoas.
14:24
Por isso, eu falei que, direta e indiretamente, cem milhões de pessoas dependem do salário mínimo. Aqui daria 48 milhões. Vamos botar só um dependente. É como se o pobre tivesse direito a um filho, mas não pode ter esposa, o que seria um milagre, não é? Então, tem que botar dois dependentes. Tem que botar o pobre, com o desemprego que está aí, a esposa e um filho. Daí iríamos para quanto? Para 150 milhões de pessoas. Se eu ficar só em um que trabalha e a esposa, sem nenhum filho, já dariam cem milhões de pessoas pelo cálculo que está aqui apresentado.
Mas vamos em frente. Ainda segundo a economista da Unicamp, o congelamento é um efeito cascata que puxa para baixo todos os benefícios dos aposentados e pensionistas que serão agora – eu diria – metralhados com essa reforma da previdência, em que a ampla maioria pode pensar que vai passar a receber de benefício daqui para frente a metade daquilo que receberia com a atual legislação.
Isso que o Presidente Collor falou muito bem, a tal de regra de transição só atinge 20%; o resto todo, como V. Exa. falou, no outro dia, já passarão a receber, em tese, a metade daquilo que teria de direito. Ou seja, você tem praticamente milhões de pessoas impactadas diretamente com a perda de compra do salário mínimo. Imagine o impacto que terá na economia dos pequenos Municípios que dependem da aposentadoria para fazer sua economia girar.
Adriana Marcolino, outra economista do Dieese, concorda...
(Soa a campainha.)
O SR. PAULO PAIM (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT - RS) – ... que a medida do Governo não é inteligente, é uma medida cruel e burra, porque fragiliza ainda mais a nossa economia com uma economia relativamente baixa para os cofres públicos. O que o Governo vai economizar é muito pouco.
Termino, Sr. Presidente.
O próprio Governo anunciou que, se hoje o salário mínimo fosse congelado, a economia para o próximo ano seria de apenas R$12 bilhões. Vale fazer uma economia dessa de tirar na reforma... V. Exa. falou muito bem, Presidente Collor. Quando ele reduz o leque de abrangência do abono, que não serão mais dois salários mínimos, mas somente R$1,38 mil, 13 milhões de pessoas deixarão de receber o salário mínimo. E aqui ele fala nesse momento que mais R$12 milhões ele tira do mercado quando ele acaba com o reajuste do salário mínimo.
Termino dizendo que isso, Sr. Presidente, só vai aumentar ainda mais a desigualdade social e a pobreza. Não garantir o aumento real já é uma perda considerável para as famílias de baixa renda – ele não vai garantir; agora é o PIB, como eu falava no início –, mas congelar vai diminuir o poder aquisitivo dos mais pobres, é um absurdo. Por isso, eu quero ainda acreditar que isso não vai acontecer. O nosso País tem que criar e estabelecer concretamente política de geração de emprego, de redução da desigualdade e de distribuição de renda.
A última frase: temos que ficar atentos, pois se ventila já a ideia de congelar, retirar a inflação...
(Soa a campainha.)
O SR. PAULO PAIM (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT - RS) – ... que já poderia ser incluída na PEC 438, de 2018, já tramitando na Câmara dos Deputados. Então, tome nota do número: Proposta de Emenda à Constituição 438, de 2018. É ali que eles querem emplacar uma emenda dizendo que o salário mínimo não será mais corrigido nem pela inflação.
14:28
Eu tenho a ousadia de dizer, não precisa me dar nem mais um minuto, 30 segundos chegam: aqui no Plenário do Senado, essa proposta não passa.
Eu tomo a liberdade de dizer, como tomo a liberdade também de dizer, Presidente Anastasia: essa reforma da previdência vai ser debatida aqui exaustivamente no dia da votação; eu faço um apelo aos Senadores, mesmo aqueles que têm uma visão de que os destaques poderão resolver, então, este é o momento: que a gente vote, cada um vote com a sua consciência a peça principal; mas nos destaques dessas questões mais terríveis, eu diria, que levarão à miséria absoluta, e eu diria até à morte, até a morte de milhões de brasileiros, no estado de miséria em que as coisas vão entrar, nós podemos ajustar com destaques. Vamos trabalhar. Cada um, na peça principal, vote com a sua consciência; mas nos destaques – e eu tenho certeza de que teremos mais destaques que serão votados aqui no Plenário – nós podemos mudar o curso da história e salvar o povo brasileiro.
Era isso. Obrigado, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Antonio Anastasia. Bloco Parlamentar PSDB/PSL/PSDB - MG) – Senador Paulo Paim, uma vez mais tenho a oportunidade de cumprimentar V. Exa. E é interessante que o discurso que V. Exa. acaba de fazer veio em casamento com o que falava há pouco o Presidente Collor. Aparentemente houve quase uma dobradinha de temas, porque são temas sociais de alta relevância os dois, numa harmonia muito adequada na questão previdenciária e na questão do salário mínimo, tão importantes para a população mais pobre do Brasil. E V. Exa. tem razão, não acredito que uma proposta com essa natureza possa ser aprovada com essa desvinculação total. Seria muito danoso às pessoas no Brasil. Parabéns, Senador Paulo Paim.

Pena ver Marco Maciel neste estado

As leis de Deus são realmente implacáveis. Algumas doem na alma. Soam como injustas. Difíceis de admitir e compreender. Sobretudo quando constata-se que marginais, vigaristas, patifes, ladrões, pedófilos, assassinos, estão cheios de saúde. Soltos e faceiros. Enquanto figuras humanas notáveis e qualificadas, como Marco Maciel, que honrou e dignificou a vida e os importantes cargos que ocupou, aguarda, em casa, sem poder falar nem andar, com Alzheimer, o chamado do todo Poderoso. Ironicamente, Marco Maciel também é imortal, membro da Academia Brasileira de Letras. 

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Suframa apresenta oportunidades da ZFM para empresa chinesa do segmento fotovoltaico

O superintendente adjunto de Operações da Suframa, Luciano Tavares, reuniu-se  com executivos da Zhangjiakou Longchi Technology, empresa de origem chinesa que atua no segmento de produção de baterias e energia limpa. Também participaram do encontro o superintendente adjunto de Projetos da Suframa, Gustavo Igrejas, o coordenador geral de Planejamento e Programação Orçamentária, Fábio Calderaro, e o coordenador geral de Comércio Exterior, Felipe Esteves, bem como o ex-vereador e deputado federal Massami Miki e demais assessores e empresários que acompanham a comitiva estrangeira na passagem por Manaus.

Durante a reunião, os profissionais da Suframa fizeram, inicialmente, uma apresentação sobre o modelo Zona Franca de Manaus, abordando tópicos como os incentivos fiscais ofertados, as contrapartidas exigidas das empresas, os reconhecimentos internacionais da ZFM e os processos produtivos básicos (PPBs) aprovados especificamente para produtos do segmento fotovoltaico, entre os quais geradores fotovoltaicos, painéis solares fotovoltaicos, módulos inversores e módulos acumuladores de energia elétrica (baterias).

Em seguida, os representantes da Autarquia também fizeram uma apresentação sobre o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), apresentando dados sobre as potencialidades da biodiversidade amazônica e explanando a nova proposta de trabalho elaborada para o Centro, a qual é fundamentada, principalmente, no novo marco da inovação e na geração de negócios.

Os executivos da Longchi Technology, além de exibir um vídeo institucional da empresa, também aproveitaram a oportunidade para tirar dúvidas sobre as informações apresentadas pela equipe técnica da Suframa, buscando conhecer mais detalhadamente sobre a incidência dos tributos, a infraestrutura logística da região e, no tocante ao CBA, a possibilidade de cooperação para desenvolvimento de novas tecnologias. Ao final da reunião, a comitiva estrangeira seguiu para uma visita à sede do CBA e para outras atividades que deram prosseguimento à agenda em Manaus.

O superintendente adjunto Luciano Tavares destacou a importância da audiência com os executivos da Longchi Tech, afirmando que a Suframa tem grande interesse na atração de investimentos para o segmento fotovoltaico da Zona Franca de Manaus. “É uma empresa que, por tudo que foi demonstrado, aparenta ter grande expertise e capacidade tecnológica para fabricação de produtos nesse segmento.  E isso se torna cada vez mais importante, sobretudo, em um mundo que está cada vez mais voltado para a identificação de soluções que promovam a energia limpa”, pontuou Tavares.

Política emocionante

Tópicos do emocionante noticiário político, merecedores de atenção. Bolsonaro reuniu-se com os ministros Augusto Heleno, Ernesto Araújo e o deputado Eduardo Bolsonaro, para a elaboração do discurso presidencial na ONU. Votos para que o filho de Bolsonaro não insista em colocar no texto suas notáveis e famosas receitas de fritar hambúrguer; A propósito, o deputado Kim Kataguiri, do DEM paulista, em recente entrevista indagou, perplexo, "Como é que vamos ter como embaixador em Washington uma pessoa que fala inglês tão bem quanto Joel Santana?"; Lamentável, mas não deu certo, o movimento de Pedro Simon para que o deputado Baleia Rossi desistisse da candidatura a presidente do MDB. Pena. O  mundo pode naufragar, mas Simon continuará desprendido e generoso. Preocupado e empenhado em resolver os problemas da humanidade; Por fim, a senadora Kátia Abreu, mostrando que não tem medo de cara feia, retrucou, enfaticamente, em plenário, a hipocrisia dos "falsos moralistas e vestais, fantasiados de santos", por não aceitarem a derrota, em duas votações que rejeitaram dois nomes indicados para o Conselho Nacional de Justiça. Para a senadora de Tocantins, é "feio e deplorável" que senadores troquem insinuações e farpas entre si, desrespeitando  e não aceitando o voto secreto alheio. A seu ver, são estas atitudes que apequenam o senado. Perfeita a dura e oportuna lição de política de Kátia Abreu aos eternos aprendizes ruborizados da "nova política".

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

De: VICENTE LIMONGI NETTO
Enviado: quarta-feira, 18 de setembro de 2019 13:21
Para: aluizio.maranhao@oglobo.com.br
Assunto: há 50 anos
 
meu caro,

costumo acompanhar a sessão há 50 anos. Sobretudo para recordar e curtir algumas das minhas matérias.
nessa linha, fiquei triste e não entendi porque não saiu o jornal do dia 16 setembro de 1969. pulou para o dia 17.
tem matéria minha, "Eles não vivem só da pasta do trivial do sr.ministro."

saúde, abs,

vicente limongi netto

ex- O Globo e assinante. 

Artigo do Limongi - Tribuna da Internet - melancólico senado baba ovo do jornal nacional

TRIBUNA DA INTERNET
Sob o Signo da Liberdade
Deprimente espetáculo de sabujice nos 50 anos do Jornal Nacional
Posted on 16 de setembro de 2019, 20:25    
                       João Roberto Marinho agradeceu o puxa-saquismo 
 Vicente Limongi Netto

Quem não viu, perdeu um fantástico show de subserviência explícita.  Os 50 anos do Jornal Nacional motivaram o singelo espetáculo de puxa-saquismo do Senado Federal.  No alto do plenário, o busto do ex-senador Rui Barbosa cobriu-se de vergonha. O verbo curvar, reiterado com notável satisfação pelo roliço presidente Davi Alcolumbre, ao colocar no céu o Jornal Nacional, foi repugnante e escandaloso.  Um primor de bajulação.
O Amapá sente-se orgulhoso com o folclórico rebento Alcolumbre, que é hoje a maior cara lambida do Congresso Nacional. Bajula poderosos sem nenhum constrangimento.
EMBALO NAUSEANTE – As palavras do áulico Davi foram acolhidas com fervor pelos dóceis e embevecidos corações dos políticos presentes. Senadores foram no embalo nauseante do medonho Davi. Discursaram no mesmo tom. De cócoras. Patéticos e melancolicamente. Duro saber qual foi o mais serviçal, constrangedor e deprimente.
Esqueceram, por conveniência, esperteza e medo, quantas vezes a TV-Globo e o arrogante e pretensioso Jornal Nacional, pisaram no Senado. Quantas reputações foram destruídas pelo policialesco Jornal Nacional. Quantas vezes o noticioso dono da verdade de meia pataca perseguiu e humilhou a instituição e homens públicos. Incluindo senadores, que jamais dobraram a espinha para o grupo Globo. Quem andam de cabeça erguida. 
CAIR EM DESGRAÇA – Quem não seguir a linha “verdadeira” e “jornalística” do impoluto Jornal Nacional, sem a menor dúvida, precisa ter determinação, caráter e firmeza para não cair em desgraça.  Jair Bolsonaro e Marina Silva, por exemplo, na campanha presidencial, foram vítimas dos algozes e petulantes carrascos, William  Bonner e Renata Vasconcelos.
ELOGIOS FÁCEIS – Na sexta-feira, a sessão arrastou-se por horas. Jornalistas da Globo presentes no plenário, alguns respeitados e expressivos, ouviam perplexos a enxurrada de elogios fáceis e de surrados clichês dos parlamentares diante dos diretores da Globo presentes. Um horror.
Mas a deprimente missão   dos lambe botas engravatados foi cumprida com louvor. Por alguns instantes foram premiados e focalizados pelo Jornal Nacional com migalhas do noticiário político, em uma longa e sonífera cobertura, no encerramento do programa. 
BALANÇANDO A PANÇA – Voltando ao saltitante Alcolumbre. Eis que ele foi balançar a pança na TV de Silvio Santos. Verdade? No Duro. O que os provincianos não fazem para aparecer… Duvido que ex-presidentes do Senado e do Congresso, como Nelson Carneiro, Paulo  Torres, José Sarney,  Jarbas Passarinho, Jader Barbalho,  Renan Calheiros e Mauro Benevides, se prestariam a esta triste  pantomima.
Alcolumbre participou do quadro de charadas. Perdeu feio para o Ratinho. Por 71 a 25. Foi convidado pelo apresentador, pai do governador do Paraná, para disputar troféu de calouro no programa dele. Davi aceitou, com uma condição: levar seu querido, conselheiro e mestre, Randolfe Rodrigues, igualmente catedrático em bajular a TV Globo.
A próxima aparição do macaco de auditório Davi, será como coroinha de missa ao vivo, na Record, celebrada pelo bispo Macedo. A seguir, na Band, sob o comando da Ana Paula Padrão, o trêfego Alcolumbre vai desafiar Eduardo Bolsonaro para ver quem melhor frita hambúrguer. Será a glória para a pavorosa dupla.


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Trajetória perseverante, respeitada e vitoriosa de José Roberto Tadros

José Roberto Tadros sabe que pode contar, sempre, em todas as horas, com o fidalgo e competente amigo, também José, Bernardo Cabral. O Brasil e os brasileiros precisam da firmeza, isenção e lucidez dos patriotas Tadros e Bernardo.

O empresário amazonense José Roberto Tadros nasceu em 28 de novembro de 1945, na cidade de Manaus, integra a quarta geração de uma família de industriais e comerciantes com experiência de 145  anos de trabalhos prestados ao desenvolvimento da Região Amazônica. A instituição gerida pela família Tadros é a mais antiga do estado, conforme dados da Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea).
José Roberto Tadros formou-se técnico em Contabilidade na Escola Solon de Lucena e bacharel pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). No ano de 1964, aos 18 anos, ingressou na empresa da família e junto com seus irmãos Mario Reynaldo Tadros, Paulo Rogério Tadros e Luiz Ricardo Tadros (in memoriam), administra, até os dias atuais, as empresas da família.


José Roberto Tadros também é conhecido por sua forte atuação em defesa do empresariado amazonense. Em 1967, foi eleito diretor do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Manaus (SindiHotéis), do qual se tornou presidente em 2008, ficando no cargo até 2018. Sua gestão foi caracterizada pela perseverante defesa do segmento ao qual representava.
Em 1986, foi eleito presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas, do Centro do Comércio do Estado do Amazonas e dos Conselhos Regionais do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
Concomitantemente, ao trabalho realizado no Sistema Comércio AM, Tadros foi presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/AM (1993 a 1998; 2005 a 2008; 2015 a 2019), vice-presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), membro titular do Conselho de Administração da Suframa, do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Conselho Diretor da Fundação Universidade do Amazonas, do Conselho Estadual da Previdência Social (INSS), da Junta Comercial do Amazonas (Jucea), do Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam), além de membro do Conselho da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) e do Conselho Diretor da Associação PanAmazônia, entre outros.
Em reconhecimento ao seu trabalho, seu nome homenageia a Estância Ecológica Tepequém do Sistema Comércio Roraima, o Bloco de Saúde do Sistema Comércio Acre, o edifício-sede da administração do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AM), o Centro de Educação Sesc em Manaus, o Complexo Balneário Parque Aquático II do Sesc AM e a Balsa-Escola do Senac  AM.
No que tange a condecorações, José Roberto Tadros recebeu mais de 170 homenagens, entre estrangeiras, nacionais, estaduais e municipais; e possui o título honorífico de cônsul honorário da Grécia em Manaus, com jurisdição nos estados do Amazonas, Pará, Rondônia, Acre, Roraima e Amapá.
O empresário é autor dos livros “Da Razão e das Palavras” (2010), “Marco para Novas Gerações” (2010), “Ideais Confessadas” (2011) e o “O grande Amazonas em Marcha” (2017), além de ter sido o organizador e idealizador do livro “Memorial do Comércio – Histórias das Famílias que Desbravaram o Amazonas” (2014).
No ano de 2018, em decorrência do exímio trabalho realizado à frente do Sistema Comércio AM, Tadros foi eleito para gerir a entidade máxima representativa do terceiro setor brasileiro, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que hoje, representa cerca de 5 milhões de empresas do comércio, que respondem por cerca de 1/4 do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram aproximadamente 25,5 milhões de empregos diretos e formais.
Ao se tornar presidente da CNC, José Roberto Tadros, consequentemente, assumiu a presidência dos Conselhos Nacionais do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) no quatriênio 2018-2022.

Também no ano de 2018, José Roberto Tadros foi eleito presidente do Conselho Deliberativo Nacional (CDN) do Sebrae, órgão máximo de direção da instituição .

Espetáculo de sabujice

Quem não viu, perdeu um fantástico show de subserviência explícita. Os 50 anos do Jornal Nacional motivaram o singelo espetáculo de puxa saquismo do senado federal.  No alto do plenário, o busto do ex-senador Rui Barbosa cobriu-se de vergonha. O verbo curvar, usando pelo presidente Davi Alcolumbre colocando no céu o Jornal Nacional foi perfeito. Acolhido pelos corações dos políticos presentes. Os discursos foram assombrosos. Duro saber qual foi o mais serviçal, constrangedor e deprimente. Porém, a missão dos lambe botas engravatados fui cumprida com louvor. Por alguns instantes serão focalizados com migalhas do noticiário pelo Jornal Nacional.
Dallagnol não está sozinho.
Ele faz parte de toda uma máquina trituradora da decência,
da compaixão e da responsabilidade com o outro.
A dita classe média é absolutamente alienada, irresponsável,
irrelevante intelectualmente, irrelevante eticamente, vazia de
valores e de respeito para com o outro.
A classe média enche o peito achando-se o máximo, como faz
esse delinquente”.
Silvio de Barros Pinheiro

Suframa e Piatam lançam 1ª Feira de Sustentabilidade do PIM

Com a presença de representantes de entidades de classe e de órgãos governamentais, agentes políticos, empresários, pesquisadores e profissionais da imprensa, entre outros, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e o Instituto de Inteligência Socioambiental Estratégica da Amazônia (Piatam) realizaram  na sede da Suframa, o lançamento da primeira edição da Feira de Sustentabilidade do Polo Industrial de Manaus (fesPIM).

A fesPIM ocorrerá no Studio 5 Centro de Convenções, em Manaus, entre os dias 27 e 29 de novembro, e terá como principal objetivo demonstrar o potencial sustentável do PIM, um dos parques fabris mais importantes do País. Idealizado com o conceito de aliar sustentabilidade e tecnologia, o evento tem a previsão de contar com 130 estandes, que serão distribuídos em uma estrutura ambientalmente responsável, bem como com uma programação repleta de exposições, palestras com convidados nacionais e internacionais, venda direta de produtos fabricados no PIM e ações com comunicólogos e investidores que tenham interesse em expandir seus conhecimentos sobre a realidade produtiva local.

A cerimônia de lançamento da 1ª fesPIM contou com pronunciamentos do superintendente da Suframa, Alfredo Menezes; do presidente do Instituto Piatam, dr. Alexandre Rivas; do CEO do Grupo Rede Amazônica, Phelippe Daou Jr; do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo; do presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Joelson Silva; e do presidente da Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, Ricardo Nicolau.

O superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, destacou que a proposta de realização do evento surgiu a partir do Instituto Piatam e que a Suframa, desde o início, identificou muita validade na iniciativa, em especial diante da situação diferenciada por que passa a economia nacional e da oportunidade de divulgar a importância socioeconômica e sustentável do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) em um momento em que as discussões da reforma tributária estão se intensificando em todo o País. “Quase concluída a reforma da previdência, entramos no momento da reforma tributária, e precisamos atrair a atenção de todos para a importância da Zona Franca de Manaus. Vejo essa feira como uma ocasião ideal para fazermos uma convocação e uma mobilização de toda a sociedade brasileira para que conheçam de fato o nosso modelo de desenvolvimento e suas diversas contribuições para o País”, ressaltou Menezes.

Ele também adiantou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, já demonstrou interesse em participar da fesPIM e está estudando a possibilidade de pernoitar na região no período do evento. “Caso a participação do nosso presidente seja viabilizada, nós conseguiremos atrair a atenção do Brasil e do mundo para a nossa feira e para a importância do nosso modelo. Com todas as ações que estamos empreendendo à frente da Suframa, vemos a fesPIM como um outro marco do nosso trabalho neste ano e como uma forma de encerrar 2019 de maneira extremamente positiva em conjunto com nossos diversos parceiros da sociedade”, complementou.

O presidente do Instituto Piatam, Alexandre Rivas, destacou o importante papel desempenhado pelo PIM, especialmente, na geração de empregos e a conexão desse indicador com a preservação ambiental. “É neste sentido que nós produzimos esta feira, exatamente para mostrar o potencial e a importância da região não apenas para o Brasil, mas para o mundo inteiro. E também no sentido de buscar alternativas como, por exemplo, na bioeconomia. A Suframa tem um papel importante junto ao Centro de Bioteconologia da Amazônia (CBA) para que ela possa efetivamente funcionar”, afirmou Rivas.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

O milagroso Simon

Pedro Simon  passou por Brasília. Motivo: salvar o MDB. É cativante o desprendimento do milagroso Simon. O único cidadão do planeta Terra realmente preocupado com os dramas da humanidade. Como bom mascate, mesmo sem mandato, Simon percorre o Brasil, levando suas brilhantes e originais idéias que poderão salvar o mundo. Simon passou 30 anos no senado. Não deu tempo de apresentar nem de aprovar suas edificantes propostas.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Jagunço do presidente

Eduardo Bolsonaro, o orgulhoso filho jagunço do presidente, foi com revólver na cintura, visitar o pai recém  operado. Vergonhoso e patético. Pelo jeito a sabatina do fritador de hambúrguer no senado promete fortes emoções. Trump também adorou o desprendido e singelo gesto juvenil do amigo de infância. A atitude estúpida e vergonhosa do filhote aprendiz de diplomata, levou boas energias ao sorridente capitão e ao tranquilo ambiente do moderno e seguro hospital. Por sua vez, nessa linha de deboche explícito, o irmão e vereador Carlos, outro valente do clã, criticou pelas redes sociais a importância do regime democrático. Oremos.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Mais uma série inacreditável

É inacreditável. Não entendo. Apesar dos meus 74 anos. Como a modernidade destaca canalhas. A Globo fez série com um médico canalha que desonrou e violentou centenas e mulheres. O crápula agora se passa por doente. Deveria mofar na cadeia. Agora, leio no Lauro Jardim (O Globo - 8/9) que outro monstro, que estuprou dezenas de mulheres, usando o nome de Deus, também virará série na televisão. A série verdadeira da vida imunda e dos abusos da dupla de ratazanas, merecia ser filmada e contada no esgoto. Onde foram paridos os dois patifes.

Ministro grosseiro

Deplorável, estúpida, torpe, leviana e indigna demonstração de falta de educação e de compostura do ministro da Economia, Paulo Guedes, endossando, como vigilante serviçal de luxo, insultos de Bolsonaro à primeira dama francesa, Brigitte Macron. Bolsonaro vai condecorar o patético humorista Paulo Guedes, com a medalha expoente baba-ovo. O governo vai perdendo a noção de civilidade, de bons modos e de respeito. Graduados auxiliares do capitão Bolsonaro seguem, com exemplar subserviência, a melancólica e destrambelhada cartilha de insultos, gracejos chulos e acusações descabidas do chefe da nação. A imagem do Brasil no exterior está despedaçada. Será difícil juntar os cascos do que resta dela.

'Que a ONU reconheça o Dia da Amazônia', disse o prefeito Arthur Virgílio

“A ficha do mundo caiu e a ficha do Brasil precisa cair. A Amazônia é a região mais importante do Brasil e é uma das mais estratégicas do mundo, isso tem que ficar claro. Esse simpósio é um ponto de partida para nós fazermos uma grande campanha de alcance mundial. E gostaria muito que a ONU fizesse do 5 de setembro o Dia Internacional da Amazônia”, foram essas as palavras do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, à imprensa, durante a abertura do 1º Fórum das Cidades Amazônicas, nesta quinta-feira, 5/9, Dia da Amazônia.

O evento é promovido pela Prefeitura de Manaus, com a parceria da Fundação Konrad Adenauer e o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, e acontece até esta sexta-feira, 6, no Pavilhão Princesa Isabel, do Complexo Armazém XV, no Porto de Manaus.

Segundo o secretário-executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, o Fórum das Cidades Amazônicas no Dia da Amazônia significa dar e reconhecer a voz das cidades da Amazônia ao mundo. "O que pensam as cidades, qual o modelo das cidades que precisa ser edificado nessa região, que diferenças a cidade amazônica deve ter em relação a outras cidades de outros lugares do Brasil e de outros lugares do mundo. São essas as questões que o ICLEI, como a maior rede de cidades do mundo, traz. Usaremos nossa expertise para criar a possibilidade de alianças, de parceiros, para dar os instrumentos necessários para os prefeitos da região poderem fazer o seu trabalho”, destacou.

A coordenadora de Projetos da Fundação Konrad Adenauer no Brasil, Marina Caetano, ressaltou a importância do fórum nos 50 anos da Fundação. "Acho que os governos subnacionais têm uma liderança na questão ambiental e o grande objetivo dessa discussão é sair com propostas concretas, a partir da perspectiva das cidades amazônicas, para resolver os desafios ambientais da região”, afirmou.

Dia Internacional da Amazônia

No Dia da Amazônia, o prefeito disse a prefeitos e representantes de cidades que integram a Amazônia Legal, representantes de organizações nacionais e internacionais, a exemplo da Embaixada da Noruega e do governo da Alemanha, além do público que se inscreveu para participar do evento, que seu objetivo é prometer uma grande união em prol do desmatamento ilegal zero na Amazônia. Para isso, o fórum terá como resultado a elaboração do "Pacto das Cidades Amazônicas”, como manual de responsabilidade sustentável, às vésperas da 25ª Conferência Mundial do Clima, a COP 25, que acontece em dezembro deste ano, na cidade de Santiago do Chile.

"Nós não podemos transigir com a maior riqueza com que conta o Brasil e com o futuro de um mundo que confia muito na nossa possibilidade de fazer isso aqui [Amazônia] crescer e gerar frutos econômicos, renda e emprego de maneira sustentável o tempo inteiro. Quando acabar meu mandato eu pretendo percorrer o mundo inteiro discutindo a Amazônia”, disse Virgílio, que também realizou palestra magna sobre desenvolvimento sustentável.

Em conversa direto com o diretor da ONU na América do Sul, Alain Grimard, o prefeito propôs o reconhecimento do dia 5 de setembro como Dia Internacional da Amazônia. "Para os amazônidas, o dia 5 de setembro de cada ano é o Dia da Amazônia. Seria um sonho se, em algum momento, as Nações Unidas adotassem esse dia como o Dia Internacional da Amazônia, seria um gesto sutil, generoso, e, claro, de solidariedade à floresta em pé e à exploração racional de tantas riquezas que podem beneficiar em muito a humanidade inteira", defendeu Virgílio.

"É uma iniciativa muito legal e vou falar disso, obviamente, com o coordenador residente da ONU Brasil, para Nova Iorque sobre essa possibilidade. Em outubro vamos ter a Assembleia Geral Anual da ONU, onde todos os países vão participar e vamos fazer tudo para que essa iniciativa possa ser um sucesso", garantiu Alain Grimard.

Debates

Dentre as autoridades presentes, o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Marcos Penido, disse que o fórum é um  importante instrumento para unir interesses em comum em prol da Amazônia. "Nosso governador João Dória aceitou com muita honra o convite do prefeito Arthur Virgílio Neto. Infelizmente, não pode vir, mas estamos aqui juntos, trazendo o que São Paulo pode contribuir, entender um pouco das necessidades da Amazônia e aprender com a riqueza de quem vive nesse local”, avaliou.

O secretário executivo da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), Gilberto Perre, lembrou do acordo firmado por todos os prefeitos do Brasil na COP de Paris. “Os prefeitos têm reafirmado o compromisso que foi assinado no acordo de Paris, de não permitir que a temperatura do mundo aumente mais de um grau e meio. E estarmos aqui, em Manaus, para escrever um manifesto que esperamos possa ser apresentado na COP do Chile. Essa é a prova de que os prefeitos têm consciência de que a Amazônia é fundamental para o mundo e que estão comprometidos com um crescimento sustentável”, declarou.

No seu segundo dia, o 1º Fórum das Cidades Amazônicas vai dar continuidade aos painéis sobre economia, desenvolvimento urbano, sustentabilidade da floresta e cooperação regional descentralizada. Também nesta sexta-feira será apresentado pelo prefeito Arthur Virgílio Neto o "Pacto das Cidades Amazônicas”.

 "Esse é um momento importante para todos nós. O que será discutido nesse fórum é realidade das nossas necessidades e, principalmente, do que já está sendo feito em Manaus, que a torna um exemplo para outras cidades brasileiras", ressaltou o titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Antonio Nelson.

A atriz Tainá Duarte, que será uma das mediadoras do segundo dia de discussões, afirmou que "é uma honra fazer parte de um fórum como esse, ouvir pessoas e debater sobre o desenvolvimento sustentável. Acho que temos que, além de falar sobre isso, criar soluções para progredir e prosperar sobre o meio-ambiente”, defendeu.

Monstros assassinos mereciam prisão perpétua

O que fazer, agora que estão presos, com os assassinos  Marinésio e João Marcos, que estupraram e mataram mulheres, em Brasília? As leis precisam ser duras, exemplares, implacáveis e definitivas para monstros como eles. Passou da hora do Brasil deixar apodrecendo na cadeia, canalhas e covardes da laia de Marinésio e João Marcos. Na falta urgente de prisão perpétua ou pena de morte, a dupla de bestas humanas será tratada a pão-de-ló na Papuda: 3 refeições por dia, banho-de-sol, visitas íntimas, televisão e, se bobear, tomada na cela para usar celular. Tenho ânsia de vômito.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Bernardo e Collor

O colunista Bernardo Mello Franco (4/9) afirma que Collor foi arrancado da Presidência da República acusado de corrupção. Collor foi apeado da chefia da nação porque não dobrou a espinha para maus brasileiros defensores do Brasil do atraso. Empenhados em seus interesses pessoais. Tanto é verdade que depois, em dois julgamento, o STF inocentou o ex-presidente de todas as acusações de seus detratores.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Senadores não temem Bolsonaro

Os pretensiosos alquimistas palacianos levam a sério a abissal tolice. Pensam (opa, foi mal) que conquistarão votos favoráveis de senadores para o aprendiz de diplomata, ex-escrivão da Polícia Federal e emérito fritador de hamburguer,  tornar-se embaixador nos Estados Unidos. Pelo simples fato de Eduardo Bolsonaro ter ido de pingente de luxo do ministro Ernesto Araújo, ao encontro de Trump. Patético, grotesco e assombroso. Os senadores não são crianças. Alguns são recadeiros do governo. Aplaudem o rosário de inacreditáveis sandices, grosserias e extravagâncias de Bolsonaro.  Mas a maioria esmagadora dos senadores raciocina com a própria cabeça. Têm consciência que foram eleitos para trabalhar pela coletividade. Não permitem intromissão na soberania do Senado.  Não dobram a espinha para ameaças nem caras feias. Jamais servirão de instrumento de subserviência e bajulação para saciar os apetites pouco republicanos de Bolsonaro. 

Bodas de Diamante

Há 60 anos que Deus embeleza e energiza Gilberto Amaral e Mara. Inesquecível Bodas de Diamantes. O convívio respeitoso, amoroso e fraternal transformou a vida do casal numa existência feliz e consagradora. Mara e Gilberto dividem com os filhos, Rodrigo, Marcelo e  Bernadette, netos, genros e noras, os encantos, sucessos, amizades e prazeres que conquistaram e preservam a vida inteira. Como jornalista,Gilberto Amaral serve a coletividade com isenção e destemor. Merece, portanto, o respeito que tem.










 

 








 












Foto de Lia com Gilberto é de Paulo Lima.
As demais são do tricolor-sofredor das laranjeiras, Osvaldinho Rocha.