segunda-feira, 22 de julho de 2013

O Papa e a FAB


O senador Renan Calheiros fez muito bem em cancelar a viagem oficial que um grupo de senadores faria ao Rio de Janeiro para encontrar o papa Francisco.  Terão que se contentar em ver Francisco pela televisão ou, então, pagar passagem e estadia do próprio bolso. Contudo, a decisão de Calheiros deixou triste o santo padre, que gostaria de conhecer o famoso senador gaúcho (Pedro Simon) e receber dele as bênçãos divinas de um autêntico franciscano. Renan também deveria aproveitar o ensejo e passar o pente-fino nas costumeiras e inúteis viagens de parlamentares ao exterior.

Bem vindo, Papa Francisco!


Que sua presença semeie fé, energia e alegria nos corações dos brasileiros.

Amigo do Rei

Vou-me embora para Dubai. Lá sou amigo do Rei, que me paga em ouro o peso que escolherei. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Marin focado no trabalho


Excelente a entrevista de Jorge Luiz Rodrigues, no Globo, com José Maria Marin. Em todas as linhas o presidente da CBF mostra-se focado em novos sucessos da seleção brasileira. Marin não dissimula, não escamoteia informação, fala claramente de todos os temas relacionados com o futebol brasileiro e com a Copa de 2014. Experiente homem público e desportista, Marin cumpre sua missão no comando da CBF com invulgar competência e isenção. Trabalha pensando no prestigio do futebol brasileiro. Aqui e no exterior. Exige disciplina e responsabilidade de seus comandados e jogadores. Marin não dá trela aos decaídos e rebotalhos. Eternos pregoeiros do caos.

Procurador-Geral tenta bloquear investigação sobre licitações e contratos firmados em sua gestão

Por Pedro Benedito Maciel Neto, do Outras Palavras
Conselho Nacional do Ministério Público cobra de Gurgel informações sobre licitações e
outros contratos sob suspeita
(Foto: Antonio Cruz / ABr)


Enquanto o Brasil vive uma nova ordem da nossa democracia após a onda de manifestações país afora e ainda comemora a vitória na Copa das Confederações, uma disputa no coração do Ministério Público promete fazer mais barulho que a discussão sobre a PEC 37 e coloca o Supremo Tribunal Federal no centro do debate.
De um lado, o Conselho Nacional do Ministério Público; do outro, o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel. O conselheiro Luiz Moreira entregou ao STF detalhes das informações que está cobrando de Gurgel sobre licitações e outros contratos sob suspeita. Gurgel alega que Moreira quer apenas desmoralizar a instituição e pediu ao Supremo que suspendesse o pedido. O ministro Teori Zavascki negou o pedido do PGR e agora quer saber mais sobre as suspeitas levantadas pelo Conselho.
Mas, afinal, o que pesa contra o Procurador Geral da República já em fim de mandato? Por que Roberto Gurgel vem criando obstáculos de toda ordem contra as diligências que o conselheiro fez ou pelo menos tenta fazer?
Vamos aos fatos. Teria o citado conselheiro recebido em seu gabinete um grupo de servidores do Ministério Público Federal, que a ele relatou uma série de irregularidades praticadas pela administração daquele órgão em detrimento do erário. O Procurador Geral da República seria responsável pela realização de licitações suspeitas. Os valores superam os R$ 40 milhões. Além da falta de justificativas convincentes, haveria indícios de direcionamento de tais processos licitatórios.
Frente a gravidade do relato e diante da ausência de documentos (os servidores não quiseram apresentar nenhuma documentação formal, temendo perseguições administrativas), resolveu o conselheiro oficiar o Ministério Público Federal em busca de informações e documentos, afinal caberia a ele, na qualidade de conselheiro, requisitar de quaisquer órgãos do MP ou do Conselho as informações que considere úteis para o exercício de suas funções.
E aí começou a queda de braço que parou no STF. O conselheiro diligenciou e constatou que todos as licitações foram realizadas pelo mesmo pregoeiro, e em períodos mínimos, de no máximo 30 dias, entre a abertura do procedimento e a sua efetiva conclusão. Celeridade fora dos padrões de Brasília. O Portal da Transparência também serviu para reforçar suas suspeitas. Os processos de licitação apresentaram falhas como procedimentos sem páginas numeradas, com numerações repetidas, respostas apresentadas a questionamentos antes mesmo de estes serem formulados pelos licitantes, entre outros.
Há ou não algo minimamente suspeito a ser esclarecido por Roberto Gurgel? Mas não é só. O Conselho também quer apurar nomeações que causaram estranheza dentro do MP. Alguns servidores tiveram empregos de confiança transformados em cargo de provimento efetivo, em virtude de decisões proferidas pelo Conselho Nacional do Ministério Público, mas há informação segura de que uma série de outros servidores não incluídos na decisão recebeu, sem nenhum procedimento formal, a inclusão nas mesmas condições.
Há informação também quanto à existência de servidores sem nenhuma graduação, exercendo cargos em comissão privativa de bacharéis, bem como prática de nepotismo cruzado. Em cima de tais indícios, o conselheiro oficiou a quem direito e não obteve resposta.
Caberia ao Procurador Geral da República, em não tendo “culpa no cartório” como se diz por aqui, prestar todas as informações ao conselheiro e, em havendo de fato irregularidades, apurá-las e punir os responsáveis sem nem precisar para tal lançar mão da “Teoria do Domínio do Fato”.
Roberto Gurgel, no entanto, optou por barrar qualquer iniciativa de investigação via Supremo Tribunal Federal. Tentou e não conseguiu. Como registrou a colunista Monica Bergamo, no sábado, dia 29, o STF quer esclarecimentos.
Ouso a dizer que não é apenas o ministro Teori Zavascki que quer a verdade. É a sociedade brasileira que deu claros sinais de insatisfação com os vícios na política e na gestão do dinheiro público. Chega a ser irônico imaginar que o mesmo Ministério Público que brigou para não perder seus poderes de investigação viva uma queda de braço interna exatamente para cercear o direito de investigar e sombrear a verdade.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O que acontece por aí...

Senadores Longe Do Papa

O senador Renan Calheiros fez muito bem em cancelar a viagem oficial que um grupo de senadores faria ao Rio de Janeiro para encontrar o Papa Francisco.  Terão que se contentar em ver Francisco pela televisão, ou, então, pagar passagem e estada do próprio bolso. Contudo, a decisão de Calheiros deixou triste o Santo Padre, que gostaria de conhecer o famoso senador gaúcho e receber dele as benções divinas de um autêntico franciscano. Renan também deveria aproveitar o ensejo e passar o pente fino nas costumeiras e inúteis viagens de parlamentares ao exterior.

Tostão e Ganso

A meu ver é um crime o colunista Tostão (Esporte- 17/7) fazer pouco caso das qualidades técnicas do jogador Paulo Henrique Ganso, ao ponto de insinuar ser o atleta um enganador. Francamente. Quem jogou bem futebol como Tostão não pode cometer tamanha blasfêmia. Coisa feia. Ocorre que Tostão sabe disso, mas não diz que Ganso jogava no Santos com Neymar e Elano. Ganharam muitos títulos. Hoje, no São Paulo, Ganso levanta e cabeça e não tem opção. Tem que jogar com Luis Fabiano e Aloísio.

Ana Amélia questiona resolução que estabelece emplacamento imediato de tratores

A senadora Ana Amélia (PP-RS) questionou na tribuna a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que obriga o emplacamento imediato de tratores agrícolas, sob pena de multa e apreensão do veículo. Na avaliação da senadora, a medida gera mais custos aos produtores rurais desnecessariamente, podendo inclusive prejudicar a produção agrícola.
- Um exemplo de medida que gera mais custos e sem nenhuma consequência em produtividade, porque, se viesse uma medida para aumentar a produtividade, certamente, os próprios agricultores seriam os primeiros a defendê-la – opinou.
Ana Amélia informou que se reuniu com o senador Paulo Paim (PT-RS) e com representantes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf-Sul), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para debater o assunto.
A senadora disse que a reunião levou à conclusão que existem várias dúvidas sobre a resolução do Contran que obriga o registro de tratores destinados a puxar ou arrastar “maquinaria de qualquer tipo, inclusive aqueles dedicados à atividade agrícola”.
- Não bastassem as limitações com a má qualidade das nossas estradas, a ineficiente e limitada infraestrutura de portos e ferrovias, os agricultores – principalmente os familiares do meu estado, estão sendo obrigados a lidar com mais uma barreira que encarece a atividade e gera novas inquietações e preocupações – disse.

Ana Amélia informou que entrou em contato com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, para tentar encontrar solução para o problema, que poderia ser a suspensão da obrigatoriedade.

terça-feira, 16 de julho de 2013

FIAM já tem 85% dos estandes reservados

A sétima edição da Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2013) já está com 85% dos seus estandes reservados. Restam, assim, poucas unidades disponíveis para as empresas e entidades interessadas em participar do maior evento multissetorial da Região Amazônica, que está agendado para 27 a 30 de novembro, no Studio 5 Centro de Convenções, Zona Sul de Manaus. De acordo com a Coordenação-Geral de Promoção Comercial (COGPC), departamento da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) responsável pela execução da Feira, empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) como a Moto Honda, Sony, Nokia, Samsung, Yamaha, Panasonic, BIC, entre outras, foram algumas das que reservaram espaço para participarem do evento. Os estandes disponíveis têm tamanho variando de 20 metros quadrados a 50 metros quadrados. “Restam poucos espaços. Os interessados devem se apressar”, alerta o coordenador-geral de Promoção Comercial, Jorge Vasques, ressaltando que a Feira tem se consolidado como maior vitrine de exposição das potencialidades regionais e promovido a divulgação de oportunidades para negócios e cooperação nos nove Estados da Amazônia brasileira, bem como sua integração nacional e internacional.  Os telefones da COGCP são: 3321-7259/7199. A FIAM deste ano terá como slogan “Passe para o futuro”, referência à realização da Copa do Mundo FIFA 2014 – que terá Manaus como uma das 12 sedes – e à perspectiva de prorrogação da vigência do modelo Zona Franca de Manaus por mais 50 anos. Realizada a cada dois anos, a FIAM é promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio da SUFRAMA, e tem como objetivos principais a atração de investimentos, promoção comercial de produtos e serviços da Amazônia Brasileira; a mostra de programas e projetos resultantes das políticas públicas para desenvolvimento socioeconômico sustentável; a promoção e identificação de parcerias público privadas;  o estímulo a exportações; além do incremento do fluxo de turistas e viabilização de parcerias para o setor. Além da exposição de produtos, a Feira apresenta uma programação ampla e variada, composta de rodadas de negócios e de turismo, jornada de seminários com temas estratégicos para o desenvolvimento regional e que visam difundir conhecimentos gerais sobre a Amazônia, bem como gerar subsídios para a orientação de políticas públicas.


Edição anterior


Em 2011, 382 expositores, em uma área total de 11,5 mil metros quadrados, apresentaram o que a Amazônia Brasileira oferece de melhor em termos de investimento. A Rodada de Negócios, realizada em parceria com o SEBRAE-AM, gerou US$ 13 milhões a curto prazo, e teve a participação de 136 empresas ofertantes e 26 empresas compradoras; a Jornada de Seminários apresentou 14 temas estratégicos para o desenvolvimento sustentável teve a participação de 1,5 mil inscritos; a Rodada de Negócios de Turismo reuniu 22 compradores de serviços e 38 fornecedores; e o Pavilhão Amazônia – espaço destinado para a promoção e comercialização de produtos regionais – contou com a participação de 116 expositores.

Crise é a transformação da sociedade, diz Sarney


Para o senador José Sarney (PMDB-AM), a história não se faz sem crises. “A história de um país é a soma de todas as histórias que fazem a sua sociedade em determinados tempos. Elas se somam e são sempre uma obra do tempo”, disse o senador José Sarney (PMDB-AM), na manhã desta sexta-feira (12), na tribuna do Senado Federal, em pronunciamento sobre o momento político que vive o Brasil. O ex-presidente da República e do Senado chamou a crise atual do país de “vontade popular”. Com a experiência de mais de meio século de vida pública, José Sarney confessou já ter visto muitas crises, e que a atual revela uma grande transformação da sociedade. “Hoje, em novo tempo, que é o tempo da comunicação, seu primeiro agente é um novo interlocutor da sociedade democrática: a opinião pública, mobilizada, atenta, engajada, apaixonada e instantânea”, afirmou. José Sarney disse que, desde 1972, na Conferência de Estocolmo, quando se verificaram as primeiras manifestações sobre os problemas ecológicos, o desenvolvimento econômico e a expansão tinham perdido aquela sacralidade de serem sinônimos de progresso. Sobrevieram, então, novos conceitos, reflexões e dúvidas sobre o caminho que o mundo estava tomando. Se estava em um caminho certo ou errado. O senador pelo Amapá lembrou-se em seu pronunciamento de uma referência que fizera então a Oichi, ministro do Meio Ambiente do Japão, que, diante a frenética de seu país em busca do Produto Interno Bruto se indagava o que tinha tudo aquilo a ver com a felicidade humana. Sarney referiu-se ainda a John Kenneth Galbraith, autor do livro A Sociedade Afluente, onde sustenta que a sociedade industrial deixa de lado os valores que o homem deve prezar. O senador Sarney disse que nas cidades a intensa urbanização ocorrida na grande parte dos países criou grandes problemas. “Todos nós somos testemunhas desses problemas que temos, hoje, nas grandes cidades”, afirmou. Entres esses, segundo Sarney, estão a dificuldade de locomoção e a violência urbana.

Mobilidade

O primeiro desses problemas diz respeito à mobilidade urbana. “Os carros não andam, enchemos as cidades de automóveis e hoje ninguém pode andar dentro das cidades. As pessoas vivem quase com um estresse e freneticamente quase que chegam em casa com princípio de esquizofrenia, tão grande a irritação que eles têm no trânsito”, lastimou. Ele disse que, paradoxalmente, atualmente a média da mobilidade nas cidades é de 18 quilômetros. Exatamente o que faziam as carroças da Idade Média. “Então a história da humanidade é cheia desses paradoxos. O fenômeno vem desde os transportes coletivos totalmente abarrotados até os transportes individuais”, observou.


Violência

Outro problema apontado pelo senador José Sarney em seu discurso foi a violência. Segundo ele, o Brasil é o primeiro país do mundo em números absolutos em homicídios. “Temos 51 mil homicídios por ano, e nos últimos 30 anos, foram mortos aqui no Brasil, 1 milhão e 90 mil pessoas. Isso é mais do que a soma de todas as guerras nesse período. Aqui, nós não tivemos nenhuma guerra, mas tivemos também um maior número de mortos do que nessas guerras que existiram no mundo, localizadas nesse período”, ressaltou. José Sarney citou uma pesquisa do Ipea, na qual afere que 78% dos brasileiros têm medo de serem assassinados; e 91% têm medo de ser assaltados. “Por outro lado, temos uma legislação que, a meu ver, é responsável pelo crescimento de homicídios no Brasil e por esses números que citamos. Como o fato de sermos um dos poucos ou talvez o único país do mundo em que um homem que mata outro se defende solto. Isso cria, dentro da sociedade, um desprezo pela vida”, lastimou o senador.

Manifestações

Dessa forma, esses problemas permearam as recentes manifestações ocorridas por todo o país, de acordo com José Sarney. “Dois componentes da alma das pessoas estavam presentes: primeiro esse estresse permanente do tráfego; e, segundo, a violência que também permeia a vida das grandes cidades”. Por outro lado, disse José Sarney, é intrigante pesquisas que apontam 76% dos brasileiros dizendo que o país é um bom lugar para se viver. “Então, a pergunta é nossa: por que essa grande insatisfação que explode no momento atual? Esse pano de fundo de um fenômeno que acho que, de repente, para todos nós, surgiu sem uma causa justificada. Até hoje ninguém explicou qual era a causa profunda. Ninguém pode prever subitamente essa surpresa que tomou de uma atônita perplexidade todos nós no Brasil com esses acontecimentos”, afirmou.

Ideologias

Para o senador, a atual crise tem novos componentes. “Depois do fim das ideologias do nosso tempo – a mais dominante delas, o comunismo –, as novas gerações, sem causas, sem utopias, são presas fáceis do niilismo, das drogas, do alcoolismo e de uma coisa que hoje domina quase grande parte: a sublimação dos prazeres. Mas a maior parte delas dirige suas energias e vitalidades contra as mazelas da humanidade. É aquele sentimento que todos nós que fomos moços sabemos, que o primeiro desejo nosso é melhorar a sorte da humanidade, das pessoas. É o gesto altruístico de grandeza, de idealismo que movimenta os moços, o qual todos nós já tivemos. E, às vezes, até na velhice, mantemos esses sentimentos”, disse.

Sistema eleitoral

O senador Sarney abordou também a questão do sistema político brasileiro, que segundo ele, dá margem a muitas incompreensões. “O Brasil não conseguiu fazer partidos políticos em que a democracia se sustentasse. Não conseguiu fazer um sistema de representatividade que realmente atendesse aos anseios do povo. Basta ver essa busca que nós temos. Foram 500.402 candidatos na última eleição e toda essa gente em busca de dinheiro para fazer eleição. De acordo com Sarney o atual sistema tem que ser mudado. “Esse voto proporcional do jeito que nós o praticamos é absolutamente destruidor dos partidos; ele é destruidor do Congresso; ele é destruidor da Câmara; ele é destruidor da classe política e ele tem sido responsável pela má vontade do povo, pela incompreensão do povo e realmente pelos resultados, que só têm diminuído o prestígio da instituição representativa”, afirmou. O partido político foi o caminho pelo qual a democracia pôde organizar-se e ser o melhor sistema de autogoverno, disse Sarney. Para ele, sem partidos políticos fortes, não há parlamentos fortes e, sem esses, a democracia descamba para a demagogia, para a política pessoal, com todos os descaminhos que levaram, no Brasil, à decomposição dos costumes políticos. O Sarney enfatizou ainda que o atual sistema eleitoral partidário chegou ao fim. “E é com tristeza que podemos afirmar que ele se deteriorou; e, para não usar uma palavra mais dura, dizendo que ele se acabou!”.

Congresso Nacional

O Congresso Nacional e, em particular, o Senado têm reagido, tentado reagir com uma agenda positiva, que procura identificar a demanda difusa das manifestações, considerou José Sarney. Ele disse que é preciso atenção para não tomar necessariamente essas demandas como a expressão de todos os segmentos da sociedade, nem deixar de decidir sobre assuntos mais complexos que escapam ao grito das ruas. “Repito que sem Congresso forte não há democracia forte. E uma democracia frágil é um prenúncio de decomposição. Sem ela perde-se a liberdade e surgem as fórmulas salvadoras. Ninguém pense que elas já estão fora das nossas hipóteses de perigo. No mundo atual, há outras fórmulas de desestabilização que não as intervenções militares, tão sofridas ao longo da nossa História, o terrorismo e a divisão social. Não podemos deixar de estar atentos a esses aspectos”, reiterou. José Sarney reafirmou a necessidade de se restaurar o prestígio do Legislativo. “Há tempos, tenho falado na necessidade de se restaurar o prestígio do Legislativo. Grande tarefa a cumprir, que é de todos nós”, conclamou. De acordo com Sarney, o Congresso Nacional tem uma longa tradição de crescer nos momentos de crise. “Ao longo da minha vida, sou testemunha desse fato. Algumas das crises graves que tivemos, a morte do presidente Vargas, a renúncia do Jânio, essas crises, o impeachment do presidente Collor, foram momentos em que o Congresso teve oportunidade de fazer uma certa reflexão e de poder, de certo modo, retomar rumos. É isso que precisamos fazer”, acrescentou ainda.

Apartes


O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse, em um aparte, que estava encantado com o pronunciamento de José Sarney. “Ele é muito profundo. É um pronunciamento desses tinha que ter apartes de vários partidos e tinha que dar continuidade. Esse pronunciamento não podia ser feito numa hora mais feliz, porque, justiça seja feita, nós, que temos tantos erros, vamos reconhecer que nesses 20 dias o Senado está tendo uma atuação de primeira grandeza”, afirmou o senador gaúcho. Simon se referiu também a época que Sarney foi presidente da República. “Foi um governo altamente democrático, viveu momentos muito difíceis”. Disse ainda que o atual momento político deve ser mais bem aproveitado, como sugeriu Sarney no pronunciamento. E até confessou uma pontinha de inveja. “Não vou mentir: não é uma inveja satânica, mas é uma inveja cristã que eu tenho desse seu pronunciamento”, acrescentou. A senadora Ana Amélia (PP – RS), por sua vez, disse a Sarney, que ao usar sabedoria, experiência, habilidade política, intelectualidade, e a sua academia de escritor e de político, iluminou a virada do século XX para o século XXI, mostrando um cenário de revoluções contínuas do comportamento político e humano. “Então, eu queria cumprimentá-lo pela sua manifestação, nesta manhã, com essa visão geral das nossas responsabilidades, cada vez mais acentuadas quando a rua nos clama, para termos nós aqui o protagonismo que a rua espera de nós”, disse a senadora Ana Amélia.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Fernando Collor: "O ineditismo das ruas"


Há meses manifesto no Senado a preocupação com o esfacelamento das instituições, a crise entre os poderes e o descrédito em relação à atividade política. No fundo, tudo está relacionado às reivindicações da sociedade neste momento de mobilização e protesto. Como venho prenunciando, a crise institucional nos levou à derrocada do modelo de democracia representativa. Em outras palavras, levou ao fenômeno que chamei de paradoxo da legitimidade versus credibilidade, com a inversão de valores da sociedade perante os poderes, órgãos e agentes públicos. De maior legitimidade, com 100% de seus integrantes escolhidos pela população, o Legislativo é hoje o de menor aceitação popular. O Judiciário, para cuja composição não há qualquer participação da sociedade, detém no momento a maior confiança da população. Entre os dois, o Executivo, em que apenas os chefes são eleitos e os demais integrantes nomeados. Tudo de que se tem reclamado, em última instância, deriva do atual sistema político brasileiro, que há décadas se isola das forças sociais. Por isso, defendo a adoção do parlamentarismo, que traria para dentro do Congresso a participação da sociedade civil. Com o modelo parlamentar as refregas políticas e institucionais são arrefecidas e a administração pública torna-se ágil e eficaz. Pois, sob o presidencialismo de coalizão, constatamos em todos os níveis uma máquina pública travada, amarrada politicamente ao gerir serviços públicos essenciais. O que vemos é o trabalho de planejadores, gestores e executores ofuscado. O que prevalece é a atuação de procuradores, auditores e fiscais. Assim, trocamos o conteúdo pela forma, o fim pelo meio, a trena pelo papel. O resultado virou coadjuvante numa cena em que a burocracia é protagonista. Em nome da eficiência cega, perdemos o rumo da eficácia. É fato ainda que estas manifestações em nada se comparam com as mais recentes vividas no país, a começar pela motivação e objetivos. Nos anos 60 e 70, lutava-se contra a ditadura e pela anistia. Nos anos 80, pleiteavam-se abertura e eleições diretas. Em 1992 pedia-se a destituição do presidente da República. Hoje as demandas são inúmeras, genéricas e difusas. Também diferem na abrangência, pois jamais assistimos a protestos em tantas cidades e ao mesmo tempo, assim como nunca tanta gente de idades, classes e ofícios tão diversos saiu às ruas. Mesmo na duração, nunca se mobilizou sem líderes e sem partidos por período tão longo. Se antes o cunho era eminentemente político, hoje somam-se vieses sócio-econômico e de gestão pública, com o fio condutor pela mudança.  Portanto, não há como igualar o que vemos hoje com o que se viu no passado recente. A cobertura dos meios de comunicação também mudou. Não se reporta mais dos palcos dos acontecimentos, mas de sobrevoos. Apesar da avalanche de informações, com horas de rádio e TV ao vivo, as notícias e análises carecem de mais nitidez e conteúdo e menos subterfúgios midiáticos. Em alguns casos, pende-se para a dissimulação da verdade. Algo estranho está no ar. Talvez, recuando ainda mais no tempo às revoltas do Vintém (1879/80) e da Vacina (1904), e elevando-as à enésima potência, os confrades e confreiras de plantão encontrem respostas para os protestos do terceiro milênio.

Fernando Collor, senador pelo PTB de Alagoas e ex-Presidente da República

Publicado no jornal “Folha de S. Paulo” em 7 de julho de 2013.

Fique de olho...


Senadores mais perto do povo

As comissões técnicas do Senado atuam com desembaraço. Mas poderiam ser mais positivas, práticas e  objetivas se os parlamentares fossem  ver de perto os problemas que afligem as diversas regiões brasileiras. Senadores do Norte visitariam localidades do Sul. E vice-versa. Poderiam avaliar as dificuldades com mais eficiência e clareza. A presença física com o povo, sindicatos, empresários e estudantes seria mais produtiva. Renderia muito mais em beneficio para a coletividade. Senadores não podem ficar eternamente discutindo  problemas em salas refrigeradas,  esperando que o Executivo resolva todos os problemas. É preciso haver profunda sintonia entre os Poderes. São muitos os anseios populares. A sintonia entre  senadores e população deve ser cada vez mais participativa, integrada e definitiva.

Patrulha ridícula

Ridículo, a meu ver, é o torpe e covarde patrulhamento do leitor Mauricio Huertas (Painel do dia 8/7), irado porque a Folha, democraticamente, publicou artigo no dia 7 do senador Fernando Collor, a propósito das manifestações populares. Francamente. Colossal pobreza de espírito.

Dilma não é Geni


Tem razão o leitor Kito Fernandes (Painel do dia 14/7):espertalhões e maus brasileiros fantasiados de paladinos e donos da verdade estão tirando vantagens do turbulento momento político para tentar demonizar a presidente Dilma e torná-la inimiga número 1 da população. A insensatez, a discórdia, a fúria e o ressentimento estão falando mais alto do que o diálogo, a ponderação e a lucidez. Dilma não merece, pelo que de produtivo já realizou pela coletividade, ser tratada com estupidez pelos algozes de plantão. É preciso saber filtrar os aspectos positivos das manifestações. Discutir, exigir e pleitear com argumentos. A democracia não é morada para levianos, covardes, parasitas e irresponsáveis. O egoísmo, a vaidade e a ambição desenfreada não podem vencer os verdadeiros clamores das ruas.Sob pena de todos os sonhos irem para o ralo. E, então, continuar tudo como dantes no quartel de Abrantes.

Mãe Amada

Minha adorada mãe estará sempre no meu coração, povoando com alegria seus inúmeros e cativantes gestos de beleza, amor, força, ternura, determinação, que ela sempre procurava passar a todos nós, seus filhos. Fez agora, domingo, 1 ano que Deus levou mamãe para perto de Si. De lá, envolvida pelas estrelas, nossa amada Alcy prossegue nos mostrando os caminhos da vida. Graças a seu vigor, inteligência e forte personalidade, seus ensinamentos continuam mais presentes do que nunca.

Vicente Limongi Netto

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O operoso Renan


Não é correto nem justo atacar, julgar e mandar fuzilar Renan Calheiros pelo uso do avião da FAB para ir a um casamento. O episódio foi esclarecido, Renan fez a necessária auto-crítica e fez o que precisava ser feito: pagou a viagem. A meu ver, o cidadão e político Renan Calheiros tem que ser elogiado, criticado e analisado pelo produtivo trabalho que realiza no Senado em beneficio da coletividade. Nos últimos dias, sob o comando de Calheiros, o Congresso Nacional aprovou medidas que atendem o chamado clamor das ruas. São projetos de interesse da população, alguns deles engavetados há muito tempo. A decisão de Calheiros, com o apoio de senadores e deputados, é continuar neste ritmo, discutindo e aprovando iniciativas que contemplem os anseios populares.

Música no Museu integra-se à programação da Jornada Mundial da Juventude


Devidamente aprovado pela Arquidiocese do Rio, Música no Museu fará parte da programação cultural da Jornada Mundial da Juventude neste mês de julho 2013 apresentando somente músicos jovens, mas também trazendo uma atração internacional, o acordeonista italiano Vince Abbraciante. A abertura será no dia 02. de julho às 18:30hs na Igreja Santa Cruz dos Militares com a apresentação da organista Domitila Ballesteros. Desde o início de Música no Museu, e aí já se passam mais de 15 anos, é oferecido espaço aos jovens músicos. Trata-se de uma filosofia que não se limita apenas a promover apresentações, mas dinamizar e expandir as atividades musicais a outros níveis. Se não é pioneiro, é constante nesta prática e, talvez, a única série que mescla, quase que em igualdade de condições, jovens e nomes de expressão, mas, claro, dando-lhes o verdadeiro valor e hierarquia. Só em 2008 realizamos 503 concertos. Em 2009, foram 532 - um recorde - e cerca de 30% foram destinados a estudantes e músicos recém-formados, assim como em 2010 com 502 concertos realizados. Em 2011 foram mais de 400 e em 2012 mais de 450concertos. Paralelamente realizamos um concurso para jovens músicos, já na 6ª versão cujo vencedor recebe uma Bolsa de U$105 mil da James Madison University. As inscrições encerram-se no dia 31 de julho. Registramos, também, a parceria com a Ação Social pela Música trazendo a participação de Orquestras das comunidades pacificadas e, na versão internacional, teremos no dia 31 de julho, o pianista Arthur Villar no Palácio Foz, em Lisboa. Neste mês de julho, incluindo os museus de Porto Alegre e São Paulo, faremos 35 concertos. Esperamos por vocês. Sds Sergio da Costa e Silva- Diretor de Música no Museu - (21) 22336711 e 9988-9332.

Pulha Kfoury


Quando foi parido no curral das vacas, a cafetina exortou ao mundo: "Vai, Juca, ser canalha na vida". Juca aprendeu. Não parou mais. Usa as armas que marcam sua vidinha: a torpeza, a mentira, a canalhice, o engodo, o oportunismo, a farsa e a hipocrisia. Juca não admite o sucesso daqueles que realmente trabalham pelo futebol. Distorce a verdade. Briga com os fatos. Há pouco quase morre. Bateu na trave do inferno. Vaso ruim realmente não quebra. Kfoury tem ódio porque CBF e Seleção são parceiras no sucesso. Coitado, Juca tem pesadelos porque o governo Dilma, FIFA e José Maria Marin trabalham unidos e focados para o êxito da Copa do Mundo ano que vem. Saiba o rebotalho da crônica esportiva que a gestão Marin conquistou a Copa das Confederações, elevando novamente o prestigio do futebol brasileiro no exterior. Saiba o juquinha que o escudo da CBF faz parte da camisa verde-amarela do Brasil. Ou seja, a CBF também participa dos êxitos do futebol brasileiro. Juca desde o inicio foi contra a escolha do técnico Felipão. Agora se tornou baba-ovo do treinador vitorioso e carismático. Juca tentou ser ministro do esporte com FHC e com Lula. Quebrou as ventas. Há quem acredite nas mentiras do sacripanta Juca. Ainda bem. Porque senão o velhaco ficaria desempregado.

terça-feira, 9 de julho de 2013

O que acontece por aí...

Egito pegando Fogo

O presidente do Egito já decidiu: Se o povão insatisfeito insistir haverá  Morsy de sangue e não de chocolate.

Falta o Ganso

Evidente que o técnico Felipão seria tolo e presunçoso se fosse adepto do nocivo " o grupo está fechado". Assim, a meu ver, o talentoso Paulo Henrique Ganso tem futebol de sobra para ser lembrado nas próximas convocações da seleção. Só vai depender dele.

Olho Vivo, Dilma

Diante do tumultuado quadro nacional, e com Dilma em inferno astral, recordo-reitero meu texto do dia 4 de junho, com ponderações a ela. Votei nela, confio nela. Bobagem torcer pelo caos. O Brasil é de todos nós.  

“Dilma precisa ser mais flexivel. Mais politica. Mais meiga. Mesmo com os desafetos. Sobretudo se eles forem da chamada base politica do governo. Dilma precisa saber engolir sapo. Muitos deles. Até um ranário inteiro, se for para somar esforços, pela união do time dos aliados. Dilma precisa ser menos turrona, mais maleável. Tem vezes que a presidente marca pontos por um lado, mas, logo a seguir, põe tudo a perder com mais declarações desagradáveis sobre fulano ou beltrano, que acabam vazando, causando enormes estragos. Dizer, por exemplo, que não convidou líderes para o encontro com Michel, Henrique e Renan, para não ter que falar com Eduardo Cunha é um disparate. Coisa de amadora. Uma colossal tolice que apenas agrada os setores da oposição. Dilma parece que quer mesmo complicar a própria reeleição. Chamem o Lula, urgente!

Velhaco Juca, apesar de você

Colunista Juca Kfoury, apesar da tua  eterna torcida contra, a seleção brasileira ganhou a Copa das Confederações. Para teu desapontamento, a CBF tem participação efetiva nos êxitos e conquistas do futebol brasileiro. Apesar de você se mostrar desde o inicio contra a escolha do técnico Felipão, ele mostrou que tem competência e carisma. Apesar de você a gestão de José Maria Marin é vitoriosa. Apesar de você governo Dilma e Marin trabalham focados e unidos pelo sucesso da copa do mundo ano que vem. Apesar de você, que tentou inutilmente ser ministro do Esporte com FHC e com Lula, o escudo da CBF brilha na camisa penta campeã do mundo.

Mais Rigor com os baderneiros

Constato, assombrado: a turma de baderneiros e vândalos, autênticos canalhas, irresponsáveis e covardões, cresce assustadoramente. Infelizmente, os malfeitores estão me parecendo, em determinadas ocasiões das manifestações, em maior número daqueles que realmente estão nas ruas para protestar, civilizadamente. Nesta linha, creio que a policia precisa ser mais enérgica com esses marginais. Seguramente quando a polícia realmente prender e baixar o sarrafo nessa corja de vagabundos e divulgar que foram presos, a situação ficará mais tranqüila e ordeira. A polícia e as autoridades têm que ser firmes. Bandido tem que ser preso ou morto. Reitero aqui e alhures: quem destrói patrimônio público e privado não é homem, é rato.

Eleição na CBF

O amargurado leitor Alberto Cruz (Folha do dia 2) critica o rosto e o sorriso de José Maria Marin, em cuja gestão a seleção brasileira voltou a ser admirada e respeitada, aqui e no exterior. Tenho uma sugestão ao Alberto Cruz, seguramente um cidadão jovem e guapo: esqueça os ataques de figado e vá correndo se candidatar à presidente da CBF. Quem sabe não vence Marco Polo, também idoso e calvo, já declarado canditado à sucessão de Marin?

Collor e o artigo do F.Rodrigues


No artigo de hoje, Folha do dia 3, o jornalista Fernando Rodrigues afirma que "se Collor tivesse reagido de maneira correta, certamente teria encontrado formas de melhorar a economia e responder ás acusações de corrupção que pesavam contra ele". Permito-me fazer algumas observações pertinentes: 1) Collor pegou uma inflação(fev-mar de 1990) de 84% ao mês. Será que hoje alguém e o próprio Fernando Rodrigues tm noção do que é isso? Será que naquele momento alguém teria acabado com a inflação sem nenhum trauma?; 2) À época, não havia muito o que fazer. Ninguém tinha a receita pronta para conter de uma vez o processo inflacionário, que já vinha, vale lembrar, há décadas, sem que nenhum governo tivesse obtido sucesso; 3) O fato é que as correntes de economistas mais respeitados só viam uma saída: diminuir o dinheiro circulante, porque havia excesso de moeda no mercadoo, que incentivava a inflação; 4) Quanto ás acusações de corrupção, a resposta para Collor veio com a absolvição pelo STF. A Suprema Corte deu atestado de correção e honestidade para o então presidente; 5) Não se pode negar, só os asnos o fazem, que tudo que aí está se deu pela abertura do mercado promovida por Collor. Que quebrou os monopólios, extinguiu estatais ineficientes e enxugou a máquina burocrática; 6) Por fim, não houve confisco. Na verdade, o que ocorreu foi retenção temporária de ativos. Com posterior devolução, com juros e correção monetária.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ana Amélia: plebiscito não é solução mágica para os problemas do país e nem resposta às insatisfações populares


Em pronunciamento nesta quarta-feira (3), a senadora Ana Amélia (PP-RS) afirmou que temas complexos relacionados à reforma política já são debatidos no Congresso, com avaliações "amadurecidas" pelas instituições especializadas, não havendo a necessidade de um plebiscito. A parlamentar ressaltou que a proposta enviada ao Congresso não é a solução mágica para os problemas do país e nem uma resposta às insatisfações populares.
— Prestei muita atenção nos cartazes de todas as manifestações de rua e não encontrei, em nenhum deles, alguma referência a plebiscito, mas a uma saúde melhor, a uma educação melhor, à redução da tarifa da passagem e referências contra a corrupção. Então, parece que está passando ao largo das ruas uma questão que é suscitada por esta Casa e que, há muito tempo, vem sendo discutida e examinada — disse a senadora.
Segundo a parlamentar, consultas populares são válidas quando tratam de assuntos como o comércio de armas de fogo ou de preocupações regionais, caso da definição de fuso horário em algumas regiões e da divisão e criação de novos estados.
- Não podemos terceirizar ou colocar sobre os ombros da população todo o peso e uma responsabilidade que é especialmente nossa, das instituições democráticas - disse.
A parlamentar ressaltou que já fazem parte da agenda do Senado projetos sobre os temas sugeridos pelo governo para a consulta: financiamento público de campanha; voto proporcional ou distrital; suplência para senador; fim do voto secreto; coligações partidárias em eleições proporcionais.
A senadora gaúcha defendeu o voto facultativo, por considerá-lo mais democrático. Outro ponto apoiado pela parlamentar é o fim do voto secreto para todas as decisões do Congresso Nacional.
 Ana Amélia também lembrou que apresentou proposta de emenda à Constituição para a modernização do sistema político brasileiro (PEC 48/2012). A proposta prevê o mecanismo da desincompatibilização - saída do cargo em caso de reeleição - para evitar o mau uso da máquina pública.
- Nós temos um compromisso institucional inerente da natureza do nosso mandato, e assim como nós votamos matérias muito relevantes, como a destinação dos royalties para a educação. Essas matérias nós podemos votá-las com tranquilidade porque sobre muitas delas existe consenso, e as que não têm consenso, vamos para o voto. Esse é o sistema mais simples - afirmou.
A senadora lembrou também que seriam necessárias no mínimo 30 questões sobre a reforma política no plebiscito, para os ajustes serem completos, com resultados práticos. Ela ressaltou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu prazo mínimo de 70 dias para viabilizar a consulta pública.

O plebiscito, a meu ver, é um atraso, deixando as aprovações importantes para depois de setembro e, assim, impedindo a validade das regras já nas eleições de 2014 - argumentou.

Assessoria de Renan Calheiros divulga nota sobre notícia da 'Folha de S. Paulo'

A Assessoria de Imprensa da Presidência do Senado divulgou nota com esclarecimentos sobre notícia publicada pelo jornal Folha de S. Paulo relativa a utilização de avião da FAB pelo presidente do Senado, Renan Calheiros.
Veja a íntegra da nota:
NOTA
Em relação à publicação do jornal “Folha de São Paulo”, o senador Renan Calheiros esclarece que exerce cargo de representação por ser presidente de Poder, como presidente do Senado Federal.
É o mesmo que acontece com a Presidência da República, chefe do Poder Executivo. Não é, por exemplo, o que acontece com ministros de Estado. A viagem, portanto, foi para cumprir compromisso como presidente do Senado Federal, ou seja, compromisso de representação.
O Estado determina que seja assegurado aos presidentes dos três poderes transporte e segurança como previsto no Decreto 4.244 de 2002 e de acordo com a Constituição Federal.
Assessoria de Imprensa do Senador Renan Calheiros
Agência Senado

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Collor: parlamentarismo aproximaria a sociedade de seus representantes

Da Redação
O senador Fernando Collor (PTB-AL) afirmou, nesta terça-feira (2), que a escolha do sistema de governo é o primeiro ponto que deve ser discutido na reforma política.
Autor da (PEC 31/07), que institui o parlamentarismo no Brasil, Collor explicou que o presidencialismo é, cada vez mais, uma exceção no conjunto das nações e disse acreditar que somente a adoção do sistema parlamentarista – e não de pequenas adaptações nas normas eleitoral – poderá viabilizar a profunda e necessária reforma política no Brasil.
- Defendo o parlamentarismo por entender que é a forma mais eficiente e moderna de trazermos o relacionamento político para um âmbito que não seja o da refrega constante entre o Legislativo e o Executivo, que gera os malefícios das crises de governabilidade – disse.
O senador ressaltou que o parlamentarismo é um modelo ágil, eficaz e dinâmico tanto na administração pública como na superação das crises políticas e institucionais. Ele explicou que o sistema tem vários mecanismos que amenizam as crises e estreitam a relação popular, entre eles, a possibilidade de dissolução do Parlamento e a convocação de novas eleições em momentos de instabilidade política e institucional.
- Além do mais, o parlamentarismo permite muito maior controle da sociedade sobre o governo, por meio da constante presença do chefe do Executivo chamado ao Congresso Nacional para, em audiências públicas, dar explicações sobre as políticas e as ações do governo – ressaltou.
O senador observou que o Poder Judiciário, cuja composição não conta com qualquer participação da sociedade, é que detém, no momento, a maior confiança da população, e o Legislativo, que tem 100% de seus integrantes escolhidos pelo povo, é o de menor aceitação.
Para Collor, as recentes manifestações populares mostram uma posição contrária da população em relação ao sistema político em vigor que, segundo ele, vem impedindo a materialização das reais expectativas da população.
O senador afirmou que a evolução dos dados dos dois últimos plebiscitos sobre a instalação do parlamentarismo no Brasil, realizados em 1963 e 1993, revelam que, em 30 anos, aumentou o apoio à opção parlamentarista e diminuiu a preferência pelo presidencialismo. Os números também mostram que mais do que triplicou a proporção dos indecisos e indiferentes.
- Os dados indicam ainda que uma consistente e sistemática campanha de esclarecimentos terminaria por criar maior oportunidade de uma possível vitória, 20 anos depois, em 2013, do parlamentarismo, pelo voto popular, se confirmada essa tendência constatada. – acrescentou.
Agência Senado

terça-feira, 2 de julho de 2013

O que acontece por aí...


Vitória de gala

Cada gol brasileiro soou como repúdio aos malfeitores e vândalos que insistem em contaminar as justas manifestações do povo nas ruas. Bela e incontestável vitória. Forte indicio para futuras conquistas.

Portal do Cláudio vem com tudo 

A voz rouca das ruas, a usina das avenidas, o clamor popular, o melhor cartaz da imprensa, o oxigênio do povo: vem aí o portal do Cláudio Humberto. Quem for podre que se quebre, morra e vá direto para o inferno.

Barbara e Tostão

Folha do dia 28 tem artigo soberbo, para dizer o mínimo, de Barbara Gancia (Cotidiano), "Bora, enxugar gelo!" e artigo com derrapadas incríveis do excelente Tostão, "Tudo Indefinido",na folha na copa. Barbara repudia, com sabedoria, as burrices das autoridades que não têm competência para aproveitar a difícil quadra brasileira, adotando providências realmente necessárias e oportunas. Tostão, por sua vez, embora a Copa do Mundo esteja muito longe, garante que "o Brasil já está definido, na qualidade e maneira de atuar". Como gostaria de ter uma bola de cristal como a do craque Tostão.

O papa e o vendedor

O simpático Papa está chegando. Bem vindo. Deus queira que tudo corra bem com ele e em volta dele. Imagino a cena bem carioca, que reflete o espírito cativante e alegre do povo brasileiro: O papa passando, sorrindo e acenando, em Copacabana e ouve o vendedor; "Mermão, vai de mate ou limão?"

O Exército e a OAB em tempos de verdades: a democracia e a hipocrisia


* Por  Rubens Teixeira
  
Li um artigo intitulado “A herança da ditadura nos quartéis”, de autoria de Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ e hoje presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, que se encerra da seguinte forma: “Mesmo numa guerra, não é aceitável que militares ‘espanquem o inimigo até que este morra’, ou que ‘cortem sua cabeça e a joguem no mar’, como reza a música cantada pelos soldados da PE. Afinal, também os conflitos armados têm seus códigos e regras. Educar os militares com base em tais concepções significa prepará-los para o desrespeito às convenções que regem as guerras. E - ainda pior - para o desrespeito aos direitos humanos, mesmo em períodos de paz. Por isso, a formação dos militares deve ser assunto da sociedade como um todo, e não monopólio de viúvas de uma era tenebrosa que os brasileiros não querem mais de volta. É preciso reformar e adequar as Forças Armadas à democracia”. Depois que li este artigo, fiz algumas reflexões. Como uma instituição que socorre a sociedade em momentos de crise, que se supera com poucos recursos em operações de salvamento, e que, em missões internacionais, tem um histórico ilibado de respeito aos direitos humanos, pode instruir ou incentivar seus componentes à prática de violações desses direitos? A sabedoria de Jesus Cristo nos ensinou que é pelos frutos que se conhece a árvore, não pela maledicência, ou pelas palavras contorcidas ou envenenadas pelo revanchismo e pelo ódio. Portanto, vamos às verdades que conheço sobre o Exército e sobre a OAB. Fiz dez anos de cursos no Exército, onde segui a carreira regular de oficial até o posto de capitão. Cheguei ao Exército Brasileiro oriundo de uma família paupérrima, mas digna. Jamais fui discriminado ou desrespeitado pela instituição, pois não era parâmetro interno a origem de cada um de nós, mas sim os resultados e valores. Na AMAN, formei-me oficial de Infantaria. Jamais aprendi ou fui incentivado a torturar qualquer pessoa. Fui ensinado e treinado a defender, com a própria vida, se preciso, a vida e a liberdade do meu povo. Quando deixei o serviço ativo do Exército como capitão, superiores, companheiros e subordinados ficaram tristes. Alguns até constrangidos. Eu saí triste também. Outros discordaram da minha decisão, mas jamais a instituição me discriminou. Depois que fiz o IME, fui servir como engenheiro civil na Amazônia. Nesta ocasião, minha esposa teve um parto decorrente de uma pré-eclâmpsia grave com desdobramentos que deixaram em risco a sua vida e a do meu filho recém-nascido. Nestas circunstâncias, fiz concurso para analista do Banco Central, fui aprovado e tomei posse no cargo, sendo transferido ex-ofício para a reserva não remunerada. Em todas estas etapas, o Exército sempre respeitou meus direitos fundamentais. Infelizmente, não posso dizer o mesmo da OAB. Fui aprovado na OAB-RJ, mas, ao requerer minha carteira, deixei de recebê-la por conta de um recurso do seu então presidente, exatamente o autor do artigo citado no primeiro parágrafo. Recebi julgamentos cheios de violações de direitos fundamentais: com cerceamento de defesa, lento e com quórum bem abaixo do mínimo. Qual o argumento usado pelo presidente da OAB-RJ? Segundo ele, sendo funcionário de carreira do BACEN, não poderia ter a referida carteira. A prova da ilegalidade é que a OAB dá a mesma para servidores do BACEN, formados antes e depois de mim. Dois pesos e duas medidas, à luz do dia. Coincidência? Sou contra o Exame da OAB e sempre exteriorizei minha opinião. Sou autor de uma carta de quarenta páginas (disponível no site www.rubensteixeira.com.br) entregue às autoridades brasileiras argumentando que o citado Exame fere direitos humanos por ser cercado de inconstitucionalidades, ilegalidades, inadequações, ser contraditório e favorecer a espoliação de bacharéis desempregados. Além disso, fere as regras do mercado de trabalho, a competitividade, limita a justiça aos mais bem aquinhoados, desrespeita instituições republicanas, fere a isonomia entre as profissões, é caro, envolto em conflito de interesses, e põe na conta dos cidadãos, bacharéis em Direito, as fragilidades no sistema de educação e da fiscalização da OAB. Por isso, viola gravemente direitos fundamentais. E as ações militares? No Exército, há treinamentos que visam simular situações reais de combate. Aprende-se a lutar em defesa do nosso país e a defender nosso território de qualquer um que queira dominá-lo. É uma missão altruística, não de vaidades. Defende-se, em última instância, a democracia e a soberania de um povo. As instituições militares têm a difícil tarefa de preparar profissionais para enfrentar a morte, a dor, a fome, riscos extremos, sem poder ter uma prova prática real para aferir o preparo individual ou coletivo. Nas simulações, não se põe deliberadamente em risco a vida dos profissionais. O risco existe e é controlado. Trata-se de uma situação que requer certo grau de agressividade para enfrentar o risco, e, até mesmo, a morte. Não conheço treinamento para a guerra que desconsidere as circunstâncias reais que acontecem em um combate. Se fora do cenário de confronto, no dia a dia dos cidadãos, ocorrem cenas dramáticas de violência lamentáveis, pode-se imaginar o que se passa em um cenário de guerra, como a morte e ferimento de milhares de combatentes. Não se trata de um combate dialético, é um conflito onde são empregadas as armas mais poderosas do momento, cuja tecnologia, muitas vezes, sequer está acessível ao meio civil. É da prática do Exército trabalhar muito e bem, e falar pouco, comportamento oposto ao de algumas instituições. Por isso, as organizações militares têm avaliações apreciáveis em pesquisas de opinião. Queremos saber as verdades históricas sobre as violações de direitos humanos cometidas, sob qualquer pretexto, em qualquer época, em nosso país. Todavia, devemos também combater as atuais violações de direitos. As eventuais vítimas de hoje ainda podem ser preservadas de violações dos seus direitos ao trabalho, de sua dignidade, de revanchismos, vinganças, justiçamento por conta de opiniões ou por qualquer outra discordância. A defesa retórica de direitos humanos deve ser evidenciada na prática. Do contrário, a hipocrisia destruirá a reputação de quem defende a democracia com palavras ofuscadas pelos seus próprios atos.


* Rubens Teixeira é doutor em Economia (UFF), mestre em Engenharia Nuclear (IME), Engenheiro Civil (IME), pós-graduado em Auditoria de Perícia Contábil (UNESA), formado em Direito (UFRJ, e aprovado na OAB-RJ), bacharel em Ciências Militares (AMAN), professor, escritor, palestrante e autor da Carta Aberta ao Congresso Nacional pelo fim do Exame da OAB.

 

Rubens Teixeira
www.rubensteixeira.com.br
Twitter: @RubensTeixeira
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