quarta-feira, 9 de junho de 2021

CNC revisa para cima projeção de vendas no varejo em 2021

Revisão, de 3,3% para 3,9%, foi motivada pelos dados divulgados hoje pelo IBGE. Retomada do auxílio emergencial e maior circulação de consumidores responderam por recorde mensal de vendas.

Com o maior avanço mensal nas vendas no varejo desde o início da série histórica (2000) em abril, divulgado nesta terça-feira (08/06), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para 3,9% a previsão de crescimento do consumo no setor para 2021. A previsão anterior era de 3,3%.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a forte recuperação do setor em abril, em relação a março, se deve a dois principais fatores: o impacto da nova rodada do auxílio emergencial e o aumento da circulação de consumidores. “Esse resultado anima ao mostrar que a recuperação pode ser mais rápida do que esperamos. O auxílio é sempre uma forma de estímulo ao consumo e, ao mesmo tempo, o varejo ainda é muito dependente da compra presencial, por isso temos repetido sobre a importância da imunização coletiva para a retomada econômica”, avalia Tadros.

Segundo acompanhamento do Google Mobility, embora a circulação de consumidores ainda não tenha se normalizado, houve aumento de 8,4% na presença de consumidores em áreas comerciais em abril, em relação a março. Levantamento feito com a ferramenta mostra ainda que o pior mês do varejo brasileiro (abril de 2020) coincidiu com a queda da circulação de consumidores em áreas comerciais.

Setor pode ter o melhor ano desde 2013

O economista da CNC responsável pela análise, Fabio Bentes, explica que vai ser determinante observar o comportamento do segundo semestre do setor, mas que a previsão, se confirmada, representaria uma guinada positiva para o comércio, consolidando sua melhor fase desde 2013, quando registrou um avanço anual de 4,3%.

“As vendas no mês voltaram a se situar acima do nível pré-pandemia, mas ainda predominantemente impulsionadas por segmentos considerados essenciais ou que passaram a ser mais demandados por conta da mudança dos hábitos da população”, aponta Bentes, lembrando que o desempenho econômico vai depender diretamente da contínua evolução da circulação de pessoas.

Os destaques em abril ficaram por conta das lojas de móveis e eletrodomésticos (+24,8%) e de tecidos, vestuário e calçados (+13,8%). Considerado ainda o conceito ampliado, sobressaíram os comportamentos das vendas no comércio automotivo (+20,3%) e nas lojas de materiais de construção (+10,4%). Apenas o ramo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios em geral, bebidas e fumo (-1,7%), que apareceu bem no último mês, acusou perdas.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Camila Amado: encontro marcado no céu

Camila Amado – a grande atriz e professora que nos deixou ontem – morreu sem realizar um desejo que tinha e contou em reportagem de O Globo, há cerca de 10 anos. Ela queria escrever a biografia de outro grande de seu tempo: o produtor, cineasta e professor Djalma Limongi.

Irmão dele, o jornalista Vicente Limongi faz sua aposta: “Agora Camila e Djalma terão tempo nas varandas floridas do céu. Quando ela acabar, os anjos trarão o livro para Nelsinho Motta, grande amigo do Djalma, escrever o prefácio”.

https://www.annaramalho.com.br/camila-amado-encontro-marcado-no-ceu/

Franciscano

O franciscano de plástico, Eduardo Girão, enfiou na cabeça que é enviado de Deus. Fantasiado de homem puro para salvar os pecadores do planeta e da CPI da covid. Dorme com sandálias da blasfêmia. O que seria dos bons espíritos se Girão não existisse? O "paz e bem" da boca para fora do loroteiro Girão ecoa como lições de  cinismo e oportunismo, na comissão. Desagradável e empolada figura que usa em vão o nome de Allan Kardec para exibir toda sua colossal subserviência ao Palácio do Planalto. #xôgirão.

Eras esportivas

No artigo "Não tem mocinho" (Correio - 5/6), Marcos Paulo Lima fala em "promiscuidades esportivas em todos os governos". Senta a pua. Sem dó nem piedade. Generalizações são perigosas e injustas. O autor inclui a era Collor no arrazoado. Mas recorda ações nada republicanas apenas de Itamar Franco, sucessor de Collor. O bom senso recomenda esclarecer que o presidente apeado do cargo, não teve nada a ver com decisões esportivas atabalhoadas do vice que assumiu o posto. Collor, por sua vez, como presidente, criou a Lei Zico, que modernizou a legislação esportiva. Zico foi secretário de Esportes do governo Collor, de 1990 a 1991.

Justo apelo de Luiz Solano

Vejam no jornal DF-NOTÍCIAS, matéria sobre o Setor Comercial Sul, focalizando  o brilhante trabalho que a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e o GDF, fazem naquele setor. É hora da soma de todos os empresários, comerciantes,profissionais liberais, gerentes e funcionários de bancos e de pessoas que circulam pelo local. O SCS precisa da ajuda de todos. 

Luiz Solano 

sábado, 5 de junho de 2021

Democracia e hierarquia Militar

Por Arthur Virgílio Neto

Eu sou filho do senador Arthur Virgílio Filho, que foi líder do PTB na Câmara dos Deputados e também no Senado Federal e líder do governo João Goulart. Acompanhei, ainda muito jovem, toda agonia do regime ditatorial e aprendi uma lição: com hierarquia militar não se brinca.

 

O presidente João Goulart, que era amigo do meu pai e pessoa estimada por nossa família, cometeu o erro de aceitar a homenagem aos sargentos, à época, contra a vontade de seus superiores hierárquicos. Não havia necessidade de se fazer isso, existiam outras formas de homenagear os sargentos, que o queriam tão bem, sem rasgar essa coisa sagrada aos militares que é a hierarquia.

 

Goulart aceitou que se fizesse um grande comício em frente à Central do Brasil, ao qual estive presente com o meu pai, pelas reformas de base e que, na verdade, já era uma reação ao golpe de Estado que se armava contra ele. Aquilo soou como uma provocação ao Exército e a base militar de apoio ao presidente foi diminuindo. A ideia da quebra de hierarquia foi vital para que o presidente Goulart perdesse o apoio do general Amaury Kruel, comandante do poderoso segundo Exército, e do general Peri Bevilacqua, outro importante líder militar.

 

O que estou tentando comparar é essa situação do governo de Goulart com o caso Pazuello. Vejo que o presidente Bolsonaro conseguiu levar chefes militares a cometerem um grande erro, de não terem aplicado a punição que o caso exigia. Poderia punir e depois nomeá-lo no cargo que quisesse, mas aparentemente ganhou essa batalha contra os comandantes da força a que pertence o general Pazuello. Entretanto, tenho certeza que não ganhou o Exército. 

 

General Edson Pujol, ex-comandante do Exército, que saiu porque negou ao presidente Bolsonaro o Estado de Emergência, saiu fortalecido. Não foi bom para Bolsonaro. Dessa vez, no caso Pazuello, ele conseguiu o apoio do chefe da força, mas não da maioria da força, daqueles que realmente representam o Exército Brasileiro. Um fato lamentável, dentro de qualquer conceito de democracia que ainda estamos amadurecendo.

 

Quaisquer fatos que envolvam hierarquia militar ou militares da ativa são delicados e devem ser tratados com muita seriedade. João Goulart não percebeu que tinha permitido que seu governo se desalinhasse dos ideais militares, com a quebra da hierarquia. Chegou ao ponto em que todo o Exército foi se unindo em torno da ideia de golpe, que era apoiado pelos governadores Carlos Lacerda, da ainda Guanabara; Adhemar de Barros, de São Paulo; e Magalhães Pinto, de Minas Gerais.

 

Não vejo Bolsonaro no caminho do golpe, porque não vejo o Exército nesse caminho, da mesma forma que não vejo a Marinha e nem a Aeronáutica. Vejo as Forças Armadas firmemente postas na direção da legalidade. Portanto, o ato de não punição pela grave infração cometida por um militar da ativa é uma falsa vitória. Perderia todas as minhas ilusões, se não estiver completamente certo.

 

Num outro episódio, eu era líder da oposição do governo Lula quando houve a demarcação das terras chamadas de Raposa Serra do Sol. O general Augusto Heleno se manifestou contra a medida. Subi à tribuna e, com todo respeito e apreço que tinha à figura do general, disse que estava inteiramente fora dos eixos na sua posição, porque há proibição clara de manifestação política por parte de militar da ativa. Se quer falar que vá para reserva, então.

 

Encho-me de orgulho ao perceber que não há mais golpe, que o Exército está firmemente engajado na defesa da democracia. Os comandantes passam, mas o Exército Brasileiro fica enraizado no seu compromisso democrático.

 

Sobre o autor

 

Diplomata, foi deputado federal, senador, líder por duas vezes do governo Fernando Henrique Cardoso, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, líder das oposições no Senado ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e três vezes prefeito da capital da Amazônia - Manaus. 

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Médica do bem

A bela médica Luana Araújo mostrou, com clareza, firmeza, personalidade e competência, na CPI da covid-19, porque teve o nome rejeitado pelos despudorados e serviçais alquimistas palacianos, para assessorar o ministro da Saúde: é profissional que exalta e defende os rigores da ciência, julga o uso da cloroquina uma "discussão delirante" e deplora manifestações debochadas e infames contra a importância das vacinas. "Me dói", sintetizou e lamentou a infectologista Luana, ao ver vídeos com declarações estapafúrdias de Bolsonaro, sobre o assunto. A médica não escamoteou perguntas dos senadores e foi rígida e firme com ineptos e abjetos senadores governistas que tentaram, em vão, despreciar suas afirmações, profissionalismo e esclarecimentos.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

CNC aumenta para 3,8% projeção de crescimento do PIB em 2021

 

Apesar da lentidão no processo de imunização da população, entidade prevê segundo trimestre estável para a economia do País

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aumentou de 3,2% para 3,8% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em 2021. A projeção tem como base o resultado positivo divulgado nesta terça-feira (01/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra que o PIB brasileiro cresceu 1,2% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com os três meses imediatamente anteriores – o maior avanço para um primeiro trimestre desde 2011 (+1,4%).

A expectativa da CNC é que o PIB se mantenha estável no segundo trimestre de 2021. De acordo com o presidente da Confederação, José Roberto Tadros, a adoção de medidas restritivas em abril tende a prejudicar o consumo das famílias, principal agregado sob a ótica da demanda. “Quatro fatores podem dificultar um crescimento mais vigoroso da economia no transcorrer deste ano: um possível recrudescimento da pandemia diante do aumento recente no número de casos e da lentidão no processo de imunização da população, inflação elevada, desemprego em alta e o risco de uma crise energética diante do nível historicamente baixo dos reservatórios das hidrelétricas”, afirma Tadros.

Apesar desses riscos, o resultado acima do esperado e o cenário potencialmente mais positivo da vacinação no segundo semestre levaram a entidade a revisar as projeções para cima. Somado à elevação de 11,2% no acumulado do segundo semestre do ano passado, o avanço do PIB no primeiro trimestre de 2021 elevou o nível de atividade econômica ao mesmo patamar verificado antes da disseminação da covid-19. O PIB brasileiro totalizou R$ 7,65 trilhões nos últimos quatro trimestres encerrados em março.

Consumo das famílias recua

Sob a ótica da produção, destacaram-se a agropecuária (+5,7%), os serviços de transportes (+3,6%) e as indústrias extrativas (+3,2%). Mesmo ainda afetado pelo isolamento social, o comércio seguiu o ritmo de expansão da economia, oscilando +1,2% – maior taxa positiva para esse período desde 2018 (+1,3%). Das doze atividades pesquisadas, apenas a indústria de transformação (-0,5%) e os serviços públicos, como educação, saúde, defesa e seguridade social (-0,6%), apresentaram recuos no período.

Pelo lado da demanda, após crescerem 20% no quarto trimestre de 2020, os investimentos desaceleraram (+4,6%), mas garantiram o avanço no nível de atividade, na medida em que o consumo das famílias (-0,1%), o consumo do governo (-0,8%) e o setor externo (-7,9%) contribuíram negativamente. “O desempenho negativo do consumo das famílias no primeiro trimestre pode ser atribuído a uma série de fatores econômicos, como a elevação do nível geral de preços e o avanço do desemprego. Contudo, a intensificação do isolamento social ao longo dos três primeiros meses do ano contribuiu significativamente para a queda do consumo”, explica Fabio Bentes, economista da CNC responsável pelo estudo.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Livro importante e essencial

 

O novo livro do professor, Mestre e Doutor em Educação, Carlos Augusto Sanches,"Epopéia Italiana em Manaus", é essencial e importante para historiadores e público em geral desejosos em conhecer pormenores marcantes da epopeia italiana no Amazonas e no Brasil. Recomenda-se que o livro de Sanches passe a ser encontrado, estudado e pesquisado nas bibliotecas públicas e particulares. Por rigorosa exigência histórica e sentimental. Sanches já merecia ser imortalizado pela Academia Amazonense de Letras. 
Segundo o autor da magnífica obra, "A imigração italiana em Manaus tem sua essência nos movimentos migratórios condicionados a expansão do capitalismo europeu que direcionou para o continente Americano e especificamente Manaus, foco do estudo". Relata Carlos Sanches que famílias italianas se estabeleceram nas atividades mercantis e profissionais na Amazônia. O próprio Sanches é da família Conte. "Em Manaus, revela Sanches, as famílias Conte, Russo, Calderaro, Aronne, Celani, Biondi, Pelosi, Limongi, Cardelli, Desideri e Faraco". Em Belém, prossegue o escritor, se estabeleceram as famílias Grisolia, Conte, Falesi, Verbicaro, Mileo, Calderaro, Florenzano, Vallinoto, Megale, Priante, Savino, Cerbino, Libonati e Tancredi". Na construção da sociedade amazônica também contribuíram muitos imigrantes com seu trabalho anônimo de engraxates, jornaleiros, verdureiros, carregadores, estivadores, ferreiros e vendedores ambulantes. "Uns ofereciam seus serviços de porta em porta como consertos de sombrinhas e utensílios domésticos; outros tinham banca de engraxate próximo do terminal de trem ou no comércio, onde também consertavam sapatos". Prossegue Carlos Sanches: "Na Amazônia predominou os imigrantes vindos da Itália Meridional, de regiões como Calábria, Basilicata e Campânia. Ocorreu também emigração da Itália Setentrional, das províncias de Vêneto, Lombardia, Ligúria, Emilia Romagna, da Itália Central e das províncias de Toscana e Lazio."
Na página 147, Sanches lista famílias calabresas, lucanas e campanas, que chegaram até o início do século XX ao Pará e ao Amazonas. Segundo região de origem e cidade de destino. Meu xará e avô paterno aparece na lista como o número 50: Limongi Basilacata Potenza Maratea Manaus. Tenho orgulho da odisséia vigorosa do meu avô. Desfrutamos de bons momentos. Costumava ir na Sapataria Limongi, fundada por ele. Nossa família era numerosa e unida. A emoção do neto de 76 anos de idade, sugere que eu  respire fundo para então prosseguir contando trechos do fascinante livro de Carlos Sanches.
Na foto da capa, aparecem Sanches e a mulher, Íris Paula da Silva Sanches, vestidos com trajes da época dos imigrantes italianos. Voltando à família do imigrante Conte: a senhora Filomena Conte casou-se com o senhor Jesus Benito Sanches. Tiveram 5 filhos, entre eles, o autor do livro. Carlos Sanches sublinha que a história dos imigrantes italianos, continua sendo escrita através de seus descendentes. "Uma história de gente corajosa, amante do trabalho digno. Uma gente brava e gentil, ao mesmo tempo rude e carinhosa que ajudou com seu suor a forjar as bases da economia de Manaus".
Outro personagem do livro é o advogado Délio Conte, filho do imigrante Domingos Conte, um dos grandes comerciantes no ramo de sapataria, a exemplo do imigrante Vicente Limongi, nas duas primeiras décadas do século passado. Délio recorda passagens de Manaus dos velhos tempos. Onde é a sede do Rio Negro Clube e a Praça da Saudade foi o Cemitério São José. Havia o Aeroporto de Ponta Pelada, de chão barrento. Os bondes eram meios de transportes. Profissões daquela época eram carvoeiro, geleiro, açougueiro, peixeiro e vendedor de frutas. A graxa Amazônia foi inventada pelo pai dele, Domingos.
Délio falou de um rapaz chamado Cecílio Cabral, irmão de Bernardo Cabral. Conhecido como Caroço. Caroço foi beber no bairro de Flores, num quiosque no final da linha do bonde. "Caroço tinha um físico avantajado e ocorreu um desentendimento com um policial que atirou e matou Caroço. Bernardo Cabral cursou Direito e se formou em advogado. Se tornou Delegado de Polícia, exerceu vários cargos importantes e por fim foi Ministro da Justiça no Governo de Fernando Collor de Mello".




Deboche

Mais duas insanidades ultrajantes e irresponsáveis do irrecuperável Bolsonaro. Autorizar a realização da Copa América e nomear o subserviente general Eduardo Pazuello para exercer funções relevantes no governo. Na verdade, em respeito às normas disciplinares das Forças Armadas, o ex-ministro da Saúde deveria ser exemplarmente punido por participar de ato político com Bolsonaro. O mito de barro também expõe ao ridículo as valorosas Forças Armadas. "O patrono do Exército, Duque de Caxias, está de luto", lamentou o ex-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), tenente-brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla, em entrevista ao Estadão. As duas decisões do debochado chefe da nação humilham o bom senso e agridem familiares dos já perto de 500 mil brasileiros mortos pela covid. #ansiadevômito.

 Circo sem pão na Cova América

Em absoluto desrespeito aos cerca de 500 mil mortos pela Covid-19, o desgoverno Bolsonaro, de forma rápida – como não teve para comprar vacinas, decidiu acolher um torneio de futebol em nosso país.

Apesar das centenas de milhares de mortes, milhões de desempregados e de pessoas passando fome, o governo negacionista de Bolsonaro prossegue na sua política genocida de imunidade de rebanho, não importando quantas mortes de brasileiros e brasileiras ainda ocorrerão.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) repudia esta decisão criminosa e apela ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal que impeçam esta medida insana e irresponsável.

 

Paulo Jerônimo de Sousa “Pagê”

Presidente da ABI

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Crítico feroz

As palavras duras existem para serem usadas. Servem para dizer a verdade e espantar a hipocrisia. Que o diga o senador baiano e médico, Otto Alencar (Correio -31/5). Membro titular e o mais idoso da CPI da covid-19, o senador não poupa críticas ao chefe da nação, sublinhando a completa incapacidade e a omissão de Bolsonaro no enfrentamento da pandemia. A seu ver, o presidente tem 14 declarações contra a vacina. "Será responsabilizado de alguma forma, por crime de ação e omissão." Otto Alencar afirma temer o aparecimento da terceira onda. Diz que ora a Deus para que isso não aconteça: "Se vier a terceira, será uma carnificina no Brasil. Costumo dizer nas minhas orações, que Deus tem que entrar na causa, porque o presidente da República é um negacionista, louco e totalmente destemperado".

Megaoperação

Bolsonaro ficou empolgado com a iniciativa norte-americana de sortear rifa para premiar quem se vacinou contra a covid.  Abbigail Bugenske, 22 anos, de Ohio, foi a vencedora. Ganhou 1 milhão de dólares. Incansável Dom Quixote na luta por vacinas, o presidente deu ordens expressas para a CEF, BNDES, Petrobrás e Banco do Brasil também façam o mesmo. Mandou Paulo Guedes não economizar. Bolsonaro espera, finalmente, calar a boca dos adversários. O general Eduardo Pazuello, irretocável ex-ministro da Saúde, foi escolhido para comandar a operação. A Organização Mundial da Saúde (OAS), cumprimentou Bolsonaro pela feliz escolha. O mundo inteiro acompanha a patriótica  luta de Bolsonaro por vacinas. Será seu maior legado à nação. Pazuello, por sua vez, arregaçou as mangas. Revelou os irresistíveis prêmios para os brasileiros sorteados na mega operação contra a covid 19:  ganharão latas de leite condensado, caixas de chicletes, coca-cola, vale-refeições, vale-transportes e caixas de  cloroquina. Terão o privilégio de serem imunizados pela brava tropa de choque do presidente. Entre eles, Fabrício Queiroz,  deputado Arthur Lira, pelos irmãos, Eduardo e Carlos Bolsonaro, André Mendonça, Augusto Aras e pastor Silas Malafaia. Um churrasco na mansão do senador Flávio Rachadinhas Bolsonaro, encerrará a memorável campanha. Porta-sabujos de Bolsonaro, na CPI da covid-19, também ganharão migalhas dos holofotes, na saudável cruzada palaciana pelas vacinas. Senadores Eduardo Girão e Marcos Rogério, puxam a fila. Serão responsáveis pela singela tarefa de jogar no lixo as ampolas e seringas usadas. 


sábado, 29 de maio de 2021

Brasil pária

Justa indignação de um cidadão vigilante,  que reflete bem a tumultuada quadra brasileira:

"Infelizmente tem muita gente ainda que não tirou a venda dos olhos e nem o tapa ouvido....(e olha, gente estudiosa).
Preferem  se entregar as ordens e bobagens do Mitoooooo!
Triste Brasil...
Até o Exército perdeu sua credibilidade..
Esse desgoverno  prejudica cada dia mais o nosso Brasil...
Um país pária.
Para completar temos um Ministro do Meio Ambiente ,no cargo, para  destruir tudooooo!
Um superintendente da PF, é afastado por denunciar comprovadas irregularidades. 
Tudo errado!
Raiva de quem se deixa levar. Decepção com aqueles que preferem as notícias capciosas monitoradas pelo falso Messias. 
Inocentes inúteis a serviço do gabinete do ódio.
Espero que sua voz ecoe através de vários meios de comunicação. Para tirar a venda e o tapa ouvidos  de muitos que ainda estão sendo levados a acreditar nesse infeliz que um dia fez promessas e enganou o povo brasileiro para ser eleito.
Um verdadeiro estelionato eleitoral!
Até quando??"


 

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Belo

Título lindo, da matéria do Jornal de Brasília de 25 de maio. Página 4, na editoria Cidades: "Um casaco velho é um abraço quente". Parabéns ao editor e redator pela magnífica sacada. Bom jornalismo também é poesia. Votos para que a bela imagem poética emocione muitos corações, estimulando doações de roupas, agasalhos e cobertores para os mais necessitados. #mariapassanafrente. 

Sempre. 

CNC: Dia dos Namorados deve movimentar 1,8 bilhão no varejo

 Estimativa prevê aumento de vendas em relação a 2020, mas ainda 4% abaixo do registrado em ano anterior à pandemia.

O Dia dos Namorados deve movimentar R$ 1,8 bilhão em vendas no varejo brasileiro este ano. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e aponta um crescimento de 29,4% em relação à mesma data no ano passado, período marcado pelo início do processo de flexibilização da economia após as restrições impostas pela pandemia. As vendas, no entanto, devem ficar 4% abaixo do patamar verificado em 2019, quando totalizaram R$ 1,87 bilhão.

Em 2020, o consumo no comércio voltado à data registrou queda histórica de 25,3%, totalizando R$ 1,39 bilhão em vendas. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destaca que o 12 de junho é importante para o varejo e que tende a ir além do comércio de bens, impulsionando também o setor de serviços, como a cadeia de restaurantes, estética e outros – um desafio extra enquanto a pandemia perdurar.

“Enquanto a vacinação coletiva não acontecer, os números tendem a ser mais tímidos do que em anos anteriores, sobretudo acompanhando o desgaste econômico. A gente espera que os empreendedores do setor se mantenham atentos e criativos como têm sido durante todo esse tempo de isolamento, para não perder a chance de se aproximar do público com segurança. Em especial os que atuam com serviços, que também devem se atentar a promover ofertas atrativas”, avalia Tadros.

Vestuário concentra quase metade das vendas

Carro-chefe das vendas associadas à data, o segmento de vestuário, calçados e acessórios deverá movimentar R$ 797 milhões, o equivalente a 44% do total. Em 2020, as lojas do ramo de vestuário amargaram perdas de 43% em relação à data de 2019. Destacam-se ainda os ramos de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 291,8 milhões), hiper e supermercados (R$ 204,1 milhões) e farmácias, perfumarias e lojas de cosméticos (R$ 168,6 milhões). Somente no primeiro segmento é esperada uma variação negativa em relação a 2019, de -1,3%.

O economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes, explica que a expectativa quanto à maior movimentação neste ano advém da redução nos níveis de isolamento social. “Na segunda quinzena de maio do ano passado, por exemplo, a concentração de consumidores em áreas comerciais havia recuado 53% em relação à circulação verificada antes do início da pandemia, de acordo com monitoramento realizado junto ao Google. Embora o consumo presencial ainda não tenha se normalizado, na segunda metade de maio de 2021 a concentração da população nestas áreas aumentou, situando-se 22% aquém da circulação considerada normal”, aponta.

Produtos têm maior alta desde 2017

Com a desvalorização cambial no primeiro trimestre deste ano, os produtos tipicamente mais demandados nesta época apresentam o maior aumento de preço (+3,9%) desde 2017. Destacam-se neste contexto as flores (+18,8%), joias e bijuterias (+17,6%) e os relógios de pulso (+10,3%). Em contrapartida, sete itens pesquisados deverão estar mais baratos do que no mesmo período do ano passado, com destaque para os serviços de hospedagem (-7,6%), livros (-5,8%) e artigos de maquiagem (-3,9%).

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Alma insolente

Saio do vento
carregando lutas
guardando retratos
devorando o tempo
prisioneiro enfurecido
no corpo encardido
de raivas adormecidas.
                    

                    Vicente Limongi Netto
                                              maio 2021

Sintonia

As palavras iniciais do relator da CPI da covid, senador Renan Calheiros, nesta quinta-feira, antes de iniciar as perguntas para o depoente, o diretor do Butantã, Dimas Covas, espelham completa e isenta sintonia com as exortações do editorial "Confiança é fundamental" (Correio-27/5). De acordo com Calheiros, "precisamos manter a seriedade e o foco nas investigações. As famílias dos mais de 460 mil mortos têm o direito de saber o que aconteceu". Nesse sentido, por sua vez, o editorial salienta: "O que a população quer -e cobra - é uma investigação técnica e profunda, sem perseguições a quem quer que seja. Uma postura austera só consolidará a confiança que o trabalho dos senadores precisa". A propósito, no seu discurso na abertura dos trabalhos da CPI, Renan Calheiros foi enfático: "O negacionismo em relação à pandemia ainda terá que ser investigado e provado. Mas, do negacionismo com relação à CPI já não resta a menor dúvida".

 

terça-feira, 25 de maio de 2021

NOTA DE ESCLARECIMENTO - ‘É um festival de mentiras´, rebate Arthur Virgílio às declarações dadas por Mayra Pinheiro na CPI da Pandemia

‘É um festival de mentiras´, rebate Arthur Virgílio às declarações dadas por Mayra Pinheiro na CPI da Pandemia

 

“É um ato grave e com séria punição. Ela [Mayra Pinheiro] está claramente mentindo na CPI da Pandemia”, afirmou o ex-senador e ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, sobre as declarações dadas pela  secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (MS), nesta terça-feira (25.5), no Senado Federal. Segundo depoimento de Mayra, durante a segunda onda, em janeiro deste ano, ela encontrou a rede de saúde de Manaus desestruturada, com unidades fechadas, sem médicos e medicamentos.

 

“É um festival de mentiras. Nem eu e nem o atual prefeito, David Almeida, deixamos as Unidade Básicas de Saúde desassistidas. Prova disso é que entreguei minha gestão com 67,28% de cobertura em Atenção Básica, o melhor dos últimos 13 anos, conforme dados do Ministério da Saúde. Além disso, criamos toda uma estrutura para atendimento preferencial aos casos suspeitos de Covid-19, com testagem, inclusive, em comunidades indígenas e áreas ribeirinhas. Todos os serviços não só foram mantidos, como ampliados pela atual gestão da Prefeitura de Manaus”, detalhou Arthur.

 

Em março de 2020, antes mesmo da confirmação do primeiro caso do novo coronavírus em Manaus, o então prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) determinou a criação de um Plano Municipal de Enfrentamento à Covid-19 e a ativação da Sala de Situação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para monitoramento e controle da doença. Inicialmente, todas as dez Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que atendiam em horário ampliado foram designadas para triagem e atendimento de casos suspeitos de Covid-19. Em setembro do ano passado o número de unidades preferenciais para Covid-19 e Síndromes Respiratórias foi ampliado para 18, sendo novamente ampliado para 22 unidades em janeiro deste ano, já na gestão de David Almeida (Avante).

 

De acordo com balanço da Semsa, durante o ano passado foram realizados mais de um milhão de atendimentos nas UBS da Prefeitura de Manaus, dos quais quase 240 mil nas chamadas Unidades Preferenciais aos casos de Covid-19. Além disso, a atuação das quatro Unidades Móveis de Saúde e duas UBSs Fluviais – inauguradas na gestão Arthur Neto – foram de fundamental importância para o atendimento às populações ribeirinhas e indígenas, levando testagem rápida e outros exames para comunidades mais isoladas. Ao todo, em 2020, foram realizados mais de 200 mil testes para Covid-19 pelo município.

 

Destaca-se, ainda, o serviço de atendimento on-line via chat e telemonitoramento, que realizou o acompanhamento de mais de 15 mil pacientes em tratamento ou recuperados da Covid-19. O telemonitoramento foi criado em abril de 2020 e é uma das ferramentas utilizadas dentro das estratégias de enfrentamento à pandemia, pelo qual profissionais da Semsa prestam orientações e acompanham regularmente a condição de saúde das vítimas do novo coronavírus. Já o “Chat Saúde On-line” é um bate-papo virtual criado para tirar as dúvidas da população sobre a Covid-19.

 

“A Prefeitura fez, e tem feito, sua parte. O problema nunca foi a Atenção Básica. O caos em Manaus se deu pelo colapso na rede estadual de saúde, pelo desgoverno do senhor Wilson Lima que, além da compra de ventiladores superfaturados, também precisa explicar a desumana falta de oxigênio nos hospitais do Estado”, denunciou Virgílio. 

Demagogo

O Ceará mandou um senadorzinho desagradável para o Senado Federal. Eduardo Girão é o nome da peça notável. Veio enriquecer o folclórico político (Correio - 25/5). Disputa na CPI da covid, com outros formidáveis adoradores do governo, qual ganhará ao final dos trabalhos da comissão, o troféu do engravatado mais subserviente. Girão fala pelos cotovelos. Com enfadonhos laivos de sabidão. Para Girão a CPI é palanque político. Que ele próprio usa com desenvoltura, tripudiando no bom senso e na riqueza das investigações e denúncias que se aprofundam, mostrando que o governo foi omisso e incompetente no combate da covid, que já causou mais de 450 mil mortes no Brasil.