sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

CAS aprova 25 projetos em reunião que confirma Thomaz Nogueira como novo superintendente da autarquia

Emerson Medina

O bacharel em direito com atuação na área fiscal e tributária, Thomaz Nogueira, será o novo superintendente da Zona Franca de Manaus. A confirmação de Nogueira à frente da autarquia foi anunciada, nesta quarta-feira, 7, pelo secretário – executivo do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, na 254ª reunião do Conselho de Administração da SUFRAMA (CAS).
Thomaz Nogueira é funcionário de carreira da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), com 30 anos de experiência na área e atua como secretário-executivo da Fazenda.  Alessandro Teixeira adiantou que a nomeação de Nogueira como superintendente deve acontecer nos próximos sete dias com a publicação no Diário Oficial da União (DOU) e que a posse acontecerá no dia 10 de janeiro, em uma cerimônia que irá reunir representantes da indústria, autoridades e conselheiros do CAS.
Momentos antes de começar a reunião, o novo superintendente disse à imprensa que assumir a SUFRAMA é um desafio. “A SUFRAMA possui uma equipe técnica qualificada e focada no desenvolvimento da região e estou aqui para agregar esforços nesse sentido”, afirmou. Ele destacou que os desafios futuros da autarquia incluem às discussões sobre o futuro do modelo Zona Franca que está em processo de debate no Congresso Nacional por conta da proposta de prorrogação dos incentivos fiscais por mais 50 anos, a partir da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) encaminhada pelo governo federal. “Temos o apoio da presidenta Dilma Rousseff com o modelo e a autarquia”, frisou. Ainda na entrevista, Thomaz Nogueira, defendeu a atuação da SUFRAMA na região. “A SUFRAMA gerenciou até agora um modelo de desenvolvimento vencedor que impacta em mais de 25% do território nacional (Amazônia Ocidental) apesar de gerar recursos em um espaço físico mais limitado (o Polo Industrial de Manaus). Ela faz muito mais do que apenas gerenciar benefícios”.
Já durante a reunião do Conselho, o secretário-executivo do MDIC, Alessandro-Teixeira, deu as boas vindas ao novo superintendente e reafirmou o compromisso do governo federal com o modelo Zona Franca de Manaus, lembrando os atos da presidenta Dilma Rousseff de assinar o Projeto de Lei que amplia os incentivos para a Região Metropolitana de Manaus (RMM) e a PEC que prorroga a isenção de tributos federais por mais 50 anos. Com a projeção de um 2012 mais próspero para a região e o País, Teixeira agradeceu o superintendente em exercício, Oldemar Ianck pelo trabalho de transição e à ex-superintendente, Flávia Grosso, pela atuação durante nove anos à frente da autarquia.
Oldemar Ianck destacou os dados dos indicadores do Polo Industrial de Manaus (PIM) que demonstram o potencial do modelo. Com a reunião do CAS somada as demais ocorridas em 2011, disse Ianck, o polo receberá 235 novos projetos com cerca de US$ 3 bilhões em novos investimentos. O faturamento do PIM deve fechar em US$ 40 bilhões com a geração de mais de 120 mil empregos. Ianck também destacou que mesmo com os incentivos, o modelo ZFM gerou, em 2010, arrecadação de tributos federais no valor de R$ 10,06 bilhões , enquanto que os repasses da União para o Amazonas, no ano, somaram R$ 2,8 bilhões. “O que demonstra que a ZFM é largamente exportadora de recursos, não sendo deficitária para a União”.
Representando o governador Omar Aziz, o secretário Estadual de Fazenda, Isper Abrahim, parabenizou o ex-colega de Sefaz, Thomaz Nogueira e  lembrou que o Governo, SUFRAMA e entidades de classe têm pela frente  o desafio de preservar o modelo diante das discussões da Reforma Tributária.

Projetos

A 254ª Reunião do CAS aprovou 25 projetos industriais e de serviços, sendo 18 de diversificação, atualização e ampliação e sete de implantação. Os investimentos somam US$ 387.261 milhões com a previsão de gerar 233 novos empregos.
Os destaques são  os projetos de diversificação das empresas Phitronics Indústria e Comércio de Eletrônica e Informática, visando à fabricação de unidades acionadoras de disco magnético rígido, com investimentos totais de US$ 187.354 milhões; Videolar S.A. para fabricação de artigos de matéria plástica para embalagem, no valor de US$ 46.229 milhões e Magnum Indústria da Amazônia S.A, para fabricação de relógios de pulso, com investimentos totais de US$ 27.611 milhões.
Com relação às iniciativas de implantação, os principais destaques ficam por conta dos projetos das empresas Impram Indústria Gráfica, para fabricação de manuais técnicos impressos, com investimentos totais de US$ 4.119 milhões e geração de 78 novos empregos; Indústria e Comércio de Ferro Rebelo, voltado à produção de estruturas de ferro e aço para construção civil, com investimentos de US$ 2.752 milhões e Fructus Indústria e Comércio da Amazônia, para produção de frutas desidratadas no município de Iranduba (AM), com investimentos totais de US$ 305 mil e geração de 19 empregos.

Sarney, o presidente da democracia e da preocupação com a questão social

Por Said Barbosa Dib

Para a presidente da UBES - União Brasileira dos Estudantes Secundaristas -, Manuela Braga, em encontro com o presidente do Senado, José Sarney, a aprovação do Estatuto da Juventude com a federalização da meia-entrada seria quase tão importante quanto foi a legalização da UNE, em 1985, pelas mãos do próprio Sarney, à época presidente da República. O reconhecimento da líder estudantil com relação a Sarney é muito importante. Durante o início da década de oitenta a UNE – União Nacional dos Estudantes - reivindicou a Assembléia Nacional Constituinte, a revogação da Lei de Segurança Nacional, além da sua legalização enquanto entidade representativa dos estudantes universitários. Depois de participar de todos os comícios da campanha pelas ''Diretas Já'', a UNE apoiou, em 1984, a candidatura de Tancredo Neves para Presidente, por acreditar ser ele a representação da ampla frente que exigia o fim daqueles 20 anos de autoritarismo. Em 1985 o presidente José Sarney atende todas as reivindicações. Sanciona a lei que reconhece a UNE, novamente, como ''a entidade representativa do conjunto dos estudantes das instituições de ensino superior do país''. Além da UNE, imediatamente liberou a política partidária, com o ato simbólico de receber no Planalto Giocondo Dias e João Amazonas, dos dois partidos comunistas, e restabeleceu as eleições diretas nos antigos municípios de segurança nacional. Logo em seguida convocou a Assembléia Constituinte, algo que até mesmo Tancredo tinha temores em fazer. Sarney facilita, ainda, a construção da maior central sindical da América latina, a CUT. Os DCE's e CA's das faculdades passam a se reestruturar, engajando-se nas lutas por melhor ensino, mais democracia e etc.


Em 1989 ocorrem as primeiras eleições presidenciais no Brasil pós-ditadura. Portanto, coube a José Sarney assumir o comando da redemocratização. As circunstâncias, seu temperamento conciliador e sua formação democrática o conduziram ao caminho da aceleração da abertura política. Experiente e sem ingenuidades perigosas, como os tempos exigiam, trabalhou com os militares, não contra eles, como lhes disse, profissionalizando as Forças Armadas e levando-as de volta aos quartéis. Nos cinco anos de seu governo solidificaram-se as instituições, evitando-se os revanchismos tanto da extrema esquerda quanto da extrema direita. As eleições se sucederam em absoluta tranqüilidade. A imprensa nunca foi tão livre. A sociedade encontrou o caminho de uma democracia que não se esgota na eleição de seus representantes, mas se prolonga na consciência da cidadania. Pela primeira vez o brasileiro considerou-se cidadão, senhor de seus direitos, capaz de se manifestar e exigir. Algo que o Plano Cruzado, em grande parte, com ampla participação dos "fiscais do Sarney", ajudou a moldar.


Como conseqüência natural da política de abertura adotada por Sarney em relação às greves, por outro lado, o governo também se comportou de forma decisivamente liberal no que se refere ao reconhecimento de entidades sindicais. Até a promulgação da Constituição de 1988, não se pode esquecer, o ministro do Trabalho dispunha de poder discricionário em matéria de legislação sindical. Prevaleciam as antigas disposições da CLT relativas a esta matéria, especialmente aquelas constantes do Título V. Competia ao ministro, com exclusividade, determinar a expedição ou não de carta de reconhecimento sindical à associação profissional que entendesse merecedora da distinção, colhendo antes o parecer da Comissão de Enquadramento Sindical e, eventualmente, dos órgãos de informação. Pois foi o governo do presidente Sarney, não obstante institucionalmente preso à legislação celetista, que liberou o deferimento dos pedidos, de tal maneira que, entre março de 1985 e setembro de 1988, às vésperas da entrada em vigor da nova Constituição, haviam sido reconhecidas 2.269 entidades, das quais 823 representantes de segmentos profissionais ou econômicos urbanos e 446 rurais. No mesmo período foram concedidos, como exigia a legislação, 335 extensões de bases territoriais urbanas, abrangendo 2.235 municípios. Atendendo a reivindicações feitas pelos trabalhadores, em 4 de agosto de 1988 baixou o decreto nº 96.469, reconhecendo a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. Neste cenário de liberdade para a reorganização dos trabalhadores, aconteceu, com plena liberdade, o 2° Congresso Nacional da CUT, realizado nos dias 31 de julho, 1, 2 e 3 de agosto de 1986, no Maracanãzinho, Rio de Janeiro, RJ. Participaram 5564 delegados de 1.014 entidades sindicais.

A CUT firmou-se como referência para a classe trabalhadora. Tem início sua consolidação nacional. Os delegados começam a discutir mudanças no Estatuto a partir das experiências acumuladas. Aprovam a estrutura vertical da CUT, criando os departamentos profissionais, ou seja, por ramo de atividade, o que trouxe à Central novas questões, como o sistema de contratação coletiva e seus reflexos na própria estrutura corporativa. A partir desse Congresso estruturam-se os departamentos nacionais dos bancários, metalúrgicos, petroleiros, químicos e de educação, construindo-se articulações de comissões provisórias em diversos outros segmentos: vestuário, urbanitários, construção civil, transportes. O contrato coletivo de trabalho passa a ser o ponto central dos debates sobre a democratização das relações trabalhistas. Portanto, diferente das atuais tentativas de abolição das conquistas históricas dos trabalhadores, Sarney procurou reforçá-las, como foi o caso tanto da Juntas de Conciliação quanto a decisão política de Sarney em universalizar a cobertura do INPS (atual INSS). Quanto a este tema, Sarney tinha a preocupação em proteger não apenas os trabalhadores que possuíam uma boa base organizacional e uma grande capacidade de mobilização. Para estes, bastava o fato do Presidente não tratar suas greves e manifestações com arbítrio e repressão; e de garantir mecanismos institucionais que preservassem seus salários, como os reajustes periódicos que acompanhavam o índice inflacionário. O presidente se preocupava, principalmente, com aqueles setores marginalizados que nem no mercado de trabalho estavam e que, durante o regime militar, foram os que mais sofreram, mesmo durante o chamado “milagre”. Para se entender melhor esta questão, nunca é demais lembrar que, antes de 1985, quem não estivesse no INPS (hoje, INSS) não tinha direito a nada. Sarney criou a universalização da saúde, a proteção do homem do campo, pescadores, deficientes e todos aquelas categorias que não eram assistidas pelos mecanismos sociais do Estado. Criou, ainda, o direito à impenhorabilidade da casa própria, o bem da família, inovando no que seria também incorporado à Constituição: a preocupação em destacar que a propriedade deve ter um fim social e que se deve ter um limite existencial para a família diante dos credores. Estendeu aos pobres, ainda, o direito à cidadania, pois foi no seu governo que os analfabetos conquistaram o direito de voto. Era o “Tudo pelo Social” colocado efetivamente em prática. É isso!

Said Barbosa Dib é historiador, analista político e, com muito orgulho, assessor de imprensa do senador Sarney

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ratazanas na Internet


Democracia é assim mesmo: cada um diz o que quer. Verdades e tolices que bem entender. No tom que quiser. Mas que seja homem para assumir o que escreveu ou disse, na hora da onça resolver beber água. A internet é valiosa. Mudou hábitos de vida de milhões no planeta. Porém, lamentavelmente, também tornou-se o paraíso dos covardões e canalhas. Valentões de araque na frente dos teclados dos computadores. Nesta linha, surge agora na rede um crápula que se levianamente assina as canalhices que manda para os outros com o nome Luis Inácio da Silva. Um absurdo que o bom senso não pode tolerar. Evidente que o velhaco tenta enxovalhar o nome do ex-Presidente da República. Cuidado com o verme, o e-mail dele é lisilva26@yahoo.com.br. A mais recente sandice do imbecil insulta o presidente de honra da Fifa, João Havelange. Brasileiro e desportista merecedor do respeito geral. Havelange está com 95 anos de idade. Dedicou toda sua vida à união de povos e nações, através do futebol. Não pode nem deve ser achincalhado por apedeutas e ratazanas.

Sarney: único parlamentar na lista dos “10 Mais” do DIAP por 11 vezes

O senador também participou de todas as listas dos “100 Mais” desde que o DIAP começou o levantamento em 1995
Por Said Barbosa Dib
Mais uma vez o senador José Sarney (PMDB-AP) está na lista dos “10 mais” entre ”Os 100 Cabeças do Congresso” do DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Nesta edição ficou em 3º lugar. O estudo foi divulgado na sexta-feira, (02/12). Segundo os critérios do DIAP, são os parlamentares que têm mais “habilidades para elaborar, interpretar, debater ou dominar regras e normas do processo decisório”. Segundo a publicação, Sarney, além de ter participado de todas as edições do 100 mais influentes,  é  o único que fez parte do seleto grupo dos “10 mais” do DIAP por onze vezes, nas edições de 1996, 1997, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011.
Formadores de opinião

Segundo o DIAP, Sarney é classificado no grupo “formadores de opinião”. A definição do DIAP para este perfil parlamentar é: “são parlamentares que, por sua respeitabilidade, credibilidade e prudência, são chamados a arbitrar conflitos ou conduzir negociações políticas de grande relevância. Normalmente, são deputados ou senadores experientes, com trânsito fácil entre as diversas correntes e segmentos representados no Congresso e visão abrangente dos problemas do País, cuja opinião sobre o assunto influencia fortemente a decisão dos demais parlamentares. Discretos na forma de agir, evitando se expor em questões menores do dia-a-dia do Legislativo, preferem as decisões de bastidores, onde exercem real poder. Constituem a elite do Poder Legislativo, embora não precisem, necessária e institucionalmente, estar em postos-chave, como liderança formal ou presidência de uma das Casas do Congresso.  São os que se pode chamar de líderes de alta patente, respeitados e legitimados pelo grupo ou corrente política que lideram". Pelo estudo, o poder real de José Sarney (PMDB/AP) se manteve praticamente intacto. O que ficou evidente, também, é que as ações empreendidas pelo senador Sarney, no sentido de melhorar a transparência e a eficiência da Casa, ajudaram a manter o prestígio do ex-presidente da República, mesmo diante dos ataques sistemáticos de setores da imprensa e da oposição. Pelo levantamento, conclui-se também que os parlamentares que comandam o processo decisório no Congresso Nacional têm formação superior, são profissionais liberais, defendem a economia de mercado, são predominantemente de centro e têm mais de um mandato. Pertencem aos maiores partidos e destacam-se como articuladores e debatedores eficientes. São, também, em sua maioria, oriundos de regiões ricas, com raras exceções, como o senador Sarney, representante do pequeno e novo Estado do Amapá.

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Comentando o perfil do senador Sarney, o “Jornal do DIAP” assim o define:

José Sarney – PMDB/AP – senador, 5º mandato, advogado, professor universitário, escritor, jornalista e empresário. Sexto ocupante da Cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras desde 1980. É, ainda, membro da Academia de Ciências de Lisboa. Um dos políticos mais influentes da República, tem mais de 50 anos, não só de vida pública, mas também de mandatos eletivos ininterruptos. Já passou pelos principais cargos que um homem público pode almejar, tendo sido, por diversas oportunidades, líder partidário e presidente de comissões importantes do Legislativo federal. Pelo Maranhão foi deputado federal em duas legislaturas (1958-1962 e 1962-1966), senador por dois mandatos sucessivos (1971-1978 e 1978-1985) e governador do estado (1965-1970). Vice-presidente e presidente da República  (1985-1990), conduziu o difícil processo de transição democrática depois de 21 anos de ditadura militar. Eleito e reeleito senador pelo Amapá, está no terceiro mandato pelo estado (1991-1998, 1999-2007 e 2007-2015). Neste período, presidiu por três vezes o Senado Federal (1995-1997, 2003-2005 e 2009-2011). Parlamentar de grande prestígio, influência e capacidade de articulação, foi defensor e um dos principais conselheiros do governo Lula no Congresso, mantendo a mesma postura agora com o governo Dilma Rousseff. É pai da governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB-MA) e do deputado federal Sarney Filho (PV-MA), que também está na lista. É o único que fez parte do seleto grupo dos “10 mais” do DIAP por 11 vezes, nas edições de 1996, 1997, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009,  2010 e 2011.

Faça download da publicação dos "Cabeças", desde 1995

Veja estatística da série dos Dez mais do Congresso Nacional

Confira a lista dos 100 mais influentes

Veja a lista dos parlamentares em ascensão em 2011.

Sarney reagiu bem


José Sarney fez muito bem em reagir com firmeza e energia aos destemperos do senador goiano Demóstenes Torres. Sarney não tem por norma de vida ser tão contundente com os interlocutores publicamente como foi com Demóstenes, mas a situação exigia resposta imediata do veterano político do PMDB. Torres não teve outra saída a não ser retratar-se. Sarney mostrou que é preciso que se respeite a hierarquia e a liturgia do alto cargo que ocupa no Legislativo. Demóstenes, se queria seus 15 segundos de fama à custa de Sarney, conseguiu. Mas é muito pouco, quase nada, de objetivo ou marcante para ele se sonha em ser o candidato do DEM à Presidência da República.

Vicente Limongi Netto, jornalista em Brasília

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Collor defende "total liberdade da expressão" da sociedade

O senador Fernando Collor (PTB-AL) é contra a PEC - Projeto de Emenda Constitucional - que torna obrigatório o diploma para jornalistas. Ele disse, na sessão de quarta-feira passada (30/11), que a PEC impede a "total liberdade da expressão" da sociedade. O senador também criticou os cursos de jornalismo, que estariam formando "analfabetos funcionais" profissionais que não conhecem a Língua Portuguesa nem cumprem as regras básicas do jornalismo, como apurar bem uma notícia.
- Eles não aprendem na universidade aquilo que, nós, outros jornalistas, que não tivemos de passar por esses bancos universitários para exerceremos livremente a nossa profissão, aprendemos no dia a dia e na labuta das redações - afirmou o senador. 

Confira o pronunciamento na íntegra:

O SR. PRESIDENTE (José Sarney. Bloco/PMDB – AP) – Senador Fernando Collor.

O SR. FERNANDO COLLOR (PTB – AL) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, faço parte de uma família que, pela quarta geração, tem jornalistas. Disso muito me honro, e eu próprio sou jornalista. A despeito do bom trabalho realizado, do esforçado trabalho do Senador Valadares, essa emenda nº 1 – talvez o Senador Valadares não tenha se apercebido disso –, é, em primeiro lugar, a semente, o embrião para aquilo que começa a se tentar construir no País, que é o controle social dos meios de comunicação. Contra isso temos de nos insurgir. Não podemos permitir que essa emenda venha a ser a gênese do controle social dos meios de comunicação que, no nosso entender e de muitos companheiros aqui do Senado da República, têm de ter a total liberdade para exprimir a sua opinião, exprimir o seu sentimento e refletir nas suas páginas o que ouvem nas ruas, o que escutam nas esquinas.
É bem verdade também que, além disso, esses cursos de jornalismo, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, nos últimos anos, nada mais têm feito do que formar jornalistas analfabetos, analfabetos funcionais, que além de não saberem português, não conhecerem o vernáculo, não cumprem as regras mínimas exigidas pelo bom jornalismo, a começar por saberem apurar a notícia, pois não apuram. Eles estão aprendendo nessas universidades aquilo que nós outros jornalistas, que não tivemos que passar por esses bancos universitários para exercermos livremente a nossa profissão, aprendemos no dia a dia e na labuta das redações.
Querer exigir esse diploma é a mesma coisa que querer exigir diploma para que os fotógrafos jornalísticos, os fotógrafos que trabalham em jornais e em outros veículos de comunicação também tenham esse diploma. E fotografia, como a grafia, é uma arte, é uma arte que não pode ser aprisionada pela exigência de qualquer tipo de diploma, nem de qualquer tipo de curso que venha se impor.
Mas, fundamentalmente, além da criação desses cursos que geraram muitos analfabetos que pululam nas redações desses hebdomadários que andam por aí, Sr. Presidente. Mais importante do que a presença desses analfabetos, muito mais importante é que essa emenda constitui-se no embrião daquilo que será, em algum momento, se nós daqui do Senado não tomarmos conta e cuidado, o controle social dos meios de comunicação, o que é um atentado aos princípios e aos fundamentos democráticos brasileiros.

            Obrigado, Sr. Presidente.

Falar em “oligarquia Sarney” é menosprezar o cidadão do Maranhão

Por Said Barbosa Dib

Falar em "oligarquia" e que a situação do Maranhão não melhorou é simplificação e desprezo com o povo do estado. José Sarney governou entre 1965 e 1970. Roseana, em dois governos seguidos, entre 1995 e 2002 (não vamos considerar o atual). Foram os períodos mais fecundos em termos de desenvolvimento efetivo do Maranhão. As realizações foram tão substanciais que a população passou a associar "bom governo" aos "Sarneys". Senão, vejamos:


Governo José Sarney (1965-1970)

José Sarney, segundo Veja (11/3/70), realizou uma “revolução na administração”, chamada de "milagre maranhense". Os investimentos decuplicaram, aumentando em 2.000% o orçamento do estado, mudança que nunca mais viria a acontecer.  O novo governador sabia que era necessário compensar anos de atraso provocado pelo “vitorinismo”. Por isso, foi construída a usina hidrelétrica de Boa Esperança, na fronteira sul do Maranhão com o Piauí, pela Companhia Hidrelétrica de Boa Esperança (Cohebe), que passou a fornecer energia a cerca de 40 cidades do interior dos dois estados e parte do Ceará. Ainda segundo Veja (4/2/1976), nos quatro anos da administração Sarney o Maranhão deu um salto: o estado pulou de zero para quinhentos quilômetros de estradas asfaltadas - e mais dois mil quilômetros de estradas de terra -. Criou-se, além disso, uma rede de telecomunicações cobrindo 85 municípios; elevou-se de um para 54 o número de ginásios estaduais e ampliaram-se de cem mil para 450 mil as matrículas escolares. No início de 1970, Sarney inaugurou, com uma assistência de cem mil pessoas, a ponte de São Francisco, sobre a foz do rio Anil, ligando a ilha de São Luís - onde fica a capital - ao continente. A construção da ponte já havia passado ao domínio da lenda, pois se estendera por vários governos. A construção do porto de Itaqui, a barragem do rio Bacanga e o planejamento da cidade industrial foram outras iniciativas.


Governo Roseana Sarney (1995-2002)

Se Sarney criou quase toda a infraestrutura do estado, Roseana, sua sucessora política, atacou fortemente os problemas sociais. Mesmo tendo recebido menos recursos do governo federal nos quatro anos do seu segundo mandato, os resultados práticos da sua gestão são impressionantes, principalmente na área da educação. Os dados são dos relatórios publicados pelo PNUD/IPEA, facilmente acessados pela Internet (o que a revista Época não fez). No que se refere aos gastos totais com “Educação e Cultura”, de 1995 a 2002, período que correspondente aos dois primeiros mandatos da governadora Roseana Sarney (em valores da época), o investimento foi grande. Por isso, o Maranhão chegou muito próximo da universalização no atendimento do ensino fundamental. 96% das crianças de 7 a 14 anos passaram a freqüentar a escola. No Ensino Médio, o estado conseguiu uma expansão nunca antes registrada, quando a oferta de vagas foi dobrada. O número médio de anos de estudo, para a população acima de 25 anos, em 1995, quando Roseana Sarney iniciou o seu primeiro mandato, era de 3,2 anos. Em 2003, quando terminou o segundo mandato, já era de 4,3 anos de freqüência em salas de aula. Um aumento de 1,1 ano no período – índice maior do que a média de crescimento do Nordeste, que foi de 0,93 ano estudado. Em todo o Brasil, o Maranhão da “oligarca” Roseana ficou atrás apenas de Sergipe, que teve um crescimento de 1,32 ano de estudo. Quanto à urbanização, Roseana também se destacou bastante. Pelo percentual de pessoas que vivem em domicílios urbanos com serviço de coleta de lixo, em 1991, era de apenas 26,32% da população, passando para 53,25% no ano 2000. Aumento de 26,93%, sendo o estado que mais cresceu no período não só no Nordeste, mas em todo o País, neste aspecto. No Amazonas, por exemplo, com população concentrada em Manaus, a expansão foi muito inferior no mesmo período, saltando de 60,02% para 78,23%, um acréscimo de apenas 9,87%. Assim como na coleta de lixo e no caso do tratamento de esgoto, na escala convencionada pelo IPEA, de 0 a 1, verificando-se o percentual da população que vive em domicílios com abastecimento adequado de água, o Maranhão evoluiu de 0,31%, em 1995, quando Roseana Sarney assumiu seu primeiro mandato, para 0,54% no final de seu segundo mandato, em 2003. Uma melhoria de 0,23%. Foi o terceiro maior aumento entre todas as unidades federativas. Perdeu apenas para o Ceará e o Tocantins. O Ceará, governado pelos tucanos, foi um dos estados que mais recebeu ajuda de FHC nos anos 90. Por isso, passou de 0,45% em 1995 para 0.70% em 2003, uma melhoria de 0,25%, pouco mais do que o Maranhão. Pelos percentuais de pessoas ocupadas com carteira de trabalho assinada, segundo dados do IPEA, no período compreendido entre 1995 e 2002, o Maranhão passou de 0,29% em 1995, para 0,36% em 2002, tendo um aumento de 0,12%, disparadamente o melhor resultado de todo o Brasil no período - a média brasileira é de 0,04%.
Bom! Se oligarquia quer dizer “governo de poucos, voltado para poucos”, definitivamente não se pode dizer que Roseana e José Sarney, com todos estes resultados, sejam “oligarcas” ou que o estado não tenha evoluido. Isto seria tolice – ou mau-caratismo mesmo.

Said Barbosa Dib é historiador, analista político e, com muito orgulho, assessor de imprensa do senador Sarney

O que acontece por aí...


Aplausos e respeito para Chico Anysio

Bela e merecida homenagem do Fantástico ao formidável e genial Chico Anysio. Figuras humanas e profissionais como Chico Anysio merecem e precisam ser admiradas, aplaudidas e reconhecidas ainda em vida. Creio que foi Cartola ou Nelson Cavaquinho, igualmente geniais artistas, quem definiu com perfeição: "Quem gosta de homenagem póstuma é estátua". Quem nasceu para pilantras e destalentados, como os medonhos e grosseiros "humoristas" do "CQC", não chegarão jamais aos pés do mestre.

O crápula Kfoury é caso perdido

Novamente, travestido de vestal grávida, o rei dos rebotalhos, Juca Kfoury, lambuzado de ódio, recalque e ressentimento, atacou João Havelange no programeco  esportivo da ESPN. O porta-venal Kfoury pode viver 100 anos que não fará a metade do que realizou Havelange, em beneficio do futebol brasileiro e mundial.  Kfoury foi além. Esmerado na torpeza, também jogou as patas imundas em Renan Calheiros, Fernando Collor e Jader Barbalho. Fazer o quê. É a melancólica sina freudiana de Kfoury: ficar sempre com os 3 políticos na boca. Bom proveito.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O que acontece por aí...



Torpeza e calúnia contra Havelange

Como amigo pessoal do presidente de honra da FIFA, João Havelange, repudio notícias apressadas, torpes, infames e caluniosas publicadas no O Estado de São Paulo deste domingo. Parte delas reproduzidas pelo site do Cláudio Humberto. Trata-se de uma venal escalada de canalhice contra um cidadão e desportista que dedicou sua vida, a esta altura já quase centenária, ao futebol. Respeitado por expressivas autoridades no mundo inteiro. Agora mesmo, Havelange foi fundamental para que o Brasil ganhasse o direito de sediar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Foi com Havelange presidente da então CBD que o Brasil conquistou os títulos mundiais na Suécia e no Chile. Não tem cabimento, o bom senso não pode tolerar a burrice e a inveja. A esta altura da vida, repleta de sucessos e conquistas pessoais e profissionais, o guerreiro João Havelange não pode ser acusado de forma tão mesquinha e infame. Francamente.

CBF

Excelente e oportuno o anúncio da CBF, na televisão, destacando os títulos do futebol brasileiro nas diversas categorias, campeonatos e torneios conquistados nas gestões de Ricardo Teixeira. O trabalho mostra, divulga, esclarece, enfatiza e informa  o valioso e competente trabalho da CBF fundamental para o sucesso e a evolução do futebol penta campeão do mundo. O Brasil é penta sob o comando de Teixeira e com ele será hexa, na Copa de 2014. Para desapontamento dos eternos pregoeiros do caos e do pessimismo. 

Luta diária em defesa da Zona Franca de Manaus

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ouviu as reivindicações e preocupações das entidades e empresários do polo de duas rodas, instalado na Zona Franca de Manaus. Foram pedir intervenção do governo federal para acabar com a importação, vinda da Ásia, dos ciclomores (veículos propulsores de 50 centímetros cúbicos e velocidade máxima de 50 km/hora) que chegam ao Brasil a preço abaixo do que é produzido no mercado nacional.  Números do setor mostram que em 2010 foram importadas 90.150 unidades contra uma produção brasileira de 35.054 motocicletas de até 50 cilindradas em Manaus.

Senador Fernando Collor critica PEC do Diploma dos Jornalistas

O senador Fernando Collor (PTB-AL) disse que a PEC impede a "total liberdade da expressão" da sociedade. O senador também criticou os cursos de jornalismo, que estariam formando "analfabetos funcionais" profissionais que não conhecem a Língua Portuguesa nem cumprem as regras básicas do jornalismo, como apurar bem uma notícia.
- Eles não aprendem na universidade aquilo que, nós, outros jornalistas, que não tivemos de passar por esses bancos universitários para exerceremos livremente a nossa profissão, aprendemos no dia a dia e na labuta das redações - afirmou o senador. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Carta do meu amigo Agnaldo Timóteo ao presidente Marco Maia

São Paulo, 02 de dezembro de 2011.
Caríssimo e ilustre
Presidente,
abraço fraterníssimo. 
       Pressionado pelo peso da mídia, o Congresso Nacional, tem cometido erros absurdos de condenação. Roubaram o mandato legítimo de Fernando Collor, mataram Sérgio Naia, mataram o Celso Pitta com a tarja de ladrão e morreu pobre, arrebentaram com Severino Cavalcanti e quase arrebentaram com a carreira da Jaqueline Roriz .
       Agora as denuncias se voltam contra meu ex-colega de PDT, Carlos Lupi.
       Peço licença para uma indagação:
       - É alguma novidade todos nós Parlamentares termos Assessores para serviços externos?
       - Por acaso Deputados e Senadores não têem seus escritórios nos seus referidos Estados?
       - Por acaso não existem centenas de jornalistas, fazendo um trabalho sujo para interesse da oposição?
       Evidentemente que é um assunto irretocável e, como venho acompanhando o extraordinário comando de V. Exª, rogo a necessária audácia de não se curvar para alguns farsantes da moralidade pública, que encrustrados dentro da mídia, quase sempre obedecendo ordens de alguns apavorados oposicionistas, fazem o terrorismo do da-dia.
       Com admiração
       e, às ordens.
       É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.
       AGNALDO TIMÓTEO
       Cantor e Vereador
Exmo. Sr.
MARCO  MAIA
DD PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 

Sarney agora é blogueiro. Confira.

Sarney ao escrever para o Blog - Foto: Ricardo Stuckert

O desejo de fazer parte da Internet há muito me acompanha. Apesar dos meus 81 anos, sou homem do tempo atual. Assisti com curiosidade e entusiasmo o aparecimento da Internet, a comunicação on-line, as alterações da linguagem jornalística. A partir da Web, várias transformações têm ocorrido em todo o mundo. Uma delas, talvez a que mais tenha chamado a minha atenção, é a capacidade de interação desse novo meio midiático. Com mais de 50 anos de vida pública, participei, como protagonista ou testemunha dos principais episódios da história do Brasil. Esta é uma das razões porque estou na Internet. Quero contar um pouco dessa trajetória. Mas sou um político em plena atividade, quero trocar ideias com quem me lê. Como blogueiro, vou usar a liberdade característica desse meio democrático para debater os principais problemas do Brasil. Neste site, registro alguns dos muitos encontros que tive com personalidades ao longo da minha vida. São marcos de uma história de dedicação ao mais alto ideal da política, a construção da justiça social, a qual sempre me dediquei. Disso me orgulho. Convido a todos a conhecerem o site, onde toda semana pretendo escrever e exercer essa fascinante arte que é o mundo da internet.
José Sarney
Leia também:

Boni saiu do Armário


Boni, o gênio da lâmpada estragada, lançou livreco com o qual certamente acabará na Academia Brasileira de Letras. Na globonews disse um monte de bobagens sobre a disputa presidencial entre Lula e Collor. Como salientou o próprio Collor, na Folha de São Paulo, Boni "despirocou de vez". Deveria se dá respeito. Já é senhor de idade. É feio para quem se julga o máximo. Coitado. Mentiu descaradamente na Globonews. Collor candidato jamais precisou falar com Boni. Collor conversava direto com Roberto Marinho. É um empombado que pretende vender seu papelucho impresso á custa de lorotas sobre Collor e Lula.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Água viva, obra de Clarice Lispector, é interpretada no teatro em Brasília

Clarice Lispector, autora de projeção internacional e ícone fascinante da literatura brasileira, faria 91 anos em dezembro. O público brasiliense terá uma oportunidade rara no próximo mês de conhecer, no teatro, um de seus trabalhos mais densos e fluentes: Água Viva.  O texto ficcional foi publicado pela primeira vez em 1973 e esteve em elaboração durante três anos. Desde o início foi escrito na forma de monólogo e é marcado por sua fluidez e aparência inacabada. O espetáculo é uma adaptação da atriz Sarah Cintra sob a direção de Renato Farias. Na peça, uma pintora entra no mundo das palavras por meio de uma carta que escreve ao ex-amado. Deparar-se com uma linguagem nova e se recriar através dessa linguagem é o intuito maior da personagem. 

Ela busca trazer o público para o instante-já, numa conversa íntima e deliciosa sobre liberdade, criação e disponibilidade de viver o momento. Sarah Cintra é natural de Brasília e atuou os últimos anos no Rio de Janeiro. Na direção está Renato Farias, diretor da Cia de Teatro Íntimo, com um importante trabalho de pesquisa em torno da arte do ator. Segundo a atriz, uma das coisas que mais a interessam neste texto de Clarice é a investigação da personagem sobre o tempo presente. “Vivemos num mundo muito acelerado, exigente de respostas rápidas por conta da internet, SMS e afins... às vezes se torna necessário nos reconectarmos com o instante real e abrir mão um pouco desse tempo condicionado pela tecnologia. E eu acho que é aí que podemos ter surpresas a respeito do que a gente realmente é.".

ESTRÉIA
1° de dezembro de 2011

LOCAL: Teatro Goldoni
EQS 208/209 Bloco A - entrada eixo L, Asa Sul

DATAS
01 a 11 de dezembro de 2011

INGRESSOS
Inteira R$ 20 

Meia: R$ 10 ou 1Kg de alimento não perecível
CONTATOS
sarahcintra@hotmail.com - 61 9311-1444    Teatro Goldoni: 61 34430606

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Deu na competente coluna do amigo “Josué Amaral”


Jornal na Hora H! Dia 24-11-2011 (quinta-feira). Clique nas imagens para ampliá-las.

O rosnar do rebotalho kfoury


O rei dos rebotalhos da crônica esportiva mostrou todo seu repertório de ressentimento, recalque e mágoa no programeco da mesa quadrada de esporte da ESPN. O venal Kfoury rosnou tanto na telinha que quase babou. Não admite o lance espetacular de Ricardo Teixeira, chamando para dirigir as seleções o presidente do Corinthians, Andreas Sanches e Ronaldo Fenômeno para comandar o comitê organizador local da copa de 2014. O sábio de meia pataca Kfoury dorme, sonha, tem pesadelo e acorda com Teixeira. Não esquece a magistral e sincera entrevista do presidente da CBF para a revista "Piauí", onde Ricardo salienta que não se intimida com criticas levianas  de torpes analistas por correspondência. O irado Juca também ficou desapontado porque Lula endossa as escolhas de Teixeira. Fazer o quê. Problema dele. Kfoury é aquele que fez tudo para ser ministro do Esporte de FHC. Não foi. Tentou novamente no governo Lula, também fracassou. Kfoury não descansa. Vai continuar na sua velhaca cruzada contra o êxito da Copa de 2014 e sobretudo torcendo contra a crescente trajetória de Ricardo Teixeira rumo á presidência da FIFA. Só resta a JK atear fogo às vestes.

Brasília merece atenção e respeito


O governador e áulicos abandonaram Brasília à própria sorte. A ex-capital da esperança está largada, abandonada, esburacada, despoliciada. Não tem nem obras de fachadas. A população não é trouxa, mas está sendo enganada. O Buriti "trabalha' com marketing de quinta, tentando tirar do foco os legítimos problemas que afligem os brasilienses. Quando chove em Brasília é melhor trocar o carro pelo barco. O trânsito é um inferno, caótico. Quem não tem plano de saúde é humilhado nos pardieiros chamados de hospitais e pronto-socorros. Os moradores do Lago Norte sofrem há muito tempo com a falta de tudo. O Lago Sul, como sempre, recebe privilégios. Este desgoverno Agnelo é um escárnio!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O que acontece por aí...

O Vasco é time de machos

Sofremos, mas o Vasco realmente é um time de machos! Nem o gol descaradamente irregular do fred, abateu o ânimo e a garra dos jogadores vascainos. Muito menos a torcida dos narradores corintianos e flamenguistas. O da Globo é flamengo, claro, não admite que o vasco seja campeão. Igualmente o ex-jogador e o ex-árbitro. Torceram pelo corintians e continuarão torcendo até a rodada final. Vamos para cima do mengão, esperando que o palmeiras faça sua parte. Cumpra com seu dever. Porque o torcedor do "porco" jamais admitirá perder o jogo para que o campeão seja o corintians. Pelo amor de Deus. O vasco teve um ano sensacional. A união entre dirigentes, torcida e jogadores foi perfeita, sensacional. Ricardo Gomes melhorando de saúde e novamente junto com os jogadores que soube comandar tão bem foi essencial para aumentar a auto-estima dos atletas. Evidente que o trabalho do técnico Cristovão foi valioso. O lamentável é Felipe, como o vinho, jogando demais, não foi lembrado para disputar a seleção do brasileirão, dia 11, em São Paulo. Ninguém de bom senso ou que jogue ou tenha jogado futebol compreende a ausência de Felipe na lista. Enfim, o vasco precisa vencer o flamengo e torcer pela vitória do palmeiras contra o corintians. Será emocionante. Futebol é fascinante porisso. Mais uma vez ficou provado que só se deve comemorar quando o jogo termina. Foi um brasileirão digno do torcedor. A bola agradece. Assim como os Deuses do futebol. 

Caminhoneiro terá descanso obrigatório a cada quatro horas

O senador Clésio Andrade (PR-MG) requereu que o Projeto de Lei que regulamenta a profissão de motorista passe a tramitar em regime de urgência no Senado, na forma do substitutivo elaborado por empresários de transporte, autônomos e motoristas, representados por suas respectivas entidades de classe, com intermediação do Ministério Público do Trabalho, representado pelo procurador Adélio Lucas. O relator do projeto, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), se comprometeu a acatar o pedido das partes, uma vez que o substitutivo retrata o consenso entre as partes. Os trabalhadores, representados pela CNTTT e os transportadores, representados pela CNT.  O substitutivo visa a segurança no trânsito e concede aos motoristas seguro obrigatório e isenção por prejuízos patrimoniais, sobre o veículo ou carga.  Foram previstos ainda locais com infraestrutura de higiene, segurança e conforto para paradas dos motoristas, atendendo à obrigatoriedade do descanso.

Bobagens de Zé Dirceu

José Dirceu não é nenhum apedeuta. Houve época que foi lembrado inclusive para disputar a Presidência da República. Contudo, ultimamente, o sábio e feitiçeiro petista tem falado sandices que envergonham até mesmo seus mais ferrenhos aliados e seguidores. Repudio esta democracia estranha exortada por Dirceu, defendendo torpemente a existência de um jornal que se dedique apenas aos objetivos do PT e do governo. Um absurdo e um escárnio se também não fosse uma bandeira trágica e medonha. Já defendi Zé Dirceu em diversas ocasiões e não tenho porque me envergonhar, mas o ex-deputado não pode perder o bom senso a pretexto de exortar causas somente possíveis em ditaduras. Outra bobagem colossal de Zé Dirceu é tentar jogar no lixo os votos dados a Fernando Collor e a Jânio Quadros. Lula foi eleito e reeleito pelo mesmo segmento de descamisados que elegeu Collor e elegeu Dilma. lembro a Dirceu o surrado mas oportuno dito popular: boca fechada não entra mosca.

Golpe de mestre de Teixeira

Golpe de mestre do carrancudo Ricardo Teixeira. Deixou atordoado os desafetos. Desarmou os habituais e incansáveis maledicentes e parasistas. Como bom mineiro Teixeira mostrou que lambari é pescado, o jogo é jogado. Por profissionais. Ricardo nomeou e anunciou o presidente do Corintians e aliado político, Andrés Sanches, como novo diretor de seleções da CBF. Abriu caminho para Sanches sucedê-lo na presidência da CBF, em 2015 e partir para disputar a presidência da Fifa. A estrada ficará ainda melhor pavimentada se o Brasil for hexa campeão do mundo na copa de 2014. Outra jogada de craque de Ricardo Teixeira será convidar Ronaldo fenômeno para assumir o comando do COL, Comitê Organizador Local da copa de 2014. Quando o Brasil foi escolhido para sediar a copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, escrevi que o presidente de honra da Fifa, João Havelange, havia sido um dos principais baluartes para o êxito das duas importantes disputas esportivas, que engrandecem todo país que se preze. Na época acentuei que não ficaria surpreso se a próxima escalada política de Teixeira seria a presidência da Fifa, sucedendo Joeseph Blatter. O Brasil conquistou duas copas do mundo com Havelange e três sob o comando de Teixeira.
Brigada Jovem

Projeto encerra atividades com mais de 24 mil atendimentos em 2011

Cerca de mil pessoas receberam atendimentos na última ação do projeto Brigada Jovem deste ano, realizada hoje (25/11), no bairro do Hileia II, Zona Centro-oeste de Manaus. Durante todo o ano o projeto percorreu 23 bairros distribuídos nas várias zonas da cidade, entre eles, Jorge Teixeira, São Francisco, Zumbi III, Ouro Verde, Cidade Nova I e II, Novo Israel, Nossa Senhora de Fátima I e II, Mauazinho, Armando Mendes, Compensa, Puraquequara, Parque São Pedro, Conj. Carlos Braga, Matinha, Glória, Bairro da União, Alvorada III, Val Paraíso. Mais de 24 mil pessoas foram atendidas com os serviços de emissão de RG, CPF, Registro, aferição de pressão, orientação sobre saúde bucal, vacinação, cadastro para emprego, inscrição para o programa Bolsa Família, cortes de cabelo, massoterapia, entre outros. Segundo o titular da Semje, André de Souza, as metas do ano foram cumpridas e para o ano de 2012 muitos outros parceiros devem ser inseridos no projeto. ‘‘É gratificante finalizar o ano com o sentimento de dever cumprido e saber que as ações da secretaria conseguiram alcançar as pessoas dos bairros mais distantes de Manaus. Queremos levar mais atendimentos para a população no próximo ano e tenho certeza que com uma estrutura mais elaborada isso será possível’’, declarou. Para Téo Carmo, morador do bairro há 12 anos, os serviços disponibilizados foram bem aceitos pela comunidade e isso engrandeceu o evento que faz parte da programação de aniversário do bairro. ‘‘Pelos stands que eu passei os atendimentos foram ótimos, fui muito bem tratado. Fiquei muito feliz em ver a comunidade comparecer em busca dos serviços que foram anunciados no carro volante. A prefeitura está de parabéns por esse projeto que permite chegar aos bairros serviços essenciais a cidadania’’, Afirmou. Pensando em atender as necessidades da comunidade, Athaíde Muller, presidente da associação dos moradores do Hiléia 2, solicitou os serviços do Brigada Jovem, por meio de um  ofício a secretaria Municipal de Juventude. ‘‘Aqui em nosso bairro, encontramos poucos atendimentos para a grande demanda do bairro. Muitas pessoas não tem condições de buscar os serviços em outras localidades, e como fiquei sabendo que a Semje desenvolve o projeto brigada Jovem em bairros carentes, resolvi convidar para as comemorações do 30 aniversário do  Hileia II’’, finalizou.

Texto: Karina Palmeira

sábado, 26 de novembro de 2011

Arre égua! Quem tem medo do que fala Bolsonaro?


Virou paranóia entre a tropa de bajuladores de Dilma. Julgam que a presidente é intocável. Jamais pode ser criticada. Francamente. É a torpe democracia de alguns petistas, como este deputado Paulo Teixeira e a senadora Marta Suplicy. Tudo porque o deputado Jair Bolsonaro achou por bem criticar Dilma, a propósito do que o parlamentar carioca chama de "kit gay". Ora, porque tanto pavor das fortes, firmes e claras declarações de Bolsonaro? Marta e Teixeira deveriam procurar algo de mais útil para fazer, e não fincar a bandeira da hipocrisia, da intimidação e da burrice, contra Bolsonaro, alegando que vão pedir a cassação do mandato dele.Marta e Teixeira não são mais parlamentares do que Bolsonaro. Todos eles têm o direito e o dever de se manifestar como acharem conveniente. É estranho porque alguns beócios têm tanto pavor das palavras de Bolsonaro. Querem é aparecer.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Said Barbosa Dib

Cobertura tendenciosa. Perde a sociedade, perde o jornalista...

Há um péssimo hábito por parte de alguns jornais de denegrir a história de figuras de destaque do cenário político nacional apenas para garantir alguma atenção por parte dos leitores. Tal costume desrespeita a inteligência dos leitores e acaba maculando a profissão dos próprios jornalistas que, como empregados das empresas, acabam se expondo. A matéria “Sarney faz consultoria de imagem com verba pública” (22/11), da Folha de S. Paulo, é sintomática. Sem qualquer base nos fatos e de forma dirigida e irresponsável, faz a seguinte afirmação acerca do presidente Sarney: “Envolvido em escândalos administrativos nos últimos anos, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), quer mudar sua imagem pública”. O leitor desavisado, submetido à correria do dia-a-dia, tende a ler apenas as manchetes e leads (“cabeça”) das matérias. Tende a acreditar no que foi afirmado. Se tiver tempo para ler, verificará que o conteúdo em nada compromete o senador. E aí que mora o problema. Sarney jamais foi condenado por qualquer desvio de conduta ou ilícito penal. Pelo contrário. Foi governador, deputado e senador pelo Maranhão, presidente da República, senador do Amapá por três mandatos consecutivos, presidente do Senado Federal por três vezes. Tudo isso, sempre eleito. São mais de 50 anos de vida pública sem nunca ter tido qualquer problema com a Justiça. Mas, o jornal, ao afirmar que Sarney estaria “envolvido em escândalos”, sonega ao leitor a verdade, pois não explica que absolutamente todas as denúncias feitas contra Sarney em 2009, véspera de ano eleitoral, foram prontamente desmentidas pela Assessoria de Imprensa da Presidência e desqualificadas, tanto pela Comissão de Ética do Senado Federal, quanto pela Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União e a Procuradoria Geral da República. Todas, instituições públicas chamadas pelo próprio presidente Sarney a promoverem apurações sobre as ditas denúncias. Denúncias, aliás, que foram devidamente arquivadas por falta de provas e fundamento, pois não apresentavam nenhum documento. Apenas repetiam notícias de jornais. Como é de amplo conhecimento, aliás, todas as providências e esclarecimentos — sempre pautados em documentos — podem ser acessados no link: http://www.senado.gov.br/senado/presidencia/anexos/verdade3.swf.
Se o jornal, ao falar de “denúncias’, se refere aos chamados “atos secretos”, cai em contradição, pois não se pode esquecer que a primeira notificação a respeito foi feita pela Fundação Getúlio Vargas, em entrevista coletiva realizada no Gabinete da Presidência do Senado, no dia 12 de maio de 2009. Contratada pelo presidente Sarney para elaborar projeto de reestruturação administrativa da Casa, a Fundação detectou boletins administrativos sem a devida publicidade legal. A reportagem do jornal O Estado de São Paulo sobre o assunto é de 10 de junho. Quer dizer: o presidente Sarney foi quem mandou averiguar o problema e não tinha conhecimento de que havia atos não publicados na Intranet do Senado Federal. Tão logo soube do fato, mandou apurar essas e outras irregularidades. E os responsáveis responderam a inquérito e foram punidos na forma da lei.
A verdade é que, a elaboração, investigação ou edição de uma notícia de forma dirigida, parcial ou preconcebida, para atender a determinados objetivos e interesses de repórteres e jornais, é algo já bastante estudado e debatido. Há mesmo quem afirme que entre os grandes veículos, antes que uma falha individual de conduta ética por parte do repórter, isso é uma prática imprescindível para o funcionamento das redações e editorias (pode?). Quem é da área sabe do que estou falando. É a velha e eficiente manipulação, o que os próprios profissionais da imprensa chamam de “plantar notícias”, ou seja, determinadas informações, não necessariamente verdadeiras, propositadamente publicadas para serem desmentidas depois ou, pelo menos, comentadas, quando o estrago já foi feito. A notícia “plantada” não segue a tramitação normal de apuração. É forjada na própria redação do órgão de imprensa, para provocar questionamentos que propiciem novas informações jornalísticas importantes. Uma espécie de catalisador noticioso. E quem perde com isso tudo, além da cidadania, é o próprio jornalista que, como empregado, não pode fazer frente aos lobbys que financiam as empresas de comunicação. Lamentável!

Said Barbosa Dib é historiador e analista político em Brasília.