sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O que acontece por aí...


Romário é instrumento de decaídos

Romário foi um grande jogador. Marcou época. Jamais será esquecido pela torcida. Mas, como aprendiz de político, ainda tem muita estrada a percorrer. Monitorado por vermes e ressentidos, que não pagam ingresso nos estádios, que nunca ergueram um tijolo em beneficio do futebol brasileiro, o "peixe" só marca gol contra. É um tiro no pé atrás do outro. Se não estivesse ouvindo imbecis e pregoeiros do caos, do timeco do quanto pior melhor, Romário deveria saber que a CBF é entidade privada. Não recebe um vintém do governo. A CBF é administrada com competência pelas gestões Ricardo Teixeira. Teixeira já está acostumado a ouvir e ler as colossais asneiras contra ele. Os pilantras deram um doce para Romário se fartar: falar mal de Ricardo Teixeira e da CBF dar ibope danado, sobretudo perto de Copa do Mundo. Fica esperto Romário. Não se torne um burraldo.

Livro quente enlouquece tucanada

"A Privataria Tucana" desmascara e deixam nús as vestais grávidas do PSDB. Santinhos de pau oco. Será que tem capítulo especial para FHC? E para o Aócio, não sobra nada?

Analistas de meia pataca no pedaço

É hilária a burrice e acintosa arrogância dos sábios de araque, analistas políticos reprovados no exame de fezes. Deitar falação querendo ensinar política e boas maneiras a Sarney e Collor. Cambada de estúpidos. Bambas em lero-lero. Não sabem diferenciar um grão de café de uma jabuticaba. Estudem, trabalhem, se informem.

Collor quer melhorar comissões do Senado

Uma proposta para mudar o modo de funcionamento das comissões do Senado, a fim de fortalecê-las, foi apresentada nesta sexta-feira (9), em Plenário, pelo senador Fernando Collor (PTB-AL). Entre as medidas sugeridas, estão a redução do número de comissões e de subcomissões e a realização de reuniões em horários que permitam a participação efetiva dos senadores e a transmissão ao vivo de todas elas pela TV Senado. A idéia do senador é de que as medidas sugeridas em sua Proposta de Revitalização das Comissões do Senado sejam adotadas a partir da próxima mudança de Mesa, em 2013. Na avaliação de Collor, é necessário revigorar e valorizar o debate das matérias nas comissões temáticas da Casa o que, segundo ele, não está sendo possível em razão do elevado número de comissões e de subcomissões, que se reúnem no mesmo dia e horário. Ele afirmou ser inviável a efetiva participação dos senadores na discussão das proposições. Atualmente, informou o senador, a Casa funciona com 45 colegiados, sendo 11 comissões e 27 subcomissões permanentes e sete subcomissões temporárias. Esse número pode chegar a 55, observou, já que o Regimento Interno do Senado Federal permite a cada comissão permanente a criação de quatro subcomissões. Além dessas, ainda existem a Comissão Diretora e as comissões mistas do Congresso Nacional.
- É necessário implantar uma distribuição mais racional de dias e horários e um melhor aproveitamento da semana para os trabalhos legislativos, disse o senador.
Em sua avaliação, além do número de comissões e do choque no horário de suas reuniões, a conjugação de outros problemas "crônicos" impede o bom funcionamento do Senado. Entre eles, o senador destacou o elevado numero de senadores integrantes de cada colegiado e a repetição de assuntos tratados em cada um deles.
A proposta ainda ressalta a necessidade de assessoria técnica para avaliar o impacto das leis aprovadas. Collor sugere também a redução das possibilidades de apresentação de requerimento de regime de UrgênciaO regime de urgência é utilizado para apressar a tramitação e a votação das matérias legislativas. A urgência dispensa interstícios, prazos e formalidades regimentais, e pode ser requerida nos seguintes casos: quando se trata de matéria que envolva perigo para a segurança nacional ou providência para atender calamidade pública; para apreciar a matéria na segunda sessão deliberativa ordinária subsequente à aprovação do requerimento; para incluir matéria pendente de parecer na Ordem do Dia. A urgência pode ser solicitada pelos senadores, por comissões técnicas e pelo presidente da República. para exame das matérias e a elevação do número de assinaturas necessárias para interpor recursos contra decisões terminativasDecisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. das comissões.
- É nas comissões que o debate se aprofunda, os trabalhos melhor se desenvolvem e a participação da sociedade se faz presente. Não há motivos, portanto, para desperdiçarmos tempo, esforço e dedicação, sem alcançarmos os melhores resultados que as reuniões desses comitês técnicos podem oferecer - ressaltou Collor.
Ao apoiar a proposta de Collor, a senadora Ana Amélia (PP-RS) disse, em aparte, sentir dificuldade para "compatibilizar os horários incompatíveis" das reuniões das comissões. Ela afirmou que o sistema atual não tem apresentado resultados satisfatórios, pois matérias importantes são aprovadas sem a devida discussão pelos senadores e a sociedade.

Da Redação / Agência Senado

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Confira os vídeos a seguir com o pronunciamento...



Collor defende mais recursos para saúde em reunião com ministra Ideli Salvatti

A bancada do PTB no Senado reuniu-se  para debater assuntos de interesse partidário com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Durante a reunião, Collor defendeu mais recursos para a saúde e sugeriu que o Governo estabeleça uma projeção de aumento de gastos com o setor a fim de garantir uma atualização anual propiciando um aumento nos valores repassados pelo Governo Federal a estados e municípios.
Na avaliação de Collor, o setor necessita de uma definição de aumento no repasse das verbas de forma clara, pois, caso contrário, jamais haverá recursos suficientes para atender a demanda dos hospitais e postos de saúde espalhados pelo país. “Se depender da equipe econômica a saúde nunca terá dinheiro”, queixou-se o senador.
A ministra Ideli Salvatti disse que não poderia levantar esse tipo de discussão no governo em virtude da contenção de gastos que vem se impondo diante da crise econômica mundial. Para Collor, saúde é uma questão prioritária e, portanto, não pode esperar.
- Então, ministra, pelo menos leve a sugestão à presidenta Dilma Roussef em meu nome – argumentou Collor durante a reunião, recebendo o apoio dos colegas de bancada.
O Senado discute esta semana o Projeto de Lei que regulamenta a chamada emenda 29, projeto que define percentuais mínimos a serem investidos pelos entes federados na saúde. A proposta também determina o que deve ser classificado como gasto ou investimento na saúde e vincula dinheiro para a área.
O substitutivo que veio da Câmara mudou o texto original, que obrigava a União a destinar 10% da receita bruta à saúde, mantendo a fórmula atual, que consiste na aplicação do mesmo montante do ano anterior, acrescido da variação do PIB nos dois anos anteriores.

João Havelange: A força e o poder da FIFA vieram com ele

Flávio, veterano e craque na difícil arte de escrever, analisando e interpretando os bastidores da vida.Com isenção, grandeza e, sobretudo, com decência. Aplaudindo e exaltando a trajetória vitoriosa do cidadão, empresário e desportista João Havelange. Parabéns ao Flávio!

Vicente Limongi Netto

João Havelange: A força e o poder da FIFA vieram com ele

Grande Monarca. Esse era o nome com que João Havelange era tratado por seus inúmeros acólitos e seguidores na FIFA.
Um grupo imenso de grandes senhores do futebol mundial que ali baixavam a cabeça para cumprir os desígnios daquele que chegara para vender o produto chamado futebol.
E o vendeu, em todos os sentidos.
Encontrou a FIFA com saldo zero e deixou-a nas mãos de Joseph Blatter com um caixa de 250 bilhões de dólares.
Para tanto usou dos meios possíveis e impossíveis, alguns só imagináveis ao seu cérebro privilegiado, cumprindo o que prometera ao ser eleito.
O romantismo no futebol era para ele algo arcaico e desapareceu depois da passagem de sua presidência quando se firmaram os princípios de que era de um negócio e não de um esporte que a entidade tratava.
É preciso realçar que encontrou uma FIFA restrita em suas ações e deixou-a depois da mesma organizar e patrocinar campeonatos de futebol entre infantis, juvenis, juniores e de mulheres também.
Uma Copa do Mundo principal com 16 participantes dobrou o número de países alastrando o mundo da bola para todo o planeta.
De atleta olímpico na natação e no polo aquático para cartola no futebol João Havelange sempre tratou os circunstantes que o rodeavam como elementos inferiores sobre os quais pairava.
Jamais olhava um repórter com o olho no olho.
Isso nas poucas vezes em que era acessível à aproximação de alguém portando um microfone, uma câmera ou um caderno de anotações.
Também nunca o vi sorrir ou chorar tanto após grandes vitórias ou terríveis derrotas do futebol brasileiro.
É verdade que não tive com o mesmo tantos contatos que permitam dizer que nunca sorriu.
Sempre o vi, porém, como um ser gelado em suas decisões e com controle absoluto de seus músculos faciais.
Pairou nas alturas para o resto da humanidade e aí podem ser incluídos os jornalistas, os ministros de Estado, os presidentes e até os monarcas com quem teve de tratar.
Quando vinha a São Paulo suas entrevistas, rápidas e dentro de um espírito de condescendência de sua parte eram monocórdicas e unilaterais.
Qualquer pergunta além do que se dispunha a responder levava a um terçar de armas e a um final abrupto.
Escrevi “quando vinha a São Paulo”, mas isso se refere a um determinado período já que embora nascido no Rio (08.05.1916) morou na capital paulista e foi dai que emergiu para o grande mundo empresarial.
Para o futebol, porém, o cartola nasceu no Rio e de lá espalhou seu poder.
Jamais desejou seguir a atividade do pai, um negociante de armas e munições fazendo questão de repetir que abriu sozinho os caminhos de sua fortuna.
Seu gosto pelos esportes vem da infância no Rio e para onde voltou para não mais sair a não ser pelas centenas, talvez milhares de viagens pelo mundo na campanha para a conquista da FIFA e depois como seu comandante.
Foi tricolor pela proximidade de sua moradia familiar com o clube nas Laranjeiras, mas seu clube de coração era e é o Vasco da Gama.
Iniciante nas atividades diretivas pela natação quando morou em São Paulo no retorno ao Rio foi se ligando ao futebol até chegar à presidência da então CBD, onde ficou de 1956 a 1964 quando foi alijado pelos militares que assumiram o comando da nação.
Ultraconservador, homem de direita, a sua queda da CBD só se explica pelo temor que os militares tinham por todos os que eram figuras proeminentes nas atividades populares.
Ser popular, porém, é coisa que na verdade Havelange nunca foi e nunca quis ser.
Apeado do poder no futebol brasileiro deu a maior volta por cima ao conseguir eleger-se presidente da entidade maior do futebol mundial em 1974 e que até então, embora fundada por europeus continentais, era um feudo dos ingleses.
Joseph Blatter já era um executivo com experiência administrativa, mas seu engajamento com o futebol veio através de Havelange que o fez secretário geral da entidade que presidia.
Parece algo histórico a ação dos gerentes, função específica dos secretários-gerais, nas tentativas, nem sempre com êxito, de passar rasteira nos presidentes.
Os secretários-gerais ficam sabendo acima das necessidades do cargo.
Joseph Blatter chegou, porém, à presidência como um ungido de Havelange e este só se desligou da FIFA por sua idade em 1998 quando já tinha 82 anos.
A luta de Joseph Blatter contra futuros secretários-gerais só aconteceria nas futuras batalhas para reeleição.
E contra aqueles que ambicionaram o cargo e que nem sempre exerciam esse cargo, mas eram sempre poderosos membros do Conselho Executivo da entidade.
Ali se instalaram e construíram fortunas alguns dos maiores tubarões do mundo do futebol.
Certa parte do grupo age à distância e mantém uma posição de aparente fidelidade como o argentino Júlio Grondona, a quem sempre foi delegado o comando do futebol na América Latina.
Aparente fidelidade, como foi até  certo ponto a do brasileiro Ricardo Teixeira.
Outra “cria” de Havelange, que em pouco tempo aprendeu as regras do jogo e julgou que a presidência da CBF, herdada do então sogro e que ainda ocupa seria o caminho ideal para subir até onde seu mestre chegou.
Se Havelange deu a volta por cima no governo militar brasileiro seria a forma de Teixeira deixar pasmos os políticos que já o envolveram numa CPI e melhor poder mostrar poder aos que o tiraram das sucessivas enrascadas.
As mais sérias compreendendo ações ainda não de todo reveladas e com ameaça de divulgação pelos ingleses, mordidos por não terem sido escolhidos para a Copa de 2018.
Justamente quando o Brasil se prepara para sediar uma Copa do Mundo e quando Joseph Blatter parece olhar para o país com aqueles mesmos olhos de conquistas que Havelange o ensinou a usar.
Com a diferença que Blatter é  todo melífluo. 
Criou-se uma situação desagradável e aparentemente Blatter procura no momento impedir que sua vingança contra o ex-genro atinja também o ex-sogro.
Aparentemente, repito.
Se Havelange recebeu propinas em seu tempo de presidente, como insinuam os ingleses, é difícil de crer.
Por suas associações com a ISL e pelo passado desta pareceu sempre estar na condição de oferecê-las e não de recebê-las.
Além disso quando chegou à FIFA já era um milionário e como todos sabemos, dinheiro atrai dinheiro.
Possíveis implicações maiores estão alojadas no histórico das relações da FIFA com a ISL que foi à falência em 1995.
Entre as conquistas de Havelange para que a FIFA alcançasse o poderio atual com patrocinadores de alto vulto sempre pairou como uma sombra a figura do alemão Horst Dassler, herdeiro da ADIDAS e criador da ISL.
Da troca de favores entre ambos, Havelange/Dassler, escondem-se muitos dos intrincados termos que preenchem milhares de páginas dos processos que a justiça suíça faz caminhar sob segredo desde o século passado.
As gordas propinas vindas da fabricante de material esportivo e mais diretamente da então ISL, soberana em tudo o que gerava proventos na entidade estão arraigadas nas entranhas da FIFA como cracas nas quilhas dos grandes cargueiros.
Até onde as mesmas colaboraram para a falência dessa empresa só a vinda à luz desses processos dará explicação cabal.
O certo é que, igual aos ministros do governo brasileiro, potentados da FIFA vão caindo, um após outro.
Não deixa de ser tristonho olharmos o outrora prepotente e senhor do mundo João Havelange, hoje com 95 anos, renunciando ao seu cargo no Comité Olímpico Internacional e vendo seu título de Presidente de Honra da entidade que fez crescer ser atirado ao chão.
Os brasileiros estão conhecendo agora mais diretamente, com a força e com as exigências da FIFA para o país sediar uma Copa do Mundo o que significam esses poderes da entidade.
Ávidos poderes hoje executados por Joseph Blatter e seu secretário geral e que não podemos olvidar, foram criados, introduzidos e aprimorados pelo brasileiro João Havelange.
Para o bem e para o mal.           

(Flávio Araújo)

CAS aprova 25 projetos em reunião que confirma Thomaz Nogueira como novo superintendente da autarquia

Emerson Medina

O bacharel em direito com atuação na área fiscal e tributária, Thomaz Nogueira, será o novo superintendente da Zona Franca de Manaus. A confirmação de Nogueira à frente da autarquia foi anunciada, nesta quarta-feira, 7, pelo secretário – executivo do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, na 254ª reunião do Conselho de Administração da SUFRAMA (CAS).
Thomaz Nogueira é funcionário de carreira da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), com 30 anos de experiência na área e atua como secretário-executivo da Fazenda.  Alessandro Teixeira adiantou que a nomeação de Nogueira como superintendente deve acontecer nos próximos sete dias com a publicação no Diário Oficial da União (DOU) e que a posse acontecerá no dia 10 de janeiro, em uma cerimônia que irá reunir representantes da indústria, autoridades e conselheiros do CAS.
Momentos antes de começar a reunião, o novo superintendente disse à imprensa que assumir a SUFRAMA é um desafio. “A SUFRAMA possui uma equipe técnica qualificada e focada no desenvolvimento da região e estou aqui para agregar esforços nesse sentido”, afirmou. Ele destacou que os desafios futuros da autarquia incluem às discussões sobre o futuro do modelo Zona Franca que está em processo de debate no Congresso Nacional por conta da proposta de prorrogação dos incentivos fiscais por mais 50 anos, a partir da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) encaminhada pelo governo federal. “Temos o apoio da presidenta Dilma Rousseff com o modelo e a autarquia”, frisou. Ainda na entrevista, Thomaz Nogueira, defendeu a atuação da SUFRAMA na região. “A SUFRAMA gerenciou até agora um modelo de desenvolvimento vencedor que impacta em mais de 25% do território nacional (Amazônia Ocidental) apesar de gerar recursos em um espaço físico mais limitado (o Polo Industrial de Manaus). Ela faz muito mais do que apenas gerenciar benefícios”.
Já durante a reunião do Conselho, o secretário-executivo do MDIC, Alessandro-Teixeira, deu as boas vindas ao novo superintendente e reafirmou o compromisso do governo federal com o modelo Zona Franca de Manaus, lembrando os atos da presidenta Dilma Rousseff de assinar o Projeto de Lei que amplia os incentivos para a Região Metropolitana de Manaus (RMM) e a PEC que prorroga a isenção de tributos federais por mais 50 anos. Com a projeção de um 2012 mais próspero para a região e o País, Teixeira agradeceu o superintendente em exercício, Oldemar Ianck pelo trabalho de transição e à ex-superintendente, Flávia Grosso, pela atuação durante nove anos à frente da autarquia.
Oldemar Ianck destacou os dados dos indicadores do Polo Industrial de Manaus (PIM) que demonstram o potencial do modelo. Com a reunião do CAS somada as demais ocorridas em 2011, disse Ianck, o polo receberá 235 novos projetos com cerca de US$ 3 bilhões em novos investimentos. O faturamento do PIM deve fechar em US$ 40 bilhões com a geração de mais de 120 mil empregos. Ianck também destacou que mesmo com os incentivos, o modelo ZFM gerou, em 2010, arrecadação de tributos federais no valor de R$ 10,06 bilhões , enquanto que os repasses da União para o Amazonas, no ano, somaram R$ 2,8 bilhões. “O que demonstra que a ZFM é largamente exportadora de recursos, não sendo deficitária para a União”.
Representando o governador Omar Aziz, o secretário Estadual de Fazenda, Isper Abrahim, parabenizou o ex-colega de Sefaz, Thomaz Nogueira e  lembrou que o Governo, SUFRAMA e entidades de classe têm pela frente  o desafio de preservar o modelo diante das discussões da Reforma Tributária.

Projetos

A 254ª Reunião do CAS aprovou 25 projetos industriais e de serviços, sendo 18 de diversificação, atualização e ampliação e sete de implantação. Os investimentos somam US$ 387.261 milhões com a previsão de gerar 233 novos empregos.
Os destaques são  os projetos de diversificação das empresas Phitronics Indústria e Comércio de Eletrônica e Informática, visando à fabricação de unidades acionadoras de disco magnético rígido, com investimentos totais de US$ 187.354 milhões; Videolar S.A. para fabricação de artigos de matéria plástica para embalagem, no valor de US$ 46.229 milhões e Magnum Indústria da Amazônia S.A, para fabricação de relógios de pulso, com investimentos totais de US$ 27.611 milhões.
Com relação às iniciativas de implantação, os principais destaques ficam por conta dos projetos das empresas Impram Indústria Gráfica, para fabricação de manuais técnicos impressos, com investimentos totais de US$ 4.119 milhões e geração de 78 novos empregos; Indústria e Comércio de Ferro Rebelo, voltado à produção de estruturas de ferro e aço para construção civil, com investimentos de US$ 2.752 milhões e Fructus Indústria e Comércio da Amazônia, para produção de frutas desidratadas no município de Iranduba (AM), com investimentos totais de US$ 305 mil e geração de 19 empregos.

Sarney, o presidente da democracia e da preocupação com a questão social

Por Said Barbosa Dib

Para a presidente da UBES - União Brasileira dos Estudantes Secundaristas -, Manuela Braga, em encontro com o presidente do Senado, José Sarney, a aprovação do Estatuto da Juventude com a federalização da meia-entrada seria quase tão importante quanto foi a legalização da UNE, em 1985, pelas mãos do próprio Sarney, à época presidente da República. O reconhecimento da líder estudantil com relação a Sarney é muito importante. Durante o início da década de oitenta a UNE – União Nacional dos Estudantes - reivindicou a Assembléia Nacional Constituinte, a revogação da Lei de Segurança Nacional, além da sua legalização enquanto entidade representativa dos estudantes universitários. Depois de participar de todos os comícios da campanha pelas ''Diretas Já'', a UNE apoiou, em 1984, a candidatura de Tancredo Neves para Presidente, por acreditar ser ele a representação da ampla frente que exigia o fim daqueles 20 anos de autoritarismo. Em 1985 o presidente José Sarney atende todas as reivindicações. Sanciona a lei que reconhece a UNE, novamente, como ''a entidade representativa do conjunto dos estudantes das instituições de ensino superior do país''. Além da UNE, imediatamente liberou a política partidária, com o ato simbólico de receber no Planalto Giocondo Dias e João Amazonas, dos dois partidos comunistas, e restabeleceu as eleições diretas nos antigos municípios de segurança nacional. Logo em seguida convocou a Assembléia Constituinte, algo que até mesmo Tancredo tinha temores em fazer. Sarney facilita, ainda, a construção da maior central sindical da América latina, a CUT. Os DCE's e CA's das faculdades passam a se reestruturar, engajando-se nas lutas por melhor ensino, mais democracia e etc.


Em 1989 ocorrem as primeiras eleições presidenciais no Brasil pós-ditadura. Portanto, coube a José Sarney assumir o comando da redemocratização. As circunstâncias, seu temperamento conciliador e sua formação democrática o conduziram ao caminho da aceleração da abertura política. Experiente e sem ingenuidades perigosas, como os tempos exigiam, trabalhou com os militares, não contra eles, como lhes disse, profissionalizando as Forças Armadas e levando-as de volta aos quartéis. Nos cinco anos de seu governo solidificaram-se as instituições, evitando-se os revanchismos tanto da extrema esquerda quanto da extrema direita. As eleições se sucederam em absoluta tranqüilidade. A imprensa nunca foi tão livre. A sociedade encontrou o caminho de uma democracia que não se esgota na eleição de seus representantes, mas se prolonga na consciência da cidadania. Pela primeira vez o brasileiro considerou-se cidadão, senhor de seus direitos, capaz de se manifestar e exigir. Algo que o Plano Cruzado, em grande parte, com ampla participação dos "fiscais do Sarney", ajudou a moldar.


Como conseqüência natural da política de abertura adotada por Sarney em relação às greves, por outro lado, o governo também se comportou de forma decisivamente liberal no que se refere ao reconhecimento de entidades sindicais. Até a promulgação da Constituição de 1988, não se pode esquecer, o ministro do Trabalho dispunha de poder discricionário em matéria de legislação sindical. Prevaleciam as antigas disposições da CLT relativas a esta matéria, especialmente aquelas constantes do Título V. Competia ao ministro, com exclusividade, determinar a expedição ou não de carta de reconhecimento sindical à associação profissional que entendesse merecedora da distinção, colhendo antes o parecer da Comissão de Enquadramento Sindical e, eventualmente, dos órgãos de informação. Pois foi o governo do presidente Sarney, não obstante institucionalmente preso à legislação celetista, que liberou o deferimento dos pedidos, de tal maneira que, entre março de 1985 e setembro de 1988, às vésperas da entrada em vigor da nova Constituição, haviam sido reconhecidas 2.269 entidades, das quais 823 representantes de segmentos profissionais ou econômicos urbanos e 446 rurais. No mesmo período foram concedidos, como exigia a legislação, 335 extensões de bases territoriais urbanas, abrangendo 2.235 municípios. Atendendo a reivindicações feitas pelos trabalhadores, em 4 de agosto de 1988 baixou o decreto nº 96.469, reconhecendo a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. Neste cenário de liberdade para a reorganização dos trabalhadores, aconteceu, com plena liberdade, o 2° Congresso Nacional da CUT, realizado nos dias 31 de julho, 1, 2 e 3 de agosto de 1986, no Maracanãzinho, Rio de Janeiro, RJ. Participaram 5564 delegados de 1.014 entidades sindicais.

A CUT firmou-se como referência para a classe trabalhadora. Tem início sua consolidação nacional. Os delegados começam a discutir mudanças no Estatuto a partir das experiências acumuladas. Aprovam a estrutura vertical da CUT, criando os departamentos profissionais, ou seja, por ramo de atividade, o que trouxe à Central novas questões, como o sistema de contratação coletiva e seus reflexos na própria estrutura corporativa. A partir desse Congresso estruturam-se os departamentos nacionais dos bancários, metalúrgicos, petroleiros, químicos e de educação, construindo-se articulações de comissões provisórias em diversos outros segmentos: vestuário, urbanitários, construção civil, transportes. O contrato coletivo de trabalho passa a ser o ponto central dos debates sobre a democratização das relações trabalhistas. Portanto, diferente das atuais tentativas de abolição das conquistas históricas dos trabalhadores, Sarney procurou reforçá-las, como foi o caso tanto da Juntas de Conciliação quanto a decisão política de Sarney em universalizar a cobertura do INPS (atual INSS). Quanto a este tema, Sarney tinha a preocupação em proteger não apenas os trabalhadores que possuíam uma boa base organizacional e uma grande capacidade de mobilização. Para estes, bastava o fato do Presidente não tratar suas greves e manifestações com arbítrio e repressão; e de garantir mecanismos institucionais que preservassem seus salários, como os reajustes periódicos que acompanhavam o índice inflacionário. O presidente se preocupava, principalmente, com aqueles setores marginalizados que nem no mercado de trabalho estavam e que, durante o regime militar, foram os que mais sofreram, mesmo durante o chamado “milagre”. Para se entender melhor esta questão, nunca é demais lembrar que, antes de 1985, quem não estivesse no INPS (hoje, INSS) não tinha direito a nada. Sarney criou a universalização da saúde, a proteção do homem do campo, pescadores, deficientes e todos aquelas categorias que não eram assistidas pelos mecanismos sociais do Estado. Criou, ainda, o direito à impenhorabilidade da casa própria, o bem da família, inovando no que seria também incorporado à Constituição: a preocupação em destacar que a propriedade deve ter um fim social e que se deve ter um limite existencial para a família diante dos credores. Estendeu aos pobres, ainda, o direito à cidadania, pois foi no seu governo que os analfabetos conquistaram o direito de voto. Era o “Tudo pelo Social” colocado efetivamente em prática. É isso!

Said Barbosa Dib é historiador, analista político e, com muito orgulho, assessor de imprensa do senador Sarney

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ratazanas na Internet


Democracia é assim mesmo: cada um diz o que quer. Verdades e tolices que bem entender. No tom que quiser. Mas que seja homem para assumir o que escreveu ou disse, na hora da onça resolver beber água. A internet é valiosa. Mudou hábitos de vida de milhões no planeta. Porém, lamentavelmente, também tornou-se o paraíso dos covardões e canalhas. Valentões de araque na frente dos teclados dos computadores. Nesta linha, surge agora na rede um crápula que se levianamente assina as canalhices que manda para os outros com o nome Luis Inácio da Silva. Um absurdo que o bom senso não pode tolerar. Evidente que o velhaco tenta enxovalhar o nome do ex-Presidente da República. Cuidado com o verme, o e-mail dele é lisilva26@yahoo.com.br. A mais recente sandice do imbecil insulta o presidente de honra da Fifa, João Havelange. Brasileiro e desportista merecedor do respeito geral. Havelange está com 95 anos de idade. Dedicou toda sua vida à união de povos e nações, através do futebol. Não pode nem deve ser achincalhado por apedeutas e ratazanas.

Sarney: único parlamentar na lista dos “10 Mais” do DIAP por 11 vezes

O senador também participou de todas as listas dos “100 Mais” desde que o DIAP começou o levantamento em 1995
Por Said Barbosa Dib
Mais uma vez o senador José Sarney (PMDB-AP) está na lista dos “10 mais” entre ”Os 100 Cabeças do Congresso” do DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Nesta edição ficou em 3º lugar. O estudo foi divulgado na sexta-feira, (02/12). Segundo os critérios do DIAP, são os parlamentares que têm mais “habilidades para elaborar, interpretar, debater ou dominar regras e normas do processo decisório”. Segundo a publicação, Sarney, além de ter participado de todas as edições do 100 mais influentes,  é  o único que fez parte do seleto grupo dos “10 mais” do DIAP por onze vezes, nas edições de 1996, 1997, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011.
Formadores de opinião

Segundo o DIAP, Sarney é classificado no grupo “formadores de opinião”. A definição do DIAP para este perfil parlamentar é: “são parlamentares que, por sua respeitabilidade, credibilidade e prudência, são chamados a arbitrar conflitos ou conduzir negociações políticas de grande relevância. Normalmente, são deputados ou senadores experientes, com trânsito fácil entre as diversas correntes e segmentos representados no Congresso e visão abrangente dos problemas do País, cuja opinião sobre o assunto influencia fortemente a decisão dos demais parlamentares. Discretos na forma de agir, evitando se expor em questões menores do dia-a-dia do Legislativo, preferem as decisões de bastidores, onde exercem real poder. Constituem a elite do Poder Legislativo, embora não precisem, necessária e institucionalmente, estar em postos-chave, como liderança formal ou presidência de uma das Casas do Congresso.  São os que se pode chamar de líderes de alta patente, respeitados e legitimados pelo grupo ou corrente política que lideram". Pelo estudo, o poder real de José Sarney (PMDB/AP) se manteve praticamente intacto. O que ficou evidente, também, é que as ações empreendidas pelo senador Sarney, no sentido de melhorar a transparência e a eficiência da Casa, ajudaram a manter o prestígio do ex-presidente da República, mesmo diante dos ataques sistemáticos de setores da imprensa e da oposição. Pelo levantamento, conclui-se também que os parlamentares que comandam o processo decisório no Congresso Nacional têm formação superior, são profissionais liberais, defendem a economia de mercado, são predominantemente de centro e têm mais de um mandato. Pertencem aos maiores partidos e destacam-se como articuladores e debatedores eficientes. São, também, em sua maioria, oriundos de regiões ricas, com raras exceções, como o senador Sarney, representante do pequeno e novo Estado do Amapá.

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Comentando o perfil do senador Sarney, o “Jornal do DIAP” assim o define:

José Sarney – PMDB/AP – senador, 5º mandato, advogado, professor universitário, escritor, jornalista e empresário. Sexto ocupante da Cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras desde 1980. É, ainda, membro da Academia de Ciências de Lisboa. Um dos políticos mais influentes da República, tem mais de 50 anos, não só de vida pública, mas também de mandatos eletivos ininterruptos. Já passou pelos principais cargos que um homem público pode almejar, tendo sido, por diversas oportunidades, líder partidário e presidente de comissões importantes do Legislativo federal. Pelo Maranhão foi deputado federal em duas legislaturas (1958-1962 e 1962-1966), senador por dois mandatos sucessivos (1971-1978 e 1978-1985) e governador do estado (1965-1970). Vice-presidente e presidente da República  (1985-1990), conduziu o difícil processo de transição democrática depois de 21 anos de ditadura militar. Eleito e reeleito senador pelo Amapá, está no terceiro mandato pelo estado (1991-1998, 1999-2007 e 2007-2015). Neste período, presidiu por três vezes o Senado Federal (1995-1997, 2003-2005 e 2009-2011). Parlamentar de grande prestígio, influência e capacidade de articulação, foi defensor e um dos principais conselheiros do governo Lula no Congresso, mantendo a mesma postura agora com o governo Dilma Rousseff. É pai da governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB-MA) e do deputado federal Sarney Filho (PV-MA), que também está na lista. É o único que fez parte do seleto grupo dos “10 mais” do DIAP por 11 vezes, nas edições de 1996, 1997, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009,  2010 e 2011.

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Veja a lista dos parlamentares em ascensão em 2011.

Sarney reagiu bem


José Sarney fez muito bem em reagir com firmeza e energia aos destemperos do senador goiano Demóstenes Torres. Sarney não tem por norma de vida ser tão contundente com os interlocutores publicamente como foi com Demóstenes, mas a situação exigia resposta imediata do veterano político do PMDB. Torres não teve outra saída a não ser retratar-se. Sarney mostrou que é preciso que se respeite a hierarquia e a liturgia do alto cargo que ocupa no Legislativo. Demóstenes, se queria seus 15 segundos de fama à custa de Sarney, conseguiu. Mas é muito pouco, quase nada, de objetivo ou marcante para ele se sonha em ser o candidato do DEM à Presidência da República.

Vicente Limongi Netto, jornalista em Brasília

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Collor defende "total liberdade da expressão" da sociedade

O senador Fernando Collor (PTB-AL) é contra a PEC - Projeto de Emenda Constitucional - que torna obrigatório o diploma para jornalistas. Ele disse, na sessão de quarta-feira passada (30/11), que a PEC impede a "total liberdade da expressão" da sociedade. O senador também criticou os cursos de jornalismo, que estariam formando "analfabetos funcionais" profissionais que não conhecem a Língua Portuguesa nem cumprem as regras básicas do jornalismo, como apurar bem uma notícia.
- Eles não aprendem na universidade aquilo que, nós, outros jornalistas, que não tivemos de passar por esses bancos universitários para exerceremos livremente a nossa profissão, aprendemos no dia a dia e na labuta das redações - afirmou o senador. 

Confira o pronunciamento na íntegra:

O SR. PRESIDENTE (José Sarney. Bloco/PMDB – AP) – Senador Fernando Collor.

O SR. FERNANDO COLLOR (PTB – AL) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, faço parte de uma família que, pela quarta geração, tem jornalistas. Disso muito me honro, e eu próprio sou jornalista. A despeito do bom trabalho realizado, do esforçado trabalho do Senador Valadares, essa emenda nº 1 – talvez o Senador Valadares não tenha se apercebido disso –, é, em primeiro lugar, a semente, o embrião para aquilo que começa a se tentar construir no País, que é o controle social dos meios de comunicação. Contra isso temos de nos insurgir. Não podemos permitir que essa emenda venha a ser a gênese do controle social dos meios de comunicação que, no nosso entender e de muitos companheiros aqui do Senado da República, têm de ter a total liberdade para exprimir a sua opinião, exprimir o seu sentimento e refletir nas suas páginas o que ouvem nas ruas, o que escutam nas esquinas.
É bem verdade também que, além disso, esses cursos de jornalismo, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, nos últimos anos, nada mais têm feito do que formar jornalistas analfabetos, analfabetos funcionais, que além de não saberem português, não conhecerem o vernáculo, não cumprem as regras mínimas exigidas pelo bom jornalismo, a começar por saberem apurar a notícia, pois não apuram. Eles estão aprendendo nessas universidades aquilo que nós outros jornalistas, que não tivemos que passar por esses bancos universitários para exercermos livremente a nossa profissão, aprendemos no dia a dia e na labuta das redações.
Querer exigir esse diploma é a mesma coisa que querer exigir diploma para que os fotógrafos jornalísticos, os fotógrafos que trabalham em jornais e em outros veículos de comunicação também tenham esse diploma. E fotografia, como a grafia, é uma arte, é uma arte que não pode ser aprisionada pela exigência de qualquer tipo de diploma, nem de qualquer tipo de curso que venha se impor.
Mas, fundamentalmente, além da criação desses cursos que geraram muitos analfabetos que pululam nas redações desses hebdomadários que andam por aí, Sr. Presidente. Mais importante do que a presença desses analfabetos, muito mais importante é que essa emenda constitui-se no embrião daquilo que será, em algum momento, se nós daqui do Senado não tomarmos conta e cuidado, o controle social dos meios de comunicação, o que é um atentado aos princípios e aos fundamentos democráticos brasileiros.

            Obrigado, Sr. Presidente.

Falar em “oligarquia Sarney” é menosprezar o cidadão do Maranhão

Por Said Barbosa Dib

Falar em "oligarquia" e que a situação do Maranhão não melhorou é simplificação e desprezo com o povo do estado. José Sarney governou entre 1965 e 1970. Roseana, em dois governos seguidos, entre 1995 e 2002 (não vamos considerar o atual). Foram os períodos mais fecundos em termos de desenvolvimento efetivo do Maranhão. As realizações foram tão substanciais que a população passou a associar "bom governo" aos "Sarneys". Senão, vejamos:


Governo José Sarney (1965-1970)

José Sarney, segundo Veja (11/3/70), realizou uma “revolução na administração”, chamada de "milagre maranhense". Os investimentos decuplicaram, aumentando em 2.000% o orçamento do estado, mudança que nunca mais viria a acontecer.  O novo governador sabia que era necessário compensar anos de atraso provocado pelo “vitorinismo”. Por isso, foi construída a usina hidrelétrica de Boa Esperança, na fronteira sul do Maranhão com o Piauí, pela Companhia Hidrelétrica de Boa Esperança (Cohebe), que passou a fornecer energia a cerca de 40 cidades do interior dos dois estados e parte do Ceará. Ainda segundo Veja (4/2/1976), nos quatro anos da administração Sarney o Maranhão deu um salto: o estado pulou de zero para quinhentos quilômetros de estradas asfaltadas - e mais dois mil quilômetros de estradas de terra -. Criou-se, além disso, uma rede de telecomunicações cobrindo 85 municípios; elevou-se de um para 54 o número de ginásios estaduais e ampliaram-se de cem mil para 450 mil as matrículas escolares. No início de 1970, Sarney inaugurou, com uma assistência de cem mil pessoas, a ponte de São Francisco, sobre a foz do rio Anil, ligando a ilha de São Luís - onde fica a capital - ao continente. A construção da ponte já havia passado ao domínio da lenda, pois se estendera por vários governos. A construção do porto de Itaqui, a barragem do rio Bacanga e o planejamento da cidade industrial foram outras iniciativas.


Governo Roseana Sarney (1995-2002)

Se Sarney criou quase toda a infraestrutura do estado, Roseana, sua sucessora política, atacou fortemente os problemas sociais. Mesmo tendo recebido menos recursos do governo federal nos quatro anos do seu segundo mandato, os resultados práticos da sua gestão são impressionantes, principalmente na área da educação. Os dados são dos relatórios publicados pelo PNUD/IPEA, facilmente acessados pela Internet (o que a revista Época não fez). No que se refere aos gastos totais com “Educação e Cultura”, de 1995 a 2002, período que correspondente aos dois primeiros mandatos da governadora Roseana Sarney (em valores da época), o investimento foi grande. Por isso, o Maranhão chegou muito próximo da universalização no atendimento do ensino fundamental. 96% das crianças de 7 a 14 anos passaram a freqüentar a escola. No Ensino Médio, o estado conseguiu uma expansão nunca antes registrada, quando a oferta de vagas foi dobrada. O número médio de anos de estudo, para a população acima de 25 anos, em 1995, quando Roseana Sarney iniciou o seu primeiro mandato, era de 3,2 anos. Em 2003, quando terminou o segundo mandato, já era de 4,3 anos de freqüência em salas de aula. Um aumento de 1,1 ano no período – índice maior do que a média de crescimento do Nordeste, que foi de 0,93 ano estudado. Em todo o Brasil, o Maranhão da “oligarca” Roseana ficou atrás apenas de Sergipe, que teve um crescimento de 1,32 ano de estudo. Quanto à urbanização, Roseana também se destacou bastante. Pelo percentual de pessoas que vivem em domicílios urbanos com serviço de coleta de lixo, em 1991, era de apenas 26,32% da população, passando para 53,25% no ano 2000. Aumento de 26,93%, sendo o estado que mais cresceu no período não só no Nordeste, mas em todo o País, neste aspecto. No Amazonas, por exemplo, com população concentrada em Manaus, a expansão foi muito inferior no mesmo período, saltando de 60,02% para 78,23%, um acréscimo de apenas 9,87%. Assim como na coleta de lixo e no caso do tratamento de esgoto, na escala convencionada pelo IPEA, de 0 a 1, verificando-se o percentual da população que vive em domicílios com abastecimento adequado de água, o Maranhão evoluiu de 0,31%, em 1995, quando Roseana Sarney assumiu seu primeiro mandato, para 0,54% no final de seu segundo mandato, em 2003. Uma melhoria de 0,23%. Foi o terceiro maior aumento entre todas as unidades federativas. Perdeu apenas para o Ceará e o Tocantins. O Ceará, governado pelos tucanos, foi um dos estados que mais recebeu ajuda de FHC nos anos 90. Por isso, passou de 0,45% em 1995 para 0.70% em 2003, uma melhoria de 0,25%, pouco mais do que o Maranhão. Pelos percentuais de pessoas ocupadas com carteira de trabalho assinada, segundo dados do IPEA, no período compreendido entre 1995 e 2002, o Maranhão passou de 0,29% em 1995, para 0,36% em 2002, tendo um aumento de 0,12%, disparadamente o melhor resultado de todo o Brasil no período - a média brasileira é de 0,04%.
Bom! Se oligarquia quer dizer “governo de poucos, voltado para poucos”, definitivamente não se pode dizer que Roseana e José Sarney, com todos estes resultados, sejam “oligarcas” ou que o estado não tenha evoluido. Isto seria tolice – ou mau-caratismo mesmo.

Said Barbosa Dib é historiador, analista político e, com muito orgulho, assessor de imprensa do senador Sarney

O que acontece por aí...


Aplausos e respeito para Chico Anysio

Bela e merecida homenagem do Fantástico ao formidável e genial Chico Anysio. Figuras humanas e profissionais como Chico Anysio merecem e precisam ser admiradas, aplaudidas e reconhecidas ainda em vida. Creio que foi Cartola ou Nelson Cavaquinho, igualmente geniais artistas, quem definiu com perfeição: "Quem gosta de homenagem póstuma é estátua". Quem nasceu para pilantras e destalentados, como os medonhos e grosseiros "humoristas" do "CQC", não chegarão jamais aos pés do mestre.

O crápula Kfoury é caso perdido

Novamente, travestido de vestal grávida, o rei dos rebotalhos, Juca Kfoury, lambuzado de ódio, recalque e ressentimento, atacou João Havelange no programeco  esportivo da ESPN. O porta-venal Kfoury pode viver 100 anos que não fará a metade do que realizou Havelange, em beneficio do futebol brasileiro e mundial.  Kfoury foi além. Esmerado na torpeza, também jogou as patas imundas em Renan Calheiros, Fernando Collor e Jader Barbalho. Fazer o quê. É a melancólica sina freudiana de Kfoury: ficar sempre com os 3 políticos na boca. Bom proveito.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O que acontece por aí...



Torpeza e calúnia contra Havelange

Como amigo pessoal do presidente de honra da FIFA, João Havelange, repudio notícias apressadas, torpes, infames e caluniosas publicadas no O Estado de São Paulo deste domingo. Parte delas reproduzidas pelo site do Cláudio Humberto. Trata-se de uma venal escalada de canalhice contra um cidadão e desportista que dedicou sua vida, a esta altura já quase centenária, ao futebol. Respeitado por expressivas autoridades no mundo inteiro. Agora mesmo, Havelange foi fundamental para que o Brasil ganhasse o direito de sediar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Foi com Havelange presidente da então CBD que o Brasil conquistou os títulos mundiais na Suécia e no Chile. Não tem cabimento, o bom senso não pode tolerar a burrice e a inveja. A esta altura da vida, repleta de sucessos e conquistas pessoais e profissionais, o guerreiro João Havelange não pode ser acusado de forma tão mesquinha e infame. Francamente.

CBF

Excelente e oportuno o anúncio da CBF, na televisão, destacando os títulos do futebol brasileiro nas diversas categorias, campeonatos e torneios conquistados nas gestões de Ricardo Teixeira. O trabalho mostra, divulga, esclarece, enfatiza e informa  o valioso e competente trabalho da CBF fundamental para o sucesso e a evolução do futebol penta campeão do mundo. O Brasil é penta sob o comando de Teixeira e com ele será hexa, na Copa de 2014. Para desapontamento dos eternos pregoeiros do caos e do pessimismo. 

Luta diária em defesa da Zona Franca de Manaus

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ouviu as reivindicações e preocupações das entidades e empresários do polo de duas rodas, instalado na Zona Franca de Manaus. Foram pedir intervenção do governo federal para acabar com a importação, vinda da Ásia, dos ciclomores (veículos propulsores de 50 centímetros cúbicos e velocidade máxima de 50 km/hora) que chegam ao Brasil a preço abaixo do que é produzido no mercado nacional.  Números do setor mostram que em 2010 foram importadas 90.150 unidades contra uma produção brasileira de 35.054 motocicletas de até 50 cilindradas em Manaus.

Senador Fernando Collor critica PEC do Diploma dos Jornalistas

O senador Fernando Collor (PTB-AL) disse que a PEC impede a "total liberdade da expressão" da sociedade. O senador também criticou os cursos de jornalismo, que estariam formando "analfabetos funcionais" profissionais que não conhecem a Língua Portuguesa nem cumprem as regras básicas do jornalismo, como apurar bem uma notícia.
- Eles não aprendem na universidade aquilo que, nós, outros jornalistas, que não tivemos de passar por esses bancos universitários para exerceremos livremente a nossa profissão, aprendemos no dia a dia e na labuta das redações - afirmou o senador. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Carta do meu amigo Agnaldo Timóteo ao presidente Marco Maia

São Paulo, 02 de dezembro de 2011.
Caríssimo e ilustre
Presidente,
abraço fraterníssimo. 
       Pressionado pelo peso da mídia, o Congresso Nacional, tem cometido erros absurdos de condenação. Roubaram o mandato legítimo de Fernando Collor, mataram Sérgio Naia, mataram o Celso Pitta com a tarja de ladrão e morreu pobre, arrebentaram com Severino Cavalcanti e quase arrebentaram com a carreira da Jaqueline Roriz .
       Agora as denuncias se voltam contra meu ex-colega de PDT, Carlos Lupi.
       Peço licença para uma indagação:
       - É alguma novidade todos nós Parlamentares termos Assessores para serviços externos?
       - Por acaso Deputados e Senadores não têem seus escritórios nos seus referidos Estados?
       - Por acaso não existem centenas de jornalistas, fazendo um trabalho sujo para interesse da oposição?
       Evidentemente que é um assunto irretocável e, como venho acompanhando o extraordinário comando de V. Exª, rogo a necessária audácia de não se curvar para alguns farsantes da moralidade pública, que encrustrados dentro da mídia, quase sempre obedecendo ordens de alguns apavorados oposicionistas, fazem o terrorismo do da-dia.
       Com admiração
       e, às ordens.
       É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.
       AGNALDO TIMÓTEO
       Cantor e Vereador
Exmo. Sr.
MARCO  MAIA
DD PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 

Sarney agora é blogueiro. Confira.

Sarney ao escrever para o Blog - Foto: Ricardo Stuckert

O desejo de fazer parte da Internet há muito me acompanha. Apesar dos meus 81 anos, sou homem do tempo atual. Assisti com curiosidade e entusiasmo o aparecimento da Internet, a comunicação on-line, as alterações da linguagem jornalística. A partir da Web, várias transformações têm ocorrido em todo o mundo. Uma delas, talvez a que mais tenha chamado a minha atenção, é a capacidade de interação desse novo meio midiático. Com mais de 50 anos de vida pública, participei, como protagonista ou testemunha dos principais episódios da história do Brasil. Esta é uma das razões porque estou na Internet. Quero contar um pouco dessa trajetória. Mas sou um político em plena atividade, quero trocar ideias com quem me lê. Como blogueiro, vou usar a liberdade característica desse meio democrático para debater os principais problemas do Brasil. Neste site, registro alguns dos muitos encontros que tive com personalidades ao longo da minha vida. São marcos de uma história de dedicação ao mais alto ideal da política, a construção da justiça social, a qual sempre me dediquei. Disso me orgulho. Convido a todos a conhecerem o site, onde toda semana pretendo escrever e exercer essa fascinante arte que é o mundo da internet.
José Sarney
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Boni saiu do Armário


Boni, o gênio da lâmpada estragada, lançou livreco com o qual certamente acabará na Academia Brasileira de Letras. Na globonews disse um monte de bobagens sobre a disputa presidencial entre Lula e Collor. Como salientou o próprio Collor, na Folha de São Paulo, Boni "despirocou de vez". Deveria se dá respeito. Já é senhor de idade. É feio para quem se julga o máximo. Coitado. Mentiu descaradamente na Globonews. Collor candidato jamais precisou falar com Boni. Collor conversava direto com Roberto Marinho. É um empombado que pretende vender seu papelucho impresso á custa de lorotas sobre Collor e Lula.