Quem diria, o tucano Nelson Motta agora elogia Dilma(25/03). Mudou da água para o vinho. Moço esperto. Antes, para Nelsinho, Dilma era apenas "um poste" inventado por Lula que jamais venceria Serra. Agora, Motta não economiza elogios para a presidente. "É uma mulher forte e intensa". Assim caminha a humanidade.
domingo, 27 de março de 2011
Collor comemora 20 anos do Mercosul e diz que momento é de avaliar trajetória da América do Sul
Responsável pela concretização do MERCOSUL, o atual senador Fernando Collor (PTB), destacou, durante sessão especial em homenagem aos 20 anos da assinatura do tratado que criou o Mercado Comum do Sul, que transcorrerá no próximo dia 26, a importância da parceria do Brasil com os vizinhos da América do Sul. Na avaliação do ex-presidente, “é momento adequado para avaliarmos uma instituição que tem tido marcante influência na trajetória do nosso país e da América do Sul”. Para o senador Fernando Collor, é preciso levar em conta as mudanças ocorridas no cenário mundial nos últimos 20 anos, com a crescente hegemonia norte-americana, a consolidação da União Européia, a ascensão econômica da China e a aceleração da globalização. O senador afirmou em seu discurso que com o esfacelamento dos blocos e com o crescimento das forças globalizantes houve um abrandamento das fronteiras estatais. “As economias viram aumentar sua inter-relação e interdependência. Para competir em um mundo crescentemente globalizado, os países procuravam, de um lado, modernizar suas economias e, de outro, maximizar seus mercados por meio de iniciativas econômicas integradoras.” Na visão do senador, hoje presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, A idéia do Mercosul não se limita à racionalidade econômica. Ele entende que a proposta é de entendimento e solidariedade entre os povos. “Não se trata apenas de negociar tarifas, mas, em visão maior, de se integrar para se desenvolver, para enfrentar vicissitudes do cenário internacional com mais força e capacidade de atuação”. Collor destacou ainda outro legado importante do Mercosul para a região, que foi a criação de uma zona de paz que dificilmente será eliminada em virtude do entrelaçamento crescente nos diversos segmentos sociais dos países participantes. Ele destacou Acordo para o Uso Exclusivamente Pacífico da Energia Nuclear de 1991, que criou a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC). Fernando Collor argumentou que a diferença entre os níveis de desenvolvimento dos membros do Mercosul deve, do ponto de vista brasileiro, ser objeto de políticas de estado de longo alcance. Porém, o senador negou que o Brasil deva fazer concessões ou aceitar proposições com o cunho de ameaças. Quando presidente da República, Fernando Collor foi signatário do Tratado de Assunção, em 1991, ato de criação do Mercosul. Ele lembrou que, naquela época, foi preciso adotar várias medidas para diminuir a rivalidade e construir uma relação de confiança entre o Brasil e a Argentina. Uma dessas ações foi firmar o Acordo para o Uso Exclusivamente Pacífico da Energia Nuclear, que criou a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares. Veja também:
sábado, 26 de março de 2011
Herpes mental
Longe de mim querer ser dono da verdade. Muito menos pretender ser paladino de alguma coisa. Mas lamento e repudio, energicamente, sandices enfurecidas e monuntalmente equivocadas e injustas, chulas e grosseiras, de um velhaco do Rio Grande do Sul, contra Collor e Lula. O infeliz deve ter herpes mental. Até os mais ferrenhos adversários de Collor admitem que o ex-presidente mudou o Brasil. Deixou leis que continuam beneficiando o cidadão. As diretrizes econômicas traçadas por seu governo foram seguidas por todos os presidentes que o sucederam. Collor foi arrancado do cargo por um impeachment imoral e ilegal, que violentou a Constituição. A seguir foi inocentado e absolvido pelo STF de todas as torpes acusações de seus detratores. Collor olha para a frente e para o futuro. Não carrega ódio no coração. Pessoas de bem e isentas não devem permitir que canalhas e farsantes fraudem a legitima e verdadeira História Republicana, mentindo e caluniando como bem entendem. O calhorda gaúcho é filho raivoso da má-fé e do rancor. Anda de quatro. Lula, por sua vez, também insultado pelo verme gaucho, cavou seu belo destino pessoal e político com competência. Deixou o governo com 85% de apoio popular. Como ex-Chefe de Estado também é respeitado no exterior.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Roberto Saturnino Braga
Obama no Brasil
Pessoalmente, continuo esperando transformações importantes na sociedade americana sob a presidência de Obama. Talvez ele devesse ser mais ousado, como querem muitos, mas é difícil fazer julgamentos desse tipo aqui de longe. O conservadorismo americano passa por uma fase de surpreendente exacerbação; talvez como resultado da própria eleição de Obama. O fato é que, diante desse sentimento tão forte, expressado nas últimas eleições parlamentares, fica realmente difícil avançar, e a prudência sussurra para ter cautela e paciência, esperar pelos melhores dias que certamente virão, provavelmente depois da reeleição e durante todo o segundo mandato. Se não houver reeleição, aí, sim, se pode chorar a tristeza da frustração.
Uma observação pode e deve ser feita, sobre o momento político americano, que serve para todas as democracias do mundo, que clamam por reformas purificadoras. Trata-se da influência cada vez mais forte e decisiva do poder econômico nas eleições de deputados, através do financiamento das campanhas. Em eleições majoritárias de presidente e governador, essa influência existe, é importante também, mas não tão decisiva. A razão, creio, é que nessas disputas de enormes votações, a compra de cabos eleitorais e a compra de votos através de prestação de assistência em várias formas não garante o gigantesco número de votos necessários. Na eleição de deputados essa compra é muito mais eficiente, ela traz os votos necessários, muito menos numerosos, e hoje é quase indispensável. Daí a ânsia dos deputados eleitos em garantir o financiamento para a reeleição, que é o caminho mais comum da corrupção. Daí a dependência cada vez maior dos deputados em relação ao grande capital.
Postas essas preliminares, vamos propriamente à visita: por que veio o Presidente Obama ao Brasil? Bem, quase todos os presidentes americanos dos últimos 50 anos vieram ao Brasil; é natural visitar o maior país do sul do continente. É claro porém que, além do gesto protocolar de boa vizinhança, cada visita tem a sua motivação própria, diferentemente dos presidentes brasileiros que vão ao Norte, sempre para pedir dinheiro, de uma forma ou de outra. No caso de hoje, parece que Obama veio em busca de duas prioridades do seu país para as próximas décadas: a garantia do suprimento de petróleo e a continuidade da hegemonia econômica na América do Sul seriamente ameaçada pela China.
A primeira decorre das dificuldades crescentes que os americanos vão encontrando na região que, há quase cem anos, lhes fornece abundantemente o óleo fundamental, que é o Oriente Médio, e, por outro lado, a descoberta das grandes reservas brasileiras no pré-sal. No atendimento dessa prioridade, os EE. UU. não deverão encontrar dificuldades maiores, desde que não pretendam se sobrepor às políticas de exploração e de exportação traçadas autonomamente pelo Brasil com vistas aos seus interesses. A melhor maneira de garantir esse suprimento é manter um bom relacionamento político em bases respeitosas e democráticas; é de se esperar que eles tenham chegado a esta conclusão depois dos problemas que estão tendo no Oriente. A segunda questão é, a meu ver, mais complicada. O crescimento da China é avassalador e suas relações econômicas, além do espaço natural da Ásia, já bem ocupado, vão naturalmente extravasar para a América do Sul. O nosso comércio com a China já ultrapassou o dos Estados Unidos e os investimentos chineses na região estão sendo gigantescamente projetados.
Roberto Saturnino Braga, ex-senador e atual presidente do ISB - Instituto Solidariedade Brasil
Av. Beira Mar, nº 216 - Térreo
Rio de Janeiro - RJ
www.isb.org.br
Tel: (21) 2285-3702
e-mail: secretaria@isb.org.br
"Ficha Limpa"
Este blog já advertia, sob a pena competente do advogado e jornalista José Carlos Werneck, sobre o perigo da aplicação casuística da importante “Lei da Ficha Limpa”. Releiam "Ficha limpa só nas próximas eleições", publicado neste blog em 29 de agosto de 2010:
"Ficha limpa só nas próximas eleições
Não se trata de gostar ou não. De querer ou não querer. Mas do ponto de vista estritamente legal, as sanções previstas no projeto “Ficha Limpa “só poderão ser aplicadas a partir das próximas eleições. Todos os especialistas entendem que não se pode sacrificar princípios basilares do Direito como a Reserva Legal e a Irretroatividade da lei, mesmo levando-se em conta os excelentes propósitos do projeto Ficha Limpa.” Uma lei nova jamais poderá retroagir para prejudicar quem incorreu nos crimes nela tipificados. Pode até não ser direito, mas é perfeitamente legal e encontra amparo na Constituição brasileira e de todos os países democráticos do mundo. A irretroatividade da lei é fundamental ao Estado de Direito e é a maior garantia com que podem contar os cidadãos de uma nação civilizada. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, que também é membro do Tribunal Superior Eleitoral, mostrou seu profundo conhecimento do Direito, ao afirmar magnificamente: ”A primeira condição da segurança jurídica é a irretroatividade da lei. Sem a irretroatividade da lei a segurança jurídica passa a ser uma balela, algo simplesmente jurídico, simplesmente formal”. No mesmo sentido, manifestou-se outro ministro do STF, Gilmar Mendes,quando disse que,”qualquer mudança legislativa causa um sentimento de indefinição jurídica”. Isto não quer dizer que os juristas que assim se manifestam, sejam contrários ao projeto “Ficha Limpa”, mas antes de tudo são a favor da ordem legal e do Estado de Direito. Gilmar Mendes lembrou que os julgadores terão que estudar claramente o assunto, pois “quando se optou por fazer essa lei em um período próximo a eleição, sabia-se que teríamos esse quadro de insegurança.” E conclui afirmando que “certamente haverá prudência, por parte do Tribunal. A jurisprudência está associada à prudência, para não haver prejuízos”. Realmente, se as cominações previstas no “Ficha Limpa” forem aplicadas nestas eleições, estaremos violentando garantias legais previstas na Constituição Federal e abrindo um gravíssimo precedente em nossa ordem jurídica. Por tudo isso, creio firmemente, que nossa mais Alta Corte de Justiça, o Supremo Tribunal Federal,quando for examinar a questão,decidirá de acordo com o que prevê a Constituição Federal e os princípios consagrados no Direito. O que fazer então para punir já, nestas eleições, os políticos fichas sujas e impedir que sejam eleitos? A resposta está ao alcance de todo e qualquer eleitor: não votando neles. Dessa forma simples e direta, votando só em candidatos que têm ficha limpa, nós eleitores resolveremos o assunto de maneira rápida, sem ferir os princípios do Direito e sem esperar pelas decisões da Justiça.
José Carlos Werneck é advogado e jornalista"
Veja também:
quarta-feira, 23 de março de 2011
Imprensa em Foco
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Deu no Blog "Os Amigos do Presidente Lula"
Filho do Noblat descola quase R$ 1 milhão na Lei Rouanet, igual a Maria Bethânia
A cantora Maria Bethânia teve um projeto cultural aprovado pela Lei Rouanet, no Ministério da Cultura, que a autoriza a captar R$ 1,3 milhão em deduções do imposto de renda das empresas para produzir 365 vídeos declamando poesias, e veicular na internet em um blog.
Zona Franca de Manaus terá licença prorrogada por mais 50 anos

A visita da presidenta Dilma Rousseff ao estado do Amazonas teve um viés econômico. Além da cerimônia de lançamento do Programa de Fortalecimento da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, a presidenta Dilma anunciou que vai prorrogar por mais 50 anos a licença da Zona Franca de Manaus e que tal procedimento se estenderá aos demais estados da região Norte. Com isso, a partir de 2013, quando termina o prazo de operação como zona franca, será instituído instrumento que dá mais meio século de prazo para o funcionamento especial do polo industrial.
A anúncio foi feito pela presidenta Dilma durante entrevista ao deixar o Teatro Amazonas, local da cerimônia de lançamento do programa. De acordo com o histórico, a licença da zona franca foi prorrogada pela primeira vez, dentro da vigência do modelo ZFM, de 1997 para 2007, por meio do Decreto nº 92.560, de 16 de abril de 1986. Em 1998, por meio do Artigo 40 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal, o prazo foi ampliado para até 2013.
“Vamos criar um muro virtual de proteção à floresta e à biodiversidade”, diz a presidenta Dilma ao concluir a entrevista.
Na conversa com os jornalistas, a presidenta Dilma também tratou da questão da mina de potássio que existe naquele estado. O local pertence à Petrobras e sua exploração se dará para a produção de fertilizantes. Na semana passada, durante cerimônia que marcou o início da implantação de uma planta de produção de fertilizante em Uberaba, no Triângulo Mineiro, a presidenta Dilma havia destacado o uso da matéria-prima para produção e, deste modo, ajudar o Brasil a tornar-se exportador de fertilizantes. Atualmente, 60% do produto é importado.
“A mina de potássio está ligada a um elemento importante que é a segurança alimentar”, explicou.
Ainda durante a entrevista, a presidenta Dilma comentou sobre a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ocorrida no último fim de semana, e defendeu também a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Sobre a Líbia, a presidenta Dilma disse que a posição do governo foi manifestada com nota à imprensa divulgada ontem (21/3) à noite pelo Ministério das Relações Exteriores. Na nota, o Itamaraty diz que “o governo brasileiro manifesta expectativa de que seja implementado um cessar-fogo efetivo no mais breve prazo possível, capaz de garantir a proteção da população civil, e criar condições para o encaminhamento da crise pelo diálogo”.
Zona Franca de Manaus -- A Zona Franca de Manaus (ZFM) foi idealizada pelo deputado federal Francisco Pereira da Silva e criada pela Lei Nº 3.173 de 06 de junho de 1957, como Porto Livre.
Dez anos depois, o governo federal, por meio do Decreto-Lei Nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, ampliou essa legislação e reformulou o modelo, estabelecendo incentivos fiscais por 30 anos para implantação de um polo industrial, comercial e agropecuário na Amazônia. Foi instituído, assim, o atual modelo de desenvolvimento, que engloba uma área física de 10 mil km², tendo como centro a cidade de Manaus e está assentado em Incentivos Fiscais e Extrafiscais, instituídos com objetivo de reduzir desvantagens locacionais e propiciar condições de alavancagem do processo de desenvolvimento da área incentivada.
No mesmo ano de 1967, por meio do Decreto-Lei nº 291, o governo federal define a Amazônia Ocidental tal como ela é conhecida, abrangendo os Estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. A medida visava promover a ocupação dessa região e elevar o nível de segurança para manutenção da sua integridade. Um ano depois, em 15 de agosto de 1968, por meio do Decreto-Lei Nº 356/68, o governo federal estendeu parte dos benefícios do modelo ZFM a toda a Amazônia Ocidental.
A partir de 1989, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que administra o modelo, passou a abrigar em sua área de jurisdição sete Áreas de Livre Comércio (ALCs), criadas com objetivo promover o desenvolvimento de municípios que são fronteiras internacionais na Amazônia e integrá-los ao restante do país, por meio da extensão de alguns benefícios fiscais do modelo ZFM, da melhoria na fiscalização de entrada e saída de mercadorias e do fortalecimento do setor comercial, agroindustrial e extrativo.
A primeira a ser criada foi a de Tabatinga, no Amazonas, por meio da pela Lei nº 7.965/89. Nos anos seguintes, foram criadas as de Macapá-Santana (Lei nº 8.387/91, artigo II), no Amapá; Guajará-Mirim (Lei nº8.210/91), em Rondônia; Cruzeiro do Sul e Brasileia-Epitaciolândia (Lei nº 8.857/94), no Acre; e Bonfim e Boa Vista (Medida Provisória 418/08), em Roraima.
Fonte: Blog do Planalto
Lançamento de 'Sarney - A Biografia', de Regina Echeverria, tem noite de gala e a presença importante de ex-presidentes
Regina Echeverria, 58 anos, jornalista, iniciou sua carreira em "O Estado de São Paulo" e não parou mais. Iniciou na cobertura do esporte e ampliou sua atuação em diversas reportagens dos mais variados temas. E especializou-se em perfis de personalidades da música e cultura brasileira, publicando biografias de diversos personagens da área. A biografia de Sarney é sua primeira incursão no mundo político. Depois de o "Estadão", a jornalista passou pelo Jornal da Tarde, Veja, IstoÉ, Abril Vídeo, Placar, Folha de S.Paulo, Caras, entre outros jornais e revistas. Na televisão, dirigiu os programas "Mulheres do Brasil" (TV Bandeirantes), "A Casa é Sua" e "TV Fama" (Rede TV) e "Dois a Um", com Mônica Waldvogel (SBT). Apaixonada por música popular brasileira, inaugurou sua lista de biografias com o "Furacão Elis" em 1985. Em seguida, foi a vez de publicar, a partir da narrativa de Lucinha Araújo, a história da vida, carreira e doença do seu filho único, o Cazuza, em "Só as Mães São Felizes" (1997), história que seria transformada em filme. Ainda em parceria com Lucinha, "Preciso Dizer que te Amo", lançado em 2001, traça a trajetória do ídolo da MPB por intermédio de todas as 250 letras de sua autoria, 78 inéditas. Em parceria com a pesquisadora Cida Nóbrega, "Um Retrato em Branco e Preto" (2002) reconstitui a trajetória do mais importante pesquisador da cultura afro-brasileira - o etnólogo e fotógrafo francês Pierre Veger. Com a mesma parceria de Cida, lançou a biografia de Mãe Menininha, a ialorixá do terreiro do Gantois na Bahia, a mãe de santo mais popular do Brasil. Em 2006, foi a vez da de "Gonzaguinha & Gonzagão", uma história legitimamente brasileira de dois representantes – pai e filho - da cultura nacional.O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), eterno e elegante conciliador, fez questão de amenizar mais uma polêmica envolvendo o seu nome. Ao chegar ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), desconversou sobre um trecho revelador do livro, que mostra que o atual governador do Acre, Tião Viana (PT), querendo ser presidente da Casa a qualquer custo e em detrimento dos interesses do presidente Lula e da estabilidade política, foi o responsável pela divulgação de um dossiê capcioso contra o peemedebista e que acabou provocando a crise montada dos atos secretos no Senado, em 2009. Na biografia autorizada, Sarney, indagado pela autora, mostra que "no início de todo este problema, informaram-me, que o Tião Viana entregara para o [jornal] Estadão um dossiê a meu respeito com mentiras todas alimentadas pelo pessoal do Senado que estava a favor dele, para quem ele já tinha prometido cargos e direções".
Para Regina, o trabalho foi mais difícil do que imaginava. Foram cinco anos de pesquisas e 168 entrevistas para chegar ao resultado que está em 624 páginas.
Bernardo Cabral
Um grande brasileiro, Bernardo Cabral, cidadão do mundo, que honrou todos os cargos que ocupou, faz 79 anos de idade no próximo dia 27. Nunca será demais destacar as qualidades e os traços marcantes do amazonense ex-presidente nacional da OAB, do ex-ministro da Justiça e ex-senador, relator geral da Constituição, que perenizou a zona franca na Carta Magna. A superintendente da Suframa, Flávia Grosso, tem razão: Bernardo Cabral merece um busto em todas as praças públicas do Amazonas, pelo bem que fez para toda a Amazônia. A competência jurídica de Bernardo Cabral também é admirada e reconhecida em universidades e instituições internacionais, através de conferências, condecorações e títulos acadêmicos de Honoris Causa. Cabral é autor de diversos livros, membro da Academia Amazonense de Letras e do Conselho da Associação Brasileira de Imprensa.
Veja também:
Bernardo Cabral, mais uma vez homenageado
terça-feira, 22 de março de 2011
Collor, Dilma e Lula
O leitor Dirceu Luiz Natal(22/3) critica Lula por não aceitar o convite da presidente Dilma para almoçar no Itamaraty com Barack Obama, mostrando-se surpreso porque Collor foi e "teve um comportamento digno". Collor é educado, civilizado e agradável. Claro que responde e retruca á altura aos que lhe jogam as patas. Jamais alguém verá o ex-presidente Collor receber com indelicadeza convites de Chefes de Estado, ministros, governadores e, principalmente, da presidente do Brasil.
Carta do Presidente da CBF, Ricardo Teixeira
"Prezado Vicente Limongi,
Agradeço sua publicação do dia 18/03/2011, no AQUI-DF, de Brasília, e no seu Blog (Os Imaculados Garotinho, Romário e Kfoury", referente às questões equivocadas e inverdades do discurso do Deputado Anthony Garotinho, realizado no dia 15 de março no plenário da Câmara dos Deputados.
Atenciosamente,
Ricardo Terra Teixeira
Presidente CBF"
segunda-feira, 21 de março de 2011
O que acontece por aí...
Abutres e pingentes e Jaqueline
Ainda bem que o MP puxou a orelha do dedo-duro Durval Barbosa. Não demora Durval vai ser canonizado pelo Vaticano. É o cúmulo dos absurdos: um calhorda delator amado e paparicado pela imprensa e temido por políticos. Pobre Brasil. Enquanto isso, pingentes, demagogos, parasitas e abutres do PSOL, inclusive uma senadora, fazem de tudo para aparecer no noticiário, fantasiados de éticos e imaculados. Deveriam ter bom senso e inteligência e deixar que a justiça cuide do caso de Jaqueline Roriz. Mas não. É uma corja que insiste em ser pingente dos holofotes. Pobres diabos.´deveriam saber que geralmente, neste presidencialismo safado, o carrasco de hoje, pode ser o réu, o enforcado de amanhã.
O Cachorro de Obama e a Camisa do Flamengo
Excelente idéia do inspirado e simpático Presidente Barack Obama. Fez uma enquete no vôo Rio-Santiago do Chile para saber o que fazer com a vistosa camisa do Flamengo que ganhou da presidente do clube mais querido do Brasil. Resultado: a maioria esmagadora dos votantes sugeriu, e Obama concordou, como democrata que é, que se faça uma bonita sueter para um dos cachorros da Casa Branca. Obama é mesmo o cara!
Do Blog da Monica Freitas, no almoço para o Obama no Itamaraty.

Parabens pela iniciativa grandiosa e desprendida da presidenta Dilma e, também, pela sensibilidade da Mônica Freitas.
Carta do amigo Haroldo Jorge
Bom dia Amigo!
Sou agora um leitor assíduo do seu blog. Estou gostando. Parabéns! Relendo os nossos e-mails trocados, acho que não fui bem claro na redação de um dêles. Estou esclarecendo agora. Me referi aos comentadores do Bem Amigo como sendo bons. Na verdade eu quiz dizer que o Caio é o melhor deles, porque é o unico comentarista. Só comenta com imparcialidade. Quanto aos comentadores, são parciais e torcedores. O bom é que pensamos igual. O Caio quando jogou no Botafogo até que não me fez muita raiva, por ter sido um jogador inteligente. Quanto ao Bão Demais quando for à Brasilia, gostaria de ser o árbitro de uma partida, pois atualmente é só o que posso fazer. O Aguinaldo Timóteo é um baita cantor. Tenho muitos discos LP dêle. Tomei muitos porres ao som de sua voz, no bar do Nenen, na Ramos Ferreira esquina com a General Glicério, na companhia do meu saudoso primo Camarrão e do Cadinho. Por onde êle andará? Ah, ia esquecendo. O nosso tira-gosto era farofa de carne de lata (conserva), e no final da noitada para curar o porre aquela caldeirada de tucunaré ou carauaçú com a pimenta murupi sendo amassada no prato. Quantas saudades!! Se pudesse faria tudo de novo. Um grande abraço.
Haroldo Jorge, juiz do trabalho aposentado pelo Amazonas, mora em Fortaleza
Meu comentário:
Idem, idem, amigo. Você sempre foi um grande sujeito. Sempre nos demos bem. Temos afinidades, caráter, sinceridade, solidariedade, sensibilidade, franqueza e firmeza de atitudes. Vivemos e deixamos os outros viverem. Não somos mesquinhos, de gestos nem de atitudes. Cadinho é o mesmo. Agnaldo é irmão de fé. Digo sempre, honra mais as calças que veste do que muitos babacas por aí metidos a valentões. Inteligente, decente, leal e corajoso. Claro, serás bem recebido no "bão demais". Boa idéia, apareças.
Forte abraço,
Vicente.
Dilma no Amazonas
Será terça-feira a primeira visita de Dilma ao Amazonas, depois de eleita. Lançará em Manaus a campanha nacional de combate ao cãncer de colo de útero de de mama. O Teatro Amazonas foi o local escolhido pelo governador Omar Aziz para a solenidade e aprovado pelo Palácio do Planalto
domingo, 20 de março de 2011
O que acontece por aí...
Grandeza e espírito público
Collor é pautado pelo espírito público. Não é mesquinho. Não guarda ódio nem rancor no coração. Isso fica para decaídos. Collor serve ao Brasil. Ontem, hoje e sempre. Não abre mão de seus deveres de cidadão e parlamentar. Estará sempre ao dispor da presidenta Dilma quando se tratar do interesse coletivo. Não importando quem ela convoque ou quem precisa sentar ao lado dele. Em todas suas ações Collor visa o bem comum.
Paes é melhor como fotógrafo
Eduardo Paes, como prefeito carioca, é, realmente, um bom fotógrafo. Estava no lugar certo na hora certa. Claro, previu tudo. Show de bola.
sábado, 19 de março de 2011
Obama não viu o povo
Barack Obama não viu o povo. O povo não viu Obama. Tudo frio, quase congelado. Tensão por todos os lugares. Visita histórica e triste do homem mais poderoso do mundo. Ruas desertas, atiradores nos prédios. Policiais preparados para combater ataques nucleares. Levaram Obama para falar no palco do Teatro Municipal. O local dedicato à arte e à cultura, transformou-se em cenário de medo e pavor. O brasileiro não merecia ser tratado como delinquente.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Sarney fala sobre sua biografia escrita por Regina Echeverria
O presidente do Senado, José Sarney, comentou nesta sexta-feira (18) o lançamento de sua biografia que acontece na próxima terça-feira (22) no Centro de Cultura Banco do Brasil, em Brasília. Com 600 páginas, a obra publicada pela Editora Leya, foi escrita pela jornalista Regina Echeverria e levou cinco anos para ser concluída. Sarney destacou que Regina teve total liberdade na pesquisa e execução da biografia, "Ela conversou com todos, amigos e inimigos, teve acesso a todos os meus arquivos", disse o senador. No total, Regina Echeverria fez 186 entrevistas em todo o Brasil e gravou inúmeras horas de depoimento com o presidente do Senado. Sarney atribuiu o sucesso do livro, que já vendeu 15 mil cópias, a qualidade do trabalho e à competência da escritora, especialista em biografias, autora de "Só as mães são felizes" que conta a história de Cazuza e "Furacão Elis" sobre a vida de Elis Regina, entre outras obras. Impeachment – Ascensão e queda de um presidente
A Editora Cia. dos Livros, o autor Arnaldo Santos e a Casa do Ceará convidam para o lançamento do livro IMPEACHMENT - Ascensão e queda de um presidente
Quando: 30 de março 2011 (quarta-feira) as 19h30
Onde: Casa do Ceará de Brasília –
Endereço: SGAN Quadra 910 Conjunto F - Asa Norte – Brasília - DF
Informações: 61 3533-3800
Informações pelo site: http://www.aquivoceenoticia.com/
O livro Impeachment – Ascensão e queda de um presidente, editado pela Cia dos Livros, do jornalista e sociólogo, doutor em ciência políticas Arnaldo Santos, é um texto envolvente e altamente esclarecedor porque propicia ao leitor uma volta ao tempo e a cena política dos anos noventa. O autor apresenta as bases da compreensão política, a campanha eleitoral, o governo e o processo do impeachment. O Brasil foi sacudido pela sua destituição, mas tudo foi feito com as instituições democráticas funcionando plenamente, sem sobressaltos - algo até então inédito na América do Sul. Foi a primeira manifestação democrática participativa do País.
Arnaldo Santos*
Trazendo fatos reais, entrevistas, reportagens e uma rica e profunda análise do que foi esse importante momento político na história do Brasil. Indicado para estudantes e profissionais das áreas de comunicação bem como para todas as pessoas que têm interesse em entender um pouco melhor a história política do Brasil. Foram diversos personagens entrevistados por Arnaldo, durante sua pesquisa, que participaram diretamente de eventos que culminaram no impeachment, entre eles o próprio Collor. "Entrevistei desde o então Presidente da Câmara dos Deputados, Ibsen Pinheiro, até o próprio Collor, por duas vezes. No total, a tese contou com o depoimento de 14 pessoas - entre elas o Senador Amir Lando, relator da CPMI que investigou os escândalos de corrupção relacionados a Paulo César Farias, e o então Ministro da Justiça Jarbas Passarinho, que chegou a fornecer documentos confidenciais a Santos.”, revela o autor.
Ficha técnica: Livro: Impeachment – Ascensão e queda de um presidente; Editora: Editora Cia. dos Livros; Autor: Arnaldo Santos;Nº de páginas: 380; Preço: R$ 45,30
Quem já leu
... Este trabalho do jornalista e sociólogo Arnaldo Santos é parte de sua tese de doutorado pela Universidade Nova de Lisboa. Ele trata, com rigor científico e senso de oportunidade jornalístico, de um dos mais importantes episódios da história recente do Brasil. O impeachment do presidente Fernando Collor de Mello que foi um teste decisivo para a jovem democracia brasileira se consolidar, como também foram a eleição e posse na Presidência do candidato, de um partido de oposição ao que estava no poder em 2002, ainda mais porque esse partido e seu candidato haviam sido considerados durante algum tempo por muitas pessoas como seguidores da “esquerda” no espectro político. O país se saiu muito bem nos dois casos, que ajudaram a consolidar as instituições políticas nacionais. O tempo transcorrido desde os acontecimentos de 1992 até a edição deste volume é suficiente, na vida individual do brasileiro, para a pessoa obter a maioridade. Parece ter sido também o bastante para a democracia no país demonstrar também ter atingido maioridade, processando a sexta eleição direta para presidente seguida, em paz, liberdade e absoluto respeito aos direitos civis e políticos de todos. Um feito inédito em nossa história e cuja relevância talvez os mais jovens não estejam apreciando devidamente, talvez o considerando apenas como “um fato da vida”... (Carlos Eduardo Lins da Silva).
... O longo, minucioso e cuidadoso trabalho de pesquisa com o qual o jornalista Arnaldo Santos obteve seu doutorado pela Universidade Nova de Lisboa não apenas ilumina – ou seja, torna mais clara uma quadra grave da história recente do Brasil – mas representa, ao mesmo tempo, uma valiosa contribuição à memória nacional. O autor é um profissional dedicado ao seu mister. É daqueles que enfrentam e vencem, como um maratonista, todos os desafios para alcançar o seu objetivo. Ele o alcançou com este trabalho sobre “O processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo e sua repercussão na imprensa de Lisboa e o sentido do impeachment para a democracia”. Um trabalho acadêmico muito bem orientado e muito bem executado... (Ciro Gomes)
* Breve Entrevista com jornalista e sociólogo, doutor em ciência políticas, Arnaldo Santos
Editora Cia. dos Livros – O que mais lhe surpreendeu, em sua vasta pesquisa sobre o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello?
Arnaldo Santos – Objetivamente a maior surpresa ficou por conta da postura de quase todos os que foram ouvidos durante a pesquisa, notadamente daqueles que de uma forma ou de outra durante todo o processo de investigação do ex-presidente, estiveram a frente do movimento fora Collor e quando os entrevistei de uma forma ou de outra quase todos apresentaram uma explicação que ao contrário de acusarem o ex-presidente, como o fizeram durante o processo do impeachment, na verdade quase absolveram. Essa afirmação pode ser comprovada nas transcrições que faço ao longo do livro.
Editora Cia. dos Livros – Como foi defender esta tese fora de seu País?
Arnaldo Santos – Desafiador. Afinal por que uma Universidade Européia (Universidade Nova de Lisbôa) se interessaria por um estudo desses? Duas razões se evidenciam: a primeira é o ineditísmo do estudo. Essa é primeira pesquisa que investiga o fenômeno do impeachmen sob a ótica da política. Que paixões, quais as motivações especialmente do Congresso, do empresariado, da imprensa e da sociedade em geral, estiveram por traz do movimento que destituiu o primeiro Presidente eleito pelo voto direto após o regime militar? O segundo foi a repercussão que o processo do impeachment teve em toda a imprensa européia especialmente na mídia lusitana. Defender uma tese de doutorado sobre o fato mais importante da história política brasileira e ainda relativamente recente, olhando de fora do Brasil, foi extremamente desafiador.
Editora Cia. dos Livros – Como Sr. avalia a volta de Collor ao poder.
Arnaldo Santos – Extremamente importante para a democracia brasileira. Sua volta ao contrário do que muitos podem avaliar, representa o grau de maturidade política do povo brasileiro e sua postura no Senado, tem evidenciado o seu amadurecimento como homem público, pois ao contrário de um homem ressentido como se podia esperar, o que se está vendo por parte do senador Fernando Collor, é uma postura equilibrada colaborativa para com os problemas do país, e para com seus pares no cotidiano do Senado, bem diferente de quando esteve a frente da Presidência da República.
Editora Cia. dos Livros – Qual o principal legado deixado por aqueles que empenharam a ‘bandeira’ do impeachment, para os jovens de hoje?
Arnaldo Santos – De que independentemente das motivações políticas quando os homens públicos resolvem promover mudanças, ainda que ponham em risco a estabilidade Democrática, eles buscam apoio nas instituições representativas da sociedade civil, constroem e amplificam suas motivações ainda que essas não representem necessariamente as verdadeiras motivações da sociedade brasileira.
Editora Cia. dos Livros – Os jovens de hoje têm consciência sobre importância deste episódio, que podemos afirmar, ter sido um dos mais importantes na política brasileira?
Arnaldo Santos – A julgar pela forma como os jovens se comportam diante dos processos políticos do país, eu afirmo que não. A participação dos jovens na política ainda é muito pequena. Tambem é preciso afirmar que a culpa não é deles, pois o legado é ruim. Temos uma prática política mal sã, onde a elite política cumpre uma agenda que não guarda nenhuma relação com a agenda da sociedade em geral, especialmente com o que representa os interesses da juventude; mas essa realidade não será mudada sem a participação dos jovens, isso eu posso afirmar.
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