terça-feira, 14 de julho de 2015

Fernando Collor recebe retaliação por falar a verdade sobre Janot?


“Leão ferido dá mordeduras mais violentas”
Ditado romano
Por Said B. Dib*

Foi só o senador e ex-presidente Collor peitar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em pronunciamento há poucos dias (09/07), que acabou, mais uma vez, sofrendo retaliação populista-midiática por parte daqueles que estão transformando instituições sérias da República em instrumentos mafiosos em defesa de interesses pessoais. Collor, um senador da República, um ex-presidente, havia denunciado de forma corajosa e bem embasada a recorrente seletividade, por parte do procurador-geral da República, em investigar eventuais suspeitos. Collor apontou ligação entre Janot e uma série de relações criminosas, inclusive, com a suspeita de acobertar o próprio irmão, Rogério Janot Monteiro de Barros, procurado pela Interpol por crimes contra a ordem financeira na Bélgica. Parece que o procurador-geral sentiu o baque, pois, sem mesmo esperar um tempinho, sem disfarçar, sem vergonha na cara, montou circo hoje contra Collor, com base em matérias requentadas que datam de pelo menos dois anos (a investigação já é conhecida desde o final do ano passado). E sem considerar que, espontaneamente, por duas vezes, Collor havia se colocado não só à disposição para ser ouvido pela PF, mas havia insistindo em ser sabatinado. Depoimentos, aliás, duas vezes desmarcados na véspera.

Mas veja a razão da retaliação de Janot contra Collor: 

Segundo Collor, Rogério Janot, irmão do procurador, é caçado pela Interpol como responsável por falsificação de escrituras, fraude e infração à legislação tributária e nunca foi preso, apesar de as autoridades brasileiras, inclusive do Ministério Público Federal (MPF), terem o endereço e conhecimento de onde ele residia. Collor apontou que o procurado se gaba sempre da competência jurídica do irmão mais novo, ou seja, do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. No discurso que fez, Collor indagou se Rodrigo Janot possui casa em Angra dos Reis, no Condomínio Praia do Engenho, km-110, da Rodovia Rio-Santos. “Janot, o senhor continua homiziando na referida residência um contumaz e confesso estelionatário, sócio do irmão, como fez nos anos noventa, depois de exercer o cargo de procurador-chefe substituto no Distrito Federal? O senhor continua recebendo renda de aluguel sem passar recibo? O senhor continua sonegando imposto por não declarar os recursos recebidos desses aluguéis? O que foi feito dessa casa, afinal, Janot? O senhor abandonou o imóvel? Transferiu? Alugou de novo? Vendeu?”, indagou senador. O irmão do procurador também é suspeito de fazer fortuna por um período, entre 1990 e 1992, vendendo equipamentos de informática com notas frias. O procurador-geral foi acusado de intermediar o negócio do seu irmão com uma grande empreiteira mineira. Empresa essa que, mesmo com indicativos de participação em esquemas na Operação Lava-Jato, os empresários não foram presos, ao contrário de outros empreiteiros citados na investigação. “Essa empreiteira está de fato arrolada na Operação Lava Jato, com dirigentes já presos, como ocorreu com as outras grandes empreiteiras? Por acaso, Janot, o senhor aplica a seletividade também em relação às construtoras? Afinal, Janot, o senhor ainda tem alguma ligação com essa empreiteira de Minas Gerais?”, reforçou o senador. Collor pediu que o procurador-geral diga a verdade e fale se ele conhecia as atividades criminosas de seu irmão ou foi apenas um procurador complacente, furtando-se à vigilância pelos crimes fraternos. “Não fosse Rogério seu irmão a cometer crimes fiscais e tributários, o senhor agiria da mesma forma, sem o rigor da lei – embora seletivo – que o senhor tanto prega?”, perguntou o senador. Collor perguntou ainda se é verdade que Rodrigo Janot trabalha camufladamente há anos para o escritório do ex-procurador-geral Aristides Junqueira. “É verdade que, mesmo impedido de advogar, o senhor – claro, sem nada assinar – obtém lucros auxiliando a banca do Aristides Junqueira? Isto é moralmente aceitável? É legítimo? É ético, Janot? Não constitui crime um procurador-geral da República advogar paralelamente? Desde quando o senhor pratica essa dupla atividade? E como o senhor faz com sua declaração de rendimento? Como justifica perante o fisco essa renda, digamos, extra?”, acrescentou, sem papas na língua, o parlamentar alagoano. Ao final do discurso, Collor perguntou se o procurador teria coragem de ser acareado publicamente com algumas testemunhas desses fatos. “Diga-nos, diretamente, Janot, quem é o senhor de fato? Um pretenso defensor da lei ou o senhor, na verdade, é um infrator da lei, da moral, da ética, seja no passado, seja no presente? Em qual dos dois Janótes os brasileiros devem acreditar? Janot, pelo sim, pelo não, no fundo de sua alma, o senhor não se sente desconfortável ao acomodar-se na cadeira de um procurador que deveria honrar o seu mister?”, concluiu o senador. 

Ou seja, caro leitor, entenderam o porquê da pantomima de hoje com a nova “fase” da “Operação Lava-Jato”, a “Operação Politéia”. Pantomima, aliás, que tentou manipular o inconsciente coletivo da população desinformada, usando o que? A casa da Dinda. Claro! Simbólico, não? Só substituíram o Fiat Elba pela Ferrari, reforçando a ira popular. Isto mostra que Janot está apelando. Perdeu as estribeiras. Sentiu o pronunciamento de Collor! Ah!, sentiu. Por isso reagiu desta forma grosseira contra Color. Realmente, Janot, o leão ferido, está desesperado, raivoso,  violento e perigoso. Mas, vejamos...

Você se lembra porque, efetivamente, Collor foi deposto?

Quando o motorista Eriberto França foi usado como respaldo para as denúncias sobre o esquema PC Farias, o PT automaticamente encampou a história, a CPI tomou força e Collor acabou deposto por um “golpe de mestre” das elites políticas, simplesmente porque, pelo seu caráter forte (arrogância de um jovem de 41 anos), nunca aceitou se submeter aos esquemas e “mensalões” do Congresso que, em 2006, assistimos estarrecidos na TV. Tudo rápido e simples, tiraram o homem de cena sem choro nem vela. O primeiro presidente da República eleito pelo voto direto após 29 anos, Fernando Collor de Mello, teve seus atos “ilícitos” julgados publicamente e, de acordo com o depoimento do senador Pedro Simon (PMDB-RS), “nunca criou nenhum obstáculo para que a CPI que investigou seu tesoureiro PC Farias” os apurasse, fornecendo-lhe, ao contrário, o apoio necessário do aparelho policial a ele subordinado. O então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Sydney Sanches (o Joaquim Barbosa da época, no sentido de politização do Judiciário), comandou a sessão do Congresso em que o chefe do governo foi cassado - e fez vista grossa para a ilegalidade flagrante da recusa em aceitar a renúncia do presidente, encaminhada em texto de próprio punho antes do julgamento. Collor foi impedido (sofreu golpe de Estado), perdeu os direitos políticos por oito anos e nunca foi condenado a coisa alguma pelos crimes pelos quais foi punido com a perda do mandato. Mas, ainda hoje, a grande mídia mente aos desavisados de plantão e execra o ex-presidente Collor sem nem bem saber o porquê, acusando-o de modelo e exemplo de uma grande “corrupção institucionalizada”; mas ao mesmo tempo, estranhamente, não sabem identificar um único exemplo de corrupção, esquecendo até que Collor ganhou todas as ações contra ele na Justiça, sendo inocentado de todas as acusações que lhe foram imputadas. É isso que Janot, irmão do procurado, tentou explorar. Mas, sinceramente, acho que vai se dar mal nessa história toda...



* Said Barbosa Dib é analista político em Brasília

Truculência policial visa intimidar Collor

A meu ver foi desnecessária, truculenta, desrespeitosa, afrontosa e covarde a ação policial na casa e na empresa do senador Fernando Collor, em Maceió.  Medidas arrogantes e arbitrárias  da manada de paladinos de barro jamais intimidarão o ex-presidente e senador Collor. A  estúpida ação policial evidencia a medonha perseguição da PGR ao senador Collor, sobretudo depois que o ex-presidente começou a  enumerar denúncias contra o jurista de plástico, Rodrigo Janot. O mais grave, as acusações contra Collor são baseadas em depoimentos de desprezíveis dedos-duros , interessados apenas em livrar a própria pele. Já ficou constato e observado por advogados que a dupla de canalhões, o doleiro e o ex-diretor da Petrobras, brigam entre si, para  ver quem mente mais nas suas levianas acusações contra políticos. A PGR percebe que a operação lava-jato corre o risco de se desmoralizar, devido a sanha ordinária de enxovalhar acusados. Janot e demais isentos de meia pataca partem, então, no desespero, para novas etapas da mesquinharia judicial. Querem, a todo custo, mesmo através de teatrinhos de pura farsa midiática, cabeças coroadas de políticos, para exibi-las como troféu.  

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Repudio ataques das vestais grávidas do MPF ao senador Renan Calheiros

Decaídos de espírito jogam as patas em Renan com matéria requentada e ultrapassada. A manada dos paladinos de meia pataca não é completamente tola. Sabe que só se atira pedra em árvore que dá bons frutos. Calheiros não vai deixar de continuar trabalhando com isenção, vigor e espírito público. Os asnos não vão intimidar Renan Calheiros. Os juristas por correspondência do MPF são arrogantes e pretensiosos. Não são donos da verdade. Insistem em partidarizar e criminalizar quem não reza pela cartilha deles. Há oito anos Renan Calheiros demoliu o timeco de demagogos, oportunistas e hipócritas. Detonou a torpe orquestração dos desinformados, parasitas e ressentidos. Calheiros jamais se abateu com criticas e campanhas sórdidas e infundadas. O senador alagoano trabalhou incansavelmente para voltar ao cargo, do qual renunciou para se defender dos fracassados e mentirosos.   Renan venceu a tudo e a todos porque é político competente. Tem consciência que o trabalho é árduo. Sabe que é preciso muita dedicação e união para o Brasil superar as dificuldades. 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Collor vota por MP que estende regra do mínimo para aposentados


O líder do PTB no Senado, Fernando Collor, votou, durante a sessão desta quarta-feira (8), pela aprovação da Medida Provisória 672, que prorroga até 2019 o atual modelo de reajuste do salário mínimo e estende a regra para as aposentadorias. Durante a votação, Collor rememorou a ligação histórica com os trabalhadores, apontando que, como presidente da República, equiparou os benefícios dos aposentados do Funrural ao salário mínimo.
O senador lembrou que, em março de 1990, reuniu a equipe econômica do seu governo para ouvir a opinião dos integrantes sobre o impacto nas contas públicas da equiparação dos benefícios ao salário mínimo. Collor disse que equipe apontou que a medida traria um impacto negativo às contas públicas. No entanto, acrescentou o senador, a justifica da equipe econômica não o convenceu.

“Eu disse que não acreditava que as finanças do País fossem quebrar por um ato de justiça que estava assegurado na Constituição Federal. Fiz valer a nossa constituição e determinei a equiparação e pagamento retroativo a todos os aposentados do Funrural, que recebiam menos da metade de um salário mínimo. Por isso, reafirmo meu voto em defesa do trabalhador”, expôs Collor durante a votação da MP.
A novidade no texto aprovado no Senado em relação ao original feito pelo Executivo é a extensão dos reajustes aos benefícios de valor superior a um salário mínimo pagos pela Previdência Social, como aposentadorias e pensões. Essa mudança foi feita na Câmara, depois de a comissão mista ter analisado o texto rejeitado várias emendas com esse objetivo.

Pela texto da medida provisória, o mecanismo de atualização do salário mínimo continuará a ser calculado com a correção da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Como foi votada sem mudanças em relação ao texto aprovado pela Câmara, a matéria segue agora para sanção presidencial.
Dessa forma, para 2016, 2017, 2018 e 2019, serão acrescidos ao INPC do ano anterior as taxas de crescimento real do PIB de 2014, 2015, 2016 e 2017, respectivamente. Os índices de aumento serão publicados por decreto do Executivo anualmente.
O salário mínimo é usado como referência para os benefícios assistenciais e previdenciários, como o abono salarial, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e as aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Movimentos se unem em ato em defesa da democracia no dia 14 de julho


O objetivo do evento é chamar a atenção para a defesa da democracia contra qualquer tipo de atitude que possa representar ameaça ao atual Estado democrático
Movimentos sociais, sindicais, intelectuais, políticos e jurídicos se unirão em ato em defesa da democracia, que acontecerá no dia 14 de julho (terça-feira), na Uninove - Vergueiro. O objetivo do evento é chamar a atenção para a defesa da democracia contra qualquer tipo de atitude que possa representar ameaça ao atual Estado democrático de direito.
O ato é suprapartidário, mas está sendo organizado pelo Diretório Municipal do PT - São Paulo. A ideia surgiu diante do diálogo do partido com movimentos populares, entidades e intelectuais, que tem se indignado com ameaças que desrespeitam a legitimidade das eleições realizada no país.
“O ato visa reforçar toda união e defesa do que já tem sido realizado pelas diversas frentes sociais e alertar que a defesa da democracia tem uma base sólida”, afirma o vereador e presidente do Diretório Municipal do PT- SP, Paulo Fiorilo.

Serviço:
Ato em Defesa da Democracia

Todos pela democracia! É hora de agir e lutar pelo estado democrático de direito!
Às 18h
14 de Julho (terça-feira)
Uninove Vergueiro
Rua Vergueiro, 235/249 – Liberdade

Próximo ao Metrô São Joaquim

Comissão aprova proposta de Collor para homenagear presidente da APAE

Atendendo a uma proposição do senador Fernando Collor (PTB), o Senado Federal vai homenagear a presidente da Federação Nacional das APAEs, Aracy Maria de Silva Lêdo, por sua contribuição à causa das pessoas com deficiência. Ela receberá a Comenda Dorina Gouveia Nowill no dia 24 de setembro em sessão especial no Plenário do Senado.
Além de Aracy, outras cinco pessoas ligadas ao trabalho com deficientes serão homenageadas. Entre elas a ex-deputada federal e atual secretária da Mulher e dos Direitos e Humanos de Alagoas, Rosinha da Adefal (PT do B), que foi indicada pelo senador Renan Calheiros (PMDB). As homenageadas foram selecionadas pela comissão julgadora da comenda a partir de 14 indicações feitas por senadores.
A indicação de Collor foi aprovada por unanimidade pelos integrantes da comissão. É histórico o reconhecimento de Collor com as atividades desenvolvidas nas unidades das APAEs. Inclusive, Dona Leda Collor, mãe do senador, participou diretamente da fundação da unidade em Alagoas.
“As ações da APAE são focadas na melhoria da qualidade de vida da pessoa com deficiência. As unidades fornecem atendimento especializado às pessoas com deficiência, incluindo seus familiares e a comunidade em geral”, destacou Collor, apontando também como exemplo de dedicação o trabalho realizado pela presidente da APAE em Arapiraca, Nayara Vital.
De acordo com a assessoria técnica do Senado Federal, pelas regras que dispõem sobre a entrega da comenda, a cada edição devem ser escolhidas cinco homenageadas por ano, mas foi aberta uma exceção devido a um empate entre duas indicadas.

Outras homenageadas 

A assessora parlamentar Loni Elisete Manica, especialista em educação de pessoas com deficiência; a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP), tetraplégica, primeira secretária municipal da Pessoa com Deficiência em São Paulo e relatora do recém-sancionado Estatuto da Pessoa com Deficiência; a servidora do Senado Solange Calmon, criadora e apresentadora do programa Inclusão, da TV Senado, e Maria Luiza Costa Câmera, ex-membro do Comitê Internacional de Mulheres com Deficiência, completam a lista de homenageadas com a comenda.

Homenagem a Dorina Nowill 

O conselho também decidiu homenagear in memoriam a própria Dorina Gouveia Nowill, que dá nome à premiação. Dorina Gouveia Nowill perdeu a visão aos 17 anos de idade, mas nunca deixou que a deficiência interrompesse sua carreira profissional. Em uma época em que livros em braile eram raros, ela continuou os estudos e formou-se como professora primária. Posteriormente, continuou seus estudos na Universidade Columbia, nos Estados Unidos.
Dorina Nowill foi presidente do então Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos (hoje União Mundial dos Cegos). Ela criou também a Fundação Dorina Nowill, voltada para ajudar deficientes visuais. Dorina Nowill faleceu em São Paulo em 2010, aos 91 anos.

Fonte: França Moura 
http://programacidadania.com.br/comissao-aprova-proposta-de-collor-para-homenagear-presidente-da-apae/

Suframa, um jogo penoso

Por Wilson Périco*

A justiça retirou na semana passada a prerrogativa da Superintendência da Zona Franca de Manaus de liberação de cargas para o abastecimento, transferindo à secretaria Estadual de Fazenda a atribuição. A medida resguarda o interesse público, que já começa a padecer a escassez de produtos e o direito ao trabalho de empresas e colaboradores da cadeia produtiva do modelo Zona Franca de Manaus, que contabilizam prejuízos que vão além de R$ 4 bi, segundo a soma de estimativas de alguns setores. De intuito, a propósito, a justiça antevê o caos a partir de uma situação que se arrasta e se agrava sem horizonte de solução. O modelo ZFM, cabe a pergunta – merece tanta punição apesar de tantos acertos? Um modelo que não usa recursos públicos, e que devolve 4 vezes mais a renúncia fiscal em que se baseia para florescer uma indústria não-predatória na floresta. E este modelo, criado para reduzir as desigualdades regionais e proteger o patrimônio natural, virou fonte de financiamento para a União. A riqueza aqui produzida, mais da metade, é transferida para a União. Um recurso que foi pensado e planejado para ajudar a consolidar o modelo e regionalizar seus benefícios.
Neste fim de semana, a imprensa paulista descreveu o conjunto dos desacertos federais que a gestão da Amazônia representa nos últimos anos.  E destacou a violência como um dos descaminhos da intervenção vesga dessa gestão do Brasil em 63% do seu território que a Amazônia representa. Favela Amazônia, uma reportagem espetaculosa do Estadão, mostra, indiretamente, os estragos numa região que não aplica inteligentemente a riqueza que produz ou que poderia produzir se aplicasse suas verbas de pesquisa e desenvolvimento. A matéria  descreve fatos, como se o Brasil amazônico fosse um país distante do Brasil do Sudeste. A matéria destaca algumas das sequelas da violência, tanto com as populações tradicionais da região, como dos habitantes das áreas urbanas, quase 80% da demografia, açoitada pelos ditames perversos do narcotráfico.
 Em visita ao CIEAM, em maio último, o secretário de Segurança, Sérgio Fontes, um delegado da Polícia Federal e uma das maiores autoridades em combate ao tráfico, no país, relatou uma indústria que está dando certo, a indústria do tráfico e sua lucrativa organização criminosa. Aí está a causa principal da violência no Amazonas, da Amazônia e do país. “ Manaus é o primeiro aglomerado urbano que a produção e a rota do tráfico privilegiam e usam para ensaiar sua logística e governança sombria”. Da encosta da cordilheira dos Andes, onde era tradicionalmente produzida, a droga se movimentou na direção da fronteira com o Brasil, onde já estão ocupados 10 mil hectares de cultivo de coca, com uma produção anual de 100 toneladas, às margens do rio Javari, na fronteira do Amazonas com o Peru.Com o  corte no Orçamento, as verbas da FUNAI para cuidar das etnias indígenas da região, tiveram redução de 70%. Alguns desses grupos sofreram a manipulação sombria do narcotráfico, que utiliza o descaso federal com as populações tradicionais para fortalecer suas atividades. O Brasil já é o maior consumidor de cocaína do mundo, à frente dos Estados Unidos. A Polícia Federal conta com apenas 80 policiais em Manaus e 20 na fronteira, para monitorar a imensidão e multiplicidade de rios amazônicos que ali se formam. Sem a ZFM é fácil imaginar o que virá por aí.
Em Marabá, às margens do Rio Tocantins, onde o Programa Arco Norte se consolidou como opção logística para o agronegócio, com interferência robusta das empresas, invasões como Fanta, Infraero, Vila do Rato e São Miguel da Conquista, ironizam ocotidiano e ilustram a violência que a economia da droga implantou. Sem saneamento e segurança, formadas na pressão do fluxo de migrantes dos municípios esquecidos, e atraídos por projetos de construção civil, mineração e pecuária, Marabá e as periferias das cidades amazônicas, mostra que a crise da região, incluindo o drama da Suframa, seus servidores e seu esvaziamento, não é econômica, é de gestão e de credibilidade. Um jogo difícil e penoso de enfrentar.

*Por Wilson Périco é presidente do Centro da Indústria do Amazonas


terça-feira, 7 de julho de 2015

Collor se defende e revela que foi vítima de achaque da revista Veja


O senador Fernando Collor (PTB) denunciou, durante pronunciamento na tarde desta segunda-feira (6), a rotineira conduta antiética que a revista Veja segue a realizar contra ele, ‘produzindo matérias sem fundamento’ e que seriam extraídas de supostos depoimentos. Ele lembrou que a postura de perseguição fere, inclusive, dispositivos do código de ética da Associação Nacional de Jornais (ANJ). O senador revelou que a perseguição começou à época que, como presidente da República, remanejou recursos do orçamento da União e cortou vultuosas verbas destinadas à Abril Cultural, responsável pela Veja.
Collor narrou que, em março de 1990, quando assumiu a Presidência da República, recebeu o orçamento anual já aprovado pelo governo anterior. Diante do quadro financeiro de dificuldade enfrentado pelo País, ele revelou que precisou fazer cortes, motivo pelo qual efetuou diversos contingenciamentos, entre eles, as verbas previstas do Ministério da Educação para a empresa Abril Cultural. O senador afirmou que fez questão de ligar para Roberto Civita – presidente da editora – e explicar os motivos dos cortes, já que o País, àquela altura, tinha outras prioridades.
“À época, fiz questão de dizer a ele que parte dessas verbas do MEC recebidas pela Abril estava sendo utilizada com desvios de finalidade, como, por exemplo, o uso do dinheiro público na subcultura da publicação de gibis. A reação de Civita foi de resmungo e admoestação, sem demonstrar nenhuma compreensão ou apoio às medidas de que o Brasil precisava. Foi nesse exato momento que se verificou o modus operandi de seu grupo editorial: o achaque e a ameaça. A ele respondi apenas: faça como quiser”, discorreu o senador.
De acordo com o parlamentar, a edição deste final de semana da revista repete os mesmos absurdos, as mesmas mentiras em relação a ele, única e exclusivamente para atingir aquele que, segundo Collor, sabem que “não se curva diante dos canhestros procedimentos de um grupelho editorial inspirado em um dos maiores achacadores que a República brasileira já conheceu, o senhor Roberto Civita”.
Na oportunidade, o senador disse que a última publicação ‘vai além do limite das suposições aceitáveis’, de modo a tentar ludibriar o bom senso do leitor.
“Esse folhetim semanal, que se sente credor da verdade alheia, volta a falar em suposto grupo ligado a mim. Mas aqui eu pergunto: grupo de um, grupo de dois, a que grupos se referem afinal? Falam, ainda, vejam bem, em ajuda para fraudar uma licitação e, pior, por R$ 20 milhões. Pergunto: desde quando, empreiteiros profissionais precisam de ajuda política para fraudar licitação? E mais, quem pagaria, em sã consciência, R$ 20 milhões por uma ajuda que nem ao menos está ao alcance de um agente político?”, indagou o senador.
Ainda de acordo com Collor, mais absurda ainda é a alegação de que o empreiteiro aceitou condições de pagamentos milionários tão somente por saber que esse suposto agente político estaria por trás de um pretenso intermediário, que sequer faz parte dos quadros da Petrobras. E, de novo, reforçou o senador, tudo baseado apenas em estranhas, organizadas e codificadas planilhas, que teriam sido apresentadas pelo próprio delator. Na reportagem da Veja, o nome do senador Fernando Collor não aparece, em nenhum momento, nas planilhas.


“Todo este enredo mostra uma sequência armada de forma indireta, atravessada numa lógica que não resiste a mais elementar análise da realidade minimamente possível e razoável no cotidiano empresarial e político. Por ser um registro vazio, desprovido de elementos jornalísticos, a tentativa de Veja de me achacar fere o Código de Ética da ANJ e teve, assim, cometido uma infração em vários de seus dispositivos, incluindo o de número três, em relação ao qual os meios impressos brasileiros se comprometem a apurar e publicar a verdade dos fatos de interesse público, não admitindo que sobre eles prevaleçam quaisquer interesses”, destacou Collor.
Diante das recorrentes e insistentes publicações da Veja com informações frágeis e extraídas de supostos depoimentos, Collor declarou que, contra essas tentativas criminosas, resta a interpelação judicial em busca de justiça. Para ele, a tática da revista Veja ‘já está batida’, e o procedimento rasteiro ‘já está de todo conhecido, cuja endêmica e sistemática perseguição remonta aos tempos do exercício dele na Presidência’. O senador afirmou, ainda, que tais motivações precisam vir ao conhecimento público, e, assim, ‘mostrar que são os verdadeiros achacadores’.

“A revista Veja se utiliza deste termo: achacadores. Seus baboteiros se utilizam do exemplo maior do achacador nato, o gângster, Roberto Civita, e seus rebentos. E, aqui, vale lembrar que achacar significa também intimidar alguém. O vírus daquele gângster Roberto Civita até hoje contamina seu rebanho e as páginas pútridas desse folhetim. Por isso, continuam seus borradores de letras agindo não só como chascos, mas principalmente à base de achaques delinquentes, de chantagens despudoradas e de ameaças veladas. A todos os covardes achacadores da Veja, eu digo: Sorvam suas fétidas palavras, canalhas! A mim elas não atingirão”, concluiu o senador.

Del Nero, Romário, Painel e CPI

Jornalismo é precisão. Não vale informação distorcida, confusa e equivocada. Foi o que ocorreu com notas do Painel do dia 5/7  comentando a CPI da CBF. É tolice o açodamento do senador (vá lá, vá lá) Romário junto com outros senadores, insistindo em arrancar Marco Polo Del Nero da presidência da CBF.  Del Nero, processsado ou não, aqui ou no exterior, só pode ser afastado do cargo pelo colégio eleitoral da entidade, ou seja, pelos dirigentes das federações estaduais, que elegeram Marco Polo com maioria absoluta dos votos. Romário e demais senadores loucos para jantar o fígado de Del Nero, terão que aguardar até 2019, bem depois da Copa do Mundo de 2018, quando termina o mandato de Del Nero. Além disso, senadores e deputados não têm autoridade jurídica, policial nem jurídica para meter o bedelho nos assuntos da CBF, que é entidade privada. 

Japão acredita no pólo de Manaus

sábado, 4 de julho de 2015

Vazamento é canalhice e jornalismo ruim

"Furo' jornalístico é saudável. Estimulante e bem vindo. É competência e profissionalismo. Vazamento da informação é torpeza. Jogo rasteiro, desleal e sujo.  Vulgariza a reportagem e desrespeita a concorrência. Vazamento é lama,  canalhice, perseguição e ódio ao legítimo jornalismo. É ainda mais grave quando o vazamento é seletivo, partidarizado e com claro objetivo de perseguição e intimidação a determinados acusados.  O mais grave é que o nefasto vazamento virou moda e é geralmente concedido a revista Veja.  Até quando o Brasil terá que conviver com jornalismo tão infame e desagregador? O vazamento também agride e humilha o STF, quando o ministro da Suprema Corte, Teori Zavaski, garante que o documento da Operação Lava Jato tramita em segredo de justiça no Supremo". É patético se não fosse trágico e irônico.  Resta saber a quem interessa que o vazamento continue contaminando as relações entre membros do Judiciário e do Legislativo. Aguarda-se o próximo sórdido vazamento, estrelado por delator interessado apenas em salvar a própria pele, acusando  grotesca e levianamente escudado apenas em ilações.   

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Pessoa e Collor

O delator Ricardo Pessoa uniu-se aos ratos da pornográfica "Veja" para jogar as patas contra Collor. Dedo-duro safado como Pessoa acusa a própria mãe para livrar a cara. Pessoa tem que provar que destinou dinheiro de propina para Collor. Ilações não servem de provas para condenar ninguém. Por sua vez, "Veja" não tem nenhuma credibilidade para acusar Collor. A Editora Abril pagou 1 milhão e 500 mil reais de indenização ao ex-presidente Collor. O senador foi o único homem público que teve a coragem de enfrentar a torpe "Veja" nos tribunais. Enfrentou e ganhou. Porque tem a consciência tranquila e não teme ameaças . Quem permitiu o vazamento da delação do patife Ricardo Pessoa para a "Veja" é da mesma laia da revista. Se merecem. São sujos e irresponsáveis.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Wilson Périco é reeleito presidente do Cieam

Wilson Périco é reeleito presidente do Cieam

O economista Wilson Périco foi reeleito presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) para a gestão do quadriênio 2015-2019. A eleição da entidade também escolheu o novo Conselho Superior e Fiscal para os próximos quatro anos.
Para essa nova gestão, Périco considera como metas buscar novas matrizes econômicas para o Amazonas. “Temos insistido nisso pois precisamos descentralizar essa riqueza que nós temos na capital – que depende completamente do Polo Industrial de Manaus – e levar essa riqueza e renda para o interior. E, quem sabe, ter assim mais dois ou três pilares de sustentação socioeconômica no Estado e não ficar dependendo das benesses do governo federal”, declarou.
O empresário aproveitou para fazer uma avaliação da sua gestão à frente Cieam. “Nesse primeiro mandato houve o desafio, a aproximação e a interação do Cieam junto às demais classes produtoras e trabalhistas, e a aproximação junto aos órgãos públicos. Considero esse alguns marcos dessa gestão e dessa equipe, mais ainda temos muitos desafios pela frente e esse será o mote do nosso trabalho nos próximos quatro anos”, concluiu.
A posse da nova diretoria acontece no dia 17 de julho. 

Perfil 
Wilson Luiz Buzato Périco nasceu em São Paulo e veio para Manaus em 93 para trabalhar na empresa Itautec-Philco. No período de 96 a 98 trabalhou na Sanyo da Amazônia, transferindo-se em seguida para a Brastemp. Em 1999, implantou em Manaus a Thomson Multimídia Ltda,  que posteriormente passou a se chamar Technicolor Brasil Mídia e Entretenimento Ltda, onde inicialmente ocupou o cargo de diretor industrial e hoje é o vice presidente de operações da América Latina. 
Formado em Tecnologia Eletrônica pela Universidade Mackenzie e Economia pela FifaSul é considerado o mais jovem líder da indústria amazonense. É vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e representante da entidade no Conselho de Responsabilidade Social da Confederação Nacional da Indústria (CNI).  É também presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Eletro Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaees) e do Conselho Junior Achievement do Amazonas.
Em 2009, o Périco recebeu a Medalha de Ouro Antônio de Andrade Simões, pelos relevantes serviços prestados em benefício à Zona Franca de Manaus (ZFM); o título de Cidadão do Amazonas, concedido pela Assembleia Legislativa (Aleam); e em 2010 recebeu do Conselho Regional de Economia (Corecon-AM) o título de Economista do Ano.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

O pavor e o medo tomaram conta de Brasília

A verdade precisa ser dita. Bobagem tentar esconder o sol com a peneira. Basta de conversa fiada. O brasiliense não suporta mais viver com tantos problemas. A ex-capital da esperança tornou-se um cáos. Triste constatação. Em todo lugar predomina a avassaladora insegurança. O  atendimento nos hospitais e prontos-socorros é medonho, humilhante e desrespeitoso. O transporte público é um horror. Uma vergonha.  Diariamente as notícias ruins, tristes e assustadoras tomam conta da televisão, rádio e jornais. O medo tomou conta da rotina do cidadão. O lero-lero das autoridades chega a ser cínico. Alunos não têm mais segurança nem dentro das salas de aula. Punição severa e cadeia para estes marginais. Moleques, desajustados, bandidos e pedófilos têm que ser enjaulados. A meu ver, esta escória deveria ser castrada. Chega. A população exige enérgicas providências. Pagamos impostos caros e não temos o devido, merecido e justo retorno. Assaltantes, traficantes, drogados e mendigos tomaram conta das ruas, das esquinas e dos estacionamentos. O pânico e o medo dominam Brasilia. Dói dizer: o governo está perdendo de goleada a guerra contra a bandidagem. Falta firmeza, união, coragem e determinação para coibir a ação dos criminosos. Até quando, Santo Deus, continuaremos reféns de tantas atrocidades?

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Romário continua rosnando

A besta medíocre Romário voltou a jogar as patas na CBF e no presidente da entidade, Marco Polo Del Nero. Pobre Romário. O problema dele é de psiquiatria. Escondido atrás da imunidade parlamentar, como criança com medo do escuro, Romário torna-se cada vez mais melancólico, recalcado e raivoso. Incrível como um cidadão desqualificado e despreparado como Romário elege-se senador. O palhaço e deputado Tiririca é mais respeitado no Congresso Nacional do que o bisonho e ifeliz Romário. 

Cartas para Dilma

De acordo com a Folha Dilma novamente cancelou audiência com Eduardo Suplicy.  Portanto, continua o suplicio de dois anos do ex-senador. Resta um consolo:  transformar em livro as 19 cartas que mandou para a presidente.  Nessa linha, deveria mandar nova carta para Dilma, pedindo que faça o prefácio da importante obra.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Collor diz que reforma política necessita ser precedida por debates

O presidente do Conselho de Estudos Políticos do Senado Federal, Fernando Collor (PTB/AL), afirmou, em discurso proferido na sessão desta segunda-feira, que a verdadeira e almejada reforma política demanda estudo, consulta, tempo, debate, maturação e, acima de tudo, um consenso mínimo e coerente de estratégia para que a proposta possa avançar. Collor informou ainda o resultado oficial da pesquisa DataSenado, solicitada por ele, cujo resultado atesta que cerca de 80% dos entrevistados acreditam que a reforma política trará vantagens para o País. A pesquisa do DataSenado foi decorrente de estudo acerca da necessidade de se reformar o sistema político, elaborado pelo senador Collor. Com mais de 250 páginas e 33 propostas específicas, o estudo é intitulado a ‘Reconstrução da Política Brasileira – Bases e Componentes para uma ampla, completa e orgânica Reforma Política’. Na pesquisa, foram formuladas 24 questões diretamente ligadas às propostas apresentadas por Collor. Dezoito delas tiveram a concordância da população e apenas cinco obtiveram discordância, além de empate numa das questões. Do total dos quesitos apurados, houve um percentual de 75% a 79% de concordância do eleitorado com as propostas apresentadas pelo senador. De acordo com Collor, a principal e notória conclusão que se pode extrair de toda a pesquisa é que, de um modo geral, a população quer menos tudo. “Menos políticos, menos candidatos, menos partidos políticos, menos mandatos, menos tempo de exercício de mandatos, menos eleições, menos campanha, menos gastos, menos propaganda eleitoral, menos financiamento eleitoral, menos municípios e suas estruturas políticas, e também menos privilégios para as autoridades”, destacou ele. Segundo o senador, os raios-x mostrado na pesquisa foi exatamente a concepção básica da elaboração da proposta como um todo, para reestruturar a política brasileira. Collor destacou que observou ao longo do estudo o desejo da população de que, além da necessidade de alteração do sistema político e seus subsistemas, a sociedade quer, acima de tudo, um enxugamento significativo da cena política, a começar pelos agentes e estruturas, e tudo mais que orbita em torno desse universo. Na pesquisa do DataSenado, 70% dos entrevistados se mostraram favoráveis ao voto facultativo. O instituto do Senado vem realizando essa pesquisa quanto ao voto facultativo desde 2011, comprovando ser crescente o percentual favorável: 65% (2011), 69% (2013) e 70% (2015). A adesão à proposta é crescente à medida que aumenta o nível de escolaridade: ensino fundamental (62%), ensino médio (70%) e ensino superior (73%). Já sobre a proposta que versa sobre apenas uma reeleição para o mesmo cargo no Legislativo, 55% são a favor de apenas uma reeleição, 31% são favoráveis ao fim da reeleição, e 13% a favor de não haver limite para a reeleição, como é hoje. A proposta que Collor apresentou é de apenas uma reeleição para o mesmo cargo legislativo. O fim do horário político nos anos sem eleições também foi consultado. Na pesquisa, 72% dos entrevistados aprovam o fim do horário político no rádio e TV nos anos em que não houver eleições, e 27% se manifestaram a favor da manutenção do horário em todos os anos, como é hoje. A proposta de redução da campanha eleitoral, restringindo o período a um mês antes do 1º turno também foi bem aceita, 66% concordam, contra 34% que discordam. Como hoje a campanha para o 1º turno é de 45 dias, a proposta então reduziria esse período em 15 dias. O conteúdo das campanhas eleitorais restrito à apresentação de propostas e debates entre os candidatos também foi apresentada. Conforme o DataSenado, 77% dos entrevistados aprovam a proposta de uma campanha de propostas, contra 22% que desaprovam. O apoio à proposição cresce à medida que aumenta a escolaridade, chegando a 81% entre os eleitores de nível superior. A proibição de ofensas e agressões pessoais durante a propaganda eleitoral também foi analisada, 84% se manifestaram favoráveis e 15% desfavoráveis. O limite máximo para gastos das campanhas eleitorais também foi um dos alvos da pesquisa, 88% são favoráveis contra 10% contrários. O apoio à proposta cresce à medida que aumenta a escolaridade e renda, chegando a 96% entre os eleitores de nível superior e 98% para os que ganham acima de 10 salários mínimos. Diante dos resultados obtidos, Collor, como presidente do Conselho de Estudos Políticos, prometeu levar o tema à discussão com os integrantes do colegiado para amadurecer o estudo, debatê-lo, atualizá-lo e, por fim, definir a melhor forma de encaminhamento político e legislativo de uma proposição completa de Reforma Política. O senador lembrou que não há como deixar de observar o que vem ocorrendo hoje, no Congresso Nacional, no tocante a tudo aquilo para o qual chamou a atenção em seu primeiro discurso em relação às dificuldades, impropriedades e incoerências na deliberação deste tema. “O estudo completo e detalhado que apresentei foi para alertar para a inviabilidade do fenômeno que está ocorrendo, em que, se não bastasse a atual fragmentação do nosso sistema político-partidário, vemos também a fragmentação do seu próprio debate e deliberação. Não se pode reformar o sistema político de forma desintegrada, desconectada, ou seja, ponto a ponto, de forma isolada e sem nenhuma conexão com outros fatores direta ou indiretamente relacionados”, destacou o senador. No discurso, o senador lembrou que não é recomendável discutir, menos ainda votar, a toque de caixa, dois ou três pontos escolhidos e impostos simplesmente pela conveniência política do momento, ainda mais quando são esses pontos desconexos ou dependentes de outras variáveis. Por isso, lembrou o senador, o parlamento não se pode permitir cair na armadilha preconizada pelo senador Melo Matos, já em 1846. “Quando se dá o caso da necessidade, ou quando aparece a urgência de uma medida, tudo se pode fazer, tudo se quer fazer e por fim nada se faz; toma-se uma medida interina, e essa fica para sempre, porque passada a crise, se esquece a urgência”, citou Collor um trecho da fala do senador Melo Matos.

http://www.fernandocollor.com.br/wp-content/uploads/2015/05/reforma-politica050515.pdf

CONCURSADOS AGRADECEM A COLLOR

As jovens Maíra Giannico, Reydilla Maia e Simone Covre estiveram no Senado Federal. Ao senador Fernando Collor, entregaram uma placa de reconhecimento, em nome de 272 aprovados no concurso público de auditor-fiscal da Receita Federal. O ato de nomeação estava incerto, embora a homologação tenha ocorrido há quase um ano. Diante da incerteza e da justeza do pleito, Collor defendeu o ingresso dos novos auditores-fiscais concursados, concretizado agora em ato presidencial autorizando a nomeação. Simone e Maíra são paulistas. Já Reydilla Maia é alagoana e sertaneja de Pão de Acúcar. Geração jovem assumindo responsabilidades no serviço público federal.

domingo, 21 de junho de 2015

Lula e Aécio

O data folha mostra claramente que Lula e o PT continuam no páreo e respiram normalmente. Com  tantas confusões, prisões de petistas, denúncias,  desemprego,  insegurança e queda de Dilma nas pesquisas, é significativo, a meu ver, os  índices eleitorais de Lula. E as eleições de 2018 estão longes. O jogo é jogado e o lambari é pescado.

sábado, 20 de junho de 2015

Lula alerta e critica Dilma

Lula foi sincero e direto nas duras críticas a Dilma, na matéria "Criador e Criatura em choque"(20/6). Mais claro e contundente impossível. Pelo bem da governabilidade e da coletividade espera-se  que Dilma assimile os golpes de Lula, vista o manto da humildade e faça a necessária e urgente auto-crítica. Evidente que o fracasso político e administrativo de Dilma atinge em cheio as pretensões políticas do PT e, sobretudo, de Lula. O ex-presidente não exagerou nas críticas. Dilma realmente tem colecionado erros e  permanece rodeada de péssimos auxiliares. Lula perdeu a paciência e chutou o balde.