domingo, 31 de outubro de 2010
O poste foi o outro
Os planos de Dilma e o futuro de Serra
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Serra e a Bíblia
Cena ridícula e colossal apelação. Serra lendo trechos da Bíblia, ontem, no programa eleitoral na televisão. Misturar campanha eleitoral, já na reta final, com religião e cinismo é desprezível. O católico convicto não precisa se exibir para holofotes. Blasfêmia de Serra. Demagogia. Tiro no próprio pé.
Conversa com Helio Fernandes
AGACIEL MAIA EM ALTA
A surpresa do 3 de outubro na capital, foi a eleição para deputado distrital, do poderoso diretor do Senado. Teve grande votação, garante que será presidente da Câmara. Ao mesmo tempo em que é fulminado pelo TCU (Tribunal de Contas da União).
Amigos de Agaciel garantem: “Ele tem caminhões de provas para se defender, o que não acontece com muitos senadores”. Previsão: a IMPUNIDADE será geral.
Comentário de Vicente Limongi Netto:
Hélio:
Sobre o deputado distrital eleito Agaciel Maia reitero o que já escrevi aqui na valiosa Tribuna da Imprensa. Agaciel provou nas urnas que é competente, querido e respeitado entre os brasilienses. O mesmo não se pode dizer de alguns de seus carrascos travestidos de santos, todos derrotados e humilhados pelas urnas.
JOAQUIM RORIZ
CARTA AO POVO DO DISTRITO FEDERALCaiu a ficha. Desceu o pano. Após o último ato do teatro de absurdos protagonizado pelo julgamento desta semana, o Supremo Tribunal Federal usou de dois pesos e duas medidas ao avaliar a situação dos candidatos em relação à chamada lei da “ficha limpa”.
Tratar situações iguais de forma desigual, “é o supra-sumo da iniqüidade”, já advertia há milênios, os antigos pensadores do Direito. Por isso, o axioma tornou-se cláusula pétrea do sistema jurídico do mundo civilizado.
A um parlamentar que renunciou no andamento de uma Comissão Parlamentar de Inquérito lhe é garantido o direito de concorrer e a outros que renunciaram, com uma representação na Comissão de Ética, não o é.
Onde está a Justiça?
Como bem se expressou o ministro do STF, Gilmar Mendes, essa lei foi editada para atingir a minha candidatura ao Governo do Distrito Federal. Repito suas palavras proferidas na mais alta Corte do País: “No caso do DF é evidente. O que se tinha em mente era atingir um dado candidato em nome de uma suposta higidez moral. Essa lei tem nome, sobrenome e filiação ao PT”
O Brasil de hoje está diferente. O coordenador de campanha de Dilma, deputado José Eduardo Cardozo, é o autor da emenda que incluiu a letra “k”, que trata de renúncia, a pedido do PT do DF, temeroso de minha vitória certa nas urnas.
O poder do Governo e do PT é tão avassalador que já não reconhece limites, e a própria divisão e independência dos Poderes é apenas utopia. Os fatos comprovam isso!
Candidato a Governador do Distrito Federal, com ampla e consolidada margem de frente sobre o meu competidor, em todas as pesquisas, tive o registro barrado no Tribunal Regional Eleitoral, sem nenhuma justificativa, a não ser os interesses do PT e do Governo; já que nunca fui condenado por nenhum tribunal e nem sofri processo por quebra do decoro parlamentar, mesmo quando enojado com as infâmias, renunciei ao mandato de Senador.
Recorri ao Tribunal Superior Eleitoral, mas em vão. Entretanto, estava certo de que no Supremo Tribunal Federal encontraria amparo contra a nefanda campanha de mentiras, calúnias, perseguições e injustiças que venho sofrendo há muitos anos.
Para meu desapontamento, o empate de cinco a cinco, naquela Corte, não me deixou alternativa senão desistir de uma eleição vitoriosa e certa.
Agora, o Supremo decidiu que a Lei da Ficha Limpa vale para alguns e para outros, não. Assim, estão salvos os interesses do PT e do Governo.
Nada mais real e verdadeiro. Nada mais preciso e contundente. Criaram um artigo na lei que tinha como propósito impedir a minha candidatura e a reeleição certa para o Governo do Distrito Federal.
Estou desapontado e muito triste, mas não cabisbaixo e nem vencido. Recorro, agora, a mais alta de todas as cortes, a do Voto Popular, rogando ao povo que eleja governadora, minha amada esposa Weslian Roriz, que me substitui e assim, além de me lavar a alma diante de tantas injustiças e arbitrariedades, vamos resgatar o Distrito Federal do caos e restaurar a dignidade da administração com os olhos no futuro, para alcançar progresso, paz e justiça social.
Joaquim Roriz, primeiro governador vítima dos progroms da “Justiça” manipulada
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
"A Descoberta do Mel", de Joana Limongi

“O dia começou de forma natural. Acordamos em nosso tempo e fomos para um templo mágico. Ao entrar naquele espaço foi possível perceber que o dia seria diferente. Seres iluminados nos esperavam por lá. A energia foi total. Voltamos para Brasília para o teste de som e luz da cópia, no Cine Brasília. Tudo OK com a película. E o filme se tornou ainda mais forte em tela aumentada. A fotografia tomou seu lugar de protagonista no filme. Texturas e luzes mágicas, sensoriais, de sonho e liberdade. A energia do agora preencheu o cinema. Sons de Nana Vasconcelos ecoavam no coração das quatro testemunhas daquele momento mágico”.
Joana Limongi

O filme A Descoberta do Mel estreou mundialmente no 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 22 de novembro de 2009, domingo de sol na Capital do País. No Cine Brasília, a família Limongi garantia o primeiro lugar na fila. E todos foram chegando: elenco, equipe técnica, amigos. Aquela tarde ficaria marcada para sempre como um momento de beleza e luz. Antes da sessão, todos puderam degustar um pouco de mel, distribuído pela equipe do filme. A ausências físicas estavam conosco em energia: o mago Naná Vasconcelos, o Satyro Mariano Mattos, o montador Grilo e o técnico de som Pablo Lopes. A sessão tem início com casa cheia e público curioso. Ao final da exibição, burburinho na sala de cinema. O filme mexeu com o público, que não conseguiu se calar diante de tanta instigação.
"Sinto que o filme assusta e me sinto segura. Para mim é um cosmos, bem organizado. É maravilhoso que o filme assuste. Não é um filme fácil. É um filme de arte. É perfeito que assuste porque é dionisíaco. É um susto como a vida. A essência é dionisíaca. Dionísio vem para trazer força, é carnal. E isso que é carnal lembra a gente da fragilidade da vida. Por isso o arrebatamento, o espanto. A Descoberta do Mel assusta porque a sociedade está impregnada da moral cristã. E o filme é amoral. Não é imoral. Ele vai além do bem e do mal. Não tem julgamento. Queria ver aquela sala de projeção virando do avesso. E aconteceu", afirma Joana Limongi. Segue texto do escritor cubano Eliseo Altunaga - chefe da cátedra de roteiro da Escuela Internacional San Antonio de Los Baños (Cuba) - sobre o curta metragem “ A Descoberta do Mel”.
O filme “A descoberta do mel” é uma linda metáfora centrada em quatro elementos: a árvore, a deusa, o mel e o fauno.A árvore é um dos símbolos vitais da tradição. Entre os celtas, o carvalho era a árvore sagrada; o freixo, para os escandinavos; a tília, na Alemanha; a Figueira, na Índia; o Embondeiro, na África; a Ceiba, no Caribe. A Ceiba era considerada uma árvore sagrada entre as culturas pré-hispânicas da área mesoamericana, como os maias, pipiles, nahuas, taínos. Associações entre árvores e divindades são muito freqüentes em mitologias: Átis, o abeto; Osíris, o cedro; Júpiter, o carvalho; Apolo, o loureiro; Iroko, a Ceiba.
A Ceiba – ou Yaaxché, no idioma maia. O universo se estrutura em três planos que se comunicam através da Ceiba sagrada. Além disso, de acordo com os maias, são os galhos desta árvore que permitem a abertura dos 13 céus.
A árvore representa a vida do cosmos, sua densidade, seu crescimento, sua proliferação, sua gênese e regeneração. Assim como inesgotável vida equivale à imortalidade. Segundo Eliade, o simbolismo derivado de sua forma vertical transforma ato seguido esse centro em eixo.
O fauno, deus pastoral romano, identificado a Pan, associado à idéia de Silvano, deus da natureza selvagem. Ele é também um grande músico e leitor de sonhos. Um amante da natureza e da vida.
Oshun, deidade de ascendência africana, rainha das águas doces, Afrodite de ébano, sensual e voluptuosa. Orixá maior, dona do amor, da feminidade e do rio. Seu nome significa sensualidade, amor, romantismo, delicadeza, doçura, felicidade, água, serenidade, lua e ouro, entre outras coisas. Oshum é a filha mais jovem de Oloddumaré. É o símbolo da coqueteria, da graça e da sexualidade feminina. É a mulher de Shangô de Inle e Orula, e amiga íntima de Elegguá, sua protetora. Sempre acompanha Yemayá. Assiste as mulheres grávidas e dando luz. Eternamente alegre, acompanhada do persistente tilintar de seus sininhos. É capaz de resolver e provocar brigas entre orixás e homens. Sua ira não é comparável à de nenhum outro orixá.
O mel representa a doçura, a justiça a virtude e a bondade divina. O Corão afirma: “o mel é a primeira dádiva que Deus deu à Terra.” Virgílio chama o mel de “dom celeste do orvalho.” O mel também designa a totalidade e o estado de nirvana. Símbolo de todas as doçuras, o mel do conhecimento funda a felicidade do homem. O mel está presente em vários rituais religiosos. Para os egípcios, ele provém das lágrimas do deus Ra e está presente em todas as oferendas religiosas do Egito faraônico. No Islã, segundo o profeta, o mel restitui a visão, conserva a saúde e ressuscita os mortos. Entre os índios da América, ele desempenha um grande papel nas cerimônias e nos rituais de iniciação e purificação. Comida inspiradora, agraciou Píndaro com o dom da poesia e Pitágoras com o da ciência.
Joana Limongi, usando como pretexto a pintura de Pietro di Cosimo “A Descoberta do Mel”, constrói um mundo fusionado – um olhar fractal; ela retorna às origens, à sensualidade e ao símbolo para chegar no centro a partir da árvore que une a terra ao céu.
No filme também há talvez uma interpretação de Dionísio, mas a imagem se expande, rompe com explicação comprimida de mito. Uma vagina saída da árvore verte o mel, patrimônio de Oshun, recolhido gulosamente para a conquista da sensualidade e do erotismo diante do jogo da natureza.
Como nas mitologias y folclores, Joana representa a árvore despejando mel como o eixo do mundo e a expressão do crescimento e propagação inesgotável da vida.
O filme se desenvolve em torno a esta árvore/vagina geradora de mel, os elementos dançam ao ritmo da música de Naná Vasconcelos, desenvolvendo um universo gestual que incita a imaginação e a poesia erótica.
Em uma festa que recorda Dionísio, deus do vinho e do excesso, filho de Zeus e da mortal Sêmele, filha de Cadmo, a diretora produz esta evocação pós-modernista.
Para celebrar a ressurreição de Dionísio, eram organizadas grandes festas com rituais orgiásticos que agradavam muito o deus. Com o tempo, foi incluída também uma competição de obras dramáticas, cuja sede era cidade grega de Atenas. Esta competição ocorria durante a primavera e durava cinco dias. Para estas festas, grandes dramaturgos gregos como Ésquilo, Sófocles e Eurípides escreveram obras que eram preservadas no arquivo do templo de Dionísio.
Joana Limongi recria esta fantasia com uma beleza plástica indiscutível. A fotografia de Jura Capela atesta esse empenho estético. Com todas estas possibilidades interpretativas, o curta de Joana, tal um rizoma, pede para ser visto e apreciado.
Confira o blog do filme no endereço:
http://adescobertadomel.blogspot.com/
A cruz que Collor carrega é injusta. É fruto do ressentimento de maus brasileiros que, antes delle, mamavam no Estado nacional
Tudo que escrevo e faço é por convicção. Collor não foi ruim para o Brasil. Deixou leis importantes. Seus parâmetros econômicos, suas medidas modernizadoras, são até hoje seguidos a risca por seus sucessores. Sempre defendeu a liberdade de imprensa, o direito de todos se expressarem livremente. Jamais foi contra, pelo contrário, as investigações que fizeram na época do torpe e ilegal impeachment. Nunca aceitou sugestões de muitos famosos para fechar o Congresso, evitando assim sua deposição. Errou muito, acertou mais ainda. Jovem, queria mudar o Brasil do dia para noite. Enfrentou fortes esquemas econômicos, há décadas literalmente mamando nas têtas do governo. Abriu a economia brasileira ao mercado internacional e modernizou o País. A cruz que Collor carrega é fruto do ressentimento de maus brasileiros, que preferem guardar ódio e recalque na alma. Todavia Collor é guerreiro, destemido. Não esmorece diante dos obstáculos nem muito menos diante de críticas e insultos de venais e covardes. Como senador continua trabalhando com entusiasmo pelo Brasil. Podem latir a vontade porque não deixarei de escrever defendendo Collor, Sarney e quem mais achar que mereça. Não sou partidário. Critico e elogio sem receio de nada. E também quando coloco no papel não me arrependo de rigorosamente nada do que escrevi-postei. Tenho orgulho de ter tido um ótimo pai, já em outro plano da vida, e convivo com alegria com minha mãe. Alguns, por sua vez, até hoje procuram nos cartórios se têm pai e mãe ou simplesmente nasceram em algum curral ou prostíbulo.
CNT/Sensus: Dilma dispara e tem 51,9%. Dos válidos, atinge 58,6%. Serra afunda e tem 36,7%.
Na contagem dos votos válidos, a candidata de Lula tem 58,6% e o tucanóide aparece com 41,4%. A quatro dias do segundo turno, candidata de Lula dispara. A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgou hoje pesquisa realizada pelo instituto Sensus que revela ampla dianteira de Dilma Rousseff em relação ao tucano. A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, tem 51,9% das intenções de voto, diante dos 36,7% de seu adversário, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta manhã. A vantagem de Dilma para Serra aumentou de cinco pontos porcentuais da pesquisa anterior, na semana passada, para 15,2 pontos agora. No levantamento anterior, Dilma tinha 46,8% e Serra, 41,8%. Na pesquisa divulgada hoje, votos brancos e nulos somaram 4,7% e indecisos ficaram com 6,8%. Ao se considerar somente os votos válidos - que exclui nulos e brancos e se redistribui os indecisos proporcionalmente, Dilma tem 58,6% e Serra, 41,4%. A rejeição à candidata petista caiu de 35,2% da pesquisa anterior para 32,5%. Já a rejeição a Serra subiu de 39,8% para 43%. O levantamento, com margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, foi feito com dois mil eleitores, entre os dias 23 e 25 de outubro, em 136 municípios. Foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 37609/2010.
Collor e a Petrobras
O Globo acentuou na primeira página e ainda destacou na matéria:"Serra constrangeu Dilma", afirmando que Collor tem diretor na Petrobras. Exagero do jornal. Creio que Dilma não deu a menor importância ao assunto. O próprio Globo tratou do tema. O diretor indicado por Collor é dos quadros da petrobras, trata-se de técnico competente, e é procedimento normal entre partidos aliados do governo sugerir nomes para cargos nas estatais. Num país continental e complexo como o nosso, há a necessidade de governos de coalizão. E coalizão significa não só compartilhar idéias, mas a participação efetiva dos diversos partidos aliados na gestão pública. Governar é compartilhar responsabilidades. Até parece que governos anteriores ao de Lula não adotavam idêntico sistema de nomeações. O PSDB quer confundir. Tenta mudar o placar do jogo. Não vacila em chutar até as canelas de Dilma.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Collor lamenta morte de Romeu Tuma
O ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) lamentou o falecimento de seu colega de Casa e de partido, Romeu Tuma, em nota na tarde desta terça-feira.
Collor declarou que Tuma era "um grande amigo, um grande companheiro de partido e excepcional colaborador". O senador alagoano afirmou por telefone à assessoria de seu gabinete que a morte de Tuma é uma "grande perda não apenas para o Senado Federal, como para todo o País". Ele ainda lembrou que no período em que estava na presidência, seu colega foi diretor-geral da Polícia Federal e secretário da Receita Federal, "tornando-se conhecido nacionalmente pelo trabalho que desempenhou junto aos dois órgãos". Romeu Tuma morreu às 13h de hoje, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado desde o dia 1º de setembro para tratar um quadro infeccioso de afonia (perda ou diminuição da voz). Além de exigir cuidados médicos, o problema impediu Tuma de fazer campanha nestas eleições. O candidato ficou em quinto na disputa pelo Senado em São Paulo e não se reelegeu.
Na Mira do Belmiro
Inadimplência de mão dupla
A inadimplência do consumidor registrou a quinta alta consecutiva em setembro, segundo dados da Serasa, divulgados na última sexta-feira. Esta é a pior notícia para o conjunto da economia, pois revela um elo puído, a rigor, o mais importante, para a dinâmica da produção e consumo. Aparentemente o calote é pequeno, considerando a alta de 1,6% no mês na comparação com o mês anterior. Na comparação do mês passado, porém, com o mesmo período de 2009, houve elevação de 15,3%, resultado alarmante levando em conta que o país passava pelo auge da crise financeira global. Na modalidade cartões de crédito e financeiras a inadimplência registra alta de 7,2%. Os esforços da campanha do SPC, Serviço de Proteção ao Crédito, em Manaus, cumprem exatamente essa obstinação para evitar o pior, numa perspectiva pouco favorável na quadra natalina. Com o desfecho da temporada eleitoral, começa a emergir o contraponto do ufanismo econ�?mico, que projeta a valorização do real como bravata do crescimento extraordinário. Mais do que representar um crescimento diferenciado na galeria dos emergentes, a entrada de dinheiro no país se explica pela emissão exagerada de dólares pelos EUA, para espantar a crise, e pelo fato do Brasil ter uma das taxas de juros mais altas do planeta, para custear o aumento nos gastos públicos e a artificialidade do crédito fácil que gera tanto calote no vaivém da flutuação financeira. Os investidores captam recursos no exterior com taxas muito baixas para aplicar em reais na Bovespa. Uma ciranda financeira que o país apóia, implode a indústria e compromete as exportações. Com dólar a R$ 1,68, o preço do 'Big Mac' nos Mc Donald's do Brasil é um dos mais caros do mundo. Neste "índice", criado pela revista britânica "The Economist" em 1986, para medir o poder de compra em diferentes países, o sanduíche brasileiro ultrapassou em preço o hambúrguer vendido nas lanchonetes norte-americanas. Trazendo a comparação para o cotidiano, o cidadão comum, inadimplente e desorientado, indagaria aflito: que vantagem Maria leva com o artificialismo da moeda forte e um custo de vida pelos olhos da cara? A objetividade da inquietação popular se sustenta pelos custos operacionais locais de uma economia que não faz investimentos substantivos de infraestrutura de crescimento há mais de quatro décadas. Pagamos os serviços de infraestrutura – transportes, energia e comunicação - mais caros e mais precários do país, raiz decisiva da inadimplência geral. Uma inadimplência que é um sucedâneo direto de dívidas não honradas por parte da União com a população local, portanto, de mão-dupla, perversa e injusta e que é preciso alertar, sacudir e brecar.
Zoom-zoom
Colapso logístico – o acidente no Porto Chibatão merece uma investigação apurada das verdadeiras causas do evento e, mais do que isso, ser transformado em pauta para uma discussão mais abrangente das dificuldades, desafios e demandas logísticas do modelo econômico e industrial da ZFM. Temos insistido nessa tecla, acreditando na importância estratégica do planejamento de médio e longo prazo.
ZFM - Ciclo da Borracha – as omissões do governo federal em relação às demandas de infraestrutura da economia local, repetem um filme de terror representado pela falência do Ciclo da Borracha. Há cem anos, deixamos escapar a pujança do látex exatamente pela omissão federal em instalar uma infraestrutura de beneficiamento da borracha.
Porto e portos – O porto histórico de Manaus tem mais de cem anos e a solidez de sua engenharia e estrutura revela o rigor e a determinação britânica de implantar as bases duradouras do progresso. Por isso os ingleses agregaram 60% de valor a sua economia com a exploração do látex.
Manaus 431 anos – Com avanços, retrocessos e enormes desafios, Manaus celebra mais um aniversario neste fim de semana. Está na hora de parar pra acertar. Trânsito caótico, infraestrutura inadequada, saneamento precário, educação e saúde deficientes e moradia precária. São muitos problemas e muita labuta pra poder enfrentar. Mas vale a pena!!!
Belmiro Gonçalves Vianez Filho é empresário e membro do Conselho Superior da Associação Comercial do Amazonas.
belmirofilho@belmiros.com.br
Serra não esquece Collor
Toda vez que fica sem argumentos contra Dilma, Serra desacata Collor. Serra mostrou-se canalha, ressentido e covarde, com relação ao ex-presidente. O desespero de Serra virou moda. Seguramente Freud explica. Foi assim novamente no debate na TV Record. Serra tem que colocar na cabeça que disputa a Presidência da República com Dilma, não é com o senador Fernando Collor. A não ser que já tenha jogado a toalha em 2010 e já pense em 2014, quando, com certeza, Collor será um forte candidato. Mesmo porque ensina o dito popular que quem desdenha quer comprar. A meu ver Dilma mostrou-se mais firme, mais serena, mais convincente do que Serra. Quando Dilma provoca Serra para discutir o tema Petrobras, o candidato do PSDB roda a baiana. Rasga a fantasia de gata borralheira sem o sapato do príncipe encantado. Outro grave erro de Serra é tentar desqualificar Dilma. Até os mais céticos com relação à candidata do PT já admitem e constatam que Dilma conhece com eficiência os temas que aborda.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Vox Populi: Dilma tem 49%, Serra 38%, indecisos 7%
Candidata do PT ao Palácio do Planalto recuou dois pontos, enquanto tucano oscilou um ponto para baixo; indecisos antes eram 4%
Matheus Pichonelli, iG São Paulo
Pesquisa Vox Populi/iG publicada nesta segunda-feira mostra que, a menos de uma semana das eleições, a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, mantém a dianteira sobre o tucano José Serra na corrida presidencial. A ex-ministra da Casa Civil oscilou dois pontos para baixo em relação ao levantamento realizado pelo instituto entre os dias 15 e 17 de outubro e agora conta com 49% das intenções de voto. Com isso, ela tem uma vantagem de 11 pontos sobre Serra, que perdeu um ponto e aparece com 38%. O número de eleitores que pretendem votar nulo ou em branco ainda é de 6% - mesmo índice contabilizado na última pesquisa. O Vox Populi apontou, no entanto, aumento do número de eleitores indecisos ou que não responderam ao questionário: de 4% para 7%. Considerando-se apenas os votos válidos, Dilma seria eleita com 57% contra 43% de Serra. De acordo com esse critério, a distância entre os dois candidatos é de 14 pontos, igual à apontada pelo último levantamento. Ainda assim, 88% dos eleitores ainda afirma, porém, que já tem certeza da decisão tomada. O Vox Populi ouviu 3.000 pessoas em 214 municípios, entre os dias 23 e 24 deste mês e, portanto, já refletem a repercussão de episódios que marcaram o debate presidencial na semana passada, como o tumulto em um compromisso de Serra no Rio de Janeiro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob número 37059/10 em 20 de outubro.
Vantagem
A região onde a candidata do PT tem a maior vantagem em relação ao adversário tucano é o Nordeste: 64%, contra 27%. O Sul é a única região em que Serra tem vantagem sobre a petista: 47% a 39%. No Sudeste, onde está concentrada a maior fatia do eleitorado, ela venceria por 44% a 40%. Entre os homens, 53% votam em Dilma e 36% em Serra. Estão indecisos ou votam branco e nulo 10% dos eleitores masculinos. A diferença diminui entre as mulheres. Dilma tem 46% e Serra 40% do voto feminino. Indecisas e votos brancos e nulos somam 14%.Num momento em que temas religiosos ganharam destaques na campanha, a pesquisa aponta também que Dilma venceria o rival entre eleitores católicos (51% a 39%), católicos não praticantes (53% a 35%) e evangélicos (44% a 41%). Entre os eleitores que não têm religião, a vantagem da petista é de 46% a 38%.
Guerra suja e desespero de Serra
A poucos dias da eleição, a campanha de José Serra se aproxima de grupos ultraconservadores e reforça a tática do ódio religioso. O oportunismo político divide a Igreja e vira caso de polícia Alan Rodrigues e Bruna Cavalcanti - "IstoÉ"
"Eu gostaria de chamar a atenção para este papel que estão distribuindo na igreja. Acusam a candidata do PT, em nome da Igreja. Não é verdade. Isso não é jeito de fazer política. A Igreja não está autorizando essas coisas. Isso não é postura de cristão." Cara a cara com José Serra e sua equipe de campanha, frei Francisco Gonçalves de Souza passou-lhes um pito. O religioso comandava a missa em homenagem a São Francisco, no sábado 16, em Canindé, no sertão cearense. Meia hora após o início do culto, Serra tinha chegado à basílica, onde se espremiam cerca de 30 mil devotos, atraídos à cidade para uma tradicional romaria. O candidato tucano, acompanhado do senador Tasso Jereissati e de outros correligionários, estava em campanha. Em tese, aquele seria um palanque perfeito para alguém que, como Serra, tem peregrinado por templos religiosos se anunciando como um cristão fervoroso. Enquanto ele assistia à missa, barulhentos cabos eleitorais distribuíam panfletos.
Os papéis acusavam Dilma Rousseff de defender "terroristas", o "aborto" e a "corrupção". Frei Francisco resolveu reagir ao circo e, então, o que era para ser uma peça publicitária do PSDB transformou-se num enorme vexame. Sob aplausos dos fiéis, o franciscano pediu que Serra e Jereissatti não atrapalhassem a cerimônia e que se retirassem, se não estavam ali para rezar. Jereissatti, descontrolado, passou a gritar que o padre era um petista e tentou subir no altar. As cenas gravadas pelas equipes de tevê de Serra jamais seriam usadas na campanha. A saia-justa em Canindé foi apenas o primeiro sinal de que a estratégia tucana de apelar a preconceitos religiosos e difamação estava começando a dar errado. Um dia depois, no domingo 17, no bairro do Cambuci, região central de São Paulo, a Polícia Federal apreendia dois milhões de panfletos anti-Dilma numa gráfica pertencente à irmã e ao sobrinho de Sérgio Kobayashi, um dos mais influentes coordenadores da campanha do PSDB. A partir daí, pouco a pouco, vinha a público a armação de uma guerra suja comandada pela central de boatos instalada no comitê central de Serra. É a maior campanha de mentiras já montada em uma eleição. Os panfletos apreendidos evidenciavam que os tucanos montaram um bureau especializado em divulgar difamações, reunindo profissionais da mentira com a tarefa de espalharem boatos envolvendo principalmente sexo e aborto. Leia mais na "IstoÉ" online, clicando aqui... Ou compre a revistas nas bancas para conferir a matéria completa.
O que acontece por aí...
Justiça torpe, cretina e injusta
Justiça que pune servidor estagiário e deixa impune preconceituoso e grosseiro presidente do STJ. Justiça desmoralizada, trágica e cômica, que liberta sequestradores no Dia da Criança, mesmo sem os dois bandidos terem filhos ou esposas no Brasil. Justiça farsante e indigna que deixa em liberdade assassino confesso e declarado como Pimenta Neves. Tenho ânsia de vômito!
Jobim não fede nem cheira
É completamente irrelevante o fato do ministro Nelson Jobim se declarar amigo de infãncia de Serra e, portanto, prefere ficar quieto, embora seja do PMDB, partido que apoia Dilma. O apoio de Jobim seria zero a esquerda e a direita para ambos os candidatos. Jobim não fede nem cheira. Nem Lula pediu a opinião dele. Muito menos mandou ele entrar em campo.
Quatro broncas inteligentes
Destaco 4 broncas inteligentes no Cláudio Humberto . Pessoalmente assinaria todas elas. A do Carlos Esteves, repudiando a covardia que a "justiça" brasileira faz com Hélio Fernandes, a do Edison Becker Filho, indagando se Serra é burro ou mal assessorado (acredito que sofra das duas coisas), a do Curt Nees, se referindo a colossal bobagem do médico bobineiro do Serra e, por fim, a bronca do Abelardo Montenegro Netto, sublinhando para beócios de plantão que Cláudio Humberto faz bom jornalismo. Doa a quem doer.
A maldição Agaciel
Agaciel eleito e muito bem eleito por um pequeno partido coligado com o PT. Beócios, hipócritas e oportunistas perdem tempo. Não fritarão nem farão Agaciel de boi de piranha de seus erros outra vez. Mais. Todos os algozes, “puros e isentos” senadores que insultaram e acusaram Agacial, não foram eleitos nem reeleitos. É a maldição Agaciel agindo. Quem for podre que se quebre.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Panorama Político desmascara Serra
Dilma em ascensão, Serra, em queda na reta final
Na última pesquisa Dilma aparecia com 47%, enquanto Serra tinha 41% dos votos totais
iG São Paulo
A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta mostrou que a canditada do PT Dilma Rousseff tem 50% das intenções de votos contra 40% do tucano José Serra, quando contabilizados os votos totais. Brancos, nulos ou nenhum registraram 4% e os indecisos 6%. Quando apurados os votos válidos (excluídos indecisos, nulos e brancos), a candidata do PT tem 56% contra 44% do candidato do PSDB. Em relação a última pesquisa divulgada na semana passada a candidata Dilma tinha 54% e Serra 46%. A pesquisa praticamente repete a última rodada do Vox Populi/iG, que deu 51% das intenções de voto para Dilma Rousseff e 39% para José Serra. Quando a pesquisa Vox Populi foi divulgada, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, desferiu acusações contra o instituto. Há uma certa expectativa em torno do que o tucano vai dizer agora. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.536/2010. O Datafolha entrevistou 4.037 pessoas em 243 cidades. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Veja também:
Unidos pelo povo de Alagoas e por Dilma presidente
A união de Collor e Calheiros foi comemorada por Lessa em seu discurso. "Estamos juntos para derrotar este governo que está aí", disse o candidato, que disputa o segundo turno com o governador Teotônio Vilela (PSDB). Não faltaram também, no discuso dos três, pedidos de votos para a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. “O Lula deu toda a demonstração da diferença do atual quadro econômico do país em relação ao passado e Alagoas precisa entrar no ritmo do desenvolvimento. Ronaldo é Dilma são a garantia de que vamos ter um Estado melhor”, falou Calheiros. Em sua participação, Collor aumentou o tom das críticas contra o governo tucano no Estado. "Esse governador além de preguiçoso, também é mentiroso, porque a maioria das obras que ele anuncia como sua, na verdade não teriam chegado aqui sem o empenho do senador Renan Calheiros, da bancada federal. As placas espalhadas pelo Estado dizem que são obras do governo do Alagoas, mas são todas com recursos do governo federal", argumentou. Ele também disse que o que o uniu a Calheiros e Lessa foi o fato de todos estarem na base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.