sexta-feira, 30 de abril de 2010
Nova revista registra audiências públicas das comissões do Senado
Picardias femininas ajudam
Excelente e oportuna a análise da colunista Hildegard Angel sobre a candidata Dilma Rousseff(Caderno B página B5 do dia 30.04). Fortalecendo os argumentos de Hilde, lembro que há mais de um ano, quando foi eleito presidente da Comissão de Infraestrutura e Serviços do Senado, o ex-presidente Fernando Collor ficou encantado quando conheceu e conversou com a então ministra chefe da Casa Civil da Presidência da República. Collor acha Dilma sincera, firme, competente, determinada e conhecedora do Brasil e seus graves problemas. Como frisou Hildegard, também creio que as virtudes do candidato José Serra não são exclusividades dele. Ao contrário de Serra, Dilma é caloura em campanha eleitoral, mas tem méritos, sensibilidade e qualidades para continuar crescendo na disputa presidencial. Só precisa ter mais mulheres na sua equipe. Uma boa sacudidela de emoções, manhas e picardias femininas farão bem a candidata do PT.
Álvaro Dias denuncia cobrança irregular por associações de moradores
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) apelou aos juízes de Primeira Instância para que sigam a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e não permitam que associações de moradores cobrem taxas de condomínio de famílias que vivem em loteamentos urbanos e que não queiram contribuir. O senador disse que há casos de moradores ameaçados até de perder suas residências, com base em penhoras judiciais, porque não aceitam pagar taxas cobradas por melhorias, segurança, urbanização e outras “benfeitorias” feitas à sua revelia.Leia mais...
Procurador quer aparecer
O Procurador-Geral da República, Roberto não sei de quê, quer aparecer à custa de Brasília. Insiste feito maluco e demagogo na intervenção federal que, seguramente, não virá. O gorducho é mais um que pelo visto adora holofotes fáceis. Deveria procurar coisa mais importante para fazer. Fala como se fosse mestre das leis e dono da verdade. Francamente! Pessoinhas como o procurador deveriam respeitar o governador eleito, dentro dos rigores da lei. Certa ou errada, mas é a lei em vigor.
Escárnio contra a Nação

Infraero atrapalha Pólo Industrial de Manaus

O atraso na liberação de cargas pela Infraero já afeta o desempenho do Pólo Industrial de Manaus para o Dia das Mães. A preocupação se estende para a Copa do Mundo deste ano, porque o que não for produzido até 15 de maio representará mais prejuízos para as empresas. O alerta é do vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas, Wilson Périco, salientando que as perdas já passam de 50 milhões de dólares.
Indignação...
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Hildeberto Aleluia
Ao Estado Tudo? Menos
Agência Rio de Notícias
Sempre tive medo do Estado. Nunca confiei no Estado. Sou contra à idéia do Estado forte atuando como agente econômico na ponta do mercado. Não chego a ser um neo-liberal, na concepção clássica onde se consagra o principio de ao mercado tudo. Não, nesse assunto sou coluna do meio, ou flex , isso para não dizer que cada caso é um caso. Mas vamos à história:
Dia desses, eu via TV, um jornal. E lá o vice-presidente da Republica, o ínclito mineiro José Alencar, mais admirado por sua convivência com a doença que por qualquer outras de suas múltiplas virtudes, recomendava a todos os brasileiros fazerem o exame de pet, que segundo ele, detectava câncer. Como ele mandou todos os brasileiros realizarem o exame eu imaginei que o SUS fizesse. Fui saber o que era isso. Meu medico recomendou que o fizesse, não só pelo meu histórico genético familiar e também pela idade.
Trata-se de um exame de última geração chamado PET CT. É coberto por poucos planos de saúde e custa em torno de 4 mil reais. Realmente é uma maravilha da tecnologia. Ele varre seu corpo por inteiro e dá ao médico uma visão profunda, permitindo um diagnóstico preciso de suas células, além de uma avaliação adequada de sua qualidade de vida agora e no futuro. Trata-se de um exame com tecnologia nuclear em todas as suas etapas. Para realizá-lo é necessário a ingestão de uma substância chamada FDG 18 F que é produzida,diariamente,no Fundão pelo Instituto de Energia Nuclear (IEN), da Comissão Nacional de Energia Nuclear, (CNEN), órgãos estatais pertencentes ao Ministério da Ciência e da Tecnologia. Essas substâncias são importadas e o manejo e venda é monopólio do Estado. Nas instruções de procedimentos para realização do exame, fornecidas pelo laboratório tem uma advertência ressaltando que “ocasionalmente pode haver um atraso,ou outro imprevisto na entrega do material. Delicada forma de avisar que o atraso e imprevistos acontecem sempre. Neste caso tentaremos entrar em contato com o paciente o quanto antes para que os horários dos exames possam ser adaptados”. Explicações dignas do preço cobrado. Mais embaixo havia uma outra dizendo que após a encomenda do material o exame não pode ser desmarcado. Ou seja, se você não puder ir vai perder a grana.
Em jejum, às 10 horas da manhã,quando me preparava para sair de casa o celular me avisa através de uma voz ansiosa que o exame atrasaria e que eu retardasse minha chegada em mais uma hora. Houvera um problema no fundão e o IEN atrasara a entrega da substancia. Próximo das 11 horas outro telefonema com desculpas e mais um atraso de uma hora.Mas eu já estava no hospital e já tinha levantado o telefone do tal IEN e nome dos responsáveis pelo processo. Liguei, disse que eu era medico responsável do Samaritano, onde eu estava, e a atendente, sem papas na língua entregou tudo:
- pois é doutor, o senhor já sabe como é isso aqui. De novo o fulano não veio trabalhar, o chefe dele está viajando e a turma aqui só chegou pela manhã e por isso a substância não foi feita de madrugada, na hora devida.
Ali, no quarto andar do hospital Samaritano, tido como a catedral médica do Rio, eu e mais 4 pacientes, em jejum desde o dia anterior, pacientemente aguardávamos que os agentes do Estado brasileiro, num setor monopolista, se mobilizassem para cumprir a tarefa como se estivéssemos em Cuba ou na extinta União Soviética. Descobri também que a pratica faltosa é comum. Descobri que a substância é importada do Canadá onde o exame custa metade do preço e os funcionários responsáveis pelo manuseio não faltam ao trabalho. Existe coisa pior, pensei.
Será no dia em que o funcionário faltoso errar na mistura. Conformei-me.
Não contente fui em busca de uma fonte qualificada do setor. Disse-me ele que o conjunto de atividades da área nuclear que hoje estão sob a égide do Ministério da Ciência e Tecnologia vegeta, com níveis mínimos de sobrevivência. Ele quer dizer com isso que o Estado apenas paga os salários mas não existem recursos para pesquisas e outras atividades e sentencia:
-o IEN, juntamente com o IPEN de São Paulo e o CDTN de Belo Horizonte, além de outros Institutos como o de Radiometria e Dosimetria e o Centro Agrícola de pesquisas Nucleares são órgãos desconhecidos da sociedade no que diz respeito ao que fazem e porque fazem. o IPEN como está na USP é um pouco melhor.
Na visão de minha fonte, esses pequenos problemas aqui citados, aliados a outros, bem maiores são os indicadores de que está na hora de rever o monopólio no setor.
Hildeberto Aleluia é jornalista
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
O "Pré-Sal" e o futuro do Brasil
RENAN CALHEIROS (*) O Senado Federal decidirá, em breve, sobre quatro propostas que carregam um futuro mais próspero para todos os brasileiros. Trata-se de uma jazida gigantesca de petróleo – 149 mil quilômetros quadrados – localizada no mar a 8 mil metros de profundidade, abaixo da camada de sal. A riqueza é tão impressionante que seremos um dos maiores produtores mundiais de petróleo e um gigante na exportação de gasolina, diesel e outros derivados.
Para reverter esta riqueza em prol do desenvolvimento do País, o governo decidiu fortalecer a Petrobras, criar a Petrosal para fiscalizar e instituir um fundo para o desenvolvimento da educação, ciência, erradicação da pobreza e conservação do meio ambiente. Dos quatro projetos o mais inovador é o que modifica o modelo de exploração do petróleo.
O antigo modelo – concessão – está sendo substituído pelo sistema de partilha. Com as novas regras teremos maior lucro sobre a riqueza e controle estratégico da produção. O baixo risco na exploração e alta rentabilidade é a fórmula que concede ao País maior lucratividade, autonomia estratégica e capacidade de gerenciamento da produção e da comercialização.
No sistema de partilha o Estado assegura o acesso à riqueza e deixa de transferir toda a propriedade do óleo para empresas privadas. Serão contratos específicos por áreas determinadas. Vence a licitação quem oferecer a maior parcela de lucro para o Estado. A descoberta, bem administrada, assegura milhões de empregos, renda, investimentos e crescimento das indústrias naval e petroquímica.
O petróleo é de todos – e o Senado, que é a casa da Federação – encontrará uma solução justa, equilibrada e que não provoque conflitos entres os estados brasileiros. Como homens públicos não devemos nos conduzir como proprietários da riqueza, no máximo seremos seus protetores e como tal devemos fazer o nosso melhor.
Meu objetivo inafastável, como relator do marco regulatório da exploração, é colaborar para preservar a federação e manter sua integridade. Esta relatoria difere das demais. Além da responsabilidade histórica ela terá de ser coletivizada. Todas as boas idéias para distribuir a riqueza equanimemente e sem estremecimento da Federação serão muito bem vindas. Sei que o Senado Federal – já testado em outros desafios – encontrará o caminho para que nossa solução não se transforme em maldição.
(*) Senador, líder do PMDB e relator do marco regulatório da exploração do pré-sal.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Ciro exagera

Creio que Ciro Gomes exagera nos desabafos, criticas e insultos. Conviveu tanto com o PMDB, sobretudo quando foi governador e ministro, mas só agora descobriu que o partido é "comandado por bandidos". Na mesma linha insensata, beirando a neurose, há dias elogiou Serra, agora, decidiu lançar dardos no candidato do PSDB. Até que Ciro Gomes estava jogando bem na sua cruzada de pré-candidato á sucessão de Lula. Parece que perdeu o rumo com si próprio. Faz acusações graves e injustas. Muitos podem pensar que trata-se apenas de mais um teatrinho político, envolvendo Ciro, o PT, Lula e Dilma, para confundir os adversários e desafetos. Ciro é um jovem e talentoso homem público que não precisa, a meu ver, usar munições sórdidas para tentar explicar ou justificar seus passos, derrotas ou vitórias. Acaba, assim, caindo na vala do descrédito. Atitudes incoerentes como as de Ciro Gomes é que levam, lamentavelmente, muitos eleitores a deixar de votar. Argumentam que preferem não perder tempo nas filas para votar em irresponsáveis, demagogos, mentirosos, etc. Perdem a democracia e cada vez mais a classe política.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Rosso cumprirá sua missão
Que os mais céticos recolham os trilhos do ódio, do rancor e da intolerância: O jovem Rogério Rosso governará Brasília com altivez, firmeza, competência e, sobretudo, espírito público e decência. Não lhe falta talento e determinação visando o interesse coletivo.
Sarney: 80 anos de idade, 55 dedicados à vida pública
Jean-Paul Sartre
Não se sabe se Sartre, filósofo, escritor, ateu, conheceu o também intelectual e político maranhense, José Sarney, católico fervoroso, místico assumido, acadêmico da Academia Brasileira de Letras (desde 1981) e da Academia das Ciências de Lisboa. Mas bem poderia ter se inspirado no autor de “Marimbondos de Fogo” para criar o que definia em sua filosofia existencialista como os “homens autênticos”, aqueles que sabem assumir posições, que conseguem dar sentido às suas existências, principalmente quando as adversidades da vida (“o que fazem dele”) assim o exigem. Sartre diferenciava esta espécie de homens daqueles que não tomam posição, não assumem responsabilidades, os “inautênticos”. Estes, segundo o pensador francês, diante dos vários caminhos que a vida proporciona, ao terem que enfrentar a “angústia inexorável da escolha”, experimentam “o peso da liberdade”, se sentem no vazio e encolhem, aninhando-se no que chamava de “má fé”.
Sarney se mostrou um paradigma do primeiro tipo, os homens autênticos de “boa fé”, quando, diante da trágica morte de Tancredo, foi alçado à Presidência num contexto extremamente adverso e delicado de transição política e profunda crise econômica. Mas, não se encolheu. Tomou posição, assumiu responsabilidades, cumprindo todos os compromissos da Aliança Democrática. E a missão não foi nada fácil. Além dos profundos problemas políticos e econômicos que herdara, a imprensa, amordaçada por anos e se aproveitando da natural frustração das massas, em decorrência da morte do Presidente eleito, durante toda a “Nova República” não deu tréguas. Constantemente se tentou abstrair o papel de Sarney da complexa e delicada negociação com vistas à eleição do governador mineiro. Na verdade, a imagem que tentaram fazer dele não foi nada honesta. Não havia qualquer clima favorável ou mesmo compreensão, por parte da mídia, para a necessidade, pelo menos, de se dar tempo para se construir a governabilidade. E o seu próprio partido, o PMDB, acabou por abandoná-lo nas horas decisivas.
Mas, lastreado pela sua história de vida, conseguiu cumprir à risca – e foi até além – tudo que Tancredo dizia que iria fazer. A convocação da Constituinte e a legalização dos partidos clandestinos, por exemplo, não estavam nas cogitações de Tancredo. Sarney foi muito além. Conseguiu fazer a reforma do Estado, com a extinção da conta-movimento do Banco do Brasil, a unificação do orçamento da União, a criação do SIAFI, da Secretaria do Tesouro. Ao final, seu governo teve um resultado que, visto com os olhos de hoje, é surpreendente: crescimento e pleno emprego. O PIB per capita em dólares dobrou, chegando a US$ 2.923 (em 2004 estava em US$ 2.789), o desemprego foi o menor de nossa História (2,36%). O país era a 7ª potência industrial do mundo. Havia 67 bilhões de dólares de saldo comercial (contra um déficit de 8 bilhões de dólares no período de 1995/2002). O PIB passou de 189 para 415 bilhões de dólares, e a dívida externa caiu de 54% para 28% do PIB. A produção de petróleo passou de 2,7 para 8 bilhões de barris. A safra agrícola passou de 50 para 60 milhões de toneladas de grãos. No setor elétrico, a produção aumentou em 24,1%, o número de consumidores em 22,3%; foram investidos 29 bilhões de dólares. O déficit primário de 2,58% do PIB foi transformado em superávit de 0,8%. Em 1990, Sarney entregou ao seu sucessor — eleito em eleição direta e completamente livre — um país renovado. Transformado nos planos econômico, social e político. Cumpriu-se, assim, o compromisso de Tancredo: o Brasil tornou-se uma grande democracia e a questão social foi colocada na agenda política, com o “Tudo pelo Social”, com o seguro-desemprego, o programa do leite para as crianças, o reconhecimento das centrais sindicais, o vale-transporte, a central de medicamentos, as delegacias da mulher, a Fundação Palmares, etc.
Hoje, às vésperas de seu aniversário de 80 anos, Sarney está feliz feito criança. E bastante disposto. Vem recebendo elogios importantes pelo andamento das reformas do Senado, depois de um período de crise da instituição. Reconhecimento é sempre uma coisa importante. Não só dos aliados, como Lula e Dilma, mas também daqueles que, há bem pouco tempo, eram críticos contundentes, como o senador Pedro Simon que, em discurso, elogiou as ações que vêm sendo implementadas por Sarney para melhorar a Casa.
O presidente tem dito aos amigos que, depois do que aconteceu no meio do ano passado, o Senado está bem melhor. Acha que, por mais contraditório que possa parecer, a crise do Senado e todas as dificuldades enfrentadas, acabaram por lhe dar mais força para levar avante as mudanças necessárias. Mudanças que, faz questão de lembrar, já estavam em seu programa de ação em fevereiro de 2009, quando foi convocado pelo partido a concorrer à Presidência da Casa. Como democrata e jornalista que é, avalia que, apesar dos exageros, dos ataques pessoais e dos desgastes sofridos, “sem as pressões da mídia não teria conseguido avançar tanto”. Acha que o sacrifício valeu a pena. Lembrando seu tempo na Presidência da República, comentou: “Na época também sofri grande pressão, foi muito desgastante. Pressão faz parte da democracia que ajudei a construir. Ataques vinham de todos os lados. Tive que administrar, com sacrifício pessoal, todos os conflitos com muita paciência; tive que aquentar ataques a mim e a minha família, tive que suportar acusações falsas e intrigas. A imprensa não dava trégua”. Perguntado sobre se essa situação não lhe incomodava, foi taxativo: “Eu jamais movi uma palha para calar a imprensa. Tinha, como tenho hoje, a convicção de que era justamente a total liberdade, tanto tempo sufocada, que iria me ajudar”.
E justamente sobre “sacrifícios”, brincou, como sempre, lembrando o padre Antônio Vieira, que falando sobre o projeto divino que nos chega pelo grito dos necessitados e sacrificados, ensinava: "... não há lume de profecia mais certo no mundo que consultar as entranhas dos homens. E de todo homem? Não. Dos sacrificados. Se quereis profetizar o futuro, consultai as entranhas dos que se sacrificam e dos que se sacrificam para diminuir o sacrifício dos outros". É este o estado de espírito do presidente Sarney hoje. Um homem autêntico, com sua eterna fé na conciliação política, realizado pela sua longa carreira pública como governador, deputado e senador pelo Maranhão, presidente da República, senador do Amapá por três mandatos consecutivos, presidente do Senado Federal por três vezes. Tudo isso, sempre eleito. Parabéns, presidente Sarney! E obrigado!
Said Barbosa Dib, historiador, analista político e, com muito orgulho, assessor de imprensa do senador Sarney
De olho no que acontece...
Beleza. Comovente
O povo pulou, cantou, gritou, chorou, bebeu, beijou e vibrou. Pena que a ressaca dos problemas volta ao cenário da brutal e severa realidade. A luta pelo emprego, a correria pelos ônibus ruins, a dificuldade para se estacionar, a precariedade cada vez mais acentuada dos postos de saúde e hospitais. As ruas sujas, a insegurança aumentando, o trânsito dominado por moleques, imprudentes e irresponsáveis. Brasília faz 50 anos mas tornou-se uma cidade igual as outras em problemas, defeitos, vícios e dificuldades. O povo não come concreto com arroz nem pôr-do-sol com feijão nem brinquedos para crianças nas quadras com pão e manteiga. Brasília é a capital da balela e da falácia. Paraíso dos poetas medíocres e obscuros cientistas políticos. Brasília é, hoje, apenas um retrato negro na parede.
Lula é mesmo do ramo
Dilma tem razão, fez boa auto-critica, elogiando Lula. Mas que Dilma trate logo de aprender as boas lições do mestre dela. A verdade tem que ser dita, doa a quem doer´. Vou apenas reiterar o que já disse muitas vezes: Lula é bom de palanque, um monstro falando em campanha. Sensibiliza o povão. Lula é bom de papo, cativante, tem sensibilidade diante dos problemas brasileiros. Um operário semi-analfabeto que lutou, que abriu seus caminhos com suas próprias virtudes e defeitos e chega a Presidente da República, em jogo de letrados e experientes profissionais, é porque, realmente, tem qualidades. E Lula cresce. Falando tolices ou não. Lula tem uma química com o povão realmente fantástica.
Respeitado por Ceilândia
Rogério Rosso é jovem talentoso e profissional que se destacou onde trabalhou. Começou diretor da Fiat, em Belo Horizonte. É correto e trabalhador. Rosso foi lançado na política realmente por Roriz. Mas isso não desabona seu currículo em nada. Não se pode generalizar indicações ou apadrinhamentos. Rogério já é suplente de deputado federal. Tem bom relacionamento com todos, inclusive com a imprensa. Bem casado, sogro forte empresário, bom filho, conheço de perto e há muitos anos os pais dele. Rogério até então era administrador da Ceilândia, onde fazia bom trabalho e respeitado por toda aquela imensa comunidade.
Boa escolha
Ana Dubeux foi competente, merecida e feliz escolha para integrar o Condominio Acionário dos Diários Associados. As mulheres estão com tudo. Ana abre precioso espaço para as boas profissionais.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Collor soube ouvir os conselhos de quem realmente conhece do assunto: João Havelange
Embora protótipos mal feitos de repórteres da Agência Senado, por algum motivo desconhecido, tenham dado cobertura exclusiva ao presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Arthur Nuzmann, o grande destaque do debate no Senado, sobre a participação do Brasil em grandes eventos, foi realmente do experiente João Havelange. Com 94 anos, extremamente lúcido, consciente de sua história e sempre propositivo ao extremo, fechou com chave de ouro a audiência pública na Comissão de Infra-estrutura (CI) do Senado sobre a necessidade de formação e capacitação da mão-de-obra nas cidades que sediarão os três principais eventos marcados para o Brasil nos próximos anos: a Copa do Mundo de 2014, a Olimpíada de 2016 e a Conferência Rio +20, a ser realizada em 2012.. A atuação profissional do ex-presidente da FIFA e da CBF - para quem os Jogos Olímpicos de 2016 podem se tornar um elemento valioso e proveitoso para o desenvolvimento do Brasil - foi saudada pelo presidente Fernando Collor e pelos senadores Francisco Dornelles (PP-RJ), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Inácio Arruda (PCdoB-CE). Em sua exposição, Havelange destacou ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em prol da realização dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, além do empenho de Carlos Nuzmann.- A Copa do Mundo antigamente estava entre a Europa e a América do Sul. Consegui modificar e hoje ela vai a todos os continentes, tanto é que está indo à África. Os jogos olímpicos no Rio de Janeiro serão inesquecíveis - garantiu.

segunda-feira, 19 de abril de 2010
Renan Calheiros defende fundo para uniformizar salários de policiais e bombeiros
O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), defendeu nesta segunda-feira (19) a criação de um fundo da União para uniformizar os salários de policiais e bombeiros e, assim, viabilizar o piso nacional para a categoria.Em pronunciamento no Plenário, o senador afirmou que a proposta originária do Senado (PEC 41/08) criou o piso, mas transferiu para uma lei federal a fixação dos valores. Para não prejudicar as finanças dos estados e da União, o Senado aprovou, na mesma PEC, a criação de um fundo para complementar as diferenças salariais de forma gradual. O senador observou que há estados que não necessitam de complementação, como Sergipe, que já paga salário de R$ 3.200 para seus policiais. A proposta aprovada pelos senadores foi considerada equilibrada por Renan, mas na Câmara dos Deputados uma emenda aglutinativa à PEC 446/09 (número atribuído naquela Casa à PEC 41/08) fixou valores para o piso. O senador alertou os parlamentares e os próprios beneficiários do piso quanto às consequências dessa decisão.
- Quantificar salários na Constituição, ainda que nas disposições transitórias, é congelar esses salários. Ao se fixar um valor, a simples reposição da inflação, a cada ano, vai exigir uma nova PEC, que, sabemos, tem uma tramitação verdadeiramente complexa - afirmou.
Padrão mínimo
Renan Calheiros disse que, quando apresentou a PEC 41/08, a intenção era inserir na Constituição um mecanismo que garantisse um padrão mínimo nacional de remuneração para esses profissionais cuja importância para o Estado e para a sociedade considerou inquestionável.
- Os servidores policiais desempenham a mais típica das funções de Estado, que é a de cuidar da segurança das pessoas, da segurança das relações sociais, e isso é condição sem a qual não podemos jamais falar em democracia e liberdades individuais e públicas. Por exercerem atividades típicas de Estado, os policiais merecem amparo de mecanismos constitucionais, como o que foi aprovado aqui no Senado Federal.
Peleguismo
O senador denuncia tentativas de politizar a questão e de prolongar o debate sobre o assunto. Segundo ele, "há interesses menores e sombras de 'peleguismo' rondando a proposta". Alguns segmentos, conforme denunciou, "querem faturar politicamente em cima da PEC e estão se lixando se ela vai se tornar realidade ou não; querem só o discurso de campanha". Renan Calheiros disse que a proposta precisa ser votada imediatamente, porque, a seu ver, significa "um importante passo no capítulo da segurança pública no Brasil".
Da Redação / Agência Senado
Havelange fala hoje no Senado sobre a Copa e a Olimpíada
Vicente Limongi Netto: Helio, você antecipou e agora confirmou: o presidente de Honra da Fifa, João Havelange, falará hoje, segunda-feira, na Comissão de Infraestrutura do Senado, presidida pelo senador Collor. A partir das 6 da tarde, depoimento sobre a Copa de 2014, Olimpíada de 2016 e Rio-20, em 2012.
Comentário de Helio Fernandes: Essa Comissão de Infraestrutura do Senado, apresenta sempre grandes personagens e assuntos. Há dias, assisti por mais um hora, um engenheiro comparar: “O Trem-Bala Rio-São Paulo já está com orçamento de 56 bilhões de reais, e a propaganda é muito grande”. Fez considerações e concluiu: “Enquanto isso, a indispensável ligação Norte/Sul, há anos paralisada e IMPORTANTÍSSIMA PARA O PAÍS, tem orçamento de 26 bilhões, não sai do papel, isso é uma iniquidade”. Espero que o ex-presidente da Fifa por 24 anos e o mais antigo membro do Comitê Olímpico Internacional, esclareça tudo sobre os dois grandes acontecimentos.
O monstro não devia ter é nascido...
Quem matou o maníaco de Luziânia, que assassinou 6 adolescentes, fez um bem enorme a humanidade. Se realmente o monstro pedófilo se matou, pelo menos fez uma boa ação na sua melancólica existência, antes de ir para o inferno.
sábado, 17 de abril de 2010
Posturas cretinas
O Juiz que libertou o maníaco de Luziânia garante que hoje faria tudo de novo. Magistrado arrogante. Deveria juntar suas forças para lutar por leis mais severas para bandidos e assassinos. Deixar a bazófia, a acomodação e a hipocrisia
Comentário do jornalista Jorge Martins:
Amigo Limongi. Concordo em gênero e número com a sua opinião. Esse juiz é por demais prepotente. Quem erra deve saber reconhecer seus erros e, se necessário for,pedir desculpas.O besteirol que ele detonou não é digno nem do Febeapá. Havia, sim, laudo contrário à libertação do monstrengo. Soltam os caras de enxurrada, l00, 300, e assim por diante. E dá nisso. E no caso dele, nem sei se isso aconteceu, se a libertação deu-se apenas para o cara.E m Brasília é a sexta vez que isso ocorre, de soltarem a besta e ela matar e estuprar horas após. Tô contigo. Jorge Martins
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Hoje a UnB é decadente
Collor quer experiência de Havelange no debate sobre Copa e Olimpíada no Brasil
O presidente de Honra da Fifa, João Havelange, é um dos convidados para falar, segunda-feira, 19, na Comissão de Infraestrutura do Senado. O assunto: as demandas das cidades que sediarão a Rio+20, em 2012, a Copa do mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, dentro da programação de audiências públicas sobre "Desafios Estratégicos Setoriais". Também estarão presentes o ministro do Turismo, Luiz Barreto, e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzmann

