O senador Ricardo Ferraço, indicado para relator da sabatina de Rodrigo Janot na CCJ do Senado, bem antes da hora manifesta sua ardente e profunda admiração pelo atual procurador-geral da República. Ferraço fez questão de vazar seletivamente seu voto, em busca também, claro, de seus 15 minutos de fama. Mas não pense Ferraço que apenas por achar Janot um homem maravilhoso , impecável, sem arestas, que poderia até ser candidato à Papa, que vai facilmente convencer os demais senadores para que Janot seja reconduzido ao cargo sem dificuldades. Deixando de lado seu encantamento por Janot, o relator Ferraço bem que poderia apertar um pouco Janot, para ver se o bom homem finalmente responde as dezenas de denúncias do senador Fernando Collor feitas em diversos discursos no plenário da Câmara Alta. Seria, então, a meu ver, boa oportunidade para Janot mostrar-se realmente isento, firme, atencioso e magistrado do primeiro time. E, se for o caso, de fato ser o cidadão talhado como o anunciado no cartaz que o próprio Janot em espasmos de súbita glória ostentou no peito: "Janot, a salvação do Brasil". Caso contrário Janot será pelo resto da vida apenas aquilo que Collor murmurou em discurso.
sábado, 15 de agosto de 2015
Injustiça com Collor
Creio que o diretor do Instituto Data popular, Renato Meirelles (14/8) , foi demasiadamente injusto com o ex-presidente Collor chamando-o de "aventureiro". Pelo raciocinio equivocado de Meirelles, os 35 milhões de eleitores que consagraram Collor nas urnas também seriam aventureiros. No pouco tempo que ocupou a chefia da nação, Collor seguramente acertou bastante: foi na sua administração que nasceram o Código de Defesa do Consumidor, e o Instituto da Criança e do Adolescente. Collor diminuiu a quantidade de ministérios, reduziu a frota de carros oficiais e vendeu as mansões na chamada Península dos Ministros. Apeado da presidência, Collor hoje é senador no segundo mandato e foi inocentado em dois julgamentos pelo STF de todas as torpes acusações de seus detratores.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Dunga é um brincalhão
O técnico Dunga é um brincalhão ou pegou dengue: convocar Hulk e Kaká e deixar Ganso de fora é um colossal disparate. Lamentável que prossiga a incrível má vontade de Dunga com o cerebral meia do São Paulo. Azar da Seleção brasileira.
A CPI do Kfoury e do Romário
O deslumbrado e pretensioso Juca Kfoury já comprou terno novo para vociferar sandices na CPI do futebol. Como rebotalho maior da crônica esportiva, Kfoury pensa (perdão, foi mal) que vai cativar os senadores com sua cansativa e manjada arenga de pantomimas. Kfoury vai disputar com o senador Romário o troféu do maior ressentido da CPI. Por sua vez o calejado senador Romero Jucá, relator da CPI já avisou aos açodados e magoados que os trabalhos serão realizados com isenção e responsabilidade. CPI não pode nem deve servir de pasto para saciar o apetite de carrascos e juizes de meia tigela, como Kfoury e seu mais novo cupincha, Romário. Sob pena da iniciativa nascer desmoralizada.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
O guerreiro Collor faz 66 anos
Hoje, quarta, dia 12, Fernando Collor completa 66 anos de idade. Mantém o mesmo vigor, determinação e espírito público, trabalhando pela coletividade e retrucando com altivez e firmeza todas as denúncias levianas de oportunistas e decaidos de espirito. Collor sempre se elegeu pelo voto direto. Sofreu o diabo, mas calado, depois de arrancado da Presidência da República por um infame impeachment. Reviraram até as vísceras do ex-presidente. Encontraram um fiat Elba que servia os empregados da Casa da Dinda. Foi o pretexto dos puros de araque e santos de pau ôco para violentar a constituição e apear da Chefia da Nação um um jovem idealista eleito com mais de 35 milhões de votos. Os calhordas usaram como escudo os ingênuos "caras pintadas". Os anos passaram e Collor voltou à politica como senador, já cumprindo o segundo mandato. É o único homem público inocentado em dois julgamentos pelo STF. As pessoas inteligentes, e graças a Deus são muitas, acabam gostando, admirando e respeitando a postura corajosa, sincera, autêntica e isenta de Collor.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Lição da Ombudsman
Excelente, oportuna e certeira a análise da Ombudsman da Folha São Paulo, Vera Guimarães Martins(9/8), enfatizando que cada vez aumentam a responsabilidade e a isenção do repórter e do veículo na apuração dos fatos. Vera também acentuou que lamentavelmente algunsjornalistas confiam demais em suas fontes, esquecem que muitas vezes são usados e enganados por elas. Quando caem em si, não tem como mais evitar o estrago e a vergonha. Como vez a "Veja", publicando irresponsavelmente que Romário mantinha conta bancária no exterior.
Santo Janot
Tudo bem que o procurador-geral da República aperte os corruptos. Mas que tire a fantasia de dono da verdade e trabalhe com isenção, com seriedade e responsabilidade. Sem apelar para cretinos vazamentos seletivos ou denunciando pessoas apenas por vingança e com base em ilações e suposições.
Coluna do Limongi no Diário do Poder
Parte superior do
formulário
VICENTE LIMONGI NETO
O SACRIPANTA
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, segue empavonado na
jornada de vingança contra Collor de Mello. Fantasiado de dono do monopólio da
verdade, sangra ódio pelos poros. Quando se trata de atingir e criminalizar o
senador Collor o Ministério Público não tem serenidade nem responsabilidade. Cria
sempre um ambiente hostil, uma colossal panacéia pré condenatória, onde a
palavra de notórios contraventores da lei serve para abrir inquéritos, sem que
Collor tenha a oportunidade de esclarecer os pontos levantados pelas
investigações. Trata-se, a meu ver, de decisões inseridas em processos que
visam apenas desrespeitar e desmoralizar a autoridade acusada.
Seguramente Collor deve incomodar muita gente, para que essa perseguição
doentia não tenha fim.
A propósito, aves de rapina estão falsamente indignadas porque
Collor, no recente discurso retrucando mais uma vez as canalhices de Janot e
companhia, teria murmurado um filho da puta para Janot. Ora bolas, e daí? Por
acaso Collor mentiu?
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Dilma acordou ?
Só agora Dilma acordou, saiu do pedestal, e resolveu pedir ajuda para
Renan e Cunha. Nessa linha, recordo texto sobre o assunto,
publicado no meu artigo no diário do poder de fevereiro de 2015. Portanto, há 6
meses. Não chuto, apenas analiso.
Dilma, chame urgente Cunha e Renan
Mando conselho de graça, urgente e desinteressado para a presidenta
Dilma: demita, jogue na lata do lixo, mande para o inferno, o sexteto de
notáveis de araque que a senhora insiste em manter perto de si. Timeco de
incompetentes, arrogantes e inúteis. Aloizio Mercadante é o pior deles. Não se
sabe por que, a senhora encantou-se por ele. Antipático, se julga com o rei na
barriga. Não perca mais tempo. Comece a conversar, pessoalmente, com a dupla de
políticos que têm competência para tirá-la do sufoco e do inferno astral:
deputado Eduardo Cunha e senador Renan Calheiros. Sem o apoio deles a senhora
ainda vai sofrer um bocado. Convença-se, de uma vez por todas, que a senhora
meteu-se neste oceano de enrascadas por culpa, obra e graça do seu partido, o
PT. Caia em si, presidenta Dilma e admita: trate logo de amar, com candente
paixão, Eduardo Cunha e Renan Calheiros. O congresso está em pé-de-guerra com o
Palácio do Planalto. O indócil vespeiro de marimbondos encrostado na Câmara e
no Senado só ouve e respeita Cunha e Calheiros. Dois autênticos profissionais
da política. Acorda, Dilma.
Mensagens recebidas
“Pela grandeza de Fernando Collor, acho que está sendo alvo de uma
enorme sacanagem. Mas seu diferencial é a coragem de falar ao público e
firmeza ao se defender. Um abraço Amigo.” Filipe
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Amigo Marin
“Digo, sem nenhum receio, que estou entre aquelas dezenas de
pessoas que mandou cartas para José Maria Marin, preso na Suíça. Nada acaba com
as verdadeiras amizades. Não se perdem com o tempo. São eternas e
desinteressadas. Estão acima das calúnias e intrigas. Marin é de têmpera
forte. Tem firmeza para enfrentar e vencer os momentos difíceis. A
solidariedade é importante nas horas de dor. Não se destrói fortaleza de
aço com balas de festim. Respeito as amizades dos outros, exijo que respeitem
as minhas.”
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Desagravo de Agnaldo Timóteo
“Sequer nos dão o privilégio de sabermos sobre a família Arnon de Mello,
proprietária há décadas do complexo de comunicação em Alagoas, com a vitoriosa
programação da Rede Globo. O faturamento por certo excelente sendo o ex e
brilhante Presidente figura destacada na organização. A conduta política na
Justiça está se tornando perigosa e deplorável.” Agnaldo Timóteo
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Admirador de Collor
“Achei ótimo teu artigo, amigo! Sou daqueles que acredita
que o Collor, infelizmente, perdeu a oportunidade de ser o melhor presidente do
Brasil, por culpa exclusivamente daquela louca da Zélia! Desde
então, muitos colegas seus (imprensa) não o perdoam! Ele fez grandes avanços na
própria economia, num momento crítico para o País! Tenho grande respeito
por ele! Abração do Júnior.
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Ingratidão com Havelange
Lamentável que João Havelange não tenha sido convidado para a cerimônia
"Falta um ano para as olimpíadas", com a presença da presidenta
Dilma. Deplorável esquecimento e intolerável molecagem. Nestas horas é que se
avalia a grandeza e o desprendimento das pessoas. Foi Havelange como membro
decano do Comitê Olímpico Internacional que trabalhou incansavelmente para que
o Rio de Janeiro fosse escolhido para sede das olimpíadas de 2016. Havelange
escreveu centenas de cartas, do próprio punho, para os demais membros do COI
pedindo que votassem no Rio de Janeiro. Tomara que o bom senso refresque as
cabeças dos organizadores das Olimpíadas-Rio para que tenham a educação,
gratidão e sensibilidade de convidar João Havelange para a abertura das
olimpíadas, época em que Havelange completará 100 anos de idade.
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Conflitos Urbanos
A revolução industrial trouxe a urbanização e, como consequência, o
êxodo rural. Comunidades sem infraestrutura multiplicam-se nas grandes cidades,
com ocupação desordenada de terrenos, normalmente em sítios propícios à fácil
degradação ambiental, tornando-se áreas de risco, insalubres e violentas.
O vazio do Estado é ocupado por agentes do crime que passam a ter forte
influência na população.
Sun Tzu, há 2500 anos, nos ensina: “quem chegar primeiro ao campo de
batalha e esperar a chegada do inimigo estará em posição vantajosa; quem o
atingir depois e tiver de precipitar-se para o combate, já estará em
desvantagem”.
No Rio de Janeiro, as comunidades carentes têm a especificidade de não
possuírem apartheid do ambiente, ou seja, todos convivem no mesmo espaço por
razões geográficas.
A repressão criminal, antes de atacar determinada comunidade que serve
de área de homizio aos criminosos, deve verificar as vantagens e as
desvantagens do empreendimento. Nos conflitos urbanos, as grandes baixas
ocorrem na população, e não entre os oponentes, acarretando imagem altamente
negativa das forças repressoras.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro já mostrou a estratégia que deve ser
empregada no enfrentamento à criminalidade em área urbana. Quando em 2007,
Marcelo PQD e seus comparsas foram presos. Distanciou-se da estratégia do
atrito de Carl Von Clausewitz e aproximou-se da estratégia da ação indireta,
com intenso uso de tecnologia de informação na atividade de Inteligência,
sigilo, discrição, pequeno efetivo com grupos capacitados, ágeis, motivados,
equipados e armados adequadamente.
O desequilíbrio do poder de combate nos conflitos urbanos de baixa intensidade
não se realiza com grandes efetivos e forte proteção blindada, e sim pela forma
que a Polícia Civil realizou e também muito bem articulada com a Polícia
Militar naquele ano.
O apoio da população é fundamental e imprescindível para qualquer ação repressiva
em área urbana, assim como a água está para o peixe.
Nas comunidades carentes, a grande maioria da população é constituída de
pessoas honestas e corretas, obrigadas, pelas circunstâncias, a conviverem com
marginais em ambiente de completa insegurança. Eis aí mais uma razão para o
“disque-denúncia” ser estimulado, bem remunerado e continuar com seu sigilo
amplamente garantido.
Nos conflitos urbanos, de baixa intensidade, as operações de
Inteligência são muito mais eficazes do que as ações repressivas de grande
porte. Aliás, hoje a máxima Intelligence Drives Operation está
sendo substituída por Intelligence is Operations.
É o que a História nos ensina!
DIÓGENES DANTAS FILHO- Coronel Forças Especiais/ Consultor de Segurança
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Palavras duras e verdadeiras de Wilson Périco, presidente do Centro da
Indústria do Amazonas:
"O Amazonas precisa exercer com urgência e firmeza seu
protagonismo, mobilizando as forças políticas regionais da Amazônia Ocidental,
sobretudo para brecar e impedir o confisco desses recursos de PED e das taxas
da Suframa. Está na hora de conter o veto do PPB, processo produtivo básico, frequentemente
embargado em nome de interesses obscuros com graves prejuízos ás empresas e a
economia regional. Só assim a Suframa vai recuperar a autonomia econômica e
gerencial para cumprir o que diz a lei".
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Parlapatão Kfoury
O irrecuperável Juca Kfoury, rebotalho da crônica esportiva, jogou as
patas imundas em Fernando Collor. O calhordão Kfoury não tem moral nem autoridade
para amarrar os cadarços dos sapatos de Collor. Também precisa lavar a boca
suja com creolina antes de vomitar idiotices contra José Maria Marin, Ricardo
Teixeira e Paulo Maluf. O Juquinha é um eterno recalcado sem eira nem
beira. Um miserável em busca de glórias. Um lixo ambulante. Um pobre diabo. Xô,
idiota!
Limongi é jornalista. Trabalhou no O Globo, Última Hora de Brasília e TV-Brasília. Tem matérias assinadas no O Globo, Tribuna da Imprensa, Fatos e Fotos, O Cruzeiro, Jornal de Brasília, Correio Braziliense, A Crítica, A Notícia e Jornal do Comércio de Manaus. Foi assessor de imprensa da Universidade de Brasília, da Suframa e da Confederação Nacional da Agricultura e em Brasília dos governadores Amazonino Mendes e Paulo Maluf. É sócio militante da ABI há 35 anos. Tem blog pessoal e colabora nos bloques Pedrinho Aguiar, Feichas Martins e Tribuna da Internet. É servidor aposentado do Senado Federal.
sábado, 8 de agosto de 2015
Timóteo manda recado para Aécio: “quer novas eleições? Você perdeu cara! Você e os babacas do panelaço”
“Esta é minha opinião sobre o atual momento vivido na política brasileira... Quer falar de corrupção vamos ao governo de FHC. Quem sabe achamos contas reprovadas pelo Supremo ou até vamos ver o quanto o povo brasileiro sofreu, sem estabilidade, sem voz, sem sequer oportunidades de emprego ou estudo.Sei que muito falta para o Brasil, mais também mostro que o desenvolvimento vem acontecendo e os líderes de governo trabalhando muito para isso!O Brasil é BRASIL, não é Venezuela e muito menos movido por esses baderneiros que são memória de uma derrota e parte da classe estabilizada do país...– O nosso País já não é mais endividado com empréstimos e tributos.Lula pagou tudo e Dilma vem mantendo o trabalho e evoluindo 2,63 % ao mês a economia de nosso pais...”
Assista ao vídeo:
Cora e Collor
Lamentável e destrambelhado o artigo de Cora Ronai(7/8) sobre Collor de Mello. É deplorável que profissional qualificada como Cora Ronai escreva colossais e e amargas sandices. Ao contrário do que diz Cora, o senador Fernando Collor não enriqueceu utilizando-se de cargos públicos. Muito menos no exercício da Presidência da República. Quem determinou que todo cheque superior a 100 reais passe a ser nominal, como fez Collor na chefia da nação, jamais tem ou teria a intenção de roubar. Collor é dono majoritário das Organizações Arnon de Mello, criada há 50 anos, que tem televisão(afiliada da rede Globo), jornal e rádio. Desde quando era deputado federal, Fernando Collor possui carros modernos e caros. Não tem cabimento, é insensato, injusto e irresponsável, Cora Ronai afirmar que "Collor só não está preso por descuido". Collor é o único homem público inocentado em dois julgamentos pelo STF de todas as levianas acusações de seus detratores. É cômodo e patético que Cora Ronai, a exemplo de muitos outros, se arvore de dona da verdade e passe a condenar Collor de Mello antes que denúncias contra ele sejam comprovadas.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Collor mentiu?
Discordo do escarcéu em torno da verdade cristalina dita pelo senador Fernando Collor, durante discurso novamente retrucando torpezas do procurador-geral Rodrigo Janot. Segundo alguns jornais, Collor a certa altura, definiu o caráter de Janot, chamando-o de filho da puta. Por acaso Collor mentiu?
Adriano Benayon: “Há que reverter o rumo da guerra”
Não se pode mais ter dúvida de que estamos em guerra, nem de que a estamos perdendo. Onde ela se trava? Obviamente, na economia. A inflação está em alta, e os juros na estratosfera são arma, não de defesa contra a inflação, mas, sim, de destruição em massa da economia.
2.
A enorme desvalorização cambial, com o dólar a mais de R$ 3,40, mostra a
dimensão do descalabro, pois, em qualquer economia não corroída, altas taxas de
juros implicariam valorização cambial.
3.
O bombardeio destrutivo é lançado, não diretamente pelo inimigo, mas pela 5ª
coluna a serviço deste. É ela que decreta as taxas de juros absurdas e,
através delas, a falência múltipla do País, com a colossal dívida
interna.
4.
A desnacionalização da indústria,
acelerada desde 1955, já levara
ao saqueio do País nos anos 90, por meio das privatizações, e o
pretexto para isso foi a dívida externa, completamente fora de controle já em 1982.
A origem foram as transferências das transnacionais e o consequente
acúmulo de déficits com o exterior.
5.
A essa altura as potências imperiais não precisavam mais do regime militar, cuja política financeira era
submissa ao sistema financeiro “internacional”, mas tinha bolsões
nacionalistas. Aproveitaram os anseios democratizantes da maioria da nação e
comandaram a formação das instituições que viabilizaram radicalizar a
desnacionalização da economia brasileira, inclusive a Constituição de 1988.
6.
Isso lhes permitiu, paralelamente à pilhagem das privatizações, ir inflando a
gigantesca dívida interna, que agora serve para entabular nova fase de saqueio
acelerado do patrimônio público do País.
7.
Esta fase, tal como a dos anos 90, é movida pela corrupção e pretexta
moralidade para varrer do mapa a Petrobrás, a única mega-estatal, que escapara
de ser totalmente alienada durante a ofensiva entreguista do Executivo “eleito” após a farsa do Plano Real (1994).
8.
Estão também marcadas para morrer as empresas nacionais de engenharia, o último
bastião estratégico do empresariado nacional dotado de dinamismo tecnológico.
9.
O Estado brasileiro, dominado por interesses monopolistas dos cartéis
transnacionais, ao contrário dos Estados sedes desses cartéis, age contra as
empresas controladas por seus nacionais.
10. É como se empobrecer o País fosse meta
constitucional. Visto de outro modo, as instituições pátrias estão fora do
controle do governo.
11.
O sistema da dívida – de há muito montado pelo sistema financeiro mundial -
perpetua e agrava a abissal desigualdade entre as potências centrais e os
países que, como o Brasil, vêm sendo submergidos na periferia.
12.
A partir do colapso financeiro (2007/2008), dos grandes bancos capitaneados
pela oligarquia, ficou ainda mais
patente que antes, que eles contam com todo o
poder daquelas potências.
13.
Quando controladores e executivos dos bancos da oligarquia se locupletaram
ainda mais, através de fraudes, e, assim, os abalaram, através dos derivativos,
os governos e as instituições financeiras mundiais os capitalizaram, dando-lhes
dezenas de trilhões de dólares, inclusive novos títulos em troca de títulos
podres.
14.
É diferente em relação aos países marcados para ser vitimados. É guerra, disfarçada
como “austeridade”: programas de demolição econômica prescritos pelos
fraudadores, que nem tomam conhecimento das auditorias de dívida, e os impõem
via terrorismo: não adotar esses programas implica sanções descritas como
letais para os recalcitrantes.
15.
O mais grave é que, nessa guerra, as
potências imperiais confiam em seu poder, e
isso não se dá do outro lado. No Brasil, por exemplo, investem, há mais
de um século, na corrupção, desinformação e alienação das classes e corporações
influentes: as forças estão dispersas e falta, mais que tudo, visão estratégica
e até da realidade.
16.
O indispensável conhecimento sobre o adversário, recomendado por Sun Tsu, exige entender que nada há a
ganhar das potências imperiais e que todo acordo com elas conduz à
ruína. Só há esperança sem ele.
17.
Observadores honestos, com experiência em instituições-chave do poder imperial,
confirmam-lhe a estrutura oligárquica e totalitária.
18. Entre esses, Karen Hudes,
durante vinte anos, assessora
jurídica do Banco Mundial. Ela verificou a coesão, regida pelas famílias
dominantes da oligarquia, entre: grandes bancos comerciais e de investimentos,
empresas gigantes, Banco Mundial e FMI, bancos centrais, coordenados no Banco
de Liquidações Internacionais, sediado em Basel, Suiça; além disso, sua
ascendência conjunta sobre os governos.
19.
Hudes não omite a observação essencial, de que a dívida é a ferramenta
principal para escravizar nações e governos.
Estas são suas palavras:
"Querem
que sejamos todos escravos da dívida, querem ver todos os nossos Governos
escravos da dívida e que todos os nossos políticos sejam adictos das gigantes
contribuições financeiras que eles canalizam nas suas campanhas. Como a elite
também é dona de todos os principais meios de informação, esses meios nunca
revelarão o segredo de que há algo fundamentalmente errado na maneira como
funciona o nosso sistema”.
20.
Os economistas mais citados e entrevistados pela grande mídia ajudam a fomentar
a falsa crença em que os juros altos e demais instrumentos da política
de arrocho seriam aceitáveis
diante da crise, e não, agravadores dos males estruturais que assolam a
economia.
21.
Estarrece-me que os sensatos, que rejeitam a aplicação abusiva de teorias em
contextos diferentes do de seus pressupostos, se limitem a refutá-la somente à
luz da macroeconomia, sem apontar que o Brasil só poderá ser tirado do
pântano através de profundas medidas estruturais, como as
delineadas no artigo “Prosperar
ou sucumbir”.
22.
Não me parece razoável, dadas as mazelas do subdesenvolvimento incorporadas à
economia brasileira por obra do modelo dependente, esperar sejam sanados através
da desvalorização cambial os problemas decorrentes da baixa produtividade, nem
que a sobrevalorização do câmbio tenha sido causa primordial dos desequilíbrios
causadores da presente crise.
23.
O País não tem mais setor público nem privado. Ambos têm de ser recriados. O
primeiro, com grandes empresas, sob princípios administrativos baseados no
mérito, e substanciais investimentos em tecnologias para as infraestruturas e
indústrias de base, inclusive no âmbito das Forças Armadas.
24.
Ao lado da fabulosa expansão dos empregos qualificados decorrente disso,
despontará comparável crescimento no setor privado, em que o teste do mérito
tem de ser feito no mercado em estrutura de concorrência.
25.
Quem mostrar qualificações para agir
produtivamente e trazendo tecnologias de interesse nacional e social, terá o
financiamento, podendo-se absorver
incontáveis técnicos e empresários brasileiros e até estrangeiros.
26.
Não devem, é claro, ser admitidos cartéis das grandes transnacionais, que já
estão aqui na função de parasitas dos sobrepreços aos clientes e dos subsídios governamentais, além de abusarem do
superfaturamento das despesas.
27.
Havendo a desnacionalização feito da indústria um fardo para o País, em lugar de um ativo -
e disso são exemplos as montadoras - é incrível não reconhecer a necessidade
de reformulá-la de modo compatível com o
desenvolvimento econômico e social.
28.
Eliminada a chantagem do sistema da dívida, não haverá problema algum de
recursos financeiros para investir. Basta macroeconomia decente, sem as letais
taxas de juros que os inimigos do País representados por todos
os partidos, a serviço das potências imperiais, infligem ao Tesouro Nacional.
29. Se prosseguir o atual andar da carruagem, a
situação não demorará a ficar muitíssimo pior, porque a inércia do
subdesenvolvimento é muito maior aqui, e porque a altura das taxas de juros não
tem termo de comparação nem com as mais absurdas da própria periferia europeia.
30.
Os juros altos são a droga altamente tóxica que o sistema usa para cobrir os
déficits externos, os quais só podem ser afastados (e sem problemas) através
das correções estruturais. Curioso que os críticos, inclusive de esquerda, não
ousem dar um pio a respeito.
Adriano Benayon é Doutor em Economia pela Universidade de Hamburgo e Advogado, OAB-DF nº 10.613, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Professor da Universidade de Brasília e do Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”.
abenayon@brturbo.com.br
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Collor acusa Janot de tentar envolvê-lo na Lava-Jato para se autopromover
O senador Fernando
Collor (PTB-AL) voltou a criticar o procurador-geral da República, Rodrigo
Janot, em discurso nesta quarta-feira (5). Collor afirmou que Janot transforma
propositalmente a Operação Lava-Jato em um “festim midiático” e que as
acusações que pesam contra si na investigação são usadas pelo procurador-geral
para se autopromover.
— Desde que [Janot]
se apoderou da função, vem imprimindo aos trabalhos daquele órgão um modus
operandi baseado principalmente, e isso é visível, no conluio com grande parte
da mídia, em que prevalece o vazamento de informações e a criação de uma
narrativa, de modo a dar aparente veracidade aos fatos — afirmou o senador.
Entre fatos que fazem
parte da “sórdida estratégia”, Collor citou a apreensão de três carros de luxo
de sua propriedade e a citação de seu nome como coordenador de um grupo que
teria movimentado cerca de R$ 26 milhões no esquema de corrupção da Petrobras
entre 2010 e 2014.
— Nada tenho a ver
com os fatos a mim imputados. Reafirmo que tudo não passa de ilações, falsas
versões impingidas à opinião pública de forma a esterilizar a verdade, a escamotear
as reais intenções midiáticas do procurador-geral e a impor a narrativa que a
ele interessa.
Recondução
Collor ressaltou que
Janot está em campanha para ser reconduzido ao cargo de procurador-geral (seu
mandato encerra-se em setembro) e que o Senado tem a palavra final sobre a
indicação a ser feita pela presidente Dilma Rousseff. Ele alertou que a sociedade
está atenta a esse processo.
— A responsabilidade
institucional do Senado quando da apreciação do nome será ainda maior. É
preciso que todos abram os olhos para muitos dos aspectos nebulosos que estão
por trás dessas investigações — observou.
O senador também leu
na tribuna uma carta assinada por servidores da Secretaria de Comunicação
Social do Ministério Público e encaminhada a Janot no início de março. O
documento contém questionamentos feitos pelos servidores a respeito da imagem
institucional do órgão.
Agência
Senado
Leia o pronunciamento na íntegra, clicando aqui.
Collor e Janot
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, segue empavonado na jornada de vingança contra Collor de Mello. Fantasiado de dono do monopólio da verdade, sangra ódio pelos poros. Quando se trata de atingir e criminalizar o senador Collor o Ministério Público não tem serenidade nem responsabilidade. Cria sempre um ambiente hostil, uma colossal panacéia pré condenatória, onde a palavra de notórios contraventores serve para abrir inquéritos, sem que Collor tenha a oportunidade de esclarecer os pontos levantados pelas investigações. Trata-se, a meu ver, de decisões inseridas em processos que visam apenas desrespeitar e desmoralizar a autoridade acusada. Seguramente Collor deve incomodar muita gente, para que essa perseguição doentia não tenha fim.
Carta de Agnaldo Timóteo para Marco Aurélio Mello
São Paulo, 04 de agosto de 2015
Exmo. Senhor Magistrado, Marco Aurélio Mello:
V. Exª, mesmo sendo uma das mais brilhantes cabeças jurídicas deste país, fez um depoimento altamente comprometedor para a Suprema Corte.
Disse V. Exª: "Vivemos o novo Brasil”, o que nos dá, a todos nós brasileiros, o direito de imaginarmos que o STF não tinha a independência para determinar investigação, julgar e condenar as barbaridades cometidas na compra de votos descarada para eleger Tancredo e, na compra de votos para a reeleição de FHC.
Por que o STF não autorizou investigação sobra a ‘Privataria Tucana’?
Por que o STF não autorizou investigação sobre os $180.000.000,00 entregues ao Juiz Nicolau, coincidentemente no ano da compra de votos para reeleição de FHC?
Por que o STF não autorizou investigar a denúncia de corrupção no sistema de fiscalização da selva amazônica, após grampo de telefone do chefe de gabinete do FHC?
Exª, vossa manifestação foi profundamente infeliz, espero que tenhas a oportunidade de passar ao povo brasileiro uma explanação menos comprometedora senão chegamos à conclusão de que, no governo do PT se investiga, julga, condena e prende, mas, no governo de FHC, a justiça se omitia, inclusive a Suprema Corte, pois foi exatamente o que disse indiretamente, o brilhante e corretíssimo Magistrado.
Sou um cidadão semi-alfabetizado, tenho o 3° ano primário, tenho cinco mandatos e continuo modesto classe média, graças a minha voz, embora sendo do tempo de Nilton Santos e Garrincha.
Por observação, não sei se temos no magistrado Sérgio Moro um Juiz ou militante político afinal, como é possível duvidar-se das doações da Dilma sem sequer mencionar as doações de Aécio, já que os doadores foram os mesmos, numa disputa acirrada?
A perseguição ao PT começou com Joaquim Barbosa, o traidor, que julgou em parceria de V. Exªs. Marcos Valério, mas não julgaram Eduardo Azeredo, o criador do famoso mensalão, que aguarda em BH, o julgamento da 1ª e 2ª instância, o que é isso Magistrado?
Aliás, a nossa Suprema Corte deveria determinar investigação meticulosa sobre todos os Governantes que jamais permitem uma só CPI, embora existam centenas de pedidos para as mesmas, como explicar isso?
Daí, a pergunta que não quer calar: será que foi o PT que criou o mensalão , o caixa 2 e a corrupção política?
Cordialmente, com absoluto respeito, mas, indignado com a pirotecnia do jovem Magistrado Sérgio Moro,
terça-feira, 4 de agosto de 2015
MCTI cria obstáculos a PPBs da ZFM
O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) está sendo visto por lideranças empresariais do AM como obstáculo à atração de novos investimentos para a ZFM. A pasta, hoje comandada pelo PCdoB, estaria atravacando o estabelecimento do Processo Produtivo Básico (PPB) de luminárias a LED, que atenderia um mercado de milhões de unidades. Intrigantes é que quatro empresas que querem entrar no negócio já estão instalados no Polo Industrial.
Evasão
O que mais incomoda o setor é que, enquanto o Ministério de Ciências e Tecnologia emperra o PPB para a indústria local em tempo de crise, o mercado nacional continua gerando riqueza na China, de onde o Brasil importa parte desse tipo de produto.
Beneficiado
Técnicos que acompanham a burocracia sobre o estabelecimento do PPB de produção de luminárias LED no PIM dizem que é possível notar a intenção de setores do MCTI em beneficiar Estados como Minas e São Paulo.
FIEAM
O empresário Antônio Silva foi reconduzido ontem pa aum novo mandato à frente da Fieam, até 2019. Apesar da continuidade, Silva aposta na renovação com a indicação de diretores novos para substituir os que saíram por antiguidade. O presidente reeleito da Fieam cobrou ainda a presença do ministro do Mdic, Armando Monteiro, na reunião do CAS, além de reformas estruturais urgentes.
Feldman, Romário e CPI
Excelente, serena e esclarecedora a entrevista de Marcos Paulo Lima (Superesportes- Correio Braziliense de 4/8) com o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. Com argumentos firmes e claros, Feldman retruca insultos do senador Romário, que não tira mais a fantasia de paladino por correspondência como presidente da CPI do futebol, considera tolice a seleção brasileira vir a ser treinada por técnico estrangeiro, acredita que a CBF tem chances de diminuir a punição de 2 jogos imposta a Neymar nas eliminatórias da Copa do Mundo, e confia na isenção, patriotismo e competência do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero e no trabalho que a CBF colocará em prática para resgatar a alegria do futebol e a confiança do torcedor.
domingo, 2 de agosto de 2015
Grande amigo Sávio
Deus levou para perto de si outro querido e amado filho, Marco Antônio Sávio. Figura humana exemplar e profissional correto, brilhante e competente. Sávio tratava a todos com distinção e atenção. Tinha sempre palavras de carinho com seus semelhantes. Sávio foi um fidalgo a vida toda. Choro e lamento muito a morte dele. Perdi um precioso amigo. Meus sentimentos para Norma, filha e netos. Deus receberá Sávio com o amor que ele merece. Um beijo, amigo!
sábado, 1 de agosto de 2015
Opinião do atilado Sérgio Martins
Meu caro Amigo Limongi,
Seu texto não merece reparos, assim com m seu pensamento, reto e direto. Esses "candidatos" estão pensando que trata-se de uma pelada a ser jogada, e não de um cargo de suma importância para milhões de pessoas, que vivem e dependem direta ou indiretamente do futebol.
Abs.
Sergio Martins
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