quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Diálogo...

Helio Fernandes:

Milton Campos, senador O brilhante e bravo advogado José Carlos Werneck mandou carta (publicada) sobre o grande representante de Minas. Deputado à Constituinte de 1946, em 1947 foi eleito governador. Renunciou na Câmara assim que foi diplomado, não esperou a posse.Motivo: Afonso Arinos de Mello Franco não se elegeu, ficou segundo suplente na Câmara. Renunciando, Milton abriu uma vaga na bancada mineira. Convocou Magalhães Pinto para Secretário de Finanças, ele aceitou e também saiu imediatamente para que Afonso Arinos entrasse.Gestos que hoje não se repetem. Afonso Arinos foi das grandes figuras do seu tempo, também duas vezes senador, DA REPÚBLICA, como gostam de apregoar alguns suplentes. Os eleitos, são todos DA REPÚBLICA, redundância juntar as duas palavras. (Exclusiva)Helio

Limongi:

Hélio, tens razão, Werneck é competente e atentíssimo a tudo e a todos. Certamente, como advogado, ouviu o bom discurso do senador e advogado Almeida Lima, repudiando falsos moralistas, acrescentando duras críticas na OAB nacional e no jurista Dalmo Dalari. Almeida tem razão, crise no senado é fabricada pela oposição(que acaba de recuar, de baixar o tom de voz, de colocar o rabinho entre as pernas, revoada de tucanos felizes)que alimentam alguns jornais na campanha orquestrada contra sarney e que, agora, alguns deles também acabaram denunciados pelos próprios jornais que bajulam. O senado tem problemas, sim, é preciso resolvê-los. mas crise, onde falsos moralistas? indaga Almeida Lima, presidente da comissão mista do orçamento.

Na área contra covardões

Agradeço ao Carlos Alberto Vieira Magalhães pela corajosa e isenta solidariedade. Não me apoquento com camarilhas de sórdidos, covardes que se escondem e "vivem" acocorados atrás de pseudônimos, como bem lembrou Carlos Alberto. A propósito, falando de abutres, é evidente que o sujeito Fitzcarraldo Silva, de Manaus, é pseudônimo. Fazer o que com essa corja? Não são dignos da liberdade de expressão que existe no Brasil. Aliás, lamentavelmente, não é apenas nessa trincheira fabulosa do Cláudio Humberto que os pulhas, muitos são paus mandados de políticos, a meu ver, igualmente velhacos, agem assim. Jornais como O Globo também acolhem e abrigam "opiniões" de patifes. Quando não havia internet, era mais fácil os próprios jornais e revistas controlarem as seções de cartas. Muitas vezes me telefonavam para constatar se realmente era eu o autor daquela carta, daquele texto. Hoje, com a internet, que evidente presta bons serviços ao cidadão, é humanamente impossível se checar, se apurar se o e-mail enviado para a imprensa em geral, incluo inclusive rádios, de fato foi mandado por alguém com nome, endereço, telefone e identidade verdadeiros. Ou seja, um ordinário manda e-mail com pseudônimo insultando quem lhe der na telha. Basta clicar. Lá foi a canalhice para o mundo inteiro. Como controlar, como coibir, como fazer normas, sobre o assunto? Nesta linha, veículos de imprensa que têm interesses contrariados ou fazem parte de alguma orquestração torpe e venal para prejudicar, para derrubar alguém do cargo, até incentivam o procedimento tão vil e rasteiro. Para ilustrar, concluindo, há dias, O Globo usou todo seu amplo espaço dos leitores, em disse, todos, com "cartas" contra Collor, Renan e Sarney. Sobretudo contra Collor. Tiveram o descaramento de estampar tudo com uma foto do ex-presidente. Iniciativa inédita na colunas dos leitores de oGlobo, já que normalmente usam charges para valorizar determinado tema. Pois bem. Não tiveram a decência de publicar nenhuma carta a favor de Collor, Sarney ou Renan. Claro, nesta altura nem a minha. Que jornalismo é esse? Tanto que no dia seguinte, um leitor, infelizmente não guardei o nome, mas volto ao assunto com ele, escreveu ao Globo indignado, estranhando e perguntando:"Caramba, será que O Globo não recebeu nenhuma manifestação a favor de Collor? Acrescentanto, magistralmente, "É mais bonito publicar cartas contra, mas também a favor".

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Direito sobre a própria biografia...

Alguns leitores criaram um argumento, que insistem em transformar em lei, que Sarney não merece defesa. Clamam quando algum leitor tem o bom senso e a isenção de retrucá-los:"Mas como, defender o indefensável". Foi o que aconteceu, agora, com o acadêmico e jornalista Carlos Heitor Cony, que teve a audácia de escrever artigo na própria Folha de São Paulo, defendendo José Sarney. A meu ver, Cony escreveu a verdade, discordando dos que pretendem se arvorar em dono da verdade. Escreveu Cony, com sabedoria:"Acontece que Sarney tem o direito de administrar a própria biografia, que é dele, e não dos outros".

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Pitadas de rancor, idiotice e torpeza...

Soube por maledicentes que Ruy Castro nasceu perto do Mangue, aquele bairro famoso das "primas", no Rio. Que dormia com brincos e outros balagandães de Carmem Miranda para escrever com mais realismo a biografia da artista. Que, quando criança, adorava cortar as cortinas da mãe para fazer vestidos e desfilar todo fagueiro para as visitas. Não acreditei em nada disso. Que horror, que falta do que fazer, falar mal da vida alheia. Tratarei apenas do artigo do bravo Ruy Castro, "Elenco da Chanchada", publicado no dia 10. Um primor. Gostei de saber o rubro-negro Ruy Castro é outro apaixonado pelos olhos penetrantes de Fernando Collor. O sabido ruy sabe, quem desdenha, quer comprar. Claro, acredito que Ruy Castro só passe pela Praça Tiradentes para pegar taxi ou beber um chopinho bem gelado. Como o levado e o danado da breca, Ruy Castro, comparou Sarney, Renan e Collor com alguns personagens do cinema e do teatro, sem querer ofendê-los, evidente, apenas com pitadas de rancor, idiotice, torpeza e arrogância, características do grande Ruy, também resolvi imaginar algumas pessoas, certas profissões, determinadas situações, as quais, a meu ver, cabem bem para Ruy Castro. Exemplos: Fernandinho Beira-Mar, o virus da gripe suina, neste caso Ruy poderia se vestir de porco, jumento, anta ou égua; Que tal Ruy Castro de Ezabelita dos Patins? Ou encarnado nos saudosos Denner ou Clodovil? Ou, ainda, de repórter de vestiário que se emociona quando entrevista o jogador embaixo do chuveiro. Creio que Ruy Castro também tem talento para trabalhar nos aeroportos. Limpando as latrinas, ou em algum adorável circo, como o inigualável engulidor de espada. Deixarei para o próprio Ruy escolher. Faria sucesso em todas as opções listadas. Sem esquecer de comprar um espelho para casa.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Eleições 2010 e o Senado

Collor defende Sarney e diz que crise no Senado é um jogo político

O senador Fernando Collor (PTB-AL), em discurso nesta segunda-feira (10), afirmou que a crise no Senado e o movimento para tirar da Presidência da Casa o senador José Sarney (PMDB-AP) são "um jogo político em que forças a favor e contra o governo Lula estão se digladiando, tendo como pano de fundo as eleições de 2010". Para ele, esse jogo político, feito às vésperas do processo eleitoral, "inibe alguns parlamentares de tomarem posição de acordo com a sua consciência e razão". Assim, observou, pela proximidade das eleições, os senadores "optam por ouvir o intangível ruído das ruas", a exemplo do que aconteceu com ele na época do impeachment, em 1992, quando foi afastado da Presidência da República.
- A multidão e a sua vontade nem sempre ou quase nunca tem razão. A razão é alcançada com base numa reflexão profunda dos fatos que estão nos cercando e do conhecimento desses fatos - afirmou.
Leia mais...

    Ao comparar a situação vivida por Sarney com seu impeachment, Collor declarou que seus adversários desrespeitaram as leis do país, cassando seus direitos políticos.
    - Sofri e muito, arrancaram-me o mandato, levaram-me a mãe, dispersaram minha família - disse ele, salientando que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Senado, José Sarney, à época também apoiaram seu impeachment, mas mesmo assim ele não deseja que sofram o mesmo.
    Collor, assim, classificou seu apoio a Sarney e Lula como "insuspeito", dados os fatos do passado. O parlamentar afirmou ser uma pessoa isenta para defender Sarney e o governo de Lula.
    - Por ter passado por essa experiência não desejo isto a ninguém, mesmo os que estiveram em campos opostos nos idos de 1992. Não desejo que ele [Sarney] seja alcançado por essas injurias, calúnias, mentiras - afirmou, criticando a imprensa.
    Parte da mídia brasileira, disse, deseja impor uma linha de pensamento único: "Temos que mostrar a força. Temos que tirar José Sarney da Presidência". Ele pediu que a nação faça uma reflexão e veja onde está "a verdade e a mentira em cada uma das representações feitas contra o senador Sarney", aprofundando a leitura da peça, e não se deixando levar pelo lead e títulos das matérias, ou pelo "humor dos colunistas e cronistas". É possível, disse, ter acesso às interpelações e representações ao Senado, para lê-las na íntegra e então discutir o problema com profundidade, evitando fazer do presidente do Senado "a bola da vez".
    Collor afirmou que a mídia não conseguirá seu intento; não fará com que o Senado "se agache diante dela", porque a Casa é muito mais alta do que isso.
    - Há que se respeitar esta Casa porque há que se respeitar o processo democrático - declarou.
    O senador asseverou que a Mesa vem tomando as providências a respeito das denúncias de irregularidades "de forma adequada, sem que se impeça, nem ao Ministério Público, nem à Polícia Federal, que tomem as atitudes que julguem convenientes".
    Collor também defendeu as expressões que usou na semana passada, em Plenário, contra o senador Pedro Simon (PMDB-RS).
    - Aqueles que têm problemas com o verbo 'engolir' sofrem de regressão e não conseguiram passar da primeira infância, na fase oral - declarou.

    Leia o pronunciamento na íntegra, clicando aqui

    Veja também:
    Mão Santa diz que 'campanha insidiosa' não afeta o Senado
    Dornelles declara apoio a Sarney

Injustiça com quem trabalha...

Concordo, com entusiasmo, com os leitores Rui Xavier Assunção, Paulo Marinho e José Mauro Saar, no O Globo de 25.06. por combaterem o reino da hipocrisia, da farsa, do cinismo, da demagogia e da covardia, que se instalou entre alguns senadores, seguramente todos santos de última hora, decidindo, com leviandade e cara-de-pau, que os servidores da Cãmara Alta, sobretudo Agaciel Maia, são os responsáveis por todos os desmandos e, assim, devem, urgentemente, ser fuzilados ou enforcados. Francamente. O servidor, por menos graduado que seja, faz as coisas cumprindo ordens dos senadores. Como a maioria dessa corja de senadores corre o risco de não se reeleger, nas próximas eleições. Preferem, então, jogar para a platéia e colocar a culpa nos subalternos. A meu ver, são canalhas engravatados, que não honram as calças que vestem. Até mesmo os maus políticos precisam saber que o Senado e os senadores não são nada sem os servidores.

Minoria com complexo de maioria...

Muito boa a sacada de Renan Calheiros: “A oposição é a única minoria no mundo com complexo de maioria”. Ou seja, como explicou, vocifera, quer ganhar no grito, não tem discurso, é refém dos holofotes de uma imprensa leviana, acusa com base nos jornais, não prova, não investiga, morde e assopra quando lhe convém; pede favores da maioria, para amantes, namorados, para boas viagens ao exterior, mas, solicita que tudo fique em segredo. Hipócritas, farsantes e demagogos. Renan fala grosso e fundamentado. Apanhou, sofreu, embora tenha ajudado muitos dessa corja de santinos de pau oco quando foi presidente do Senado. A seguir quase foi linchado pelos mesmos que ajudou. Moleques e canalhas. Foi absolvido em dois julgamentos, votação aberta,no plenário, inédito na vida republicana. Agora é a hora e vez de seus ex-carrascos. Por que não, se antes de entrar com as representações o próprio Renan pediu ponderação e civilidade ao presidente do PSDB? A estrada da vida tem mão e contramão. Passaram dois meses achincalhando Sarney pela imprensa, sobretudo um calhorda de Brasilia, do PDT, que enche a boca para falar de decência e dignidade, mas é um incompetente e farsante, defenestrado do MEC pelo telefone, por Lula; e apresenta diplomas e cursos que não fez e não tem. São estes os algozes de Sarney. Como lembrou Renan, Sarney foi o responsável pela transição para a democracia no país. E seus acusadores, fizeram o que pelo bem da Pátria?

Vão procurar a "Praça Tiradentes"...

Veríssimo, palhaço destalentado, êta gaúcho mais insosso e bobão, quer fazer graça à custa de Collor. Veríssimo, deixa de ser imbecil, cuida do trivial na tua coluneta que já seria de bom tamanho. Pobre diabo como Veríssimo, é o patife Zuenir Ventura. Sei bem o que querem que Collor dê a eles, para engulir e digerir. Mas Collor não trabalha nesse ramo. É homem. Zuenir e Veríssimo, segurem a onda. Coisa feia para dois velhacos. Esqueçam os olhos penetrantes de Collor. Não são para o caminhãozinho de vocês. Na praça Tiradentes vocês têm mais adeptos. Porém, resta uma saída mais ou menos triunfal para as fantasias de vocês: pensem no Collor olhando firme para vocês e chupem prego até virar parafuso. Bom proveito.

Parabéns ao presidente Collor...

Sei que vou enfrentar a ira e a torpeza dos hipócritas e dos levianos, mas desejo homenagear os 60 anos de idade, no próximo dia 12, do ex-presidente e senador Fernando Collor. A meu ver, não existe na vida pública brasileira ninguém mais honesto ou mais competente do que ele. É natural que as vezes tenha reações explosivas. Faz parte do seu temperamento. Muitos são como ele, e são vitoriosos na vida. Collor tem saúde, convicções, firmeza de atitudes e, sobretudo, coragem. Aos que não engolem nem digerem o senador, sugiro que Collor recorde palavras de Carlos Lacerda, quando era atacado por desafetos:"Os homens de bem não me temem, só os outros".

domingo, 9 de agosto de 2009

OAB: democrata ou golpista?

A meu ver, intolerável é a intromissão da OAB nos assuntos do Senado Federal. Como há tempos não aparece nos holofotes, o presidente da entidade se acha no direito de dar aula de ética e moralidade para os senadores. Francamente. O pior, faz pouco caso dos senadores suplentes. Deveria saber que todos são garantidos por lei, amparados pela constituição e pelo TSE. Os 81 senadores são iguais. Têm os mesmos direitos e deveres. Imbecilidade achar que existe senadores de classe A , B ou C. Parece que o presidente da OAB é eleitor do Serra, um dos graúdos que trabalha para apear sarney do cargo, visando fragilizar a força política e eleitoral de Lula. Coitadinhos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Eleições 2010: campanha serrista perde primeiro round

Paulo Duque coloca fim nos factóides que tentavam derrubar o presidente Sarney

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), rejeitou nesta sexta-feira (7) as sete acusações restantes contra o presidente da Casa, José Sarney: quatro representações e três denúncias. O conteúdo dos despachos do presidente do Conselho de Ética foi divulgado há pouco pela assessoria da liderança do PSDB no Senado. Na tarde desta sexta-feira, os despachos já foram encaminhados pelo chefe de gabinete de Paulo Duque à Secretaria Geral da Mesa em envelope lacrado.
Na quarta-feira (9), ele já havia arquivado quatro acusações contra Sarney, além de uma contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Os partidos da minoria “com complexo de maioria”, como definiu Calheiros, anunciaram que vão contestar a decisão. Paulo Duque mostrou que as denúncias estavam acompanhadas "apenas" da transcrição de notícias de jornais, sem documentos de comprovação, e leu decisão do Supremo Tribunal Federal de que não se pode aceitar denúncia com base em recortes de jornais. As oposições espernearam, claro, mas seus argumentos não colaram.

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    O presidente do Conselho de Ética sustentou que Virgílio faz "acusações genéricas" contra o presidente do Senado, citando "pretensos fatos" que "teriam sido denunciados pela mídia", mas sem documentação além da transcrição de notícias. Paulo Duque afirma em seus despachos que Virgílio enumera em uma das denúncias 18 atos sem mostrar "quais deles teriam agredido as normas que informam o decoro e a ética parlamentares".


    Os despachos sobre as três denúncias, rejeitadas na quarta-feira, têm texto parecido e citam uma decisão do Supremo Tribunal Federal de que "declaração constante de matéria jornalística não pode ser acolhida como fundamento para a instauração de um procedimento criminal". As representações do PSOL contra José Sarney e Renan Calheiros pedem a abertura de investigação por quebra de decoro parlamentar por conta dos chamados "atos administrativos secretos" do Senado. O presidente do Conselho de Ética mostrou que as representações, também, apresentam "alegações genéricas e contraditórias", sem documentos de comprovação do conteúdo de matérias jornalísticas. Diz que as denúncias do PSOL "se apóiam em mera suposição" ao afirmar que João Carlos Zoghbi e Agaciel Maia, ex-diretores do Senado, "teriam realizado diversos atos ilícitos, possivelmente com a ciência e/ou conivência de seus superiores".

    Antes da leitura dos despachos, o senador José Nery (PSOL-PA) reivindicou, em requerimento, que o presidente Paulo Duque se declarasse impedido de examinar preliminarmente as representações do PSOL. Disse que Paulo Duque havia afirmado à imprensa o óbvio: que os atos secretos eram "uma bobagem" e que o PSOL "não existia", pois conta com apenas um senador. O presidente do conselho rejeitou o pedido do PSOL.

    Os despachos do presidente foram apresentados já no início da noite de quarta-feira, depois que a reunião do conselho fora suspensa à tarde para que os senadores se dirigissem ao Plenário para ouvir o discurso de defesa do presidente José Sarney. Quando foram retomados os trabalhos, houve longa discussão se deveria ou não ser feita a leitura integral dos despachos. Antes, foi feita eleição para a vice-presidência do Conselho de Ética. O senador Gim Argello (PTB-DF), candidato único, obteve 7 votos, sendo registradas três abstenções e três votos em branco.

    O PSOL hoje tentou novamente argumentar que Duque estaria impedido pelas declarações de que o Sol nasce todo dia, ou seja, de que Psol é um partido pequeno. Duque teria descumprido o artigo 24 do Código de Ética e Decoro Parlamentar: "os membros do Conselho deverão, sob pena de imediato desligamento e substituição, observar a descrição e o sigilo inerentes à natureza de sua função."
    De acordo com o despacho de Paulo Duque, o pedido é "absolutamente improcedente". Para Duque, as declarações dadas à imprensa, motivo da argüição, são opiniões políticas, não submetidas a sigilo. O despacho diz ainda que Duque estava apenas exercendo "inalienável direito" constitucional de opinar. De acordo com o documento, o presidente do Conselho de Ética em momento nenhum deixou de observar a discrição e o sigilo acerca de matérias sob responsabilidade do colegiado.
    O texto afirma ainda que Paulo Duque não se encaixa em nenhuma das hipóteses que, de acordo com os Códigos de Processo Penal e Civil, caracterizam suspeição. Entre elas o despacho cita ser amigo íntimo, cônjuge, parente, credor, devedor do réu; ter aconselhado qualquer das partes ou ter recebido "dádivas antes ou depois de iniciado o processo".

    Veja também:
    José Nery esperneia
    Paulo Duque diz que usou 'bom senso e jurisprudência do STF' para rejeitar representações
    Representação contra Sarney sobre atos secretos é arquivada
    Denúncia sobre posição de direção em fundação é arquivada
    Paulo Duque rejeita três denúncias e duas representações e encerra reunião do Conselho de Ética
    Denúncia sobre suspeita de advocacia administrativa também é arquivada

Agnaldo Timóteo elogia postura firme de Collor

Pronunciamento na Câmara Municipal de São Paulo no dia 04/08/2009

O SR. AGNALDO TIMÓTEO (PR) – (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, brilhante Vereador Paulo Frange, Sras. e Srs. Vereadores, telespectadores da TV Câmara São Paulo, não poderia deixar de vir a esta tribuna hoje para extravasar minha alegria e minha emoção ao ver que o político Fernando Collor voltou com a sua verve, sua cultura, sua inteligência e sua audácia.
Sr. Presidente, há muito tempo que eu sou, talvez, um dos únicos que tem a audácia de enfrentar veementemente alguns profissionais da imprensa que insistem em nos agredir e nos desrespeitar.


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    Tratam-nos como delinquentes, como se não fôssemos responsáveis por nada. Somos responsáveis por tudo. Lembro sempre que a farmácia, o açougue, o hospital, a escola, o viaduto, o túnel, o aeroporto, tudo é responsabilidade do Poder Público. Mas nos tratam como verdadeiros delinquentes. Há gente ruim na política? Claro! Há gente ruim na imprensa, dentre os artistas, maconheiros e canalhas. Temos trambiqueiros entre advogados e juízes. Gente ruim há em toda a parte. Fernando Collor hoje nos deu uma alegria muito grande: deu um pito nesse velho ressentido e amargo chamado Pedro Simon de quem não sabemos o que fez nos últimos anos na política brasileira. O amargo, ressentido e fracassado Cristóvão Buarque não pode ver uma luz acesa da televisão que o malandro estará extravasando a inveja de Lula, assim como Jarbas Vasconcelos de quem se justifica o comportamento, pois foi destruído politicamente em seu estado pela liderança de Lula.
    Fernando Collor foi o mais audacioso presidente que o País já teve. Modernizou a exportação e, evidentemente, os que vieram depois souberam dar continuidade. Quem melhor falou a linguagem da plebe e dos miseráveis foi Lula, pois é a própria imagem do País. É o retirante que aqui chega semi-alfabetizado. Não votei em Lula em 2002. Imaginava que seria um desastre, um fracasso. Eu e todos os que não votaram nele então quebramos a cara, pois há muito tempo Lula nos dá aula de habilidade diplomática e de audácia administrativa.
    Lamento a amargura com que algumas profissionais, mulheres da Globo, falam de Lula. Entendemos. São mulheres formadas que falam quatro ou cinco idiomas. Há pouco tempo Lula ainda falava “pobrema”, “menas pobreza”, “os trabaiadô”. Entendemos o preconceito e o ódio. Lula procurou se preparar para hoje representar a Nação com a fantástica habilidade e competência com que o faz.
    Cumprimento Fernando Collor de Mello que foi destroçado pela Rede Globo de Televisão porque não avisou o Dr. Roberto Marinho de que faria o sequestro do dinheiro. Taxaram-no de criminoso e ladrão. Até hoje a imprensa fala isso. Depois de investigadas as minúcias, foi absolvido de todas as acusações que lhe faziam. Diziam que seu jardim valia 1,5 milhão de dólares e a Casa da Dinda não valia um milhão de dólares! Lamentavelmente o povo sempre é envolvido pelos formadores de opinião. Foi o que aconteceu com Sérgio Naya de quem disseram que havia construído um prédio de 25 andares para que caísse e matasse seus inquilinos.
    É preciso que apareçam outros Fernando Collor para que sejamos parlamentares em toda a acepção da palavra. Para que as leis sejam feitas por nós. Não é possível continuar sendo governado pelo Ministério Público! Quem manda na política hoje é o Judiciário. Há, hoje, inclusive, grande denúncia de Silvio Marques contra o Dr. Paulo Maluf que me disse esta manhã que dará uma procuração para que Silvio Marques vá ao estrangeiro pegar o dinheiro e trazer para quem quiser! Desde 1984 é esse massacre sobre Paulo Maluf quando há eleição. Acabada a eleição esquecem a denúncia.
    Estou mais feliz que pinto no lixo – Fernando Collor na área!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Injustiça com Collor...

Tenho o maior apreço pelo tarimbado Mauro Santayana, por costumar ser isento e não ser rancoroso, ressentido nem irresponsável, como muitos outros jornalistas que se julgam donos do monopólio da verdade, como, aliás, o próprio Mauro salienta no artigo "A culpa é da liberdade", Jornal de Brasil do dia 5. Porém, creio que ao comparar Fernando Collor com o ditador Hugo Chavez, Santayana agride o bom senso e desmerece sua inteligência e senso crítico. Não preciso recordar ao Mauro que Collor quando passava pelo processo torpe e covarde que culminou com seu impeachment, não proibiu nenhuma investigação, determinou que tudo fosse apurado. Collor agiu como vigoroso democrata que era e continua sendo.

Pronunciamento na íntegra do presidente Sarney


Uma Defesa

Até hoje não usei esta tribuna para rebater as inverdades contra mim disseminadas aqui mesmo e na mídia nacional. Vim para expor tudo o que fizemos e estamos fazendo pelo Senado, seguindo a linha das minhas administrações anteriores e com a colaboração da mesa, especialmente de seu executivo, o 1º Secretário Heráclito Fortes. Avaliei que as críticas eram só rescaldos da eleição, mas eram mais profundas. Faziam parte de um projeto político e de uma campanha para desestabilizar-me.

Disse, quando assumi a Presidência, que tenho minhas amizades pessoais e cumpro o dever para com elas, tenho posição política que adotei com coragem e convicção de apoio ao Presidente Lula, que está fazendo um governo excepcional, com apoio estimulante e forte do povo brasileiro. Mas, que nem os amigos nem as minhas convicções políticas me fariam colocar o Senado submetido a qualquer sentimento ou posição pessoal.

Meu dever é para com o Senado. Por temperamento sempre fui um homem de diálogo, de convívio pacífico e respeito aos outros, às suas idéias e suas posições. Mas, isto, ao longo de minha vida nunca me fez abandonar a firmeza quando ela é necessária.

Minha vida política nunca foi fácil nem sem perigos. Três atentados e houve tempo nesse Senado em que minha vida era ameaçada pelo Senador Vitorino Freire.

Nas vezes em que tive de tomar decisões impostas pela minha consciência, assim procedi. Na semana depois do golpe militar, num clima de temor, em que o caráter dos homens é posto à prova, eu fui à tribuna da Câmara para defender o mandato dos Deputados contra cassações.

No AI-5, fui o único governador que não o apoiou.

Quando Lula foi atacado injustamente, sendo seu adversário, escrevi na Folha de S. Paulo em sua defesa, pedindo respeito à sua biografia com o artigo “A Lula o que é de Lula”.

Quando divergi do PDS, renunciei a sua Presidência, abrindo condições para a montagem de uma transição sem traumas. Não aderi a Tancredo, mas por ele e Ulisses fui insistentemente convidado e cooptado para ligar-me a eles.

Da mesma maneira achei melhor para o Brasil a candidatura Lula e convidado por ele a apoiá-lo, em várias visitas à minha casa.

Sempre assumi minhas responsabilidades. Presidente, decretei o Cruzado, fiz a moratória. Coloquei minha cabeça a prêmio, mas abri caminho para que no futuro chegássemos ao Real e à estabilidade econômica. Tive a coragem de congelar os preços e até hoje pago esta conduta.

Criei o Programa do Leite, o Seguro-Desemprego, o Vale-Transporte, o Siafi, a Secretaria do Tesouro, acabei com a conta-movimento do Banco do Brasil, liberei as Centrais Sindicais, legalizei a UNE e os partidos banidos, como PC e PC do B, dei o 13º salário ao funcionalismo público, agüentei 1200 greves sem que nunca fizesse prontidão militar, crescemos a números que não se repetiram até hoje.

Criamos a cidadania, uma sociedade democrática.

No Congresso são várias as minhas propostas: de declaração de bens no registro dos candidatos, a lei da Micro e Pequena Empresa, o primeiro projeto de quotas para negros, a lei das Estatais, o Estatuto do Livro, a lei que manda o Estado dar medicamento aos aidéticos. Fui o relator da emenda constitucional que extinguiu o AI-5.


Em meus mandatos nunca tive um recurso contra minha diplomação. Nunca nenhum procedimento penal. Nunca meu nome foi envolvido em qualquer escândalo.

Assim, agora, das acusações que me foram feitas nas diversas representações apresentadas ao Conselho de Ética, nenhuma se refere a qualquer coisa relacionada com dinheiro ou prática de atos ilícitos. São coisas que não representam nenhuma queda de qualquer padrão ético. Senão vejamos: nenhuma delas têm qualquer documento como exige o caput do Art. 14 do Código de Ética (resoluções 20 e 25).

Todos são respaldados apenas por recortes de jornal. O Conselho de Ética é um órgão julgador. Há inúmeras decisões da Justiça que não autorizam a abertura de processo por recortes de jornal. Como denunciação caluniosa, as representações afirmam que estou sendo investigado pela Procuradoria Geral da República. Quem desmente é o próprio Procurador: “Não exisstem indícios suficientes contra o Presidente do Senado José Sarney (PMDB – Amapá) para que a última instância do Ministério Público ou o Supremo Tribunal Federal entrem nas investigações”.

Na coerência do meu passado, não tendo cometido nenhum ato que desabone minha vida, não tenho senão que resistir. Todos aqui somos iguais. Nenhum Senador é maior do que outro e por isso não pode exigir de mim que cumpra sua vontade política de renunciar. Permaneço pelo Senado, para que ele saiba que me fez Presidente para cumprir meu mandato.

Como lembrei em minha prestação de contas antes do recesso, todas as medidas necessárias para a reforma administrativa da casa foram feitas. Nossa ênfase tem sido na eficiência e na transparência. Problemas que vieram se acumulando durante anos estão sendo resolvidos.

Nosso desejo e determinação é que possamos retomar a discussão de nossa agenda de Casa legislativa, discutindo os grandes problemas políticos, as reformas que aguardam uma ação firme do Parlamento.

O Senado é uma Casa onde todos temos o mesmo peso, igualdade na representação, na disponibilização de assessoramento, na obediência ao regimento, na possibilidade de cobertura da TV e da rádio Senado, na composição de seus gabinetes com cargos comissionados. Tenho sempre exercido o comando da Casa compartilhando-o com os outros membros da Mesa Diretora e com as lideranças.

No entanto, hoje não se fala mais em crise administrativa do Senado, ela sumiu e toda a mídia e alguns Senadores não a vinculam a mim. Não dizem o que fiz de errado, o que a merecer punição. O que devo fazer para a reforma do Senado? Os jornais e a mídia em geral, que eu conheça nunca se concentraram tanto contra uma pessoa como estão fazendo comigo, vasculhando minha vida desde o meu nascimento, e, não encontrando nada, invadem minha privacidade e abrem devassa contra minha família.

Não tenho instrumentos de revidar ou responder, porque o direito de resposta e a proteção à imagem estão na Constituição, mas não se integram nem são acessíveis aos direitos da cidadania.

Repito: do que me acusam? Quero ser objetivo e vou entrar em pontos tópicos que constam das denúncias, sem fugir a nenhum deles a ser tratado.

Antes vamos ver como tudo ocorreu. Desconhecia que o Senado tinha 170 diretorias, que não foram criadas por mim. É um número inaceitável e estamos para isto trabalhando com a Fundação Getúlio Vargas para reduzi-lo. Essa organização é atrasada e decadente em face das necessidades da administração. É uma herança do passado. Dessas diretorias eu criei 23 na minha gestão de 1995 a 96, para atender aos novos serviços que até hoje servem aos Senadores, TV, rádio, jornal, interação com o público no Alô Senado, Interlegis, Instituto Legislativo Brasileiro, para aprimoramento dos recursos humanos. Todas essas medidas foram tomadas com o apóio científico da FGV, órgão de grande respeito nacional, contratado por mim, na minha 1ª Presidência.

Divulgaram e consta da representação do PSDB que 70% delas foram criadas por mim. Não é verdade.

Os que vêm aqui me criticar o fazem através da TV e da rádio, criadas por mim.

Em seguida veio a denúncia dos atos secretos. Eu acho que ninguém aqui nesta Casa sabia ou podia pensar que existisse ato secreto. Acho que é necessário esclarecer primeiro ao povo brasileiro o que se chamou Ato Secreto.

A parte administrativa do Senado, que tinha o seu Boletim Interno impresso, com o advento da internet, para economia de papel e modernização da comunicação, em 2000 substituiu esse sistema pela Intranet, que é uma internet exclusiva do Senado e na qual passaram a ser publicados os atos de rotina administrativa da casa. Assim, entram na Intranet do Senado cerca de 4 mil publicações por ano. Nos 9 anos de existência da Intranet, não se sabe por qual motivo 511 atos não foram incluídos na rede, uma média anual de 56 atos, ou seja, 0,84% das publicações administrativas.

A Constituição diz no Art. 37 que “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência…”

Assim, estes atos tinham uma nulidade essencial. Por isso, eu pelo Ato 294, de 14/07/2009, anulei todos eles.
Mas, se levarmos uma interpretação literal do texto, que deseja que eles sejam do conhecimento de todos, também os publicados na rede Intranet do Senado são semi-secretos, porque não podem ser acessados pelo público em geral e somente pelos funcionários do Senado que possuem senha.

Por isso mandei que a partir desta gestão eles sejam publicados no Portal do Senado, de acesso público, que divulga tudo da casa sem nenhuma restrição.

Mas voltemos ao centro da questão dos Atos Secretos.

Dos 663 atos considerados Atos Secretos foi verificado que 152 tinham sido publicados no Diário do Senado Federal ou no BAP 2917 de 2004, ficando 511. Destes, 358 são movimentação de pessoal e 36 foram atos da Mesa, aprovados pelo Plenário do Senado.

Leia tudo...

    Afirmaram que eu era o responsável por todos eles. E a opinião pública passou a receber assim essas informações, erradas, deformadas e incompletas.

    Quero mostrar a distribuição de sua publicação pelas diversas administrações, segundo dados da administração do Senado:

    Quadro 1


    Nenhum de nós, Presidentes, sabia da não publicação destes atos, que, em sua quase totalidade, não eram assinados por nós, e sim pelo 1º Secretário, pelo Diretor-Geral e outros diretores, e que deviam ser publicados por instâncias inferiores. Determinei a abertura de inquérito com a assistência do MP e TCU, e este atualmente foi remetido à Polícia Federal.

    Fui Presidente do Senado 4 anos e foram administrações modernizadoras, elogiadas por todos os partidos, sem exceção.

    Nestes seis meses em que sou novamente Presidente do Senado só fiz corrigir erros e tomar medidas saneadoras.

    Acusam-me de nepotismo. Há 55 anos no Congresso adotei a norma de não chamar parentes para minha assessoria.

    Quero comentar a lista de nomeações das representações contra mim do PSOL e do PSDB, que uno numa só por causa das repetições, com as informações de lotação fornecidas pela administração da Casa:

    Quadro 2


    João Fernando Sarney — nomeado pelo Senador Cafeteira;
    Vera Portela Macieira Borges — designada para servir no gabinete do Senador Delcídio Amaral, numa época em que não havia súmula do STF sobre nepotismo;
    Maria do Carmo Macieira — nomeada pela Senadora Roseana, e a lei brasileira não passa responsabilidade de filha para pai;
    Isabella Murad Cabral Alves dos Santos — nomeada pelo Senador Cafeteira, segundo ele me disse a pedido do Sr. Eduardo Lago;
    Virgínia Murad de Araújo — nomeada pela Senadora Roseana, é pessoa que não conheço;
    Nathalie Rondeau — funcionária da Diretoria Geral, não tendo nenhum laço de parentesco com a minha família;
    Luiz Cantuária — não tenho nenhum laço de parentesco nem conheço;
    Ivan Celso Sarney — nomeado pelo Senador João Alberto;
    Rosângela Teresinha Gonçalves — funcionária da Diretoria Geral, não tendo nenhum laço de parentesco com a minha família;
    Maria do Carmo de Castro Meira — funcionária da Diretoria Geral, não tendo nenhum laço de parentesco com a minha família;
    Shirley Duarte Pinto de Araújo — do gabinete da Senadora Roseana;
    Rodrigo Cruz — funcionário da Diretoria Geral, não tendo nenhum laço de parentesco com a minha família;
    Fausto Rabelo Consendey — é, como a denúncia afirma, funcionário do gabinete do Deputado Sarney Filho;
    Fernando Nelmásio Silva Belfort — foi lotado na Liderança do Congresso Nacional, de responsabilidade do líder;
    Ricardo Araújo Zoghbi — nenhuma ligação tenho, nem mesmo conheço;
    Luiz Fernando Zoghbi — nenhuma ligação tenho, nem mesmo conheço;
    João Carlos Zoghbi Júnior — nenhuma ligação tenho, nem mesmo conheço;


    Estas nomeações eram feitas pelo Diretor-Geral, por requisição do Senador interessado, pois nomeações para Gabinete são privativas da indicação do Senador.

    Ordenei que quatro servidores da área de segurança do Senado Federal fossem verificar a segurança de minha residência no Maranhão — é ato que se pratica sempre que há ameaças a um Senador.

    Outra denúncia que fizeram contra mim é que meu neto tinha sido privilegiado com agenciamento de créditos consignados, de forma fraudulenta. O meu neto nunca teve nenhuma relação com o Senado:

    Quadro 3

    Sua relação era com o HSBC, que em 2005 foi autorizado a operar com o Senado, quando eu não era Presidente ou exercia função na Mesa Diretora. Quando assumi, em 2 de fevereiro deste ano, meu neto não era mais credenciado do HSBC, que não trabalhava mais com crédito consignado no Senado, conforme nota do próprio Banco:

    Quadro 4


    Meu neto não participou da negociação de qualquer convênio de banco com o Senado, a autorização do banco com que trabalhou foi anterior à minha Presidência e a participação das consignações no Senado nos contratos de sua empresa era residual, limitada a 65 contratos, inferior a 3%.

    Tratou-se também da Fundação José Sarney, acusando-me de nela ter funções administrativas e ter negado isto da tribuna. Quero mostrar que, como me faculta o Estatuto da Fundação, pelo Parágrafo único do Art. 19, deleguei desde 1990 as funções de Presidente ao advogado José Carlos Sousa Silva, não tendo a partir de então qualquer atividade administrativa, conforme os documentos anexos:

    Quadro 5


    Quero comentar também outras notícias sobre mim e minha família que nada têm a ver com o Senado e caracterizam uma campanha pessoal:

    Acusam-me de favorecer um namorado de minha neta por ato secreto. Nos trechos de diálogos divulgados de maneira ilícita, verifica-se que se tratam de conversas coloquiais entre familiares, que nada têm com um processo em segredo de justiça e pela lei deveriam ser eliminados. Não há nelas qualquer palavra minha em relação a nomeação por ato secreto. É claro que não existe um pedido de uma neta, se pudermos ajudar legalmente, que deixemos de atender.

    A pessoa indicada era competente, formada em física, pós-graduado e sempre trabalhou com assiduidade e elogios de seus chefes.

    Sou acusado de ter recebido auxílio-moradia do Senado por sete meses. O auxílio-moradia é legal, direito dos Senadores e muitos o recebem. Depositaram em minha conta e eu, não por ser ilegal, mas por uma decisão pessoal, oficiei pedindo que fosse estornado do meu contra-cheque.

    E que métodos que são adotados?

    Não encontrando nada contra mim, e querendo generalizar, pasmem os senhores Senadores, colocam meu nome na Operação Guatama, em gravação da Polícia Federal.

    Quadro 6


    Quero dizer que, se já vi o Senhor Zuleido Veras, foi muito. Nunca este senhor foi a minha casa. Mas coloca-se isto como fato para envolver-me nesse rumoroso caso.

    Pois bem, pasme o Senado, essa gravação foi montada e a perícia mandada fazer pelo respeitado técnico Molina conclui:

    Quadro 7


    Mas a campanha não fica por aí. Um repórter foi entrevistar o Sr. Giovani, a quem vendi minha fazenda em 2002. Ele chega agredindo o senhor, chamando-o de laranja e rouba os papéis de sua mesa. Como o Sr. Giovani tem gravação de TV em seu escritório, a cena foi filmada e não deixa dúvida. Esta não é um procedimento da deontologia da profissão que se poderia e deveria esperar de um jornalista credenciado no Senado Federal.

    Tenho, em minha posse, uma cópia deste filme. Fiquei estarrecido e pensei se devia exibi-lo aqui. Decidi que isto era ser arrastado ao nível do debate que tenho criticado e de que quero, pelo bem de todos, sair, e em respeito à imagem das pessoas. Acreditem no entanto que o que houve foi da maior gravidade e é uma demonstração de até que ponto a imprensa foi levada a uma guerra contra a minha pessoa.

    Devo registrar, por uma questão de justiça, que o veículo, informado da conduta do repórter, não utilizou os documentos furtados.

    Assim, Senhores Senadores, não está se desejando melhorar nem pensando no Senado. Está-se numa campanha pessoal contra mim, sem respeitar minha privacidade, meus 55 anos de vida pública, de muitas e cruéis lutas, sem nódoa.

    Todos aqui, repito, somos iguais. Ninguém é melhor do que outro.

    Quero resumir. Em nenhum momento de minha vida faltei ou faltarei com o decoro parlamentar. Logo eu, que prezo a liturgia, cidadão de vida ilibada, de hábitos simples, ter falta de compustura e decoro.

    Não favoreci neta ou neto meu. Não abusei de minha autoridade ao requisitar o envio de seguranças a minha residência. Não menti ao dizer que não tinha responsabilidade por atos administrativos na Fundação José Sarney. Sou, isto sim, vítima de uma campanha sistemática e agressiva.

    Humildemente, peço aos meus colegas que me julguem pela minha conduta, austera, sem arrogância, respeitando todos e com todos mantendo boa convivência, e não pelas mentiras, calúnias, montagens, acusações levianas e desrespeito às pessoas. Peço justiça para que possamos sair da crise e voltarmos ao ambiente de tranquilidade.

    Não vou mudar. Meu apelo é a volta de uma convivência pacífica entre nós. O que não posso aceitar é a humilhação de fugir das minhas responsabilidades.

    No meu último discurso falei em vencer a injustiça pelo silêncio. Clemenceau dizia que é mais difícil administrar o silêncio que as palavras.

    Que a paz seja restaurada na Casa. Que o ódio e a paixão política não nos faça perder a razão.

    Cito uma talentosa neurocientista, Ana Carolina, que diz que obedecer à consciência é honrar a vida.

    E diz a um cliente:

    “É um tempo difícil, eu sei. Qualquer entreluz transeunte é percebida como a mais intensa escuridão. Mas segure, agüente, persista, resista. Encontre qualquer ponto de força que ainda more dentro de você.”

    Minha força não é o desejo de poder. Este cargo nada me acrescenta mais do que agruras, injustiças e trabalho. Mas minha certeza de que nada fiz de errado, a minha fé e minha crença de que as senhoras Senadoras e os senhores Senadores são justos e à convivência faz conhecer as pessoas, que me ajudarão a reconstruir a paz e a harmonia no Senado.



    Tiro tucano sai sempre pela culatra...

    Clique na foto para conferir
    O senador tucano Alvaro Dias colocou uma enquete no seu Blog
    (www.blogalvarodias.com.br)

    VOCÊ É FAVORÁVEL À RENÚNCIA DE SARNEY À PRESIDÊNCIA DO SENADO?

    33% disseram que sim

    67% disseram que não

    Mais da metade dos leitores afirmaram ser contra a renúncia do Sarney... Como se vê, "opinião publicada" pelos jornalões golpistas não é necessariamente a "opinião pública" efetivamente, aquela "voz rouca das ruas".

    Se não der para conferir a foto acima, veja o print da tela http://yfrog.com/5gt8op

    FICA SARNEY!!!!

    Simon: nú diante das peraltices...

    Longe de mim querer ser o dono da verdade, muito menos de paladino de alguma coisa, mas lamento e repudio opiniões contrárias, quase todas enfurecidas(Collor fazendo escola?) e monuntalmente equivocadas sobre a reação de Fernando Collor, retrucando sandices e galhorfas de Pedro Simon. Também, quem mandou o aguerrido Collor falar firme e forte com um Santo, um imaculadíssimo, um intocável e puro Pedro Simon? Aguenta o tranco, Collor! Todo ser humano reage de uma maneira. Cada um tem o seu limite de paciência. Simon alegou que discursava pela paz e pelo amor. Atitudes realmente de quem não tem defeitos, Simon vai direto para o céu. Collor, Renan e outros que tiverem a audácia e a coragem de encostar Simon na parede, de deixá-lo comovidamente nu diante de suas peraltices, não merecem nem as delícias do inferno. Constatação que percebo no tom de selvageria de alguns dos privilegiados ocupantes da preciosa trincheira dos leitores.

    O que fariam os leitores se não existisse o Tales Faria?

    Bota os sábios cientistas políticos no chinelo. A bola de cristal do Tales é sensacional. Garante, no seu didático "O risco da arrogância e da antipatia política", no Jornal do Brasil do dia 4, que Renan e Collor bateram no paladino e ético Simon, mas perderam a luta. Continuo matutando sem entender a profundidade da visão política de Tales Faria. Coisa mais feia, Collor e Renan, desmascarar e repudiar as sandices da vestal grávida gaúcha, que adora holofotes e odeia críticas. Tales envereda na trilha vesga e torpe, chamando Renan de amargurado e arrogante e impressionado com os "olhos embugalhados" do contundente e sincero Collor. Creio que Lula, do alto dos seus 81 por cento de aceitação popular, discorda do atilado Tales Faria. Prefere a dupla Renan-Collor, firme e forte, retrucando patadas oposicionistas, do que santos de pau oco, como Simon, conhecido no Rio Grande do Sul como "o senador com duas mãos em busca de uma idéia".

    Collor tem munição sobrando...

    Collor foi contundente e firme com Simon, retrucando o arsenal de sandices e gracejos infames do senador gaúcho, acostumado a ser o doce de côco de certa mídia que sabe como usá-lo como convém a seus interesses, que costumam ser muitos, menos jornalísticos. Collor foi taxativo, exigindo respeito, se Simon quiser ser respeitado. O ex-presidente e senador pelo PTB alagoano foi eleito para trabalhar pela coletividade, e o faz com isenção e espírito público. Mas não é homem de fugir da luta, de ouvir calado canalhices de quem quer que seja. Foi-se o tempo em que Collor sofreu calado, resignado, porém com altivez, torpezas de covardes. Não é homem de fugir da luta. Quem quiser briga, seguramente a terá. Tem coragem e munição sobrando.

    quarta-feira, 5 de agosto de 2009

    Da série "Os Parlapatões"...

    O RABO PESADO DE SIMON, QUE COLLOR MOSTROU

    A Portosol - Instituição Comunitária de Crédito - nasceu a partir de uma iniciativa conjunta do Governo do Estado do Rio Grande do Sul (TEM CONVÊNIO COM O GOVERNO TUCANO DE YEDA CRUSIUS), Prefeitura Municipal de Porto Alegre, FEDERASUL e AJE-POA, para fornecer crédito com pouca burocracia, rapidez e taxas acessíveis aos pequenos empresários, registrados ou não.Hoje atua em toda a região metropolitana de Porto Alegre e Vale do Rio dos Sinos oferecendo diversos serviços de financiamento para pequenos empreendedores. Já são mais de 110 mil operações e R$ 125 milhões em empréstimos.

    Veja: http://www.portosol.com/

    Collor, durante um aparte ao bate-boca do Senador Simon com Renan Calheiros, ameaçou revelar fatos obscuros de Simon. Sabe-se agora que esse fato tem a ver com a empresa de MICRO CRÉDITO PORTO SOL. O senador gaúcho deverá ir à tribuna explicar que não tem nada com a empresa de microcrédito Porto Sol, que Renan Calheiros insinuou, também, onde ele teria negócios escusos.
    - É uma empresa muito bacana de microcrédito. Vou mostrar que não tem nada a ver comigo - disse Simon.
    No bate-boca com Pedro Simon (PMDB-RS), Renan Calheiros perguntou se o colega lembrava de uma empresa “Porto Sol”. Simon não respondeu. A Porto Sol é uma empresa de empréstimos consignados de familiares muito próximos a Pedro Simon.Tiago Simon Assumiu a Presiência da Portosol em (ABR. 2006)Em cerimônia realizada na Agência Matriz da Portosol-Instituição Comunitária de Crédito, Tiago Chanan Simon assumiu a presidência da Instituição dia 06/04/2006 Ele exerce atualmente o cargo de Diretor do Departamento de Desenvolvimento Empresarial da Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais do RS, Tiago Simon é membro do Conselho de Administração da Portosol desde Março de 2003.

    Dica do ROMÉRIO RÔMULO para o Blog “O OniPresente”

    Eleições 2010: com ajuda da postura firme de Collor, crise construída do Senado já foi superada...


    Parte aloprada do PT, enquadrada por Lula, não poderá assinar nota da oposição contra Sarney
    Por Said Barbosa Dib*

    Cansado de meses de instabilidade construida e empolgado pela reação contudente de sua base parlamentar no Senado, ontem (3), o presidente Lula resolveu endurecer com os aloprados IRRESPONSÁVEIS do PT do Senado. O presidente telefonou para cada um dos parlamentatres lembrando o compromisso de todos não só com os interesses eleitorais do partido, mas também – e principalmente – com a governabilidade do País. E não teve nem que falar da candidatura Dilma... Mas o presidente não poupou a sua costumeira linguagem bastante contudente e popular para mostrar que, se os mais resistentes não pensam em apoiar Sarney, que pelo menos não atrapalhassem a forte reação de ontem do PMDB e de Collor, que colocaram as mariposas decadentes de sempre no chinelo. Por isso, os senadores petistas reforçaram nesta terça-feira, 4, o apoio para a permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência da Casa, ao manterem a posição pela licença temporária (apenas para os holofotes) e não aceitar convite de outros quatro partidecos (DEM, PSDB, PDT e PSB) para pedir a renúncia do senador ao cargo, ou seja, para derrubar o presidente da intituição, legitimamente eleito por larga vantagem.

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      A "decisão" do PT do Senado, em se mancar diante das “admoestações” (esporros) de Lula, do alto dos seus 85%, fortaleceu ainda mais Sarney e deixou isolados os senadores que defendiam demagogicamente a renúncia. O efeito foi imediato e o realismo caiu como efeito dominó. Ao final do dia, todos os partidos - mesmo os golpistas pilantras - optaram por colocar o rabinho entre as pernas e manter apenas o pedido de afastamento de Sarney, eufemismo para “FIQUE SARNEY!”. Se o PT do Senado tivesse concordado com a renúncia, os demais partidos fariam o mesmo, dificultando um pouco mais a permanência de Sarney no comando do Senado, mas sem ameaçá-la efetivamente. Em um plenário de 81 senadores, os cinco partidos da PSEUDO-OPOSIÇÃO juntos somam 46 votos - 14 do DEM, 13 do PSDB, 12 do PT, cinco do PDT e dois do PSB. Mas fontes seguras da própria oposição admitem que pelo menos 7 do DEM, 3 do PSDB, 6 do PT e 2 do PDT, não admitiriam votar contra Sarney. Ou seja, apenas 28 senadores golpistas – mesmo se apoiados pelos 6 aloprados petistas que só pensam nas próprias eleições em 2010 - nunca ameaçariam o presidente legitimamente eleito para a presidência do Senado em fevereiro (seriam apenas 34 no total, num universo de 81). Mas, também é verdade que, pelos números, pode-se constatar que foi pela insistência irresponsável de poucos petistas da bancada que a crise no Senado, que vem sendo inflada pela imprensa golpista de José Serra, se prolongou e atrapalhou o governo federal e o País por tanto tempo. Isto não ocorreria se o egoismo e a irresponsabilidade de alguns poucos (que priorizaram mais suas próprias eleições nos estados), não tivessem aflorado. Entretanto, Lula, homem que vem mostrando ser bastante paciente, segundo fontes do Planalto, promete não deixar barato para essa gente...

      Mas, afinal, quais petistas terão que se submeter às urnas no ano que vem? Quem é quem neste jogo todo. Três senadores do partido, João Pedro, Tião Viana, e Eduardo Suplicy, têm mandatos garantidos até 2015. Todo o resto irá enfrentar a renovação de 2/3 do Senado em 2010. Desses, o primeiro, homem correto do Amazonas, é tido como voto favorável ao Sarney. O segundo não precisa qualquer comentário... Já mostrou que não vale nada. Suplicy, ao contrário do que tenta demonstrar em plenário, tem o mesmo mau hábito do meão Pedro Simon. Nos holofotes, dá uma de radical, mas, segundo o próprio Lula, nos bastidores, o gago faz o que Lula manda, servilmente como um cachorrinho poodle (é assim que se escreve?). Obedece como uma criança amestrada. João Pedro não é traíra nem demagogo. Não seria problema. Do resto, todos vão enfrentar as urnas. Mas, Augusto Botelho e Delcídio Amaral, além de não serem demagógicos, têm relações respeitosas e até afetuosas com Sarney. São parlamentares que trabalham e respeitam a governabilidade. Fátima Cleide, Flávio Arns, Ideli Salvatti e Serys Slhessarenko, embora "radicais' nos discursos, são bastante fiéis ao Lula, portanto, necessaria e indiretamente ao senador Sarney. Mesmo que, para a galera, alguns desses tenham assinado tolices. Slhessarenko, inclusive, faz parte da Mesa que preside o Senado. Moça muito séria. Se ela, que participa de todas as decisões colegiadas, afirmasse que nos últimos meses nada vem sendo feito para melhorar a Casa, estaria dando um tiro no próprio pé. Paulo Paim é realmente uma incógnita. É um senador gaúcho que, diferente de Pedro Simon, tem projetos e tem princípios. Teoricamente, estaria do lado do bem. Mas, por ser do Rio Grande, pode estar submetido às oscilações da política local. Pode, também, ter sofrido pressões de Tarso Genro, canalha que vazou informações da PF contra Sarney; e do PMDB gaúcho de Simon... Resta quem? Os vermes que Lula quer ver ("de cum força", como dizem o interior...) no cadafalso no ano que vem: Aloizio Mercadante (eternamente ressentido por nunca ser chamado para o ministério e que, como parece, quer se aproximar de Serra em SP); Marina Silva (RESSENTIDA, assim como o Cristovam, por ter sido despedida por pura incompetência do MMA) e Tião Viana, pilantra que, repito, dispensa comentários.
      É isso. Tudo poderia ter sido evitado se os irresponsáveis e mariposas de plantão tivessem deixado Sarney aplicar toda sua experiência na melhoria da Casa que presidiu por três vezes. Mas, agora, o céu é de brigadeiro para abrir caminho para a dona Dilma... Tremam serristas canalhas...
      Do Blog do Saïd Dïb